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Otimismo do empresário registra em maio a maior queda em dez meses

“O empresário industrial continua ainda confiante nos rumos da economia e da sua empresa, mas seu otimismo registrou em maio a maior queda dos últimos dez meses, atingindo 57,5 pontos, um recuo de 2,2 pontos sobre abril. A informação é do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado nesta quinta-feira, 19.05, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O ICEI varia de zero a cem. Valores acima de 50 indicam empresários confiantes.

O ICEI de maio caiu 8,8 pontos em relação a maio de 2010 e ficou abaixo da média histórica, de 59,7 pontos. Diz a pesquisa que “a queda na confiança sinaliza potencial redução nos investimento da indústria nos próximos meses”. Segundo o economista da CNI Marcelo de Ávila, o índice de maio revela que a confiança do empresariado está se reduzindo desde fevereiro de 2010.

A queda do otimismo em maio, de acordo com a pesquisa da CNI, foi puxada sobretudo pela percepção dos industriais de que as condições da economia brasileira em relação aos últimos seis meses – um dos componentes do ICEI – pioraram. Este componente ficou em 44,9 pontos em maio, bem abaixo da linha divisória dos 50 pontos, demonstrando significativa falta de confiança.

O componente sobre as condições da empresa em comparação aos seis meses anteriores assinalou 50,3 pontos, praticamente na linha divisória dos 50 pontos, revelando que “a situação da própria empresa parou de melhorar”, atesta o levantamento.

As expectativas do empresariado da indústria sobre a economia e a sua empresa para os próximos seis meses, contudo, permanecem elevadamente otimistas, com 62,1 pontos em maio, embora abaixo do mesmo componente em abril, quando atingira 64,3 pontos.

Entre os três segmentos da indústria pesquisados pelo ICEI, a extrativa foi o único que assinalou aumento, com 63,8 pontos em maio, , 0,7 ponto mais comparativamente a abril.  O ICEI da indústria de transformação caiu 1,9 ponto – de 58,1 para 56,2 -, enquanto a construção civil registrou a maior queda do ICEI, de 2,7 pontos, entre abril e maio.

A pesquisa foi realizada entre 29 de abril e 17 de maio, com 1.819 empresas, das quais 998 pequenas, 566 médias e 255 de grande porte.”

(Site da CNI)

Eduardo Campos é estrela, de novo, em programa nacional do PSB de televisão

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“Capitaneado pelo governador Eduardo Campos, o programa nacional do PSB será veiculado hoje. Mantendo a estratégia de investir na palavra “novo”, o presidente nacional dos socialistas apresenta “o partido que mais cresceu nas últimas eleições” e reforça o compromisso com o Brasil, que segundo o próprio Campos, “é maior do que todos nós”. “Vivemos um momento muito especial da nação, com democracia, desenvolvimento social e crescimento econômico. Isso é só o começo. Ainda há muito a ser feito, e a gente tem o compromisso de não deixar a peteca cair, e levar esse País cada vez mais longe. Para isso é que precisamos ter um novo caminho para este novo Brasil”, declara Campos, na inserção, que dura dez minutos.

O programa dá destaque à pesquisa do Instituto Datafolha, que aponta o próprio Campos como o governador mais bem avaliado do Brasil, com 80%. O segundo é outro socialista, Cid Gomes (Ceará). Os dois prefeitos mais bem avaliados também são do PSB: Márcio Lacerda (Belo Horizonte) e Luciano Ducci (Curitiba). “Esse novo jeito de fazer, testado e aprovado, é que o PSB quer mostrar”, diz o locutor. Também dão seus depoimentos na inserção os governadores socialistas Renato Casagrande (Espírito Santo), Camilo Capiberibe (Amapá), Ricardo Coutinho (Paraíba) e Wilson Martins (Piauí).

Eduardo leva para a inserção o discurso de fidelidade ao Governo Federal. O dirigente afirma que a relação do PSB com a presidente Dilma Rousseff (PT) vai “muito além de uma simples aliança”. “É um compromisso firmado em cima de princípios e metas para o Brasil, de quem partilha a construção de um projeto comum, iniciado sob o comando do ex-presidente Lula (PT). São as metas de construir uma sociedade mais justa, com erradicação da miséria, desenvolvimento social e um forte crescimento econômico que inclua as pessoas”, declara o socialista.

A reforma política é o último destaque do programa. A líder do PSB na Câmara, Ana Arraes, e o líder do partido no Senado, Antônio Carlos Valadares, apontam que a reforma deve aproximar a política do povo e colaborar para a ampliação e o aperfeiçoamento das instituições. “O PSB tem a mais clara convicção de que é possível reinventar a política, juntar os bons. Sabemos que é melhor somar. Daí a nossa abertura e disposição para o diálogo com forças e personalidades políticas de outros partidos, à luz da democracia. É assim que estamos construindo um novo caminho para esse novo Brasil”, finaliza Campos.”

(Folha de Pernambuco)

Entidades empresariais divulgam nota de repúdio à situação das rodovias federais no Ceará

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Com o título “Nota de Repúdio à Situação das Rodovias Federais do Ceará, o Centro Industrial do Ceará (CIC) e outras entidades empresariais liberaram, nesta quinta-feira, nota acerca do problemas das estradas, aquele que serviu de mote na briga do governador Cid Gomes (PSB) com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

A nota é assinada por nove entidades: Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Câmara de Diretores Lojistas (CDL-Fortaleza), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Federação das Associações do Comércio, Indústria, Serviços e Agropecuária do Ceará (FACIC), Associação Comercial do Ceará (ACC), Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio) e Associação dos Jovens Empresários (AJE).

Essas entidades se dizem indignadas “com a precariedade das rodovias que estão, em sua maioria, esburacadas, sem sinalização, sem acostamentos com trechos perigosos, com perdas de vidas humanas e prejuízos materiais.” Ressalta também a “discriminação na distribuição dos recursos para as obras de conservação e de construção de novas Brs, além das necessidades do Estado.”

EIS A NOTA

Confira trechos do livro "Por uma vida melhor" que tratam da chamada "norma popular"

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“O livro “Por uma Vida Melhor” foi distribuído pelo Ministério da Educação (MEC) para turmas de educação de jovens e adultos (EJA) em todo o Brasil. A publicação causou polêmica ao incluir frases com erro de concordância em uma lição que apresentava a diferença da norma culta e a falada.

Confira abaixo trechos do livro sobre o assunto:

“É importante saber o seguinte: as duas variantes [norma culta e popular] são eficientes como meios de comunicação. A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio. Nesse sentido, é comum que se atribua um preconceito social em relação à variante popular, usada pela maioria dos brasileiros”

“’Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado’. Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar ‘os livro?’.’ Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas. O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da língua para cada ocasião”

“Na variedade popular, contudo, é comum a concordância funcionar de outra forma. Há ocorrências como:

Nós pega o peixe.

nós – 1ª pessoa, plural

pega – 3ª pessoa, singular

Os menino pega o peixe.

menino – 3ª pessoa, ideia de plural (por causa do “os”)

pega – 3ª pessoa, singular

Nos dois exemplos, apesar de o verbo estar no singular, quem ouve a frase sabe que há mais de uma pessoa envolvida na ação de pegar o peixe. Mais uma vez, é importante que o falante de português domine as duas variedades e escolha a que julgar adequada à sua situação de fala.”

“É comum que se atribua um preconceito social em relação à variante popular, usada pela maioria dos brasileiros. Esse preconceito não é de razão linguística, mas social. Por isso, um falante deve dominar as diversas variantes porque cada uma tem seu lugar na comunicação cotidiana.”

“A norma culta existe tanto na linguagem escrita como na linguagem oral, ou seja, quando escrevemos um bilhete a um amigo, podemos ser informais, porém, quando escrevemos um requerimento, por exemplo, devemos ser formais, utilizando a norma culta. Algo semelhante ocorre quando falamos: conversar com uma autoridade exige uma fala formal, enquanto é natural conversarmos com as pessoas de nossa família de maneira espontânea, informal.”

(Agência Brasil)

Mantega pede plano "realista" à Petrobras

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“O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ontem em Londres que o ministro Guido Mantega (Fazenda) pediu à Petrobras para preparar um plano de investimentos “mais realista, menos agressivo, sem excessos” e com foco “na eficiência”. Mantega preside o conselho de administração da Petrobras, do qual Coutinho é membro. Coutinho disse que o plano da estatal é “ambicioso” e difícil de ser implementado.

“Nós colocamos pressão para a gestão ser muito eficiente, porque se você não for eficiente em utilizar o Capex [investimento em capital], a taxa de retorno em muitos projetos vai cair.”

O governo teme, apurou a Folha, que a estatal acelere muito os investimentos e dinamize, com isso, a economia em tempos de recrudescimento da inflação e num cenário de demanda ainda aquecida. É que o peso dos investimentos da Petrobras é muito grande na economia –o plano de investir R$ 224 bilhões até 2014 representa 6% do PIB do país em 2010.

REFINARIA DO CEARÁ

Internamente, já há a disposição da Petrobras em postergar alguns projetos que estão em sua fase inicial como as refinarias do Nordeste (MA e CE). No primeiro trimestre, já houve redução de 11% nos investimentos. A diretoria trabalha para manter, ao menos, os investimentos no mesmo volume atual. Ou seja, não quer sinalizar ao mercado um corte.

O tamanho da redução e os projetos a serem adiados, porém, não foram definidos. Dependem de novas discussões, que tomarão por base o resultado das análises e os estudos em curso. O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, reconheceu, em conferência com analistas, anteontem, a possibilidade de retração nos investimentos.

“Fomos demandados pelo conselho de administração para reexaminar e prosseguir com estudos de sensibilidade. Um desses estudos incorpora a redução do Capex, mas não é a única questão a ser examinada. Há diversas variáveis em estudo.” Outro motivo determinante para um possível corte de investimentos é a menor receita prevista pela empresa.”

(Folha.com)

Sobral será sede de debate sobre Plano Nacional de Educação

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A cidade de Sobral (Região Norte) será sede do próximo debate sobre o Plano Nacional de Educação. O evento ocorrerá dia 30 próximo, a partir das 8h30min, na Escola de Artes e Ofícios (ECOA), por iniciativa do deputado federal Chico Lopes (PCdoB) e de outros integrantes da Comissão Especial do PNE no Congresso Nacional.

Segundo o parlamentar, serão realizados sete seminários sobre o tema no Ceará com o objetivo de levar a professores de todas as regiões as discussões sobre o Plano, que estabelece as diretrizes da educação brasileira para os próximos 10 anos.

O primeiro seminário foi realizado na última segunda-feira, em Fortaleza. Depois de Sobral, virão encontros em Crateús, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Limoeiro do Norte e Quixadá, adianta Chico Lopes.

Ipea promove debate sobre pobreza extrema no Brasil

“Um dos principais realizadores de estudos sobre o enfrentamento da pobreza no país, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) inicia uma série de seminários, em diferentes capitais brasileiras, sobre a dimensão e a medida da pobreza extrema no Brasil. A intenção é reunir representantes do Ipea, do governo federal e de institutos de pesquisa estaduais para discutir o tema, obtendo-se, assim, um perfil local do combate à miséria.

O primeiro seminário da série será realizado em Brasília, nessa sexta-feira, dia 20, no auditório do Ipea (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Edifício BNDES, subsolo). Marcio Pochmann, presidente do Ipea, Arlete Sampaio, secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Distrito Federal, e Oswaldo Russo de Azevedo, diretor de Estudos e Políticas Sociais da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), vão compor a mesa de abertura.  

Em seguida, o Instituto apresentará um estudo inédito sobre o tema, e Jorge Abrahão, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, se juntará a Arlete Sampaio e Oswaldo Russo para o painel de debates. A moderação ficará a cargo de Luciana Acioly, chefe da Assessoria Técnica da Presidência do Ipea.”   

(Com Ipea)

Ciro deve deixar PSB, mas Cid nega o fato

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“O ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes está com um pé no PDT do ex-colega Carlos Lupi, ministro do Trabalho. A convivência dele e do irmão Cid Gomes (PSB), governador do Ceará, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB, está cada vez mais difícil. Cid Gomes protagonizou nesta semana o mais grave ataque já sofrido por um integrante da equipe do governo Dilma Rousseff, no caso, o ministro dos Transportes.

Eduardo Campos, que sempre agiu como bombeiro nessas situações, não moveu uma palha para abafar a crise. Lavou as mãos. No fundo, cansou das diatribes dos irmãos Gomes. E considera a saída de Ciro e de Cid do PSB um assunto fora de seu controle.

Para alguns dirigentes do PSB, pode ser muito mais uma solução do que um problema.”

(Coluna Brasília DF – Luiz Carlos Azedo) 

DETALHE -Nesta semana, no O POVO, Cid Gomes negou que vá deixar o PSB.

Palocci, o grande devedor

Com o título “Palocci, o devedor”, eis artigo do jornalista Jânio de Freitas publicado na Folha desta quinta-feira. Para ele, o ministro não está adotando uma linha de defesa; é só uma linha de fuga e despistamento no que diz respeito ao aumento do seu patrimônio 20 vezes em quatro anos. Confira: 

A parte valiosa na nota explicativa do ministro Antonio Palocci, o único trecho em que não repete seu velho truque de embaralhar assuntos, contém a revelação, despercebida, de que a colheita para o seu patrimônio aumentou em mais do que as 20 vezes constatadas nos R$ 7,4 milhões de dois imóveis comprados.

No antepenúltimo dos 13 itens de pretensas explicações, diz a extensa nota com referência à empresa Projeto, em cujo nome o ministro pôs seu novo patrimônio: “A gestão dos recursos financeiros da empresa foi transferida a uma gestora de recursos, que tem autonomia contratual para realizar aplicações e resgates, de modo a evitar conflito de interesse”.

Durante os quatros anos como deputado, de 2007 a 2010, portanto, o hoje ministro teve também ganhos em dimensão que justifica a entrega, sob a forma de “recursos financeiros” e não de imóveis, à gestão de empresa especializada “com autonomia para aplicações e resgates”, como é próprio de patrimônio em títulos ou espécie.

Esse acréscimo à parte constatada do veloz patrimônio não se traduz em comprovação de ilícito na maneira de obtê-lo, dada por Palocci como “remuneração” de “serviços para a iniciativa privada”, “atividade de consultoria”. É o máximo que diz sobre a procedência do novo patrimônio.

No restante, manobra exaustivamente como se questionado por atividade empresarial imprópria a deputados, invocando 273 que a têm (o que deveria ser e não é ilegal). E, ainda, sobre pagamento de impostos e legalidade da Projeto. A mesma tática de ter um assunto pela proa e agir como se fosse outro, tal como o uso que pretendeu com a atribuição de venalidade ao caseiro Francenildo Costa.

Palocci não está adotando uma linha de defesa. É só uma linha de fuga e despistamento. Praticada pela mobilização urgente do PT e do PMDB, que não se cansam de proclamar “o assunto encerrado” – até que o senador Humberto Costa, o deputado Cândido Vaccarezza e outros sem-cerimônia precisem correr para novas defesas fugitivas de Palocci e deles mesmos.

Como ocupante de um cargo da altitude de chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, qualquer um tem o dever, com o país, de prestar informações quando atingido por suspeita. A situação de Palocci vai além: seus antecedentes robustecem as suspeitas e o seu dever de esclarecimento.

Mais ainda, bancar seu retorno ao governo apesar dos antecedentes, e para o cargo que tem com a influência que tem, foi uma atitude de Dilma Rousseff que não deveria ser retribuída com máculas que contaminem o governo.

A atitude atual de Antonio Palocci já expele efeitos tóxicos. A ética de um governo não está só nas suas decisões. Depende também da conduta e do conceito de seus integrantes. E, ao deixar a primeira sob dúvidas graves e o segundo com a recuperação em suspenso, Palocci compromete o governo de Dilma Rousseff. Já transfere para a própria presidente a expectativa da opinião pública e suas consequências onerosas.

Apesar do seu admirável patrimônio, Antonio Palocci é um grande devedor.

Fortalezá é sede da Convenção Nacional de Mudanças Confiança

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O Grupo Mudanças Confiança abriu, nest aquinta-feira, no Hotel Sonata, em Fortaleza, sua 18ª Convenção Nacional. O evento reúne 45 permisionários e franqueados que, sob a coordenação dos irmãos Luís Carlos Correa, Joaquim Honório, Helder Correa e José Correa, avalia a conjuntura econômica do País e define ações para este ano.

Segundo Luís Carlso Correa, hoje o Grupo Mudanças Confiança opera em todo o País, sendo líder em seu segmento de transporte de móveis e congêneres.

A convenção vai até o próximo sábado.

(Foto – Paulo MOska)

Crise envolvendo Palocci mostra fragilidade de articulação política do Governo Dilma

“A crise provocada pela revelação da evolução patrimonial do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, expôs a fragilidade da articulação política do governo de Dilma Rousseff. Apesar dos esforços do Palácio do Planalto e do próprio Palocci em afirmar que o episódio está encerrado e que a rotina palaciana segue em clima de normalidade, a avaliação entre os principais aliados da presidente é que ela está excessivamente fechada, e seu governo, sem comando na área política.

As queixas entre parlamentares da base sobre problemas na articulação política do governo vinham sendo ouvidas há algumas semanas, mas cresceram principalmente por causa da crise envolvendo o ministro Palocci, que era, de fato, o verdadeiro interlocutor político do governo petista.

Diante desse quadro, já há no governo quem defenda a substituição imediata do chefe da Secretaria de Relações Institucionais, ministro Luiz Sérgio, considerado fraco para o cargo. A ausência da presidente Dilma no cenário político e a falta de diálogo com os partidos são apontadas frequentemente como a origem do problema nesta área.

– Está todo mundo impressionado com a ausência de comando. Parece que o piloto sumiu. A conclusão é que Luiz Sérgio vai ter de sair. Pois quem articula na crise? Ninguém. E isso aumenta a impressão de que a coisa é mais grave – avaliava ontem um senador petista.

Temor de que novos fatos compliquem situação de Palocci

O temor é que novos fatos e revelações possam complicar mais a situação de Palocci. A recomendação dos governistas no Congresso é que a presidente Dilma fuja do atual isolamento que se impôs e comece a criar fatos positivos para o governo. O ex-presidente Lula vinha advertindo a sucessora sobre a necessidade de retomar viagens pelo país e contatos com a população, a exemplo dele.

– Palocci, por enquanto, mantém-se firme no cargo, mas a articulação política do governo com esse episódio implodiu de vez – acrescentou outro governista.

Apesar do clima de insatisfação nos bastidores com a condução adotada pelo Planalto para a crise de Palocci, o discurso público dos aliados de Dilma é que o episódio está superado. Foi isso que o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), disse após reunião ontem com Palocci.

– Só discutimos Código Florestal. O ministro está tranquilíssimo. Para o PMDB, a questão sobre a evolução patrimonial de Palocci está encerrada.

Embora considere legítimas as cobranças da oposição por explicações do ministro, o líder do PMDB acha que houve um certo exagero:

– A oposição exagerou na dose ao tentar convocar o ministro no plenário da Câmara. Por isso teve apenas 80 votos.

O presidente do PT, Rui Falcão, minimizou interpretações de que Palocci tenha sido vítima de “fogo amigo”.

– Não sei de onde surgiu isso. Não sei de onde partiu ou qual a motivação (do vazamento). Para mim, essa é uma questão encerrada que não abala a credibilidade do governo nem do ministro Palocci. Não resta nenhum tipo de suspeita sobre sua reputação ou sua imagem – disse Falcão.

Ele não acredita que a pressão da oposição tenha mais consequências:

– Vendo as declarações do Aécio ontem, não vejo preocupação com isso. Não partiu do PSDB nenhuma iniciativa mais incisiva. O que vi foram iniciativas partidárias isoladas para dar mídia, fazer espuma! Não acho que vá ser convocado para depor no Congresso, porque já prestou contas em todos os órgãos cabíveis. Palocci não vai cair. O caso está sepultado. É muito barulho por nada.”

 (Globo Online)

Ministro dará aula inaugural da Unilab

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O ministro da Educação, Fernando Haddad, acertou com o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado, René Barreira, presença, dia 25 próximo, no Ceará. Ele vem dar a aula inaugural da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unuilab), que passa a funcionar no município de Redenção (Região Metropolitana de Fortaleza).

Segundo o reitor Paulo Speller, a Unilab, em seu primeiro ano, terá 350 alunos, oriundos do Brasil e de outros países de língua portuguesa como Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste. 

Um grupo de parlamentares tendo à frente o senador Inácio Arruda (PCdioB), que foi relator da criação da universidade no Senado, e os deputados federais Eudes Xavier (PT) e Mauro Benevides (PMDB) prestigiará a instalação da Unilab.

Enem 2011 – Impressão das provas terá monitoramento eletrônico para evitar erros

“A edição de 2011 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá algumas mudanças no processo de logística para evitar que erros cometidos em anos anteriores não se repitam. Uma das inovações será no processo de impressão. Segundo o diretor de Gestão e Planejamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Dênio Menezes, um novo dispositivo eletrônico será instalado na gráfica para detectar possíveis erros de impressão e impedir que provas com defeito sejam entregues aos alunos.

No ano passado, um problema de impressão do material causou tumulto durante a aplicação. Um lote de 21 mil cadernos de prova amarelos apresentou erro na montagem. Eles não continham todas as 90 questões das provas de ciências da natureza e humanas. Os alunos prejudicados puderam refazer o Enem. Além do problema com os cadernos amarelos, a folha em que os estudantes marcam as respostas estava com o cabeçalho das duas provas trocado.

Segundo a gráfica, o erro ocorreu porque o controle de qualidade do material impresso era feito por amostragem, a cada 20 mil cadernos, já que o conteúdo do Enem é sigiloso e as provas não poderiam ser conferidas sob risco de vazamento de informações. A gráfica escolhida para o processo de 2011 é a mesma de 2010, a RR Donelley. Para que o erro não se repita, a inovação será o monitoramento eletrônico: por meio de códigos, uma máquina irá conferir se as provas estão montadas de forma correta ou se há erro no padrão de impressão.

A escolha da gráfica sempre foi um ponto sensível na logística do Enem. Na avaliação do Ministério da Educação (MEC ),  há poucas gráficas no país capazes de atender o grande volume de impressão de material do exame – em 2010 foram 10 milhões de provas impressas –  e, ao mesmo tempo, aptas a cumprir os requisitos de segurança necessários. Em 2009, funcionários contratados pelo consórcio responsável pela aplicação do exame roubaram um caderno de provas de dentro da Gráfica Plural. Com o vazamento das questões, a prova teve que ser adiada causando prejuízos aos alunos inscritos.

O edital para 2011 também chama a atenção dos candidatos para que seja feito o trabalho de conferência da prova antes que ela comece a ser respondida. De acordo com a presidente do Inep, Malvina Tuttman, os participantes serão orientados pelos fiscais de sala a conferir se a prova contém todas as questões e se não há nenhum erro de impressão ou montagem do material recebido. Caso o estudante detecte algum problema, poderá substituir a prova defeituosa. No ano passado, muitos alunos só perceberam quando já tinham respondido parte das questões, o que teria prejudicado o desempenho deles.”

(Agência Brasil)

Ministros aceitam fechar empresas se Comissão de Ética pedir

“Dos cinco ministros do governo Dilma Rousseff que têm empresas privadas ativas de consultoria, como revelou nesta quarta-feira, 18, o Estado, quatro informaram estar dispostos a mudar o objeto social do negócio, se a Comissão de Ética do Palácio do Planalto assim determinar. Três admitem até fechar a empresa, caso a comissão veja conflito de interesse entre o negócio e a função pública.

Os ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Comércio e Indústria), José Eduardo Cardozo (Justiça), Leônidas Cristino (Portos) e Moreira Franco (Assuntos Estratégicos) mantêm empresas de consultoria. Nenhum foi alertado pela Comissão de Ética sobre o risco de haver conflito de interesses, ao contrário do que teria ocorrido com o ministro Antonio Palocci (Casa Civil).

Titular de 99% da P21-Consultoria e Projetos Ltda., com sede em Belo Horizonte, Fernando Pimentel informou que saiu em dezembro da administração da empresa e que, desde novembro, a consultoria não presta serviço a nenhum cliente.

Ontem, em Ipatinga (MG), Pimentel defendeu o direito de políticos abrirem empresas. “Não podemos vedar às pessoas (o direito) de ganhar a vida no momento em que elas saem da vida pública e vão para a vida privada, senão você teria que impor uma quarentena eterna aos ex-ministros”, disse.

Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco informou que pediu a desativação de sua consultoria em 2007, mas o processo estaria travado na Receita Federal. “No Brasil é muito fácil abrir empresa, mas é difícil fechar”, queixou-se Franco, em entrevista à rádio Estadão ESPN. O ministro disse ter aberto a empresa em 1999, quando não exercia mandato, mas ela nunca funcionou. “Foi uma experiência sem sucesso.”

(Estadão)

Secretária aguarda monitoramento eletrônico de presos no Ceará

A secretária da Justiça e Cidadania do Estado, Mariana Lobo, vai participar, nesta quinta-feira, em Curitiba (PR), de uma audiência pública que envolverá todos os secretários dessa área. O encontro discutirá a utilização do  monitoramento eletrônico no sistema penal brasileiro.

A lei do monitoramento eletrônico existe desde junho de 2010 e o texto contempla saída temporária (semiaberto) e prisão domiciliar. Ou seja, o monitoramento é usado para quem já tem o direito a estar em liberdade. No entanto, essa lei não abrange o principal gargalo do sistema penitenciário nacional: a superlotação.

A expectativa da secretária Mariana Loo é que, com a mudança do Código Penal sancionada na última semana pela presidenta Dilma Rousseff, as tornozeleiras e outros métodos de monitoramento possam ser adotados e efetivamente diminuir o déficit de vagas do sistema penal. ”

Após a mudança do Código Penal, o monitoramento fica estendido também a presos provisórios com delitos de baixa periculosidade, o que significa que pessoas de baixo risco para a sociedade não necessitam adentrar aos presídios e poderão cumprir sua pena assistida pelo monitoramento.

Xô, sangria! Garibaldi defende novas regras de aposentadoria para servidor público

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“O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, fez um apelo hoje (18) para que a Câmara dos Deputados aprove o projeto de lei que cria a Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais. Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, Garibaldi ressaltou a necessidade de se mudar as regras do regime de aposentadoria dos servidores públicos como uma das formas de “estancar a sangria” da Previdência.

Segundo dados apresentados pelo ministro, atualmente a Previdência Social tem déficit aproximado de R$ 52 bilhões por ano – arrecada R$ 22,7 bilhões e gasta R$ 73,9 bilhões. O déficit é oriundo do pagamento de R$ 44 bilhões em benefícios para 28,3 milhões de trabalhadores da iniciativa privada e R$ 52 bilhões pagos para apenas 950 mil servidores públicos federais aposentados.

“Se não estancarmos essa sangria a Previdência vai pagar muito caro, como já está pagando. Não é uma situação para se viver”, disse o ministro. “Faço um apelo para que a Câmara dos Deputados aprove o Projeto de Lei 19/1992 que cria a Previdência Complementar dos Servidores Públicos. Seria uma forma de estancar essa sangria. Os servidores públicos não têm teto. Para eles, o céu é o limite”, disse Garibaldi.

O ministro ponderou, no entanto, não ter nada contra os servidores públicos e que eles pagam por um “um sistema injusto”. Garibaldi apresentou ainda uma proposta do governo para diminuir as despesas da Previdência, que seria a substituição do fator previdenciário. Segundo ele, a medida que tinha intenção de retardar a aposentadoria atualmente serve apenas para diminuir o valor dos benefícios.

A ideia, disse o ministro, seria adotar uma fórmula que usaria um valor um pouco acima da média atual da idade da aposentadoria e esse valor seria aumentado em um ano a cada dois anos até o limite de 65 anos. Também poderia ser adotada a idade mínima de 65 anos para aposentadoria a novos trabalhadores e a fórmula 85/95 para aqueles que já estão no mercado de trabalho. Conforme esse método, o trabalhador poderia se aposentar quando a soma da sua idade com o tempo de contribuição for 85, no caso das mulheres, e 95, para os homens.

O senador José Pimentel (PT-CE), ministro da Previdência durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lembrou que a proposta chegou a ser votada no Congresso, mas foi derrotada.

Garibaldi afirmou ainda que Previdência pretende adotar, até o ano que, vem uma série de medidas para melhorias a eficiência e diminuir os custos da pasta. Entre as ações estão a ampliação da cobertura previdenciária, excelência do atendimento, melhoria da gestão, revisão da concessão das aposentadorias por invalidez que tenham mais de dois anos, além de ações para diminuir os acidentes de trabalho, que custam aos cofres públicos, segundo Garibaldi, cerca de R$ 4 bilhões anuais.

Segundo o ministro, também está em análise a elaboração de propostas para mudar as regras dos pagamentos de pensões. Atualmente, afirmou ele, a Previdência paga pensões sem ausência de carência, não exige a comprovação da dependência dos beneficiários, por exemplo. “Há a necessidade de se rever isso. Em nenhum país do mundo eu creio que isso seja feito dessa forma”, ressaltou.”

(Agência Brasil)

Dose de bons resultados

O controlador do Grupo Ypioca, Everardo Telles, comemora: neste início de 2011, as exportações da cachaça Ypioca para o Exterior registraram um incremento de 10%. Mesmo com o freio provocado pela alta do dólar.

Outro dado: a marca está indo bem na França, onde vinho e champanha são campeões de venda.