Blog do Eliomar

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Danilo Forte, relator da MP dos Hospitais Universitários, discute modelo de gestão com UFC

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“O Hospital da Universidade Federal do Ceará (UFC), Walter Cantídio, vai receber, amanhã, visita do reitor da instituição, Jesualdo Farias, e do deputado federal Danilo Forte (PMDB-CE), relator da medida provisória (520/2010) que cria uma empresa pública para administrar as unidades hospitalares de todo o País.

Enviada pelo então presidente Lula ao Congresso Nacional, a MP 520 cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A., que será vinculada ao Ministério da Educação (MEC). A empresa vai facilitar a contratação dos funcionários das unidades hospitalares, mantendo, contudo, sua direção sob a tutela da universidade.

Os profissionais serão regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), e não mais pelo regime próprio dos servidores públicos. A entidade poderá contratar os trabalhadores através de análise de currículo.

Segundo Forte, a empresa vai retirar a “burocracia” das contratações via concurso público. “Para fazer concurso, a universidade depende de autorização do Ministério do Planejamento. Já a empresa terá um suporte financeiro para facilitar a contratação”, alegou.

Jesualdo apoia a criação da empresa, mas defende a autonomia da universidade quanto à administração do hospital. “Ainda há muitas definições sobre essa empresa, como o estatuto”, pondera. Segundo ele, o hospital conta, por mês, com apenas R$ 800 mil para pagar os cerca de 100 servidores temporários, já contratados pela CLT. “Eles continuarão a ser seletistas, mas funcionários públicos”, alegou. Na quarta, Jesulado vai a Brasília discutir o projeto com demais reitores federais.

O POVO tentou ouvir a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Ceará (SINTUFCe). Na tarde e noite de ontem, contudo, os celulares de dois diretores da entidade estavam desligados.

(O POVO)

TSE – Eleitor faltoso tem até 14 de abril para regularizar situação

O lembrete é do Tribunal Superior Eleitoral: O eleitor que faltou nas três últimas eleições tem até o dia 14 de abril para regularizar a situação e evitar o cancelamento do título. A resolução do TSE que estabelece o prazo foi publicada na edição da última quinta-feira “Diário da Justiça”.

Segundo o tribunal, a partir do dia 9 de fevereiro, os eleitores poderão consultar a lista com os títulos que irão ser cancelados se não houver regularização. Já o dia 2 de maio marca o início do cancelamento dos títulos dos eleitores que não ajustaram sua situação. No dia 6 de maio, estarão disponíveis as relações contendo os nomes e os números de inscrição daqueles pendentes com a justiça eleitoral.

ISENÇÃO 

O TSE baixou resolução que isenta do cancelamento os eleitores que são portadores de deficiência física. Também os eleitores de 16 a 18 anos e com mais de 70 anos não precisam regulariza faltas. 

PUNIÇÕES

Segundo o TSE, o eleitor com o título cancelado não poderá tirar passaporte ou documento de identidade, receber salários se trabalhar para o poder público e obter certos tipos de empréstimos e inscrições. Também não poderá assumir um emprego público, se matricular em um estabelecimento de ensino público e conseguir documentos em repartições diplomáticas.

Dilma convida dois executivos de banco para comandar aviação civil

“A presidente Dilma Rousseff escolheu executivos de bancos para comandar a remodelação do setor brasileiro de aviação civil, chave para o país, que organizará a Copa-14 e, dois anos depois, os Jogos Olímpicos. Ela convidou o presidente do Banco Safra, Rossano Maranhão, para ser ministro da Secretaria de Aviação Civil.

Ele havia sido sondado anteriormente para dirigir a Infraero. Diante da recusa, Dilma chamou o diretor de Liquidação do Banco Central, Gustavo Matos do Vale, para chefiar a estatal que administra os aeroportos do país. Os dois convidados ainda não deram resposta definitiva. Têm, primeiro, que se desvencilhar das atuais atribuições. Mas Dilma já disse a eles que quer mudanças rápidas e deu carta branca para montagem de equipe -com a ressalva de que prefere “técnicos” nos cargos.

O governo calcula que terá de investir R$ 5,5 bilhões nos aeroportos que servirão as 12 sedes da Copa. A Infraero, que terá seu capital aberto, deixará de responder ao Ministério da Defesa. Passará ao guarda-chuva da futura secretaria -assim como a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A nova estrutura deverá ser sacramentada por meio de medida provisória -mais provavelmente em março, depois do Carnaval.

O governo decidiu adotar um sistema misto de gestão. Além da abertura de capital da Infraero, a reformulação prevê que terminais e até aeroportos passarão às mãos da iniciativa privada. Dois dos principais aeroportos do Brasil (Guarulhos e Viracopos, em São Paulo) estarão no pacote. TAM e Gol já manifestaram ao governo o interesse de construir e operar as novas alas. Durante o governo Lula, o ministro Nelson Jobim (Defesa) chegou a defender que as administrações de todos os aeroportos fossem concedidas à iniciativa privada.

A ideia foi rejeitada por Lula e pela então ministra Dilma (Casa Civil). Ambos temiam o rótulo de privatizantes. Dilma dizia preferir apenas abrir o capital da Infraero, para que esta captasse recursos e aumentasse a capacidade de investimentos. Ex-presidente do Banco do Brasil, Rossano Maranhão já havia recusado um convite para a Infraero no auge na crise área de 2007, oferta feita por Lula.”

(Folha.com)

Câmara terá que decidir sobre posse de suplentes de deputados

“A Câmara dos Deputados terá que decidir, nos próximos dias, se acata ou não a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a posse de suplentes de deputados. Na última sexta-feira (4), o STF, em liminares, decidiu que no caso de afastamento de deputado titular deve assumir a vaga o primeiro suplente do partido do titular do cargo e não o primeiro suplente da coligação a qual pertence.

As liminares foram concedidas aos suplentes Humberto Souto (PPS-MG) e Carlos Victor da Rocha Mendes (PSB-RJ), que reivindicam os mandatos deixados pelos titulares Alexandre Silveira (PPS-MG) e Alexandre Cardoso (PSB-RJ), que se afastaram da Câmara para assumirem secretarias nos governos dos seus estados.

Para as vagas deixadas, a Câmara empossou os suplentes da coligação Jairo Ataíde (DEM-MG) e Dr. Carlos Alberto (PMN-RJ), respectivamente. No entanto, a decisão do STF é no sentido de que tomem posse os primeiros suplentes dos partidos e não das coligações, ou seja, Humberto Souto e Carlos Victor da Rocha.

A decisão do STF deverá ser encaminhada à Câmara no início dessa semana para então ser cumprida. Mas o cumprimento ou não da decisão seguirá alguns trâmites regimentais. Ao receber o comunicado, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), o encaminhará ao 2º vice-presidente e corregedor da Casa, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), para receber um parecer da Corregedoria.

Caberá ao corregedor notificar os empossados, que terão cinco dias para apresentarem suas defesas. Depois disso, o corregedor apresentará o seu parecer à Mesa Diretora da Câmara, que dará a palavra final, se acata ou não a decisão do STF. Pela Constituição, o deputado só perde o mandato por decisão do plenário ou da Mesa da Câmara.

Segundo o secretário-geral da Mesa da Câmara, Mozart Vianna, em uma primeira decisão do STF determinando que a posse deveria ser dada ao suplente do partido e não da coligação, a Câmara acatou a decisão e empossou o primeiro suplente do partido em substituição ao suplente da coligação, que já havia sido empossado.

À época, o então corregedor deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) apresentou seu parecer favorável à posse do suplente do partido do titular do mandato, mas recomendou que a Câmara continuasse seguindo a tradição de empossar os suplentes das coligações até que o STF decida sobre o mérito da matéria. O parecer do corregedor foi aprovado por unanimidade dos integrantes da então Mesa Diretora da Câmara.

Caberá agora à nova Mesa Diretora e ao novo corregedor tomarem uma posição sobre a decisão do STF nas ações apresentadas pelos suplentes Humberto Souto e Carlos Victor da Rocha. Qualquer que seja a decisão sobre esses dois casos, novas ações deverão ser apresentadas ao Supremo por suplentes de deputados que vão reivindicar suas posses alegando que o mandato pertence ao partido e não à coligação partidária.

A expectativa é que cerca de 40 deputados se afastem dos cargos para assumirem postos nos executivos federal e estaduais. Desses, 28 já se afastaram e em seus lugares tomaram posses os mais votados das coligações. A maioria pertence ao partido do titular do mandato. Mas há casos em que o suplente empossado é de outro partido. Por exemplo, no lugar do ministro do Turismo, deputado Pedro Novais (PMDB-MA), assumiu o suplente Davi Alves Silva Júnior, do PR. No lugar do ministro das Cidades, deputado Mário Negromonte (PP-BA), assumiu o primeiro suplente da coligação o ex-pugilista Acelino Popó, que é do PRB.”

(Agência Brasil)

Ciro trava queda de braço com Eduardo Campos, mas diz que não sai do PSB

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“Ministro do governo Lula e candidato à Presidência em 2002, Ciro Gomes trava uma queda de braço contra o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. No controle da máquina partidária, Campos indicou o ministro Fernando Bezerra para a Integração Nacional, pasta ocupada por Ciro durante a gestão de Lula.

O governador também derrotou Ciro na disputa pela liderança do partido na Câmara dos Deputados. Ciro defendeu a escolha de Gabriel Chalita (SP), mas quem levou foi Ana Arraes, mãe de Campos.

A negociação incluiu uma conversa dura entre Campos e Ciro. Segundo integrantes do PSB, Campos alegou que uma das regras do partido é a exigência de que o líder não seja um novato da Casa. Enquanto aliados de Ciro reclamam da asfixia imposta pelo partido, o comando do PSB alega que trabalhou para que fosse prestigiado.

Um exemplo seria sua indicação para a coordenação da campanha da hoje presidente Dilma Rousseff. Mas Ciro nem compareceu à posse da petista. O mal-estar alimentou rumores de que Ciro pretenda deixar o PSB. Procurado pela Folha, ele negou a intenção.”

(Folha Online)

Millôr Fernandes está internado

“O desenhista, escritor, dramaturgo e humorista Millôr Fernandes está internado na Clínica São Vicente na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Os familiares do escritor preferiram não divulgar boletim médico sobre o estado de saúde de Fernandes, nem as razões de sua internação.

Marcos D´Paula/AE

Marcos D´Paula/AE

Aos 87 anos, Millôr é um profícuo divulgador de seus trabalhos pela internet

Carioca do Méier, subúrbio da zona norte do Rio, e um dos fundadores do jornal “O Pasquim” Fernandes aos 87 anos é um profícuo divulgador de seus trabalhos pela internet, tendo lançado site próprio em 2000. Aderiu ao Twitter, e possui quase 285 mil seguidores.

Bancada do PT na Câmara debaterá ação política com ministros

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“A bancada do PT na Câmara reúne-se nesta segunda e terça-feira, em seminário, para discutir questões políticas e de organização. De acordo com o líder do partido, deputado Paulo Teixeira (SP), o encontro servirá para balizar a atuação da bancada. Segundo ele, “o PT terá papel fundamental na sustentação do governo e na continuidade e aprofundamento do projeto do partido e de aliados em implementação desde 2003”.

O seminário será aberto nesta segunda-feira, às 14 horas, pelo presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), que vai falar sobre as perspectivas e desafios da nova legislatura. Depois de Maia, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais), falarão com os petistas sobre a conjuntura brasileira e os desafios para o Brasil continuar mudando.

No dia seguinte, os deputados voltam a se reunir para tratar de questões da bancada, matérias prioritárias para votação da pauta legislativa como reforma política e tributária, questões trabalhistas, salário mínimo e a proposta de emenda à Constituição que acaba com o trabalho escravo.”

(Agência Brasil)

Na primeira semana do Congresso, apagão, salário mínimo e Olimpíadas

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“A primeira semana de trabalho dos novos congressistas tende a ser marcada pelas discussões sobre o salário mínimo, o apagão no Nordeste e duas medidas provisórias para as Olimpíadas do Rio em 2016.

A MP 516/10, que aumentou o valor do salário mínimo para R$ 540, ainda não começou a tramitar na Câmara, mas as discussões entre o governo e as centrais, que apóiam a presidente Dilma Rousseff, não chegam a consenso. Na semana passada, sobraram reclamações do deputado Paulinho da Força (PDT-SP), após encontro com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Carlos Lupi (Trabalho). As centrais e os deputados que a representam defendem um salário mínimo de R$ 580. Mas o governo federal só aceita elevar o valor para R$ 545. Esta semana haverá uma nova rodada de articulações nos bastidores.

Depois do apagão de quinta-feira (3), que deixou mais de 30 milhões de nordestinos sem luz, a oposição ensaiou suas primeiras críticas e pretende pedir explicações formais ao governo. A presidente Dilma cobrou uma resposta rápida dos seus ministros sobre o blecaute de energia. E, a partir de terça-feira (8), um novo ingrediente aparece no plenário do Senado, a MP 501/10.

A medida provisória aumenta em R$ 90 bilhões o limite para o BNDES financiar o setor elétrico com subvenções do governo. O valor passa de R$ 44 bilhões para R$ 134 bilhões. A MP ainda beneficia produtos destinados à exportação e cria um fundo contra inadimplência de estudantes financiados com o Fies, o antigo crédito educativo. A MP tranca a pauta do Senado.

A pauta da Câmara está trancada por dez medidas provisórias.  Às 14h30 de terça-feira (8), a reunião dos líderes na Presidência vai definir os temas prioritários. As primeiras MPs têm a ver com as Olimpíadas e o esporte em geral.

A MP 502/10 cria dois tipos de bolsa-atleta, uma para as categoria de base e outra aos atletas incluídos entre os 20 melhores do ranking mundial em cada esporte. Já a MP 503/10 confirma protocolo de intenções assinado entre a União, o governo estadual do Rio de Janeiro e a prefeitura da cidade para criar a Autoridade Pública Olímpica (APO). Esse órgão vai coordenar as ações governamentais dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Veja as outras MPs na pauta da Câmara

*Embrapa no Exterior – MP 504/10. Permite ao governo criar escritórios da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no exterior.

* Capitalização da Petrobras – MP 505/10. Autoriza a União a emprestar R$ 30 bilhões para o BNDES para comprar ações da Petrobras. O crédito foi feito com títulos públicos colocados em favor do banco.

*Crédito agrícola – MP 506/10. Concede crédito extraordinário de R$ 210 milhões ao Ministério do Desenvolvimento Agrário para pagar o garantia-safra a agricultores familiares do semiárido nordestino.

* Dossiês da Receita – MP 507/10. Pune com demissão o servidor público que usar indevidamente seu direito de acesso restrito a informações protegidas por sigilo fiscal. A medida é uma resposta aos dossiês feitos com vazamentos de informações de líderes do PSDB, o que tumultuou a campanha eleitoral do ano passado.

*Transporte escolar – MP 508/10. Concede crédito extraordinário de R$ 968 milhões ao Ministério da Educação para reforço aos programas nacionais de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) e de Alimentação Escolar (Pnae).

*Franquias dos Correios – MP 509/10. As licitações podem esperar um pouco mais. A MP prorroga até 11 de junho de 2011 o prazo para as franquias dos Correios serem concedidas por concorrência pública.

*Tributação de consórcios – MP 510/10. Exige das empresas reunidas em consórcio solidariedade tributária no pagamento dos tributos federais relacionados ao empreendimento.

*Trem de alta velocidade – MP 511/10. Autoriza a União a garantir um empréstimo de até R$ 20 bilhões, por meio do BNDES, ao consórcio vencedor da licitação  para construir o Trem de Alta Velocidade (TAV).

*Incentivos fiscais – MP 512/10. Dá incentivos fiscais à indústria automobilística instalada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste se vinculados a projetos com novos investimentos e pesquisa.

*Habitação – MP 513/10. Autoriza o Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS) a assumir os direitos e obrigações do seguro habitacional do antigo Sistema Financeiro da Habitação.

*Minha Casa Minha Vida – MP 514/10. Permite a atividade comercial em conjuntos habitacionais destinados a famílias de baixa renda.

(Congresso em Foco)

No Fórum Social Mundial, Inácio Arruda representará o Senado

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O senador Inácio Arruda (PCdoB) embarca, nesta noite de domingo, para Dacar, no Senegal, para mais uma edição do Fórum Social Mundial, onde participar de três paineis do Fórum de Autoridades Locais, dentro do Fórum Social Mundial. Segundo o parlamentar, um debate sobre a situação política mundial, com foco nos problemas da América Latina e África, e uma mesa redonda sobre o tema “Reforma Urbana e Estatuto da Cidade”. Inácio viaja representando o Senado.

O XI Fórum Social Mundial tem como tema central “As Crises do Sistema e das Civilizações”, voltando a ser discutir a idéia de que “um outro mundo é possível”. O evento terá a presença do ex-presidente Lula.

Conforme Inácio, neste evento, não faltará debate principalmente em torno da “virada histórica” no mundo árabe, onde “a política dos EUA foi atropelada pelo povo”, disse. Ele lembra que os líderes conservadores dos EUA e Europa sempre defenderam Mubarak e sua política ditatorial no Egito.

Dilma freia nomeações até Congresso votar novo salário mínimo

“Na mesma estratégia usada pelo Planalto para assegurar tranquilidade na votação da presidência da Câmara, o adiamento das nomeações do segundo escalão federal será usada para permitir que o Congresso aprove um valor do salário mínimo compatível com a meta do governo. A definição do valor é o principal teste da fidelidade da base aliada que a presidente Dilma enfrentará neste início de governo.

Enquanto as centrais sindicais exigem R$ 580,00, Dilma insiste no valor de R$ 545,00. O governo, entretanto, conhece a tradição dos parlamentares de sempre adicionarem um percentual ao valor sugerido pelo Executivo. O governo aceita discutir com o Congresso um reajuste para R$ 550,00. Anteontem, reunião do governo com as centrais não resultou em acordo.

Sindicalistas ameaçaram radicalizar a negociação e, com isso, o problema deve se transferir para o Congresso. Além do empenho dos ministros da articulação política, Dilma tem alertado aliados sobre a responsabilidade de conter um valor que desequilibre as contas públicas. Ela avisou que o governo tem pressa no envio e na aprovação do reajuste. A medida também evita que o desgaste das negociações se prolongue. O plano é enviar ainda nesta semana a proposta ao Congresso.

DISPUTA

Nos últimos dias, a presidente se reuniu com líderes do PMDB para discutir as nomeações para o setor elétrico, área pela qual tem uma atenção especial. Dilma escolheu para presidir a Eletrobras o ex-dirigente da Cemig José da Costa Carvalho Neto. Na Eletronorte, apesar de o PT tentar emplacar o irmão do ministro Antonio Palocci (Casa Civil), Adhemar Palocci – que é diretor da estatal -, o nome mais provável é o de José Antônio Muniz, que deixaria o comando da Eletrobras. Ele é ligado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Os problemas com o PMDB se agravaram nas últimas semanas com denúncias contra a gestão de Furnas, dirigida por nomes ligados ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Dilma escolheu o novo presidente da estatal. Há outros partidos que esperam ser atendidos com as nomeações do segundo escalão, entre eles, o PT.

A Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco) é disputada pelo PSB e pelo PT. O PC do B também está descontente com a iminente escolha do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para chefiar a Autoridade Pública Olímpica. Amanhã e terça-feira, em reunião das bancadas do PT no Congresso, deputados e senadores serão avisados de que precisam defender a proposta do Planalto.”

(Folha.com)

O quadro da Segurança Pública de São Paulo vale para o restante do País?

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Eis artigo assinao por Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. Intitulado “A falência da Segurança Pública”, expõe o quadro real do setor em todo o País. Um artigo que aqui no Ceará, com certeza, algum líder sindical da área policial, assinaria. Confira:

A reportagem especial do programa Fantástico, exibida no último domingo pela TV Globo, reforçou o flagrante descaso da Administração Pública com as delegacias brasileiras e também com os profissionais da Polícia Civil. Presos enjaulados, cenário de abandono e falta d e polícias é a realidade infeliz deste País.

O Sistema penitenciário beira a falência. É o verdadeiro caos. Não é por menos que virou motivo de preocupação do Conselho Nacional de Justiça, que trabalha há anos em mutirões carcerários para tentar amenizar as injustiças Brasil a fora.

Nós delegados também nos sentimos enjaulados e injustiçados pelo Sistema. Em 2008, o estado de São Paulo assistiu à maior greve da história da Polícia Civil (59 dias) com direito a conflito de Polícias Militares com Civis – um verdadeiro cenário de guerra. A reivindicação só teve fim com as promessas do Governo de melhoria salarial e de condições de trabalho, até hoje não cumpridas. Do último concurso para Delegado de Polícia, promovido em 2009, cerca de 40% dos delegados aprovados já migraram para outro estado em busca de salários dignos.

Existem, no estado, diversas delegacias à margem da tecnologia. Uma das principais ferramentas para investigações, a internet, não faz parte da realidade das delegacias que, para não prejudicarem os trabalhos, levam equipamentos de casa. Por isso, o descontentamento é crescente.

Os delegados de Polícia de São Paulo (o estado mais rico do País) têm a pior remuneração. O salário é menor que estados carentes como Piauí, Maranhão e Ceará. Esses profissionais também convivem com a realidade de dar suporte para 31% dos municípios do estado que não contam com delegados titulares. Como se não bastasse ainda enfrentam uma crise de plantões do Decap e do Demacro.

O Decap é o departamento que gerencia todas as delegacias da capital paulista, enquanto o Demacro responde pelas delegacias dos municípios que tangem a Grande São Paulo, como o ABC, Mogi das Cruzes, entre outros. Na teoria, os dois departamentos, e suas seccionais subordinadas, deveriam organizar cinco equipes de delegados plantonistas por delegacia, casando horários e cargas de serviço. Na prática, a situação é diferente.

Registro, ainda, que o estado de tensão que se estabeleceu na classe se deve pela falta de diálogo do Governo de São Paulo, que anos a fio promete melhorias estruturais nunca vistas pela Polícia Civil.

Uma das nossas principais reivindicações é a aprovação do Projeto de Reestruturação, que tramita há mais de 10 anos sem qualquer solução. Em São Paulo, atualmente são 14 carreiras. O projeto prevê a redução para sete carreiras policiais, o que poderá oxigenar e melhorar a estrutura da Polícia Civil. Contudo, a falta de diálogo construtivo com o Governo, que visa à reorganização, reestruturação e reengenharia da Polícia Civil — instituição que progressivamente vem sendo desprovida de investimentos, inclusive, no aspecto humano, definha-se dia-a-dia.

Estamos estarrecidos com a sensação de desamparo e nos sentimos impotentes para atender a população da maneira que merece.

*Marilda Personato Pinheiro é Presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP).

VAMOS NÓS – E aí, viu alguma diferença com o que ocorre por aqui? Ou exageramos?

FHC analisa a herança "braba" e Dilma"

Eis artigo do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que está no O Globo deste domingo. O título é “Tempo de muda”. FHC comenta a herança “braba” que Dilma teria recebido de Lula e dela mesmo. Confira:

É hora de a oposição falar forte e esquecer as questões pequenas Novo ano, nova presidente, novo Congresso atuando no Brasil de sempre, com seus êxitos, suas lacunas e suas aspirações.

Tempo de muda, palavra que no dicionário se refere à troca de animais cansados por outros mais bem dispostos, ou de plantas que dos vasos em viveiro vão florescer em terra firme.

A presidente tem um estilo diferente do antecessor, não necessariamente porque tenha o propósito de contrastar, mas porque seu jeito é outro. Mais discreta, com menos loquacidade retórica. Mais afeita aos números, parece ter percebido, mesmo sem proclamar, que recebeu uma herança braba de seu patrono e de si mesma.

Nem bem assume e seus porta-vozes econômicos já têm que apelar às mágicas antigas (quanto foi malfalado o doutor Delfim que nadava de braçada nos arabescos contábeis para esconder o que todos sabiam!) porque a situação fiscal se agravou. Até os mercados, que só descobrem estas coisas quando está tudo por um fio, perceberam. Mesmo os “velhos bobos ortodoxos do FMI”, no linguajar descontraído do ministro da Fazenda, viram que algo anda mal.

Seja no reconhecimento mal disfarçado da necessidade de um ajuste fiscal, seja no alerta quanto ao cheiro de fumaça na compra a toque de caixa dos jatos franceses, seja nas tiradas sobre os até pouco tempo esquecidos “direitos humanos”, há sinais de mudança.

Os pelegos aliados do governo que enfiem a viola no saco, pois os déficits deverão falar mais alto do que as benesses que solidarizaram as centrais sindicais com o governo Lula.

Aos novos sinais se contrapõem os amores antigos: Belo Monte há de vir à luz com cesariana, esquecendo as preocupações com o meio ambiente e com o cumprimento dos requisitos legais; as alianças com os partidos da “governabilidade” continuarão a custar caro no Congresso e nos ministérios, sem falar no “segundo escalão”, cujas joias mais vistosas, como Furnas (está longe de ser a única) já são objeto de ameaças de rapto e retaliação.

(Compilamos do Blog do Noblat)

* Leia a íntegra do artigo em Tempo de muda

Fernando Henrique Cardoso é sociólogo e ex-presidente da República

Fernandinho Beira-Mar está na cadeia de segurança máxima de Mossoró

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“O traficante Luís Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e outros cinco detentos, foram transferidos no último sábado (05) do presídio federal de Catanduvas, no Paraná, para o Rio Grande do Norte.

Beira-mar e os outros cinco presos foram levados para a penitenciária de Mossoró em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) fretado pela Polícia Federal. A transferência faz parte de um sistema de rodízio aplicado ao traficante desde 2006.

A unidade de Mossoró é uma das cinco penitenciárias federais do Brasil e a única no Nordeste. O presídio, que tem capacidade para abrigar 208 homens e área coberta de 13 mil metros quadrados, fica localizado no Complexo Mário Negócio, a cerca de 15 quilômetros do centro da cidade de Mossoró.”

(Agência Estado)

Maria do Rosário confere o Forum Munidal Social onde Lula é estrela

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), integra a comitiva do Governo Federal que participa, neste domngo, da abertura oficial do Fórum Social Mundial (FSM) de 2011 em Dacar, no Senegal (África). A equipe será liderada pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República. As atividades do FSM 2011 se estendem até a próxima sexta-feira (11). Entre 40 a 50 mil ativistas de todo o mundo são aguardados neste ano, que será dedicado “às crises do capitalismo e das civilizações”.

Uma série de compromissos dentro do evento integram a agenda da ministra, entre eles um debate com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre “África no contexto geopolítico mundial”, encontro do governo brasileiro com lideranças sociais mundiais, e o Fórum de Teologia e libertação sobre o tema Direitos Humanos, tradições religiosas e políticas de Estado.

Segundo Maria do Rosário, o FSM é um importante momento de debates e troca de experiências. “A presidenta Dilma determinou que as políticas de direitos humanos são uma prioridade brasileira. Nesse sentido, é essencial que estejamos debatendo com os demais países do mundo as formas de atuação para garantia de direitos fundamentais e enfrentamento das violações”, afirmou.

(Com SDHPR)

Aécio Neves não é candidato natural em 2014, diz senador paulista

“Com a disputa pelo controle do PSDB fervendo nos bastidores, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) defende a presença do ex-governador José Serra na direção do partido e afirma que “não” há candidatura natural à Presidência da República.

“Não, tem de ser construída. Tem muitos nomes que podem vir a ser. Alckmin, acho eu, o próprio Serra”, disse o senador, ao ser indagado se o colega Aécio Neves (MG) é o candidato natural do PSDB em 2014.

Aloysio criticou a coleta de assinaturas para reconduzir Sérgio Guerra à presidência da sigla, promovida há dez dias durante eleição para líder do PSDB na Câmara. “É um método odioso para qualquer tipo de indicação partidária, ainda mais para o presidente nacional do partido.”

(Agência Estado)

Chico Anísio volta a respirar por aparelhos

“A melhora no estado de saúde de Francisco Anísio Paula Filho, o Chico Anysio, teve [ontem], sábado, 5, uma pequena regressão, segundo boletim médico do Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. Ele “voltou a fazer uso de suporte mecânico para respirar”, diz o informativo.

Ele teve febre durante está madrugada, e teve que ser medicado com antibióticos. Anysio permanece internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI).

Chico Anysio chegou ao hospital no dia 2 de dezembro do ano passado, com um quadro de falta de ar. Após avaliação inicial, foi detectada obstrução da artéria coronariana, e o doente foi submetido a angioplastia, procedimento que desobstrui as artérias.

Durante o período pós-operatório, o paciente apresentou novo quadro de falta de ar, tendo sido diagnosticado um tamponamento cardíaco, que acontece quando o sangue se acumula entre as membranas que envolvem o coração (pericárdio).”

(Estadão.com)

Secretário do Tesouro dos EUA visita o Brasil

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, desembarca em São Paulo nesta noite de domingo. Na segunda-feira, ele terá encontro com líderes empresariais na Fundação Getulio Vargas (FGV) e, em seguida, embarcará para Brasília, onde terá reuniões com a presidenta Dilma Rousseff e ministros.

Timothy Geithner tratará com Dilma e com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Exteriores, Antonio Patriota, sobre uma pauta de negociações para a visita oficial que o presidente dos EUA, Barack Obama, fará ao Brasil no próximo mês.

A embaixada norte-americana divulgou que o secretário do Tesouro (cargo equivalente ao de ministro da Fazenda no Brasil) deve ressaltar a importância da cooperação econômica e financeira entre os dois países. Na pauta também a discussão de questões bilaterais e de objetivos comuns do G-20, além do esforço conjunto para retomada da Rodada de Doha, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

(Com Embaixada e Agências)