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Brasileiro quer juntar dinheiro para pagar dívidas, diz pesquisa

Pesquisa divulgada hoje (2) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que as principais metas financeiras do brasileiro para 2019 são juntar dinheiro para pagar dívidas.
Segundo a pesquisa, 51% do total dos entrevistados pretende juntar dinheiro em 2019 e 37% e “sair do vermelho”. Sete em cada dez entrevistados (72%) dizem estar otimistas com a economia neste ano e que a vida financeira será melhor, enquanto 8% do total revela pessimismo, dizendo que a economia vai piorar.

“À medida em que o novo governo anuncia seus projetos para o país, aumenta o clima de otimismo com a retomada da economia, que deve começar a ser percebido a partir do segundo semestre”, disse José César da Costa, presidente da CNDL.

Entre os otimistas, as perspectivas para este ano são manter os pagamentos das contas em dia (69%), fazer reserva financeira (59%) e realizar algum sonho de consumo (57%).

Foram entrevistadas 702 pessoas, entre os dias 27 de novembro e 10 de dezembro de 2018, de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras.

Crise

Seis em cada dez entrevistados (58%) acreditam que os efeitos da crise terão impacto ainda neste ano. Para evitar o impacto dela no cotidiano, os entrevistados dizem que pretendem organizar ou controlar mais as contas da casa (51%), pesquisar mais os preços (50%), aumentar a renda com trabalho extra e bicos (44%) e evitar o uso do cartão de crédito (44%).

Temores

Entre os principais temores para este novo ano foram citados: não conseguir pagar as contas (61%), não guardar dinheiro (45%), abrir mão de determinados confortos no dia a dia (34%), não obter um emprego (28%) e perder o emprego (20%).

“Apesar de os brasileiros continuarem sentindo os efeitos da crise, a possibilidade de crescimento da economia impõe novos desafios para o sucesso de projetos pessoais, que passará pela capacidade do consumidor de controlar o orçamento, planejar e poupar”, disse Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

(Agência Brasil)

Ciro diz torcer “genuinamente” por Bolsonaro, mas destaca que a equipe dele é inexperiente

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Com o título “O que esperar de 2019”, eis artigo de Ciro Gomes, que saiu publicado na Folha de S.Paulo. “Torço genuinamente que as coisas possam melhorar e até acho que melhorarão ainda que modestamente”, diz o ex-ministro, que disputou a presidência da República. Confira:

Para quem, como eu, tem o coração ligado na vida do povo, é inevitável a percepção de que as esperanças da maioria dos brasileiros se renovaram; em larga escala pelo encontro sazonado, início de um novo ano com a posse de um novo governo. Estas energias, ainda que algo supersticiosas ou meramente psicológicas, não são estéreis. Podem ajudar muito a construir coisas práticas na direção da sofrida agenda nacional.

Não seria eu a botar areia neste sentimento. Torço genuinamente que as coisas possam melhorar e até acho que melhorarão ainda que modestamente.

É que, pouco importam as ficções de contagem do tempo tão necessárias à nossa psicologia humana,o problema de partida em nosso País é objetivamente muito difícil e grave. A política pode produzir rupturas, reorientações, e rumos novos. Mas não por si ou por qualquer fatalismo como o que deriva da mera troca de governo.

É preciso diagnostico correto, terapêutica bem administrada, equipe, disciplina, bons ventos exteriores, bom equilíbrio entre autoridade e habilidade políticas, senso de urgência e …compromisso! Uma pitada de sorte é sempre bem-vinda.

Nesta conjunção reside minha descrença objetiva em grandes mudanças. Alguns números: 13 milhões de pessoas desempregadas, 17 milhões de pessoas vivendo de bico na informalidade, 63 milhões de pessoas com nome sujo no SPC, endividamento empresarial recorde, déficit público de R$ 130 bilhões de reais, dívida pública superior R$5,2 trilhões de reais, um quarto disto vencendo em poucos dias; 63.800 homicídios nos últimos 12 meses, 60.000 estupros no mesmo período, dengue, chikungunya, malária e sarampo epidêmicos e um grave problema de atenção básica de saúde agravado pela saída dos médicos estrangeiros.

Em resumo, estes são alguns dos números que desenham provavelmente a mais aguda crise sócio econômica da história moderna do Brasil. Para qualquer um, a reversão deste quadro não seria fácil. Para quem permitiu a percepção simplificada ao extremo dos problemas e se deixou ver como capaz de resolver tudo a golpes de frases feitas ou de uma radicalizada retórica que mistura moralismo com ideologia estreita…Eis as razões de meus temores.

Realisticamente, para alguém com minha experiência, talvez a palavra correta em relação ao cenário de 2019, seja uma grande interrogação. Ninguém sabe, a meros momentos do inicio do novo governo o que vai ser. Nenhuma proposta concreta, nenhum dialogo sistemático com a intrincada federação politica do País, e os primeiros escândalos já tem o velho tratamento de antanho : “fiz mas eles (PT) fizeram também “. Familiares apontando potencial escandaloso também é história velha. Assim como a relativização de valores com que se olham a si e aos adversários.

A equipe é, para dizer o mínimo, inexperiente. O mais importante assessor não tem um dia sequer de vivência no setor público. Outros… bem, há os que fraudam mapas para privilegiar interesses econômicos, e aqueles que já se apresentam com práticas questionáveis. O diagnóstico, travado por um liberalismo tosco, é, para dizer pouco, equivocado.

Depois de afundarmos na terapêutica Dilma Temer, alguma reversão é de se esperar. Que venha, nosso povo precisa e merece. Mas o potencial de confusão, por esta mistura de graves problemas, grave incompetência e despreparo, equipe fraca e desconhecimento do País me permitem apostar mais na sorte…Que ela ajude nosso Brasil!

Uma palavra sobre a oposição, neste quadro. É preciso evitar o oportunismo rasteiro e demagógico; atrair o governo para o jogo democrático, força-lo a atuar dentro da institucionalidade, oferecer alternativas praticas ao equívocos sem negar a complexidade dos problemas muito menos explorar as muitas contradições derivadas da retorica tosca . A cada bobagem, uma proposta! E fiscalizar sem tréguas.

*Ciro Gomes,

Ex-ministro e ex-governador do Ceará. 

Maria do Rosário, insultada por Bolsonaro, é autora da lei que criou a profissão de tradutor de Libras

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Ironia do destino. A deputada federal reeleita Maria do Rosário (PT-RS), que ouviu do presidente Jair Bolsonaro em 2003 que não merecia ser estuprada, é a autora do projeto de lei que regulamentou, em 2010, a profissão de tradutor e intérprete de Libras. A informação é da Folha de S.Paulo desta quarta-feira.

Durante a posse de Bolsonaro, nesta terça-feira (1), a primeira-dama Michelle fez um inédito discurso no parlatório do Palácio do Planalto em que se dirigiu ao público por meio da linguagem, que é a sigla de Língua Brasileira de Sinais.

Michelle aprendeu a linguagem para se comunicar melhor com um tio surdo, e é intérprete de Libras em uma igreja evangélica que frequentava, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

(Foto – Reprodução de TV)

Cid e Ciro apoiam Tasso para a presidência do Senado

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O senador eleito Cid Gomes (PDT) e o candidato derrotado à Presidência da República, Ciro Gomes, definiram o apoio à Tasso Jereissati (PSDB) à presidência do Senado Federal. Questionados separadamente antes da solenidade de posse do governador Camilo Santana (PT), ontem na Assembleia Legislativa, os irmãos apontaram que o senador tucano reúne aspectos que não seriam “nem de uma situação automática e nem de uma oposição sistemática” ao governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Cid disse se dedicar à tarefa de formar um bloco de “15 ou 16” senadores de cinco partidos para atuar “além da formação da mesa e da composição das comissões”. Os partidos, não detalhados ontem por Cid, poderiam ser PDT, PRB, PRP, PPS e setores do PSDB.

“Existe o sentimento de colocar o Senado como um poder independente, compreendendo o papel relevante que terá de poder moderador, de manter estabilidade para o País num governo de muita imponderabilidade, que, creio, será o governo Bolsonaro. Imagino que a quantidade de pessoas que tenham esse sentimento em comum possa chegar a 50 senadores”, desenhou Cid. Para ele, Tasso “é um nome que define esse sentimento”. O número representaria 61% dos 81 senadores que compõem a Casa.

Pensando em um cenário de articulação federal com o Ceará, Ciro foi ainda mais enfático quanto às declarações em relação a Tasso. “Evidentemente é o Cid que comanda essas coisas, mas eu vibraria muito com a eleição dele (Tasso)”, afirmou.

Ciro foi apadrinhado de Tasso no início da carreira política. Os Ferreira Gomes e o senador tucano se distanciaram desde o mandato do Cid Gomes à frente do Governo do Estado. Durante esse tempo, Tasso e o PSDB têm se apresentado como oposição aos Ferreira Gomes localmente, tanto na Assembleia, quanto durante as campanhas eleitorais. A declaração de Ciro pode indicar uma reaproximação dos então adversários políticos, e é representativa de como será a postura nacional de oposição do PDT ao governo de Bolsonaro – distante de laços com PT e parte da esquerda, e mais próxima de setores de centro e de direita.

O senador eleito diferenciou a situação local, por serem aliados do PT cearense, da conjuntura nacional, declarando que, nacionalmente, a relação entre PDT e PT é de mais “animosidade”. “O que eu desejo é que o PDT possa marcar nossa identidade, somos diferentes a nível nacional. Mas certamente é razoável que em muitas situações nós estejamos na mesma estratégia e defendendo as mesmas bandeiras”, declarou.

Sobre a não presença do PT na posse do presidente Bolsonaro, Ciro voltou a tecer duras críticas ao partido, antes aliado. “(É uma postura) Desrespeitosa com a maioria do eleitorado (que elegeu o Bolsonaro). Acho uma infantilidade, mais uma aberração dessa burocracia corrompida do PT, que é um desastre”, criticou. Ainda assim, Ciro afirmou que não iria à posse de Bolsonaro. “A propósito, não fui sequer convidado, mas, se fora, não iria”.

(O POVO – Domitila Andrade e Carlos Mazza/Fotos – Agência Câmara  Facebook)

Camilo não vai à posse de Bolsonaro, mas quer apoio

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quarta-feira:

O governador Camilo Santana (PT) afirmou ontem, em clima de posse, para este colunista que, mesmo não sendo do partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL), espera que ele cumpra a promessa feita recentemente em várias entrevistas: ser o presidente de todos os brasileiros.

“Ele tem dito que vai trabalhar para todos. Que seja o presidente para todos”, reforçou Camilo, um dos governadores nordestinos ausentes à sessão solene do Congresso Nacional que empossou nessa quarta-feira Jair Bolsonaro.

O governador espera apoio de Brasília para ações do Ceará, assegurando que o Estado tem projetos e vem mostrando, na prática, evolução na gestão e, fundamentalmente, cumprindo o ajuste fiscal, hoje a pregação número um do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Outra. Camilo destacou que manterá neste ano a parceria do “Juntos por Fortaleza” com o prefeito Roberto Cláudio (PDT) em áreas como saúde, educação e mobilidade urbana.

Nesse quesito, aliás, mais do que nunca, Camilo e RC já estão de olho também no pleito de 2020 na Capital, onde um bolsonarista vem circulando à vontade: o deputado federal eleito e presidente estadual do PROS, Capitão Wagner.

(Fotos – Paulo MOska)

Núcleo duro da equipe de Bolsonaro assume nesta quarta-feira suas tarefas

Um dia depois da cerimônia de posse do governo Jair Bolsonaro, será a vez de os ministros receberem os cargos dos antecessores. Haverá solenidades praticamente durante toda esta quarta-feira (2), a partir das 9 horas até as 18 horas. Bolsonaro participará da cerimônia de transmissão de cargo de cinco dos 22 ministros nomeados – Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência, general Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) e general Augusto Heleno (Segurança Institucional). As quatro áreas são diretamente vinculadas à Presidência da República.

No final do dia, Bolsonaro também deve comparecer à solenidade de transmissão do cargo do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo.

De manhã, há transmissão de cargo do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para Marcos Pontes, e da Justiça e Segurança Institucional para Sérgio Fernando Moro, além de Minas e Energia, almirante Bento Costa e Lima, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

À tarde, as solenidades são dos ministros de Cidadania e Ação Social, Osmar Terra, da Saúde, Luiz Mandetta, da Economia, Paulo Guedes, da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, além do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

No final da tarde, haverá transmissão de cargo da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

(Agência Brasil)

Editorial do O POVO – O compromisso dos empossados

Com o título “O compromisso dos empossados”, eis  Editorial do O POVO desta quarta-feira:

Empossados presidente e governadores, é tarefa urgente dos novos mandatários liderarem um amplo esforço para identificar as prioridades de estados e da União. Há um sem número de desafios a esperar pelos gestores: da retomada do crescimento econômico à segurança, passando por áreas sensíveis nas quais a presença do poder público é crucial, como saúde e educação.

Os novos representantes deixam para trás uma disputa no centro da qual figurou o desejo de renovação expresso pelo eleitorado e começam a colocar em prática a agenda com a qual se saíram vitoriosos. Não podem esquecer, todavia, que governam para todos e todas e não apenas para os seus seguidores. Eleitos pelo povo, terão de aprender a conviver permanentemente com o dissenso. É assim que uma democracia saudável funciona.

Como discurso inicial, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez bem em colocar no horizonte de sua gestão a construção de um país sem discriminação, num aceno à união dos brasileiros. Esse é o aspecto positivo de seus dois pronunciamentos inaugurais, no Congresso e no Palácio do Planalto.

A posse do pesselista aponta para dois excessos preocupantes, no entanto: o da militarização vista na cerimônia em Brasília, que carreou um esquema de segurança inédito para o qual talvez não houvesse necessidade e que embaraçou o trabalho da imprensa, cuja circulação esteve inexplicavelmente restrita – pela primeira vez desde a redemocratização, jornalistas tiveram de escolher onde estariam baseados, se na Esplanada ou no Planalto.

O risco é o de que, a pretexto de assegurar a integridade presidencial, esse cerco passe a constranger frequentemente jornalistas na cobertura do novo governo.

O outro exagero relaciona-se ao teor excessivamente ideológico do discurso do próprio presidente, que trai, de partida, suas promessas recém-feitas de pacificar um País que saiu fraturado das eleições.

Ao pretender livrar o Brasil de uma espectral ameaça socialista e garantir que a bandeira nacional jamais se torne vermelha, revivendo uma retórica de campanha, o presidente perde a oportunidade de se despir do figurino de candidato e passar a se comportar como o chefe de Estado que de fato é.

Militar reformado que se tornou o 38º chefe do Executivo nacional, Bolsonaro tem obstáculos pela frente que lhe exigirão uma habilidade sem a qual o novo mandatário estará em dificuldades: o diálogo. Ao vestir a faixa presidencial, o deputado federal não é mais o parlamentar que se lançou por um partido nanico e derrotou políticos graúdos. É o presidente de milhões de brasileiros de todas as cores, credos, gêneros e ideologias, goste-se ou não delas.

(Editorial do O POVO)

Filhos de Bolsonaro evitaram a imprensa no ato de posse do pai

Enquanto Fabrício Queiroz habita os pesadelos da família do presidente eleito, seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) evitaram os microfones.

A dupla chegou ao Congresso para a cerimônia de posse do pai, nessa terça-feira, e não parou para falar com os jornalistas.

Ambos cruzaram o Salão Verde da Câmara em silêncio.

(Veja Online)

Bolsonaro dedicará boa parte desta manhã de quarta-feira à política externa

O presidente Jair Bolsonaro terá um dia bastante intenso hoje (2), pois há compromissos começando às 9h e seguindo até o final da tarde. Inicialmente, ele vai se dedicar à política externa, com reuniões com presidentes, chanceleres e representantes de governos estrangeiro. Em dois momentos, ele participa de cerimônias de transmissão de cargo de cinco ministros.

Às 10h, Bolsonaro se reúne com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Em seguida, a conversa será com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois, ele se reúne com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, e o vice-presidente do Parlamento da China, Ji Bingxuan.

O presidente participa da cerimônia de transmissão do cargo dos ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência), general Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) e general Augusto Heleno (Segurança Institucional).

No final do dia, Bolsonaro também deve comparecer à solenidade de transmissão do cargo do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo.

(Agência Brasil)

Expectativa é de economia liberal na Era Bolsonaro, dizem especialistas

O governo do presidente, Jair Bolsonaro (PSL), deve conduzir uma agenda econômica com ações para reduzir despesas governamentais e estimular o crescimento. Deverá dar atenção a demandas “conservadoras” de aliados e eleitores, mas agirá com pragmatismo político para que suas propostas sejam aprovadas no Legislativo e obtenha bons resultados.

A avaliação é de intelectuais ouvidos pela Agência Brasil. O sociólogo Simon Schwartzman, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1994-1998), diz que na área macroeconômica as prioridades estão bem definidas: “Reforma da Previdência, medidas para redução do déficit público, abertura da economia”.

Para Antônio José Barbosa, professor de História Contemporânea da Universidade de Brasília (UnB), o novo governo, sob o ponto de vista político e econômico, será “liberal”, disse ao lembrar da promessa de Bolsonaro “em cumprir a Constituição Federal” e da decisão de escolher Paulo Guedes, “com carta branca”, para o Ministério da Economia.

Prioridades

Para Barbosa, o novo presidente fará “acenos” ao eleitorado conservador preocupado com os “costumes”, mas deverá dar prioridade à economia. “Ele é inteligente e sabe que o ponto central é a economia que criar milhões de empregos.”

O historiador analisa que, assim como Bolsonaro, os ministros serão pragmáticos. “O novo ministro da Educação [Ricardo Vélez Rodríguez] rapidamente vai compreender que a realidade é muito mais ampla”, disse.

Simon Schwartzman espera que, para melhorar a formação escolar e aumentar a produtividade da força de trabalho qualificada, o novo governo avance “na implementação da reforma do ensino médio e na melhoria da qualidade da educação básica, aperfeiçoando a implementando a Base Nacional Curricular Comum e apoiando e ampliando as experiências bem-sucedidas de educação pública de qualidade”.

Modelo Novo

A adoção de medidas econômicas, da pauta social, como educação, e a “agenda de costumes”, a serem propostas pelo novo governo, vai depender do relacionamento com o Congresso Nacional, onde ainda não dispõe de maioria para aprovar reformas constitucionais (3/5 de votos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, em votações em dois turnos).

O cientista político Lúcio Rennó, da UnB, autor de estudo sobre o reposicionamento conservador dos brasileiros nas eleições de outubro deste ano, destaca a força que as lideranças partidárias têm na Câmara e no Senado.

“Questões transversais não têm como não ser negociadas sem essas lideranças”, ponderou. Ele lembra que as regras de funcionamento do Congresso nas últimas eleições “fortalecem os partidos”, por isso “suas estruturas institucionais não poderão ser ignoradas”.

Para o especialista, é possível que o novo governo adote uma forma inédita de relacionamento com as lideranças partidárias. Em substituição à política baseada em troca de apoio, por meio de cargos e recursos do Orçamento, o Palácio do Planalto orientaria as negociações para que avancem com a maior participação das lideranças, também responsáveis pela concepção e elaboração das propostas. “Essa construção conjunta seria um modelo novo.”

(Agência Brasil)

Bolsonaro assume a presidência sob forte esquema de segurança

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Jair Messias Bolsonaro, de 63 anos, toma posse nesta terça-feira, 1º, em Brasília, como o 38º presidente da República do Brasil. Eleito em outubro com 57 milhões de votos, após sobreviver a um atentado ainda durante o primeiro turno da campanha, o deputado federal e capitão reformado do Exército assumirá o cargo sob o mais forte esquema de segurança já visto em uma troca de guarda do Palácio do Planalto, diante de um público que pode variar de 250.000 a 500.000 pessoas.

Mais de 10.000 agentes, incluindo Forças Armadas, polícias e setor inteligência, atuarão na posse. A parte ostensiva da segurança terá cerca de 4.600 homens do Exército, 200 da Marinha, 200 da Aeronáutica, 4.700 policiais militares, incluindo cavalaria e cães farejadores, e os 46 policiais federais que não sairão de perto de Bolsonaro. Outros 300 policiais civis do Distrito Federal e agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estarão infiltrados em meio à multidão. No teto do Planalto, ficarão posicionados atiradores de elite.

A partir das 12h, duas horas antes do início da cerimônia, o espaço aéreo da capital será fechado em um raio de 7,4 quilômetros em torno da Esplanada dos Ministérios. Caças da Aeronáutica e bases de lançamento de mísseis teleguiados têm ordens para derrubar qualquer aeronave que ultrapassar o limite na região – exceção feita a um helicóptero e um drone autorizados.

(Veja Online/Foto- Agência Brasil)

Luizianne passa o réveillon na vigília pró-Lula Livre em Curitiba

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Quem passou o Réveillon numa vigília pró-Lula Livre, em Curitiba (PR), foi a deputada federal reeleita Luizianne Lins (PT).

Ela estava com um grupo de políticos e correligionários que prometem: 2019 será o ano da resistência e da luta para que o ex-presidente, réu na Lava Jato, seja libertado.

O petista está preso na carceragem da PF curitibana desde abril de 2018.

Bolsonaro terá que definir valor do novo salário mínimo

 

O presidente Michel Temer deixou para o sucessor, Jair Bolsonaro, definir a nova política para o salário mínimo. A regra atual para cálculo perde validade amanhã (1). O valor atual do salário mínimo é de R$ 954.

No Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2019, o valor fixado para o mínimo a partir de 2019 é de R$ 1006. Porém, é necessário confirmar o valor e definir também as regras que vão vigorar para os próximos reajustes.

Tradicionalmente, o decreto é editado nos últimos dias do mês de dezembro. A Agência Brasil apurou que Michel Temer não irá assinar mais nenhum ato que envolva impactos futuros.

O salário mínimo é usado como referência para os benefícios assistenciais e previdenciários. Bolsonaro tem até o dia 15 de abril para decidir se mantém a regra ou se muda.

Pela regra atual, o mínimo deve ser corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) dos dois anos anteriores.

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento informaram que o valor do mínimo foi revisado para cima porque a estimativa de inflação pelo INPC em 2018 passou de 3,3% para 4,2%. O INPC mede a variação de preços das famílias mais pobres, com renda mensal de um a cinco salários mínimos. Alguns Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, têm valores diferenciados para o salário mínimo, acima do piso nacional.

(Agência Brasil)

Ex-deputado tucano articula para ocupar espaços na Era Bolsonaro

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Mesmo tendo perdido a reeleição, o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) deve ser aproveitado em algum cargo na Era Bolsonaro. Ele, nos últimos dias deste 2018, esteve em Brasília articulando junto a setores do futuro governo.

Por enquanto, Gomes de Matos evita falar no assunto, mas ele marcou posição firme em defesa de estatais como o Dnocs e projetos prioritários para o Nordeste como a Ferrovia Transnordestina.

(Foto – Agência Câmara)

Que tal falarmos de cidadania e voluntarismo neste último dia de 2018?

Com o título “Cidadania e voluntarismo”, eis artigo de Rui Martinho Rodrigues, historiador. Um tema dos mais interessantes e que merece reflexões neste último dia do ano. Confira: 

Eric Hobsbawm apresentou uma periodização da História, identificando um era dos impérios, das revoluções e outras mais. Hoje temos a Era das Manifestações. Desde 2013 mais de oitenta países viveram grandes manifestações. Não são arrebanhadas por vaqueiros da boiada cidadã, profissionais de reivindicações a serviços de partidos, diferentes dos rebanhos que dominaram as ruas no século XX. Motivações difusas, falta de liderança, presença de postulações contraditórias equivalem a uma certidão de autenticidade e espontaneidade. Mais democráticas e menos poderosas, é o que elas são. Ainda assim, destituíram governos e impuseram políticas em muitos países.

Na Grécia, as manifestações do novo tipo afastaram um governo por recusar a dureza de um ajuste fiscal. O sucessor, que fora crítico do “ajuste perverso”, teve que adotar medidas de austeridade ainda mais duras do que pretendia o antecessor. Na Argentina, as manifestações à moda antiga, desde do tempo de Peron (1895 – 1974) impõem decisões aos governos, levando o país ao suicídio econômico.

O voluntarismo é imune ao pensamento lógico. Abriga interesses corporativistas e paixões políticas. Tem as limitações do saber que é obstáculo epistemológico, no dizer de Gaston Bachelard (1884 – 1962). A crise do distributivismo fiscal evidenciou os limites do voluntarismo. Mas a imunização cognitiva é indiferente ao óbvio. O Estado provedor é oneroso para os países desenvolvidos, com alta produtividade e com a maioria da população próspera financiando um Estado rico, capaz de arcar com mais custos. Ainda assim a crise fiscal chegou na velha Europa.

Nós temos uma minoria próspera e uma maioria carente. A assistência aos carentes é muito mais pesada no Brasil. Temos produtividade baixa e estagnada. Pensamos em colher, não em plantar. Nosso investimento produtivo é baixo. As despesas públicas crescem automaticamente por lei. A imunização cognitiva fixou a ideia do Estado provedor. A reserva do possível é esquecida.

Rui Martinho Rodrigues

rui.martinho@terra.com.br

Historiador.

Jair Bolsonaro convida Mauro Benevides, a quem trata de “Meu tenente”, para sua posse

O ex-senador Mauro Benevides, que já presidiu o Congresso Nacional, está entre convidados vips do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele, aliás, trata o ex-parlamentar cearense na intimidade de “Meu tenente”.

Além de Mauro, outros cearenses como o presidente nacional da Abih, Manuel Cardoso Linhares, o deputado federal eleito Capitão Wagnr (PROS) e o presidente estadual do PSL, Heitor Freire, com suas esposas, prestigiarão atos da posse e, em especial, o baile a ser oferecido aos convidados por Bolsonaro.

(Foto – Agência Câmara)

Bolsonaro prepara discurso da posse, diz irmão

Na véspera da posse, o presidente eleito Jair Bolsonaro prepara seu discurso para amanhã. Ele deve falar em dois momentos distintos – primeiro, no Congresso Nacional, durante a solenidade de posse, e depois, no parlatório no Palácio do Planalto. No parlatório, tradicionalmente é um pronunciamento mais curto.

A informação é do irmão de Bolsonaro, Renato, que está hospedado na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília, com parentes desde ontem (30).

“Ele está preparando seu discurso. Nós não interferimos. É um ambiente familiar”, afirmou Renato hoje (31), ao deixar a área de segurança da residência para cumprimentar populares que se aglomeram desde cedo no local.

Renato, que veio de Miracatu (SP), afirmou que todos os familiares estão na casa, inclusive, a mãe de Bolsonaro, Olinda, de 91 anos. A família do presidente eleito é de Eldorado e da região do Vale da Ribeira.

“Toda minha família está lá. Está normal. É um ambiente familiar como na casa de vocês. Não falamos nada de política”, afirmou.

A família deve passar a virada do ano no local. Bolsonaro não tem compromissos oficiais e deve aproveitar o dia de hoje para descansar e se preparar para as cerimônias de amanhã (1º) que começam por volta das 14h e só devem terminar depois das 21h.

(Agência Brasil)

Fortaleza terá segundo maior Réveillon do País

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

O Réveillon do Aterro da Praia de Iracema será aberto, nesta segunda-feira, a partir das 18 horas, seguindo uma tradição: sem discursos e com muita, muita música tocada por bandas locais. Mas o prefeito Roberto Cláudio (PDT) ali vai estar recebendo alguns convidados em área reservada por patrocinadores da festa como a Ambev.

A imprensa de todo o País também acompanhará o evento que se constitui hoje como o segundo maior do gênero do País, perdendo apenas em presença de público para o Rio de Janeiro.

Nesta edição, no entanto, com maior peso em matéria de atrações nacionais. Claro que depois de toda a animação, com saldo para a economia local e turbinada no turismo, nada como uma boa prestação de contas. O contribuinte, feliz, agradecerá.

(Foto – Arquivo)