Blog do Eliomar

Categorias para Brasil

Governo propõe fim de prisão para pequenos traficantes

126 7

“O secretário nacional de Políticas sobre Drogas, Pedro Abramovay, anuncia: o governo Dilma Rousseff vai apresentar ao Congresso e à sociedade uma proposta de acabar com a pena de prisão para o pequeno traficante de drogas, que atua no varejo. A ideia é punir essas pessoas com penas alternativas e reduzir o problema da superlotação carcerária.

Entre 2006 e 2010, dos 70 mil presos em todo o pais, 40 mil se enquadravam na categoria de pequenos traficantes. Segundo Abramovay, essas pessoas estão sendo aliciadas pelo crime organizado dentro das penitenciárias.

Ao mesmo tempo, o governo quer aprovar o projeto de lei que prevê pena de três a oito anos para os integrantes de organizações criminosas. Para debater essas mudanças, a presidente Dilma Rousseff tirou a secretaria de Abramovay do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, comandado por generais, e transferiu-a para a alçada civil do Ministério da Justiça.”

(Globo Online)

TCU doa computadores para as universidades estaduais cearenses

114 2

O presidente do Tribunal de Contas da União, por meio do seu presidente, o ministro Ubiratan Aguiar, fará a doação, nesta terça-feira, de 300 computadores para as universidades estaduais cearenses (Uece, UVA e Urca). A solenidade ocorrerá às 19 horas, no Palácio Iracema.

O ato contará com a presença do secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado, René Barreira, e possivelmente  do governador Cid Goes. Cid está em comtatros ministeriais em Brasília e prometeu retornar a tempo.

Produção industrial cresce no País. Ceará registra pequena queda

“A produção industrial brasileira cresceu em metade das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em novembro de 2010, em relação ao mês anterior. O maior crescimento foi registrado no estado do Paraná, cuja produção aumentou 11,5%.

Também registraram crescimento na produção industrial os estados do Amazonas (8,8%), Rio Grande do Sul (8,3%), Rio de Janeiro (5,5%), Pará (5,1%), de Santa Catarina (2,3%) e São Paulo (1,4%).

Já a Bahia foi o estado que teve a maior perda no período, com uma queda de 8,1% na produção. Também registraram redução a Região Nordeste (-5,8%) e os estados do Espírito Santo (-3,1%), de Goiás (-2,8%), Minas Gerais (-2,5%), Pernambuco (-2,2%) e do Ceará (-0,1%).

Na comparação de novembro de 2010 com o mesmo período de 2009, 11 regiões tiveram crescimento, com destaque para o Pará (15,1%) e o Paraná (13,6%). Já nos acumulados do ano de 2010 e de 12 meses, todas as regiões pesquisadas registraram aumento na produção industrial. O destaque nesses dois tipos de comparação foi o Espírito Santo, que cresceu, respectivamente, 24,9% e 25,9%.”

(Agência Brasil)

PT quer investigar cunhado de Alckmin

75 1

“A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo informou nessa segunda que vai pedir ao Ministério Público (MP) investigação sobre suposto tráfico de influência do empresário e lobista Paulo César Ribeiro, o Paulão, cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), em repartições do Estado. Segundo o PT, Ribeiro atuou como intermediário da Sistal Alimentação de Coletividade Ltda. em contratos firmados com estatais paulistas no valor total de R$ 23,5 milhões.

Ribeiro já é alvo de inquérito do MP por suspeita de tráfico de influência em administrações municipais em favor de outra empresa do setor, a Verdurama Comércio Atacadista de Alimentos Ltda – fornecedora de merenda escolar para diversas prefeituras, entre as quais a de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, terra natal de Alckmin e de sua mulher, Lu, irmã do empresário.

Amparada em ordem judicial, a Promotoria fez buscas na residência e no escritório de Ribeiro no dia 27 de dezembro de 2010. O PT avalia que a atuação do cunhado do governador não está restrita às prefeituras. A assessoria técnica do partido rastreou contratos da Sistal com a Imprensa Oficial do Estado (Imesp) e com a Prodesp.

Os dados relativos a esses contratos constam de publicações no Diário Oficial e da relação de auditorias do Tribunal de Contas do Estado. O PT não aponta irregularidades nas contratações, mas pretende que o Ministério Público as investigue dada a suposta ação de Ribeiro.

DEFESA – A Sistal, hoje EB Sistal, é uma das empresas líderes no mercado de alimentação escolar, segundo ela própria anuncia. Promotores especialistas em inquéritos sobre crimes financeiros e violações ao patrimônio público investigam a Sistal por suspeita de pagamento de propinas a prefeitos. Os representantes da empresa não foram localizados para falar sobre o caso.

O advogado Gilberto Menin, sócio do Menin Advogados, que defende Paulo Ribeiro, disse que seu cliente “não praticou qualquer ato ilícito”. Menin observou que o inquérito corre sob sigilo. “Não posso me manifestar até como garantia para que as investigações corram da melhor forma possível. Essa é a minha preocupação, em respeito ao sigilo. Meu cliente tem colaborado, não se esquivou de depor.” Menin informou que estuda medidas para apurar o vazamento da investigação. “Causou estranheza o vazamento de inquérito sigiloso.”

Procurado ontem pela reportagem para comentar a ligação de seu cunhado, Paulo Ribeiro, com as empresas citadas pela bancada do PT na Assembleia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não se manifestou.”

(Agência Estado)

Caso Battisti – STF acatará decisão de Lula

68 2

“O futuro do ex-ativista italiano Cesare Battisti está praticamente definido no Supremo Tribunal Federal (STF). Por maioria de votos, os ministros da Corte decidirão que o tribunal não tem competência para rever o ato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não extraditar Battisti para a Itália. Esse prognóstico, por sinal, foi fundamental para que Lula não deixasse a solução para Dilma Rousseff.

Lula não queria ser desautorizado pelo Supremo. Por isso, cogitou deixar para Dilma o problema. Quando emissários do governo voltaram com a informação de que o resultado no STF já estava dado, o ex-presidente, no último dia de seu mandato, decidiu manter Battisti no Brasil. ”

(Estadão)

NO CEARÁ, o Movimento Crítica Radical, liderado pela ex-prefeita de Fortaleza, Maria Luiza Fontenele, fará reunião, a partir das 18h30min desta terça-feira, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da UFC (Sintufce) para definir novas estratégias na luta em favor de Battisti.

Dilma endossa indicação de Lula para o STF

64 1

“O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, deverá mesmo ser escolhido pela presidente Dilma Rousseff o 11.º ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Adams foi mantido no cargo por Dilma, mas é provável que só fique até fevereiro, quando termina o recesso do STF.

De acordo com informação de bastidores do Palácio do Planalto, o acerto para a escolha de Adams foi feito numa das últimas conversas do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a sucessora, Dilma, nos últimos dias de dezembro.

E não deverá ser apenas um convite, mas uma convocação. Lula disse à sua afilhada política que Adams preenche o perfil ideal para ser um ministro do STF, pois tem a preocupação com o social e com o público.

No encontro dos dois, Dilma teria dito a Lula que vai mesmo fazer a opção por Adams e que só o confirmou no cargo de ministro-chefe da AGU porque quis evitar uma disputa interna pelo preenchimento da vaga.”

(Estado.com)

Humberto Costa pode ser novo líder do PT no Senado

65 1

“Senadores do PT fazem uma pausa no recesso parlamentar para se reunirem, nesta terça-feira (11), em Brasília, a partir das 15 horas. Na pauta do encontro, a eleição do novo líder da bancada e a disputa interna pelos cargos na Mesa Diretora e presidências de comissões no Senado.

Com 15 senadores, o PT tem a segunda maior bancada do Senado, atrás apenas do PMDB, com 19 parlamentares.

O nome favorito para o cargo é o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, eleito por Pernambuco. Se confirmado na liderança, caberá a ele comandar as negociações com os líderes dos demais partidos em torno da distribuição de cargos da Mesa Diretora e nas comissões permanentes.

Está praticamente acertado que o PMDB indicará o senador José Sarney (AP) para um quarto mandato na presidência da Casa, e caberá ao PT a segunda escolha de cargo na Mesa Diretora. Mas, em vez de a Primeira Secretaria – espécie de “prefeitura” do Senado, responsável pela gestão administrativa e orçamentária da Casa, e que por isso, tende a ser a primeira escolha da segunda maior bancada -, o PT deve optar pela primeira vice-presidência.”

(Agência Estado)

Centrais sindicais voltam a debater mínimo de R$ 580,00

75 1

“As centrais sindicais voltam a se reunir nesta terça-feira para discutir o aumento do salário minimo para R$ 580 – valor definido pelas centrais para negociação com o governo. A reunião será na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo. De acordo com o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, as centrais vão discutir posições a serem tomadas para a negociação sobre o salário minimo e a correção da tabela do Imposto de Renda.

Segundo o sindicalista, ainda há margem de negociação no Orçamento Geral da União para um salário minimo acima dos R$ 540, valor em vigor desde 30 de dezembro por meio de medida provisória editada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Com um salário mínimo melhor distribuído, pudemos sair mais rapidamente da crise. Conseguimos aumentar o poder de consumo dos trabalhadores”, lembrou Juruna.

No Congresso Nacional, já existe consenso para reajustar o salário mínimo acima da inflação, mas a medida provisória que determina o novo valor só deverá ser votada em meados de março.”

(Agência Brasil)

Dilma visitará obras da transposição do São Francisco neste mês

62 2

“Uma das primeiras viagens da presidente Dilma Rousseff será uma visita às obras da transposição das águas do rio São Francisco e da ferrovia Transnordestina, em Pernambuco. O ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) foi quem anunciou a viagem presidencial.

Nesta segunda-feira, ele esteve em Salgueiro (PE), onde se encontrou com o seu padrinho político, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).Desde que tomou posse no dia 1º de janeiro, Dilma não saiu de Brasília. No final de semana, por exemplo, não viajou para Porto Alegre, cidade onde mora sua família, e ficou na Granja do Torto.

No dia 31 deste mês, Dilma deverá chegar a Buenos Aires para se reunir com sua colega argentina, Cristina Kirchner. Essa será a primeira viagem internacional da presidente no poder.Três dias antes de deixar a Presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou para Recife. Em discurso em que chorou diversos momentos, Lula destacou de seu governo as obras da transposição e da Transnordestina.”

(Folha.com)

Xô, crack! Ceará tem ampliada ação de apoio a usuário de drogas

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e o Ministério da Saúde aprovaram projetos de sete comunidades terapêuticas do Estado que atuam em ações de apoio a usu´pariso do crack e outras drogas. O Ceará foi o quinto colocado no número de projetos aprovados. De acordo com o presidente do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas (Cepod), Hermann Normando, o Ceará contará com mais 123 leitos, para tratar dos usuários de drogas.

Em todo País foram aprovados 78 projetos provenientes de 12 Estados e do Distrito Federal (DF). Eles serão beneficiados com o apoio financeiro do Governo Federal para utilização de 985 leitos de acolhimento aos usuários de drogas em comunidades terapêuticas de 76 municípios.

O Governo Federal destinou R$ 410 milhões para as ações imediatas previstas no Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, que serão utilizados na execução dos projetos aprovados. O Plano foi instituído pelo Presidente da República, através do Decreto
nº 7.179 de 20 de maio de 2010, para tratar da prevenção, do tratamento e da reinserção social dos usuário de drogas lícitas e ilícitas. A ideia é estruturar, integrar, articular e ampliar as ações
voltadas para dependentes químicos, contemplando a participação dos familiares e a atenção aos públicos vulneráveis como crianças e adolescentes.

Aprovados em todo País – 78

Estados beneficiados – 13

Total de leitos – 985

NO CEARÁ

Aprovados – 7

Total de Leitos – 123

Comunidades Beneficiadas no Estado

Associação Ágape – 20 leitos

Projeto o Martelo de Jesus – 20 leitos

Obra Social Nossa Senhora da Glória Fazenda Esperança – 20 leitos

Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade – 20 leitos

Centro de Recuperação Nova Vida – 20 leitos

Fazenda Esperança – 20 leitos

Crema – 3 leitos

(Com SSPDS e MJ)

Três novos deputados receberão R$ 100 mil por um mês

84 3

“O ex-governador do Distrito Federal (DF) Rogério Rosso (PMDB), o ex-deputado Robson Tuma (DEM-SP) e Celcita Rosa, filiada do DEM-MT, foram empossados pelo presidente da Câmara, Marco Maia, nas vagas abertas pela nomeação dos titulares para cargos no Executivo. Cada um deles receberá por um único mês de trabalho cerca de R$ 100 mil, correspondentes ao salário de R$ 16.500, verba de gabinete e ajuda de custo.

Rosso, que assumiu na vaga do ex-deputado Tadeu Filippelli (PMDB), vice-governador do DF na chapa do governador Agnelo Queiroz (PT), afirmou que vai doar seu salário para uma instituição de caridade que trate de dependentes químicos e que não fará nenhuma nomeação este mês.

Celcita Rosa disse que ainda vai pensar o que fazer com o dinheiro. Robson Tuma, que substituirá José Aníbal, não disse o que fará com o dinheiro que vai receber.Os novos deputados cumprem mandato até o dia 1º de fevereiro, quando a nova bancada eleita para a próxima legislatura assumirá os cargos.”

(R7.c0m)

MCT quer capacitação tecnológica do Ceará como modelo para o País

Mercadante e Ariosto – parcerias. 

Uma equipe do Ministério da Ciência e Tecnologia conhecerá de perto, nesta semana, os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs), Núcleos de Informação Tecnológica (NITs) e Centros de Inclusão Digital (CIDs) – projetos tocados pelo governo estadual.

O ministro Aloísio Mercadante quer adotá-los como modelo para o País e, com esse objetivo, recebeu, na semana passada, em seu gabinete de trabalho, o deputado federal Ariosto Holanda (PSB), autor desses projetos que são voltados para a capacitação profissionalizante.

Mercandante se interessou porque além do Ceará, essas ações apresentam bons resultados também em Minas Gerais. O modelo cearense ali foi adotado e ganhou expansão.

(Foto – Assessoria do MCT)

Balança comercial registra déficit na primeira semana deste ano

“A balança comercial brasileira registrou exportações de US$ 2,781 bilhões na primeira semana de janeiro, enquanto as importações somaram US$ 3,267 bilhões. Isso resulta em déficit comercial de US$ 486 milhões.

A média diária das vendas caiu 1,6% em relação à média das exportações de janeiro do ano passado e 38,8% na comparação com a média diária de dezembro último. As compras externas aumentaram 13,8% comparadas às de igual mês de 2010 e caíram 3,4% em relação a dezembro.

Os números preliminares foram divulgados no final da manhã de hoje (10) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e novo boletim será liberado depois das 15h com dados completos sobre produtos mais comercializados, mercados mais acionados e valores individualizados.”

(Agência Brasil)

Ruth Cavalcante – Amor à liberdade

355 2

Conversar com Ruth Cavalcante é fazer um passeio por boa parte dos momentos importantes da história da democracia do País. Mas não aquela história que a gente lê na bibliografia fundamental, não a história que nos é transmitida. Faço referência à história da qual a população participa, a história feita, vivida e interpretada. Ex-presa política, líder de movimentos estudantis e sociais, educadora, militante, hoje mãe de três, avó de uma, irmã de muitos, Ruth volta a editar cenas que marcaram as décadas de 1960 e 1970.

Encabeçou muitos títulos de vanguarda. Da época, foi a primeira mulher na diretoria do DCE. Também foi a única, no Congresso de Ibiúna, em 1968, que teve prisão preventiva. E ainda foi a primeira do gênero a ser presa no Hospital Militar – nem prisão feminina existia para preso político. E foi de lá, do hospital, que ela protagonizou uma das fugas mais faladas da história recente. Fez que era a irmã, ludibriando soldados de um quartel todo. Na trilha sonora, Gal Costa cantava Coração vagabundo. Ainda chegaram a dizer que era Jerry Adriani, mas era a voz fina da Gal que dava asa à Ruth: “Meu coração não se cansa / De ter esperança / De um dia ser tudo o quer quer / Meu coração de criança / Não é só lembrança / De um vulto feliz de mulher”.

Exilada, viveu no Chile e na Alemanha. Não folgou – sempre houve um jeito para exercer sua missão de educadora, mas ela aprendeu um bocado também. O detalhe é que a Ruth ativista também era a Ruth mulher, irmã de 19, nascida em uma família grande, que queria ter filho. Mesmo na Alemanha, mesmo no exílio. E nasceu a Mariana, que, com Síndrome de Down, mudou toda a história da mãe. Ruth deu um descanso na educação freiriana, foi estudar educação especial. Queria logo voltar ao Brasil, ficou na Alemanha para cuidar da filha. “Decidi ficar na Alemanha até que a Mariana tivesse condição de vir. Decidi emocionalmente ficar na Alemanha por causa dela”. Coisa de mãe.

Foi a Mariana quem inspirou o Centro de Desenvolvimento Humano (CDH), que Ruth preside. O Centro oferece cursos de educação e saúde norteados pela educação biocêntrica. Atua também com a proposta de Paulo Freire, quando cuida da alfabetização de adultos. Na conversa a seguir, ela se lembra e nos lembra de valores essenciais a qualquer tempo. Dentre eles, destaco o que ela deixou mais marcado – a gratidão pela solidariedade dos tantos que a ajudaram. Parece que é isso o que move Ruth até hoje.

O POVO – Você é mais conhecida pela atuação contra a ditadura. Qual é a lembrança mais forte que você tem dessa época?

Ruth Cavalcante – Todas essas minhas participações vieram de uma consciência plena de querer estar presente. Nós somos de uma geração que tinha como premissa viver a vida coletiva. Isso era muito presente no movimento estudantil, nos movimentos sociais que a gente tinha. E eu sou movida pela vivência, pela convivência. Quando eu entrei pro movimento estudantil, eu já era uma profissional da educação. Eu trabalhava no Movimento de Educação de Base, já tinha experiência como educadora.

OP – Você tinha quantos anos?

Ruth – Eu entrei na faculdade com 23 anos. Era mais madura que meus colegas, que tinham 18, 19… E eu já era uma profissional da educação. O Movimento de Educação de Base foi o movimento de grande profundidade com as massas populares. Era através do rádio, para as áreas subdesenvolvidas do País. E o Movimento de Educação de Base, o MEB, tinha como um dos assessores Paulo Freire. Eu fazia a assessoria do Paulo Freire. Essa visão do diálogo, da libertação principalmente, estava muito presente. O movimento estudantil pra mim foi uma consequência já desse meu engajamento social e político. Entrei na faculdade já naturalmente como uma liderança nesse sentido. Da diretoria toda do DCE, eu era a única mulher.

OP – Qual era seu cargo no DCE?

Ruth – Eu fui vice-presidente. O conselho do DCE tinha várias mulheres que eram presidentes de diretório; eu era presidente de diretório. Nós fomos eleitos para ser delegados no Congresso de Ibiúna. Foi minha primeira prisão no Congresso em Ibiúna. Foram presos quase mil estudantes, em 12 de outubro de 1968.

OP – Você imaginou que poderia ser presa?

Ruth – A probabilidade era alta de isso existir. Porque o congresso era semiclandestino, a União Nacional dos Estudantes já estava proibida. Nós éramos 30 delegados do Ceará. Desses 30, havia 10 mulheres. Dessas 10 mulheres, eu fui a única que tive prisão preventiva das mulheres.

OP – Por quê?

Ruth – Porque eles já rastreavam a história anterior. O Paulo Freire já tinha sido preso como um subversivo e eu já trabalhava no MEB dentro da proposta freiriana. Juntou a minha vida profissional com minha vida política e eu fiquei sendo mais perseguida.

OP – Quantos dias ficou presa?

Ruth – Nessa prisão em São Paulo, nós passamos todos uma semana presos. Foi toda uma mobilização nacional para soltar os estudantes, porque todas as lideranças do País estavam presas. Todas. E eu vim de lá com a prisão preventiva decretada. Eu estava aqui como vice-presidente do DCE dando um curso sobre o método Paulo Freire. A gente começou esse curso no fim de novembro. Em dezembro, veio o Ato Institucional número 5; foi no dia 13, uma sexta-feira. No dia 16, eu fui dar uma satisfação à turma. E, nesse momento, fui presa pela segunda vez. Como já tinha prisão preventiva vinda de Ibiúna, São Paulo, foi muito mais fácil para eles me localizarem. Eles (militares), nessa época, com o AI-5, podiam invadir a universidade e levar preso sem ordem de prisão.

OP – Foi presa quantas vezes?

Ruth – Duas. Em Ibiúna e essa daqui. Essa daqui, na hora em que eu fui presa, eu já entrei com a ideia de que eu iria fugir, de que eu não ia ficar.

OP – Já tinha algum plano?

Ruth – Eu lia muito Papillon, eu lia muito essas histórias de gente que fugia da prisão. Eu disse: ‘Eu não vou ficar’. E não foi tão complicado, porque não tinha prisão feminina pra presa política.

OP – Foi aí que você ficou presa no Hospital Militar.

Ruth – Foi. Preso político não é junto de preso comum. Tinha prisão pra preso político homem, e não tinha pra mulher. Me botaram no hospital por isso. Era novidade prender mulher.

OP – É aquela fuga espetacular?

Ruth – É, pois é, é famosa. (risos) Eles me botaram num quarto no último andar, um quarto isolado. Eu ficava só, com guarda na porta. Eu muito perigosa, né? (risos)

OP – Quanto tempo você passou presa?

Ruth – Passei quatro meses até fugir. Eu tinha toda uma organização. Comecei a conquistar as enfermeiras. À noite, eu dava curso sobre política para elas. Os soldados foram outros que eu conquistei até que eu pedi pra eles, na hora das visitas, eles não ficarem ali, porque eu queria falar com as minhas visitas de modo mais íntimo. Mas era pra eu combinar com minha família. Ela participou.

OP – Quem da sua família?

Ruth – Meus irmãos, que eram militantes também. Hoje, se sabe que 30 pessoas sabiam dessa fuga. Não sei como a polícia não ficou sabendo também. Tinha o pessoal do Partido, eu fazia parte da Ação Popular, os advogados que acompanhavam, tinha minha família, tinha o pessoal que me acolheu fora.

OP – Era muito fácil vazar.

Ruth – Era muito fácil vazar. Mas as pessoas estavam tão comprometidas que eles (Polícia) não ficaram sabendo, de jeito nenhum. Então, o plano foi o seguinte. Eu tenho uma irmã, a Neuma, que tem a mesma estatura minha. Ela entrou com uma peruca, uma roupa e com outra roupa que eu trocaria, porque minha roupa era lavada em casa. E eu vesti a roupa com que ela entrou. O personagem que entrou saiu, que era de peruca, de óculos bem grandes, vestido de manga comprida pra cobrir também porque eu tava muito branca. Aí, eu saí.

OP – E ela ficou lá no quarto?

Ruth – A Neuma entrou com o Oswald Barroso e o Fonsêca, que foram meus companheiros no Partido. Eles se arriscaram nessa missão. E eram mais duas irmãs no quarto. Eu saí com os dois e elas ficaram no quarto. Os mesmos quatro que entraram saíram. Eu tinha que pegar a identidade dela lá embaixo. Ela entrou com o Oswald e o Fonsêca e eu saí com eles dois. Só que a questão é que ficou uma pessoa a mais, uma visita a mais. Mas eu já tinha milimetricamente pensado em tudo. Eu saí do quarto cinco minutos antes de terminar a visita. E elas saíram cinco minutos após minha saída; era a hora que saía todo mundo, as visitas dos outros doentes. Elas se confundiram no meio da multidão.

OP – Você sabe que isso poderia ter dado errado e seria muito pior pra você?

Ruth – Poderia e foi isso o que o nosso advogado, o doutor Pádua Barroso, disse: ‘Todo preso tem direito a buscar a sua liberdade. Agora, o risco é ser pego em flagrante. Se ela for pega em flagrante, aí, complica demais a vida dela’. Mas aí eu não tive a menor dúvida de que eu tinha que fazer isso. Mas só fiz por causa de algo que existia naquela época, fortíssimo, que é a solidariedade. As pessoas, de fato, se arriscavam umas pelas outras.

OP – As pessoas se ajudavam por que sentido?

Ruth – Pelo sentido político, mas também pelo sentimento de solidariedade das pessoas, que era muito alto. Todas as pessoas que participaram desse fato se arriscaram. E não era risco qualquer. Era risco de vida. A pessoa que me emprestou o sítio quando eu fui depois, o motorista que me conduziu…

OP – Você saiu ao som de Jerry Adriani mesmo?

Ruth – Não (risos). Não era Jerry Adriani. O mais certo era ter sido a Gal Costa, com aquela música Coração vagabundo. Nos jornais, saiu que era Jerry Adriani. Tudo isso fazia parte também, porque eu botava a música bem alto na hora da visita pra ninguém escutar o que a gente estava conversando.

OP – Você foi pra onde?

Ruth – Eu passei 15 dias num sítio, aqui em Fortaleza, enquanto baixavam mais os boatos, porque todas as fronteiras foram cercadas.

OP – Você era considerada um perigo medonho.

Ruth – Ah, era perigosíssima. E saiu no jornal: Comunista fria e calculista. (risos) Era perigosíssima.

OP – Mas teve um tom frio e calculista aí.

Ruth – Que teve, teve. (risos) Eu fiquei nesse sítio enquanto as fronteiras eram liberadas. Aí, eu fui pra Recife, passei alguns meses lá. Foi quando o Partido me solicitou pra eu ir pra São Paulo. Fiquei fazendo ponto de contatos com a direção da Ação Popular, porque esse meu feito fez com que eu fosse uma pessoa merecedora de confiança. Eu era a pessoa que fazia contato com todas as lideranças de todos os setores com a direção nacional.

OP – E daí até o seu exílio?

Ruth – Depois, o cerco foi aumentando. Pra todos, não só pra mim. Prenderam a minha irmã, a Neuma, a que tinha me ajudado, pra que ela revelasse onde a gente estava. Foi quando a gente decidiu ir pro Chile. Eu já era casada com o João de Paula, o pai da Mariana, que também era perseguido. Nós chegamos no Chile em fevereiro. Quando foi em setembro, teve o golpe. Foi outro drama. Nós ficamos perseguidos. Só o fato de ser estrangeiro já era motivo pra você ser preso.

OP – Você fala do golpe de Estado no Chile, do Allende (Salvador Allende, em 1973).

Ruth – Sim, do Allende. Nós ficamos num refúgio durante quatro meses, era tipo uma prisão também, só que eram 600 pessoas. Foi uma experiência muito rica – conviver com 600 pessoas durante quatro meses numa situação de extremo estresse. Todos os setores se organizaram. Por exemplo, o pai da Mariana, que é médico, se organizou com um médico pra cuidar das doenças que apareciam ali. Nós, professores, íamos dar aula pros filhos pequenos dos que estavam ali.

OP – Tinha gente de onde ali?

Ruth – Tinha gente de toda a América Latina. Foi a primeira vez que eu me senti latino-americana na minha vida. E também vi a necessidade de aprender espanhol, porque nós somos o único país estrangeiro da América Latina. Nesse refúgio, vinham as embaixadas entrevistar as pessoas pra aceitar ou não nos seus países. A Alemanha me aceitou. Muitos países não me aceitaram, porque faziam primeiro uma pesquisa no Brasil pra ver como é que era. E eu com essa fama… (risos).

OP – Fria e calculista desse jeito, ninguém queria.

Ruth – Ninguém queria. Aí, a Alemanha na época tava numa situação muito complicada, de muita repressão, e ela estava querendo melhorar sua imagem no mundo. Então, abriu muitas vagas pros exilados no Chile. Aí, nós fomos pra Alemanha.

OP – Você também viveu um tempo muito rico lá.

Ruth – Lá também. Foram seis anos. Os outros países davam simplesmente o passaporte de entrada. Na Alemanha, davam passaporte de entrada, bolsa de estudo e uma casa pra morar. Por quê? Porque a gente entrou na lei dos refugiados da Alemanha Oriental. E é a lei da anistia melhor que tem no mundo.

OP – Como você lidava com a cultura, com a língua?

Ruth – A primeira coisa que a gente teve que fazer foi um curso de um ano pra depois fazer uma prova e entrar na universidade. E aí, eu fiz meu curso de psicopedagogia lá. Eu já estava casada há sete anos com o João de Paula, decidimos ter um filho. Foi quando a Mariana nasceu com Síndrome de Down.

OP – Vocês estavam com quanto tempo lá quando ela nasceu?

Ruth – Ela nasceu em 77, a gente estava com três anos lá. Mas a gente já era casado há sete. E eu sempre tive vontade de ter filho. O meu lado desse instinto materno é muito forte. Eu vim de uma família de muitos irmãos, a minha vontade de ter filho era muito grande e eu não podia por causa dessa circunstância toda.

OP – E foi o lugar ideal?

Ruth – Foi o lugar ideal, porque tinha toda a infraestrutura. A gente já estava vivendo em plena liberdade mesmo, fazendo os cursos que queria fazer e também foi ideal a condição para ela nascer. Porque, com a condição de Síndrome de Down dela, ela tinha acesso ao que tinha de mais moderno pra situação dela, nos ajudou muito.

OP – Foi quando você foi estudar educação especial.

Ruth – Foi, porque, antes, toda a minha direção de estudo era pra educação de adulto. Aí, quando a Mariana nasceu, eu resolvi entrar nessa e foi ela que inspirou o CDH.

OP – E você voltou logo que houve a anistia?

Ruth – Da Alemanha, voltei assim que houve a anistia.

OP – Você tinha vontade de voltar pro Brasil?

Ruth – Todos os dias, todos os dias.

OP – Mas você gostava da sua vida lá na Alemanha?

Ruth – Em termos. Pra estudo, é muito bom. O povo alemão, as amizades que nós fizemos, são amizades que duram até hoje. Porque são pessoas muito íntegras, muito comprometidas, mas é uma cultura muito diferente da nossa. Muito diferente. Então, isso toma de você um esforço diário pra você se adaptar. Mas, quando a Mariana nasceu, eu decidi ficar na Alemanha até que ela tivesse condição de vir, até que ela tivesse todos os tratamentos. Eu decidi emocionalmente ficar na Alemanha por causa dela.

OP – Você se arrepende de ter feito ou não ter feito algo?

Ruth – Não, não. Acho que fiz o que eu deveria ter feito. Eu fico gratificada comigo mesmo de ter tido essa ousadia de fazer o que eu fiz. As coisas que poderiam ser consideradas como erro eram circunstâncias da época.

OP – Como é o sua posição político-partidária hoje?

Ruth – Hoje, eu não sou filiada a nenhum partido. Mas sou uma militante da democracia, uma militante socialista. Sempre votei nos candidatos de esquerda e trabalho para eles. Tenho uma ligação muito grande com o pessoal do PCdoB, com o próprio pessoal do PT. PCdoB, porque historicamente eu fui do PCdoB.

OP – Acha que o Lula fez um bom governo?

Ruth – Acho. Acho que o Lula fez o que poderia se fazer. Eu acho que o Lula é um estadista como o Brasil nunca conheceu. No mundo capitalista em que nós vivemos, acho que o Lula fez o melhor governo que o Brasil já teve.

OP – Você se sente uma personagem importante na história da democracia?

Ruth – Importante não. Eu me sinto uma história que está viva, mexendo.

PRÊMIO BERTHA LUTZ, DO SENADO

Ruth Cavalcante é uma das cinco escolhidas para receber o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, prêmio instituído pelo Senado Federal, para agraciar mulheres que tenham oferecido relevante contribuição na defesa dos direitos da mulher e questões de gênero no País. A entrega será em 8 de março, no Dia Internacional da Mulher. “É mais do que uma homenagem. É um reconhecimento não meu. Eu sou apenas uma representante da mulher. É um reconhecimento do espaço que a mulher tem hoje, de Brasil. Não sou eu, não é a minha história individual. Não é a Ruth, é o que eu represento como mulher”, justificou ela.

1979


ANISTIA

Foi concedida em agosto; Ruth voltou ao Brasil em dezembro

1968


IBIÚNA

Ruth foi presa no Congresso de Ibiúna no dia 12 de outubro

PERFIL 

Ruth Cavalcante tem 67 anos. É psicopedagoga, pela Escola Superior de Pedagogia Social de Colônia, na Alemanha. É fundadora e diretora do Centro de Desenvolvimento Humano (CDH) desde 1981. Presta assessoria a órgãos públicos e prefeituras, nas áreas de educação e de grupos de trabalho. É pós-graduada em Educação Biocêntrica e Psicologia Transpessoal. Nasceu em Pedra Branca, a 261 quilômetros de Fortaleza. Tem 19 irmãos. “Eu sou a 13ª do total e sou a quarta do segundo casamento. Eu tive muitos pais e muitas mães”, rememora. Casou, pela primeira vez, com o médico João de Paula Monteiro Ferreira, também ex-perseguido político. Com ele, teve a Mariana, de 33 anos. Do segundo casamento, vieram a Sara, de 28 anos, e o Davi, de 26. Tem uma neta, Mel, de 6 anos.

(O POVO)

Ministro das Relações Exteriores negocia visita de Dilma à Argentina

“O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, passa o dia hoje em Buenos Aires, na Argentina. A viagem faz parte das negociações sobre o início da agenda internacional da presidente Dilma Rousseff. Patriota conversa com a presidente Cristina Kirchner e o ministro das Relações Exteriores argentino, Héctor Timerman. No próximo dia 31, Dilma desembarca na capital argentina. Como avisou no discurso de posse, Dilma quer dar prioridade à política regional na América do Sul e no Caribe. Tanto é que até março ela reservou espaço na agenda para viagens ao Paraguai, Uruguai e Peru. Na região, a Argentina é o principal país parceiro comercial.

O Brasil é o principal destino das exportações argentinas e o principal fornecedor do país. Em 2010, o intercâmbio chegou a US$ 32,9 bilhões, superando a marca histórica de US$ 30,8 bilhões – registrada em 2008. O comércio bilateral é caracterizado, sobretudo, pelo elevado índice de produtos industrializados de alto valor agregado, refletindo a integração crescente de cadeias produtivas entre os dois países.

No caso das relações Brasil e Argentina, o diálogo deve ser dominado por conversas nas áreas econômica e comercial, segundo assessores. Porém, a Argentina vive um momento político e econômico delicado. No fim do ano passado, houve desabastecimento de combustíveis e faltaram produtos nas prateleiras dos supermercados. Houve ainda apagões em algumas cidades. Em outubro, há eleições presidenciais no país e a corrida eleitoral já começou.

De acordo com o Itamaraty, Patriota e Timerman devem discutir as próximas ações no Mecanismo de Integração e Coordenação Brasil-Argentina (Micba). A ideia é manter as reuniões presidenciais semestrais. Também devem conversar sobre os foros regionais e multilaterais, como o Mercosul e a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

A visita de Patriota ocorre dois dias antes de a Argentina assumir a presidência do chamado G77 mais a China. O grupo, formado por países em desenvolvimento, foi criado em 1964 com o objetivo de manter a coordenação das ações de articulação sobre interesses econômicos e comerciais em bloco. Uma das prioridades é a busca por acordos mais justos nas relações Sul-Sul.”

(Com Agências)

Dilma tenta administrar sucessão na Câmara dos Deputados

“A presidente Dilma Rousseff tem até o final desta semana para recuperar a confiança do PMDB e tentar evitar tumulto na sucessão da Câmara dos Deputados, pois crescem as possibilidades de sucesso de candidaturas dissidentes ao candidato oficial da base aliada, o petista Marco Maia (RS).

Líderes do PMDB dizem que estão sendo “assediados” por pelo menos três pré-candidatos: o líder do PR Sandro Mabel (GO) e os deputados Aldo Rebelo (SP) e Júlio Delgado (MG), ambos do PSB.

As nomeações no segundo escalão estão suspensas até o dia 1º de fevereiro, quando serão eleitos os presidentes das duas Casas do Congresso. O que o PMDB quer, e já, é evitar a repetição do que ocorreu na montagem do primeiro, quando os peemedebistas viram sua cota de poder minguar e o PT ganhar força com um placar de 17 ministérios contra seis, entre os quais duas pastas que comandara no governo Lula: Saúde e Comunicações.”

(Agência Estado)

Caso Battisti – Chanceler italiano diz que Lula terminou governo da pior maneira

79 1

“O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, afirmou nesta segunda-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou seu mandato “da pior maneira”. A afirmação foi dada durante entrevista ao programa televisivo local Mattino Cinque, em que o chanceler comentou a decisão tomada por Lula no dia 31 de dezembro de manter o ex-ativista italiano Cesare Battisti no Brasil.

“Não podemos permanecer assim, é uma questão de justiça que envolve vítimas inocentes e, em segundo lugar, é um dever moral (extraditar Battisti). É necessário proceder para evitar que o caso de Battisti seja um exemplo”, disse Frattini.

O ministro também comentou que “Battisti publicou um livro em Paris no qual reivindicou todos os homicídios que cometeu, explicou as razões dos crimes, falou do roubo que tinha feito e de como aproveitou o dinheiro”. “Nós queremos Battisti nas prisões italianas. Eu disse que, se necessário, iremos à Corte Internacional de Justiça de Haia”, completou o chanceler.

O caso

Em 31 de dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva acatou parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) e negou a extradição de Battisti. Para Lula, o retorno do ex-ativista à Itália pode agravar a situação do italiano e gerar perseguição política.

Ex-integrante do grupo de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Battisti foi condenado à revelia pela Justiça italiana por participação em quatro assassinatos na década de 70. Battisti nega todas as acusações e alega perseguição política. O italiano está preso no Brasil desde 2007.

Após a decisão de Lula, a defesa de Battisti pediu a imediata soltura de seu cliente. Ao mesmo tempo, o governo italiano contestou decisão do governo brasileiro e apelou para que a presidente Dilma Rousseff reveja a medida. O processo de Battisti foi desarquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com base em dois documentos: o pedido de liberdade feito pela defesa e a contestação da decisão de Lula.

Com o fim do recesso do Judiciário brasileiro, o STF deve voltar a discutir o caso. A decisão deverá ficar a cargo do relator do processo, ministro Gilmar Mendes. O Supremo deve analisar os argumentos usados por Lula para manter Battisti no Brasil. Também será considerada a argumentação do próprio Ministério da Justiça de conceder refúgio político ao italiano. Essa decisão foi considerada ilegal pelo STF.”

(ANSA)

Dilma reunirá coordenação de governo

“A presidente Dilma Rousseff faz, nesta segunda-feira (10), a segunda reunião de coordenação de seu governo. As reuniões de coordenação acontecem semanalmente com os principais ministros do governo, além do vice-presidente, Michel Temer. Participam dos encontros semanais os chamados “ministros da casa”, que têm gabinete no Palácio do Planalto: Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência, Secretaria das Relações Institucionais, Secretaria de Comunicação. Além dos ministros da Fazenda, do Planejamento e do vice-presidente. Outros ministros são convidados esporadicamente, dependendo da pauta.

Os encontros, realizados às segundas-feiras, já aconteciam no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Neles, são discutidas as principais diretrizes do governo, eventuais crises e o relacionamento com o Congresso e a imprensa.

Logo em sua primeira semana de trabalho na Presidência, Dilma se reuniu com os ministros Antônio Palocci (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento), Helena Chagas (Secretaria de Comunicação), José Eduardo Cardozo (Justiça), e o vice-presidente. Na ocasião, ficou decidido que a primeira reunião ministerial do governo Dilma será realizada na próxima sexta-feira (14).”

(R7.com)

DETALHE – O encontro ocorrerá só no gfim da tarde desta segunda=feira, segundo o Palácio do Planalto, por problemas na agenda de alguns ministros.

Receita libera nesta 2ª feira consulta a lote residual do IR

“A Receita Federal vai liberar, a partir das 9 horas desta segunda-feira, consulta ao lote residual do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2010, 2009 e 2008. A Receita desembolsará R$ 193,3 milhões com as restituições, que serão depositadas no dia 17 de janeiro. A relação dos contribuintes beneficiados estará disponível na página oficial da Receita na internet ou pelo telefone 146.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos). Nesse caso, o declarante terá de agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.”

(Com Agências)