Blog do Eliomar

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Plínio Bortolotti, o conterrâneo

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O jornalista Plínio Bortolotti, diretor institucional do O POVO, vai receber, às 19 horas do próximo dia 10, no Plenário 13de Maio, da Assembleia Legislativa, título de cidadão cearense. A iniciativa, do ex-deputado Adahil Barreto, chega como um reconhecimento a um filho de Fernandópolis (SP) que adotou este Estado como parte importante de sua vida.

Plínio merece, pois, com sua pena jornalística, procura questionar nossa realidade, colocar luz em discussões polêmicas e, acima de tudo, exercitar a cidadania em todos os sentidos.

Parabéns, grande Plínio!

SERVIÇO

Além de assinar Blog no POVO Online, Plínio é também comentarista do programa “Revista O POVO/CBN”, da Rádio O POVO/CBN. Sempre de segunda a sexta-feira, às 16h40min.

Ministro faz proposta para apaziguar relação CNJ-STF

“O ministro Luiz Fux formulou um voto para tentar apaziguar os ânimos entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e possibilitar o julgamento, na quarta-feira, da ação direta de inconstitucionalidade (Adin), proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e que retira poderes do Conselho.

O assunto está na pauta do plenário, mas os ministros tentam um consenso nos bastidores para não desgastar ainda mais a imagem do tribunal. Na semana passada, a polêmica era tanta que não houve clima para realizar a votação , embora o assunto já estivesse em pauta.

Antes de escrever o voto, Fux conversou com a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, que teria concordado com a proposta. A sugestão de Fux é estabelecer um prazo para as corregedorias e, terminado o período, caso não tenha chegado a um resultado final, o CNJ teria o direito de pegar o caso.

No entanto, ainda há dúvida entre os ministros sobre o que fazer se a corregedoria local arquivar o processo. O CNJ reivindica para si o direito de desengavetar casos desse tipo.”

(O Globo)

Crise – Dilma defende união entre países e diz que Brasil quer ajudar europeus

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“A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (4), em Bruxelas (Bélgica)  que a comunidade internacional busque a união no combate aos impactos gerados pela crise econômica internacional. Segundo ela, a “associação é mais urgente” entre os países neste momento em que a situação se agrava. Dilma disse ainda que o Brasil está à disposição dos europeus para colaborar nas medidas que forem necessárias a fim de impedir uma piora na situação. Mas não mencionou valores nem a possibilidade de repasses financeiros.

No momento, vários países da zona do euro, como a Grécia e a Espanha, esforçam-se para evitar que a crise acentue os problemas internos de desemprego e alta de impostos e tarifas. “Essa associação é mais urgente”, alertou a presidenta durante a 5ª Cúpula Brasil-União Europeia. “Estamos agora diante do aumento do risco soberano. Acredito que é fundamental a coordenação política entre os países para fazer face [ao agravamento da crise]”, acrescentou ela.

Dilma se reuniu por cerca de duas horas, durante a cúpula, com os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, além de ministros brasileiros. No encontro, os temas que dominaram os debates foram o agravamento da crise econômica internacional, a violência na Síria e os conflitos nos países árabes, além de acordos multilaterais.

“É necessário que se busque o combate ao desemprego para que as populações não percam a esperança no futuro. A recessão traz o aumento das desigualdades sociais”, disse a presidenta. Segundo ela, é possível conciliar o estímulo à geração de emprego com a responsabilidade fiscal. Dilma lembrou que há 20 dias a América Latina era “sinônimo de crise” e agora mostra que é capaz de superação.

Em seguida, Dilma acrescentou que é preciso “evitar sombrios desdobramentos políticos” e que “o Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades”. “Somos parceiros da União Europeia e [os europeus] podem contar com o Brasil”, destacou.

Para a presidenta, a solução para a crise econômica internacional passa por uma reavaliação do sistema financeiro mundial. Segundo ela, classificado como um “sistema ineficaz”, que se comprovou com o fato de a crise ter se acentuado. Dilma disse também que é fundamental aliar políticas macroeconômicas com a geração de emprego e renda.

Dilma disse ainda que os ministros da Fazenda da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) vão se reunir nos próximos dias para coordenar ações para a Cúpula do G20 (que reúne as 20 maiores economias do mundo). O encontro ocorrerá nos dias 3 e 4 de novembro, em Cannes, no Sul da França. “As Nações Unidas precisam estar à altura de um mundo multipolar”, advertiu a presidenta.”

(Agência Brasil)

Greve na Rede Federal de Ensino Tecnológico ultrapassa os 60 dias sem acordo

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=bZAeEptODS8[/youtube]

A greve dos professores da Rede Federal de Institutos de Ciência e Tecnologia ultrapassa os 60 dias sem solução. O reitor do IFCE e presidente do Conselho Nacional dos Institutos Federais de Ensino Tecnológico , Cláudio Ricardo, avaliou o movimento. Ele reitera apelo para que a greve chegue ao fim e não prejudique os alunos com a perda total do semestre.

Pedro Simon – Denúncias de corrupção não podem ser genéricas

“O senador Pedro Simon (PMDB-RS) afirmou nesta segunda-feira (3) que os atos realizados recentemente contra a corrupção em Brasília, no Rio de Janeiro e em outras capitais do país precisam ter um objetivo específico para surtir efeito. “Os atos de combate à corrupção são fundamentais, mas não podem ter um objetivo genérico. Para mobilizar [a sociedade], é preciso ter uma bandeira mais definida. Vamos debater”.

Simon discutiu o tema durante palestra na sede carioca do IAB (Instituto dos Advogados do Brasil). O peemedebista ressaltou que os ativistas que protestam contra a corrupção devem buscar mais adesões ao movimento. O objetivo, disse, seria reunir diversos apoios em uma única causa.

“Durante a ditadura militar havia muita gente na oposição, mas cada um defendia uma coisa. Uma corrente defendia a luta armada, outra era contra. Quando decidimos que o primeiro objetivo seria lutar por eleições diretas, conseguimos unir grupos heterogêneos e a coisa fluiu. No impeachment do Collor foi a mesma coisa, havia um objetivo comum”.”

(R7.com)

Bancários decidem manter a greve por tempo indeterminado

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“Bancários manterão greve por tempo indeterminado. É o que decidiu ontem a categoria em reunião, na capital São Paulo, uma vez que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não apresentou uma proposta, segundo o sindicato.

No sétimo dia de paralisação, agências bancárias públicas e privadas do Centro de Fortaleza amanheceram com filas e muita reclamação na hora de resolver pendências. Os transtornos são mais comuns entre pessoas que só recebem dinheiro no caixa e pensionistas que não conseguem retirar o dinheiro por problemas na senha de acesso.

A categoria está parada desde o dia 27 de setembro, após rejeitar proposta dos bancos de um aumento real de 0,56%. Foram realizadas cinco rodadas de negociação. Assim como o pedido de aumento, também não foram atendidas outras reivindicações feitas pelos bancários, como participação maior nos lucros e resultados (PLR).

“Os banqueiros, ao apresentar proposta insuficiente à categoria, apesar de acumularem lucros 20% maiores, levaram os trabalhadores à greve. Assim, são eles que têm a responsabilidade de colocar um fim à paralisação. Os bancos são um dos setores mais lucrativos do País, têm condições de apresentar proposta decente à categoria”, afirmou Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, após a reunião. No encontro, também estiveram presentes representantes do Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb-Ce).

O POVO entrou em contato com a assessoria da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) que disse não haver nenhuma novidade em relação às negociações com a categoria.”

(O POVO)

Governo e indústria estudam desoneração da folha

“Governo e indústria estão conversando para “calibrar” a desoneração das folhas de pagamento de alguns setores anunciada em agosto, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.

O governo concedeu 20% de desoneração para as empresas dos setores calçadista, têxtil e de móveis, mas taxou em 1,5% o faturamento dessas companhias para compensar a perda de arrecadação. Skaf disse que essa troca acabou não se mostrando vantajosa e defendeu a redução da alíquota de 1,5% sobre o faturamento.

“É super saudável desonerar a folha. Por outro lado, não adianta trocar seis por meia dúzia. Em alguns casos, até aumentou o encargo”, disse.

Após almoço com empresários na sede da Fiesp, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo está observando o funcionamento da medida e que vai aperfeiçoá-la.

Ele explicou que a intenção do governo é que a diferença entre a redução de impostos sobre os salários e a taxação do faturamento represente um terço de desoneração sobre a folha.

O ministro voltou a dizer que a intenção do governo é estender, no futuro, a desoneração para outros setores. Segundo ele, se a medida fosse estendida para toda a economia sem compensação de um novo tributo, a renúncia fiscal chegaria a R$ 95 bilhões, o que não é viável para o governo.

“Nós iniciamos uma processo de desoneração da folha, vai ser um caso experimental. Nossa idéia é generalizar a medida para os setores produtivos, começando pelo manufatureiro. Vamos discutir com o setor, vamos fazer cálculo junto”, afirmou.

Segundo Skaf, a desoneração da folha de pagamento é importante para a manutenção de emprego.

“No caso de uma dificuldade, a folha é um custo fixo que você tem. Quanto menor custo você tiver sobre a folha, estimula mais as empresas a evitar demissões”, disse.”

(Folha.com)

Brasil envia na 5ª feira missão de paz para o Líbano

“O Brasil enviará, na próxima quinta-feira (6), um contingente de 300 militares para a missão de paz das Nações Unidas no Líbano, a Unifil. A fragata União, da Marinha, partirá do Rio de Janeiro com marinheiros, mergulhadores e fuzileiros navais, para uma missão de seis meses na costa libanesa.

O Brasil participa da missão desde fevereiro deste ano, quando o comando da Força-Tarefa Marítima da Unifil foi assumido pelo contra-almirante Luiz Henrique Caroli. Quatro oficiais e quatro praças brasileiros assessoram o comandante na missão.

Apesar disso, o Brasil ainda não tinha enviado nem navios nem grandes contingentes militares para a missão, que já conta com a participação de embarcações e militares da Alemanha, da Grécia, da Indonésia, da Turquia e de Bangladesh.

A fragata União terá um helicóptero AH-11A Super Lynx, um destacamento de mergulhadores de combate, que poderá realizar operações especiais, e um de fuzileiros navais, que será responsável pela segurança do próprio navio. Além disso, a embarcação deverá servir como posto de comando para toda a força-tarefa.

“O Brasil, com isso, mostra sua capacidade de armar um navio de guerra e enviar para uma região longínqua, que necessita de um suporte logístico complexo, fazendo valer a sua estatura no cenário da nações. E isso com um objetivo muito nobre: o de fazer a manutenção da paz numa região, historicamente, com sérios problemas políticos”, disse o comandante da Força de Superfície da Marinha Brasileira, contra-almirante Savio Nogueira.

O navio brasileiro fará paradas em Recife, Las Palmas (nas Ilhas Canárias) e Nápoles (na Itália), antes de chegar a Beirute, no Líbano, no dia 14 de novembro. O retorno da embarcação para o Rio de Janeiro está previsto para junho de 2012.

De acordo com o contra-almirante, a Marinha tem condições de enviar um segundo navio, caso seja necessário substituir a fragata União, ao final da missão de seis meses. “Nós já estamos pensando em começar a nos preparar para um rodízio naquela área.”

(Agência Brasil)

Sarney reclama de crítica que "Capital Inicial" lhe fez durante o Rock in Rio

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não gostou da homenagem que o grupo “Capital Inicial” fez ao parlamentar no primeiro fim de semana do Rock in Rio. Mandou cartinha para o vocalista Dinho Ouro Preto. Também no último domingo (2), ele voltou a ser “homenageado”. Dessa vez por Tico Santa Cruz, do Detonautas.  Confira o que o colunista de Época, Felipe Patury, escreveu no site da revista:

QUE PAÍS É ESTE?
Sarney cobra de Ouro Preto a promoção que deu ao pai dele

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi vaiado por 100 mil pessoas no Rock in Rio, no dia 24, quando o cantor Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, lhe dedicou a canção “Que país é esse?”. Na quinta-feira, Sarney enviou uma carta ao artista reclamando do tratamento. Começou o texto dizendo que “entrou no Rock in Rio aos 80 anos”, que o festival se beneficiou dos incentivos à cultura criados por seu governo, arvora-se de defensor da liberdade de expressão e conclui com uma lembrança: foi ele quem promoveu o diplomata Afonso Ouro Preto, pai de Dinho, a embaixador.

Felipe Patury

Deputados dizem concordar com limitação de supersalários

“Líderes da oposição e da base aliada da presidente Dilma Rousseff na Câmara disseram nesta segunda-feira (3) que concordam em regulamentar o teto salarial dos servidores públicos dos três Poderes. Conforme a Folha mostrou hoje, a Casa Civil deve enviar ainda este ano ao Congresso um projeto que disciplina o limite salarial, que equivale à remuneração de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), de R$ 26,7 mil.

O deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), líder tucano na Câmara, pondera, porém, que não adianta nada um projeto ser aprovado se o governo não trabalhar em outras frentes. “Queremos ter contato com o projeto, mas a princípio é uma medida importantes para criar um limite de despesas. Mas não devemos mexer apenas nas contas do teto do funcionalismo se o governo não mudar outras atitudes, como limitar o aumento de suas próprias despesas, que estão em uma crescente”, disse.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que ainda não teve acesso ao texto que deve ser enviado ao Congresso, mas que “genericamente todos na Câmara devem ser favoráveis” ao texto.

Atualmente, a Constituição diz que o vencimento no Executivo, no Legislativo e no Judiciário não pode ultrapassar o limite legal. Mas nenhuma lei define quais benefícios são classificados como salário, por isso cada Poder cria seu entendimento e frequentemente paga além do teto. A ausência de um critério único permite que algumas autoridades tenham vencimentos que rompem a marca dos R$ 60 mil.

A versão final do texto que deve ser enviado ao Congresso para acabar com essas “manobras” que ultrapassam o teto ainda está sendo costurada pessoalmente pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, autora de iniciativa semelhante no início do ano, quando ainda era senadora.”

(Folha.com)

IBGE – Medo do desemprego é o menor dos últimos 15 anos

“O baixo nível de desemprego detectado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que apontou 6% em agosto, está sendo percebido na prática pelos trabalhadores. O medo do desemprego, com 78,7 pontos em setembro, foi o menor desde maio de 1996, quando foi iniciada a pesquisa Índice de Medo do Desemprego. O levantamento, divulgado trimestralmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi anunciado nesta segunda-feira, 03.10. O índice é de base 100 e quanto mais alto for, maior o medo das pessoas perderem o emprego.

Em relação a julho último, houve um recuo de 3,9% no indicador e na comparação com setembro de 2010, a queda foi de 2,9%. Um dos fatores apontados para o maior declínio do temor do desemprego já detectado pela pesquisa é a proximidade do fim do ano, quando tradicionalmente aumentam as ofertas de vagas no mercado de trabalho.

Em setembro, 57% dos brasileiros afirmaram não ter medo algum do desemprego, o maior percentual da pesquisa até agora. A parcela da população que disse não ter qualquer medo do desemprego em julho era de 53,6%.

A segurança sobre a manutenção do emprego é tanta que o percentual das pessoas que informaram estar com muito medo do desemprego é igualmente o menor da série, com 12,8%. Em julho, 15,5% dos brasileiros tinham muito receio de ficar sem colocação no mercado de trabalho. Já a parcela da população que disse estar com pouco medo do desemprego recuou de 31% em julho para 30,2% em setembro.

A pesquisa trimestral Índice de Medo do Desemprego foi elaborada pela CNI a partir de pesquisa de opinião pública realizada pelo Ibope. Foram ouvidas 2.002 pessoas em todo o país entre 16 e 20 de setembro.”

(Com IBGE)

Ibope – Brasileiro confia menos em serviços de saúde e educação e na imprensa

Fonte – Ibope

A população brasileira está menos confiante no sistema público de saúde, nas escolas públicas e nos meios de comunicação. Entretanto, o cenário é de estabilidade de acordo com o Índice de Confiança Social (ICS), realizado anualmente pelo IBOPE Inteligência desde 2009. Com o objetivo de acompanhar a relação de confiança da população com as instituições e também com as pessoas de seu convívio social, o ICS avalia 18 instituições e quatro grupos sociais. Além do Brasil, o ICS é medido em Porto Rico e na Argentina desde 2009 e a partir de 2011 também no Chile.

No Brasil, na análise dos três anos, a instituição sistema público de saúde foi a que apresentou maior queda (tinha 49 pontos em 2009, passou para 47 em 2010 e chegou a 41 pontos em 2011), seguida por escolas públicas (tinha 62, passou para 60 em 2010 e obteve 55 neste ano) e meios de comunicação (de 71 pontos em 2009, chegou a 67 no ano passado e agora atingiu 55 pontos).

Como um “termômetro”, o ICS reflete o contexto social, político e econômico dos países pesquisados. A Argentina em 2009, por exemplo, quando começava a se recuperar de uma grave crise econômica, apresentou o mais baixo índice entre os países. Em 2010, o ICS demonstrou um aumento da confiança da população e em 2011 o país atinge o mais alto índice geral (64 pontos).

No Brasil, a instituição presidente da República obteve um índice de 66 pontos em 2009, passou para 69 em 2010 e em 2011 caiu para 60. “A queda de confiança nesta instituição pode ser explicada pela mudança de presidente, uma vez que Lula possuía grande popularidade”, explica Malu Giani, gerente de atendimento e planejamento do IBOPE Inteligência.

Pela terceira vez consecutiva, a instituição com maior pontuação entre as 18 organizações foi o Corpo de Bombeiros (86). Igrejas e Forças Armadas aparecem num segundo patamar, ambas com 72 pontos.  Os menores índices de confiança foram obtidos, mais uma vez, pelo Congresso (35) e partidos políticos (28).

Projeto de José Guimarães torna obrigatório o psicólogo escolar

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Tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei, de autoria do deputado federal José Guimarães (PT), que torna obrigatória a presença de profissionais de psicologia nas escolas do ensino infantil e fundamental – públicas e privadas. O objetivo é permitir que um profissional qualificado possa acompanhar a rotina dos alunos sob sua responsabilidade, de forma a perceber mudanças de comportamento ou comportamento antissocial em suas primeiras manifestações, quando ainda são passíveis de correção através de intervenções simples, com excelentes resultados em função da idade dos alunos.
Pelo projeto (PL-1270/2011), o psicólogo escolar “terá a função de atuar junto às famílias, corpo docente, discente, direção e equipe técnica, com vistas à melhoria do desenvolvimento humano dos alunos, das relações professor-aluno e aumento da qualidade e eficiência do processo educacional, através de intervenções preventivas”.
“O Congresso não pode ficar inerte diante da onda crescente de violência e tragédias nas escolas brasileiras. É urgente adotar medidas preventivas para a construção de uma cultura de paz no ambiente escolar”, justifica Guimarães. O petista esclarece que a matéria não quer oferecer o serviço de atendimento psicológico, que é “vedado dentro da instituição”, mas “as escolas poderão oferecer atendimento terapêutico, como já fazem algumas, desde que fora do ambiente escolar, preservando a privacidade do aluno”.
Ainda segundo a proposta, o psicólogo escolar dará “atenção especial à identificação de comportamento antissocial relacionado a problemas de violência doméstica, assédio escolar – conhecido como bullying -, abuso sexual e uso de drogas”.

Candidato que pretende concorrer em 2012 têm até 6ª feira para fixar domicílio eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral avisa: os candidatos que pretendem concorrer nas eleições de 2012 têm até a próxima sexta-feira (3) para fixar domicílio eleitoral no município em que querem disputar o pleito a prefeito, vice-prefeito ou vereador.

No momento do pedido de registro da candidatura, o partido deve provar que os seus candidatos estavam pelo menos desde 7 de outubro de 2011 com domicílio eleitoral no município em que pretendem concorrer, conforme o artigo 9º da Lei das Eleições. Essa data equivale a exatamente um ano antes do primeiro turno das próximas eleições municipais.

De acordo com o TSE, nas eleições de 2008, a Corte recebeu 43 processos questionando a comprovação do domicílio eleitoral de pré-candidatos. Em 2010, foram 11 recursos sobre o tema. Sem essa comprovação de domicílio eleitoral, o pedido de registro de candidatura é negado pela Justiça Eleitoral. Os recursos, contra decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais, eram tanto de candidatos quanto de adversários ou do Ministério Público.

Eleitor

O prazo de um ano antes das eleições é só para os cidadãos que pretendem concorrer aos cargos em disputa. Já os eleitores em geral, para poderem votar em outro domicílio, têm até o dia 9 de maio de 2012 para solicitar a transferência do título de eleitor para o novo município.

Para pedir a transferência do título, o eleitor deve comprovar a passagem de pelo menos um ano da inscrição primitiva e residência mínima de três meses no novo domicílio, atestada pela autoridade policial ou provada por outros meios convincentes.

(Com TSE)

Dilma promete "bolsa verde" para 73 mil famílias

“A presidente Dilma Rousseff prometeu nesta segunda-feira (3), em seu programa de rádio semanal Café com a Presidenta, que o programa Bolsa Verde será estendido a 73 mil famílias até o final de seu mandato. Lançado em Manaus na semana passada, o Bolsa Verde faz parte do Plano Brasil sem Miséria e incentiva extrativistas da região a preservar a floresta em troca de uma bolsa de R$ 300 paga a cada três meses.

“O programa faz o casamento da geração da renda com a preservação ambiental, porque ele vai combinar essas duas coisas para que o país continue crescendo, sempre de forma sustentável”, disse a presidente. Hoje, o programa atende 3,5 mil extrativistas da região norte e a meta do governo é de que o plano alcance 18 mil famílias até o fim do ano. Atualmente, cerca de 2,65 milhões de brasileiros vivem em situação de extrema pobreza na região, a maioria na zona rural.

Dilma defendeu os programas de transferência de renda e lembrou que foram os programas sociais os responsáveis pela expansão da classe média brasileira. “Foi com políticas sociais como estas que 40 milhões de brasileiros foram elevados à classe média nos últimos anos. Estamos no caminho certo, mostrando que a distribuição de renda é um dos motores do crescimento da economia. Distribuir renda é também uma das melhores políticas para combater a crise econômica mundial’, disse.

A presidente gravou o programa de rádio antes de embarcar para Europa, onde participará de uma Cúpula Brasil-União Europeia, além de encontros bilaterais com o governo Belga em Bruxelas. Em seguida, Dilma segue para a Bulgária, onde visitará a cidade de Gabrovo, terra natal de seu pai, Pedro Rousseff. A viagem terminará na Turquia, onde a presidente terá encontros oficiais na capital, Ancara. ”

(Portal Terra)

"Rosal da Liberdade" é atração no Cineclube Avenida

O Cineclube Avenida, um projeto do Shopping Avenida, vai exibir, nesta terça-feira, a partir das 19 horas, o documentário “Rosal da Liberdade”. Trata-se de um trabalho da jornalista e radialista Marilena Lima sobre a escravatura no Ceará

“Rosal da Liberdade” tem duração de 22 minutos e, segundo o coordenador do Cineclube, Francis Vale, resulta de um projeto aprovado no Prêmio Ceará de Cinema e Vídeo 2010 e “traz relatos muito interessantes dos guias que atuam no Museu Negro Liberto, de Redenção, além de registros do Museu Memorial da Liberdade”, acrescenta o cineasta.

Segundo Francis Vale, outro destaque do filme é o depoimento de Abdias Nascimento, escritor, artista plástico, teatrólogo, político, poeta e um dos maiores ativistas pelos direitos humanos no Brasil. Abdias faleceu em maio deste ano, aos 97 anos, deixando um legado de luta em prol do movimento negro. Em 2010, chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

FHC e as incertezas na economia global

 
Com o título “Incertezas na Economia Global”, eis artigo do do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que pode ser conferido em seu site.  

Para quem já sofreu as consequências de várias crises financeiras internacionais, não chega a ser surpreendente o que acontece nos países mais desenvolvidos da Europa.

No passado recente, o receituário do FMI sempre se mostrou desatento às diferenças nacionais. Fazia ouvidos moucos à demanda por maior regulação do mercado financeiro internacional. Era o que pedíamos à comunidade internacional os que dirigimos os países naquela época de aflições.

Reclamávamos maior regulação internacional para conter a especulação contra as moedas nacionais, incluindo a criação de fundos de socorro maiores e de mais fácil acesso.

Alguns países emergentes tiveram melhores condições para enfrentar as turbulências econômicas, como foi o caso do Brasil. Com o Plano Real modificamos
drasticamente as bases da política fiscal, saneando as finanças da União e as dos Estados, impusemos regras severas ao sistema financeiro, seguindo as
recomendações de Basileia para controlar a “alavancagem”, isto é, os empréstimos sem uma base adequada de capital próprio nos bancos.

Ao lado disso, desde 1994 até hoje, os diferentes governos sustentaram um aumento constante do salário mínimo real e, a partir de 2000, foi possível criar uma rede de proteção social, da qual as Bolsas Família, iniciadas com nomes diferentes, se tornaram símbolo de inclusão social, diminuindo a pobreza e reduzindo um pouco as desigualdades.

Pela primeira vez os países mais desenvolvidos sentem as consequências da falta de regulação do sistema financeiro. Olhando o que ocorre na economia global, deparamo-nos com uma situação incerta. Cada banco central opera como melhor lhe parece.

O Fed inunda os EUA e o mundo com dólares e faz operações típicas de bancos comerciais sem se preocupar com a ortodoxia. Os responsáveis pelos desmandos financeiros não são punidos, recebem bônus (ao contrário do que ocorreu com o PROER, o programa brasileiro de saneamento do sistema financeiro, que puniu os banqueiros).

O Banco Central Europeu e o FMI exigem dos países em bancarrota virtual sacrifícios fiscais que impossibilitam a retomada do crescimento. Na Europa cada país faz a política fiscal que deseja, não há mecanismos de unificação. O desemprego e o mal-estar político minam esses países e a ameaça de default é sua parceira constante.

Desse quadro escapam as economias emergentes, China à frente de todas. Até quando?

É óbvio que uma recessão prolongada transmitirá às economias emergentes seus maus fluidos pelo conduto do comércio internacional. É preciso, antes que isso ocorra e o desastre seja maior, que haja um entendimento global.

Este deveria partir do reconhecimento de que as dívidas de alguns dos países europeus são impagáveis. É preciso aliviar já a situação da Grécia, de Portugal
e, eventualmente, da Espanha e da Itália. Suas dívidas internas e externas e a penúria de seus bancos cheios de títulos de qualidade desconhecida não lhes dão alternativas de retomada do crescimento sem uma redução substancial dos valores de seus passivos.

Não haverá condições político-morais para proceder a tais reestruturações sem, ao mesmo tempo, distribuir melhor o custo da “socialização das perdas”.
O grito de Warren Buffet, seguido por milionários de outros países, mostra o descalabro do Tea Party ao querer impor mais ônus aos mais pobres.

Por fim, ou o euro se derrete pela falta de unificação fiscal, ou esta se faz, ou a União Europeia se encolhe, autorizando alguns de seus membros a desvalorizar e usar outra vez uma moeda nacional.

Nada disso pode ser feito sem lideranças políticas fortes, dispostas a redistribuir o poder global e reorganizar suas bases decisórias. Terão força para tanto? Eis o enigma.

Projeção do mercado para crescimento do PIB em 2011 permanece em 3,51%

“Depois de oito semanas seguidas em queda, a estimativa para o crescimento da economia esta ano foi mantida em 3,51%. A projeção faz parte do boletim Focus, elaborado com base em pesquisa do Banco Central (BC) feita com analistas do mercado financeiro. Para 2012, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, também foi mantida, em 3,70%.

A expectativa para o crescimento da produção industrial este ano caiu pela quinta semana seguida, ao passar de 2,51% para 2,45%. Para 2012, foi mantida a previsão de 4,30%.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi permanece em 39,10%, este ano, e em 38%, em 2012.

A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 1,68 para R$ 1,73, no final de 2011, e de R$ 1,68 para R$ 1,70, ao fim de 2012. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) permanece em US$ 25 bilhões, este ano, e subiu de US$ 16,40 bilhões para US$ 16,55 bilhões, em 2012.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$ 56,35 bilhões para US$ 56,81 bilhões, em 2011, e de US$ 68,76 bilhões para US$ 68,63 bilhões, no próximo ano.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) permanece em US$ 55 bilhões, este ano, e em US$ 50 bilhões, em 2012.”

(Agência Brasil)