Blog do Eliomar

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Anac convoca empresas aéreas para discutir esquema de voos no fim do ano

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Da Agência Brasil

“Por causa do grande movimento nos aeroportos durante o fim de ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se reúne amanhã (22) com os representantes das companhias aéreas, diretores da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e técnicos da Receita Federal.

O encontro é para tratar do esquema que será montado nos terminais aéreos para evitar os transtornos causados pelo aumento de passageiros em função do período de férias nesta época do ano, segundo informou a assessoria de imprensa do órgão.

A reunião começa às 11h na sede regional da Anac, no Rio de Janeiro. Após o encontro, às 12h30, a presidente da agência, Solange Paiva Vieira, vai falar sobre o que foi decidido.

Na última quinta-feira (18), no Panamá, o presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), Giovanni Bisignani, criticou a infraestrutura aeroportuária brasileira, classificando-a de “inadequada” para atender a grandes eventos, como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Durante um fórum promovido pela Associação de Transporte Aéreo da América Latina e Caribe (Alta), Bisignani mencionou que 13 dos 20 principais aeroportos brasileiros já operam no limite da capacidade e que nada estaria sendo feito para resolver o problema.”

(Agência Brasil)

Dez MPs trancam pauta da Câmara

“Os últimos dias de atividade legislativa do Congresso devem mesmo continuar concentrados na análise de medidas provisórias e na votação do Orçamento da União do ano que vem. Na Câmara, a pauta de votações desta semana está trancada por 10 medidas provisórias – duas delas sobre o processo de capitalização da Petrobras (MPs 500/10 e 505/10). Assim, demandas de entidades de classe e setores da sociedade, como a PEC 300, que fixa piso salarial para policiais e bombeiros (confira a íntegra), e a Emenda 29, que obriga União e demais entes federativos a destinar mais recursos para a saúde, devem esperar até o ano que vem para serem aprovadas.Leia tudo sobre a PEC 300

Uma das prioridades do governo, a MP 500/10 permite que a União utilize o Fundo Soberano do Brasil (FSB) na capitalização de estatais com ações à venda. Editada em julho, o fundo foi aplicado, no mesmo mês, no lançamento de ações do Bando do Brasil. Bem como em setembro, quando foi usado na compra de 3% das ações da Petrobras. Já a MP 505/10 autoriza o Tesouro Nacional a emprestar até R$ 30 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para quitar ações adquiridas da petrolífera.Confira as demais MPs pautadas para votação em plenário, mas consideradas secundárias pelo governo Produção nacional

Mas o primeiro item da pauta é a MP 495/10, que define preferência em qualquer licitação executada no âmbito da administração pública para produtos e serviços nacionais cujos preços superem em até 25% os importados. O índice variará por setor e terá como base de cálculo estudos técnicos do governo considerando geração de emprego e renda per capita, desenvolvimento tecnológico e aumento da arrecadação de impostos.

Também está entre os itens prioritários do Plenário da Câmara o substitutivo do Senado para o Projeto de Lei 5940/09, originário do Executivo. Tramitando em regime de urgência (prioridade sobre algumas matérias, segundo critérios regimentais), o texto dos senadores estabelece a compensação dos prejuízos de estados e municípios produtores de petróleo devido às novas regras de distribuição de recursos com base no rateio dos fundos de participação dos municípios e estados (FPM e FPE), previstos na Constituição.

Originalmente, o PL 5940/09 apenas criava o Fundo Social do Pré-sal, reserva de recursos provenientes das atividades de exploração do minério a ser utilizada em investimentos sociais, educação e saúde pública. Além da regulamentação dos contratos de partilha de produção, o Senado incorporou ao projeto de lei as novas de distribuição de royalties (Projeto de Lei 5938/09).

Por sua vez, a MP 501/10 pretende facilitar a concessão do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), substituindo-se o fiador exigido por um sistema que garante a quitação do empréstimo em caso de inadimplência. A medida trata do Fundo de Garantia e Operações de Crédito Educativo, criado por decreto do Executivo, que custeará 80% do financiamento para cursos de licenciatura para o aluno com renda familiar mensal de até um salário mínimo (R$ 510) e meio. Também terá direito ao benefício o bolsista parcial do Prouni (Programa Universidade para Todos).

Outra matéria de interesse pautada para esta semana é a MP 502/10, que cria dois tipos de incentivo financeiro para atletas: a Bolsa Atleta de Base, que concede R$ 370 mensais para esportistas iniciantes; e a Bolsa Atleta Pódio, que pode render até R$ 15 mil, mensalmente, para atletas profissionais de alto rendimento com chances de medalha, desde que estejam entre os 20 mais bem ranqueados no cenário mundial. A MP tem como meta o estímulo e a preparação de atletas para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.”

(Congresso em Foco)

Réveillon de Fortaleza custará R$ 4,5 milhões

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Vai custar R$ 4,5 milhões o Réveillon da Paz, que a Prefeitura de Fortaleza promoverá no aterro praia de Iracema. Confirma o secretário-adjunto do Turismo de Fortaleza, Francisco Moacir. As atrações já estão definidas: Caetano Veloso, Orquestra Sanfônica, Martinália, Bateria da Mangueira e Biquini Cavadão.

Outra novidade: haverá réveillon no Conjunto Ceará e em Messejana, com direito a atrações nacionais. No primeiro, Araketu; em Messejana, Netinho.

Segundo Moacir, o Réveillon da Paz já se consolidou nacionalmente e deverá contribuir para uma ocupação de 100% dos leitos da hotelaria de Fortaleza, o que tem divulgado a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih).

Mudança de Lula mobilizará 11 caminhões

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“Além de dar suporte aos planos internacionais do presidente, o Instituto Lula terá a missão de zelar por um acervo de 1,4 milhão de presentes recebidos nos últimos oito anos. A bagagem é organizada pelo Departamento de Documentação Histórica do Planalto e será transportada em 11 caminhões, às custas do governo. O volume inclui 355 mil cartas, 287 mil e-mails e 8.000 quadros e peças de artesanato, além de presentes mais criativos, que divertem os servidores do Palácio do Planalto.

No mês passado, Lula ganhou de uma fã duas batedeiras – uma para uso próprio e outra para a primeira-dama Marisa Letícia, segundo carta que acompanhou o embrulho. Um aposentado já deu um torno mecânico semelhante ao que decepou um dedo do presidente, mas mudou de ideia e pediu o presente de volta. O governo não identifica os autores de cada presente. Entre as lembranças mais comuns, estão bolas, uniformes de futebol e cuias de chimarrão. Até inaugurar o instituto, Lula terá que alugar um galpão para guardar tudo. Desta vez, por sua conta.”

(Folha.com)

Queda na receita ameaça obras e 13º nos Estados. Ceará escapa

“Um erro de cálculo do governo federal ameaça o caixa de Estados e municípios neste último ano do governo Lula e pode criar pressão adicional sobre a equipe da presidente eleita, Dilma Rousseff. Em alguns casos, a receita de Estados e municípios pode ser insuficiente até para o 13º do funcionalismo. A saída tem sido cortar investimentos e interromper obras, principalmente as voltadas para infraestrutura.

Depois de cinco reestimativas, a área econômica avalia hoje que os repasses da União para as unidades da Federação neste ano ficarão R$ 8,6 bilhões abaixo da previsão feita em agosto de 2009 – e base para os orçamentos elaborados por governadores e prefeitos. Na sexta-feira, um documento oficial estimou que os repasses fecharão o ano em R$ 104,7 bilhões. No Orçamento proposto pelo governo Lula e aprovado pelo Congresso, o valor era de R$ 113,3 bilhões – em uma média mensal de R$ 9,4 bilhões. É como se os Estados e municípios tivessem de viver os 12 meses do ano com o orçamento de 11, sem saber inicialmente que isso ocorreria.

A frustração com a receita afeta principalmente as regiões Norte e Nordeste, mais dependentes de verbas federais (veja quadro), e cerca de três quartos dos municípios. Nessas prefeituras, as receitas próprias são insuficientes para cobrir os gastos com pessoal, custeio administrativo e investimentos. Previsível em anos eleitorais, o aumento do gasto foi encorajado pelo otimismo da Fazenda com a recuperação da arrecadação em 2010, após a crise do ano passado.

Embora todas as receitas tenham de fato crescido, o Imposto de Renda e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), cuja arrecadação é repartida com os Estados e municípios, ficaram longe do imaginado. Os dois impostos formam o FPE (Fundo de Participação dos Estados), o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e o fundo destinado aos Estados exportadores, segundo a Constituição.

O problema acrescenta um conflito em potencial entre o novo governo, governadores e prefeitos, em uma agenda já ocupada pelos lobbies para uma renegociação de dívidas e pela volta da CPMF. Em resposta à Folha, o Tesouro não comentou a frustração dos Estados com a receita. Mas afirmou que, em 2010, o repasse de recursos até outubro foi de R$ 38,7 bilhões, 7,1% superior ao do mesmo período em 2009.

Perdas levam governos a reduzir investimentos
Os governos que mais dependem do Fundo de Participação dos Estados na composição de sua receita dizem que a diminuição dos repasses os obriga a cortar gastos, reduzir investimentos e até a paralisar obras. Todos os Estados ouvidos pela Folha afirmam, porém, que a folha de pagamento não foi prejudicada. No Maranhão, segundo a secretária-adjunta do Planejamento, Rita Santos, várias obras estão paradas, entre elas a construção de escolas. Para que a folha de pagamento do Estado e o 13º salário não fossem atingidos, houve também ajuste nos gastos de manutenção dos órgãos estaduais.

No Piauí, de acordo com o secretário da Fazenda, Antônio Silvano Alencar de Almeida, também foram feitos cortes em diárias, combustíveis, locação de veículos e contratação de terceiros. Segundo ele, os investimentos foram afetados. “A gente gostaria de fazer estrada, energia elétrica, e não tem o mesmo ritmo. É a mesma coisa da casa da gente: quando tá apertado a gente tira o lazer e vai cortando.”

No Acre, o governo estima que os cortes no FPE atingiram R$ 400 milhões nos últimos quatro anos -sendo R$ 200 milhões só em 2010. Segundo a Secretaria do Planejamento, a redução fez com que o governo tivesse que diminuir o reajuste salarial para o funcionalismo e comprometeu investimentos, uma vez que o FPE representa 52% da receita. Em Alagoas, o secretário da Fazenda, Maurício Toledo, disse que a perda de recursos foi sentida em várias áreas, como educação.

Instituto Lula buscará verba no exterior

Após deixar o poder, o presidente Lula planeja pedir recursos a organismos internacionais, como o Banco Mundial, para financiar ações de seu futuro instituto na África e na América Latina. Ele deseja envolver a ONG em grandes projetos de infraestrutura, que dependerão de ajuda externa para sair do papel. A ideia é fomentar o desenvolvimento de países pobres em setores como transporte e energia. O presidente tem dito a auxiliares que o Instituto Lula não se limitará a coordenar estudos e formular políticas públicas, como se discutiu inicialmente. Isso significa que a entidade terá pouco a ver com o antigo Instituto Cidadania, que ele comandou antes de assumir o governo.

“Lula pegou gosto pelo papel de empreendedor e vai usar o instituto para dar continuidade a isso. Ele quer acompanhar obras, aproximar os governos do setor privado”, conta um ministro que acompanha os debates. No front interno, emissários do presidente já conversam com empreiteiras em busca de doações para erguer a sede da ONG, em São Paulo. Parte dessas empresas pode se beneficiar dos projetos no exterior.

Apontado como responsável por captar dinheiro, o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, disse via assessoria que a entidade ainda “não está formalmente constituída nem tem sede alugada”. Também citado, o ex-ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), copresidente da Brasil Foods, não quis falar. Segundo aliados, Lula já descartou a primeira opção de sede que lhe foi oferecida, um prédio próximo ao Ibirapuera, e busca em sigilo um terreno para construir.

Em público, o presidente não faz referência a planos que envolvam grandes obras ou financiamento internacional. Só afirma que vai exportar experiências bem-sucedidas na área social e “andar muito pelo Brasil”. Ele tem dividido seus projetos em três frentes: ajudar países pobres, acelerar a integração da América Latina e auxiliar a sucessora, Dilma Rousseff, a aprovar a prometida reforma política.”

(Folha Online)

POR AQUI, a Secretaria da Fazenda do Estado não terá problemas para cumprir o pagamento da última parcela do 13º salário dos servidores. Já o governador Cid Gomes (PSB), que está com uma boa poupança para investir em obras, estará nesta terça-feira em audiência com a cúpula do Banco Mundial, em Brasília. Vai apresentar resultados dos projetos financiados por essa Instituição, com direito a pedir novos aportes.

"Meu nome é Dieese!"

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O Ceará foi o terceiro estado niordestino a implantar um Escritório Regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Isso em 1985, quando entidades sindicais se mobilizaram para instalar a entidade, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT). 
Os 25 anos do Escritório Regional do Dieese no Ceará foram comemorados durante sessão especial na Assembleia Legislativa, no últuimo dia 18.

Na ocasião, uma homenagem especial ao economista Alberto Teixeira, que trouxe o Dieese para a Capital cearense e ainda se constituiu como seu primeiro economista.

Alberto, pessoa do bem e nome dos mais respeitados no Estado, contribuiu, sem sobra de dúvidas, para que o organismo se transformasse hoje num importante centro de referência e produção de conhecimento. E desse trabalho dele, nasceram outras iniciativas de relevância como, por exem plo, a Escola de Formação de Governantes, hoje atuando na Casa de José de Alencar.

Grupo J. Macedo muda comando

O atual presidente do Grupo J. Macêdo, Amarílio Macêdo, vai deixar o cargo para assumir o Conselho de Administração da empresa. Em seu lugar, tomará posse o argentino Enrique Ussher, ex-presidente da Motorola no Brasil, conforme O POVO confirmou com uma fonte ligada à empresa. O anúncio oficial deve ser feito por meio de nota nesta segunda-feira.

O rearranjo administrativo leva à presidência um profissional sem o sobrenome Macêdo, que fundou o grupo em 1939. Por outro lado, dá a Amarílio a oportunidade de capitanear o Conselho Administrativo, considerado o “Cérebro” dos negócios.

(Com O POVO)

Dil(e)ma do juro – Desafio para novo presidente do BC

“Quem ocupar a presidência do Banco Central (BC) no próximo governo terá de administrar o dilema básico da política econômica do governo de Dilma Rousseff: como cortar o juro num País em que o governo insiste em elevar gastos e injetar dinheiro na economia via crédito.

São ações contraditórias, pois as despesas do governo e o consumo elevado tendem a puxar a inflação para cima. Dessa forma, torna-se necessário aumentar os juros.

A presidente eleita já disse que pretende chegar ao final de seu governo com os juros reais (taxa que desconta a inflação) em 2% ao ano e indicou que gostaria de um corte na taxa já no início de 2011.

Técnicos do BC achavam que era possível cortar a taxa no segundo semestre, caso o setor público fizesse uma economia extra de um ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB).

Assim, seria cumprida a meta já fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de obter um superávit primário (diferença entre receitas e despesas, exceto gastos com juros) de 3,3% do PIB, sem a necessidade de recorrer às manobras contábeis que estão sendo utilizadas este ano.”

(Estadão)

Tiririca será empossado e absolvido, garantem especialistas

O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP,) teve sua alfabetização colocada em dúvida pelo Ministério Público Eleitoral de São Paulo (MPE-SP), mas deve assumir o cargo, segundo a opinião de especialistas em direito eleitoral ouvidos pela reportagem. Com um mandato de segurança ainda a ser julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), a tendência, de acordo com especialistas, é que o caso pare no Supremo Tribunal Federal (STF), e pode não ter decisão final até a diplomação. Mas o consenso é que o desfecho será favorável a Tiririca.

Para a professora do departamento de Direito do Estado da Faculdade de Direito da USP, Mônica Herman Caggiano, o eleitor já deu seu parecer e a Justiça deve seguir o mesmo caminho. “Eu acho que não há a menor possibilidade moral e eleitoral em cair a diplomação porque negá-la seria desconsiderar o voto dado por quase 1,5 milhão de eleitores”, explicou. Opinião semelhante tem o especialista em direito eleitoral, Sergio Polimeno Valente. “É muito provável que esse caso não vá para frente. Esse teste que foi feito se concluiu que ele sabe ler já é considerado válido. É difícil que a decisão do juiz seja revogada.”

Segundo Valente, a habilidade de Tiririca em ler e escrever não deve ser mais problema para a Justiça, principalmente depois do exame realizado no último dia 11 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).”Duas hipóteses: se o Tiririca souber ler e escrever, então tudo bem. Ele vai cumprir o mandato, mesmo que ele faça um novo teste. Se ele não souber, nesse meio tempo ele vai aprender. Ou o Tiririca sabe ler e escrever e está tudo em ordem ou ele não sabe e vai fazer um super-intesivo”, diz Polimeno Valente.

O presidente da Comissão de Estudos Eleitorais da Ordem dos Advogados do Brasil da Seccional de São Paulo (OAB-SP) Silvio Salata acedita que não haverá tempo para o julgamento no TSE antes da diplomação, e não tem dúvidas que Tiririca vai tomar posse como deputado federal, independente da decisão.”

(POrtal Terra)

Lá vem "Secretaria Especial" para cuidar da Copa 2014

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“O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), deve anunciar em janeiro a criação de uma secretaria especial para tocar o projeto da Arena da Copa. A tendëncia é que a secretaria especial fique alojada na Pasta de Planejamento, onde funciona hoje uma coordenação executiva para o projeto.

A Casa Civil toca o projeto também, mas não tem estrutura para a missão especial.

(JC Online)

VAMOS NÓS – Será que esse tipo de ideia vai ser aproveitada por aqui também? E precisa?

PMDB será uma pedra no sapato de Dilma

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Eis artigo do historiador Marco Antonio Villa, que, na Folha de São Paulo deste sábado, aborda o futuro Governo Dilam e sua relação com o PMDB. Confira:

Quarenta e quatro porcento do eleitorado disse não à presidente Dilma. Ela entendeu o recado das urnas. Mas, curiosamente, a oposição fez ouvidos de mercador. Ao invés de imediatamente iniciar a discussão de um projeto alternativo, simplesmente desapareceu do cenário. Continua tão desarticulada como nos últimos oito anos. Isso apesar dos vários esqueletos que estão saindo do armário governamental, especialmente o megaescândalo envolvendo o rombo bilionário do banco PanAmericano.

Com uma base de dez partidos -e com vários parlamentares oposicionistas sedentos para aderir ao governo-, o maior problema de Dilma será administrar a voracidade dos seus apoiadores. Todos se julgam credores da vitória. E exigem uma parte do botim, como piratas de um velho filme B. É sabido que o PMDB não passa de uma federação de caciques estaduais. A divisão do partido é, por estranho que pareça, a sua força.

Um dos seus segredos é nunca punir os dissidentes. Dessa forma, mantém enorme poder de barganha para negociar com o detentor do Executivo federal. Sempre apresenta uma força maior do que efetivamente tem. Blefa como qualquer jogador. E, algumas vezes, vence.

O partido atual não tem qualquer relação com o velho MDB/PMDB liderado pelo dr. Ulysses. Aquele foi fundamental na luta pela redemocratização. Tinha princípios políticos, lideranças expressivas e reconhecidas pela integridade moral. Foi considerado pelo PT, na época, o seu principal adversário.

O PMDB de 2010 é muito diferente: é o mais destacado representante do saque organizado do Estado. Precisa controlar ministérios e empresas estatais para sobreviver. É um dependente crônico do fisiologismo. Curiosamente, com este PMDB, de Renan Calheiros, Jader Barbalho e José Sarney, o PT se relaciona bem. A divisão do partido também está presente no Congresso. Lá, há o PMDB da Câmara e o do Senado.

Cada um deles tem seus líderes e seus interesses, para dizer o mínimo, pouco republicanos. Assim, o PMDB é mais um ajuntamento de políticos que um partido político. É um grave equívoco imaginar que o PMDB possa ser um anteparo ao autoritarismo tão presente em algumas frações do PT. A preocupação do partido não é com a proteção das liberdades públicas. Isso foi no passado. Hoje, o interesse central dos seus dirigentes é a manutenção dos seus negócios.

E, para eles, será até preferível, dentro dessa lógica perversa, criar dificuldades, por exemplo, à liberdade de imprensa. Afinal, é na imprensa que são sistematicamente denunciadas suas mazelas. O anúncio da tentativa da formação de um “blocão” na Câmara foi só a primeira demonstração de que o PMDB vai ser para a presidente Dilma uma pedra no sapato. Certamente, muito maior do que a oposição. Para os peemedebistas, governabilidade significada transacionar, colocar o erário à seu serviço.

Basta ler o noticiário dos últimos dias para confirmar essa tese. Em nenhum momento foi invocada algum razão programática. Todas as vezes a referência foi sobre o tamanho do orçamento do ministério ou da empresa estatal.

Em qualquer país sério, seria considerado um escândalo; no Brasil, como um sinal dos tempos sombrios em que vivemos, é considerado algo absolutamente natural.

Não será estranho a ocorrência de uma crise entre o PMDB e a presidente logo nos primeiros meses de governo. Dilma não tem o cacife e a experiência de Lula. Vai ser testada a todo momento. E, triste reconhecer, deverá ser a única chance da oposição. Assim como no mensalão, quando a própria base criou a maior crise do governo Lula.

MARCO ANTONIO VILLA, historiador, é professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar. É autor, entre outros livros, de “Breve História do Estado de São Paulo” (Imprensa Oficial). 

Dilma faz check-up em São Paulo

“A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) desembarcou em São Paulo e fez uma série de exames no hospital Sírio Libanês. A bateria de avaliações, conduzidas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, faz parte de check-up de rotina que Dilma costuma fazer ao menos uma vez por ano. Além de exames de sangue, testes de resistência, radiografias e tomografias, ela faz controle também para se certificar de que está curada do câncer linfático que tratou há mais de um ano.

O protocolo médico diz que, mesmo quando o paciente é considerado curado, caso de Dilma, os indicadores têm que ser acompanhados por cinco anos para que se tenha certeza absoluta de que a doença não voltará.”

(Folha.com)

Sílvio Santos vai mudar sede do Grupo para o SBT

“Para ficar mais perto do comando de seu grupo após a fraude no Banco PanAmericano, Silvio Santos mudará a administração de suas empresas para o Complexo Anhanguera, sede do SBT. Para cobrir um rombo na instituição, Silvio teve de dar todas as suas empresas como garantia de um empréstimo de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos.

Essa foi a primeira decisão importante depois que Luiz Sandoval pediu demissão, anteontem, da presidência do Grupo Silvio Santos, que reúne 44 empresas. Sandoval foi substituído por Guilherme Stoliar, sobrinho e homem de confiança do apresentador.

A mudança de endereço da sede do grupo e a nomeação de Stoliar são vistos como sinal de que Silvio deverá priorizar o SBT na administração da crise. Stoliar era diretor-executivo do SBT e um dos grandes defensores da concentração da holding no complexo.

ENTENDA O CASO

O Grupo Silvio Santos, acionista principal do PanAmericano, anunciou que colocará R$ 2,5 bilhões no banco para cobrir um prejuízo causado por uma fraude contábil. Em seu comunicado oficial, a diretoria do banco menciona “inconsistências contábeis”. O dinheiro virá de empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).”

(Folha Onlien)

Pimentel na 1ª Secretaria do Senado?

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O nome de José Pimentel está cotado para ocupar a primeira secretaria do Senado. A vaga é para o PT e Pimentel teria o respaldo não apenas dos colegas de partido, mas de outros de partidos aliados. Seria também interessante para Dilma, já que nessa Casa o PMDB deve ficar com a presidência.

BC – Dilma define sorte de Meirelles na próxima semana

“A presidente eleita, Dilma Rousseff, se irritou com Henrique Meirelles por ele ter divulgado que impõe condições para ficar no Banco Central, mas não descarta negociar sua permanência por um período tampão. De acordo com auxiliares de Dilma, Meirelles perdeu “muitos pontos” e deve “baixar o tom” para que os dois possam negociar sua posição no futuro governo. A presidente eleita disse a petistas que não convidou Meirelles a ficar, mas autorizou uma sondagem. A conversa definitiva deverá acontecer na próxima semana.

Segundo a Folha de São Paulo apurou, a intenção de Dilma era negociar com Meirelles sua permanência por um período de “três, seis ou oito meses”, até que ela reorganize sua equipe econômica. Ontem Dilma ficou contrariada ao ser informada de que Meirelles teria dito à imprensa que fora convidado por ela para ficar no BC, mas condicionou isso à manutenção da autonomia que desfrutou na gestão Lula. A futura presidente, segundo assessores, disse que desde sua eleição não havia conversado nem pessoalmente nem por telefone com Meirelles. Logo, afirmou, não foi feito convite.

Incômodo
A avaliação da equipe de Dilma é que Meirelles teria criado uma situação incômoda para ela ao dizer que só ficaria com autonomia. Ou seja, não ficando, ele é quem teria decidido sair por não receber as garantias de liberdade de trabalho. Segundo um auxiliar, Meirelles “deu vários passos para trás” na definição do seu futuro dentro do governo Dilma. Além do BC, ele poderia ser aproveitado em outro ministério ou ser indicado para a embaixada brasileira em Washington.

Acionado por Dilma, o coordenador da transição, Antonio Palocci, entrou em contato com Meirelles, que estava em Frankfurt, para pedir esclarecimentos sobre as informações na imprensa. O presidente do BC disse que não havia dado nenhuma entrevista com aquele conteúdo e que falaria com jornalistas sobre o assunto. Em seguida, disse à imprensa que havia sido convidado pela eleita para discutir a “extensão de seu mandato”, fazendo questão de destacar que ela sempre defendeu a autonomia do BC.”Recebi uma mensagem através da equipe da presidente Dilma me convidando para termos uma conversa na semana que vem.”

Disse que “tem havido muitas perguntas sobre a autonomia do BC” e que ele tem respondido “sistematicamente que a presidente eleita se mostrou, inclusive na campanha, ser a favor da autonomia”. O principal defensor da permanência de Meirelles sempre foi o presidente Lula, que fez essa sugestão a Dilma mais de uma vez. Mas confidenciou a auxiliares que já fez o que podia e que não se intrometeria mais e que agora “a bola está com ela”. Lula também recomendou à petista a manutenção de Guido Mantega. Nesse caso, ela concordou. Ela passou a cogitar a hipótese de manter o atual presidente do BC depois de avaliar o cenário econômico internacional, que tende a piorar em 2011.”

(Folha Online)

Zé Dirceu conversa com Lula

“Sentindo-se em dívida com o companheiro que teve que afastar do governo por causa do escândalo do mensalão, em 2005, o presidente Lula, que pretende se despedir do Palácio da Alvorada no dia 24, não quis deixar Brasília antes de fazer um afago ao deputado cassado José Dirceu.

Reabilitado entre os companheiros e com função de direção no PT, faltava a Dirceu a volta ao palco do poder, sem ter que ser às escondidas. Na quinta-feira, Dirceu foi para o Alvorada tomar café da manhã com Lula, quando conversaram sobre o futuro dos dois. O próprio ex-ministro relatou sobre o que falaram:

– Foi uma coisa pessoal. O Lula estava preocupado comigo, como vou ficar. E prometeu que quando sair do governo, além da reforma política, da criação do instituto voltado para África e da articulação de partidos de esquerda, vai desmontar essa farsa que é o mensalão. Ele quer me ajudar – contou Dirceu, que participou ontem da reunião do Diretório Nacional do PT, onde é um dos 81 integrantes.”

(Globo)

Dilma chora ao falar de Lula

“Em pronunciamento feito durante a reunião do Diretório Nacional do PT, nesta sexta-feira, a presidente eleita Dilma Rousseff chorou duas vezes ao falar do presidente Lula e do papel da militância petista na campanha eleitoral. Foi a primeira vez que a ex-ministra chorou em um evento público desde que foi eleita.

Dilma aproveitou o encontro para pedir “maturidade” e “tolerância” ao partido. Segundo ela, o PT precisa “compreender os complexos desafios” do próximo governo e a relação com as legendas de coalizão.

Num momento em que se discute a formação do próximo governo e o espaço que será dado a cada partido aliado na composição dos ministérios, Dilma fez um apelo às lideranças petistas e disse depender do “esforço, da solidariedade e da maturidade política” das lideranças petistas na convivência com as demais legendas.”

 (iG)

Padilha apregoa reforma fiscal

“O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira (19) que o país vai continuar o ciclo de desenvolvimento, mas precisa avançar em três questões prioritárias: promover a reforma fiscal, criar um ambiente mais cooperativo no âmbito nacional e superar os conflitos de competência entre os Poderes.

Para o ministro, o Brasil precisa aperfeiçoar o sistema federativo de forma a impedir entraves ao desenvolvimento devido às diferenças regionais, além de trabalhar dentro de uma política “mais distributiva”. Nesse ponto, ele apontou os recursos que vão ser gerados pela exploração da camada do pré-sal, como “forma segura” para financiar o desenvolvimento nos próximos anos.

Durante a abertura do 1º Seminário de Planejamento Governamental, promovido pelo Conseplan (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento), em Brasília, Padilha destacou a necessidade de se firmar um pacto com os Estados para a distribuição dos lucros do pré-sal de forma compatível com as necessidades de cada um deles. O ministro lembrou que há regiões no Sul do país que têm desenvolvimento extremamente pequeno e que por isso precisam de mais investimentos.

Padilha também defendeu a otimização do planejamento governamental para que o país seja, em 2016, a quinta economia do mundo. Para ele, União, Estados e municípios devem aproveitar experiências internacionais a fim de aperfeiçoar suas legislações e métodos de trabalho.”

(R7.com)