Blog do Eliomar

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PT e Gilberto Cavalho viram réus em ação sobre propina em Santo André

“Uma decisão da Justiça traz de volta um fantasma que acompanha o PT e transforma em réu o partido e o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho. O assessor e o PT viraram réus num processo em que são acusados de participar de uma quadrilha que cobrava propina de empresas de transporte na Prefeitura de Santo André para desviar R$ 5,3 milhões dos cofres públicos. O esquema seria o precursor do mensalão petista no governo federal.

Na segunda-feira, a Justiça tomou uma decisão que abre de vez o processo contra os envolvidos. A juíza Ana Lúcia Xavier Goldman negou recursos protelatórios e confirmou despacho em que aceita denúncia contra Carvalho, o próprio partido, outras cinco pessoas e uma empresa.

A juíza entendeu, no primeiro despacho, em 23 de julho deste ano, que há elementos suficientes para processá-los por terem, segundo a denúncia, montado um esquema de corrupção para abastecer o PT. “Há indícios bastantes que autorizam a apuração da verdade dos fatos por meio da ação de improbidade administrativa”, disse.

O Estado esteve no Fórum de Santo André na quinta-feira para ler o processo e a decisão de segunda-feira. A Justiça local já enviou para a comarca de Brasília a citação do chefe de gabinete de Lula para informá-lo de que virou réu. No documento, a Justiça pede que Carvalho receba o aviso em sua casa ou no “gabinete pessoal da Presidência da República”.

O Ministério Público quer que o petista e os demais acusados devolvam os recursos desviados e sejam condenados à perda dos direitos políticos por até dez anos.”

(O Globo)

"Sou Ari Pargendler, presidente do STJ. Você está demitido!"

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“A frase acima revela parte da humilhação vivida por um estagiário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) após um momento de fúria do presidente da Corte, Ari Pargendler.

O episódio foi registrado na 5a delegacia da Polícia Civil do Distrito Federal às 21h05 de ontem, quinta-feira (20). O boletim de ocorrência (BO) que tem como motivo “injúria real”, recebeu o número 5019/10. Ele é assinado pelo delegado Laércio Rossetto.

O blog procurou o presidente do STJ, mas foi informado pela assessoria do Tribunal que ele estava no Rio Grande do Sul e que não seria possível entrevistá-lo por telefone.

O autor do BO e alvo da demissão: Marco Paulo dos Santos, 24 anos, até então estagiário do curso de administração na Coordenadoria de Pagamento do STJ.

O motivo da demissão?

Marco estava imediatamente atrás do presidente do Tribunal no momento em que o ministro usava um caixa rápido, localizado no interior da Corte.

A explosão do presidente do STJ ocorreu na tarde da última terça-feira (19) quando fazia uma transação em uma das máquinas do Banco do Brasil.

No mesmo momento, Marco se encaminhou a outro caixa – próximo de Pargendler – para depositar um cheque de uma colega de trabalho.

Ao ver uma mensagem de erro na tela da máquina, o estagiário foi informado por um funcionário da agência, que o único caixa disponível para depósito era exatamente o que o ministro estava usando.

Segundo Marco, ele deslocou-se até a linha marcada no chão, atrás do ministro, local indicado para o próximo cliente.

Incomodado com a proximidade de Marco, Pargendler teria disparado: “Você quer sair daqui porque estou fazendo uma transação pessoal.”

Marco: “Mas estou atrás da linha de espera”.

O ministro: “Sai daqui. Vai fazer o que você tem quer fazer em outro lugar”.

Marco tentou explicar ao ministro que o único caixa para depósito disponível era aquele e que por isso aguardaria no local.

Diante da resposta, Pargendler perdeu a calma e disse: “Sou Ari Pargendler, presidente do STJ, e você está demitido, está fora daqui”.

Até o anúncio do ministro, Marco diz que não sabia quem ele era.

Fabiane Cadete, estudante do nono semestre de Direito do Instituto de Educação Superior de Brasília, uma das testemunhas citadas no boletim de ocorrência, confirmou ao blog o que Marco disse ter ouvido do ministro.

“Ele [Ari Pargendler] ficou olhando para o lado e para o outro e começou a gritar com o rapaz. Avançou sobre ele e puxou várias vezes o crachá que ele carregava no pescoço. E disse: “Você já era! Você já era! Você já era!”, conta Fabiane.

“Fiquei horrorizada. Foi uma violência gratuita”, acrescentou.

Segundo Fabiane, no momento em que o ministro partiu para cima de Marco disposto a arrancar seu crachá, ele não reagiu. “O menino ficou parado, não teve reação nenhuma”.

De acordo com colegas de trabalho de Marco, apenas uma hora depois do episódio, a carta de dispensa estava em cima da mesa do chefe do setor onde ele trabalhava.

Demitido, Marco ainda foi informado por funcionários da Seção de Movimentação de Pessoas do Tribunal, responsável pela contratação de estagiários, para ficar tranqüilo porque “nada constaria a respeito do ocorrido nos registros funcionais”.

O delegado Laercio Rossetto disse ao blog que o caso será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) porque a Polícia Civil não tem “competência legal” para investigar ocorrências que envolvam ministros sujeitos a foro privilegiado.”

Pargendler é presidente do STJ desde o último dia três de agosto. Tem 63 anos, é gaúcho de Passo Fundo e integra o tribunal desde 1995. Foi também ministro do Tribunal Superior Eleitoral.” 

(Blog do Noblat)

Inácio Arruda recebe em Brasília comenda das mãos de Lula

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O senador Inácio Arruda (PCdoB) recebeu, nesta sexta-feira, das mãos do presidente Lula, a comenda da Ordem do Mérito Aeronáutico, no grau de Grande-Oficial. A solenidade ocorreu na Base Aérea de Brasília, e integrou parte das comemorações do Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB). 

Inácio foi uma das 200 personalidades homenageadas com essa comenda concedida a militares que tenham se distinguido no exercício de sua missão e a cidadãos brasileiros e estrangeiros que tenham se destacado por prestar serviço à Nação Brasileira dentro de sua área de atuação.

Além de Inácio Arruda, foram agraciados o cearense Roberto Monteiro Gurgel, que é o procurador-geral da República, e o major-brigadeiro-do-ar José Rebelo Meira de Vasconcelos, veterano combatente da Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial.

PSDB entrará na Justiça contra possíveis agressores de Serra

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“A coligação que apoia o candidato do PSDB à Presidência, , anunciou na tarde desta sexta-feira que entrará ainda hoje com uma ação judicial contra dois manifestantes que teriam participado da ação que culminou na agressão ao candidato tucano José Serra com uma bolinha de papel e um rolo de fita crepe, na última quarta-feira, no Rio. De acordo com o coordenador da campanha de Serra, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), a coligação vai protocolar hoje uma representação na Procuradoria Geral da República pedindo a instauração de inquérito na Polícia Federal para apuração dos fatos e punição dos responsáveis.

Duas pessoas serão acionadas judicialmente. São eles Sandro Alex de Oliveira Cesar, conhecido como “Mata Mosquito”, que foi candidato derrotado a deputado pelo PT, e José Ribamar de Lima, diretor do Sindicato dos Agentes de Combate a Endemias. Segundo o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), o objetivo é responsabilizar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. “Queremos responsabilizar o presidente da República por todos e quaisquer atos que aconteçam… quaisquer incidentes que venham a acontecer estão motivados e estimulados por comentários irresponsáveis feitos pelo presidente da República”, afirmou.

A coligação, no entanto, não entrará com uma ação direta contra a adversária Dilma Rousseff (PT) nem contra o presidente Lula. De acordo com o senador tucano eleito por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, as ações contra o partido e contra o presidente não estão descartadas, mas não são necessárias no momento. Segundo ele, primeiro é preciso investigar a ligação dos militantes suspeitos com a campanha de Dilma.

Sergio Guerra lamentou a conduta de Lula ontem ao “caçoar da vítima”. Para ele, não se trata de discutir de que material foi feito o objeto ou quanto pesava. O importante, disse ele, é ressaltar que “uma manifestação pacífica foi interrompida por uma tropa de choque com o objetivo de interromper a campanha”. De acordo com Guerra, em vez de censurar a violência, Lula fez chacota de José Serra. “Para deter esse processo é que estamos tomando medidas judiciais, porque senão vamos ter de pedir autorização para o PT para existir politicamente”, afirmou. A coligação serrista vai utilizar os artigos 248, 331 e 332 do Código Eleitoral, que garantem o direito à propaganda eleitoral e preveem punição com multa e detenção.”

(iG)

Incentivo ao Turismo LGBT

“O Turismo LGBT ganhou mais força. O ministro do Turismo, Luiz Barretto, o presidente da Embratur, Mário Moysés, e o presidente da Associação Brasileira de Turismo GLS (ABRAT-GLS), Almir Nascimento, assinaram um termo de cooperação para o desenvolvimento de ações conjuntas para a promoção do segmento no Brasil e no exterior. A solenidade aconteceu durante a Feira das Américas – Abav 2010, no Rio de Janeiro.

A parceria prevê ações de apoio à comercialização dos produtos, serviços e destinos do Turismo LGBT, além da qualificação de profissionais que atuam na área. O MTur e a Embratur divulgarão o segmento em feiras nacionais e internacionais de turismo. Está prevista, ainda, a realização de worshops, roadshows e viagens para familiarização de agentes e operadores de turismo. Tudo para aproximar a cadeia turística do nicho.

Para o ministro do Turismo, a iniciativa reafirma a imagem positiva do Brasil no exterior. “O Brasil é um destino de diversidade, hospitaleiro e respeita as diferenças. Temos opções de turismo para todas as idades, crenças e opções”, afirmou. Ainda segundo Barretto, é fundamental investir neste nicho. “Os turistas LGBT movimentam fortemente a economia porque gastam mais que o turista de lazer. A Parada Gay de São Paulo é um exemplo. Atrai milhões de pessoas todos os anos”, disse.

Na avaliação do presidente da ABRAT-GLS, o termo representa um importante passo para as viagens LGBT. “É um momento histórico. Pela primeira vez, teremos apoio para mostrar o nosso segmento aqui no Brasil e lá fora.” Nascimento está otimista e acredita que a cooperação deverá aumentar o número de viagens do setor: “Esperamos, a partir de 2011, um crescimento de 15% a 20%.”

No próximo ano, a parceria possibilitará a participação da ABRAT-GLS em cinco feiras de turismo na Europa.”

(Site da ABAV)

Cid diz que Tasso "despirocou" nestas eleições

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“Em comum com o irmão Ciro, Cid Gomes carrega o sobrenome e a vocação  para a política. Filiados hoje ao PSB, ambos começaram a carreira no cenário cearense , conquistaram mandatos e passaram por prefeituras da região. Após as experiências municipais, Ciro e Cid decidiram alçar vôos mais altos. Ciro investiu na Presidência; Cid, no governo do Estado. Em 2002, Ciro perdeu a eleição para Lula. Em 2010, foi preterido da disputa pelo PSB a pedido de Lula . Em 2006, Cid levou o governo do Estado e foi reeleito para o cargo no último dia 3. As semelhanças, porém, param por aí em uma primeira observação.

O Ciro polêmico e tom exaltado pouco tem em comum com o Cid geralmente discreto e moderado em suas aparições. Sem a marca registrada do irmão, no entanto, Cid também sobe o tom em declarações. Em entrevista exclusiva ao iG, o governador reeleito do Ceará afirma que o PMDB, partido da base aliada, foca a sua estratégia de crescimento “na ocupação de espaços no governo e em poder”, o que pode caracterizar fisiologismo, mas não concorda com a acusação do irmão de que o partido é um “ajuntamento de assaltantes”.

“Ciro exagera. (..)Uns são bons, outros nem tanto. Ciro acho que exagera quando generaliza quando diz que todos são..não é verdade”, defendeu.

Foto: AE

Em família: Cid comemora reeleição com irmão Ciro.

Para Cid, o seu partido se comporta se forma diferente. “O PSB, no que eu sonho, não é partido para tentar ampliar em ministério do governo A, B ou C, não. O PSB que eu sonho é chegar a Presidência.”

Abaixo, confira os principais trechos da entrevista com Cid:

iG: PSB sai desta eleição fortalecido. Já elegeu três governadores no primeiro turno e pode eleger mais três agora. Foi também, dos aliados, um dos mais empenhados em pedir voto para a candidata Dilma Rousseff. No governo Lula, o partido ocupou dos ministérios- Portos e Ciência e Tecnologia. No governo Dilma, o PSB terá mais espaço nos ministérios?

Cid Gomes: Bom, espaço se conquista. O PSB tem cumprido a sua tarefa, o seu dever de casa. Governadores, ampliamos a bancada na Câmara- no Ceará dobrou, foi de dois para quatro, Pernambuco dois para cinco, enfim, estamos conquistando. O mais importante é o partido se consolidar como partido nacional. Aí que está o desafio porque o partido está muito concentrado. Espírito Santo eu não diria nem que é força do partido. Foi um talento pessoal do Renato Casagrande se eleger. O desafio do PSB é crescer no Sul e Sudeste.

iG: Mas e os cargos?

CG: Não é muito minha praia, não. Não tenho muito interesse nisso não. Quero uma política boa para o Brasil.

iG:Mas para o partido crescer neste sentido nacional, que o senhor diz, ocupar ministérios também daria uma certa projeção.

CG: Mas eu acho que o melhor crescimento é o da eleição. Não é a partir de ministérios. Isso soa a fisiologismo. Prefiro crescer por baixo, pelo povo. O PSB, no que eu sonho, não é partido para tentar ampliar em ministério do governo A, B ou C, não. O PSB que eu sonho é chegar a Presidência.

iG: E para a presidente da República do PSB, Eduardo Campos? Já estamos falando de 2014?

CG: O Eduardo Campos é um grande companheiro. Para ser candidato majoritário não basta só ter uma liderança no partido. Precisa ter uma liderança popular. Ele tem uma história, muito talento, valor e é um dos nomes, certamente. Brasil tem poucos nomes, você não cita dez nomes com condição de disputar. Ele vem se consolidando.

iG: Quais são os nomes?

CG: Vamos encher as duas mãos com nomes. No PSDB, a do Serra deverá ser a última. Você então fica com Geraldo Alckmin , Aécio Neves e talvez Beto Richa. No PT, Dilma e Lula. Talvez o Jacques Wagner. No PMDB, não conseguem fazer um nome nacional e dificilmente fará. No PSB, Ciro e Eduardo. Para o futuro, Marina Silva. Enfim, não consigo encher as mãos com 10.

iG: Ciro ainda está no jogo?

CG: Claro que sim. O Ciro tem uma partida que para o Eduardo é um grande desafio. Isso é sadio, natural que queira ascender quem está na vida pública. Mas o Ciro já tem alguns anos de história. Um nome muito mais conhecido que Aécio, por exemplo. Contra o Ciro, pesa uma certa má vontade da mídia nacional. Mas, já vimos isso em pesquisa, esse conceito que mídia faz do Ciro não é coisa que consiga penetrar no pensamento médio dos brasileiros.

iG: Mas o senhor tem um perfil diferente do Ciro. O senhor é mais moderado e Ciro é conhecido pelas declarações mais polêmicas. Isso é má vontade da mídia?

CG: Você tem duas coisas aí. O Ciro tem um comportamento mais ousado. Muitas vezes, polêmico e isso é característica de quem é o batedor, vai na frente. Esta é a vida do Ciro. Ele sempre precisou desbravar, nunca ganhou nada de mão beijada. Diferente de mim que já tinha caminhos semi-abertos. Como eu não tenho o talento que ele tem, eu compenso de outra forma. Eu ouço mais, contemporizo mais. Um vai desbravando na frente, outro vai aqui atrás ajeitando as coisas. Eu não existiria sem ele. Enfim, ele chegou na condição que chegou por este talento. Porque é polêmica e ousada. Se fosse mais acomodado, não teria.

iG: Ele faria diferença na eleição, como fez a Marina Silva?

CG: Eu penso que se ele tivesse sido candidato-muito fácil falar agora, na verdade. Se você tivesse me entrevistando 20 dias antes da eleição, eu diria ‘Lula que estava correto, o Ciro que estava errado. Tinha que apostar tudo no 1º turno’. Mas o Brasil tem disso. Nos últimos 15 dias, acabou surgindo aí um terceiro nome. Brasil não queria essa coisa plebiscitária, de PT e PSDB. Era isso que Ciro dizia. Ele teria, fácil falar agora, ele tiraria mais votos de Serra. Ciro não teria a postura que Marina teve no segundo turno. Votaria no Ciro, mas não gostaria de viver esse dilema.

Mas está bom agora o clima. Paramos os 15 primeiros dias, foram doídos, baqueia, todo mundo achou que Dilma fosse ganhar no primeiro turno. Política é feita assim. Estava todo mundo de moral baixíssimo.

iG: Sobre a campanha de Dilma. O senhor disse que a expectativa era ganhar no primeiro turno, o que não aconteceu. Na segunda fase, a campanha decidiu abrir a coordenação, já que uma das reclamações dos aliados era a concentração das decisões nãos mãos dos petistas. Isto de fato aconteceu ou foi uma mudança da boca para fora?

CG: Não só o fato de ter segundo turno foi uma boa lição como naturalmente a ouvida de opiniões foi importante. Foram revistas muitas coisas.

iG: O Ciro, por exemplo, compõe este novo grupo. O que exatamente ele faz?

CG: Não é só o Ciro. Eu, por exemplo, fiz três ou quatro sugestões e me senti contemplado. Mas veja bem. Campanha não pode ter ilusão de que vai ser uma assembléia que vai decidir os rumos. Precisa ser um núcleo mais integrado e cuide. Tem opinião para todos os gostos e muitas delas improdutivas. Tem gente que abre a boca para falar cada coisa.

iG: Quem, por exemplo?

CG: Não vou te falar. Mas discurso você vê para todos os lados. Muitas vaidades. Tudo parte da política.

iG: O senhor concorda com a idéia de que Collor e Sarney são alianças “incômodas” de Dilma Rousseff e do PT?

CG: Quando o Ciro, em 2002, era candidato e os ACM decidiram apoiar o Ciro, ave Maria, quase que o mundo se acaba. Quando o PFL (hoje DEM) cogitou de apoiar sem coligar com o Ciro o Roberto Freire (PPS) teve um chilique. Impediu. E hoje? Estão todos juntos lá. Não o ACM velho, mas está o ACM Neto e apoiando o Serra. E pronto, não tem problema? Quando é para apoiar o Serra…E o Quércia? Agora, está lá com Serra e não tem problema? Ora, só tem problema apoio com Dilma? Ora, é brincadeira.

iG: Sobre o PMDB…

CG: Não, é que Serra vive falando de Collor , Sarney…Se estivessem com ele, não tem problema nenhuma. Agora, estão com Dilma, aí não pode. E a grande mídia vai na linha. Por que não reclama do Quercia, ACM apoiando Serra?

iG: Mas sobre o PMDB. Ciro chamou o partido de um ajuntamento de assaltantes. O senhor concorda?

CG: Ciro exagera. Ele exagera. O PMDB é um ajuntamento de seções regionais, não tem liderança nacional do PMDB. Por exemplo, a seção da Paraíba, a do Rio Grande do Norte. Tanto é que você viu aí no cenário nacional. Uns são bons, outros nem tanto. Ciro acho que exagera quando generaliza e diz que todos são (ajuntamento de assaltantes). Não é verdade. Enfim, qual era a pergunta mesmo? (risos)

iG: O senhor disse que PMDB não tem liderança nacional. E o Michel Temer, vice de Dilma?

CG: Nacional? Não. Ele foi guindado a ser expressão na chapa de Dilma. Mas Temer não exerce liderança popular. Vai dizer que ele tem liderança para reunir pessoas em um comício? Sabemos que não. Mas não estou falando mal. Estou dizendo a verdade. O PMDB não tem liderança popular.

iG: Comparando os partidos. O senhor disse que o PSB prefere crescer nas urnas..

CG: O PMDB já prefere outro. O PMDB foca nos Estados, não tem unidade nacional nem ideológica e foca a estratégia de crescimento na ocupação de espaços em governos, em poder. Isso não é ilegítimo, não, é estratégia.

iG: É fisiologismo?

CG: Pode ser, pode se transformar em fisiologismo. Mas não necessariamente é fisiologismo. Se você ocupar o espaço e passa a mal versar, aí sim. Até chegar ao poder, não. É uma estratégia clara do PMDB ao longo da sua História. No primeiro governo Lula, uma banda do PMDB esteve aqui, outra na oposição. Depois, inverteu.

iG: Agora sobre o cenário no Ceará. O senhor sempre foi amigo de Tasso Jereissati (PSDB), derrotado na eleição do Senado. Na semana passada, ele chegou a aparecer na propaganda do Serra falando que seria mais vitorioso se Serra vencesse se tivesse sido eleito para o Congresso.

CG: Ele disse isso no programa do Serra?

iG: Disse. Ao invés de Tasso, o senhor apoio José Pimentel (PT) e Eunicio Oliveira (PMDB, que acabaram eleitos. Como está a relação de vocês?

CG: Nós temos uma relação política e de proximidade muito mais do que isso. De reconhecer nele um papel fundamental na política do Ceará. (..) Nesta eleição, eu vim ao Lula aqui falar que Tasso era bom para mim e que ele seria bom para Dilma lá, Tasso neutralizaria os prefeitos do PSDB no Estado. Lula não quis me dizer não e disse que conversaria com o PT no Ceará. Ai neste período, Tasso “despiroca” , lançou candidato próprio e eu fiquei no pior dos mundos. Porque eu vim pedir isso ao Lula e o cara por quem estou trabalhando (Tasso) me abandona. Então, PT ficou com o Senado e PMDB com outra vaga. (…) Não conversei mais com ele depois disso. Ele ficou o tempo todo tentando polarizar comigo e eu não deixei.”

(Poder Online -Eleições)

Ciro cotado para BNDES?

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“O nome do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) começa a ser cogitado para presidir o BNDES num suposto governo Dilma Rousseff. Não é uma reivindicação dele.

A hipótese ganha força entre parlamentares. O motivo: Ciro, como se sabe, decidiu abraçar o Brasil do Oiapoque ao Chuí. Eleito pelo Ceará, tem domicílio eleitoral em São Paulo, seu estado natal, e mora no Rio de Janeiro – onde fica a sede do banco e onde trabalha a atriz Patrícia Pilar, sua mulher.

Com discurso desenvolvimentista, o ex-ministro da Fazenda encontraria ressonância na função, entendem deputados, sobretudo se o atual presidente do banco, Luciano Coutinho, for mesmo para o ministério.”

(Portal iG)

Eleições 2010 – Mercado financeiro não crê em virada de Serra

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“Durou muito pouco o entusiasmo do mercado financeiro com a possibilidade de uma virada no segundo turno da eleição presidencial. O acirramento da disputa levou muitos investidores a refazer suas apostas na semana passada para considerar a possibilidade de uma vitória do tucano José Serra, mas novas pesquisas fizeram esse otimismo desaparecer.

Os sinais mais visíveis dessa inflexão apareceram no mercado de juros futuros, em que os investidores negociam contratos para se prevenir contra variações inesperadas nas taxas de juros. As taxas negociadas nesse mercado caíram por dois dias na semana passada, logo depois da divulgação de uma pesquisa CNT/Sensus que indicou Serra e a petista Dilma Rousseff quase empatados.

Mas os juros voltaram a subir nesta semana. Dúvidas sobre o comportamento da inflação foram o principal motivo, mas analistas também apontaram a vantagem folgada de Dilma nas últimas pesquisas como um fator.

Contratos com vencimento em janeiro de 2012 eram fechados com taxa de juros equivalente a 11,44% antes do primeiro turno da eleição. A taxa desses contratos caiu para 11,22% na sexta-feira e subiu ontem para 11,34%.

CRENÇA

Esse movimento reflete a crença dos investidores de que Serra seria mais rigoroso que Dilma no controle dos gastos públicos e isso contribuiria para reduzir a taxa de juros necessária para conter a inflação, dizem analistas.

Serra não apresentou um plano de governo e tem feito promessas que podem causar estrago nas contas públicas, como a de aumentar o valor do salário mínimo para R$ 600 no dia da posse, mas ninguém se assusta com isso.

“O mercado não leva em conta as promessas”, disse Tony Volpon, um analista da corretora Nomura Securities em Nova York. “O histórico de Serra aponta para uma política fiscal mais austera.”

Analistas também atribuíram a Serra a valorização sofrida pelas ações da Eletrobrás na última semana. Eles dizem que a interferência do governo na gestão da estatal seria menor com Serra.

“Dilma aumentaria a intervenção do governo na economia”, escreveu o economista José Carlos Faria, do Deutsche Bank, em nota para clientes ontem. “Por outro lado, o BC provavelmente teria mais autonomia com ela.”

Para Christopher Garman, um analista da consultoria Eurasia Group, o comportamento dos investidores nos últimos dias refletiu uma visão excessivamente otimista sobre o que Serra faria.

“A leitura do mercado está errada”, disse Garman. “A equipe de Dilma sabe tão bem quanto Serra que precisa frear o crescimento das despesas do governo.” Nota distribuída na terça-feira pela Eurasia estimou em 70% as chances de uma vitória de Dilma no segundo turno.” 

(Folha Online)

Pré-sal se estende até o Ceará, diz geólogo

“A área do pré-sal se estende muito além dos 800 quilômetros estimados pela Petrobras, mas sem a participação da iniciativa privada na sua exploração o Brasil não conseguirá transformar em riqueza o combustível preservado no fundo do mar, alertou o geólogo e ex-funcionário da estatal Marcio Rocha Mello. Segundo Mello, presidente da empresa de soluções tecnológicas HRT, a área do pré-sal se estenderia de Santa Catarina até o Ceará, onde ele, como funcionário da Petrobras, participou de uma perfuração em 1980.

“Furamos no Ceará e achamos sal e depois óleo. O que o governo fala está errado. A área do pré-sal é 10 vezes maior”, afirmou a uma platéia predominantemente de advogados em evento sobre a nova área deexploração de petróleo promovido pela empresa de advocacia Veirano. Ele afirmou que as reservas dessa grande faixa de reservatórios gigantes de petróleo poderiam conter mais de 100 bilhões de barris. Diante da magnitude da exploração, somente com a participação de capital privado poderia se agilizar a produção.

“As multinacionais já estão no pré-sal, não tem porque não abrir (licitações), tem que chamar o mundo inteiro para cá antes que a África o faça”, disse, referindo-se às licitações que estariam para ocorrer no continente que também possui petróleo no pré-sal. Segundo Mello, nas licitações na África os bônus atingem normalmente 1 bilhão de dólares. Para o geólogo, o governo brasileiro poderia vender as áreas para exploração com bônus de assinatura em torno de 1 bilhão de dólares e taxas de mais de 80 por cento sobre a produção e ainda assim teriainteressados.

“Se eu fosse o Lula pegava esse dinheiro do bônus e colocava na educação, ou vai ficar tudo (óleo) lá embaixo e ninguém vai aproveitar”, sugeriu. Segundo estimativas do governo brasileiro, o custo de extração do pré-sal ficaria em torno de 40/50 dólares, o que é rebatido por Mello que prevê custo também em torno dos 30 dólares. Ele estimou no entanto que no final do ano o petróleo estará na faixa entre 90 e 100 dólares novamente. Mesmo assim, o Brasil vai precisar de vários bilhões de dólares para transformar o pré-sal em realidade econômica, já que uma dascaracterísticas da região é demandar um maior número de poços emrelação à camada pós-sal.

“O número de poços no pré-sal é pelo menos cinco vezes do pós-sal, vai ter que furar uns 10 mil poços para tirar 2 milhões de barris (dia)”,calculou. Mello afirmou que apesar de se estender até o Ceará, a maior concentração de petróleo e gás natural é mesmo na bacia de Santos, onde está localizado o campo de Tupi com reservas de 5 a 8 bilhões de barris. Também na bacia de Campos, Mello aposta em reservas de 3 a 4 bilhões na camada pré-sal e em menor escala outras bacias também podem produzir no pré-sal, como Jequitinhonha, onde ele estima reservas de 1 bilhão de barris e na qual a Petrobras está perfurando no momento.”

(Reuters)

Serra é alvo em jogo no UOL Criança

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Um jogo no inocente site UOL Criança tem surpreendido os pais, depois que seus filhos passaram a se divertir com o jogo “Bolinha de Papel no Serra”. Na prática, o jogo é simples, mas capaz de deixar alguns “hematomas” no rosto do candidato tucano à Presidência da República, que curiosamente tem como arena o cenário do Jornal Nacional, da Rede Globo.

Ao final, a criança fica sabendo quantas bolinhas de papel acertou em Serra, por meio da radiografia da cabeça de Homer Simpson, personagem de desenho infantil, com direito a um “cérebro de amendoim”.

O jogo ganhou destaque no site, depois do incidente entre o candidato tucano e militantes do PT, na última quarta-feira (22), quando Serra fazia uma caminhada pelo calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O candidato tucano teria sido atingido na cabeça por uma bobina de adesivos de papel, supostamente atirada por um militante petista.

* JOGUE clicando aqui: http://megaswf.com/serve/61506/

Datafolha – Dilma com 12 pontos de vantagem sobre Serra

“Pesquisa Datafolha confirma que Dilma Rousseff (PT) estancou sua perda de votos iniciada no final de setembro. A petista voltou a subir e agora tem uma vantagem de 12 pontos sobre José Serra (PSDB) na disputa pela Presidência da República.

Quando se consideram os votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos), a petista tem 56% contra 44% do tucano. Esses 12 pontos de vantagem estão abaixo do que foi registrado na véspera da eleição do último dia 3, quando o Datafolha fez uma simulação de eventual segundo turno –Dilma tinha 57% contra 43% de Serra.

A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.536/2010. O Datafolha entrevistou ontem 4.037 pessoas em 243 cidades. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

Em relação à semana passada, as oscilações dos percentuais totais de votos válidos foram todas no limite da margem de erro. Dilma tinha 54% (com mais dois pontos, foi a 56%). Serra tinha 46% (e deslizou para 44%).

Nos votos totais, Dilma aparece com 50% (tinha 47% há uma semana). Serra tem 40% (contra 41% do levantamento anterior). Os que dizem votar em branco, nulo ou nenhum continuaram estáveis, com 4%. Os indecisos oscilaram de 8% para 6%.”

(Folha.com)

Ministério do Turismo e Trip Linhas Aéreas lança bilhete da Melhor Idade

Viajar na aposentadoria está ficando cada vez mais fácil. O programa Viaja Mais – Melhor Idade” já oferece pacotes customizados e hospedagem até 50% mais barata nos períodos de baixa ocupação. A novidade agora é a venda de passagens aéreas com 35% de desconto, para todo o país, em qualquer época do ano e tarifa.

A conquista é fruto de uma parceria entre o Ministério do Turismo e a Trip Linhas Áereas. A venda de bilhetes on-line, por meio do site (www.viajamais.com.br), começou nesta quarta-feira (20). O benefício é exclusivo para maiores de 60 anos.

O anúncio foi feito pelo presidente da Trip Linhas Aéreas, José Mario Caprioli, durante o Congresso da Associação Brasileira dos Agentes de Viagem (ABAV 2010), que ocorre no Rio. A Trip é a maior empresa regional da América do Sul em número de destinos e tem a terceira maior frota de aeronaves do Brasil. “Fomos a primeira empresa aérea a aderir ao Viaja Mais. Mas creio que todas as companhias deveriam participar também”, disse.

Fausto Nilo é atração no TJA

O cantor e compositor Fausto Nilo fará o show “Cidades Azuis” nesta quinta-feira, a partir das 21 horas, no palco do Theatro José de Alencar (TJA). Na ocasião, ele homenageará seus parceiros musicais ao longo dos seus 38 anos de carreira.

Na lista dos que integram o repertório, nomes como os de Rodger Rogério, Raimundo Fagner, Moraes Moreira, Geraldo Azevedo, Pepeu Gomes, Zeca Baleiro, Caio Sílvio, Jacques Brel (em versão para o português), Petrúcio Maia, Lulu Santos, Roberto de Carvalho, Dominguinhos, Zé Ramalho, Bob Dylan (em versão para o português) e Francisco Casaverde. “Ela e eu”, parceria feita neste ano com Geraldo Azevedo, é um dos destaques da apresentação

Dilma e Serra "batem" agenda em Penambuco

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“O governador reeleito Eduardo Campos (PSB) reuniu 12 prefeitos da Zona da Mata Norte pernambucana, na manhã desta quinta-feira, no município de Nazaré da Mata, para convocar todas as lideranças a concentrar esforços pela eleição de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno.

Na ocasião, foi anunciada a vinda da presidenciável a Pernambuco, na próxima terça-feira (26), no mesmo dia em que Serra fará visita ao Estado.

A agenda da presidenciável ainda não está definida. De acordo com o coordenador da campanha de Dilma em Pernambuco, o ex-prefeito do Recife João Paulo (PT), a petista pode participar de um evento em Caruaru.”

(JC Online)

Entre campeões da perde de votos, José Gerardo Arruda

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“A glória ao mais retumbante fracasso nas urnas em apenas quatro anos. Assim pode ser definido o desempenho eleitoral de um em cada seis deputados que perderam a reeleição no último dia 3. Dos 112 deputados que fracassaram ao tentar renovar o mandato, 18 naufragaram com menos da metade da votação obtida em 2006. Seis deles passaram por constrangimento ainda maior: receberam menos de um quarto dos votos conseguidos quatro anos atrás.

De uma eleição para outra, esses 18 parlamentares perderam 1,03 milhão de votos. Só um deputado teve votação superior a essa marca este ano, o palhaço Tiririca (PR-SP), que se tornou fenômeno eleitoral ao receber 1,35 milhão de votos. Outra curiosidade: a maioria desses deputados (11, ao todo) foi reprovada nas urnas ao final do primeiro mandato.

Veja a lista dos campeões dos votos perdidos

Na relação dos que tiveram menos da metade da votação, estão quatro deputados com candidatura contestada pela Justiça eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa e outros três que tiveram seus nomes associados, de alguma maneira, a denúncias recentemente.

Para o cientista político Paulo Kramer e o analista político Antônio Augusto de Queiroz, o fracasso eleitoral dos parlamentares deve ser analisado caso a caso. Discussão sobre a Ficha Limpa, desagregação da base eleitoral, desgaste causado por associação a escândalos políticos, dificuldade financeira, falta de campanha permanente e não cumprimento de interesses corporativos são alguns dos fatores que, segundo eles, ajudam a entender uma perda tão significativa de votos no período de quatro anos.

Os campeões em perda de votos foram dois deputados condenados este ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF): José Fuscaldi Cesílio, o Tatico (PTB-GO), que tentou a reeleição por Minas Gerais, e Zé Gerardo (PMDB-CE). O primeiro viu sua votação ser reduzida 175 vezes, e o segundo, 84 vezes. A assessoria dos dois parlamentares alega que eles desistiram da reeleição depois de terem sido barrados pela Ficha Limpa. O registro deles, no entanto, continuou ativo na Justiça eleitoral, já que os dois recorreram da decisão dos respectivos tribunais regionais eleitorais. Se tivessem obtido votação suficiente para a reeleição, poderiam até ser empossados conforme eventual decisão da Justiça.

Em maio, Zé Gerardo se tornou o primeiro parlamentar brasileiro a ser condenado pelo Supremo. Acusado de ter cometido crime de responsabilidade quando era prefeito do município de Caucaia (CE), o peemedebista foi condenado a dois anos e dois meses de prisão em regime aberto, mais multa. Porém, os ministros resolveram alterar parte de pena para prestação de serviços.

Os 185.925 votos que o deputado recebeu em 2006 foram reduzidos a apenas 2.199 nesta eleição. Segundo o gabinete do deputado, Zé Gerardo abriu mão da reeleição em agosto e passou então a pedir votos para o filho, José Gerardo Corrêa de Arruda (PMDB), de 21 anos. A estratégia, parecida com a adotada pelo ex-governador Joaquim Roriz (PSC) no Distrito Federal, surtiu efeito.”

(Congresso em Foco)

No Paraná, jogaram balão cheio de água contra carro de Dilma

“Um dia depois de o presidenciável José Serra (PSDB) ser agredido por petistas no Rio, a candidata Dilma Rousseff (PT) enfrentou clima de hostilidade em Curitiba, onde o tucano venceu no primeiro turno. Em visita à capital paranaense nesta quinta-feira, ela ouviu vaias e quase foi atingida por um balão de água arremessado do alto de um edifício enquanto desfilava em carro aberto na rua XV de Novembro, que é fechada para pedestres.

O balão estourou no capô do veículo e assustou Dilma, que acenava para o público ao lado dos senadores eleitos Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT). Depois do susto, a presidenciável discursou rapidamente e cometeu uma gafe ao chamar o Paraná de Pará. Ela se corrigiu na sequência, ao ouvir as primeiras vaias.

Dilma recebeu um manifesto de apoio de professores da Universidade Federal do Paraná e prometeu, se eleita, ampliar os investimentos na rede pública de ensino superior. No início da tarde, ela participou de carreata em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e embarcou para o Rio Grande do Sul sem dar entrevista. A candidata ainda faz campanha nesta quinta-feira em Porto Alegre e Caxias do Sul.”

(Folha.com)

IBGE – Taxa de desemprego recua

“A taxa de desemprego média no Brasil em setembro foi de 6,2%, desacelerando frente aos 6,7% contabilizados em agosto, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice é o menor registrado na série histórica, iniciada em março de 2002.  Na comparação com setembro de 2009, houve queda de 1,5 ponto percentual –a taxa havia ficado em 7,7% naquele mês.

O IBGE registrou em setembro uma média de 1,5 milhão de pessoas desocupadas –o menor contingente da série histórica–, com queda de 7,5% no confronto mensal e de 17,7% ante igual período em 2009. A população ocupada média em setembro foi de 22,3 milhões de trabalhadores, o que indica alta de 0,7% ante agosto e 3,5% em relação a setembro do ano passado. Já a renda média do trabalhador cresceu 1,3% ante agosto e 6,2% frente ao mesmo intervalo no ano passado, ficando em R$ 1.499,00.

O IBGE mede a situação do mercado de trabalho nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre. Cerca de 44 mil domicílios são pesquisados.”

(Folha.com)

Roberto Freire: Dilma banca a beata e quer apoio dos "Edir Macedos"

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“O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, criticou o presidente Lula (PT) e a candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), pela discussão religiosa durante a campanha. Para o popular socialista, o assunto foi trazido para o debate político de forma “equivocada” pela própria ex-ministra da Casa Civil. “Pelas suas relações, ela imaginava iria se beneficiar dessas discussões de Lula fazendo concordata (acordo) com o Vaticano. Não tínhamos nenhuma questão religiosa para isso. Quem fez concordata, e Lula não quis se comparar a ele, foi Mussolini, porque havia uma crise religiosa com a Igreja Católica na Itália, exatamente pela existência do Vaticano. Lula teve que fazer por conta dos evangélicos, através de uma lei feita às pressas”, afirmou Freire.

Segundo o dirigente, por conta dessa postura, o presidente Lula privou o País de ter debates que estão acontecendo em outros países. “O Mundo todo está discutindo em relação à falta de costumes, de gênero, à luta das mulheres. Lula não discutiu, porque a sua filosofia é do pobrismo, é de dividir o Brasil entre pobre e rico. Isso é de um reducionismo que você impede um debate político que em oito anos não tivemos. Ele busca esse tipo de política, a política pobre, do pobre contra o rico”, criticou Freire. “E quando o PT veio falar em Plano Nacional de Direitos Humanos, gera um problema enorme com a Igreja. Aí faz concessão a Igreja, e pega uma candidata que tinha assumido a posição do Plano Nacional de Direitos Humanos, que é uma posição história das mulheres e da esquerda brasileira. Ela diz que é favorável e por conta das injunções do seu governo, ela desdiz. E trouxe esse tema que evidentemente está dominando o debate. Mas ainda bem que parece que está saindo. Mas a discussão religiosa foi trazida de forma equivocada pela candidata, que agora banca a beata para poder ter o voto dos Edir Macedos da vida e acalmar a Igreja”, completou o dirigente, eleito deputado federal por São Paulo.”

(Folha de Pernambuco)