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Zé Dirceu considera "inaceitáveis ataques feitos por Serra durante campanha

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“O ex-ministro da Casa Civil do Governo Lula, José Dirceu (PT), réu no processo do Mensalão, afirmou, nesta segunda-feira (1), no programa Roda Viva (TV Cultura), que não pode aceitar o que o candidato derrotado à presidência da República, José Serra (PSDB), fez com ele durante a campanha. Dirceu diz que foi linchado publicamente antes do seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), mas acredita que o seu adversário não acabou politicamente e que tem valor porque lutou até o final. “Espero que ele tenha um papel na oposição. Não espero um País sem oposição. Não espero que o País viva assim”, disse. O programa vai ao ar às 22h desta segunda-feira (1º).

De acordo com Dirceu, a postura do PSDB na campanha, notadamente no horário eleitoral de rádio e TV, foi inaceitável. “Não posso aceitar o que o José Serra fez comigo. Ele me linchou. E se eu for absolvido no Supremo, como é que fica? Ele me colocou como chefe de quadrilha. Eu tenho biografia, não tenho folha corrida”, afirmou.

Após a gravação, Dirceu disse que o discurso feito por Serra ontem, reconhecendo a derrota, visa a mistificação e que é um discurso pequeno, do ponto de vista político. “O objetivo dele continua a ser a mistificação. Lutar pela liberdade e pela democracia como se ela estivesse ameaçada. Lutar pela liberdade e pela democracia, nós devemos sempre lutar. Agora, que esse é o principal problema do Brasil e a oposição deve ser construída em uma luta, como se nós fossemos uma ameaça para o País, não é correto.. Ele está vivendo em outro País”, disse. Porém, por outro lado, Dirceu disse não subestimar a carreira política do adversário. “Essa coisa de dizer que está morto, não vai mais fazer política, que não tem mais espaço, não é assim. Posso discordar, até condenar, porque acho que a guerra foi suja, a campanha se rebaixou muito. Essa questão religiosa, é muito grave que ele tenha trazido isso. A maneira como se tratou a questão da interrupção de gravidez, do aborto, mais grave ainda, mas isso não significa que eu reconheça que ele lutou e batalhou até o final”, disse.

Segundo Dirceu, a partir de agora, o PSDB vai ter de superar a crise. “Agora é crise no partido porque eles estão praticamente empurrando o Aécio Neves para fora do partido. E quem autoriza isso está querendo que ele saia. Não é tão simples assim a vida não vai ser fácil do PSDB e do DEM. Mas eu não subestimo a oposição, porque ela tem força política”, afirmou. Dirceu disse que a oposição tinha a “certeza que ia ganhar a eleição de nós”. Durante o programa, ele disse ainda que o governo Lula foi o que mais trabalhou contra a divisão do País e que o discurso da oposição, muitas vezes foi exatamente o contrário.

Sobre o seu julgamento no STF, Dirceu disse que vai fazer a sua defesa na sociedade e espera que o seu julgamento – ainda sem data definida – e que espera que ele não se transforme no 3º turno das eleições. Por fim, ele afirmou que muitas vezes fica cansado consigo mesmo. “Virei um personagem que eu não sou, mas estou satisfeito com a solidariedade que recebi nesse País.”

(Portal Terra)

Mesmo perdendo a presidência, oposição comandará 52,3% do eleitorado

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“A oposição, composta por PSDB e DEM, vai administrar 52,3% do eleitorado brasileiro. Derrotado na corrida à Presidência, o PSDB saiu das eleições como o campeão na disputa pelos Estados (oito vitórias) e terá, a partir de janeiro, quase metade do eleitorado brasileiro sob sua administração –64,2 milhões, que representam 47,5% do total.

A conquista tucana nos Estados torna-se um contrapeso à vitória de Dilma Rousseff (PT), que contará com apoio certo de 16 governadores –o PMN, vencedor no Amazonas, estava na chapa de José Serra (PSDB). Os tucanos já haviam faturado a eleição no primeiro turno em quatro Estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Tocantins, sendo os dois primeiros os maiores colégios eleitorais do país. A esse cinturão no Centro-Sul do mapa somaram-se vitórias em mais quatro praças ontem: Alagoas, Pará, Goiás e Roraima.

O resultado está acima dos prognósticos mais otimistas feitos pelo comando do partido no início da campanha, cuja expectativa era faturar no máximo seis Estados. Em números, é o melhor desempenho da sigla desde 1994 (52% dos eleitores), quando houve uma onda nos Estados alavancada pela eleição de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Em 2006, conseguiu 43%. A oposição faturou no primeiro turno em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte, com o DEM.

O PT teve crescimento discreto, de 13,5% para 15,7%, ganhando em quatro Estados (AC, BA, RS e SE) e no Distrito Federal. Além da reeleição na Bahia, a grande vitória petista foi no Rio Grande do Sul. Maior partido do Brasil, o PMDB encolheu e comandará 15,3% do eleitorado, ante 22,8% há quatro anos. A legenda administrará cinco Estados (MA, MS, MT, RJ e RO). Outro destaque destas eleições é o PSB, que termina com seis vitórias (PB, CE, PE, ES, PI e AP), totalizando 14,8% do eleitorado. A força dos “socialistas” está concentrada no Nordeste.

CONGRESSO

O triunfo da oposição na geopolítica do país é, entretanto, relativizado pela ampla maioria que Dilma terá no Congresso. De largada, a petista conta com 311 dos 513 deputados. Mas, se tomado o arco de partidos que hoje apoiam o governo Lula, ela teria uma base de 402 parlamentares –a maior desde a redemocratização do Brasil. Os principais alvos de negociação do futuro governo Dilma serão PP, PTB e PV, que optaram por não se coligarem formalmente à chapa dela ao Planalto. No Senado, a petista também terá maioria confortável, que variaria hoje entre 52 e 60 das 81 cadeiras.”

(Folha.com)

Suplicy leva orquídeas para Dilma, mas é barrado por assessores

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“O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apareceu de surpresa na tarde desta segunda-feira em frente à casa da presidente eleita, Dilma Rousseff, com uma cesta de orquídeas na mão, mas não conseguiu passar do portão, onde foi recebido do lado de fora por um dos assessores da petista.

Suplicy afirmou que queria dar um abraço em Dilma e cumprimentá-la por ela ter colocado como uma de suas principais metas a erradicação da miséria. O senador é conhecido por defender a aplicação da renda básica de cidadania no país.

Suplicy ouviu do assessor que Dilma estava descansando. “Disseram que ela está descansando. Na hora que ela quiser, voltarei para dar um abraço pessoalmente”, afirmou o senador, que foi cercado por estudantes de arquitetura de Rio Preto (SP) que estavam em excursão a Brasília e também foram visitar a casa de Dilma, que fica no Lago Sul, região nobre de Brasília. O senador tirou fotos com os estudantes e distribuiu a alguns deles seu livro sobre a renda básica.”

(Folha.com)

Lula aconselha Dilma a manter Mantega e Meirelles

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já aconselhou a sucessora, Dilma Rousseff, a manter Guido Mantega no Ministério da Fazenda e Henrique Meirelles no comando do Banco Central. Apesar de Lula dizer publicamente que não interferirá no governo Dilma, a Folha apurou que ele já teve algumas conversas com ela sobre a formação do ministério. Lula disse a Dilma que acha que deu certo a “dobradinha” entre Mantega, tido como mais desenvolvimentista, e Meirelles, mais conservador, na crise econômica internacional de 2008/ 2009. Para Lula, a manutenção dos sinalizaria uma continuidade que acalmaria o mercado financeiro numa hora de preocupante valorização do real em relação ao dólar e de possibilidade de guerra cambial entre os países.

Meirelles seria um indicador da permanência do conservadorismo light adotado por Lula na política econômica. Já Mantega atenderia aos que pedem contraponto aos defensores de maior ortodoxia fiscal e monetária. Além disso, há a avaliação de que a eventual manutenção de apenas um deles acabaria por chancelar um lado da disputa. Apesar do acerto na crise, há histórico anterior de embates entre os dois. O petista também deu conselho a Dilma sobre o destino de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e coordenador da campanha dela. Lula gostaria que Palocci chefiasse a Casa Civil e que fosse o chefe da transição da parte do novo governo –função que já cumpriu em 2002.

Palocci, que caiu no episódio da quebra de sigilo do caseiro Francenildo, é muito identificado com Lula. Há setores no PT que bombardeiam a ida de Palocci para cargo tão poderoso, sob o argumento de que ele seria uma sombra para Dilma. Essas alas petistas defendem Palocci na Saúde, mas ele não gosta da ideia.

Se Palocci não for para a Casa Civil, crescem, nessa ordem, as chances de Paulo Bernardo (Planejamento) e de Alexandre Padilha (Relações Institucionais) de ocupar o posto. Bernardo está alguns pontos à frente. Dilma gosta de Padilha, também cotado para ser o novo chefe de gabinete da Presidência. Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, deve ocupar a pasta dos Direitos Humanos ou outro cargo no Palácio do Planalto, como a Secretaria-Geral.”

(Folha Online)

Gabeira apregoa oposição, mas destacando avanços

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Candidato derrotado ao Governo do Rio pelo PV, Fernando Gabeira escreve artigo sobre a vitória de Dilma Rousseff (PT). Confira:

“Desde ontem, Dilma é a nova presidente do Brasil. Como eleitor de Marina no primeiro turno e de Serra, no segundo, desejo aos vencedores um bom governo, pois de sua competência e correção dependerá a sorte dos brasileiros nos próximos quatro anos. A única notícia que existe é esta: Dilma venceu. As outras são mais ou menos previsíveis. Um novo presidente diz sempre que vai governar para todos os brasileiros e estende a mão aos adversários; todo adversário derrotado deseja boa sorte e promete uma oposição vigilante, porém racional e desapaixonada.

Estamos ainda no terreno das formalidades pós eleitorais. Embora não considere a pesquisa como um único parâmetro, era possível ver nas ruas o potencial da vitória de Dilma pela adesão dos setores mais pobres. Aqui em casa, de vez em quando entra a voz de um pastor que faz preleções no Morro do Cantagal: vamos votar amanhã, sabendo que o PAC é importante para nós, não preciso dizer mais nada – afirmava ele através de um potente sistema de som.

Há dois caminhos nos comentários de hoje: discutir os solavancos da campanha ou especular sobre o futuro governo Dilma. Ambos os esforços são válidos, embora não sejam o centro de minha preocupação.Agora é preciso antes de tudo redefinir a vida: escrever um livro, realizar estudos de política sobre temas ainda ignorados no Brasil , produzir alguns textos jornalísticos, estimular  novas frentes de luta, como a defesa do oceano, e sobretudo, estar aberto para o que acontecer no Brasil e fora dele.

“Keep wallking”,  diz a propaganda. E creio que é uma frase importante. Faço oposição ao governo e creio que ela tem uma grande tarefa democrática. Nessa campanha, entretanto, vi como se embaralharam os temas e como se voltou contra o governo aquilo que sempre foi um grande obstáculo para mim: o fundamentalismo religioso. Milhões de panfletos negativos sempre foram feitos contra mim, em campanhas majoritárias. Em 2008, os adversários, a julgar pelo relato dos próprios adversários, percorreram igrejas e templos para atemorizar os fiéis.

Daqui para frente, será preciso desenhar com nitidez uma política de oposição que denuncie o aparelhamento do estado, a falta de sustentabilidade ambiental nas decisões econômicas, a própria corrupção e a propaganda vazia sobre feitos inacabados. Mas sem perder o contato com os avanços em outras áreas, sem hesitar em propor políticas sociais avançadas. Vai ser preciso uma longa discussão sobre o que é oposição a um governo com apoio popular, sobre o que é avançar em relação a esse longo domínio do PT e seus aliados. Costumam chamar isto de frente de esquerda. Mas. para mim, é claro que ser de esquerda ou de direita não foi jamais a verdadeira clivagem dentro do governo. A verdadeira linha divisória é esta: quem está contra, quem está a favor.

Estamos na primeira manhã, do primeiro dia. Esses temas voltarão e creio que nosso novo site estará no ar esta semana. Aí sim, começaremos já a experimentar os primeiros passos de um novo caminho. Quanto às outras intervenções, na imprensa ou na literatura, assim como ensaios políticos, tudo isso estará presente também no site que, no ano que vem, vai ser uma espécie de convergência de todo o trabalho”.

Fernando Gabeira.

Era Dilma – Apuraçao de escândalos culmirará com transição

“Eleita ontem, Dilma Rousseff (PT) terá que dividir a montagem da sua equipe de governo com explicações sobre dois escândalos que marcaram sua campanha –o caso Erenice Guerra e a quebra de sigilo fiscal de tucanos e pessoas próximas a José Serra (PSDB). O desfecho dos dois casos, empurrados para depois da eleição, deve culminar com o período d e transição do governo, entre novembro e dezembro. A posse é no dia primeiro de janeiro.

Na próxima semana, encerra o prazo dado pela Justiça para que a Polícia Federal conclua as investigações das denúncias de tráfico de influência na Casa Civil. O escândalo envolve a sub de Dilma na Casa Civil, Erenice Guerra, que pode ser indiciada após ter confirmado semana passada em depoimento à PF que recebeu empresários que negociavam com a empresa de lobby dos filhos dela.

Dilma tem afirmado que não sabia de nada e criticado a conduta da sua braço direito no governo. Erenice teve de deixar o governo após a Folha revelar que um dos encontros ocorreu no prédio do governo com empresários de Campinas. Também está em curso apuração sobre como os Correios, em especial a área de transporte de carga, foram afetados pelo lobby.

A PF deve sinalizar nos próximos dias se irá aprofundar a investigação sobre a quebra do sigilo de familiares de Serra e de tucanos. Nos dois casos, a oposição não descarta propor CPIs caso a investigação da PF não seja conclusiva. A sindicância do governo instalada para apurar a participação de servidores no esquema de lobby na Casa Civil também pode ser concluída no próximo dia 18, fim do novo prazo dado para o encerramento dos trabalhos.

A Folha revelou que a sindicância detectou que o esquema de lobby não se restringia à Casa Civil, mas contava com a participação de dois outros órgãos vinculados à Presidência da República –GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e SAE (Secretaria e Assuntos Estratégicos).

Os computadores de Erenice e outros dois assessores da Casa Civil estão sendo periciados pela PF e pela sindicância interna. A PF não confirma, por exemplo, se pediu quebra de sigilos fiscal, telefônico e bancário dos envolvidos, que podem atrasar a conclusão do inquérito.”

(Folha Online)

Mesmo sem Nordeste, Dilma venceria Serra

Dilma tendo a prefeita Luizianne Lins na fita.

“Depois de uma das campanhas mais acirradas à Presidência da República, a petista e ex-ministra chefe da Casa Civil, Dilma Vana Rousseff, 62 anos, se consagrou ontem como a primeira mulher a governar o Brasil. Com 99,94% das seções apuradas, Dilma Rousseff amealhava 55.724.713 de votos (56,05% do total de votos válidos) contra 43.699.232 (43,95%) de José Serra (PSDB), 68 anos. Oito anos após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro operário, os eleitores brasileiros deram a Dilma Rousseff uma vitória que a põe em restrito grupo. Apenas 7% dos chefes de Estado no mundo são mulheres.

A diferença da petista para o tucano foi de pouco mais de 12 milhões de votos. Essa vantagem ocorreu graças à enorme votação de Dilma no Nordeste, onde ganhou 10.717.434 de votos a mais do que Serra. Logo, mesmo se o Nordeste – maior reduto eleitoral do PT – fosse excluído dos cálculos, a candidata gov ernista venceria a eleição por um saldo de 1,3 milhão de votos, ou 0,9 ponto percentual (50,9% a 49,1%).

Até o fechamento desta edição, Dilma alcançava uma votação 9,14 pontos percentuais superior à que obteve no primeiro turno. E Serra, 11,34 pontos acima. Isso indica que o espólio de 19.636.359 de votos (19,33%) de Marina Silva (PV), terceira colocada na primeira etapa, migrou mais para o candidato tucano.

A abstenção, de 21,39%, foi maior que no primeiro turno (18,12%). Mas os votos nulo e em branco, que foram respectivamente de 5,51% e 3,13%, caíram para 4,40% e 2,31%.”

(Valor Econômico)

Nordeste dá boa maioria pró-Dilma e fato gera onda de preconceito no twitter

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A petista Dilma Rousseff conseguiu ampliar seu colchão de votos no Nordeste, além de melhorar seu desempenho em Minas e no Rio, segundo e terceiro colégios eleitorais do país. A conjunção desses fatores assegurou sua eleição ontem. Ela venceu no Distrito Federal e em 15 estados, a maioria no eixo Norte-Nordeste.

José Serra (PSDB) virou a eleição em três estados em relação ao primeiro turno — Rio Grande do Sul, Goiás e Espírito Santo — e obteve maioria de votos em 11 unidades da federação, concentrados no Sul e no Centro-Oeste, além de São Paulo.

No estado em que governou até março, Serra tinha 54,05% dos votos válidos (12,3 milhões), contra 45,95% de Dilma (10,4 milhões). A diferença foi de 1,8 milhão de votos, menor do que a meta traçada por sua campanha, que era a de superar os três milhões.

O esforço apregoado pelo senador eleito Aécio Neves (PSDB) para alavancar o paulista em Minas não surtiu o efeito esperado.

Embora tenha aumentado sua votação em Minas em 11 pontos percentuais, Serra não conseguiu neutralizar o crescimento da rival. Dilma abriu uma dianteira de 1,7 milhão de votos, praticamente anulando a vantagem que ele obteve em São Paulo. A petista teve 58,4% dos votos (6,2 milhões) na terra de Aécio, contra 41,5% do adversário (4,4 milhões).

A performance do tucano no segundo turno foi 33% melhor (mais 1,1 milhão de votos) e a de Dilma, 22% (mais 1,15 milhão). Mas a diferença manteve-se no mesmo patamar, entre 16 e 17 pontos.

O Rio deu 60,48% dos votos válidos à ex-ministra (4,9 milhões) e 39,52% a Serra (3,2 milhões). Ela ganhou 1,1 milhão de votos em relação ao primeiro turno e ele, 1,2 milhão. É como se o eleitorado que apoiou Marina Silva (PV), que ficou em segundo no Rio, com 2,6 milhões de votos, tivesse se dividido.

Dilma se aproximou do governador Sérgio Cabral (PMDB), que teve 66% dos votos válidos no primeiro turno. Ele e outros governadores foram cobrados pelo presidente Lula para que puxassem mais apoios para Dilma.

Também foi assim em Pernambuco: Eduardo Campos (PSB) foi reeleito com 82%. Dilma teve 75,6% ontem no estado.”

(O Globo)

DETALHE – O fato de Dilma ter conquistado maior votação no Nordeste acendeu, no twitter, o velho preconceito contra nossa região. Ofensas contra nordestinos ocorrem desde ontem nessa rede, estando entre os três assuntos mais comentados. Até o tópico que aparece é pejorativo: “nordestistos”

Dilma já prepara equipe de transição

“Menos de três horas depois de as urnas confirmarem sua vitória, a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) começou a preparar sua equipe para a transição de governo. O primeiro passo foi convocar seus aliados mais próximos para uma reunião privada nesta segunda-feira, para começar a discutir as primeiras medidas a serem tomadas agora que terminou a corrida presidencial.

O  plano, segundo um dos integrantes do círculo próximo à presidenta eleita, é começar a “distribuir tarefas”. Dilma avisou a aliados que quer deixar os primeiros trabalhos encaminhados antes de viajar ainda esta semana para descansar da campanha. Dilma recrutou parte de seu time para a reunião durante a recepção organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, na qual estavam também governadores eleitos. Ela seguiu para a residência oficial da Presidência logo após fazer seu discurso de vitória em um hotel em Brasília.”

(Ultimo Segundo)

Dilma acompanhará Lula em viagens à África e Ásia

“A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) vai descansar nos próximos dias, mas em seguida, no fim de semana, retoma as primeiras atividades como sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao lado de Lula, Dilma segue para viagens à África e à Ásia. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem (31) que Dilma confirmou os planos de descanso e viagens ao exterior.

“Ela [Dilma Rousseff] disse que vai tirar uns dias de descanso e depois viaja com o presidente [Lula]” para o exterior, afirmou Bernardo, ao deixar ontem à noite o Palácio da Alvorada, onde Lula, Dilma, ministros, governadores eleitos e aliados comemoraram a vitória.

No sábado (6), Lula e Dilma viajam para Moçambique. Em Maputo, capital de Moçambique, será inaugurada uma fábrica de medicamentos. Depois da África, ambos participam das reuniões do G20 (o grupo das 20 maiores economias do mundo) em Seul, na Coreia do Sul.
 
A reunião é considerada emblemática não só porque Lula estará acompanhado pela presidente eleita, mas também porque na ocasião será referendada a decisão de ampliar a  participação dos países em desenvolvimento na nova estrutura do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na reunião, Lula deve ratificar a posição do governo brasileiro para que a comunidade internacional unifique ações que evitem as guerras cambial e de divisas. Para os Estados Unidos e algumas economias ocidentais, a China mantém sua moeda ( o yuan) desvalorizado para garantir as exportações e o crescimento econômico interno.

A ideia de Lula é que Dilma o acompanhe em mais oito viagens ao exterior até o final de dezembro. As prioridades do presidente são os países da América do Sul, entre eles o Chile e a Argentina. Há ainda reuniões do Mercosul e da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) previstas para o período.”

(Agência Brasil)

Arcebispo de Fortaleza quer Dilma focando gestão na luta contra a corrupção

O arcebispo de Fortaleza, dom José Antônio de Aparecido Tose, afirmou, nesta segunda-feira, que espera de Dilma Rousseff (PT), a primeira mulher eleita presidente do Brasil,  faça “um mandato digno dela e do povo brasileiro”. Para ele, Dilma terá que fazer uma gestão para todos os brasileiros e focada na “honestidade e na luta contra a corrupção”.

Dom José disse ainda torcer para que a nova administração busque “mais o bem comum do que o interesse particular” e enfrente graves problemas que, apesar de avanços do Governo Lula, ainda reclamam por providências. Não mencionou quais, mas destacou:  “Tem muita coisa que já foi feita, sem dúvida e isso não se pode negar. Mas tem muita coisa que ainda precisa se fazer”.

Ele considerou positivo que Dilma anuncie que vá consultar Lula sempre que necessário, o que não lhe surpreende “porque ambos estão ligados diretamente”. Ressaltou que a petista, em seu primeiro pronunciamento, fez elogios e agradecimentos ao presidente.

O arcebispo não entrou na questão polêmica da descriminalização do aborto, que provocou momento de acirramento da campanha eleitoral entre apoiadores de Dilma e de José Serra (PSDB). Ele preferiu torcer para que, após uma campanha “tumultuada e com muita baixaria” se imponha o respeito.

Serra: "Que Dilma faça bem para o País"

O candidato derrotado à Presidência fez um pronunciamento no qual desejou à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), que “faça bem para o país”. “No dia de hoje os eleitores falaram, e nós recebemos com respeito e humildade a voz do povo nas urnas. Quero aqui cumprimentar a candidata eleita Dilma Rousseff e desejar que faça bem para o nosso país”.

Serra deu a entender que permanecerá atuante na vida política. “Eu disputei com muito orgulho a presidência da República. Quis o povo que não fosse agora”, disse o tucano. “E para os que nos imaginam derrotados, quero dizer: ‘nós apenas estamos começando uma luta de verdade’. Estamos no começo dessa luta. Nós vamos dar a nossa contribuição ao país em defesa da pátria, da liberdade, da democracia, do direito que todos tem de falr de serem oubvidos, da justiça social”.

(Folha.com)

Vitória de Dilma repercute na mídia internacional

“As edições online dos principais jornais do mundo repercutem nesta noite a vitória da primeira presidente que o Brasil já teve. A vitória de Dilma Rousseff teve como foco o fato de a candidata eleita ser a “herdeira” e “protegida” de Luiz Inácio Lula da Silva.

Um dos primeiros a noticiar a vitória da petista, o espanhol El País, destacou em seu site que o presidente Lula “sempre deixou claro que a vitória de sua candidata era uma vitória dele próprio”. A página ainda ressaltou que ela terá a tarefa de comandar o país que melhor representa o crescimento de novas potências mundiais.

Um dos mais importantes jornais do mundo, o New York Times destacou que a “ex-guerrilheira” Dilma foi vitoriosa após a promessa de “seguir com as políticas que tiraram milhões da pobreza” e tornaram o Brasil “uma das mais quentes economias do mundo”. O diário americano lembrou que a presidente eleita fez parte de um governo que tirou cerca de 10% da população da extrema pobreza, “um legado grande demais para Serra superar”.

O Wall Street Journal, bússola do mercado financeiro, publicou que a vitória da petista foi “selada pela ampla prosperidade econômica” e pela popularidade de seu “predecessor e mentor”, Lula. Também classifica Dilma como uma “burocrata” relativamente desconhecida. O The Washington Post seguiu a linha do Wall Street Journal, considerando que o resultado das eleições demonstram a lealdade do povo ao atual presidente.

O La Repubblica afirmou que a “pupila” do presidente Lula se elegeu dentro de sondagens que “sempre deram no mínimo 10% de margem”. O jornal italiano não explorou a eleição brasileira, usando inclusive uma imagem antiga de Dilma.

Entre os periódicos franceses, o Le Monde não esconde sua simpatia e coloca a candidata petista como uma “sobrevivente de um câncer” e herdeira política do presidente “mais popular” da história do Brasil. O Le Figaro, mais crítico, destaca no título que a campanha foi “deletéria” (degradante), dizendo que o país está há “fogo e sangue” após a disputa.

O jornal britânico The Guardian destaca a história de Dilma como “ex-rebelde marxista” e a negativa do partido verde em apoiar a candidata do governo, o que lhe daria uma maioria “instantânea”. O passado de luta armada da petista também foi lembrado pelo The Times.

O argentino La Nación escreveu em sua edição online que a petista “arrasou com 55,05%” dos votos. Chamada de “eleita de Lula”, a vitória de Dilma foi classificada como “a boa notícia do Brasil” por um analista político do jonal. O Clarín, por sua vez, optou por ressaltar o fato de o país ter escolhido sua primeira presidente mulher com um “contundente triunfo”.

O português Diário de Notícias destaca na capa a altíssima abstenção destas eleições. “Apesar do voto ser obrigatório no Brasil, a abstenção ronda os 21%.” O também português Correio da Manhã destacou que “mesmo antes do resultado oficial, Dilma já falava como presidente e disse que irá governar para todos os brasileiros”.

Búlgaros tiram “casquinha” de vitória

A edição internacional da agência de notícias novinite.com dá amplo destaque para a descendência búlgara da candidata vitoriosa. A agência da Bulgária lembra do pai da ex-ministra da Casa Civil, Petar Rusev, que mudou seu nome para “Pedro Rousseff”, que fugiu da Bulgária para a França em 1929 e depois para a América Latina durante a 2a Guerra Mundial, em 1944.

Em uma nota separada, destaca ainda Momchil Indzhov, o “primeiro búlgaro” a entrevistar Dilma Rousseff, “autor de duas das três entrevistas” publicadas na bulgária com a petista. O site ainda promete uma “empolgante” cobertura da vitória da primeira presidente mulher do Brasil na edição.”

(Portal Terra)

"Agora, não estou mais sozinha!", diz Luizianne ao falar sobre a vitória de Dilma

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A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), comemorou a vitória de Dilma Rouseff, neste domingo, afirmando: “Agora, não estou mais sozinha”. Referiu-se ao fato de administrar uma das maiores cidades do País e, como mulher, observou, enfrentar preconceitos e dificuldades.

Luizianne disse que a conquista de Dilma foi importante, pois foi uma conquista das mulheres para acabar com o preconceito. “E olhe que chegou mais cedo que a gente esperava”. Ela está em Brasília no comitê central da campanha pró-Dilma.

Sarkozy é o primeiro a cumprimentar Dilma e Chávez diz: "Bem-vinda ao clube"

“Confirmada a vitória da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência, líderes mundiais começaram a enviar seus parabéns a petista. O primeiro a fazer foi o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que menifestou suas “cálidas felicitações” a Dilma, em um comunicado emitido pelo Eliseu logo após a divulgação dos resultados oficiais.

Para Sarkozy, a eleição de Dilma reflete o “reconhecimento do povo brasileiro pelo considerável trabalho feito pelo presidente Lula para fazer do Brasil um país moderno e mais justo”. O presidente francês afirmou ainda que “França e Brasil compartilham os mesmos valores e uma visão comum do mundo”.

Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, expressou sua satisfação pela vitória Dilma Rousseff dando-lhe as boas-vindas “ao clube” e afirmando que ela se tornará “uma gigante”.

“Vou mandar este beijo para a minha querida Dilma”, disse Chávez, ao encerrar a transmissão de seu programa dominical “Alô, Presidente”.

“Você veio de longe, companheira, eu te conheço. Sabemos de onde você vem, das batalhas pelo Brasil, das batalhas duras. Uma mulher de grande índole, uma mulher patriota”, continuou Chávez.

Argentina

Em nota, o governo argentino, liderado por Cristina Kirchner, declarou que o triunfo de Dilma “decreta a continuidade das políticas que vêm sendo desenvolvidas tanto no Mercosul como na Unasul para o bem-estar de nossos povos e de toda a comunidade latino-americana”.

O chanceler argentino, Héctor Timerman, disse através de sua página na rede social Twitter que entrou em contato com o assessor para Assuntos Internacionais do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, para falar sobre a vitória de Dilma.

“Da tristeza da quarta-feira à alegria do domingo”, afirmou o chanceler argentino, lembrando o falecimento do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner.

Espanha

O primeiro ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, enviou telegrama à Dilma parabenizando-a pela vitória nas eleições e se comprometendo a seguir trabalhando para que relação bilateral entre Brasil e Espanha continue “magnífica”.

El Salvador

O presidente de El Salvador, Mauricio Funes, expressou sua “alegria” pelo triunfo de Dilma e parabenizou o povo brasileiro por “uma nova mostra de maturidade democrática”.

“Em meu nome da primeira-dama da República, minha querida esposa Vanda, e o do meu filho Gabriel, que é também cidadão brasileiro, assim como em nome do povo e do governo de El Salvador, envio nossas felicitações e mostras de afeto”, diz Funes em nota oficial.”

(Portal Uol)

Tasso teme balcão de negócios com vitória de Dilma

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O senador Tasso Jereissati (PSDB) avaliou com muita preocupação a vitória da candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff. Segundo o tucano, ela foi eleita por um conjunto de partidos que deverá pressionar o Governo em busca de um “balcão de negócios”.

“O Lula foi um líder e ela (Dilma) fez campaha não dela, mas de Lula”, observou o senador derrotado nas últimas eleições.

Tasso deixou claro não confiar no PT, um partido que, conforme observou, é “gentleman” quando está por cima, mas capaz de dar caneladas quando contrariado. “Isso faz pafrte do DNA do PT”, complementou Jereissati, que deve passar o feriadão em seu sítio na cidade de Guaramiranga.

Vitória de Dilma fortalecerá o Ceará, diz Inácio Arruda

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O senador Inácio Arruda (PCdoB) afirmou, neste domingo, que a vitória de Dilma Roussef (PT) para presidente da República, será “importante” para o Brasil e, principalmente, para o Ceará. Ele avaliou que os cearenses contam agora com três senadores e o governador Cid Gomes, o que significa uma força política que está e apoiou a vitória da petista.

Inácio adiantou não ter dúvidas de que com Dilma Rousseff o Estado poderá finalmente ver concretizados importantes projetos estruturantes como refinaria premium, siderúrgica e a perspectiva de outros empreendimentos no futuro.

Inácio está em Brasília engajado à festa pró-Dilma, que ocorre no comitê central da candidata.

Em seu primeiro discurso, Dilma diz que baterá muito à porta de Lula

Dilma, tendo ao lado a prefeita de Fortaleza.

Em seu primeiro pronunciamento como presidente da República, a petista Dilma Rousseff se emocionou ao agradecer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com voz embargada, Dilma disse que “baterá à porta de Lula” e que tem a certeza de que a encontrará aberta. “Baterei muito à sua porta e tenho a certeza que a encontrarei aberta.

“Agradeço com muita emoção ao Lula. Ter a honra de seu apoio, privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos esses anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por sua gente”, disse Dilma

Eleita com 56% dos votos válidos, Dilma disse que a “alegria de sua vitória” se confunde com a “emoção da despedida” do governo do presidente Lula. “Sucedê-lo é uma missão difícil e desafiadora”.

Acompanhada do presidente do PT, José Eduardo Dutra, do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, Dilma chegou ao hotel onde muitos petistas, ministros e integrantes de partidos de sua coligação acompanharam a apuração. Ela leu um pronunciamento por cerca de 20 minutos.

Primeira mulher a ser eleita presidente da República, Dilma disse que seu primeiro compromisso como presidente é com as mulheres. “Já registro meu primeiro compromisso: honrar as mulheres brasileiras para que este fato até agora inédito se transforme em um evento natural e possa se repetir nas empresas, nas instituições civis e representativas de toda a nossa sociedade”, disse a presidente eleita que fez um pedido aos pais e mães de meninas brasileiras. “Gostaria que pais e mães de meninas pudessem olhá-las hoje e dizer: sim, a mulher pode”.

(Agência Brasil)