Blog do Eliomar

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PDT convida ACM Neto

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“Deputado mais votado na Bahia, o ex-líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), anda irritado com as brigas entre o grupo do atual presidente da legenda, Rodrigo Maia (RJ), e do seu antecessor, Jorge Bornhausen (SC).

Nas suas conversas reservadas, tem admitido até mudar de legenda. E já recebeu convites. O PDT  mandou avisar que está braços abertos.”

(Poder Online)

Dilma passa o Natal em Porto Alegre

“Após visitar o vice-presidente José Alencar e participar de uma cerimônia com catadores de lixo ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, a presidente eleita Dilma Rousseff foi para Porto Alegre, onde passará o Natal com a família.

Ela chegou à capital gaúcha na noite desta quinta-feira (22). Na cidade moram sua filha, Paula, seu neto, Gabriel, nascido no meio da campanha eleitoral, e seu segundo ex-marido, Carlos Araújo.

De acordo com a assessoria de imprensa da equipe de transição de governo, a previsão de volta de Dilma a Brasília é segunda-feira (27). Na semana que vem ela se dedicará aos preparativos para sua cerimônia de posse como presidente, que acontece no próximo sábado (1º).

(R7.com)

Morre Orestes Quercia, ex-governador de São Paulo

“O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, morreu na manhã desta sexta-feira, 24, aos 72 anos. Quércia estava internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde tratava de um câncer na próstata.

No início de setembro, ele recebeu o diagnóstico do tumor de próstata, que havia sido tratado há mais de dez anos. Dias depois, o peemedebista desistiu de sua candidatura ao Senado para tratar a doença.

Quércia foi o 28° governador do estado de São Paulo e um dos fundadores do PMDB, tendo-o presidido entre 24 de março de 1991 e 26 de abril de 1993. O ex-governador era formado em Jornalismo, Direito e Administração de Empresas.”

(Com Agências e O POVO Online)

Datafolha – Cid é o segundo melhor governador do País

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“Reeleito com o maior percentual de votos válidos (82,84%) nas eleições, o pernambucano Eduardo Campos (PSB) é o governador mais bem avaliado do país, aponta pesquisa Datafolha realizada em oito Estados e no Distrito Federal. Segundo o instituto, a nota média atribuída a Campos foi 8,4. É a maior nota obtida por ele desde novembro de 2007. Na rodada anterior, em julho, ele marcou 7,7. O pernambucano também alcançou a maior taxa de aprovação (ótimo e bom), com 80%. Em julho, esse índice era de 62%. O ranking usa como critério a nota média do governador em escala de zero a dez. O critério de desempate é o índice de popularidade, que avalia percentuais de aprovação e reprovação.

Em segundo lugar na lista aparece outro governador reeleito, no primeiro turno, pelo PSB, o cearense Cid Gomes. Ele conquistou 61,27% dos votos nas eleições.
Gomes teve nota média de 7,6 e aprovação de 65%.

O terceiro colocado é o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), também reeleito. Ele teve nota 7,3 e aprovação de 60% dos baianos. Sucessor de Aécio Neves (PSDB) em Minas Gerais, o tucano Antonio Anastasia inicia novo mandato com nota 7,1 -era 6,2.

Sérgio Cabral (PMDB), no Rio de Janeiro, teve nota 6,8. Antes de iniciar a campanha para renovar o mandato, marcava 6,3. A pesquisa foi feita de 17 a 19 de novembro, com 11.281 eleitores, em 421 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

DE SAÍDA

Outros quatro governadores que entregam o cargo no final do mês também foram avaliados. Todos eles tiveram oscilações positivas em suas notas.

A nota de Orlando Pessuti (PMDB), do Paraná, foi 6,4 -era 6,3 na anterior.
O PMDB deixará de administrar o Estado após oito anos da gestão de Roberto Requião, eleito senador. Em seguida, aparece o tucano Alberto Goldman, com 5,8, com discreta melhora em relação à anterior -5,7.

Substituto de José Serra (PSDB), que perdeu a disputa à Presidência, Goldman negocia nos bastidores um cargo na futura gestão de Geraldo Alckmin (PSDB).
Em São Paulo e no Paraná, houve alto percentual de eleitores que disseram não saber avaliar as gestões: 29% e 28%, respectivamente.

A penúltima colocação ficou com a gaúcha Yeda Crusius (PSDB), nota 5,1, que teve o maior índice de rejeição da lista: 31%, superior, inclusive aos 29% de aprovação. Yeda não se reelegeu.
No rodapé do ranking está Rogério Rosso (PMDB), do Distrito Federal, que assumiu o cargo após turbulenta crise que derrubou o governo José Roberto Arruda (ex-DEM). A nota dele foi 4,9.”

(Folha Online)

Aeroviários derrubam liminar da Justiça federal

“O Sindicato Nacional dos Aeroviários conseguiu derrubar, no fim da noite de [ontem], a liminar da Justiça Federal do Distrito Federal que proibia a paralisação até dia 10 de janeiro e impunha uma multa de R$ 3 milhões em caso de descumprimento.

– Quando soubemos da decição da Justiça, mudamos nossa estratégia. Entramos na Justiça por volta das 16h e conseguimos paralisar 162 pessoas que trabalhavam na pista do Galeão – disse Selma Balbino, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários.

A decisão da Justiça Federal não anula a do Tribunal Superior do Trabalho, que mantém a proibição da greve até 2 de janeiro e a determinação de que ao menos 80% do efetivo das empresas devem comparecer aos aeroportos no período das festas de fim de ano.

Selma afirmou ainda que entre 24 e 26 de dezembro, os sindicalistas darão uma trégua aos passageiros e que as negociações com o sindicato patronal serão retomadas na segunda-feira.”

 (O Globo)

O último pronunciamento de Lula à Nação

“Em tom emocional, o presidente Lula abusou do ufanismo no último pronunciamento à nação, ontem à noite, quando se despediu da população brasileira, a uma semana de passar o cargo para Dilma Rousseff.

Num balanço do governo, ele listou programas e obras. Pediu apoio da população a Dilma e disse ser simbólica a transmissão da faixa do primeiro operário para a primeira mulher presidente brasileira.

— Saio do governo para viver a vida das ruas. Homem do povo que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta — afirmou Lula.

Criticou os antecessores, afirmando ter livrado o Brasil da maldição elitista.

— Se governamos bem, foi principalmente porque conseguimos nos livrar da maldição elitista que fazia com que dirigentes políticos deste país governassem apenas para um terço da população e se esquecessem da maioria do seu povo, que parecia condenada à miséria e ao abandono eternos. Mostramos que é possível e necessário governar para todos — disse.

Em tom emocional, Lula pediu que não perguntem sobre seu futuro, mas sobre o futuro do Brasil, porque a população brasileira lhe deu “um grande presente”. E apela para que os brasileiros acreditem no futuro do país, pois há “motivos de sobra para isso”. Lula coloca-se como exemplo a ser seguido.

— Minha felicidade estará sempre ligada à felicidade do meu povo. Onde houver um brasileiro sofrendo, quero estar espiritualmente ao seu lado. Onde houver uma mãe e um pai com desesperança, quero que minha lembrança lhes traga um pouco de conforto. Onde houver um jovem que queira sonhar grande, peço-lhe que olhe a minha história e veja que na vida nada é impossível — afirmou.

E encerrou:

— Vivi no coração do povo e nele quero continuar vivendo até o último dos meus dias. Mais do que nunca, sou um homem de uma causa só e esta causa se chama Brasil.

Para Lula, no fim de seus dois mandatos, os brasileiros acreditam mais em si e no país, sendo uma conquista coletiva. Segundo Lula, seu mérito foi ter “semeado sonho e esperança”.

— Meu sonho e minha esperança vêm das profundezas da alma popular, do berço pobre que tive e da certeza de que, com luta, coragem e trabalho, a gente supera qualquer dificuldade. Quando uma pessoa do povo consegue vencer as dificuldades gigantescas que a vida lhe impõe, nada mais consegue aniquilar o seu sonho.

Lula disse que o governo petista afugentou “a onda de fracasso que pairava sobre o país” e que governou como “um brasileiro comum”, que tinha de superar dores, vencer preconceitos e não poderia fracassar.”

 (Globo)

Jobim: Não é momento para tirar avião civil do Ministério da Defesa

“O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quinta-feira que a aviação civil continuará sendo coordenada pela sua pasta por enquanto, porque a presidente eleita, Dilma Rousseff, entende que esse não é o momento ideal para mudar. Ele reafirmou, no entanto, que, em algum momento, isso acontecerá.

Jobim afirmou recentemente que o governo federal estuda criar uma Secretaria Nacional da Aviação Civil, nos moldes da Secretaria dos Portos, que é vinculada à Presidência da República e tem status de ministério.

“A presidente entende que deve fazer isso, mas que não é o momento ideal, por causa da situação em que nos encontramos. Mas, em algum momento, a aviação civil se deslocará do Ministério da Defesa e irá para outro local a ser definido pela presidenta”, afirmou Jobim.

O ministro disse ainda que áreas que estão fora do Ministério da Defesa, como o Sistema Nacional de Defesa Civil e o Sistema de Vigilância da Amazônia, serão, com o tempo, incorporadas à sua pasta.

Ele também classificou como positiva a suspensão da greve dos aeroviários e aeronautas. O ministro disse que, durante as negociações salariais da categoria, faltou capacidade de diálogo das empresas aéreas, o que poderia ter evitado a mobilização pela greve. A decisão de suspender a greve foi tomada depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% dos trabalhadores do setor mantenham-se em atividade até 2 de janeiro de 2011.

Segundo o ministro, independentemente da greve, os passageiros deverão enfrentar algum desconforto nos aeroportos neste verão devido ao grande fluxo de pessoas que procuram viagens aéreas no período.”

(Portal Terra)

Lula fará seu último pronunciamento à Nação nesta quinta-feira

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“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará nesta quinta-feira seu último pronunciamento à nação e, além de apresentar um balanço de sua gestão, pedirá à população que apoie a sucessora Dilma Rousseff. Lula, que deixa o cargo em 1º de janeiro após dois mandatos, exaltará que sua origem popular o ajudou a fazer um governo que atendesse todas as camadas da população.

“Mostramos que é possível e necessário governar para todos, e quando isso acontece é um ganho para o país,” discursará Lula, em rede nacional de rádio e TV, segundo relato de um assessor à Reuters.

Numa aparição por volta das 20h, com duração de pouco mais de dez minutos, o presidente fará um depoimento carregado de emoção, e pedirá aos brasileiros que não o questionem sobre seu futuro, mas se questionem sobre o futuro do país.

Lula dirá à nação que sua trajetória de vida — um operário pobre, com pouco estudo, que chegou à Presidência da República — serve para que todos possam alimentar seus sonhos e se superar. O pronunciamento foi gravado na segunda-feira, pouco antes de ele se reunir com a comissão executiva do PT.

O presidente apresentará tabelas e estatísticas para falar dos avanços do governo, listará obras como a transposição do Rio São Francisco, as futuras hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, que estão sendo construídas no leito do Rio Madeira, e voltará a dizer que o Brasil conquistou seu “passaporte para o futuro” com a descoberta do pré-sal.

Lula repetirá que seu governo não se preocupou apenas com a elite e que agiu pensando em todos os brasileiros. Apenas Dilma será citada nominalmente pelo presidente, e ele dirá que a sucessora tem “competência” para governar o Brasil e é a pessoa “que mais do que ninguém conhece o que foi feito no Brasil”.

“Agora, estamos provando ao mundo e a nós mesmos que o Brasil tem um encontro marcado com o sucesso”, discursará Lula em tom ufanista.”

(Folha Online)

"Paulistério" predomina na equipe de Dilma

“No governo Dilma Rousseff, a Esplanada dos Ministérios terá forte presença paulista, confirmando o apelido de “paulistério”. Dos 37 ministérios, nove serão ocupados por paulistas e dos mais importantes, como a Casa Civil, o Ministério da Fazenda, a Saúde, a Educação, a Agricultura, a Justiça e o Planejamento.

O Rio terá quatro representantes no Ministério de Dilma: Luiz Sérgio (Relações Institucionais), Ana de Hollanda (Cultura), Moreira Franco (Assuntos Estratégicos) e Carlos Lupi (Trabalho). Ainda há mais dois ministros cariocas, mas cujas indicações não estão ligadas à divisão de forças entre os estados: Antônio Patriota (Relações Exteriores) e Helena Chagas (Comunicação Social).

O Nordeste, onde Dilma teve 10 milhões de votos a mais que o adversário José Serra, também está bem representado. Bahia e Rio Grande do Sul terão cinco ministérios cada um. O Maranhão ficará com duas pastas: Pedro Novais (Turismo) e Edison Lobão (Minas e Energia), ambos ligados ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Os estados de Sergipe, Amazonas, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Santa Catarina, Pernambuco, Ceará e Distrito Federal terão um representante no primeiro escalão.

Embora Lula tenha dito que a futura equipe ministerial terá a cara de Dilma, pelo menos 16 ministros serviram ao atual governo — 43,2% das 37 pastas. Desses, oito foram mantidos no cargo a pedido de Lula ou por indicação partidária: Guido Mantega (Fazenda), Fernando Haddad (Educação), Jorge Hage (Controladoria-Geral da União), Nelson Jobim (Defesa), Wagner Rossi (Agricultura), Orlando Silva (Esporte), Carlos Lupi (Trabalho) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União). 

Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) apenas mudarão de pasta a partir de 1 de janeiro. Paulo Bernardo vai para o Ministério das Comunicações, e Padilha para a Saúde. Considerado coringa entre os aliados de Dilma, Paulo Bernardo quase foi para a Casa Civil, mas acabou deslocado para as Comunicações, onde cuidará da implantação do Plano Nacional de Banda Larga.

O deputado Antonio Palocci, que deixou o Ministério da Fazenda em março de 2006, sob acusação de ter violado o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, volta ao poder para comandar a Casa Civil — pasta responsável pela gerência do governo e que tem forte influência na definição das políticas públicas. Os senadores Alfredo Nascimento (PR-AM) e Edison Lobão (PMDB-MA), que deixaram a Esplanada em março para disputar as eleições de outubro, voltam para os mesmos cargos que ocuparam no governo Lula: Transportes e Minas e Energia, respectivamente.

Os petistas Gilberto Carvalho, Miriam Belchior e Tereza Campello, auxiliares de Lula no Palácio do Planalto, passarão para o primeiro escalão. Amigo de Lula há mais de 30 anos e seu fiel seguidor, Gilberto, atual chefe de gabinete da Presidência, assumirá a Secretaria Geral. Além de atuar como um conselheiro da presidente eleita, Gilberto vai fazer a ponte com o PT. Miriam vai para o Planejamento, e Tereza para o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Ao fechar a formação de sua equipe, Dilma não conseguiu cumprir a meta de ter um terço das pastas ocupadas por mulheres. Serão nove mulheres numa equipe de 37. Ou seja, um quarto do Ministério. O PT ficará com quase a metade dos ministérios: 17. O partido do vice Michel Temer, terá seis pastas, sendo que a Defesa não é considerada da quota partidária, embora Jobim seja filiado ao PMDB. PSB terá dois ministérios e PR, PP, PDT e PCdoB, um cada. Oito ministros não têm filiação partidária.”

 (O Globo)

Cid dança, mas um cearense ocupará cargo na pasta da Saúde

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“O deputado federal Ciro Gomes (PSB) dançou no desejo de ocupar o Ministério da Saúde, mas há um cearense que conseguiu furar o cerco e deverá responder por uma das secretarias dessa pasta: Odorico Monteiro. Ele já arruma gavetas para deixar a presidência do Instituto Centec.

Odorico informou para os amigos próximos ter sido convidado por seu “amigo pessoal” e contemporâneo do movimento estudantil nacional Alexandre Padilha, escolhido por Dilma como titular da pasta. Na próxima semana, Odorico seguirá para Brasília, onde vai se engajar à equipe de transição no âmbito desse ministério.

Bom lembrar: Odorico foi pioneiro na implantação do Programa Saúde da Família no País, quando secretário da Saúde de Quixadá.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Greve no setor aéreo está suspensa até o dia 7

A greve dos trabalhadores do setor aéreo (aeronautas e aeroviários), programada para ter início na madrugada desta quinta-feira, foi suspensa até o dia 7 de janeiro, após uma decisão da Justiça Federal que impôs multa de R$ 3 milhões por dia para os trabalhadores da categoria que optassem por aderir ao movimento. Segundo Uébio José da Silva, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores do Transporte Aéreo, a decisão determina que seja mantido 90% do efetivo das categorias em atividade entre os dias 23 de dezembro e 7 de janeiro e, por isso, “não haverá qualquer movimentação ou paralisação” até a data estabelecida.

“Está suspenso qualquer movimento de greve até o dia 7 de janeiro em solidariedade a população e em respeito a decisão judicial”, disse ele. Na decisão da Justiça Federal, o juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª vara, afirmou que os trabalhadores estariam sendo “oportunistas” caso optassem pela greve na semana do Natal.

Outra decisão na Justiça, dessa vez da Delegacia Regional do Trabalho do Distrito Federal, também determinou que 90% do efetivo das categorias permanecesse em atividade entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro, estabelecendo uma multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
 
O presidente da Federação disse ainda que as empresas mantiveram a oferta de aumento salarial de 6,5%, enquanto as categorias reivindicam um aumento entre 13% e 15%, mas que houve uma “abertura para conversa” com as empresas TAM e Gol.”

(Folha Online)

EM FORTALEZA, o Aeroporto Internacional Pinto Martins operou sem problemas. Alguns voos atrasaram cerca de 30 minutos na madrugada, o que foi considerado normal pelo pessoal das empresas, alegando movimento das férias. Voos procedentes de Manaus atrasaram cerca de uma hora em razão da chuva.

Empresário cearense agraciado com comenda pernambucana

Disraeli Ponte (D) com Silvio Jacó (EMN)

O empresário Disraeli Ponte, controlador da Easy Air Táxi Aéreo, está entre as personalidades que, nesta quinta-feira, em Olinda (PE), receberão das mãos do governador Eduardo Campos, a Ordem do Mérito Guararapes.

Disraeli receberá a comenda no grau de Grão-Mestre por ter apoiado, com aeronaves, o Governo de Pernambuco durante as enchentes registradas neste ano naquele Estado. Isso durante a Operação Resgate.

Turismo – Brasileiros gastaram mais de R$ 1 bi em viagens internacionais

“Aumento da renda, ascensão social e dólar favorável levaram a conta de viagens internacionais a mais um recorde. No mês passado, brasileiros pagaram US$ 1,51 bilhão em passeios e compras no exterior, novo recorde para os meses de novembro. Em 2011, a tendência deve ganhar ainda mais força e o déficit de viagens deve atingir o patamar de US$ 12 bilhões, o maior desde o início da série histórica em 1947.

Brasileiros nunca gastaram tanto no exterior. No mês passado, a conta somou valor 54% maior se comparado a igual mês de 2009, quando o Brasil já havia saído da crise e apresentava recuperação da economia em velocidade acima do observado na média mundial. “A renda do brasileiro continua crescendo, há novos viajantes internacionais graças à ascensão social e o dólar favorece ainda mais esse quadro”, explica o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes.

Enquanto as despesas cresceram 54%, as receitas obtidas com viajantes estrangeiros no Brasil aumentaram apenas 20%, para US$ 560 milhões. Ou seja, o ritmo de crescimento da despesa de brasileiros é muito maior que da receita obtida com estrangeiros. Assim, o saldo negativo da conta de viagens cresceu 86% na comparação anual e somou US$ 955 milhões no mês passado, também recorde para novembro.

Para 2011, a trajetória vai continuar e a expectativa é que o déficit de viagens internacionais seja 14,3% maior que o observado em 2010 – ano em que o BC prevê saldo negativo de US$ 10,5 bilhões.”

(Agência Estado)

Saga cearense

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Com o título “Saga cearense”, eis artigo do jornalista Merval Pereira que saiu na edição desta quarta-feira do O Globo:

A saga de Ciro Gomes continua se revelando uma das mais patéticas da política nacional. De político renovador que acabou com as oligarquias cearenses, tornou-se símbolo de sua própria oligarquia, e acabou dando a volta ao mundo para acabar novamente em Sobral, que já teve seu irmão como prefeito e terá um representante seu no Ministério do primeiro governo Dilma, com o patrocínio político de seu grupo cearense.

De quase presidente eleito em 2002, Ciro Gomes está prestes a tornar-se um político sem mandato e sem apoio político de seu próprio partido, o PSB, que entrou em polvorosa quando a presidente eleita o convidou pessoalmente para assumir o Ministério da Integração Nacional.

A começar pelo presidente e principal líder do PSB, o governador reeleito em Pernambuco, Eduardo Campos, houve reação de todos os lados contra sua indicação. Campos tinha um candidato pessoal ao Ministério e não abriu mão para Ciro.

O PMDB fez questão de revelar seu descontentamento com a volta de Ciro ao primeiro plano do governo do qual se sente sócio.

O vice-presidente eleito, Michel Temer, que Ciro chamou de comandante de um agrupamento sem escrúpulos, mandou seu recado: como ministro, Ciro lhe deveria obediência hierárquica, e teria que ter “contenção verbal”.

Ciro ficou conhecido pela virulência de sua fala, o que lhe valeu o apelido de “língua de aluguel” do governo, especialmente quando se referia ao tucano José Serra.

Na eleição presidencial de 2002, houve um momento da campanha em que o então candidato do PPS, Ciro Gomes, apareceu na frente de Lula.

O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, dizia que sua situação era tão confortável que, se Ciro tivesse viajado com a mulher, Patrícia Pillar, e desaparecido da campanha, poderia ter sido eleito.

Em vez disso, prosseguiu na campanha e, entusiasmado pela aprovação popular que colhia naquele momento, deixou-se perder pela boca, o que, aliás, tornou-se seu hábito.

Xingou de burro um eleitor que o questionava num programa de rádio, fez comentários machistas em relação a Patrícia Pillar e se perdeu completamente, não conseguindo nem mesmo ir para o segundo turno.

Nunca ninguém foi tão humilhado publicamente quanto Ciro Gomes na campanha eleitoral deste ano, impedido de apresentar sua candidatura à Presidência da República pelo próprio Lula, que o induziu ao erro ao sugerir que transferisse seu título eleitoral para São Paulo a fim de disputar o governo daquele estado.

Não conseguiu apoio do PSB, que tinha o empresário Paulo Skaf como candidato, um dos maiores absurdos políticos de nossa história recente, foi bombardeado pelo PT, e acabou não podendo nem mesmo ser candidato a deputado federal.

Vendo o cerco contra sua candidatura à Presidência na eleição deste ano se apertar, Ciro voltou a usar sua língua ferina, dessa vez contra o próprio governo.

Disse que Lula “viajou na maionese”, e estava enganado pensando que era Deus e que tudo podia.

Disse que Serra era mais preparado para exercer a Presidência da República do que Dilma.

Caiu em desgraça junto ao PT, ao PMDB e ao próprio PSB, cujo presidente Eduardo Campos conspirou com Lula para inviabilizar a candidatura de Ciro.

A relação conflituosa de Ciro com Lula levou até mesmo a que ele rompesse com seu maior aliado político no Ceará, o senador Tasso Jereissati, que já abandonara o candidato tucano José Serra para apoiá-lo em 2002.

Pois Ciro traiu o acordo branco que tinha com Tasso no Ceará para tentar se aproximar mais de Lula, mas não teve a contrapartida.

O que Lula queria era uma disputa polarizada entre Dilma e Serra, ou entre PT e PSDB, ou, melhor ainda, entre ele e Fernando Henrique.

E Ciro insistia em quebrar essa polarização, alegando que era melhor para os governistas que houvesse mais candidaturas.

Lula mostrou-se certo, do ponto de vista de seu interesse pessoal, na estratégia, tanto que foi a presença de Marina Silva pelo PV que impediu que a disputa se resolvesse já no primeiro turno.

Mas, naquele momento, registrei aqui na coluna que o que menos importava era o que pensa ou diz o deputado Ciro Gomes. “Goste-se ou não da maneira como o deputado federal Ciro Gomes faz política, uma coisa é certa: sua desistência forçada à disputa da Presidência da República é um golpe na democracia”, escrevi então.

Considerava, e ainda considero, que a interferência frontal do presidente Lula para inviabilizar uma candidatura em benefício da que escolhera era uma agressão do ponto de vista democrático à livre escolha do eleitor.

Conchavos de gabinete com o objetivo de transformar em plebiscito uma eleição em dois turnos, concebida justamente para dar ao candidato eleito a garantia de apoio da maioria do eleitorado, reduziram o sentido da eleição. Ciro foi de diversos partidos, inclusive da Arena no tempo da ditadura, mas teve sucesso político no PSDB, pelo qual chegou a ser ministro da Fazenda na transição do governo Itamar Franco. Foi chamado às pressas para apagar um incêndio que ameaçava a candidatura presidencial de Fernando Henrique Cardoso.

O então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, foi flagrado com o microfone aberto em um programa de televisão dizendo coisas como “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”. Ciro Gomes era um jovem político de sucesso que governava o Ceará, e foi uma grande solução política para o momento.

Esse período serviu também para que se tornasse adversário ferrenho tanto do ex-presidente quanto de José Serra, a quem, pela gana que tem, deve atribuir uma atuação decisiva para que não tenha continuado ministro da Fazenda. Na ocasião, o presidente eleito Fernando Henrique Cardoso ofereceu-lhe o posto de Ministro da Saúde, que Ciro recusou, considerando uma ofensa a oferta.

Anos depois, José Serra, derrotado na disputa para a Prefeitura de São Paulo, ocupou o Ministério da Saúde e alavancou sua carreira política, tornando-se candidato a presidente em 2002.

Até hoje medidas adotadas no ministério, como os genéricos, lhe rendem uma visibilidade política importante. Pois, ironicamente, Ciro hoje tinha como seu sonho de consumo assumir o Ministério da Saúde no governo Dilma, o que lhe foi negado liminarmente.

Unilab encerra inscrições nesta 4ª feira

Chega ao fim, nesta quarta-feira, o período de inscrições ao processo seletivo para ingresso nos cursos de graduação da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), sediada em Redenção, no Ceará. Podem concorrer estudantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. As inscrições devem ser apresentadas nas missões diplomáticas brasileiras naqueles países e o processo seletivo será realizado sob a coordenação da Pró-Reitoria de Graduação da Unilab.
 
Estão sendo oferecidas 180 vagas distribuídas entre os cursos de Agronomia (bacharelado), Administração Pública (bacharelado), Ciências da Natureza e Matemática (licenciatura), Enfermagem (bacharelado) e Engenharia de Energias (bacharelado). As vagas serão distribuídas de forma equitativa entre os seis países, cabendo um máximo de 30 vagas por país ou seis por curso. Caso não sejam preenchidas as vagas disponibilizadas para um ou mais países, elas serão remanejadas para outro em que haja candidatos aprovados.
 
De acordo com o Edital nº 1-Unilab/2010, o candidato interessado em ingressar na universidade em 2011 deve seguir os seguintes procedimentos: preencher o formulário de inscrição, a declaração de compromisso, e redigir uma Carta de Motivação. Além desses documentos, deve apresentar o passaporte, vias originais do histórico escolar com a relação das disciplinas cursadas e notas obtidas durante todos os anos do Ensino Médio, além do certificado de conclusão do Ensino Médio realizado em seu país ou em outro, que não seja o Brasil; certidão de nascimento; original de atestado de saúde física e mental com no mínimo 90 dias de expedido e providenciar documentação que comprove meios de subsistência.
 
No ato da inscrição, que é gratuita, o candidato poderá optar por dois cursos de graduação, mas somente concorrerá ao curso da Opção 2 caso as vagas para este não tenham sido preenchidas por candidatos de Opção 1. Quando da divulgação dos resultados, será anunciado o período, local e horário de matrícula dos classificados.

SERVIÇO

* O edital completo, com todas as informações sobre o processo seletivo, pode ser acessado no site www.unilab.ufc.br.

Ciro é aguardado da Europa para conversa com Dilma

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) é aguardado, nesta quarta-feira, no Brasil. Ciro, com o filho Yuri, passou alguns dias na Europa, distante das negociações políticas em torno do novo ministério da presidente eleita Dima Rousseff. 

Ciro não quis ocupar nenhuma pasta, mas seu correligionário, o prefeito de Sobral, Leônidas Cristino, deve ficar na Secretaria Especial dos Portos, hoje tendo como titular o também cirista Pedro Brito. Deve conversar com Dilma, tendo ao lado o irmão, o governador Cid Gomes, que continua em Brasília.

Pois é, Ciro retorna da Europa, mas seus pés continuaram em Sobral. Pelo menos até agora.