Blog do Eliomar

Categorias para Brasil

Humberto Costa: Pedido de cassação de Demóstenes não se baseia apenas em matérias da mídia

“O discurso feito pelo senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), em plenário, no dia 6 de março, foi decisivo na construção do parecer do relator Humberto Costa (PT-PE) que pedirá logo mais na reunião do Conselho de Ética a abertura de processo disciplinar para cassação do mandato do parlamentar por quebra de decoro. No discurso do dia 6, Demóstenes negou qualquer relação com o empresário goiano, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, investigado pela Polícia Federal e o Ministério Público por suspeita de liderar um esquema de corrupção e exploração de jogos ilícitos.

Com a leitura do parecer, o conselho encerra a primeira etapa na análise das denúncias que embasaram o requerimento do PSOL de cassação do mandato do ex-líder do DEM no Senado. A partir de hoje (3), os parlamentares terão até terça-feira (8) para se aprofundarem nos argumentos sustentados por Humberto Costa e votar o relatório. Caso aprovado, será aberta a segunda etapa dos trabalhos que é a análise de mérito.

Já com os inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo disponibilizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Humberto Costa avaliará até que ponto as gravações autorizadas pela Justiça e as conversas de Demóstenes com Cachoeira comprometem o ex-líder do DEM. “O [problema é que] o senador faltou com a verdade em vários momentos e comprometeu seu mandato parlamentar ao se apresentarem evidências que sua relação com Cachoeira não era apenas privada”, disse o relator à Agência Brasil.

Humberto Costa destacou que seu parecer não se sustenta apenas “em matérias veiculadas na mídia”. Em vários momentos, desde que foi escolhido para a função, Humberto Costa ressaltou que as investigações do Conselho de Ética se baseiam em um julgamento político.”

(Agência Brasil)

PF faz operação na Bahia e no Ceará

A Assessoria de Imprensa da polícai Federal informa que o órgão está realizando na Bahia e no Ceará a “Operação Onça Preta”. Dois mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal de Salvador foram cumpridos. Além das prisões, duas conduções coercitivas, cinco mandados de busca e apreensão – sendo quatro nos municípios baianos de Jequié e Feira de Santana, e um em Fortaleza.

A Operação tem o objetivo de desarticular uma quadrilha suspeita de fraudar Declarações do Imposto Sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) com o intuito de conseguir restituições indevidas. A Receita Federal estima que a fraude tenha causado prejuízo de mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos.

Banco do Brasil lucra menos no primeiro trimestre

O Banco do Brasil registro, no primeiro trimestre deste ano, lucro líquido de R$ 2,5 bilhões. Ou seja, uma queda de 14,7% na comparação anual, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, em meio a maiores provisões para perdas diante da tendência de aumento da inadimplência.

Sem considerar efeitos extraordinários, o maior banco do país em ativos apurou lucro recorrente de 2,7 bilhões de reais entre janeiro e março, o que equivale a recuo de 7,5% ano a ano.
De um lado, o banco viu sua carteira de crédito crescer 19% no espaço de 12 meses encerrado em março, para 473,1 bilhões de reais.

(Com Veja.com)

Mensalão – Ministros do STF já planejam julgamento

“Uma Questão de Ordem na Ação Penal 470, o processo do mensalão, levada à pauta do Plenário do Supremo Tribunal Federal pelo relator, ministro Joaquim Barbosa, abriu a temporada de discussões sobre como será o procedimento do julgamento que deve se tornar o mais longo da história da corte. Ministros desconhecem o conteúdo da discussão que Barbosa quer submeter aos colegas e não é improvável que nem mesmo se refira aos procedimentos de como se desenrolará o julgamento do caso, mas o fato é que os próprios ministros passaram a discutir o formato das sessões nas quais se decidirá o destino dos 38 acusados pela Procuradoria-Geral da República.

“Eu também estou curioso”, afirmou o ministro Marco Aurélio nesta quarta-feira (2/5), indagado sobre o teor da Questão de Ordem. De acordo com o presidente do Supremo, ministro Ayres Britto, a questão não é ampla. Se a intenção fosse discutir o script do julgamento, isso seria feito, provavelmente, em sessão administrativa. O teor do debate, contudo, será feito apenas na semana que vem, já que o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, está fora do país em viagem institucional.

Segundo Marco Aurélio, o processo do mensalão tem de ser tratado como qualquer outro julgado pelo tribunal. “Não deve ser colocado em julgamento sob qualquer tipo de pressão, nem popular, nem de segmentos políticos que querem adiar seu desfecho”, afirmou. De acordo com ele, o Supremo não pode se transformar em um “órgão excepcional” para julgar o mensalão, atropelando ritos e até fazendo uma reforma informal de seu Regimento Interno.

* Leia mais no Consultor Jurídico aqui.

CPI do Cachoeira vai investigar Delta em todo o País

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cacheiroa vai investigar as ligações da Delta Construções S.A. com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em todo o Brasil, e não somente na Região Centro-Oeste, como havia sido proposto pelo relator Odair Cunha (PT-MG). A CPI coneguiu furar a blidnagem montada pelo PT, segundo informa reportagem desta quinta-feira do Estadão.

A CPI determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Cachoeira a partir de 1.º de janeiro de 2002. O relator, no entanto, amornou quando o foco passou a ser a relação de governadores com o esquema investigado pela Polícia Federal. Nos casos de Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), a CPI nada decidiu sobre eles.

Também ficou decidido que Cachoeira vai prestar depoimento à CPI no dia 15. O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) vai depor no dia 31. Já o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste Cláudio Abreu será ouvido pela CPI do Cachoeira no dia 29.

De acordo ainda com o Estadão, os arapongas Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e Jairo Martins, vão depor no dia 24. José Olímpio de Queiroga Neto, Gleyb Ferreira da Cruz, Geovani Pereira da Silva, Wladimir Garcêz e Lenine Araújo de Souza, integrantes do esquema de Cachoeira, vão prestar depoimento no dia 22.

Detentos do presídio de Pacatuba assistirão ao filme “Área Q”

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Sessenta internos da Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba (Região Metropolitana de Fortaleza), assistirão, nesta quinta-feira, ao filme brasileiro Área Q.

A iniciativa é da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado em parceria com a Estação Luz Filmes. O objetivo é promover a reflexão sobre o filme, que fala de transformação da humanidade, e contribuir para diminuir a ociosidade na cadeia.

PSDB cogita volta de Tasso ao cenário eleitoral

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“O cenário político interno do PSDB mostra que o nome do ex-senador Tasso Jereissati não deixou de ser a maior referência política dentro do partido no Ceará. Apesar de o também ex-governador ter declarado que se afastaria da vida política e se dedicaria a cuidar dos netos após ser derrotado nas urnas em 2010, quando disputou a reeleição para senador, o presidente estadual do PSDB, Marcos Cals, afirmou ontem que caso seja eleito prefeito de Fortaleza em 2012, Tasso Jereissati será o candidato da sigla ao governo do Ceará em 2014.

As declarações de Cals foram dadas ontem, no programa Alerta Geral, em cadeia de rádio transmitida em Fortaleza pela rádio Canaã.

O senador, no entanto, não confirma as pretensões de voltar a disputar cargos eleitorais. A assessoria do tucano disse ao O POVO que não há nenhum posicionamento oficial de Tasso com relação a uma possível candidatura a governador nas eleições estaduais de 2014.

A assessoria afirmou ainda que o ex-senador não abandonou completamente a política, mas que a solidez de uma candidatura nas eleições estaduais de 2014 ainda é uma possibilidade remota e está diretamente vinculada a eleição de Marcos Cals como prefeito da Capital em 2012.”

(O POVO)

Dilma sanciona lei que cria fundação de previdência do servidor público

“A presidente Dilma Rousseff sancionou, com três vetos, a legislação que cria a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp). A lei foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União (DOU).

Com o novo modelo, o governo pretende diminuir o deficit da Previdência Social, que no setor público deve atingir R$ 61 bilhões neste ano. O novo regime entra em vigor quando for regulamentado. O Funpresp não atinge os servidores antigos.

Mudanças

O atual regime de previdência dos servidores públicos federais garante aos que ingressaram no setor público até 2004 o último salário integral como benefício ao se aposentar, e aqueles que tomaram posse depois de 2005 recebem o equivalente a 80% de uma média dos maiores salários que foram recebidos.

O novo servidor que não quiser contribuir para o Funpresp receberá ao se aposentar, no máximo, o teto do INSS – hoje em R$ 3.912 por mês. Caso deseje receber mais ao se aposentar, o servidor poderá contribuir para o fundo.

Isto é, o servidor federal passará a ser enquadrado como um trabalhador da iniciativa privada da perspectiva previdenciária. A diferença é que o servidor contará com o aporte do Tesouro Nacional, que vai contribuir em igual proporção ao Funpresp em até 8,5%.”

(Com Agências)

Governo estuda isenção do IR em participação nos lucros

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho afirmou, em reportagem do O Globo, que o governo já decidiu que vai conceder isenção de uma parcela do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A declaração ocorreu quando ele participou de ato político, nesta terça-feira, organizado pela CUT nacional, em São Paulo.

– Falta chegarmos a um número que faça um acordo entre o governo e as centrais (sindicais). Não chegaremos ao que as centrais querem, chegaremos a um número médio.

A presidenta já assegurou que será dada uma parcela, porque sabemos que esse dinheiro, no bolso do trabalhador, é injeção na veia direto no mercado, que vai para o consumo e para girar a economia – disse o ministro.

Descoberta da UFC ajuda no combate ao câncer de mama

“Para vencer o inimigo é preciso conhecê-lo, saber onde ele se esconde. E, em se tratando de câncer de mama, o mal pode estar restrito ao seio (é o que a medicina chama de crescimento local) ou se desenvolver também na axila (crescimento locorregional) e ir além, alojando-se em ossos, pulmões, fígado e até cérebro (metástase à distância). Pesquisa do Grupo de Educação e Estudos Oncológicos da Universidade Federal do Ceará (Geeon-UFC) segue os passos do câncer de mama e descobre um caminho que avança no diagnóstico. Em fase de testes com seres humanos, o estudo já contribui para o tratamento da doença que mata 35% dos pacientes com câncer de mama tratados no Hospital das Clínicas (HC).

A pesquisa do Geeon-UFC rastreia o linfonodo sentinela, espécie de gânglio linfático – imagine um canal de passagem para a primeira metástase. Para alcançá-lo a tempo de menos mutilações, antes que as células cancerígenas sigam para a axila, corantes e substâncias radioativas são comumente usados na identificação do linfonodo . Na contramão dessa investigação do gânglio podem acontecer reações alérgicas, “inclusive, fatais”, e se ter um custo “muito alto, em torno de R$ 800 (exame)”, pondera o médico Luiz Gonzaga Porto Pinheiro, presidente do Geeon-UFC.

Em par com o médico Paulo Henrique Diógenes Vasques, Porto coordena o estudo que descobriu um meio mais seguro e barato de investigar o linfonodo sentinela. Utilizando um derivado do sangue da própria paciente, os especialistas perceberam que o linfonodo sentinela é marcado da mesma maneira de quando se usam os corantes ou radioativos.

A conclusão veio com a repetição do método em 30 cadelas, durante 18 meses (entre 2010 e 2011). Foi o primeiro estágio da pesquisa, já reconhecido em publicações internacionais – a exemplo do site norte-americano Tree of Medicine (www.treeofmedicine.com).

Este ano, com financiamento do Banco do Nordeste e autorização do Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos, o Geeon iniciou os testes em mulheres. São oito pacientes, “até agora, com resultados satisfatórios”, informa Luiz Porto. O novo rastreador, derivado do sangue, vem se confirmando eficiente e ainda dá carona a outra boa notícia: “Além dele marcar colorido, também ativa o linfonodo para ser detectado por ressonância nuclear magnética. No futuro, não será mais necessário tirar o linfonodo (para biópsia); será detectado pelo exame de ressonância”, projeta Porto.

A pesquisa em seres humanos precisa de, pelo menos, três vezes mais pacientes para se validar. A previsão de Luiz Porto é que se alcancem os números entre seis meses a um ano. Em 2012, estima o médico, 200 novos casos de câncer de mama devem surgir para atendimento no HC: “Dá uma média de 15 casos novos por mês. Desses, pelo menos 2 casos se prestam para pesquisa. Então, esperamos que, em um ano, façam 24 casos”.

A investigação do linfonodo sentinela é significativa na fase inicial da doença. O teste vai dizer ao médico “se a axila está livre, ou não”, explica Luiz Porto. “Se a paciente não tem metástase axilar, a chance de cura é maior”, completa. E isso vai se refletir também em menores mutilações e menos consequências. O esvaziamento da axila pode provocar, por exemplo, surtos de erisipela (infecção da pele) ou inchaços no braço.

A pesquisa do Geeon-UFC une esforços para um tratamento menos doloroso do câncer de mama. Por se valer de um derivado do sangue da paciente, “o risco de haver uma reação é mínimo”, ratifica Luiz Porto. Mas lembre-se: para vencer o inimigo, é preciso conhecê-lo. “O objetivo principal da medicina é levar o diagnóstico para a fase inicial. Porque as mutilações serão menores, a curabilidade é muito mais alta e o sofrimento da paciente é muito menor”, reforça o médico, a importância do diagnóstico precoce.”

(O POVO)

Tiririca é 100% presença na Câmara

“Tiririca participou de todas as 107 sessões no plenário da Câmara em 2011. É verdade que foi uma presença silenciosa, afinal, ele ainda não discursou como deputado.

Mas se a timidez impede Tiririca de discursar, pelo menos na frequência ele vem se mantendo no topo: em 31 sessões realizadas na Câmara nestes quatro primeiros meses do ano, Tiririca esteve em todas.”

(Veja Online)

“Os Vingadores” – Maior estreia do ano nas telas do Brasil

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“Os Vingadores” teve a maior estreia do ano nos cinemas brasileiros. O filme bateu a marca de 1,5 milhão de espectadores entre sexta-feira e domingo segundo a Rentrak. Ficou na frente de American Pie, líder de bilheteria na semana passada, com público de 199 200 pessoas.

Outra estreia da semana, Sete Dias com Marilyn teve público baixo – apenas 28 400 espectadores em três dias.

(Radar – Lauro Jardim)

Presidente da Fiec está otimista com economia do País

Para o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macedo, a economia mundial começa a reagir.

Os EUA dão sinais de estabilização e a Europa começa a respirar recuperação. Com isso, ele avalia que o Brasil pode fechar 2012 com crescimento de 5%, até porque o governo federal vem adotando medidas preventivas.

Robeto Macedo comemora, por exemplo, a queda na taxa de juros. Mas, claro, torce para que essa redução não pare. Espera também que o programa “Brasil Maior”, lançado para incrementar a indústria, apresente resultados.

Categorias profissionais conseguem aumentos reais que superam níveis de 2011

Categorias profissionais com data-base para renovação de acordos e convenções coletivas nos primeiros quatro meses do ano estão conseguindo conquistar aumentos reais de salário que chegam a superar os níveis registrados em igual período de 2011. Isso, mesmo com a redução do ritmo de crescimento econômico.

Na Bahia, cerca de 35 mil operários da construção pesada, infraestrutura e montagem industrial convenceram as construtoras a conceder aumento real de 4,77%, depois de 17 dias de greve. Em São Paulo, 42 mil químicos do setor farmacêutico fecharam acordo com os laboratórios que prevê aumento real de 2,41%, um ponto porcentual acima do índice conquistado no ano passado.

Para economistas, o cenário continua favorável aos reajustes, independentemente do agravamento da crise na zona do euro e da desaceleração da economia brasileira neste início de ano. Entre os pontos que facilitam o trabalho dos sindicatos em 2012 estão os índices de preços bem comportados até agora.

Em março, a inflação acumulada em doze meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como parâmetro nas negociações entre empregados e patrões, estava em 4,97%. Foi a menor variação de preços registrada para o período depois de março de 2007, quando ficou em 3,29%. “Quanto mais baixa a inflação, mais fácil é a obtenção de aumento real de salário”, diz José Silvestre, coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Na média, a inflação para as datas-base em 2012 vai girar em torno de 5%, abaixo do ano passado, quando foi superior a 5%, frisa Silvestre. A política de redução de juros adotada pelo Banco Central (BC) também é positiva, segundo o técnico.”

(Com Veja.com)

Superintendência Regional do Trabalho de molho

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O advogado Júlio Brizzi, ligado ao líder do PDT n Câmara, André Figueiredo, acompanha de longe a movimentação em torno do seu cargo. Isso, depois que a presidente Dilma nomeou o deputado Brizola Neto contra a vontade do presidente nacional pedetista, Carlos Lupi, e contra o desejo do próprio líder da bancada.

A nomeação de Brizzi até chegou a ser questionada por alguns setores políticos em razão da sua falta de experiência administrativa. Era mais conhecido como assessor de Figueiredo e pelo passado de militante do movimento estudantil.

A vaga de Brizzi estaria na mira de setores do PT. Resta aguardar o desenrolar desse jogo político dentro da base aliada.

No 1º de Maio, analista faz reflexão sobre um “sistema sindical fossilizado”

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Com o título “O Sindicalismo do atraso”, eis artigo do analista e consultor sindical patronal Fernando Alves de Oliveira. Uma abordagem do 1 º de Maio sob a visão de quem está gerando o emprego. Confira:

Ao redor de mais um 1º de Maio, trava-se disputa entre as duas mais importantes centrais. Antes, de bastidores. Agora, de domínio público. A CUT procurando defender a substituição da atual contribuição obrigatória pela “negocial”.  Em verdade, troca não de seis por meia dúzia, mas por dúzia inteira, face ao valor muito mais elevado. Aliás, prova muito mais consistente do que essa marqueteira “renúncia financeira”  -de propósito não outro senão o de deixá-la propositalmente se esboroar ao vento- seria a devolução dos milhões recebidos desde 2008 da partilha com o Ministério do Trabalho, que por sua vez divide com as centrais a metade do que lhe cabe do rateio do bolo sindical. E sem nenhuma fiscalização do TCU, como impôs o paizão Lula, que, além da generosa concessão, fez questão de vetar o artigo da lei dessa destinação. Este sim seria um significativo exemplo de abjuração…

Já a Força Sindical, defende obstinadamente a preservação da atual contribuição obrigatória, sob a alegação de que ela mantém o sindicalismo “forte”.

Quanto ao patronato, basta cotejar o discurso de ontem com o mutismo de hoje. Há menos de uma década, a Confederação Nacional da Indústria divulgava animador trabalho sob o titulo “”Associativismo em Foco; ações e resultados””, que já em seu prólogo enfatizava com todas as letras “que a reforma da organização sindical, mesmo que postergada, virá e exigirá movimento de antecipação e preparação”. Pena que tenha ficado só no papel. Nos dias atuais, resta apenas prudente silêncio sobre o tema. Aliás, Idêntico do que ocorre com demais entidades patronais. Todas não escondem sua preferência pela continuidade infinda da contribuição. Ainda que veladamente.

Ora, verdadeiramente vigoroso e potencialmente institucional é o sindicalismo pluralista, sujeito à concorrência. Que exige extremado labor, competência, ética e transparência, invertendo o atual sistema e indo de encontro às reais necessidades do sindicalizado. Simplesmente fulmina a atual e nefasta “reserva de mercado”, acabando com as contribuições compulsórias, pois ao torná-las espontâneas, obriga as entidades  a trabalharem mais e melhor no trabalho de angariação de maior número de associados e, por conseguinte, obtenção de maiores receitas. Como ocorre nas entidades civis. De forma idêntica à antiga fase sindical, em que somente após dado estágio é que as entidades obtinham do Estado concessão da chamada “carta sindical” que lhes permitia a percepção de contribuições compulsórias.

Não é por outra razão que se constata no carcomido sistema a existência de milhares de entidades (de trabalhadores e de patrões) cuja direção está aferrada ao poder há décadas. Algumas, conhecidas como insofismáveis capitanias hereditárias…

Este é o retrato da legislação varguista, empedernida no atraso. Os tempos são outros, mas o modelo perempto é o mesmo. Que equipara os sindicatos a meras agências governamentais. Com sinal verde para muitos se servirem sem nenhum pejo, sugando suas obesas e generosas mamas, das quais escoam infindáveis vícios e mazelas, genitores do rentável meio de vida e de múltiplas concorridíssimas sinecuras. Ingrata e inglória a tarefa da chamada vanguarda sindical. A banda nada sadia lhe é infinitamente maior. Em tamanho e poder. Bem comparável a “cosa nostra”.

Somente sob o férreo respaldo do clamor popular é que o sindicalismo brasileiro será salvo, já que o Estado -através de seus governantes ávidos por preservação e perenidade de poder- habilmente se finge de morto. Afinal, (e com a escusa da inevitável repetição) é incontestável que nesta terra reforma sindical não dá voto (expediente que mais importa aos donos do Poder). Tira. E muito!

E em razão de claras peculiaridades de conduta política em relação ao seu antecessor, pelo menos no que diz respeito aos estritos termos de reforma da estrutura sindical, não esperem absolutamente nada da sucessora do governo do PT. Muito menos do Legislativo, exceto alguns trôpegos rompantes e casuísmos, os quais, se ocorrerem, quando muito, não passarão de enxertos e remendos meramente cosméticos. Do tipo “é preciso fazer alguma coisa para que tudo permaneça como está…”

A própria denominação da contribuição obrigatória já mudou de rótulo, sem alterar o conteúdo. Até novembro de 1966, era cognominada de “imposto”, virando a partir daí “contribuição”. Mudança meramente semântica, pois não perdeu a personalidade jurídica de tributo, e como tal, obrigatório, por amparado no artigo 149 da Constituição.

Rendamo-nos, pois, à inquestionável evidência. Somos mesmo um país campeão na invenção de nomenclaturas que, geralmente, mudam somente a casca. Pródigo em governantes e legisladores com profunda avidez pela maquiagem semanticista. Pois não é que de uns tempos a esta parte, corrupção, falcatruas e desvios de conduta, sempre saqueando o erário e praticadas por salteadores da República, passaram a ser evocadas pelo ameno adjetivo de “malfeito”?

Ora, apenas os parvos, mal-esclarecidos ou os sempre mal-intencionados, deixarão de reconhecer que a septuagésima legislação prevalecente, cevada por Getúlio Vargas nos resquícios corporativistas e fascistas do regime italiano de seu colega Benito Mussolini e numa época longínqua em que o Brasil não passava de uma colônia agrícola, está –e de forma inequívoca- em posição diametralmente oposta às óbvias necessidades das relações do Trabalho exigidas pelo hodierno. Especialmente as de uma nação que se gaba de ocupar a sexta economia no ranking do mundo globalizado.

É justamente aí é que reside grave e inegável contradição: o Brasil economicamente gigantesco e que nos enche de orgulho, é o mesmo que nos envergonha pelo atraso de um sistema sindical fossilizado e de portas escancaradas ao sistema sindical corrupto e corruptor.

Urge, sim, a adoção do associativismo, em sua mais profunda acepção. Imperativo, sim é a ratificação da Convenção 87 da OIT, assinada pelo Estado brasileiro em 1948 (há 54 anos) e até hoje permanece amarelecida na gaveta.

Grotesca e estapafúrdia é a contradição dos nossos governantes. Acaba de travar-se uma briga de foice pelo cumprimento de um tratado de Estado (Lei Geral da Copa) assinado pelo ex-presidente com a FIFA. Todavia, sequer foi, é ou continuará a ser lembrado (e cobrado com a responsabilidade exigida) obrigatório cumprimento institucional do Brasil como signatário há mais de meio século de  tratado firmado com a OIT- Organização Mundial do Trabalho… Coisa muito mais séria do que sediar uma Copa do Mundo de futebol, de efêmeros 30 dias. Mas esta, além de votos é claro, rende também outros muitos manjadíssimos rendimentos à classe política dominante… E como rendem!

Enfim, o que espera o sindicalismo brasileiro que em 2013 completará formais 70 anos? Já não passou da hora de dar-lhe um salutar e benfazejo “bem-feito”, mudando o caduco, pecaminoso e vergonhoso modelo por de conteúdo digno, ansiado e exigido pelos mais comezinhos princípios republicanos do Brasil da atualidade?

* Fernando Alves de Oliveira,

Analista e Consultor Sindical Patronal, autônomo e independente.