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Inãcio diz que aumento da taxa de juros é herança neoliberal

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O senador Inácio Arruda, líder do PCdoB, manda artigo para o Blog sobre a economia brasileira. Ele bate duro na política de juros do governo federal, avaliando como resquício do Neoliberalismo. Confira: 

A nova majoração, de 0,5% da taxa Selic, decidida dia 2 de março pelo Comitê de Política Monetária (Copom), corrói a economia brasileira. Os cortes no orçamento para o ano de 2011 R$ 50 bilhões e, logo em seguida, o aumento da taxa básica de juros para 11,75%, dão indicações de favorecimento ao capital financeiro, em detrimento do desenvolvimento do país. Essas medidas levam ao esfriamento da economia, como denunciam as entidades de trabalhadores e também as entidades dos empresários vinculados à produção. Fazem parte do receituário neoliberal, que tanto jogou para trás a economia de vários países do mundo – inclusive do Brasil, em governos anteriores que o adotavam por completo. Prejudicam os setores produtivos, os trabalhadores e o povo, e beneficiam os grandes investidores do mercado.

A nova majoração, de 0,5% da taxa Selic, decidida dia 2 de março pelo Comitê de Política Monetária (Copom), corrói a economia brasileira. Os cortes no orçamento para o ano de 2011de 50 bilhões de reais e, logo em seguida, o aumento da taxa básica de juros para 11,75%, dão indicações de favorecimento ao capital financeiro, em detrimento do desenvolvimento do país. Essas medidas levam ao esfriamento da economia, como denunciam as entidades de trabalhadores e também as entidades dos empresários vinculados à produção. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu 7,5% em 2010 na comparação com o ano anterior – o maior desde 1986 – e foi o consumo das famílias brasileiras que sustentou esse crescimento.

Esse índice foi alcançado graças ao aumento dos investimentos públicos, ao crescimento na geração de empregos e aos aumentos reais do salário mínimo e das conquistas salariais das categorias. Mas as altas taxas de juros, que o Copom insiste em perpetrar, abatem o consumo e freiam a produção. Segundo o economista Márcio Pochmann, apenas 20 mil famílias de super-ricos são beneficiadas por 70% dos juros da dívida pagos pelo governo. No ano passado, estes juros chegaram a R$ 200,5 bilhões, dos quais R$ 140 bilhões foram embolsados por esta minoria, que certamente está festejando a nova resolução do Copom.

Ao tempo em que realizam cortes orçamentários na área social, previdenciária, na manutenção da máquina pública e em investimentos para alavancar a economia, os que comandam a política econômica não incluem em suas metas de corte a parte dos juros pagos aos rentistas. Na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, foi revelado que cada 1% na taxa básica de juros representa um gasto governamental de 0,28% do Produto Interno Bruto do Brasil (cada 0,5% representam cerca de R$ 5 bilhões), e essa taxa tem crescido a cada reunião do Copom, quando todos anseiam, e o Brasil necessita, a sua diminuição! O Banco Central tem colocado como questão primordial o problema da inflação, a necessidade de controlá-la, e com isso tenta justificar a taxa de juros mais alta do mundo.

Ora, ainda em fevereiro último, o Banco da Inglaterra, como é conhecido o Banco Central britânico, anunciou a manutenção da taxa de juros do país em 0,5% ao ano, embora a taxa de inflação do país (3,7%) tenha sido quase o dobro da meta (2%) fixada pelo governo. E o presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, justificou a decisão alegando que, mesmo que a inflação aumente nos próximos meses, o índice pode cair no ano que vem e a prioridade é recuperar a produção, pois a economia inglesa sofreu uma retração de 0,5% em 2010. O mesmo problema – a ameaça inflacionária –, com soluções opostas: lá, a busca do crescimento; aqui, a desaceleração. É importante notar: enquanto os juros brasileiros vão para 11,75%, os da Rússia estão em 7,75%, os da Índia em 6,5% e os da China em 6,06% – isso para citar apenas os países que formam o chamado Bric. Descontada a inflação, as taxas desses países vão mais para baixo ainda.

O enfoque da política macroeconômica brasileira tem que mudar. É preciso focar na produção, na geração de empregos, na distribuição de renda, na manutenção do desenvolvimento. É necessária uma nova orientação para a política macroeconômica. A atual está esgotada, ainda é herança que veio de alguns tempos atrás. O Brasil – governo e sociedade civil – precisa debater e estabelecer novos rumos para a nossa economia, que contemplem desenvolvimento, crescimento com distribuição de renda e reafirmação da soberania do país.

* Inácio Arruda é senador e líder do PCdoB no Senado Federal.

Câmara dos Deputados estende benesses para os sem-mandato

“Na Câmara, os deputados aposentados têm direito a um plano de saúde familiar ao preço de R$ 280,00 por mês. No Senado, a mordomia é maior: ex-senadores usufruem pelo resto de suas vidas de um sistema de saúde bancado pelos cofres públicos. Os senadores no exercício do mandato não têm limite de gastos com saúde.

Ato da Mesa Diretora da Câmara de 27 de janeiro último permitiu que deputados não reeleitos e ainda não aposentados, mas que já estavam filiados ao plano de saúde, continuem com o benefício. Até agora, 18 ex-deputados optaram por permanecer no Pró-Saúde. A contribuição deles, no entanto, será em torno dos R$ 900 mensais.

Isso ocorre porque o deputado não reeleito tem de arcar com a parte patronal da Câmara para o plano de saúde.”

 (Globo)

Conar rejeita ação contra comercial de Havaianas

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=KHyC0wPUsJc[/youtube]

“O Conar rejeitou uma ação de dois consumidores contra a campanha Havaianas – Patrulheiro. No anúncio de TV, o ator Henri Castelli é flagrado por um guarda dirigindo de chinelo.

Segundo a denúncia, a propaganda pregava o desrespeito à legislação de trânsito. O bom senso prevaleceu e o Conar arquivou o processo.”

(Radar Online)

Sob Lula, Brasil abriu 79 representações no Exterior. Até na Micronésia

“A herança que Lula deixou para Dilma Rousseff incluiu uma tarefa entre prosaica e insólita: incrementar as relações diplomáticas do Brasil com a Micronésia. Você talvez não saiba, mas o país existe. Acredite. É um arquipélago assentado na Oceania. Tem cerca de 700 km2.

Trata-se de um paraíso. Banhado pelo pacífico. Em 22 de dezembro, dez dias antes de deixar o governo, Lula baixou o decreto 7401, criando a embaixada brasileira em Palikir, capital da Micronésia. Funciona cumulativamente com a de Manila (Filipinas).

Pela lógica, dois fatores determinam a instalação de representações no exterior: 1) o interesse econômico; 2) a presença de grande comunidade de brasileiros no país. A novíssima representação da Micronésia, por ilógica, foge aos padrões. Difícil achar brasileiros entre seus cerca de 110 mil habitantes.

Dono de um PIB miúdo –pouco mais de US$ 200 milhões— o país tampouco oferece grandes perspectias de parceria comercial. A força de trabalho da Micronésia soma 20 mil pessoas. Dedicam-se ao atendimento de turistas, à pesca e à agricultura (coco, banana, mandioca, batata doce e castanha).

Essa foi a 79ª representação criada por Lula no estrangeiro –57 embaixadas e 22 consulados. Média de 10 por ano. Quase uma por mês.

Sob FHC, o Itamaraty fora mais comedido. Nos oito anos da Era tucana, inauguraram-se 16 novas representações –12 embaixadas e quatro consulados. O expansionismo diplomático do Brasil de Lula pautou-se pela flexibilização ideológica e pelo desejo de obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

A maleabilidade política resultou em vexame. Abriram-se embaixadas em países notáveis pelo desrespeito aos direitos humanos e pelo desapreço aos valores democráticos. Entre eles, por exemplo, Guiné Equatorial, Sudão, Mianmar e, veja você, até a Coréia do Norte do companheiro-ditador Kim Jong-Il.

Quanto ao sonho da cadeira permanente no principal conselho da ONU, resultou irrealizado a despeito da proliferação de novos parceiros diplomáticos. Restou o legado das quase oito dezenas de novas representações. Coisa para Dilma Rousseff administrar. A fúria inauguratória de Lula levou o Brasil a países pequenos e de relevância diplomática duvidosa.

O grosso das novas embaixadas e consulados foi instalado em nações ex-comunistas, países africanos pobres e ilhas do Pacífico e do Caribe. Além dos neoparceiros já mencionados, a lista inclui: Albânia, Croácia, Azerbaijão, Casaquistão, Zâmbia, Tanzânia, Benin, Togo, Sri Lanka…Guiné, Botsuana, Congo, Dominica, Bahamas, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, Dominica e um interminável etc..

Antes de despertar para a abrir a Micronésia, Lula editou o decreto 7376. Datado de 1º de dezembro de 2010, criou a embaixada brasileira em Tarawa, capital do Kiribati. Neste caso, funciona cumulativamente com a de Wellington, na Nova Zelândia.

Vinte dias antes, em 11 de novembro, o Kiribati havia sido pendurado nas manchetes em posição algo desesperadora. Pequeno arquipélago do Pacífico, o país anunciou ao mundo que pode ter de deslocar toda sua população –cerca de 100 mil pessoas— para outra localidade.

Por quê? O aquecimento global faz com que o mar avance sobre o território de Kiribati, encobrindo-o aos poucos. “Para algumas comunidades, já é tarde demais. Não há como protegê-las”, disse o presidente de Kiribati, Andote Tong. Gestor de uma ilha vulcânica condenada ao desaparecimento, Tong guindou ao topo de suas prioridades a obtenção de terras onde possa acomodar seu povo.

A representação de Kiribati foi ao bololô da política externa de Lula como uma espécie de cereja. Chama-se Samuel Pinheiro Guimarães o ideólogo da estratégia. Coisa implementada com o apoio do ex-chanceler Celso Amorim e sob aplausos do assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

Samuel ocupou a secretaria-geral do Itamaraty até 2009. Na fase final do governo Lula, chefiou a Secretaria de Assuntos Estratégicos. Os dados que recheiam essa notícia foram recolhidos nos arquivos do Senado. Cabe aos senadores aprovar a criação de novas embaixadas e consulados. Aprovou-se tudo o que Lula propôs.”

(Blog do Josias de Souza)

PRF já contabiliza 129 mortes nas estradas federais

“Cento e vinte e nove pessoas morreram em acidentes nas estradas federais do país entre sexta-feira e domingo, segundo balanço parcial da divulgado pela Polícia Rodoviária Federal. Foram 2.619 acidentes no período, que deixaram também 1.473 feridos.

O maior número de acidentes foi registrado no sábado, com 1.046 ocorrências.

Os policiais rodoviários realizaram 16.423 testes de alcoolemia nas estradas e 584 motoristas foram flagrados dirigindo embriagados. Destes, 262 foram presos em flagrante por embriaguez ao volante, por ultrapassar o limite de tolerância.

[Ontem], último dia do balanço parcial, foram registrados 611 acidentes, com 524 feridos e 34 mortos. Os policiais prenderam 152 pessoas que dirigiam embriagadas.

A contagem começou na sexta-feira e o balanço parcial foi até 23h59m de [ontem].”

(Globo)

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Grupo Folha lança site em três idiomas

“Entrou no ar, desde quinta-feira, o novo site do Grupo Folha. Informações sobre todas as empresas do grupo podem ser acessadas em grupo.folha.com.br. O site é trilíngue e pode ser visualizado em inglês (group.folha.com.br) e em espanhol (grupo.folha.com.br/es).

Há notícias de interesse geral e informações para o mercado em relação às cinco empresas e 11 unidades de negócios do Grupo Folha. Além da Folha, o grupo publica o jornal “Agora” e tem participação de 50% no “Valor”, em parceria com as Organizações Globo.

O portal é dividido nas áreas de atuação do grupo: revistas, livros e guias, distribuição e impressão, internet e TI e serviços.

Entre as publicações, é possível obter informações sobre revistas (como sãopaulo e Serafina), guias e livros (editados pela Publifolha). Entre os jornais, a Folha tem no site um espaço próprio, que também pode ser acessado em www.folha.com.br/sobre. Nele, há informações sobre a história da Folha, sua linha editorial e dados de circulação, além de resumos sobre as seções diárias e suplementos do jornal. Assim como ocorre em todo o site, as informações sobre a Folha estão acessíveis em inglês (www.folha.com.br/english) e espanhol (www.folha.com.br/espanol).

No espaço reservado à área de internet e TI do grupo há informações sobre o UOL, maior empresa brasileira de conteúdo e serviços da internet, e sobre a Folha.com, primeiro jornal em tempo real do país. Nesta seção, entre os 20 itens, o internauta pode conferir desde a Livraria da Folha (on-line) até os diversos sites e unidades do UOL, que incluem um shopping virtual. Com a compra da Díveo Broadband Networks, em dezembro, o UOL se tornou a terceira maior empresa de serviços de infraestrutura de tecnologia da informação da América Latina.

Na área específica de serviços do grupo, o internauta encontra informações sobre o Datafolha, um dos maiores institutos de pesquisa do país, sobre a Folhapress, agência de notícias, e sobre o Banco de Dados Folha.

Entre as unidades de distribuição e impressão, o internauta poderá conferir informações sobre a Plural, indústria gráfica com maior capacidade produtiva do Brasil (na qual o grupo detém 51% de participação), e sobre as distribuidoras Transfolha e SPDL, que é uma parceria entre a Folha e o Grupo Estado.”

(Folha.com)

Brasil perde posições no ranking do turismo mundial

“O Brasil perdeu posições em um ranking mundial de competitividade no setor do turismo, embora tenha obtido pontuação semelhante à de 2009. Em sua última edição, relativa a 2011, o relatório elaborado pelo Fórum Econômico Mundial coloca a sede da próxima Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016 na posição 52 entre 139 países avaliados. A pontuação, 4,36 em uma escala de um a sete, foi praticamente a mesma que em 2009 (4,35), quando foi elaborado o ranking anterior. Naquele ano, quando foram consideradas 133 nações, o país ficou em 45º lugar. Em 2011, o Brasil foi ultrapassado por outros países que registraram incremento mais expressivo, como México e Porto Rico.

“O Brasil ficou em sétimo lugar no ranking das Américas e 52º no ranking geral. O país é o que tem a melhor pontuação entre todos os países no que tange aos recursos naturais e 23º em recursos culturais, com muitos lugares considerados patrimônio da humanidade, uma grande proporção de área protegida e a fauna mais rica do mundo”, afirma o relatório. “Isto é reforçado por uma ênfase na sustentabilidade ambiental (posição 29 do ranking), uma área que vem melhorando ao longo dos últimos anos. A segurança também melhorou de forma impressionante desde a última avaliação”, informa o texto. Em 2009, o relatório aponta preocupação com a qualidade da rede de transporte terrestre e aéreo brasileira, bem como o nível de insegurança.

Sobre o panorama atual, o relatório avalia que “o transporte rodoviário continua subdesenvolvido, com a qualidade das rodovias, portos e ferrovias requerendo melhoras”. “O país continua a sofrer com a baixa competitividade de preços, atribuída em parte a altas taxas aeroportuárias e sobre os bilhetes aéreos, e o nível fiscal em geral”, assinala o texto. “Além disso, o ambiente de negócios não é particularmente propício para o desenvolvimento do setor, com regras restritivas para os investimentos externos, os longos prazos para abrir uma empresa e requerimentos de certa maneira restritivos à abertura de negócios no setor de turismo.”

O relatório destaca a superação da crise econômica mundial pela indústria do turismo internacional. Depois de se contrair em 2009, o setor voltou a se recuperar no ano passado, atingindo neste ano o seu nível pré-crise. Combinando atividades diretas e indiretas, o relatório estima que o setor de viagens e turismo responda hoje por 9,2% do PIB global, mesma proporção dos investimentos mundiais e 4,8% das exportações do planeta. Suíça, Alemanha e França foram considerados os países com melhor ambiente para desenvolvimento da atividade.”

(Agência Basil)

Mulheres poderão tirar de graça o CPF a partir desta 4ª feira

“A Caixa Econômica Federal vai oferecer às mulheres, a partir desta quarta-feira e até o próximo dia 11, o serviço de inscrição gratuita no Cadastro de Pessoa Física (CPF) em todas as agências do banco. O intuito da iniciativa é comemorar o Dia Internacional da Mulher (8 de março).

Segundo a Caixa, o objetivo é possibilitar o acesso das mulheres às políticas públicas do governo federal: Programa Fome Zero, Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de facilitar o acesso à inclusão bancária e ao microcrédito.”

(Agência Brasil)

Pernambuco vira a locomotiva do Nordeste

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“O helicóptero decola do heliponto do Centro Administrativo de Suape. A 200 metros do chão, é possível ter a dimensão da revolução econômica que a injeção de R$ 46 bilhões em investimentos públicos e privados previstos até 2014 está promovendo em Pernambuco, a nova locomotiva do Nordeste.

Não é o único canto do Estado que avança ligeiro e que tem mudado não só a vida dos 8,7 milhões de pernambucanos, mas sobretudo permitido a volta dos retirantes que um dia caíram no mundo atrás de uma vida melhor.

No interior, duas obras gigantes (a transposição do rio São Francisco e a construção da Ferrovia Transnordestina) ajudam a desenhar uma nova paisagem na vida do morador do agreste e do sertão.

LITORAL

No litoral, onde pode-se observar a síntese da nova dinâmica econômica, o complexo industrial-portuário de Suape, erguido a 40 quilômetros ao sul do Recife, brota a velocidade impressionante.

“Cento e vinte empresas já estão instaladas, outras 30 estão em construção e mais 20 irão surgir até 2014”, enumera Frederico Amâncio, vice-presidente de Suape. Do alto é possível avistar obras em todos os cantos dos 13,5 mil hectares do complexo.

Justo ali, onde há 380 anos invasores holandeses -que acharam de tomar uma fatia do Brasil colônia- indicaram como ponto mais propício à criação de um porto.

E foi nessa região, após romperem pequena porção da parede dos arrecifes que protege o litoral do Atlântico, que os holandeses criaram uma passagem para que os barcos de açúcar alcançassem os navios em alto-mar.

A visão dos invasores ganhou forma quase quatro séculos depois. Investimentos de mais de US$ 3 bilhões nos últimos dez anos criaram a infraestrutura básica para o atual ciclo de expansão do porto de Suape, e converteram a região no principal polo de atração de negócios do Nordeste brasileiro.

A APOSTA PRIVADA

Agora, o PIB pernambucano demonstra vigor e o combustível é Suape. Em 2010, o PIB estadual foi de R$ 87 bilhões -expansão de 15,78% num só ano. Os velhos engenhos de cana e as usinas de açúcar e álcool pouco a pouco deixam de ser predominantes na matriz econômica de Pernambuco.

A aposta do poder público em Suape ao longo de 40 anos -desde o plano original de 1960- começou a seduzir o capital privado. O complexo industrial-portuário, um modelo inédito no Brasil, está fazendo surgir um novo Estado industrial no país.

“Não tínhamos indústria de petróleo e gás, nem indústria naval ou automobilística. Agora há uma nova perspectiva para o Estado”, diz Geraldo Júlio, presidente de Suape e secretário de Desenvolvimento Econômico.

ACIMA DO NORDESTE

A forte expansão econômica elevou a renda per capita do Estado a quase R$ 10 mil, acima da média do Nordeste, de R$ 7.488, mas ainda inferior à renda nacional, de R$ 15.990.

A criminalidade caiu 25% em quatro anos, mas ainda é de 40 homicídios por 100 mil habitantes, quatro vezes mais que no Estado de São Paulo, e superior à média nacional, de 24,5 por 100 mil.”

(Folha.com) 

VAMOS NÓS – Essa reportagem mostra, na prática, que Lula foi um bom filho para seu Estado. Mas, apresenta também um nome novo para a disputa presidencial futura: Eduardo Campos. Ou alguém pensa que a mídia sulista faz esse tipo de cobertura sem interesses outros? De qualquer forma, é prova também de que Bahia e Ceará estão precisando, e muito, de articulação política para conquistar seus grandes empreendimentos. Por aqui, há anos, só se fala em refinaria e siderúrgica e nada sai do papel e das boas intenções. Até quando?

PT concentra nomeações para 2º escalão

“O PT prevaleceu até agora sobre os demais partidos aliados na montagem do segundo escalão do governo Dilma Rousseff. Dos 447 nomeados em janeiro e fevereiro para postos de elite do Executivo federal, pelo menos 170 (38%) são ligados a partidos políticos. Desse total, 124 (73%) são do PT. O dado é resultado de cruzamento feito pela Folha das nomeações publicadas pelo “Diário Oficial da União” em janeiro e fevereiro com a lista de filiados da Justiça Eleitoral e do PT.

Petistas de carteirinha estão espalhados de forma mais ou menos uniforme nas 17 pastas controladas pela legenda, mas seis deles concentram, proporcionalmente, o maior número em relação ao total de nomeados. Desenvolvimento Agrário (83%), Direitos Humanos (72%), Política para as Mulheres (62%), Saúde (56%), Planejamento (56%) e Relações Institucionais (50%) são responsáveis por efetivações de petistas que superam em 50% os cargos de segundo escalão preenchidos nos dois primeiros meses de governo.

Com exceção de Alexandre Padilha (Saúde) e Miriam Belchior (Planejamento), os outros quatro ministros são estreantes no governo – Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário), Maria do Rosário (Direitos Humanos), Iriny Lopes (Política para as Mulheres) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais). Maior aliado do PT na coalizão de Dilma Rousseff, o PMDB possui seis ministérios, mais a Vice-Presidência, mas teria emplacado apenas 13 indicados, ou 8% do total daqueles que têm filiação partidária. Um pouco acima do PSB (6%), que controla Integração Nacional e Portos.

Mas pode haver pequenos ajustes nos números, já que a lista de filiados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é alimentada pelos partidos, o que pode dar margem a desatualizações ou incorreções. Além disso, os dados não incluem quadros do governo Lula que foram mantidos por Dilma _aqueles para os quais não houve em 2011 registro de exonerações ou nomeações no “Diário Oficial”. Segundo o TSE, 10% dos eleitores têm filiação partidária 13,9 milhões. O PMDB tem o maior número 2,3 milhões (16,7% do total). O PT vem logo atrás, com 1,4 milhão (10%).”

Leia a matéria completa aqui.

Dilma faz homenagem antecipada ao Dia da Mulher

“A presidenta Dilma Roussef fez hoje (7) uma homenagem antecipada ao Dia Internacional das Mulheres, que será comemorado amanhã (8). Em seu programa semanal Café com a Presidenta, ela comentou o aumento médio de 19,4% no benefício do Programa Bolsa Família e afirmou que sem a participação ativa das mulheres, a iniciativa não seria capaz de reduzir a pobreza no país.

Dilma destacou que dos 13 milhões de benefícios distribuídos anualmente, 93% são destinados a mães de família. “Com esse dinheiro, a mãe de família compra alimentos, compra os produtos de higiene e compra todos os produtos de primeira necessidade, inclusive material escolar. E aí gera renda também para o dono do mercadinho, da lojinha, da farmácia, fazendo então a roda da economia girar, gerando emprego e aumentando a riqueza de todos”, explicou.

De acordo com a presidenta, até o momento, os resultados proporcionados pelo programa na área de sáude incluem a queda da desnutrição infantil. Para ela, esse talvez seja o maior benefício do Bolsa Família. “Iimagino como é difícil para uma mãe ouvir um filho pedir comida e não ter para dar”, disse.

Na educação, os avanços incluem o aumento de crianças na escola, já que o abandono escolar é menor entre benefíciários. Manter os filhos na escola é uma das condicionalidades do programa para que a família receba a transferência de renda.”

(Agência Brasil)

Martinho da Vila é atração na folia de Fortaleza

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O cantor Martinho da Vila é a grande atração desta segunda-feira no Carnaval de Fortaleza. Ele vai se apresentar no Aterrinho da Praia de Iraceme, a partri das 22 horas. Antes, haverá atrações com o suingue do Fino Coletivo.

Já na terça-feira, Dia Internacional da Mulher, o palco é do grupo “Samba de Rainha”, com suas sete representantes da cena sambista de São Paulo; e da cantora Teresa Cristina, um dos nomes de maior projeção da retomada da efervescência do samba na Lapa carioca.

PMDB muda tática e evita confrontar Dilma

“Um mês e meio de confronto com a presidente da República por causa dos cargos nos ministérios e no segundo escalão foram suficientes para o PMDB mudar a sua forma de conviver com Dilma Rousseff. A partir de agora, a decisão dos peemedebistas é de não mais falar em cargos nas conversas com a presidente, pois é sabido que ela detesta o assunto.

Está prevista uma nova rodada de negociações em torno de nomes do PMDB depois do carnaval, quando serão definidos os postos em que deverão ser acomodados alguns dos derrotados, como o ex-ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), os ex-governadores José Maranhão (Paraíba), Iris Rezende (Goiás) e Orlando Pessutti (Paraná). Em nenhum momento, porém, a cúpula falará com a presidente. O interlocutor será o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

A Dilma o PMDB tem outro tipo de mensagem, a de que se convenceu de que é governo de fato e de direito e, com ela, quem conversa é o vice, Michel Temer, presidente licenciado da legenda. Qualquer queixa que o partido tiver, no máximo será levada a Temer, que decidirá se vai encaminhá-la à presidente. São dois os motivos que levaram o PMDB a se recolher, informam dirigentes da legenda. Em primeiro lugar, o partido percebeu que Dilma não se deixa pressionar por cargos. Ela sabe que os partidos têm direito a eles, na divisão dos pedaços do bolo para a base aliada. Mas quer que as coisas ocorram no devido tempo. E nos lugares apropriados.

Por exemplo: para as vice-presidências do Banco do Brasil e da Caixa não quer nomes de partidos, mas técnicos que entendam de assuntos financeiros. Não se importa se esses técnicos forem apadrinhados por alguma legenda. Assim, tanto Geddel quanto Iris e Maranhão, candidatos às vices dos bancos oficiais, dificilmente serão nomeados para algum cargo por lá. Palocci já avisou que outras vagas deverão ser encontradas para os candidatos.

Em segundo lugar, o PMDB decidiu ficar na moita para preservar o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Pressionado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que mandava na direção de Furnas Centrais Elétricas – e viu o comando da estatal fugir de suas mãos, por decisão da presidente -, Henrique Alves atritou-se não só com Dilma, mas também com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A ponto de dizer a Lobão que não aceitava a indicação de Flávio Decat para a presidência de Furnas.

Acontece que Henrique Alves é o nome do partido para ocupar a presidência da Câmara de 2013 a 2015, no sistema de rodízio com o PT. Se continuasse se desgastando por causa da disputa por cargos dos ministérios e do segundo escalão, não teria nenhuma condição se candidatar. Numa conversa com Temer, foi aconselhado a mudar de tática. Deu certo. Henrique Alves acabou por levar o PMDB da Câmara a dar os 77 votos a favor do salário mínimo de R$ 545, voltando a cair nas graças da presidente, com quem conversou descontraidamente na quarta-feira, num papo recheado por brincadeiras.”

(Agência Estado)

Acredite! Senado promete cortar despesas após o Carnaval

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Tasso integrou comissão que apurou excessos no Senado.

“Na volta do carnaval, parlamentares que compõem a Subcomissão de Reforma Administrativa do Senado prometem retomar o trabalho interrompido pelo período eleitoral para promover uma lipoaspiração nas contas da Casa. O Senado precisou contratar duas vezes a Fundação Getulio Vargas (FGV) para chegar à conclusão de que senadores em início de mandato — como o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que faz parte da subcomissão — já verificaram: o dinheiro público está indo para o ralo.

Só na coordenação de transportes existe uma média de 3,5 funcionários para cuidar de cada carro. A Casa tem 89 veículos que rodam a serviço dos 81 senadores e representantes da Mesa Diretora. Dos 310 funcionários do transporte, 232 são ligados diretamente ao Senado e 78 outros contratados por meio de empresa terceirizada a um custo de R$ 573 mil mensais. Ferraço afirma que a reforma administrativa é uma oportunidade para o Senado.

“Deu para perceber que precisamos cortar na carne. Fico com sentimento de que existe gordura a ser cortada. A ideia é que o nosso trabalho na subcomissão possa ser técnico. O senador Pedro Simon, que fez parte da antiga subcomissão, diz que tem mais gente no museu do Senado do que no Museu Nacional”, ressalta o parlamentar do Espírito Santo.

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que presidiu a última subcomissão de reforma administrativa, conta que as eleições “atropelaram” o trabalho do grupo e que, apesar do gigantismo das estruturas, havia projeto na Casa para ampliar a Polícia Legislativa para que os agentes prestassem serviço aos senadores nos estados. “Cada órgão é maior do que o outro. São gigantescos. É necessário avançar na reforma. A polícia que eles queriam fazer é uma Polícia Federal. Se eu me sentisse ameaçado em Pernambuco, ligaria e eles mandariam policiais aqui”, conta Jarbas Vasconcelos.

Ronda

Se a comparação da Polícia Legislativa do Senado com a Polícia Federal parece exagerada, os números do DF ajudam a mensurar as falhas na administração da Casa. De acordo com relatório produzido pelo ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) na subcomissão extinta no fim do ano passado, 427 funcionários atuam no policiamento e segurança do Senado. O número corresponde a 20% do efetivo da Polícia Militar em atividade durante um turno da ronda ostensiva diária do DF.

Além de gastar cerca de R$ 50 milhões por ano com despesas de saúde, pagas por meio de convênios do plano da Casa com instituições médicas, o Senado mantém estrutura de 124 profissionais entre enfermeiros, médicos e dentistas para atendimentos nas dependências do Legislativo. A manutenção da estrutura de um pequeno hospital na folha de pagamento do Senado é questionada pelo relatório.

“Criado para atender a emergências, em um tempo em que Brasília carecia de infraestrutura médica, acabou por transformar-se em um pequeno hospital que presta serviços concorrentes aos do Sistema Único de Saúde. Será que os planos de Saúde disponíveis na Casa não seriam suficientes para atender adequadamente aos servidores e Senadores? Não seria lógico que o Serviço Médico voltasse a ser uma unidade de atendimento de emergências e de Medicina do Trabalho, sendo capaz de fazer o encaminhamento rápido e com segurança dos enfermos e acidentados a hospitais por eles escolhidos?”

Responsável pela impressão de um diário de quatro páginas e outras oito publicações sem periodicidade definida, a Gráfica do Senado abriga 627 funcionários, entre eles 11 responsáveis apenas pelo trabalho tipográfico, arte secular que perdeu espaço depois do advento dos computadores. Na lista das profissões improváveis que ainda figuram na folha da Casa também está a figura do artesão. Admitidos durante a década de 1980, 148 funcionários do setor de “artesanato” estão hoje distribuídos em outras funções no Senado.

Na projeção de cortes que a subcomissão indicou no fim da última legislatura estão a redução em 30% dos contratos de mão de obra terceirizada, o enxugamento de 18% nos cargos em comissões (cairiam de 1.499 para 1.219) e o fim de 856 funções comissionadas.”

(Correio Braziliense Online)

Cientistas desenvolvem exame de sangue para prever síndrome de D

“Mulheres gestantes poderão dentro em breve fazer um exame de sangue, em lugar de submeter-se a exames invasivos arriscados, para prever a probabilidade de seu bebê ter síndrome de Down, disseram cientistas no domingo.

Em um estudo publicado no periódico Nature Medicine, pesquisadores do Chipre disseram que um teste com 40 gestantes usando o exame, no qual é analisado o sangue da mãe para detectar diferenças de DNA entre a mãe e o feto, mostrou que o exame previu com precisão os fetos que tinham risco de apresentar a síndrome.

Philippos Patsalis, diretor médico do Instituto Chipre de Neurologia e Genética, que comandou o estudo, disse que os resultados são “muito instigantes” e que agora o experimento precisa ser testado em um estudo maior com cerca de mil gestações, mas que pode levar a mudanças em práticas clínicas dentro de dois anos.

“Acreditamos que poderemos modificar este exame, tornando-o muito mais fácil e simples, e então teremos algo para ser introduzido na prática clínica,” disse Patsalis à Reuters em Nicósia.

A síndrome de Down é um disturbio genético e ocorre em um de cada 700 bebês nascidos vivos em todo o mundo.”

(Globo)