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Marina critica discussão sobre volta da CPMF sem Reforma Tributária

“Criticada por muitos eleitores ao ficar em “cima do muro” no segundo turno eleitoral, a senadora Marina Silva (PV), derrotada nas eleições à presidência da República no primeiro turno, criticou a discussão sobre a volta da CPMF. Defendido com unhas e dentes pelo governador Eduardo Campos (PSB) e demais governantes socialistas, a recriação do imposto do cheque vem causando polêmica.

Em texto publicado em seu blog, Marina disse que há apenas um “consenso oco” a favor da Reforma Tributária e que o financiamento do sistema de Saúde do País deve passar pela Emenda Constitucional nº 29, que determina a aplicação de 10% dos impostos federais, 12% dos estaduais e 15% dos municipais no setor.

Para a senadora, os defensores da CPMF buscam “pulverizar uma discussão que deve ser encarada em sua abrangência e que leva a enfrentar, inclusive, os questionamentos sobre os princípios que sustentam o atual pacto federativo”. Sem se colocar radicalmente contra a CPMF, Marina afirmou ainda que todos devem se compromissar em “não criar nenhum imposto ou contribuição sem antes melhorar a eficiência e a justiça do atual sistema tributário” e que a “retomada da cobrança desse tributo é uma iniciativa que não se dispõe a repensar o sistema tributário como um todo”.

Marina ainda disse que a solução para a melhoria da qualidade da saúde, portanto, não se resume em arrecadar mais, mas na determinação política de destinar os recursos existentes nos orçamentos federal e estaduais para implementar um serviço que atenda às necessidades da população. “Temos todos que assumir um compromisso com a sociedade – não criar nenhum imposto ou contribuição sem antes melhorar a eficiência e a justiça do atual sistema tributário”, afirma a verde no artigo.”

(Portal Terra)

Alckmin diz que Serra decidirá seu papel no novo governo de São Paulo

“O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse, na tarde desta segunda-feira (8), após reunião de trabalho do grupo de transição do governo do estado, que cabe ao ex-governador José Serra decidir seu papel no novo governo. Alckmin, entretanto, não respondeu se convidará o ex-governador e ex-candidato à Presidência da República para um cargo em sua gestão. “O Serra é um dos melhores quadros que nós temos da política brasileira, mas cabe a ele responder. Ele é preparadíssimo, é para nós um motivo de grande orgulho ter uma liderança nacional no PSDB”, afirmou o governador eleito.

A reunião durou cerca de três horas. De acordo com o governador eleito, foram discutidos aspectos do Orçamento – que será de R$ 140 bilhões em 2011 – e dos investimentos que serão feitos. Nesta questão, Alckmin defendeu uma renegociação da dívida dos estados e dos municípios com o governo federal. “Quando foi feita a renegociação, em 1997, você tinha uma realidade econômica diferente da de hoje. Se hoje for verificar, a dívida dos estados está mais cara do que a dívida federal. [Em relação ao] governo federal, grande parte da sua dívida está referenciada pela taxa Selic, que é 10,45%. E os estados é pelo IGP-DI, mais 6% de juros, ou 7,5% ou 9%. Nós pagamos 6% mais o IGP-DI, que pode chegar a quase 10%. Provavelmente vai passar de 9%, então ele é muito instável. Com isso vai dar mais de 15% a correção da dívida.”

Segundo ele, a dívida atualmente está em R$ 160 bilhões, e o estado está em dia com os pagamentos – 13% do Orçamento, ou R$ 9 bilhões atualmente, são destinados ao pagamento. “São Paulo está em dia, não deve um centavo. Mas quando chegar em 2027, você vai ter um enorme de um saldo, nós temos que ter uma curva que a dívida seja paga, e não impagável. Eu acho que nós temos que discutir a questão do índice, para ter um índice mais estável, mais relacionado com a receita dos estados e municípios. Sob o ponto de vista de mérito, nós vivemos um outro momento. Sem estresse, com calma, é necessário ter na mesa de negociação, entre quem deve e o governo federal, que ter algo que permita ser pagável”, disse.”

(POrtal G1)

Lula voa para Moçambique. Cid também

 presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou, nesta segunda-feira, para Maputo, capital de Moçambique. Esta deve ser a última viagem de Lula como presidente ao continente africano, ond ele terá encontro com empresários e também visitará uma série de empreendimentos construídos em parceria com aquele país.

Participam da comitiva oficial do presidente os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim; da Previdência, Carlos Eduardo Gabas; e da Saúde, José Gomes Temporão. Como convidado especial, irá Sérgio Xavier Ferreira.

Depois de Moçambique, Lula segue para a Coréia do Sul e participa nos dias 11 e 12, juntamente com a presidente eleita Dilma Rousseff, da Cúpula do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo.

(Com Agências)

CID VOOU

Quem também viajou foi o governador reeleito do Ceará, Cid Gomes (PSB). Em Maputo, ele manterá com o governo de Moçambique já tratando de parcerias em torno da futura Universidade Internacional de Integração da Lusofonia Afro-brasileira que será instalada em dezembro próximo na cidade de Redenção (Região Metropolitana de Fortaleza) por Lula.

Sob "recesso branco", senadores gastaram R$ 1,5 milhão com verba indenizatória

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“De agosto a outubro, quando votações e debates no Congresso Nacional são próximos de zero, os senadores não dispensaram a cota para o exercício da atividade parlamentar, mais conhecida como verba indenizatória. Durante o chamado “recesso branco” – que se encerra, de fato, hoje –, 67 senadores desembolsaram cerca R$ 1,5 milhão com consultorias, alimentação, locomoção, hospedagem, e combustível. Durante este período, 33 senadores que se ausentaram para fazer campanha em seus estados apresentaram R$ 673 mil em notas fiscais pedindo ressarcimento por gastos supostamente relacionados à atividade legislativa.

O primeiro do ranking é o senador César Borges (PR-BA), que mesmo em campanha para garantir novamente uma vaga na Casa, entregou quase R$ 53 mil em notas fiscais pedindo ressarcimento ao Senado. Grande parte dos gastos do parlamentar foi para o pagamento de “aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a eles”. A reportagem entrou em contato com o gabinete do parlamentar, mas não obteve explicações sobre as despesas até o fechamento da matéria. Borges não foi reeleito nas eleições deste ano.

Já o senador Mário Couto (PSDB-PA) aparece na segunda posição entre os parlamentares que mais gastaram durante os meses de agosto, setembro e outubro. Couto apresentou notas que somam R$ 52,1 mil durante o período. De acordo com a assessoria do senador, “como ele passou os últimos três meses praticamente no escritório no Pará, a verba subiu, possivelmente, devido aos gastos com combustível”. Os dois principais valores pagos (R$ 29 mil), no entanto, favorecem o escritório de advocacia Sabato Rosseti, considerado um dos mais experientes na área do direto eleitoral no estado do Pará. A assessoria não soube explicar o motivo do gasto e o serviço prestado.

Também no topo da lista, em terceiro lugar, está o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Nos últimos três meses, enquanto concorria ao cargo de governador pelo estado de Pernambuco, o parlamentar desembolsou R$ 46,8 mil. “Ao contrário do que se imagina, é preciso ponderar que, quando o senador não está em Brasília, ele gasta mais com telefone, combustível – porque lá o carro é particular ou alugado – e energia elétrica, por exemplo. Todas essas despesas tendem a aumentar”, explica o assessor John Kennedy.

Kennedy alega que, em geral, senadores que não são ricos dependem da cota para dar continuidade nos trabalhos, como é o caso do senador Jarbas Vasconcelos. Kennedy admite a dificuldade de desvencilhar a atividade legislativa do processo de candidatura, mas garante que o senador manteve durante o período somente as despesas mensais que não poderiam ser cortadas. “Os números mostram que houve um declínio nos gastos durante o período, embora as despesas sejam até maiores”, argumenta.

Juntos, os senadores que se candidataram a algum cargo durante as eleições gastaram cerca de R$ 3,8 milhões desde fevereiro deste ano. A maior parte (R$ 2,1 milhões) foi gasta por candidatos que quiseram voltar ao Senado. Cerca de R$ 1,1 milhão está relacionado àqueles que concorreram aos governos estaduais e R$ 498 mil aos que disputaram uma cadeira para deputado federal ou estadual. Marina Silva (PV), que foi candidata à Presidência da República até o primeiro turno, acumulou despesas de R$ 25,7 mil entre fevereiro e maio de 2010 ”

(Site Contas Abertas)

Guimarães diz que nova CPMF é prioridade

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O deputado federal José Nobre Guimarães (PT) defendeu, nesta segunda-feira, a aprovação da Contribuição Social da Saúde (CSS), novo nome dado para a CPMF. Ele disse ser necessário esse crédito novo para bancar a saúde do País e que só está contra a “elite perversa” acostumada a lucrar e que não quer dar sua cota mínima de sacrifício.

A CSS só vai atingir os grandes, segundo José Guimarães. Ele diz que haverá todo um esforço para aprovar a matéria e que, em hipótese alguma, o governo federal sacrificará, por exemplo, programas sociais prioritários como o Bolsa Família e o Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). Esses programas não podem nem terão subtraidos seus recursos para reforçar a saúde, assegurou o parlamentar.

VAMOS NÓS – A questão é que o PT passou toda a campanha eleitoral não falando em ressuscitar imposto.

Mercado eleva estimativa para inflação em 2010

“O mercado financeiro elevou a previsão para a alta de preços acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010, conforme a pesquisa Focus, divulgada hoje pelo Banco Central (BC). A expectativa para a inflação em 2010 subiu de 5 29% para 5,31%, em um patamar acima do centro da meta de inflação para o ano, que é de 4,50%. Já a estimativa para o IPCA em 2011 manteve-se em 4,99%.

No caso da inflação de curto prazo, o mercado manteve em 0,65% a previsão para o IPCA de outubro. Para a inflação de novembro, a taxa prevista teve leve alta de 0,50% para 0,51%, de acordo com a Focus.

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, segundo a pesquisa semanal Focus, não foi alterada. A estimativa para a expansão da economia neste ano segue em 7,60%. Para o ano que vem, a previsão para o PIB foi mantida em 4,50%. A estimativa para a produção industrial em 2010 caiu de 11,22% para 11,12%. Para o ano que vem, a projeção para a expansão da indústria subiu de 5,20% para 5,25%.”

(Agência Estado)

Enem – Gabarito oficial sai nesta 3ª feira

“O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) só será divulgado nesta terça-feira (9). A medida, segundo a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), já era prevista no edital do exame, divulgado no início deste ano. Em 2009, o gabarito oficial do Enem foi divulgado na noite da aplicação da última prova. O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, disse ao G1 na última sexta-feira (5) que, por segurança, as provas chegarão ao instituto somente nesta segunda-feira (8) para fechamento do gabarito e que nenhuma pessoa teria acesso aos resultados antes ou no dia das provas.

Desde o ano passado, o Enem se tornou uma das principais formas de acesso às universidades públicas. Segundo levantamento do MEC, divulgado em agosto, ao menos 59 universidades federais usarão a nota do Enem de 2010 em seus processos seletivos. Parte delas com seleção pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU), para qual as inscrições devem começar em 20 de janeiro de 2011. Pelo SiSU, devem ser abertas 80 mil vagas em instituições públicas de ensino superior pelo sistema, segundo a Secretaria da Educação Superior do MEC.

A secretaria afirmou, no fim de outubro, que ainda estava fechando o número de instituições que usarão o SiSU como vestibular em 2011. Esta será a terceira etapa de seleção pelo sistema. A primeira ocorreu em março de 2010 e a segunda foi realizada em junho deste ano. Na última, foram oferecidas cerca de 16 mil vagas em 35 instituições. Pelo SiSU, o estudante faz até duas opções de curso e instituição, em ordem de preferência, e pode alterá-las até o fim do período de inscrições, quando haverá três chamadas subsequentes.

Quem for aprovado em primeira opção será automaticamente retirado da lista. Já aqueles que forem aprovados em segunda opção poderão continuar tentando uma vaga em uma faculdade que oferecer a primeira opção feita.”

(POrtal G1)

Serra: A hora não é de falar de política

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“José Serra, candidato derrotado na eleição presidencial do último dia 31, afirma que agora não é hora de falar de política brasileira. Passada apenas uma semana desde o segundo turno, afirmou à Folha que é o momento de descansar dos sete meses de campanha. É para isso que está na Europa. Passou o fim de semana em Biarritz (litoral francês) e fica mais uns dez dias no continente. Ele não diz, mas, ao evitar os assuntos políticos, busca não alimentar agora a discussão interna do PSDB sobre culpados pela derrota para Dilma Rousseff (PT).

Divulgados os resultados, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, afirmou que foi um erro esperar até março para definir o candidato tucano (decisão que partiu de Serra).
Em Biarritz, o ex-governador de São Paulo participou de seminário sobre relações entre América Latina e Europa, realizado quinta e sexta. Diz que foram delirantes os relatos de seu discurso no final do evento. Foi reportado que ele criticou o governo Lula, que estaria fechado para o mundo e promovendo a desindustrialização do país.

Serra afirma que sua fala, feita de improviso, em espanhol, fazia uma análise histórica da América Latina, não uma crítica direta a esse ou àquele governo. Na palestra, alguém da plateia gritou “por qué no te callas?”. Segundo o tucano, era uma mexicana partidária dos zapatistas, movimento guerrilheiro que lutava contra a globalização e a favor da distribuição de terras para os indígenas do sul do México.

A Folha conversou com Serra no voo que o levou de Biarritz a Paris. Ele só aceitou falar de economia, principalmente a mundial. Mas tratou um pouco de Brasil. Falou de juros “escandalosos” e “galopante gasto público”. Serra, que viaja com o filho, Luciano, parece mesmo cansado, mas não triste. Mantém o hábito de pontuar suas falas com anedotas.

Leia trechos da conversa.

 

Moeda desvalorizada
O Brasil entrou na guerra cambial em desvantagem: com a moeda já sobrevalorizada e juros escandalosos, o que pressiona ainda mais o real para cima. O gasto público galopante e o deficit nas contas correntes, também galopante, atrapalham ainda mais. A única solução para o Brasil é fazer um bom diagnóstico de sua situação macroeconômica e planejar. Mas o Brasil está num momento de pouco planejamento econômico.

Campanha
Seria importante discutir assuntos mais sérios durante a campanha eleitoral. Temas da economia profunda. Mas eles são evitados porque todos creem que ficaria incompreensível para a maioria.

China
A China não irá de uma hora para outra valorizar sua moeda para ajudar o Brasil. O governo chinês fará um ajuste, mas com a elevação do salário de sua população.
Isso irá aumentar o consumo interno, e o superavit nas exportações deve cair, o que é bom para os demais países.
O que a China quer do Brasil e da África é matéria-prima.

Reservas e investimento
O Brasil gasta muito para manter e ampliar suas reservas. Se você investe em estradas, sabe o efeito que dá. Se gasta com reservas, não.

Europa
A Europa está com um problema enorme porque não pode fazer política monetária, só fiscal. Com os países usando uma mesma moeda, fica difícil. Perde-se um instrumento muito importante para lidar com as crises.

Futuro
Não é hora de falar disso. Após sete meses de campanha, é hora de esfriar a cabeça, ler jornal, descansar.”

(Folha)

Senado: Pauta mínima de votação deve sair nesta terça-feira

“A retomada efetiva dos trabalhos legislativos no Senado, após o período eleitoral, continua na dependência de um número mínimo de parlamentares em Brasília que permita votar as matérias pendentes. De qualquer forma, as lideranças dos partidos da base do governo e da oposição devem se reunir na terça-feira para tentar estabelecer uma pauta mínima que viabilize as atividades.

“A expectativa é boa. Eu não sei é se haverá quórum”, admitiu o vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PTB-DF). Essa também é a preocupação do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Demóstenes Torres (DEM-GO). Ele disse ter conversado com o ministro de Relações Internacionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, e com o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), que concordam com a elaboração de uma pauta mínima de votações até o fim do ano.

Por outro lado, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT), afirmou que a prioridade do Congresso até o fim do ano é votar o projeto de lei do Orçamento Geral da União para 2012.

Na sexta-feira, o relator-geral Gim Argello enviou seu relatório preliminar à Comissão Mista de Orçamento. A expectativa do senador é que a matéria seja votada na reunião marcada para terça-feira.

Argello afirmou que o parecer será votado com o valor do salário mínimo de R$ 540. Agora, caso prospere a negociação entre o governo e as centrais sindicais, no máximo em dez dias, será feita uma emenda ao relatório com o novo valor do mínimo acordado.

As centrais reivindicam um salário mínimo, em 2011, de R$ 580. O relator já avisou, entretanto, que a análise terá que ser feita “à luz da realidade” orçamentária para o ano que vem.”

(Terra.com)

Engajado à comitiva de Seul, Cid leva pacote de projetos

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Cid na comitiva de Lula.

“Com prestígio em alta por ter garantido a segunda maior votação do Nordeste a Dilma Rousseff (PT), o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB-CE), estará na comitiva oficial para a viagem à África e Ásia, que inclui a presidente eleita.

O governador leva na bagagem uma lista de pelo menos oito projetos que encabeçam as prioridades da agenda estadual. Algumas são obras já previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que somam R$ 31 bilhões de investimentos. Cid já pleiteava uma audiência com Dilma. E, ao invés disso, terá cinco dias com a presidente.

Entre os empreendimentos estão obras regionais, como a transposição das águas do Rio São Francisco (R$ 2,9 bilhões) e a Ferrovia Transnordestina (R$ 5.4 bilhões). Em construção, as duas obras são fundamentais para garantir água e transporte para outros dois investimentos de porte no estado: a Refinaria Premium II (R$ 22 bilhões), com recursos da Petrobras, que não saiu do papel; e a Companhia Siderúrgica do Pecém, um empreendimento privado que funcionará no Complexo Portuário e Industrial do Pecém (CIPP). Entre os sócios, a Vale do Rio Doce e duas empresas sul-coreanas.”

(Globo)

Jornal inglês afirma que Dilma terá desafio de mostrar ser líder de si própria

“Em sua edição desta semana, a revista britânica The Economist, uma das mais influentes do mundo, analisa os desafios que a presidente eleita Dilma Rousseff terá de enfrentar quando assumir o mandato, em 1º de janeiro. “Dilma, que nunca antes ocupou um cargo para o qual tivesse sido eleita, terá de mostrar agora se será uma mera representante de Lula ou uma líder por si própria”, afirma a publicação.

De acordo com a revista, Dilma enfrenta agora um problema semelhante ao que Lula enfrentou em sua primeira eleição, em 2002: o medo dos investidores. Embora tenha vencido a eleição com o discurso da continuidade das políticas econômicas e sociais do governo de seu antecessor, Dilma terá de acalmar os investidores receosos em relação à sua gestão. Isso porque, como lembra a Economist, a presidente eleita pertenceu a uma guerrilha de esquerda durante o regime militar e vem de uma ala do PT que tem particular interesse na intervenção do estado na economia.

A Economist afirma que as nomeações de Dilma passarão por forte escrutínio. Os investidores esperam que Lula consiga convencer Dilma a manter Henrique Meirelles na presidência do Banco Central.

A publicação afirma que os críticos de Dilma ficarão de olho especialmente na forma como ela vai lidar com a questão da responsabilidade fiscal – área em que uma diferenciação de seu antecessor seria bem-vinda. Apesar dos recordes de arrecadação, o governo fechará suas contas no azul este ano apenas por causa da capitalização da Petrobras – classificada como “receita extra”. Como lembra a Economist, Dilma vem defendendo responsabilidade fiscal, ao mesmo tempo em que apoia gastos sociais com os mais pobres.

Para que consiga equilibrar as duas promessas, a nova presidente terá de “cortar gordura das partes do orçamento em que Lula não tocou, como as pensões no serviço público. Mas atacar tais vantagens generosas provocaria a ira de sua base e dos sindicatos, que ainda são uma força considerável dentro do PT”.

Se estiver mesmo disposta a brigar por reformas, Dilma tem mais chances de consegui-las do que Lula. Isso porque terá maioria no Congresso e também mais representantes nos estados do que durante o governo Lula. “Ainda assim, Dilma deve ter dificuldades em impor sua vontade ao partido e à sua coligação”, afirma a publicação. A Economist lembra que a presidente eleita criará um precedente ruim para o Brasil se permitir que Lula permaneça no poder, nos bastidores. “Dilma terá de convencer os duvidosos de que não é apenas um Lula de batom”.

(Veja)

Ministro lança em Fortaleza seminário sobre Logística Portuária

A Secretaria Especial dos Portos lançará, às 9 horas desta segunda-feira, no Marina Park Hotel, o V Seminário SEP de Logística, que ocorrerá de 8 a 11 do próximo mês, no Centro de Negócios do Sebrae, em Fortaleza. Além de apresentações e palestras sobre as tendências e tecnologias no norte e nordeste, o encontro contará com expositores do setor.

O titular da Secretaria Especial dos Portos, ministro Pedro Brito, fará o lançamento do evento, que será realizado em parceria com a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH).

(Com Assessoria da SEP)

Reforma Política – Presidente nacional do PT quer prioridade para o tema

“A reforma política é uma “herança” do governo Luiz Inácio Lula da Silva que a nova presidente, Dilma Rousseff, deve liquidar logo no início do seu mandato. A avaliação é do presidente do PT, José Eduardo Dutra, que segue um sentimento do próprio presidente Lula. Na última quinta-feira, em reunião com ministros, Lula prometeu atuar diretamente na negociação da reforma. “Tem um ponto que não envolve só o governo, envolve forças políticas, que é aprovar a reforma política. É algo que durante o governo passado não se conseguiu e que devia se aproveitar o primeiro semestre do ano que vem para colocar em pauta. Na minha opinião, essa deveria ser a primeira reforma a ser tocada. E o governo tem condições de ajudar a andar”, disse Dutra.

Sobre a participação do presidente Lula nas negociações, Dutra afirmou que “o PT, o governo e o Brasil não podem prescindir da sua experiência, sua competência e seu talento”. “Se ele atuar nisso, vai ser um fator positivo para que a reforma ande”.Na próxima semana, Lula e Dilma viajarão para Moçambique e, depois, participarão das reuniões do G20 (grupo das 20 maiores economias mundiais) em Seul, na Coreia do Sul. Quando a presidente eleita voltar ao Brasil, deverá encontrar o processo de transição mais avançado. “A expectativa é que eu já terei conversado com os presidentes de todos os partidos, para ouvir as demandas e já ter um panorama geral para ela poder se dedicar à composição do governo”, disse Dutra, que já esteve em contato com a direção do PMDB e do PSB.

O presidente do maior partido aliado do governo e vice de Dilma, Michel Temer, levantou a proposta de que a distribuição de ministérios seja mantida como foi construída no governo Lula. Para Dutra, esse “pode ser um critério”, mas a definição estará nas mãos de Dilma. A presidente eleita terá de avaliar a proposta diante das demandas de outros aliados, como PDT e PSB, que cobraram participação maior no Executivo.

Ao ser questionado se o PT poderia reduzir seus atuais 15 ministérios para atender aliados, o presidente do partido afimrou que “os diversos partidos vão colocar seus pleitos, mas a base de apoio é a mesma do presidente Lula e ninguém quer causar constrangimento ou provocar dificuldade para a Dilma”. Para ele, a composição do novo governo tem que levar em conta, além da representatividade política, a capacitação técnica para ocupação dos cargos.

Congresso Nacional

Na conversa com Temer também ficou estabelecido que haverá um rodízio entre PT e PMDB na presidência da Câmara e do Senado a partir do ano que vem. A escolha de qual das legendas iniciará o rodízio ainda depende de conversas futuras. O protocolo evitaria disputa entre os dois partidos pelo comando das Casas.

Dicorda de Cid Gomes

Para o Senado, o governador reeleito do Ceará, Cid Gomes (PSB), defende o tucano Aécio Neves para a presidência, como um gesto do governo de abertura para a oposição. “Eu respeito a proposta do governador Cid Gomes, mas não tem chance de acontecer, porque a tradição é sempre a maior bancada eleger o presidente e o PSDB é a quarta bancada”, afirmou Dutra.O presidente do PT avaliou que há outras formas de acenar à oposição e que a abertura do diálogo será uma iniciativa do governo.”

(Portal Terra)

Dilma conduzirá economia com mão de ferro

“A presidente eleita, Dilma Rousseff, sinalizou que usará a montagem de sua equipe econômica para mostrar personalidade própria e um novo estilo de governar. Diferentemente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estimulava divergências entre os condutores da economia para, no fim, criar consenso, Dilma avisou a interlocutores que deseja uma equipe harmônica e que terá influência direta no encontro das soluções.

Nas primeiras entrevistas concedidas semana passada, Dilma foi além e explicitou que vai comandar e monitorar pessoalmente a economia. Disse que essa é uma responsabilidade dela, e não de nomes que venham a ser escolhidos:

– Não serão pessoas que vão ser responsáveis sobre isso. Sou eu que sou responsável. E, como responsável, asseguro: seja quem seja que esteja no exercício do cargo, eu assegurarei ao país a questão da estabilidade econômica.

Para petistas e aliados, esse recado foi mais do que claro sobre a preponderância que ela pretende ter sobre a área econômica. Esse deverá ser um contraponto visível do governo dela em relação ao de Lula.

Com opiniões próprias, os dois principais economistas que terão interlocução com Dilma são o atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho, com grande influência no seu pensamento, e o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, que Dilma sempre ouve, cita e elogia, principalmente em relação à sua eficiência.

O terceiro nome do grupo será o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega; o presidente Lula já sinalizou que gostaria que ele fosse mantido no comando da pasta. Mas ele pode ir para outra função.

De forma reservada, Dilma tem considerado Mantega menor que o cargo que ocupa e com pouca liderança para conduzir a economia. A presidente eleita atribui à falta de comando de Mantega os problemas recentes com a Receita Federal nas gestões de Lina Vieira e de Otacílio Cartaxo.”

(Globo Online)

Fortaleza é sede de workshop internacional sobre saúde

O Brasil e o Canadá, que adotam sistema de saúde pública de maior dimensão no mundo, trocarão experiências em Fortaleza durante o I Workshop Internacional de Gestão do Conhecimento e Inovação em Saúde.

O evento ocorre a partir de segunda-feira, no Hotel Mareiro. A realização é da UFC, Fundação Osvaldo Cruz e Instituto Centec. Na coordenação-geral está o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado, René Barreira.

A ocasião merece a presença dos senhores secretários municipais da Saúde e seus gestores. Vai ser um momento de troca de experiências considerável.

O presidente da Fundação Osvaldo Cruz, Carlos Gadelha, qu é cearense, também estará no evento abrindo o debate e anunciando novidades no que diz respeito ao projeto de implantação de uma unidade da Fiocruz na cidade do Eusébio (Região Metropolitana de Fortaleza).

MEC divulga requerimento na internet para aluno prejudicado no Enem

“O Ministério da Educação admitiu no final da tarde deste sábado que soube apenas durante a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – ao abrir e distribuir as provas – que havia um erro na impressão do cartão-resposta entregue aos estudantes. Apesar de minimizar o problema, o governo não sabe quantos estudantes deixaram de ser avisados a tempo.

O MEC criou um requerimento na internet para os estudantes pedirem a correção invertida. Mas o ministério também não sabia dizer a partir de quando essa possibilidade de correção estará disponível na internet. “No decorrer da semana”, disse o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), José Joaquim Soares Neto.

Soares Neto admitiu ainda que não pode garantir que todos os 3,5 milhões de estudantes que compareceram neste sábado ao exame receberam a informação de preencher as respostas de acordo com a orientação dada de última hora pelo MEC. “Se por acaso alguma sala ou estudante não recebeu (orientação), estamos abrindo o requerimento”, afirmou.

Apesar do erro, o presidente do Inep tentou minimizar o episódio. “Nós tivemos 3,5 milhões de estudantes realizando o exame muito bem elaborado e não temos ocorrências de problemas em nenhum local. Tudo ocorreu de forma tranquila e a realização do exame foi um sucesso”, disse.”

(Agência Estado)

Lula deixa conta de R$ 50 bi para Dilma pagar em 2011

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“Faltam oito semanas. No sábado 1º de janeiro, Lula vai passar a Dilma Rousseff a faixa presidencial junto com uma conta bilionária a ser paga no primeiro ano do novo governo. A dimensão exata dessa fatura somente será conhecida em janeiro. Mas sabe-se, por exemplo, que, se o presidente decidisse não gastar mais um único centavo em novos projetos a partir desta segunda-feira – o que é absolutamente improvável -, deixaria uma herança de R$ 50,7 bilhões em débitos a pagar no Orçamento de 2011, apenas por obras e serviços já encomendados (construção de habitações, barragens, postos de saúde, manutenção de estradas, etc).

Esse valor das contas federais penduradas até a semana passada já é maior que a soma dos investimentos em obras (R$ 43 bilhões) no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) previstos para o ano que vem. Representa o resultado de uma opção na execução do Orçamento público, feita por Lula em parceria com Dilma, que conduziu o PAC quando chefiava a Casa Civil. É, principalmente, a moldura do retrato de um governo prisioneiro da expansão de uma grande máquina burocrática, que ele mesmo consolidou.”

(O Globo)

Construtoras ajudaram a eleger 54% dos congressistas

“As empreiteiras mais que triplicaram o volume de doações para os políticos que se elegeram para o Congresso neste ano em relação a 2006. Dos congressistas eleitos, 54% receberam recursos das construtoras em 2010, um total de R$ 99,3 milhões, informa reportagem de Silvio Navarro e Breno Costa, publicada neste domingo pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Levantamento feito pela Folha nas prestações de contas disponíveis no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que 306 congressistas que assumirão mandatos em fevereiro (264 deputados e 42 senadores) receberam contribuições de construtoras.

Há quatro anos, as empreiteiras declararam ter doado R$ 32,6 milhões (valores corrigidos pela inflação). A conta tem apenas uma ressalva: este ano foram disputadas 27 vagas a mais no Senado do que em 2006, quando foi eleito apenas um senador para cada Estado.

As empreiteiras superaram com folga outros tradicionais doadores, como bancos, mineradoras e empresas ligadas ao agronegócio.”

(Folha)

Quer vinho? Venha…

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Fortaleza receberá, nesta semana, a maior prova de vinhos da região Nordeste. Trata-se do WOW – Wines of the World, evento, que depois de passar por Recife (PE) e João Pessoa (PB), chega à capital cearense. Na ocasião, serão degustados mais de 100 rótulos de vinhos de 36 vinícolas oriundas de países como Portugal, Argentina, Chile, Itália e França (Não Tem). Vamos ter Espanha.

O encontro é destinado a enólogos, produtores e diretores comerciais de vinícolas e  donos de restaurantes de Fortaleza, além de apreciadores de bons vinhos. Durante a degustação, famosos produtores como Herdade dos Grous (Portugal), Herdade do Esporão (Portugal), Bacalhôa (Portugal), Bodegas Muga (Espanha), Ruffino (Itália), Viña Tarapacá (Chile) e Alta Vista (Argentina), entre outros, apresentarão suas bebidas.

Excelentes vinhos serão degustados como Quinta da Garrida Dão (tinto) safra 2006, Muga Reserva Selección Especial (tinto) 2004, Muga Reserva (tinto) 2004, Emilio Moro (tinto) 2005, Pian di Nova IGT Il Borro (tinto) 2006, Viña Mar Reserva Especial Pinot Noir (tinto) 2007, Terroir Selection (tinto) 2007 e Atemporal Blend (tinto) 2007. Para a apreciação ser completa, o enólogo mais premiado de Portugal, Luís Duarte, o único a ganhar duas vezes o prêmio de “enólogo do ano” pela Revista de Vinhos de Portugal estará presente no WOW.

(Com a Assessoria de Imprensa do Evento)