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Produção de gás natural bateu recorde no mês de outubro

A produção de gás natural foi recorde em outubro. Foram produzidos 117 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, um aumento de 3,7% em comparação ao mês anterior e de 2,1%, se comparada com o mesmo mês de 2017. A informação é da Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Derivados (ANP).

Já a produção de petróleo no período foi de 2,614 milhões de barris de petróleo por dia, um aumento de 5,2% na comparação com o mês anterior e uma redução de 0,5% se comparada com outubro de 2017.

O principal incremento na produção foi na Plataforma FPSO Cidade de Itaguaí [unidade que produz, armazena e transfere óleo e gás] e algumas plataformas da Bacia de Campos, devido a retornos de paradas realizadas no mês anterior.

A produção total de petróleo e gás do Brasil foi de aproximadamente 3,350 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Pré-Sal

A produção do pré-sal em outubro totalizou 1,840 milhão de barris de petróleo por dia, um aumento de 3,2% em relação ao mês anterior. Foram produzidos 1,471 milhão de barris de petróleo por dia e 58,8 milhões de metros cúbicos diários de gás natural por meio de 88 poços. A participação do pré-sal na produção total nacional em outubro foi de 54,9%.

Gás Natural

O aproveitamento de gás natural no Brasil no mês de outubro alcançou 97,4% do volume total produzido. Foram disponibilizados ao mercado 65,2 milhões de metros cúbicos por dia.

A queima de gás totalizou 3 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de 3,1% se comparada ao mês anterior e de 11,1% em relação ao mesmo mês em 2017.

O Campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural. Produziu, em média, 899 mil barris de petróleo por dia e 37,9 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Os campos marítimos produziram 95,9% do petróleo e 78,4% do gás natural. A produção ocorreu em 7.399 poços, sendo 716 marítimos e 6.683 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 92,7% do petróleo e gás natural.

(Agência Brasil/Foto – Divulgação)

Fórum Nacional de Secretários Estaduais da Cultura divulga carta em defesa do MinC

Fabiano Piúba, titular da Secult e do Fórum, puxou o manifesto.

O Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes de Cultura dos Estados lançou, na manhã da segunda-feira (03/12), Carta Aberta “Fica, MinC! Em defesa da permanência do Ministério da Cultura”. O manifesto versa sobre o cenário que o Brasil tem vivido nos últimos tempos e a gravidade do anúncio da extinção do Ministério da Cultura (MinC).

Como em 2016, o Fórum vem a público se manifestar em defesa da integridade, permanência e fortalecimento institucional da pasta. Com ampla participação, 21 Estados mais o Distrito Federal assinam o manifesto. A entidade é presidida, atualmente, pelo secretário da Cultura do Ceará, Fabiano Piúba.

Confira a carta:

Carta aberta do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura

“Fica, MinC! Em defesa da permanência do Ministério da Cultura”

Os Secretários e dirigentes estaduais de Cultura representam, neste ato, os milhões de cidadãos e cidadãs de todos os Estados e municípios do país que aprenderam a admirar e a se orgulhar de seus artistas e das manifestações culturais que nos fazem únicos no mundo, que nos fazem brasileiros e brasileiras. Representamos também a diversidade política dos diferentes governos estaduais. Para muito além de questões político-ideológicas, o que nos motiva é a compreensão da grandeza da Cultura Nacional.

Diante da gravidade do anúncio da extinção do Ministério da Cultura (MinC), o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura vem a público – como em 2016 – se manifestar em defesa da integridade, permanência e fortalecimento institucional do Ministério.

Este é mais um momento que exige mobilização em torno das políticas culturais desenvolvidas em todas as esferas da federação – União, Estados e Municípios – e de instituições públicas e privadas, que promovem o acesso aos bens e serviços culturais, o fomento às artes, a preservação do patrimônio cultural e a promoção da diversidade cultural brasileira. A cultura é um direito fundamental e constitucional e é essencial a manutenção de estrutura adequada para a existência permanente e perene de órgãos próprios que possam gerir e executar políticas públicas.

Nos últimos anos, mesmo com o esvaziamento político e a drástica redução orçamentária, a permanência do MinC foi uma demarcação institucional do campo das artes e da cultura no país. Mais do que uma conquista setorial dos artistas, produtores, gestores e fazedores de artes e culturas foi uma conquista da sociedade e do povo brasileiro.

No Brasil, o setor cultural gera 2,7% do PIB e mais de um milhão de empregos diretos, englobando as mais de 200 mil empresas e instituições públicas e privadas. São números superiores a muitos outros setores tradicionais da economia nacional. E a tendência é de contínuo crescimento. Lembrando ainda que a Lei Rouanet, hoje tão injusta e equivocadamente atacada, representa apenas 0,3% do total de renúncia fiscal da União e incentiva milhares de projetos em todo o país que geram renda e empregos.

Portanto, defendemos a permanência e integridade do MinC na estrutura governamental, como um órgão próprio e exclusivo para a gestão e a execução das políticas culturais, em parceria com os estados e municípios e com a sociedade civil. Defendemos também a permanência, como órgãos próprios e valorizados, das Secretarias e Fundações estaduais e municipais, que conformam o Sistema Nacional de Cultura.

É fundamental valorizar e reconhecer a inestimável colaboração do Ministério da Cultura e de todas as suas entidades vinculadas para a Cultura e a Economia brasileiras. São elas: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Instituto Brasileiro de Museus (Ibram); Agência Nacional do Cinema (Ancine); Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB); Fundação Cultural Palmares (FCP); Fundação Nacional de Artes (Funarte) e Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

É por todas essas razões que o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura conclama a sociedade brasileira e, principalmente, o novo Governo Federal, a fazer uma profunda reflexão e reverter a decisão de extinção do órgão, mantendo a integridade do Ministério da Cultura.

Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura

03 de dezembro de 2018

Fabiano dos Santos Piúba

Presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura Secretário de Estado da Cultura do Ceará

Karla Cristina Oliveira Martins

Presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour do Acre

Melina Torres Freitas

Secretária de Cultura de Alagoas

Denílson Vieira Novo

Secretário de Cultura do Amazonas

Arany Santana

Secretária de Cultura da Bahia

Guilherme Reis

Secretário de Cultura do Distrito Federal

João Gualberto Moreira Vasconcelos

Secretário de Cultura do Espírito Santo

Athayd Nery de Freitas Júnior

Secretário de Cultura do Mato Grosso do Sul

Diego Galdino

Secretário de Cultura do Maranhão

Ângelo Oswaldo de Araújo Santos

Secretário de Cultura de Minas Gerais

Paulo Chaves

Secretário de Cultura do Pará

João Luiz Fiani

Secretário de Cultura do Paraná

Laureci Siqueira

Secretário de Cultura da Paraíba

Antonieta Trindade

Secretária de Cultura de Pernambuco

Marlenildes Lima da Silva (Bid Lima)

Secretária de Cultura do Piauí

Carla Pettri Mercante

Secretária de Cultura do Rio de Janeiro

Amaury Silva Veríssimo Júnior

Presidente da Fundação José Augusto, do Rio Grande do Norte

Rodnei Paes

Superintendente de Cultura de Rondônia

Selma Maria de Souza

Secretária de Cultura de Roraima

Romildo Campello

Secretário da Cultura do Estado de São Paulo

Irineu Fontes

Assessor Executivo da Cultura de Sergipe

Noraney de Fátima Fernandes

Superintendente da Cultura do Tocantins.

(Foto – Divulgação)

Presidente do Banco Central projeta inflação abaixo de 4% para este ano

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, disse hoje (3) que o país vive um momento de crescimento econômico – lento e gradual, mas de crescimento – e deve o fechar o ano com expansão de 1,4% no PIB. De acordo com Goldfajn, no próximo ano, o Produto Interno Bruto poderá chegar 2,4% no próximo ano.

Ao participar do seminário Reavaliação do Risco Brasil, promovido nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Goldfajn ressaltou que a inflação está sob controle e deverá fechar este ano em 3,94% e que a taxa básica de juros da economia (Selic) vem-se mantendo no patamar histórico de 6,5%.

Goldfajn ressaltou o fato de que este cenário foi atingido em momento em que o mundo, e o próprio país, viveu momentos de turbulência. “Eu diria que há três grandes fenômenos [a se destacar]. Em primeiro lugar, a consolidação da inflação em torno das metas. Uma vez a inflação consolidada, e as expectativas ancoradas, nós este ano tivemos a satisfação de manter a taxa de juros básica mínima histórica, que é os 6,5% [ao ano].”

“Isso ocorre em um ano em que tivemos um desafio relativamente importante, com uma conjuntura externa mais difícil e um cenário interno também mais turbulento. E, dado isso, a inflação na meta e taxa de juros histórica, nós temos hoje uma recuperação. Ela é gradual, mas é consistente – já temos sete trimestres de crescimentos positivos”, enfatizou Goldfajn.

Ao falar sobre a inflação, o presidente do Banco Central lembrou que, em 2015, a taxa estava em torno de 10,6%, vindo a cair para 6,29% no final de 2016, até fechar o ano passado em 2,95% – abaixo da meta em fixada pelo próprio BC e devendo encerrar 2019 em 4,12%, ligeiramente abaixo da meta de 4,25%.

“Começar o ano de 2018 com a inflação abaixo da meta se provou útil porque este foi um ano em que enfrentamos muitos desafios. Tivemos um choque externo relevante, um ambiente desafiador para economias emergentes. Houve depreciação da moeda de todas as economias emergentes. Desde as mais até as menos vulneráveis: eu diria em torno de 10%”, acrescentou.

Depois de ressaltar a ocorrência de uma queda importante no PIB do país, em torno de 7,5% [em 2015 e 2016], e usar estimativas do próprio mercado para estimar que a economia deverá fechar o ano que vem em torno de 2,4%, o presidente do Banco Central defendeu como fundamental para a recuperação da economia brasileira de forma mais consistente a continuidade das reformas.

Reformas

O presidente do BC defendeu a realização de reformas e ajustes para garantir a recuperação econômica. “Tem que trabalhar as reformas, os ajustes, para que esta recuperação seja mais intensa. Politica monetária, inflação, política cambial – eu diria que são a rotina do Banco Central,é o objetivo principal. Além dessa rotina, a gente tem a estabilidade do sistema financeiro. [É preciso] cuidar para que o sistema funcione”.

No entanto, alertou Goldfajn, “não basta fazer a rotina, o dia a dia. Não basta só a inflação ficar na meta. Precisamos também avançar em medidas estruturais. E é por isso que nós trabalhamos a Agenda BC+: é uma agenda financeira que fala em cidadania, incluir mais gente no sistema financeira e trabalhar em uma legislação mais moderna para o BC, cuja gente tem 30, 40 anos ou mais”.

Ele destacou que que o crescimento econômico propriamente dito não é um objetivo do Banco Central, mas do governo federal, como um todo, defendeu a autonomia da instituição e voltou a enfatizar a necessidade de se avançar nos ajustes e nas reformas necessárias, “uma vez que as conquistas dos últimos dois anos só se consolidarão e avançarão ainda mais se eles forem implementadas”.

(Agência Brasil)

Receita Federal diz que carga tributária atingiu 32,43% do PIB

A carga tributária atingiu 32,43% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB), em 2017. A informação foi divulgada hoje (3) pela Receita Federal. É o maior índice em quatro anos.

Em relação a 2016 (32,29%), a carga tributária aumentou 0,14 ponto percentual. De acordo com a Receita, a variação resultou da combinação dos acréscimos em termos reais (descontada a inflação) de 0,99% do PIB e de 1,4% da arrecadação tributária nos três níveis de governo.

O PIB no ano de 2017 apresentou aumento em relação ao ano anterior, alcançando aproximadamente R$ 6,56 trilhões. E a arrecadação chegou a R$ 2,13 trilhões.

Dentre os tributos federais, os que mais contribuíram para o aumento da carga tributária foram os programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), responsáveis pelo crescimento de 0,21 ponto percentual. Segundo a Receita, o acréscimo decorreu principalmente da elevação das alíquotas sobre combustíveis (gasolina e diesel).

Já as maiores reduções se devem ao Imposto de Renda sobre a Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), responsáveis por um decréscimo de 0,35 ponto percentual. Isso ocorreu porque, em 2016, houve aumento da arrecadação com o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária, conhecido como Lei da Repatriação. Esse regime permitiu a regularização de recursos, bens ou direitos remetidos ou mantidos no exterior ou repatriados por residentes ou domiciliados no país, que não tinham sido declarados ou que tinham sido declarados incorretamente. No total, em 2016 foram arrecadados R$ 23,5 bilhões.

Quanto aos tributos estaduais, houve acréscimo de arrecadação em relação ao ano anterior do Imposto sobre a Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) de 0,12 ponto percentual.

(Agência Brasil)

MST do Ceará promove a I Mostra Nacional de Produtos da Reforma Agrária

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) vai realizar, na próxima quarta-feira, a I Mostra Nacional dos Produtos da Reforma Agrária. A atividade acontecerá numa feira extraordinária programada para o Centro de Formação Capacitação e Pesquisa Frei Humberto, situado em Fortaleza.

De acordo com a assessoria de imprensa do evento, serão expostos e comercializados diversos produtos in natura e industrializados de várias cooperativas de todo o País inteiro. A feira é resultado do Encontro Nacional das Cooperativas do MST, que ocorre nesta mesma semana no Estado.

Programação

9 horas – Abertura da feira
11 horas – Atividades com Governo do Estado ( FEDAF/ São José III)
12 horas – Música ao vivo (Cumpadi Barbosa)

SERVIÇO

*Centro de Formação Capacitação e Pesquisa Frei Humberto – Rua Paulo Firmeza, 445 – São João do Tauape.

(Foto – Ilustrativa)

Futebol cearense fecha 2018 com o melhor desempenho no Nordeste

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Apito final no calendário oficial do futebol brasileiro em 2018. Com as quatro divisões do campeonato nacional encerradas, o balanço da temporada apresenta um destaque especial: o desempenho dos times cearenses. Pelo segundo ano seguido, os representantes do Estado tiveram um ano de glórias no Campeonato Brasileiro. Dessa vez, além de repetir os dois acessos do ano passado, as equipes alencarinas conquistaram títulos em duas séries, com o Fortaleza na Série B e o Ferroviário na Série D, além não registrarem, novamente, nenhum rebaixamento nas competições da CBF. De quebra, o futebol cearense ainda garantiu a presença de dois clubes, Ceará e Fortaleza, na Série A 2019.

O saldo é o melhor entre todos os estados do Nordeste. Por outro lado, duas outras potências da região, Bahia e Pernambuco, tiveram um ano negativo. Os pernambucanos ficaram sem representante na elite do Brasileirão, com o rebaixamento do Sport. E ainda viram os outros dois clubes tradicionais do Estado, Náutico e Santa Cruz, estacionarem na Série C. Pernambuco viu ainda a 4ª força local, o Salgueiro, ser rebaixado da Série C para a Série D.

Para os baianos, o ano não foi dos melhores, com dois rebaixamentos. O Vitória caiu da Série A para a Série B, enquanto o Juazeirense foi rebaixado da 3ª para a 4ª Divisão nacional. Em compensação, o estado ainda manteve um representante na Série A, com a permanência do Bahia na Elite.

Além do Ceará, outro estado que registrou um ano bem positivo foi Alagoas, que depois de muito tempo voltará a contar com um representante no Brasileirão. Vice-campeão da segundona, o CSA voltará a disputar a Série A em 2019. Os alagoanos terminaram a temporada sem times do estado rebaixados. Na Segundona, Alagoas segue representada pelo CRB.

Na Paraíba, o saldo também é positivo: nenhum rebaixamento e o acesso do Treze, vice-campeão da Série D, para a 3ª Divisão nacional em 2019. Já o Maranhão, um time sorriu e outro chorou ao fim da temporada. O Imperatriz conquistou o acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro. Por outro lado, o estado lamenta a queda da Sampaio Corrêa para a Série C e ficará sem representantes na Segundona em 2019.

Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte terminam a temporada zerados: sem títulos, acessos, rebaixamentos e times na Série A do Brasileirão.

Confira o balanço dos estados nordestinos no Campeonato Brasileiro em 2018:

– Ceará: 2 títulos, 2 acessos, 0 rebaixamento e 2 times na Série A 2019
– Pernambuco: 0 título, 0 acesso, 2 rebaixamentos e 0 times na Série A 2019
– Bahia: 0 títulos, 0 acessos, 2 rebaixamentos e 1 time na Série A em 2019
– Maranhão: 0 títulos, 1 acesso, 1 rebaixamento e 0 times na Série A 2019
– Alagoas: 0 títulos, 1 acesso e 0 rebaixamento e 1 time na Série A 2019
– Paraíba: 0 títulos, 1 acesso, 0 rebaixamento e 0 times na Série A 2019
– Rio Grande do Norte: 0 título, 0 acesso, 0 rebaixamento e 0 times na Série A 2019
– Sergipe: 0 título, 0 acesso, 0 rebaixamento e 0 times na Série A 2019
– Piauí: 0 título, 0 acesso, 0 rebaixamento e 0 times na Série A 2019

ACESSOS NO CAMPEONATO BRASILEIRO
Acesso da Série D para a Série C: Ferroviário, São José-SP, Imperatriz-MA e Treze-PB
Acesso da Série C para a Série B: Bragantino, Operário-PR, Cuiabá e Botafogo-SP
Acesso da Série B para a Série A: Fortaleza, CSA-AL, Avaí e Goiás

REBAIXAMENTOS NO CAMPEONATO BRASILEIRO
Rebaixamento da Série A para Série B: Sport, América-MG, Vitória e Paraná
Rebaixamento da Série B para Série C: Paysandu, Sampaio Corrêa-MA, Juventude e Boa Esporte-MG
Rebaixamento da Série C para Série D: Juazeirense, Salgueiro, Tupi-MG e Joinville-SC

(O POVO Online/Esportes – Repórter Bruno Balacó)

Crediário e cartão de crédito são os maiores vilões da inadimplência no País

Os principais responsáveis pela inadimplência no país são o crediário (65%) e o cartão de crédito (63%), segundo estudo divulgado hoje (3) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Outros tipos de dívidas que levaram ao registro do nome em entidades de proteção ao crédito são empréstimo pessoal em bancos ou financeiras (61%), crédito consignado (60%), cheque especial (57%), financiamento de automóvel (45%), mensalidades escolares (26%), conta de telefone (20%), boletos de TV por assinatura e internet (18%), conta de água e luz (11%), aluguel (10%) e condomínio (8%).

As contas em atraso que não levam à negativação, segundo o levantamento, são empréstimos com parentes e amigos (38%), parcelas do cartão de crédito (20%), crediário (20%) e cheque especial (20%).

Quando falta dinheiro para honrar todos os compromissos, o brasileiro prioriza o plano de saúde (89%), o boleto do condomínio (86%), o aluguel (82%), as contas de água e luz (79%), a televisão por assinatura e internet (75%), a conta de telefone fixo e celular (65%) e a mensalidade escolar (58%).

O educador financeiro do SPC Brasil José Vignoli aponta o desemprego em alto nível, a renda achatada e a falta de controle financeiro como causas da inadimplência. “O mais grave é o fato de que as dívidas bancárias se posicionam entres os primeiros colocados, porque os juros elevados por atraso contribuem para que os valores dessas dívidas cresçam até o ponto de o consumidor não conseguir honrar seus compromissos financeiros”, disse.

(Agência Brasil)

Camilo será cicerone de novo de encontro dos governadores do Norte e Nordeste em Brasília

Camilo receberá o grupo no escritório de representação do Ceará em Brasília.

Os governadores do Norte e Nordeste desembarcarão amanhã (4), em Brasília, para acompanhar de perto as votações sobre securitização da dívida ativa e a regulação da cessão onerosa de gás e petróleo. Eles também pretendem ter uma reunião com o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), para conversar sobre os fundos de participação dos estados e municípios.

Antes, às 10 horas, os governadores se reunirão, na representação do Ceará, na capital federal. A informação foi confirmada, via assessoria do governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que é o coordenador do grupo do Nordeste. Todos os temas se referem à partilha de recursos da União com estados e municípios.

“A União precisa parar com esta concentração permanente de receita e quebra do pacto federativo. Na última semana foram aprovadas urgências e avançamos nos entendimentos e agora vamos cuidar de, por acordo, viabilizar a votação. Se a União precisa de receitas, imagine quem está lá na ponta cuidando das demandas do povo”, disse Wellington Dias, em nota divulgada pela assessoria.

Projetos

Na Câmara, eles vão acompanhar a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP 459) que trata da securitização da dívida ativa. O texto autoriza a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios a cederem, com ônus, os direitos originados de créditos tributários e não tributários, inclusive inscritos em dívida ativa.

No comunicado, a assessoria do governador do Piauí informa que o projeto “estabelece uma forma moderna de combater a sonegação e gera receitas para déficit da previdência e investimentos”. Segundo o texto, o projeto conta com interesse dos estados, municípios e a União.

Gás e petróleo

Outro tema que interessa aos governadores é Projeto de Lei Complementar (PLP 10.985) que trata da regulação da cessão onerosa de gás e petróleo.

A cessão onerosa trata de um contrato firmado em 2010, em que o governo cedeu uma parte da área do pré-sal para a Petrobras, que teve o direito de explorar 5 bilhões de barris de petróleo. Com a descoberta de volume maior de petróleo na área, o governo irá vender o excedente da área.

No Senado, a prioridade dos governadores é acompanhar a votação do projeto que trata do bônus de assinatura, complemento da cessão onerosa de gás e petróleo. O objetivo é a participação dos estados e municípios na receita com pagamento do bônus de assinatura após os leilões.

“São projetos maduros e governadores, de diferentes partidos e regiões do país, e prefeitos, unidos, queremos apenas que seja cumprida a regra da Constituição Federal de partilha destas receitas”, informa o comunicado, divulgado pela assessoria do governador do Piauí.

Supremo

Os governadores também deverão se reunir com o ministro Ricardo Lewandowski, relator de três ações no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os fundos de participação dos municípios e dos estados. Já houve audiência de conciliação e foi concedido prazo de 15 dias para governo federal abrir informações sobre as receitas partilhadas com estados e municípios.

Wellington Dias disse, no comunicado divulgado pela assessoria, que a expectativa é que ocorra o julgamento no STF.

(Agência Brasil/Foto  Fábio Lima)

Haddad sobre Ciro: “Eu que liguei para ele me cumprimentar!”

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Fernando Haddad (PT) alardeia que não guarda ressentimentos por Ciro Gomes (PDT) ter saído do país em vez de reforçar seu palanque na disputa direta contra Jair Bolsonaro.

Segundo informa a Coluna Radar, da Veja Online, numa conversa com correligionários nesses dias, Haddad frisou, entretanto, que o pedetista sequer telefonou para parabenizar-lhe por ter chegado ao segundo turno, um protocolo entre candidatos.

“Eu é que tive de ligar para o Ciro me cumprimentar”, lembrou. Neste caso, nada de extraordinário.

Haddad parece ter entrado numa egotrip para não se recordar quem estava precisando de apoio àquela altura.

Pesquisadores da UFC trocam experiências com grupos estrangeiros sobre tratamento de água

Alunos da Universidade Federal do Ceará, de outras instituições brasileiras e de três universidades estrangeiras apresentaram no fim de semana, no Campus do Pici, suas pesquisas sobre o controle de cianobactérias em reservatórios de água. Foi durante o II Workshop Selaqua, realizado no âmbito do Programa Institucional de Internacionalização (PRINT) do Ministério da Educação, e que tem o objetivo de construir novas parcerias internacionais de pesquisa.

O Selaqua é a Seção Laboratorial de Qualidade de Água do Departamento de Engenharia Ambiental. O evento é realizado em parceria com a Robert Gordon University, em Aberdeen, na Escócia, e conta ainda com participantes da University of St. Andrews, também na Escócia, e da Queen’s University, na Irlanda.

O coordenador da equipe internacional do evento, Carlos Pestana, da Robert Gordon University, já realizou trabalhos com a UFC nos anos de 2016 e 2017 e esse contato gerou a oportunidade do intercâmbio. Segundo ele, há perspectivas de construção de novas parcerias de pesquisa com a UFC. “Nós estamos no processo de criar materiais para serem testados aqui no Brasil no ano que vem, então terá mais colaboração extensiva no futuro”, adianta. A informação é do site da UFC.

De acordo com o coordenador no Brasil do evento, José Capelo Neto, do Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos, foram apresentados os resultados até o momento das pesquisas que têm por finalidade a melhoria da qualidade da água que é consumida pela população e que chega através do abastecimento público.

A ideia é a instalação de equipamentos desenvolvidos pela UFC em reservatórios, os quais captariam energia solar para o seu funcionamento. “Com isso, além de termos o controle físico-químico da bactéria, teríamos o sombreamento dos reservatórios, com os painéis solares, o que reduziria a evaporação”, adianta Capelo.

A estudante de doutorado em Engenharia Civil-Saneamento Ambiental da UFC, Marianna Correia, apresentou a pesquisa Control of cyanobacteria and their metabolites with the application of hydrogen peroxide. “Trata-se de aplicação de métodos de tratamento de água com o objetivo de eliminação de cianobactérias e os metabólitos produzidos por elas, como as cianotoxinas”, esclareceu. Ela avalia como muito importante o intercâmbio com os pesquisadores estrangeiros. “Eles podem nos ajudar com sugestões para a melhoria da nossa pesquisa e eles também conhecem, por exemplo, cianobactérias que não existem por lá e que nós estudamos aqui. É uma troca de experiências”, analisa.

O II Workshop Selaqua segue até o dia 5 de dezembro. Nesta terça-feira (4), haverá visita ao açude Castanhão e às estações de abastecimento ETA Gavião e ETA Oeste, que abastecem a Região Metropolitana de Fortaleza.

(Foto – UFC)

Onyx confirma extinção do Ministério do Trabalho

O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, confirmou hoje (3) a extinção do Ministério do Trabalho a partir de 1º de janeiro, quando o presidente Jair Bolsonaro assume o Executivo nacional. Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta manhã, Onyx explicou que as atuais atividades da pasta serão distribuídas entre os ministérios da Justiça, da Economia e da Cidadania.

Segundo ele, tanto as concessões de cartas sindicais quanto a fiscalização das condições de trabalho ficarão a cargo da equipe de Sergio Moro (Justiça). Sob o guarda-chuva de Paulo Guedes (Economia) e Osmar Terra (Cidadania) serão divididas as políticas de emprego, contemplando ações voltadas para o empregador e para empresários.

Onyx afirmou que o futuro governo terá 20 ministérios funcionais e dois eventuais. Os dois últimos são estruturas com status ministerial temporariamente, de acordo com estratégias defendidas pela equipe de Bolsonaro. Trata-se do Banco Central que “quando vier a independência deixa status de Ministério” e a Advocacia-Geral da União (AGU).

Bolsonaro deve definir nos próximos dias o comando do Meio Ambiente e dos Direitos Humanos. Onyx Lorenzoni vai detalhar a nova estrutura do governo em uma entrevista coletiva marcada para esta tarde.

Parlamentares

Nesta terça-feira, Onyx acompanha o presidente eleito em conversas com bancadas parlamentares. O primeiro grupo será do MDB e PRB que, juntos, têm mais de 60 parlamentares. Na quarta-feira, será a vez das bancadas do PR e PSDB.

De acordo com o futuro ministro de Bolsonaro, os encontros têm como finalidade apresentar um modelo diferente da relação entre Executivo e Legislativo. Onyx reiterou a afirmação que vem sendo feita pelo presidente eleito de que não haverá mais a política “toma lá, dá cá”, quando cargos eram distribuídos em troca de apoio na votação de projetos prioritários.

“Ao longo dos anos esses lugares eram dados e usados para operações que eram desvio de dinheiro público. E isso não vai ter no governo Bolsonaro. Estamos criando um novo mecanismo que não existe, uma nova lógica de relacionamento de construção de maioria que passa primeiro na relação com as bancadas, depois frentes parlamentares e vamos ter coordenadores regionais”, disse.

Segundo ele, a maioria será construída com apoio a parlamentares em projetos nos seus estados, como a execução de obras e atendimento de outras emendas, além da participação em programas do governo.

(Agência Brasil)

Educação é solução – O exemplo do Ceará

Com o título “Educação é a solução”, eis artigo de Roberto Victor, presidente da Academia Cearense de Direito. ele destaca avanos do estado do Ceará no plano da educação. Confira:

Paulo Freire, grande educador brasileiro, costumava asseverar: “Educação não transforma o mundo. Educação transforma as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Essa receita quase utópica, beirando o romantismo, é extremamente eficaz e necessária no mundo em que estamos vivendo. De fato, a prima facie, a educação não traz resultados, educação traz gastos e decepção, uma vez que vários Estados e nações investem altas cifras milionárias em educação, mas o desenvolvimento humano é inócuo e insignificante. Entretanto, creiam, com toda força de atitude e coragem, EDUCAÇÃO transforma o mundo sim!

Há milhares de ano, na Grécia antiga, Pitágoras exortava: educando não será necessário punir.

Vamos analisar o bem-sucedido case do Estado do Ceará.

Há cerca de 15 anos, o Ceará detinha números absurdos e alarmantes no quesito educação. A taxa de analfabetismo era imensa e totalmente desoladora para nossos educadores e gestores.

Devemos reconhecer e aplaudir várias personagens que protagonizaram uma mudança positiva para nosso Estado que hoje é reconhecido nacionalmente. Em ares de recência foram veiculados os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ano de 2017 e o Estado do Ceará foi hasteado a posição de destaque no País.

O Ceará, no governo Camilo Santana, superou com folga a meta estabelecida e continua com esse resultado pelo sexto Ideb consecutivo. Senhoras e senhores, nós, que militamos com educação, podemos acentuar com muita ênfase que esse resultado é esplêndido para um Estado do Nordeste, considerado pobre e com vários problemas regionais e climáticos. A média alencarina de 6,1 obtida superou os prognósticos otimistas e a expectativa de 4,5 projetada pelos gestores estaduais. Isso entremostra que além do aporte e da prioridade que o governador Camilo Santana e a Vice-Governadora Izolda Cela investem na EDUCAÇÃO, nossos professores e alunos estão acreditando e sendo parceiros desses maravilhosos resultados.

Camilo Santana, filho da educadora Ermengarda Maria de Amorim Sobreira Santana, que por sua vez era filha do grande jurista e professor romanista Amorim Sobreira, colheu na experiência exitosa da mãe, que conseguiu quase erradicar o analfabetismo em Barbalha quando ocupou a vice-prefeitura, lições primorosas para dar primazia à EDUCAÇÃO de nosso Estado. Camilo Santana continuou os avanços conquistados pelo ex-governador Cid Gomes, que promoveu um salto na educação desse Estado tendo sido, inclusive, Ministro da Educação, fazendo ao lado da admirável professora Izolda Cela, mãe do PAIC, projeto replicado em todo território nacional. O Ceará chegar nesse cenário de exemplo para o país e outros Estados.

Vejam, caros leitores, que o parágrafo acima traz uma biografia genealógica e afetiva de como a EDUCAÇÃO precisa ser prioridade para um Estado. Os resultados foram alcançados por conta da persistência e do investimento contínuo de anos e meses de trabalho. Iniciou-se com o governador Cid Gomes e a professora Izolda Cela, como secretária de Educação, e continuou com o governador Camilo Santana e a professora Izolda Cela, como vice-governadora. EDUCAÇÃO traz frutos dessa maneira. Há quem diga que plantar EDUCAÇÃO é como plantar tâmaras, muitas vezes quem plantou acaba nem colhendo o resultado. Dai o motivo de festejamos e homenagearmos aqueles que investem em EDUCAÇÃO.

Como professor, tenho um orgulho incontido de vislumbrar a qualidade da educação de meu Estado, o Ceará. Muito embora tenha obras escritas sendo estudadas por alunos da Sorbonne, da Universidade de Lisboa, Buenos Aires e Uruguai, é para o Ceará e para os cearenses que eu escrevo e que dedico meu tempo a ensinar e a incentivar os alunos. Estou presidente de uma entidade, a Academia Cearense de Direito, e tive a grata felicidade de, juntamente aos meus confrades, de implementar o lema “Cultura Jurídica com Responsabilidade Social”. Destarte, já visitamos 21 escolas públicas em 12 municípios do Ceará e em cada uma que adentro sinto o arrepio e o orgulho de estar presenciando essa revolução na educação do Ceará.

A educação é, de forma insofismável, a melhor prática para diminuirmos os desatinos sociais. Esta educação deve começar no início da vida humana, ainda na fase infante, é tomar crianças, fazê-las adotar pela pátria, prepará-las em escolas, ensinar sucessivamente. Recordo-me de pensamento do incrível jurista Pontes de Miranda sobre o assunto: “Preparemos todas as crianças em idade escolar, alinhemo-las todas, no mesmo ponto de partida! Só assim daremos a todas as mesmas possibilidades; só assim faremos obra de justiça social, de cooperação leal e de fraternidade”.

Educação de qualidade é demonstrar na prática a existência da luz solar sobre a sociedade. Basta-nos abrir a janela pela manhã na aurora que veremos o sol brilhar para todos. Investir em educação é o mesmo que dizer que todos terão as mesmas oportunidades da mesma forma que o sol brilha para os afortunados ou não.

Parabéns ao Ceará que mostra ao mundo que EDUCAÇÃO é a SOLUÇÃO.

*Roberto Victor,

Professor universitário e presidente da Academia Cearense de Direito.

PGR reúne procuradores-gerais de justiça para discutir sobre auxílio-moradia

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, receberá, nesta tarde de segunda-feira, na sede da PGR, os procuradores-gerais de todos os Ministérios Públicos do País.

Hora de reunião que tratará sobre assunto bem polêmico: auxílio moradia.

Doge é a favor da manutenção do benefício, mesmo depois do reajuste de 16,38% sancionado pelo presidente Temer.

Mercado reduz de 4,04% para 3,89% projeção da inflação deste ano

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano caiu pela sexta vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada todas as segundas-feiras, em Brasília, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 3,89%. Na semana passada, a projeção estava em 4,94%.

Para 2019, a projeção da inflação passou de 4,12% para 4,11%. Não houve alteração na estimativa para 2020: 4%. Para 2021, passou de 3,86% para 3,78%.

A meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, é 4,5% este ano. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%.

Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4%, e, para 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Taxa básica de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano na última reunião de 2018 do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 11 e 12 deste mês.

Em 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 7,75% ao ano, a mesma previsão da semana passada. Para o término de 2020 e 2021, a expectativa segue em 8% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Crescimento econômico

As instituições financeiras ajustaram a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 1,39% para 1,32% em 2018.

Para o próximo ano, a estimativa de crescimento do PIB passou de 2,50 para 2,53%. Em 2020 e 2021, a estimativa segue em 2,50%.

Dólar

A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 3,70 para R$ 3,75, no fim deste ano, e passou R$ 3,78 para R$ 3,80, no término de 2019.

(Agência Brasil)

Paulo Guedes cancela viagem à Europa por motivo de saúde

Paulo Guedes, o futuro ministro da Economia, cancelou a viagem à Europa onde participaria do evento “Grandes desafios da América Ibérica”, por causa de uma infecção. De acordo com a assessoria, o economista está com febre alta, resultante de uma infecção viral nas vias respiratórias e recebeu recomendações médicas para manter repouso absoluto.

Como as viagens de avião nesta semana também foram desaconselhadas, a expectativa é que Guedes permaneça em sua casa, no Rio de Janeiro. No evento organizado em Madri pela Fundación Internacional para la Libertad, Guedes participaria, ao lado do também futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de um painel intitulado “Brasil, principais alinhamentos do novo governo”, mediado por Vargas Llosa, presidente da fundação.

A intenção inicial era aproveitar a viagem também para apresentar a agenda econômica do próximo governo para grandes investidores interessados no Brasil e mídia especializada. Todos os compromissos foram adiados.

Em Brasília, o coordenador dos trabalhos de transição que ocorrem no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Onyx Lorenzoni, é o único que mantém agenda nesta segunda-feira (3). Confirmado para a Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, Onyx terá reuniões internas com técnicos ao longo do dia e deve se preparar para acompanhar as reuniões do presidente eleito a partir de amanhã (4).

Bolsonaro chega a Brasília na manhã de terça-feira (4) e se reunirá com as bancadas do MDB e PRB que, juntas, têm mais de 60 parlamentares. No dia seguinte (5), Bolsonaro e Onyx se reunirão com as bancadas do PR e PSDB.

(Agência Brasil)

Editorial do O POVO – O G20 e o multilateralismo

Com o título “O G20 e o multilateralismo”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:

A reunião do G20, na Argentina, transcorreu sob a tensão da “guerra comercial” entre os dois países responsáveis por 40% da economia mundial: Estados Unidos e China, embora esse conflito não tenha sido mencionado no encontro. Para o jornalista Clóvis Rossi, que cobriu a cúpula (Folha de S. Paulo, ed. 2/12/2019), o comunicado tradicionalmente emitido ao fim do evento, não contém palavra “multilaterismo”, que estava no em seu rascunho, mas teria sido vetada pela delegação americana.

O efeito da política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “a América primeiro” – o que revelaria desapreço pelos demais países -, confronta os objetivos do G20, um organismo essencialmente multilateral. Para o jornalista esse conceito – que significa trabalho conjunto e convergente das nações – encontra-se no seu “ponto mais baixo”. Emmanuel Macron, presidente da França, por sua vez, defendeu o resultado do encontro afirmando que todas as expectativas foram atendidas em assuntos como o clima e o comércio. Para ele, houve “apoio unânime” a um sistema multilateral balizado por regras.

Os Estados Unidos também não se somaram aos outros países no esforço para enfrentar a mudança climática. Washington ficou fora do acordo, porém comprometeu-se ajudar de outras maneiras, explica o comunicado. Para os demais países, porém, o pacto pelo clima é irreversível e garantiram que será implementado por eles. China e EUA respondem por 84% da emissão de gases de efeito estufa no planeta.

Michel Temer teve presença discreta no encontro de cúpula. Sua atividade mais importante foi a reunião com seus homólogos do Brics, bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Ficou acertado que a 10ª reunião do Brics será realizada no Brasil, no próximo ano, conforme informado por nota oficial no fim da reunião.

O G20 reúne as maiores economias do mundo, e começou como um encontro dos ministros das finanças dos países participantes, mas, depois passou também contar com a presença de chefes de Estado. O grupo foi criado no fim dos anos 1990 para enfrentar crises de efeito generalizado – como a que ocorreu na década de sua fundação – com o objetivo de levar à mesa questões mais importantes da economia mundial, de modo a acomodar, de forma negociada, os interesses de cada país.

O certo é que, em um mundo no qual aumenta o nacionalismo e o protecionismo, é preciso fortalecer os organismo multilaterais para que eles deem conta de resolver as pendências entre os países de forma negociada e pacífica.

(Editorial do O POVO)

Tudo pronto para a festa “Personalidades Esportivas 2018”

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Dezembro é mês de Noite das Personalidades Esportivas. Em 2018, a festa, que é comandada pelo jornalista Sérgio Ponte, coordenador de esportes da Rádio O POVO/CBN, chega à sua 47ª edição, mantendo a tradição de homenagear os grandes nomes do esporte na temporada. O evento, que ocorre no próximo dia 10, a partir das 20h, no Marina Park Hotel, também premia os destaques do ano no futebol cearense, escolhidos em votação de júri composto por 30 cronistas esportivos e formadores de opinião.

No prêmio mais disputado de 2018, Lisca, treinador do Ceará, superou Rogério Ceni por um voto (12 a 11) e foi escolhido o Técnico do Ano. Ceni, contudo, não ficará de fora da festa. O técnico do Leão receberá o Troféu Flávio Ponte na categoria Homenagens Especiais, pelo trabalho feito à frente do Fortaleza na conquista do título de campeão da Série B do Campeonato Brasileiro.

Na votação de Jogador do Ano, o vencedor foi Edson Cariús, grande destaque do Ferroviário, com 25 gols marcados no ano. O atacante coral recebeu 36% dos votos. Na categoria Jogador Revelação, o vitorioso foi Felipe Jonatan, lateral-esquerdo do Ceará, que obteve 64% dos votos (16 de 30 votos).

 

Para o prêmio de Dirigente do Ano, a imprensa esportiva elegeu por ampla maioria Marcelo Paz, que obteve 80% dos votos (20 de um total de 30). A festa também homenageará os dois times cearenses que foram campeões brasileiros nesta temporada: Fortaleza (Série B) e Ferroviário (Série D). Quem fecha a lista de homenageados do futebol é Robinson de Castro, presidente do Ceará, time que foi campeão cearense em 2018 e garantiu permanência a Série A.

A noite também contará com a presença de nomes nacionais. Este ano, os convidados são Everton, atacante cearense que atua no Grêmio e que este ano foi convocado para defender a seleção brasileira, e o narrador Luís Roberto de Múcio, da TV Globo. Para o idealizador da Noite das Personalidades, Sérgio Ponte, o segredo da longevidade da festa é a organização e credibilidade conquistada com o tempo.

“A consolidação do evento que não obstante quase 50 anos de realização se mantém solidificado, com manutenção de patrocinadores e a receptividade dos escolhidos. Evento começa a ser estruturado desde abril e homenageados de fora fechados desde outubro”, ressaltou Sérgio Ponte.

(O POVO – Bruno Balacó/Fotos – Fábio Lima e do Ferroviário)

Processo contra Sergio Moro no CNJ pode trazer riscos para futuro político do ex-juiz

A discussão no Conselho Nacional de Justiça sobre a abertura de processo disciplinar contra Sergio Moro mesmo após ele ter deixado a 13ª vara de Curitiba pode impor obstáculos ao futuro político do ex-juiz, caso ele queira disputar eleições. É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira.

A lei que trata das inelegibilidades veda a candidatura de “magistrados e membros do Ministério Público (…) que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar, pelo prazo de oito anos”.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, pediu para que o colegiado analise na próxima semana, dia 11, se os questionamentos ao trabalho de Moro como juiz da Lava Jato devem prosseguir mesmo após ele pedir demissão para assumir cargo no governo de Jair Bolsonaro (PSL). A discussão vai preceder debate sobre a atuação de Moro no dia em que Lula quase foi solto por um habeas corpus de Rogério Favreto, do TRF-4.

Na ocasião, houve uma guerra de decisões. Moro despachou quando estava de férias para evitar a soltura. O impasse foi parar no CNJ. Se, neste caso, o conselho decidir que os questionamentos ao ex-juiz perderam o objeto por ele ter deixado a magistratura, os demais deverão ter o mesmo destino.

Integrantes do colegiado dizem que, se o CNJ decidir instaurar procedimento contra Moro, abrirá um flanco para ataques a uma eventual candidatura do ex-juiz. Sempre se poderá argumentar, dizem esses quadros, que ele já sabia que era alvo de reclamações formais quando deixou a magistratura.

Moro tem negado interesse em disputar eleições. Antes de se somar à equipe de Bolsonaro, ele rechaçou diversas vezes a possibilidade de ocupar cargo político.

(Foto – Agência Brasil)

Tasso quer botar moral na Lei das Estatais

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

Relator e principal formulador da Lei das Estatais nos moldes aprovados em 2016, o tucano Tasso Jereissati promete ser o líder de um movimento no Senado para articular a derrubada das mudanças aprovadas pela Câmara dos Deputados, na última semana, que permitem indicações políticas nas estatais.

As modificações embutidas pelos deputados simplesmente destruíram as medidas moralizadoras apresentadas há dois anos por Jereissati, abrindo nova possibilidade do uso político na nomeação dos cargos. Além da indicação de políticos, os parlamentares também aprovaram a liberação da indicação de parentes de autoridades para cargos de direção e conselhos desses órgãos, entre eles a Petrobras, ainda se recuperando de um processo de dilapidação.

Na defesa da moralidade pública, Tasso promete mobilizar senadores para “derrubar esse absurdo” praticado na Câmara. Que não vire um Dom Quixote, torcemos.

(Foto – Agência Senado)