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Um apelo ao empresariado por financiamento público de campanha

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Eis artigo do poeta e publicitário Ricardo Alcântara com o títuloEste almoço não sai de graça”. Ele aborda o apoio dos empresários Roberto Macedo, presidente da Fiec, e Fernando Cirino, ex-presidente da entidade, apoiando a luta de Dilma Russef contra a corrupção.

A imprensa divulgou declarações dos empresários cearenses Roberto Macedo e Fernando Cirino, atual e ex presidente da Federação das Indústrias do Ceará, simpáticas a uma iniciativa da presidente Dilma Rousseff.

O elogio era pontual, referindo-se especificamente à boa disposição da presidente para desmontar alguns dos esquemas de corrupção instalados no seu governo depois de fartamente denunciados pela imprensa.

Como temos aí a boa notícia de que a sociedade se encontra acompanhada de líderes empresariais influentes na sua luta em favor da ética na vida pública, ouso sugerir a eles uma forma mais efetiva de colaboração.

Já que se mostra tão interessada em banhar o setor público nas águas transparentes da ética, a classe produtora bem que poderia se mobilizar em favor de um projeto que tramita com dificuldades no congresso nacional.

Trata-se da proposta de instituir no país o financiamento público das campanhas eleitorais, eximindo o setor privado dos encargos desse grande “investimento” e dando aos partidos condições mais paritárias de disputa.

Uma dos fatores que torna generalizada a prática da corrupção no país é que as campanhas eleitorais são financiadas pelos empresários. Quem se elege – é claro! – fica de rabo preso com as empresas que o ajudaram.

Como pode um político votar, por exemplo, pela proibição de propaganda de bebidas alcoólicas se ele recebeu dinheiro de um fabricante de cerveja para conquistar os votos que deram a ele o direito de votar questões como aquela?

Além de permitir que todos os partidos disputem eleições em condições materiais semelhantes, o financiamento público reduziria a influência do poder econômico sobre os eleitos. É solução definitiva? Nenhuma é.

Mas é óbvio demais que, no Brasil, o poder de pressão do setor empresarial, legítimo em si mesmo, excede em muito ao que seria uma medida sustentável para um sistema eficiente de representação política.

A luta em favor da medida seria uma grande contribuição que os líderes empresariais poderiam dar ao país – efetivamente mais eficaz, com certeza, do que declarações que desqualificam a classe política brasileira.

O derrame da corrupção é um sistema de duas válvulas: antes que o corrupto coloque em movimento suas manobras, outro mecanismo, mais poderoso, é acionado: as tentadoras oferendas dos corruptores.

Os corruptos estão fartamente denunciados: são os políticos. O instituto da imunidade parlamentar os têm poupado de responder pelos seus atos. Já os corruptores, prescindem de uma lei que os proteja: o dinheiro resolve isso.

* Ricardo Alcântara,

Poeta e publicitário.

IBGE – Taxa de desemprego é a menor para agosto

“A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 6% em agosto, a mesma registrada no mês anterior, segundo aponta levantamento divulgado nesta quinta-feira (22). Essa é a menor taxa estimada para o mês de agosto desde o início da série histórica do instituto, em 2002. Em agosto do ano passado, a taxa ficara em 6,7%.

Em agosto, a população desocupada somou 1,4 milhão de pessoas, ficando estável na comparação com julho. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, foi verificada queda de 10%. A população ocupada também não mostrou alteração, ficando em 22,6 milhões. Em relação a agosto de 2010, houve avanço de 2,2%.

Estável em relação ao mês passado, o número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado ficou em 11,0 milhões). Já sobre o mesmo mês no ano passado, mostrou alta de 7,5%.

Na análise regional, em relação a agosto de 2010, foram registradas quedas nas regiões metropolitanas de Recife (2,3 pontos percentuais) e de Salvador (2,8 pontos percentuais).

Salários

O salário médio real habitual dos ocupados ficou em R$ 1.629,40, aumento de 0,5% sobre o mês anterior. Na comparação anual, houve alta de 3,2%.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores cresceu 1,8% em Recife e 3,8% no Rio de Janeiro, mas mostrou recuo em Salvador (1,4%), Belo Horizonte (0,8%), São Paulo (0,5%) e em Porto Alegre (1,1%).

Na comparação anual, foi registrada expansão em Salvador (4,5%), Belo Horizonte (3,5%), Rio de Janeiro (7,5%), São Paulo (0,8%) e Porto Alegre (3,8%). Em Recife, ocorreu queda 1,0%.

Na análise por ramo de atividade, o maior aumento no salário, em relação a agosto de 2010, ocorreu no setor referente a indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (6,6%).

Nível de ocupação

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa), ficou em 53,9% em agosto de 2011 no total das seis regiões. Sobre julho deste ano e agosto do ano passado, ficou estável.”

José Dirceu e Haddad devem se encontrar para aparar arestas

“Nas próximas semanas o ministro da Educação, Fernando Haddad, deve se encontrar com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. O encontro faz parte da segunda rodada de conversas que Haddad terá com as principais lideranças do PT, mas também deve servir para aparar arestas provocadas por um mal entendido ocorrido segunda-feira.

Por falha da organização, Dirceu não foi convidado para a planária da corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual o ex-ministro faz parte. Na plenária a CNB defiiniu o apoio à pré-candidatura de Haddad à prefeitura de São Paulo.“A desatenção foi toda minha. Imaginei que ele estivesse fora do Brasil”, assumiu o coordenador nacional da CNB, Francisco Rocha. Segundo ele, o ato falho não prejudica o apoio de Dirceu a Haddad. “Conversei com o José Dirceu e ele entendeu perfeitamente a situação”.

O próprio ex-ministro, por meio de sua assessoria de imprensa, tratou de minimizar o episódio informando que mesmo que fosse convidado não poderia comparecer plenária já que participava de um evento promovido pela UGT sobre a conjuntura nacional.

Embora os petistas tentem colocar panos quentes, Dirceu ficou extremamente irritado com a falha. O ex-ministro telefonou para diversos correligionários cobrando explicações. Setores do PT chegaram a temer pelo fim do acordo de apoio a Haddad. Para evitar maiores turbulências, petistas próximos ao ministro da Educação prometeram incluir Dirceu em conversas de cúpula sobre as eleições de 2012 em São Paulo.”

(Com iG)

Eixão das Águas – Dilma vem inaugurar trecho de projeto

O secretário dos Recursos Hídricos do Estado, César Pinheiro, confirma: o Trecho IV, do Eixão das Águas, já está pronto e aguarda a definição de uma data, por parte do Planalto, para que a presidente Dilma Rousseff participe da festa.

O governador Cid Gomes (PSB) fez o convite. O trecho compreende a ligação do açude Pacajus ao Gavião – 36 km, e custou R$ 280 milhões. O empreendimento, no passado conhecido como “Canal da Integração” (Era Tasso Jereissati), traz água da barragem do Castanhão para Fortaleza.

A última etapa levará água para o Complexo Industrial do Pecém. “Todo o Eixão das Águas ficará pronto no começo de janeiro”, promete o secretário.

Estudo do governo defende aumento do ano letivo

“Aumentar o ano letivo em dez dias pode fazer melhorar o aprendizado em 44%, diz estudo divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC). O levantamento, que consistiu na análise de pesquisas nacionais e internacionais da última década, serviu de base à proposta do ministro Fernando Haddad de ampliar o tempo de permanência das crianças em sala de aula.

Na semana passada, Haddad defendeu a extensão do ano letivo de 200 para 220 dias, ou o acréscimo de uma ou mais horas à jornada diária.

O levantamento lista medidas com impacto direto na melhoria do aprendizado. A qualidade dos professores é apontada como mais eficaz: alunos que têm aulas com os melhores docentes teriam rendimento 68% acima dos colegas atendidos pelos piores profissionais. Segundo o estudo, o aumento de dez dias de aula equivaleria, em termos de elevação da aprendizagem, à redução do número de alunos por turma.

Haddad voltou a defender o aumento do tempo de permanência dos estudantes em sala de aula como forma de reduzir a desigualdade na educação. Na última semana, a divulgação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) expôs mais uma vez a distância que separa a rede pública da privada: oito em cada dez escolas públicas ficaram abaixo da média nacional.

— Um dos maiores problemas da educação brasileira está na questão da desigualdade de aprendizado entre os alunos. Metade dos brasileiros tem já alto desempenho escolar. A outra metade fica defasada, em função de razões socioeconômicas ou da baixa exposição ao conhecimento na escola. Temos que nivelar por cima as condições de ensino no país — disse o ministro.”

(O Globo)

Câmara dos Deputados aprova aviso prévio de 90 dias

“A Câmara dos Deputados aprovou projeto que concede aviso prévio de até 90 dias, proporcional ao tempo de trabalho. Hoje, os trabalhadores têm direito a 30 dias. A proposta, votada pelo Senado em 1989, vai agora para sanção da presidente Dilma Rousseff. Ela estava parada na Câmara desde 1995.

Segundo o presidente da Câmara, Marco Maia, a proposta não é retroativa. O pagamento não deve ser estendido para aquelas pessoas que foram demitidas antes de as novas regras entrarem em vigor. Aqueles que já estão no mercado de trabalho poderão usufruir do novo benefício. Vale tanto para o empregado que for demitido como para aquele que pedir demissão.

Presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) afirmou, no entanto, que todo trabalhador tem dois anos para recorrer de causas trabalhistas. Por isso, vai orientar as pessoas que deixaram seus empregos nos últimos 24 meses a pedir o benefício na Justiça.

“No dia em que a Dilma sancionar, nós vamos meter processo na Justiça”, disse.

O tema só entrou na pauta de votações da Câmara após pressão do Judiciário, que ameaçou legislar no lugar do Congresso. Com o temor de que isso ocorresse, os parlamentares entraram em acordo com empresários e centrais em torno da proposta.

No fim de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que essa indenização deve ser proporcional ao tempo de serviço, mas suspendeu o julgamento.

A decisão do Supremo, provocada pelo questionamento de quatro trabalhadores da Vale, foi tomada com base no inciso 21 do artigo 7º da Constituição. o

Como é hoje

Atualmente, as empresas pagam o aviso mínimo mencionado na Carta. Os trabalhadores pediram que, enquanto o Congresso não regulamentasse o assunto, o STF fixasse regras temporárias. Por isso a Câmara decidiu votar a questão.”

(Com Agências)

Reforma do Castelão ultrapassa 40% de execução

As obras de modernização e ampliação do Estádio Castelão atingiram 40,44% de execução, segundo informação contida no ultimo relatório elaborado pelo consórcio formado pelas empresas Galvão Engenharia e Andrade Mendonça. A expectativa é chegar ao fim de setembro com 43% de toda a obra concluída.

O Consórcio informa que esse ritmo acelerado deve-se ao engajamento de mais de 800 operários. A primeira etapa foi concluída no dia 20 de agosto,
a segunda etapa, composta pela segunda parte do estacionamento coberto, segue, de acordo com o relatório, com 45,42% de execução e previsão e conclusão prevista para novembro próximo.

A terceira etapa está com 31,20% de execução e compreende a reciclagem dos resíduos e as fundações do prédio que dará origem ao Edifício Central, entre outras ações. A quarta etapa composta pela conclusão, disponibilização e início da operação da totalidade do Estádio, segue com 7,28% com a execução do rebaixamento do gramado e as fundações e pilares de parte do estacionamento.

A expectativa é de que o Castelão chegue ao final de 2011 com 50% de execução e seja concluído e entregue à FIFA a tempo de participar da
Copa das Confederações, segundo já adiantou para o Blog recentemente o secretário extraordinário da Copa, Ferrúcio Feitosa.

(Com Assessoria de Imprensa do Consórcio)

Eunício diz para Lula e Michel que financiamento público de campanha deve ser aprovado

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Lula e Temer, sob olhares dos líderes políticos.

Ao participar de reunião com o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente em exercício, Michel Temer, na manhã desta quarta-feira, em Brasíla, o senador Eunício Oliveira (PMDB) anunciou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado decidiu pela aprovação da proposta de financiamento público de campanha. Ele disse que a proposta foi o ponto consensual entre os líderes partidários que também participavam do encontro.

Segundo Eunício, a possibilidade de aprovação da matéria, tanto na Câmara como no Senado, está cada vez mais próxima.  “Precisamos apresentar à sociedade uma verdadeira reforma política, e o financiamento público vai colaborar com a redução dos gastos de campanha, a disputa desigual entre candidatos além de uma maior transparência do processo. Estamos dando um passo importante hoje”, afirmou o peemedebista.

Na ocasião o senador Eunício também defendeu o voto majoritário, onde são eleitos os mais votados. Segundo ele, nessa questão, ainda é preciso avançar mais. “Com relação ao voto precisamos avançar mais. O PMDB defende o voto majoritário e outros partidos a lista fechada. Neste caso, a opinião da população deve ser levada em conta”, disse.

Além do presidente em exercício, Michel Temer, do ex-presidente Lula e do senador Eunício Oliveira, também estiveram presentes deputados e senadores do PCdoB, PSB, PT, e PDT. O encontro aconteceu no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República.

(Com Agências/Foto – Divulgação)

Câmara rejeita nova CPMF

“Depois de três anos parado na Câmara dos Deputados, o projeto que regulamenta a destinação de recursos públicos para a saúde foi concluído pelos parlamentares nesta quarta-feira (21).

O plenário aprovou, por 355 votos a 76 e 4 abstenções, o destaque do DEM e retirou a base de cálculo da CSS (Contribuição Social para a Saúde), tributo criado pelo Projeto de Lei Complementar 306/08. O projeto regulamenta quais despesas podem ser consideradas de saúde para Estados, municípios e União atingirem o percentual definido pela Emenda 29.

O destaque do DEM inviabiliza a cobrança do imposto porque retira a sua base de cálculo. Sem a base de cálculo não há como o governo recolher a alíquota de 0,1% sobre todas as movimentações financeiras –assim como estipulava o texto anterior elaborado pelos deputados.

O governo federal, entretanto, tem a prerrogativa de elaborar um novo projeto que defina a forma de se fazer a cobrança. Contudo, existe uma forte pressão de diversos setores da sociedade contra a criação de novos impostos.

O texto base do projeto, aprovado em junho de 2008, é o de uma emenda do relator Pepe Vargas (PT-RS), pela Comissão de Finanças e Tributação. Devido às mudanças feitas pela Câmara, a matéria retorna ao Senado, antes de passar por sanção da presidente da República para entrar em vigor.

De acordo com a proposta dos deputados, o mínimo que a União deve investir na saúde é o equivalente à variação da inflação mais o crescimento nominal do PIB (Produto Interno Bruto) do ano anterior. Os Estados têm a obrigação de destinar 12 % do arrecadado e os municípios, 15%.

“Valeu à pena esperar três anos. Nestes três anos, houve uma amadurecimento na cabeça dos deputados que permitiu que o bom senso falasse mais alto”, avaliou o líder do DEM na Casa, ACM Neto (BA) ao comemorar o resultado da votação.

Na orientação dos partidos, apenas o PT encaminhou a favor da manutenção do texto –todos os demais orientaram para retirar a base de cálculo do projeto.”

(Folha.com)

Estudo prevê alta do preço do petróleo e etanol limitando crescimento mundial

“A alta nos preços do petróleo e do etanol vai limitar o crescimento econômico mundial ao longo da década. Está é uma das principais conclusões do estudo Brasil Sustentável – Perspectivas dos Mercados de Petróleo, Etanol e Gás, da Fundação Getulio Vargas em parceria com a empresa de auditoria e consultoria Ernst & Young Terco.

O preço do biocombustível, por exemplo, deve mais que dobrar até 2020. O estudo aponta um “latente descompasso entre o crescimento da demanda e a incorporação de novas reservas, o que fará com que os preços do petróleo e do etanol no mundo subam, respectivamente, 43,1% e 125,9% até o final da década”.

Mas essa alta não deve se refletir com a mesma intensidade no mercado brasileiro. O estudo prevê que, no Brasil, a elevação média dos preços dos combustíveis será menor: 18,7% e 7%, respectivamente para petróleo e etanol, até 2020.

“Mesmo o país não sendo tão afetado por esse movimento, os preços em trajetória ascendente serão um fator limitante para o desenvolvimento de praticamente todas as economias, traduzindo-se em um hiato de 0,52 ponto percentual ao ano em relação ao crescimento potencial do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até o final da década”.

Segundo a FGV, o estudo foi baseado em um modelo computacional dos mercados de energia. Com base nesse modelo, o estudo conclui que, durante esta década, o cenário global ainda será marcado pela dependência do petróleo, cuja demanda seguirá em crescimento, por movimentos incipientes e insuficientes de substituição e de eficiência energética e uma expansão de oferta incerta, concentrada no período posterior a 2015.

Na avaliação do coordenador da FGV Projetos, Fernando Blumenschin, esses fatores farão com que o preço do petróleo suba já a partir deste ano. “De 2017 em diante, o movimento começa a arrefecer com a entrada gradativa em operação de novas reservas e com medidas de substituição e eficiência energética começando a surtir efeitos”.

(Agência Brasil)

CNI quer saúde financiada por fontes existentes e não por novo imposto

“Os recursos para o financiamento da saúde devem vir das fontes existentes e não de novos impostos, propôs o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, no debate público do plenário da Câmara dos Deputados, na noite de terça-feira, 20.09, sobre a regulamentação da Emenda Constitucional 29. A regulamentação, que deve ser votada nesta quarta-feira, 21.09, fixa percentuais mínimos a serem gastos na saúde pelo setor público.

Castelo Branco enfatizou que a ausência de regulamentação da Emenda 29 não impediu a ampliação dos recursos destinados à saúde. Segundo ele, os gastos federais com saúde passaram de R$ 43,6 bilhões em 2007 para R$ 61,9 bilhões em 2010, um crescimento médio anual nominal de 12,4%. Acrescentou que, entre 2007 e 2010, com a CPMF já extinta, as despesas federais com saúde subiram de 1,64% para 1,68% do Produto Interno Bruto (PIB).

O economista-chefe da CNI sublinhou que a extinção da CPMF foi compensada em outros tributos, como o aumento do IOF e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) sobre as instituições financeiras, de tal forma que a carga tributária federal passou de 23,9% do PIB em 2007 para 24,1% em 2008. Sublinhou haver uma expectativa de aumento da receita líquida do governo federal superior a R$ 100 bilhões este ano.

“O crescimento da arrecadação não justifica nova tributação”, destacou Castelo Branco, acrescentando caber à legislação orçamentária definir as prioridades dos gastos. “O aumento dos recursos para a saúde deve vir do crescimento da economia e do PIB”, defendeu.

De acordo com o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, a carga tributária é o maior problema das empresas. “ Já temos uma tributação excessiva e de má qualidade, que reduz a competitividade das empresas”, pontuou.

Lembrou que pesquisa CNI/Ibope divulgada em março último revelou que 63% da população acredita que a qualidade dos serviços de saúde depende mais de gestão eficiente do que da ampliação dos recursos. Disse ter a pesquisa informado ainda que 72% dos brasileiros são contra a recriação da CPMF.”

Romário e uma dívida milionária

“O Fluminense está em negociação para pagar tudo o que deve a Romário. Hoje, a dívida está em 1,4 milhão de reais e o clube está disposto a quitar o débito se o valor for parcelado em dez vezes.

Já Romário até aceita reduzir a dívida à metade, mas quer receber todo o dinheiro à vista. O acordo deve sair nas próximas semanas.”

(Radar Online – Veja)

Banco do Brasil lança linha de microcrédito para pessoas físicas e empresas

“O Banco do Brasil (BB) lançou hoje (21) linhas de microcrédito para pessoas físicas e empresas. Os empréstimos serão direcionado a empreendedores informais, individuais formalizados e microempresas com faturamento bruto anual inferior a R$ 120 mil.

As linhas de microcrédito fazem parte do Programa Nacional de Microcrédito (Crescer), lançado pelo governo federal em agosto. Segundo o BB, o objetivo do programa é “elevar o padrão de vida e a geração de empregos, dar oportunidade de novos negócios e estimular o empreendedorismo e a bancarização”.

Voltado, principalmente, para o setor urbano, o programa prevê visitas de técnicos do banco aos microempreendimentos, levantamentos socioeconômicos, orientação e acompanhamento durante todo o período do contrato, para garantir a sustentabilidade dos negócios.

O crédito para capital de giro e investimento pode chegar a R$ 15 mil, com prazo de pagamento de até 36 meses. A taxa de juros é 0,64% ao mês. No início da semana, a Caixa também informou que está operando as linhas de microcrédito do Crescer.”

(Agência Brasil)

Obras dos Portos ficarão prontas até fim de 2013, garante ministro

“O ministro da Secretaria dos Portos da Presidência da República, Leônidas Cristino, reiterou hoje (21), que todas as obras previstas para os terminais brasileiros em preparação para os eventos esportivos que o país vai sediar nos próximos anos serão concluídas a tempo.

Segundo ele, o cronograma foi estabelecido com prazos confortáveis para “evitar surpresas”. “Fizemos uma previsão bem tranquila. Todas obras serão concluídas no final de 2013. Podemos ganhar ou perder dois meses, mas a estrutura que dimensionamos vamos concluir neste período”, disse ao participar na manhã desta quarta-feira da abertura da 3º Conferência de Logística Brasil-Alemanha, no Rio de Janeiro.

Segundo Cristino, no Porto do Rio, por exemplo, a expectativa é que as obras do novo píer do terminal de cruzeiros comecem até o início de 2012. O novo píer, em formato de Y, será perpendicular ao cais principal, onde atualmente os navios que chegam ao local ficam atracados. A estrutura terá capacidade para seis embarcações. Os investimentos nessas obras serão de R$ 300 milhões, informou com o ministro.

“A licitação já está disponibilizada e espero que tenhamos condição de iniciar [as obras] este ano ou no início do outro. Aqui não vai ter obra civil, o prédio já existe. É o Y com seis berços exclusivos para movimentação de passageiros”, destacou.

Ele acrescentou que a ideia é permitir a utilização dos navios ancorados para ampliar o número de leitos para os turistas durante os jogos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Leônidas Cristino lembrou que, para os próximos quatro anos, o governo federal prevê investimentos de R$ 6 bilhões em obras e melhorias no setor.

Entre os projetos previstos está a construção de mais quatro terminais, alguns em parceria com a iniciativa privada. Um deles é o segundo porto de Manaus, que, de acordo com o ministro, está em fase de estudos preliminares. A licitação de concessão à iniciativa privada deve ser disponibilizada até fevereiro do próximo ano.

Igreja evangélica comemora 29 anos de atividades

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Um igreja evangélica que nasceu no Ceará vai comemorar, no fim de semana, 29 anos de atividades. É a Igreja Batista Vale de Bênçãos, que tem à frente o pastor, cantor e professor Darckson Lira. A festa começa nesta sexta-feira à noite, no templo central de Fortaleza, na rua Goiás, 817, no bairro Pan-Americano.

TCU – Ana Arraes agora é ministra

“Como já era esperado, a pernambucana Ana Lúcia Arraes de Alencar (PSB), 64 anos, levou a melhor nesta quarta-feira (21) e se elegeu ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) com 222 votos. O segundo lugar ficou com o comunista Aldo Rebelo. Esta é a segunda grande vitória de Ana Arraes em menos de um ano. Em 2010, a filha do ex-governador Miguel Arraes e mãe do atual governador Eduardo Campos (PSB) foi eleita deputada federal com 387.581 votos. Agora, conquista o dever de fiscalizar gastos públicos e o direito a um emprego vitalício, a um salário de R$ 25 mil, aposentadoria integral, carro oficial e férias de dois meses.

Ana Arraes (PSB) disputou os votos dos colegas de Câmara com Aldo Rebelo, Damião Feliciano, Milton Monti, Átila Lins e Rosendo Severo. Rebelo ficou em segundo lugar, com 149 votos e Átila Lins, em terceiro, com 47 votos. O principal cabo eleitoral da pernambucana é o próprio filho, o governador Eduardo Campos, que conseguiu o feito suprapartidário de garantir votos de quase toda a bancada estadual na Casa. A articulação feita pelo governador de Pernambuco fez, inclusive, oponentes da mãe desistirem da briga. A boa relação dele com vários atores políticos ajuda Ana e a eleição dela fortalece Eduardo como candidato a vice ou até mesmo a presidente em 2014. Apesar da movimentação da família, a deputada negou ontem qualquer especulação de nepotismo.

Agora as administrações e os políticos pernambucanos passam a contar com três representantes no TCU. Ana juntaria-se a José Jorge e a José Múcio Monteiro.

Ana filiou-se ao PSB em 1991. Formada em direito, já foi assistente do Instituto de Documentação da Fundação Joaquim Nabuco, secretária de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE), técnica judiciária do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e secretária parlamentar na Câmara dos Deputados. Foi eleita deputada federal pela primeira vez em 2007 e desde então não saiu da Casa.

Nestes pouco mais de quatro anos e meio foi autora de 158 projetos. A maioria deles pede mudança de redação de artigos e metas ou acrescenta parágrafos em projetos. No sistema de buscas do site da Câmara, nos projetos em que é possível ver o andamento dos projetos, a maioria consta como “aguardadndo deliberação”, “aguardando parecer”, “aguardando encaminhamento”, “aguardando providências internas”, “pronta para a pauta” ou “arquivada”. No mais, são pareceres.

Nestes primeiros meses de 2011, Ana Arraes já gastou R$ 173.981,39 com despesas parlamentares como combustíveis e lubrificantes, emissão de bilhete aéreo, fornecimento de alimentação parlamentar, locação de veículos, manutenção de escritório, serviços postais e telefonia.

No quesito discursos, foram 16 desde o início do ano. Suas duas últimas falas foram referentes à sessão Solene em homenagem à Marcha das Margaridas e à sessão solene em homenagem à memória do ex-deputado”.

(Blog de Jamildo)