Blog do Eliomar

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DEM já flerta com base governista

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“Após a derrota do candidato da oposição ao Planalto, José Serra (PSDB-SP), o DEM articula aproximação com partidos da base governista para não ficar refém do PSDB. “Isto não significa aderir ao governo, mas poder agregar mais partidos conservadores em assuntos polêmicos”, afirmou o deputado eleito ACM Neto (DEM-BA), que elenca como exemplo de possíveis aliados no Congresso o PR, PP, PTB e setores do PMDB. Enquanto isso, os tucanos pretendem estreitar os laços entre as legendas que já integram a coligação.

O DEM está minguando na Câmara e ainda mais fraco no Senado. Para ACM Neto, “é preciso ampliar o diálogo com várias correntes, inclusive as que integram as bases do governo”. O democrata explica: “não podemos ficar isolados, o que não significa evitar o PSDB”.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP), busca estreitar os laços com o PMDB no Estado. Falou-se em fusão. Contudo, para democratas e tucanos, o prefeito pretende sinalizar sua força política ao restante de seu partido com vistas a assumir a presidência da legenda, hoje sob o comando do deputado reeleito Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Uma eventual fusão colidiria com o desejo de tucanos de comporem com o DEM na próxima disputa por prefeituras. Segundo lideranças do PSDB, é necessário reforçar ainda mais a aliança com o DEM, sem pensar em fusão, por conta do tempo de televisão que – juntos – somariam. “Para daqui a dois anos e para a eleição no Congresso é indispensável que PSDB e DEM fiquem juntos”, afirmou o presidente do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).

Oposicionistas acreditam que Kassab, muito ligado a Serra, seria mais aglutinador do que Maia – na presidência do partido – para elaborarem uma atuação conjunta.

A oposição vai administrar 52,3% do eleitorado e só o PSDB, 47,5%. Os tucanos elegeram oito governadores e o DEM, dois. Os tucanos destacam ser fundamental apresentar os governadores eleitos como lideranças da oposição, desde que não assumam o discurso mais aguerrido – que deve ser adotado no Congresso – por precisarem estabelecer boas relações com o Governo Federal. Para Sérgio Guerra, “no Congresso, estamos diminuídos, especialmente no Senado”.

O balanço dos tucanos sobre o processo eleitoral deixou evidente, para eles, que o voto foi “pragmático”. Acreditam que o estado de bem estar do brasileiro, proporcionado ao longo dos oito anos de governo Lula, tornou difícil desenvolver um discurso de oposição que atraísse o voto dos beneficiados com o aumento do poder de compra. Serristas apostam em embates sobre a gestão econômica do governo Dilma.”

(Portal Terra)

Ciro para a pasta da Ciência e Tecnologia?

O projeto da área de Ciência e Tecnologia que a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) deverá tocar em sua gestão traz um DNA cearense: o deputado federal reeleito Ariosto Holanda (PSB). Ele foi autor de uma série de sugestões que acabaram incorporadas ao plano de gestão da petista.

Há quem defenda que Ariosto seja ouvido na hora das definições de cargos estratégicos do setor em Brasília. Fala-se até que o deputado federal Ciro Gomes (PSB) poderia ser o nome indicado para a pasta da Ciência e Tecnologia. Esse tipo de especulação, inclusive, foi mote em tópico da Coluna Política de Fábio Campos nesta terça-feira.

Dilma promete reajustar Bolsa Família

“A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) afirmou, em entrevista à TV Brasil, que pretende reajustar o valor do Bolsa Família – programa de distribuição de renda lançado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse que ainda não decidiu se o reajuste do benefício fará com que o governo revise o Orçamento da União aprovado para o próximo ano.

“Eu pretendo ver isso com mais detalhe. Agora, eu pretendo reajustar os benefícios do Bolsa Família”, afirmou. “O Orçamento é uma peça que está sempre num quadro com o qual você opera. É possível conseguir que haja mais recursos para aquilo, dependendo de suas prioridades. Agora, eu tenho o objetivo de reajustar e garantir os recursos do Bolsa Família para que eles não tenham perdas inflacionárias e que tenham ganho real”, disse Dilma, durante o programa Brasilianas.org.

De acordo com Dilma, a erradicação da pobreza será a meta central de seu governo. “É uma questão de concepção. Na concepção do projeto que eu represento, e do qual, obviamente, o presidente Lula é um dos grandes líderes, o crescimento econômico não pode ser desvinculado da melhoria das condições de vida da população. A questão social não é um adereço de mão, não é um anexo ao nosso programa, nem ao nosso governo. Eu vou tornar essa meta de erradicação da pobreza como uma meta central.”

A presidente eleita disse ainda que tem interesse em aumentar a participação das mulheres em seu governo, mas que isso não significa “criar cotas”. “Tenho todo interesse em ocupar os quadros ministeriais com muito mais mulheres, mas também não vou fazer regime de cotas. Se as mulheres forem maioria é porque foram competentes.”

Dilma disse ainda que poderá manter alguns dos ministros do governo de Lula, mas evitou adiantar em quais áreas. “É possível manter nomes e não vejo nenhum problema nesse sentido.”

A presidente eleita afirmou ainda que dará prioridade às reformas política e tributária, mas que o ritmo de trabalho será ditado pelo Congresso. “Darei uma prioridade grande à reforma tributária e à reforma política, mas os prazos serão aqueles mais adequados ao trânsito no Congresso.”

(Agência Brasil)

Lula vai poupar Dilma e deve antecipar corte de gastos e medidas de ajuste fiscal

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“O presidente Lula deverá antecipar medidas econômicas duras e impopulares para evitar que a sucessora, Dilma Rousseff, tenha de adotá-las no início de seu governo. Amanhã e quinta-feira, as pastas da Fazenda e do Planejamento deverão finalizar estudos de medidas de ajuste que acham necessárias para o novo governo. O diagnóstico será transmitido à equipe de transição de Dilma.

A Folha apurou que Lula já se dispôs, se Dilma quiser, a implementar medidas duras. A ideia é aproveitar a alta popularidade de Lula para tomar decisões que possam ser desagradáveis a setores do funcionalismo público e da sociedade como um todo. Apesar de ter negado durante a campanha, Dilma e Lula já discutiram medidas de ajuste fiscal e até monetária. Será um ajuste menor que o feito por Lula em 2003, quando havia uma situação econômica mais crítica.”

(Folha Online)

Definida data das provas práticas para médico com diploma obtido no Exterior

As provas práticas dos médicos que obtiveram diploma no Exterior estão marcadas para os dias 4 e 5 de dezembro próximo, em Brasília. A informação é do vice-reitor da Universidade Federal do Ceará e membro da Comissão de Revalidação de Diplomas do Ministério da Educação, Henry Campos.

Segundo Henry, há cerca de 500 profissionais nessa situação, que lutam para regularizar situação profissional. Para essa nova fase, ele não adiantou quantos profissionais deverão se submeter a provas.

TSE – Termina nesta 3ª feira prazo para entrega da prestação de contas

Um aviso aos candidatos que participaram do primeiro turno das eleições: termina as 19 horas desta terça-feira o prazo para que entreguem a prestação final de contas de campanha. O alerta é dado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Segundo TSE, das 24.198 contas que a Justiça Eleitoral espera receber, 7.834 já foram entregues e processadas.

Os candidatos que disputaram cargos de deputado estadual ou distrital, deputado federal, senador e governador deverão prestar contas aos Tribunais Regionais Eleitorais de cada estado.

Os candidatos que disputaram no segundo turno a presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), terão até o dia 30 de novembro para prestar contas dos gastos de campanha.

(Com TSE)

O Terceiro mandato?

Com o título “O Terceiro mandato”, eis mais um artigo do publicitário e poeta Ricardo Alcântara para nos levar a mais reflexões sobre a vitória de Dilam Rousseff (PT) para presidente do Brasil. Confira:

Em pesquisa divulgada ainda no domingo pelo Instituto Datafolha, aos eleitores consultados foi solicitada a indicação espontânea de um ou mais fatores que os levaram a escolher entre Dilma Rousseff e José Serra.
 
O resultado da pesquisa indica que os brasileiros votaram seguindo à risca os critérios sugeridos pelas estratégias de comunicação dos candidatos. O que significa que as linhas de argumentação eram as mais indicadas.
 
A campanha da Dilma estabeleceu como vetor estratégico central um comparativo entre os governos de Lula e o anterior, colando a imagem da candidata ao de seu padrinho político à exaustão, mas com sucesso.
 
Resultado: 135% dos argumentos declarados apontam para a continuidade de um governo que vem dando certo. Apenas 13% se disseram motivados por algo relacionado apenas à “imagem pessoal” da candidata.
 
Por seu lado, Serra tentou levar a campanha para um comparativo mais descontextualizado e personalista, focado no perfil pessoal e na experiência dos candidatos, presumindo nisso, claro, alguma vantagem.
 
Resultado oferecido pela pesquisa: 151% das respostas tinham como referência atributos pessoais do candidato – “mais experiente”, “cuida da saúde”, “passa segurança” – e somente 22% alegaram “rejeição ao PT”.
 
Logo, não foram fatores que podem ser classificados como “erros de campanha” que determinaram o resultado. Com os candidatos que tínhamos, sem carisma de liderança, prevaleceram os aspectos objetivos.
 
Ou seja: se o governo vai bem, deixa estar prá ver como é que fica. O terceiro mandato que o presidente Lula felizmente não quis tomar no tapetão, o PT recebeu das mãos do povo. Sua legitimidade é, portanto, inquestionável.
 

Ricardo Alcântara

Publicitário e poeta. 

Marina diz ter gasto R$ 24 milhões em sua campanha

“Terceira colocada na disputa para a presidente da República, a candidata do PV Marina Silva gastou R$ 24.108.859,74 na campanha. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (1) a prestação de contas final da candidata que obteve no primeiro turno das eleições 20% dos votos válidos. O valor final é quase três vezes menor do que o informado por Marina Silva ao TSE, em julho, quando fez o pedido do registro de candidatura. A expectativa antes de começar a campanha era arrecadar R$ 90 milhões.

O principal doador da campanha do PV foi o candidato a vice-presidente na chapa de Marina, o empresário Guilherme Leal. Ele foi responsável por quase metade da arrecadação do partido nestas eleições: R$ 11,9 milhões. Entre os principais doadores, Marina Silva contou com as construtoras Andrade Gutierrez (R$ 1,1 milhão) e Camargo e Corrêa (R$ 1 milhão); e o Itaú Unibanco (R$ 1 milhão). De acordo com a prestação de contas apresentada pelo PV, as contribuições tinham um valor mínimo de R$ 5 e, em sua maioria, eram feitas por cartão de crédito. Com destaque para a doação do empresário Eike Batista, que contribuiu sozinho com R$ 500 mil.

Uma realidade diferente da última campanha feita por Marina, em 2002, antes de disputar a Presidência, quando foi eleita senadora pelo Acre. Nas eleições daquele ano, ela arrecadou R$ 224.281. Na lista de doadores não havia grandes empresas e a maior contribuição individual que recebeu foi de R$ 50 mil. Entre as principais despesas de campanha da candidata do PV, estão os serviços de comunicação, propaganda, marketing e produção de programas eleitorais. Uma das empresas contratadas para produzir os programas recebeu mais de R$ 4 milhões.”

(Portal G1)

Só PT na equipe de transição de Dilma

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“A presidente eleita Dilma Rousseff definiu nesta segunda-feira a equipe de transição de governo, informou uma fonte próxima à negociação. A escolha foi feita em reunião na residência de Dilma em Brasília um dia depois da eleição.

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel deverão cuidar da parte institucional.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) vão negociar com os partidos da coligação que apoiou a eleição de Dilma.

Já o assessor especial da Presidência, licenciado, Marco Aurélio Garcia, cuidará da área internacional. Inclui ainda Clara Ant, que cuidou do banco de dados durante a campanha.”

(Reuters)

CNBB pede a Dilma que cumpra promessas

“Após um segundo turno marcado pelo debate em torno da descriminalização do aborto, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nesta segunda-feira uma nota oficial em que pede à presidente eleita, Dilma Rousseff, que “cumpra as promessas apresentadas durante a campanha eleitoral”. A entidade segue o texto com uma mensagem apaziguadora. “Passadas as eleições, o compromisso de todos é unir os esforços na construção de um Brasil com paz, justiça social e vida plena para todos. Pesa sobre os ombros de cada um dos eleitos a responsabilidade de corresponder plenamente às expectativas e à confiança, não só de seus eleitores, mas de toda a nação brasileira.”

A CNBB ainda parabenizou os candidatos eleitos para todos os cargos políticos do país, desejando-lhes sucesso “na tarefa de representar e defender o povo que os escolheu para esta missão”. Na nota oficial sobre o resultado das urnas, há ainda um alerta aos eleitores. “Saudamos o povo brasileiro, que protagonizou o espetáculo da cidadania e da democracia ao participar ativamente das eleições em seus dois turnos. Cabe, agora, a todos nós, brasileiros e brasileiras, a irrenunciável tarefa de acompanhar os eleitos no exercício de seu mandato, a fim de que não se percam nos caminhos do poder de que foram revestidos.”

Polêmica – O tema do aborto ganhou força quando começaram a circular pela internet vídeos e entrevistas em que Dilma defende abertamente o aborto – posição que ela mudou pouco antes de se tornar candidata. A autoria de algumas dessas mensagens chegou a ser atribuída à CNBB, que negou ter qualquer envolvimento no assunto.

Em uma Carta Aberta ao Povo de Deus, divulgada no primeiro turno, Dilma diz que cabe ao Congresso Nacional discutir “aborto, formação familiar, uniões estáveis e outros temas relevantes”, sem detalhar a posição pessoal em relação aos assuntos. Mais tarde, a petista escreveu: “Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto”.

(Veja Online)

Dilma: "Eu nunca imaginei ser presidente da República"

“Eu nunca imaginei ser presidente da República, sempre fui uma servidora pública”, disse a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff (PT), sobre como reagiu ao receber a indicação do próprio presidente Lula para concorrer à sua sucessão. Ela também voltou a defender a liberdade de imprensa, a estabilidade econômica e declarou que pretende escolher logo os nomes que vão compor o seu governo na noite desta segunda-feira durante entrevistas ao Jornal da Record e ao Jornal Nacional (Rede Globo).

“Em uma novela”, como definiu a condução da entrevista ao JN, Dilma falou sobre sua origem búlgara, sua participação em grupos durante a regime militar e sua carreira na administração pública através de matérias apresentadas pelo programa – como a prisão onde ficou em São Paulo e foi torturada. Questionada sobre a senasação de “rever” as cenas do que aconteceu àquela época, disse que “os caminhos eram fechados e cometeu uma gafe ao dizer que “a ditadura abriu os caminhos para a democracia no Brasil”.

JORNAL DA RECORD

Ao Jornal da Record, Dilma repetiu o tom do discurso da vitória sobre José Serra (PSDB) no último domingo: “Não cabe, em relação à imprensa, principalmente de uma pessoa pública, qualquer nível de crítica tentando coibir o que a imprensa disse ou deixou de dizer. Eu prefiro as vozes críticas do que o silêncio das ditaduras. Agora, isso não impede que eu me sinta prejudicada em alguns momentos e tenha de me defender. Eu sempre brinco que o controle remoto na mão do telespectador é o melhor controle que pode ter por parte da população em relação à mídia. Quem resolve ali é o indivíduo”.

Inflação

Dilma garantiu que vai manter os gastos sociais e o investimento, mas declarou que “todos os princípios que regeram o nosso governo, no período Lula, eu manterei no meu governo. São os princípios que fundam a estabilidade macroeconômica e o equilíbrio macroeconômico no Brasil. Nós não brincaremos com a inflação. Nós seremos um governo que terá metas inflacionárias da mesma forma que tivemos no governo Lula. Não vamos gastar aquilo que não se pode gastar”.
“Não acredito que manipular câmbio vá levar a algum lugar”, acrescentou. “Nós temos hoje uma quantidade de reservas que permite que a gente se proteja de qualquer especulação internacional”.

(Radar Político)

Zé Dirceu considera "inaceitáveis ataques feitos por Serra durante campanha

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“O ex-ministro da Casa Civil do Governo Lula, José Dirceu (PT), réu no processo do Mensalão, afirmou, nesta segunda-feira (1), no programa Roda Viva (TV Cultura), que não pode aceitar o que o candidato derrotado à presidência da República, José Serra (PSDB), fez com ele durante a campanha. Dirceu diz que foi linchado publicamente antes do seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), mas acredita que o seu adversário não acabou politicamente e que tem valor porque lutou até o final. “Espero que ele tenha um papel na oposição. Não espero um País sem oposição. Não espero que o País viva assim”, disse. O programa vai ao ar às 22h desta segunda-feira (1º).

De acordo com Dirceu, a postura do PSDB na campanha, notadamente no horário eleitoral de rádio e TV, foi inaceitável. “Não posso aceitar o que o José Serra fez comigo. Ele me linchou. E se eu for absolvido no Supremo, como é que fica? Ele me colocou como chefe de quadrilha. Eu tenho biografia, não tenho folha corrida”, afirmou.

Após a gravação, Dirceu disse que o discurso feito por Serra ontem, reconhecendo a derrota, visa a mistificação e que é um discurso pequeno, do ponto de vista político. “O objetivo dele continua a ser a mistificação. Lutar pela liberdade e pela democracia como se ela estivesse ameaçada. Lutar pela liberdade e pela democracia, nós devemos sempre lutar. Agora, que esse é o principal problema do Brasil e a oposição deve ser construída em uma luta, como se nós fossemos uma ameaça para o País, não é correto.. Ele está vivendo em outro País”, disse. Porém, por outro lado, Dirceu disse não subestimar a carreira política do adversário. “Essa coisa de dizer que está morto, não vai mais fazer política, que não tem mais espaço, não é assim. Posso discordar, até condenar, porque acho que a guerra foi suja, a campanha se rebaixou muito. Essa questão religiosa, é muito grave que ele tenha trazido isso. A maneira como se tratou a questão da interrupção de gravidez, do aborto, mais grave ainda, mas isso não significa que eu reconheça que ele lutou e batalhou até o final”, disse.

Segundo Dirceu, a partir de agora, o PSDB vai ter de superar a crise. “Agora é crise no partido porque eles estão praticamente empurrando o Aécio Neves para fora do partido. E quem autoriza isso está querendo que ele saia. Não é tão simples assim a vida não vai ser fácil do PSDB e do DEM. Mas eu não subestimo a oposição, porque ela tem força política”, afirmou. Dirceu disse que a oposição tinha a “certeza que ia ganhar a eleição de nós”. Durante o programa, ele disse ainda que o governo Lula foi o que mais trabalhou contra a divisão do País e que o discurso da oposição, muitas vezes foi exatamente o contrário.

Sobre o seu julgamento no STF, Dirceu disse que vai fazer a sua defesa na sociedade e espera que o seu julgamento – ainda sem data definida – e que espera que ele não se transforme no 3º turno das eleições. Por fim, ele afirmou que muitas vezes fica cansado consigo mesmo. “Virei um personagem que eu não sou, mas estou satisfeito com a solidariedade que recebi nesse País.”

(Portal Terra)

Mesmo perdendo a presidência, oposição comandará 52,3% do eleitorado

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“A oposição, composta por PSDB e DEM, vai administrar 52,3% do eleitorado brasileiro. Derrotado na corrida à Presidência, o PSDB saiu das eleições como o campeão na disputa pelos Estados (oito vitórias) e terá, a partir de janeiro, quase metade do eleitorado brasileiro sob sua administração –64,2 milhões, que representam 47,5% do total.

A conquista tucana nos Estados torna-se um contrapeso à vitória de Dilma Rousseff (PT), que contará com apoio certo de 16 governadores –o PMN, vencedor no Amazonas, estava na chapa de José Serra (PSDB). Os tucanos já haviam faturado a eleição no primeiro turno em quatro Estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Tocantins, sendo os dois primeiros os maiores colégios eleitorais do país. A esse cinturão no Centro-Sul do mapa somaram-se vitórias em mais quatro praças ontem: Alagoas, Pará, Goiás e Roraima.

O resultado está acima dos prognósticos mais otimistas feitos pelo comando do partido no início da campanha, cuja expectativa era faturar no máximo seis Estados. Em números, é o melhor desempenho da sigla desde 1994 (52% dos eleitores), quando houve uma onda nos Estados alavancada pela eleição de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Em 2006, conseguiu 43%. A oposição faturou no primeiro turno em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte, com o DEM.

O PT teve crescimento discreto, de 13,5% para 15,7%, ganhando em quatro Estados (AC, BA, RS e SE) e no Distrito Federal. Além da reeleição na Bahia, a grande vitória petista foi no Rio Grande do Sul. Maior partido do Brasil, o PMDB encolheu e comandará 15,3% do eleitorado, ante 22,8% há quatro anos. A legenda administrará cinco Estados (MA, MS, MT, RJ e RO). Outro destaque destas eleições é o PSB, que termina com seis vitórias (PB, CE, PE, ES, PI e AP), totalizando 14,8% do eleitorado. A força dos “socialistas” está concentrada no Nordeste.

CONGRESSO

O triunfo da oposição na geopolítica do país é, entretanto, relativizado pela ampla maioria que Dilma terá no Congresso. De largada, a petista conta com 311 dos 513 deputados. Mas, se tomado o arco de partidos que hoje apoiam o governo Lula, ela teria uma base de 402 parlamentares –a maior desde a redemocratização do Brasil. Os principais alvos de negociação do futuro governo Dilma serão PP, PTB e PV, que optaram por não se coligarem formalmente à chapa dela ao Planalto. No Senado, a petista também terá maioria confortável, que variaria hoje entre 52 e 60 das 81 cadeiras.”

(Folha.com)

Suplicy leva orquídeas para Dilma, mas é barrado por assessores

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“O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apareceu de surpresa na tarde desta segunda-feira em frente à casa da presidente eleita, Dilma Rousseff, com uma cesta de orquídeas na mão, mas não conseguiu passar do portão, onde foi recebido do lado de fora por um dos assessores da petista.

Suplicy afirmou que queria dar um abraço em Dilma e cumprimentá-la por ela ter colocado como uma de suas principais metas a erradicação da miséria. O senador é conhecido por defender a aplicação da renda básica de cidadania no país.

Suplicy ouviu do assessor que Dilma estava descansando. “Disseram que ela está descansando. Na hora que ela quiser, voltarei para dar um abraço pessoalmente”, afirmou o senador, que foi cercado por estudantes de arquitetura de Rio Preto (SP) que estavam em excursão a Brasília e também foram visitar a casa de Dilma, que fica no Lago Sul, região nobre de Brasília. O senador tirou fotos com os estudantes e distribuiu a alguns deles seu livro sobre a renda básica.”

(Folha.com)

Lula aconselha Dilma a manter Mantega e Meirelles

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já aconselhou a sucessora, Dilma Rousseff, a manter Guido Mantega no Ministério da Fazenda e Henrique Meirelles no comando do Banco Central. Apesar de Lula dizer publicamente que não interferirá no governo Dilma, a Folha apurou que ele já teve algumas conversas com ela sobre a formação do ministério. Lula disse a Dilma que acha que deu certo a “dobradinha” entre Mantega, tido como mais desenvolvimentista, e Meirelles, mais conservador, na crise econômica internacional de 2008/ 2009. Para Lula, a manutenção dos sinalizaria uma continuidade que acalmaria o mercado financeiro numa hora de preocupante valorização do real em relação ao dólar e de possibilidade de guerra cambial entre os países.

Meirelles seria um indicador da permanência do conservadorismo light adotado por Lula na política econômica. Já Mantega atenderia aos que pedem contraponto aos defensores de maior ortodoxia fiscal e monetária. Além disso, há a avaliação de que a eventual manutenção de apenas um deles acabaria por chancelar um lado da disputa. Apesar do acerto na crise, há histórico anterior de embates entre os dois. O petista também deu conselho a Dilma sobre o destino de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e coordenador da campanha dela. Lula gostaria que Palocci chefiasse a Casa Civil e que fosse o chefe da transição da parte do novo governo –função que já cumpriu em 2002.

Palocci, que caiu no episódio da quebra de sigilo do caseiro Francenildo, é muito identificado com Lula. Há setores no PT que bombardeiam a ida de Palocci para cargo tão poderoso, sob o argumento de que ele seria uma sombra para Dilma. Essas alas petistas defendem Palocci na Saúde, mas ele não gosta da ideia.

Se Palocci não for para a Casa Civil, crescem, nessa ordem, as chances de Paulo Bernardo (Planejamento) e de Alexandre Padilha (Relações Institucionais) de ocupar o posto. Bernardo está alguns pontos à frente. Dilma gosta de Padilha, também cotado para ser o novo chefe de gabinete da Presidência. Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, deve ocupar a pasta dos Direitos Humanos ou outro cargo no Palácio do Planalto, como a Secretaria-Geral.”

(Folha Online)