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PTB pode ficar neutro na disputa de 2º turno

“Mesmo integrando a chapa do candidato tucano à Presidência, José Serra, o PTB deverá manifestar, na próxima semana, que a questão ficará em aberto no segundo turno, com cada estado decidindo se apoia Serra ou a petista Dilma Rousseff.

O presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), que começou a campanha empolgado com Serra, a duas semanas da eleição declarou que votaria em Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Agora, disse que votará no 14, número da legenda:

— O Serra, o tempo todo, recebeu constrangido o meu apoio. Não estou aqui para ser rejeitado. Tomei aversão física, horror físico ao Serra. Não tem jeito. Acho até que ele ganha, reverteu a expectativa em relação a Dilma. E o retrato dele é bom, a foto ao dele ao lado do Aécio, do Itamar, do Beto Richa é fortíssima. A da Dilma ao lado do Tarso Genro e do Lula é um retrato mofado.”

(Globo)

Ciro, o sparring da Dilma?

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A entrada do deputado federal Ciro Gomes (PSB) como um dos coordenadores da campanha pró-Dilma Rousseff (PT) neste segundo turno, teria uma explicação: Ciro faria o jogo duro contra o tucano Serra, poupando a petista.

Essa é a leitura que setores tucanos estão fazendo, obsrevando que Dilma evitaria, a qualquer custo, confronto com Serra, no que necessitaria de um sparring de primeira linha. Ciro teria sido o escolhido para tal missão.

Talvez seja por isso que, na internet, a partir de ontem, já começou a divulgação de vídeos expondo momentos de rebeldia de Ciro Gomes na política deste Brasil.

CGU – Governo federal já expulsou 354 servidores até setembro

“O Governo Federal expulsou, de janeiro a setembro deste ano, 354 servidores envolvidos em diversos tipos de irregularidade. O número é recorde quando comparado com o mesmo período (janeiro a setembro) dos anos anteriores, a partir de 2003. De janeiro de 2003 até setembro de 2010, as expulsões totalizaram 2.752 agentes públicos envolvidos em práticas ilícitas.
 
Os dados constam do último levantamento elaborado pela Controladoria-Geral da União (CGU) e divulgado hoje (06), consolidando as informações sobre as expulsões aplicadas a servidores públicos do Poder Executivo Federal. Do total de penas expulsivas no período, as demissões somaram 2.358 casos; as destituições de cargos em comissão chegaram a 219; e as cassações de aposentadorias a 175 (veja aqui quadro atualizado das expulsões).
 
Entre os 354 servidores penalizados de janeiro a setembro deste ano por práticas ilícitas no exercício da função, a principal punição aplicada foi a demissão, responsável por 289 casos. Foram aplicadas ainda 30 penas de cassação de aposentadoria e 35 de destituição de cargo em comissão.
 
No acumulado dos últimos sete anos e nove meses (de janeiro de 2003 a setembro de 2010), o principal motivo das expulsões, entre os relacionados com a prática de corrupção, foi o valimento do cargo para obtenção de vantagens, que respondeu por 1.440 casos, o que representa 34,77% do total. A improbidade administrativa vem a seguir, com 788 casos (19,03%), enquanto as situações de recebimento de propina somaram 253 (6,11%). Assim, as práticas ligadas à corrupção foram responsáveis por 59,9% dos casos de expulsões de agentes públicos desde 2003.
 
A intensificação do combate à impunidade na Administração Pública Federal é uma das diretrizes do trabalho da Controladoria-Geral da União, coordenadora do Sistema de Correição da Administração Pública Federal, que conta hoje com uma unidade em cada ministério e é dirigido pela Corregedoria-Geral, órgão integrante da estrutura da CGU.”

(Site da CGU)

Dilma falará em favor da vida na TV

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“A estratégia traçada pelo comando da campanha de Dilma Rousseff (PT) para recuperar os votos perdidos após a polêmica sobre o aborto prevê um discurso de “valorização da vida” por parte da candidata do PT à Presidência. O novo tom aparecerá na reestreia do programa de TV de Dilma como um antídoto contra o aborto.

Celso Junior/AE
Celso Junior/AE

“Eu considero muito importante afirmar que o meu projeto, que foca nas pessoas marginalizadas, é a favor da vida”, afirmou Dilma, ontem. “Eu sou e sempre fui a favor da vida. Se não fosse assim, não tinha colocado a minha vida em risco em determinado momento”, emendou, numa referência à luta travada por ela contra a ditadura militar.

Ex-militante de organizações de extrema-esquerda, Dilma foi presa em 1970 e ficou três anos detida, em São Paulo. O tema foi tratado no primeiro programa de TV da candidata como uma espécie de escudo contra os previsíveis ataques à sua participação em grupos que pregavam a luta armada. Agora, ao repetir que é a favor da vida, Dilma também quer criar uma vacina no novo horário eleitoral, com reestreia prevista para sexta-feira.

Desde a última semana de campanha, no primeiro turno, a candidata do PT tem reiterado que é contra a legalização do aborto, na tentativa de estancar a sangria de votos entre cristãos. No último dia 29, ela se reuniu, em Brasília, com líderes católicos e evangélicos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a gravar um comercial dizendo que Dilma estava sendo vítima de mentiras vindas do “submundo da política”. Agora, a estratégia consiste em tratar o assunto pelo lado da família.

“Nós não vamos ficar reféns de uma falsa polêmica, levantada de maneira pouco ética por nossos adversários e disseminada de forma insidiosa”, disse o secretário-geral do PT, José Eduardo Martins Cardozo (SP), um dos coordenadores da campanha.

Depois de se reunir ontem com os governadores Eduardo Campos (Pernambuco), Marcelo Déda (Sergipe) e Cid Gomes (Ceará), todos reeleitos – além do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) -, Dilma seguiu o conselho dos aliados e destacou que vem “de família católica”.

O capítulo “família” também reaparecerá no programa de TV da candidata, na tentativa de amenizar sua imagem. Ao fazer uma conexão entre o projeto de erradicação da miséria com a valorização da vida, Dilma expressou, mais uma vez, sua felicidade com o nascimento do neto, Gabriel, batizado na última sexta-feira. Em várias reuniões ao longo dos dois últimos dias, com Lula e Dilma, governadores da base aliada também foram incumbidos de procurar bispos e padres para reverter a onda contrária a Dilma na Igreja Católica.

“Eu acho que é preciso esclarecer os segmentos religiosos que estão em dúvida”, admitiu o governador Eduardo Campos, que porá em prática a estratégia, hoje, ao participar da posse de um bispo na cidade de Salgueiro (PE). “Eu mesmo perdi votos entre evangélicos do Rio de Janeiro por estar apoiando Dilma”, disse o senador eleito Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. “É bom, agora, termos mais tempo para mostrar que Dilma é contra o aborto.”

Embora o 3.º Congresso do PT tenha aprovado, em agosto de 2007, resolução defendendo a descriminalização do aborto, o assunto nunca constou do programa de governo de Dilma. Em fevereiro, ao aprovar as “diretrizes” da plataforma da candidata, o 4.º Congresso do PT incluiu o “apoio incondicional” ao polêmico Programa Nacional de Direitos Humanos. A terceira versão do documento indicava apoio ao projeto de lei que torna o aborto legal. O tema, porém, acabou excluído das diretrizes petistas.”

?(Estado.com)

Serra e aliados iniciam discussões sobre estratégias do 2º turno

Os aliados da coligação que apóiam o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, se reúnem, nesta noite, em Brasília para traçar a estratégia da campanha para o segundo turno. Candidatos vitoriosos e derrotados defendem mudanças. A ideia é ampliar a campanha no país, fazer mais comícios e carreatas, visitar comunidades carentes e tratar de temas específicos relacionados ao cotidiano da população.

“O segundo turno é outra eleição. É uma eleição nova”, afirmou o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Para ele, o ideal é aproveitar bem o tempo do horário eleitoral obrigatório e enviar as mensagens à população. “O Serra está em condições muito melhores porque o tempo de televisão e de rádio é igual [para o Serra e para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff]. Estamos muito confiantes”.

O presidente nacional do PSDB e coordenador da campanha de Serra, senador Sérgio Guerra (PE), disse que a intenção é descentralizar a campanha para buscar votos em todos os lugares do país. “Temos de crescer em todos os lugares, não tem isso de concentrar aqui ou ali. Os dois candidatos vão ter de aparecer e dar o conteúdo do que pretendem fazer e se mostrar”.

O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou que a partir de agora as propostas serão apresentadas com “mais clareza e objetividade” atendendo às demandas dos eleitores. Apesar do foco nacional, o comando da campanha quer dar atenção especial ao Rio de Janeiro, onde a terceira colocada nas eleições presidenciais, Marina Silva (PV), obteve uma elevada votação. O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) disse que tanto Serra como a mulher dele, Mônica, intensificarão as viagens ao Rio. A figura de Mônica Serra pode atrair votos femininos, segundo parlamentares.

O ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC), que desde ontem também integra a coordenação da campanha, afirmou que em Santa Catarina o trabalho será intenso em todos os municípios. “Estou muito feliz. Em Santa Catarina, ele [Serra] está acompanhado dos vitoriosos. Vamos aos lugares que ele foi bem e também onde não foi. O importante é ir a todos os lugares”.A reunião em Brasília deverá ocorrer em duas etapas: na primeira, a portas fechadas e na segunda quando haverá um pronunciamento de Serra e dos principais líderes da campanha. Representantes de todos os partidos da coligação foram convocados para a reunião em Brasília.”

(Agência Brasil)

Sai no Diário Oficial da União a MP que pune violação de sigilo fiscal

“O “Diário Oficial” da União publica em sua edição desta quarta-feira a MP (medida provisória) 507, que pune com demissão, destituição de cargo em comissão, cassação de disponibilidade e aposentadoria quem violar o sigilo fiscal.

A medida foi assinada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O servidor público que permitir ou facilitar, mediante atribuição, fornecimento, empréstimo de senha ou qualquer outra forma, acesso de pessoas não autorizadas a informações protegidas por sigilo fiscal, de que trata o art. 198 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966, será punido com pena de demissão, destituição de cargo em comissão, ou cassação de disponibilidade ou aposentadoria”, diz o texto do “DO”.”

(Com Agências)

Anatel anuncia reajuste na telefonia fixa

“A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou novas tarifas para as concessionárias de telefonia fixa Telefônica e CTBC Telecom. O reajuste máximo autorizado foi de 0,6596% e vale para as chamadas locais e interurbanas. As novas tarifas foram publicadas hoje (6) no Diário Oficial da União.

As concessionárias devem dar ampla divulgação das tarifas em jornais de grande circulação nas áreas em que atuam, 48 horas antes de praticar os novos valores.

Nos cálculos para o reajuste foram utilizados o Fator X médio 2009/2010, de 3,7326%, e a variação do Índice de Serviços de Telecomunicações (IST) entre junho de 2009 e julho de 2010, de 4,5644%. Considerando a aplicação da variação do IST, a média ponderada dos fatores de transferência de 2009 e 2010 e o fator de excursão de 5%, a variação máxima para um item individual da cesta é de 9,7926%.

O valor do crédito para uso em telefone público passou de R$ 0,1225 para R$ 0,1230, com impostos e contribuições sociais. Esse valor é único em toda a área de prestação de serviços da Telefônica e da CTBC Telecom. Com esse novo valor, um cartão indutivo com 20 créditos passará a custar R$ 2,46 contra os R$ 2,45 atuais.

As propostas de reajuste encaminhadas pelo grupo Oi (Oi/BrasilTelecom) e pela Sercomtel não foram homologadas pois encontram-se em análise pela Anatel.”

(Agência Brasil)

PV marca para dia 17 decisão sobre quem vai apoiar neste 2º turno

“O PV marcou para o dia 17, em São Paulo, a convenção que decidirá os rumos do partido no segundo turno da eleição presidencial. Antes do encontro, a candidata derrotada, Marina Silva, vai se reunir com os dois candidatos, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), e entregará um documento com os principais pontos de seu programa que ela espera ver incorporados às plataformas dos ex-concorrentes.

Participarão da convenção cerca de 80 delegados com direito a voto. Por insistência de Marina, 15 vagas serão de colaboradores da campanha, religiosos e militantes do “movimento Marina Silva”, mesmo que não sejam filiados ao PV. O acordo foi anunciado em entrevista pelo presidente do PV, José Luiz Penna, pelo coordenador da campanha, João Paulo Capobianco, e pelo presidente do PV-RJ, Alfredo Sirkis.

Capobianco deixou em aberto a possibilidade de o PV se declarar neutro, como Marina tem indicado. “A convenção não é para definir aliança, é para definir posição. Há uma corrente forte que defende a não-aliança”. Segundo os participantes, a ideia é que o partido saia unido da convenção, mas quem discordar da decisão poderá apontar outra solução em caráter pessoal, sem usar o nome ou a logomarca do partido.

(Folha.com)

NO CEARÁ, não temos dúvida, o PV apoiará Dilma. Rousseff. Aqui, membros do partido estão todo acomodados em cargos na esfera estadual e no âmbito da Prefeitura de Fortaleza. Não há do que reclamar.

Lula festeja derrota de Tasso Jereissati

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“O presidente Lula  reuniu aliados, na tarde da última terça-feira, para discutir as estratégias para a campanha de Dilma Rouseff, no Palácio da Alvorada. O encontro reuniu governadores e senadores eleitos, dentre eles Cid Gomes (PSB), José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB), além do Deputado Federal Ciro Gomes (PSB). Mas um fato que chamou a atenção foi protagonizado pelo próprio Lula, ao comemorar a derrota do senador cearense Tasso Jereissati (PSDB).

Com base em informação veiculada no Portal IG, quando o senador eleito pelo PMDB do Ceará, Eunício Oliveira, entrou no Palácio da Alvorada, o presidente Lula foi logo dando as boas vindas. Segundo conta Eunício, Lula exclamou:

– Está aqui o senador que derrotou o Tasso Jereissati!

DETALHE – A exemplo da comemoração pela derrota de Tasso, também estão sendo saudadas pelo Palácio do Planalto, as perdas de Arthur Virgílio (PSDB/AM) e Heloísa Helena (PSOL/AL).

DETALHE 2 – Pelo visto, Lula e seus aliados estão mais felizes com a derrota de nomes da oposição do que com a própria vitória obtida nas urnas. Para alguns, tripudiar em política é risco grave.

Análise: Derrota de Tasso foi culpa de Tasso?

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Reflexos e reflexões de um pleito.

Com o título “Essa derrota tem dono”, o publicitário e poeta Ricardo Alcântara manda artigo para o Blog analisando o resultado das urnas no Ceará. Restringiu anàlise à derrota do senador Tasso Jereissati. Confira: 

Diz-se, frequentemente, que a vitória tem muitos donos e a derrota, nenhum. No caso da candidatura do senador Tasso Jereissati à reeleição, nenhuma das duas versões poderia se impor com força de verdade.

Vencesse, poderia atribuir a si próprio o êxito. Afinal, não contou senão consigo mesmo para resistir à capacidade de transferência de votos do presidente Lula, avassaladora aqui nos estados do Norte.
 
Perdida a eleição, a perdeu sozinho, sem que possa dividir com ninguém o quinhão amargo da derrota. Foram exclusivamente suas as decisões que o encaminharam ao mau resultado, ainda que sinta à boca o fel da ingratidão.
 
Essa derrota começou em 2006, quando Tasso se recusou a apoiar a indicação da convenção de seu partido que concedeu a um bem avaliado governador, Lúcio Alcântara, o direito legítimo de buscar a reeleição.
 
Pôs-se, então, a reboque daquilo a que, somente agora, passou a tratar como uma oligarquia: os interesses políticos dos irmãos Ferreira Gomes – a “family”, na deslumbrada definição de uma das novas figuras agregadas.
 
Ali, em um único movimento de peça no xadrez político local, obediente aos maus conselhos do fígado, Tasso passou de protagonista a coadjuvante na longa aliança mantida até pouco tempo com o grupo de Ciro Gomes.
 
Eleito Cid, o “irmão do amigo”, delegaram as urnas ao tucanato o exercício da oposição, mas a pouca prática com o contraditório e a nenhuma disposição para aprendê-lo fez do PSDB, desde cedo, um aplicado serviçal.
 
Nutrido pelos favores fisiológicos em medida suficiente para não morrer, ficou até a última hora à espera de que o serviço anteriormente prestado, de atirar nos próprios pés e engolir a própria língua, fosse, enfim, compensado.
 
Mas, como nas decisões entre uma velha amizade e o poder quase sempre a lealdade tem sido a primeira vítima, “o maior político vivo do Ceará” foi despejado do consórcio governista para o cesto dos objetos não-recicláveis.
 
Ser “o maior político” e “o melhor amigo” foram moedas podres quando constatado – pesquisas, sempre elas  – que o preço da lealdade seria colocar em risco o privilégio de manter o taco à mão e “fora do poder, não há salvação”.
 
Se o (ainda) senador estiver certo em suas decepções, ainda mais certos estarão os que, muito antes, se decepcionaram com ele. É por isso que esta derrota tem dono: ela só pertence a Tasso Jereissati.
 
Aqueles a quem ele aponta como seus algozes apenas fizeram cumprir as regras tradicionais de uma política que, a despeito de sua má reputação, tem escrito a história dos vencedores. E escreveu mais uma.

Ricardo Alcântara,

Publicitário. 

Para Marina, o que está em jogo não é apoio, mas a questão programática

“Em entrevista à rádio Jovem Pan na manhã desta quarta-feira (6), a ex-candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, afirmou que o que está em discussão não é o “apoio” aos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), mas sim a “posição” que será adotada pela senadora nos próximos dias. “Na verdade eu não estou colocando essa palavra – apoio ou não apoio – eu estou colocando posição”, afirmou.

Marina afirmou que já está trabalhando para “chegar a essa posição da melhor forma possível”, e que as questões prioritárias de sua plataforma política serão apresentadas aos concorrentes. “O pior caminho é aquele de querer discutir as coisas do ponto de vista da velha política, nós temos que ter uma discussão programática. Isso é o que interessa para o Brasil”, disse. A senadora afirmou ainda que essa decisão será tomada em, no máximo, 15 dias.

Questionada se julgava sinceras as últimas declarações de Dilma e Serra relativas à religiosidade, Marina, mais uma vez, adotou a posição de não aceitar o embate. “Seria presunçoso de minha parte julgar. (…) Agora, o que eu posso falar é da forma como eu percebo esse processo”, afirmou a senadora lembrando ser cristã e dizendo que nunca escondeu sua fé e até pagou um certo preço por isso. “Obviamente que os fiéis sabem o que é um discurso de convicção ou um discurso de conveniência, e vão fazendo o seu julgamento”, limitou-se a dizer.

Para a verde, as pesquisas de intenção de voto realizadas durante a campanha podem ter atrapalhado sua candidatura, já que ela sempre aparecia na terceira posição. “E agora, se você vê a quantidade de e-mails que as pessoas estão mandando dizendo que elas se arrependeram por não terem votado (em mim), por terem acreditado nas pesquisas…”, contou. Marina disse ainda acreditar que as urnas “teriam revelado muito mais se as pesquisas tivessem conseguido alcançar o que estava nas ruas”. 

(Portal Terra)

Marina ainda não sinalizou para conversa com Dilma

“Disputada entre os candidatos ao segundo turno Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), a candidata do PV Marina Silva declarou, nesta noite de terça-feira, que não aceitou conversar sobre o apoio à candidata petista. Em comunicado oficial à imprensa, a senadora afirmou que recebeu ligação telefônica do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, na qual ele declarou que gostaria de iniciar conversas sobre as condições do apoio de Marina a Dilma na segunda etapa da disputa eleitoral.

De acordo com nota, a candidata verde teria reafirmado o que já disse a Serra e à própria Dilma: que considera sua candidatura maior que o próprio PV e, por isso, consultará a sociedade e as instâncias do próprio partido para decidir a questão.

Marina negou as declarações atribuídas a Dutra de que teria aceitado conversar sobre o apoio a Dilma, divulgada pela imprensa. “Não passa de puro equívoco ou compreensão incorreta dos esclarecimentos prestados ao dirigente nacional do PT”, informou o comunicado.”

(Com Agências)

Câmara dos Deputados mantém "recesso branco"

“Os líderes dos partidos na Câmara dos Deputados decidiram, em reunião realizada na tarde desta terça-feira (5), manter o “recesso branco” na Casa até o final do segundo turno, no dia 31 de outubro. A reunião foi comandada pelo deputado Marco Maia (PT-RS), primeiro vice-presidente da Câmara. “Fizemos uma reunião de líderes agora à tarde e foi unânime entre as lideranças a decisão de manter as sessões de debates sem a ordem do dia, sem as deliberações”, anunciou Maia.

De acordo com ele, existem três motivos para não se realizar mais votações. O primeiro é que não haveria nada “relevante” para ser votado. O segundo é a falta de acordo entre os líderes sobre uma pauta de votações. O terceiro motivo é a própria campanha no segundo turno, que dificultaria a presença de deputados em Brasília. Os deputados não votam nada desde julho, quando entraram em recesso de meio de ano. No início de agosto, os parlamentares haviam marcado um esforço concentrado para tentar votar matérias importantes, mas a iniciativa fracassou por falta de quórum e de acordo político.

Em meados de agosto, depois que manifestantes invadiram o Salão Verde da Câmara, o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), que concorre à vice-Presidência na chapa da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, anunciou que as sessões só seriam retomadas após as eleições. Com a decisão desta tarde, os trabalhos na Câmara só serão retomados em novembro. Com isso, mais uma medida provisória perderá validade – que abre crédito extraordinário para os ministérios da Integração Nacional e da Educação. Nesse caso, será editado um decreto legislativo para validar as ações que foram feitas com base na MP.”

(Portal G1)

Dilma anuncia Ciro como coordenador de sua campanha no Nordeste

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A candidata a presidente da República pelo PT, Dilma Rousseff, anunciou, nesta tarde de terça-feira, que o deputado federal Ciro Gomes (PSB) coordenará sua campanha no Nordeste.

Dilma deu a informação durante reunião de campanha em Brasília. Para alguns, Ciro, irmão do governador reeleito Ciro Gomes (PSB), acaba ganhando uma espécie de compensação depois de ter sido vetado como candidato a presidente.

(Com Agências)

VAMOS NÓS – Agora só falta o PSDB indicar o senador Tasso Jereissati como coordenador da campanha de Serra no Nordeste.

Dilma inicia nesta 4ª feira campanha com carreatas no Rio

 

“A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, deve iniciar a campanha para o segundo turno nesta quarta-feira com duas carreatas no Rio de Janeiro. A coordenação da campanha ainda está definindo o roteiro, mas a expectativa é de que a candidata passe por duas cidades da baixada fluminense.

A informação foi confirmada pelo presidente do PT do Rio de Janeiro, deputado Luiz Sérgio. Com 11,6 milhões de eleitores, o Estado é o terceiro maior colégio eleitoral do país. A ideia da campanha é aproximar Dilma de grandes puxadores de votos, aproveitando não só a popularidade do presidente Lula, mas de aliados, como o governador reeleito do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

No Rio, Dilma marcou 43,7% dos votos, seguida por Marina Silva (PV) –terceira colocada na disputa presidencial– e pelo tucano José Serra, com 22,5%, adversário da petista no segundo turno.”

(Folha.com)

Armando Monteiro ganha vaga de senador em campanha coordenada por cearense

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Teve dedo de cearense na campanha vitoriosa de Armando Monteiro (PTB-PE), presidente licenciado da Confederação Nacional da Indústria, para o Senado.

O publicitário e poeta Ricardo Alcântara, que estava na coordenação dos trabalhos por indicação de Beto Studart, amigo de Monteiro.

Armando Monteiro, inclusive, está retomando o comando da CNI nos próximos dias.

Ubiratan deixa presidência do TCU em dezembro

O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Ubiratan Aguar, anuncia para 1º de dezembro a eleição de Benjamin Zingler como seu substituto. A posse, inclusive, já tem data: dia 8 de dezembro, com mandato começando a partir de janeiro próximo.

Ubiratan cumprirá em 2011 o último ano como ministro do TCU, pois vai se aposentar. Mas ele avisou que não vestirá pijama. Voltará ações para a área cultural e também atuará no campo da advocacia.

Serra terá que baixar a arrogância. Se quiser ganhar

Eis artigo de Rudolfo Lago, editor do site Congresso em Foco, sobre as eleições presidenciais nese 2º turno. Para ele, se o candidato tucano quiser derrotar a petista Dilma Rousseff, terá que adotar uma postura: baixar a arrogância. Confira: 

Pelo menos nesses primeiros dias, vai prosseguir a tendência que levou a eleição presidencial para o segundo turno. Uma curva favorável para José Serra, do PSDB, e uma curva descendente para Dilma Rousseff, do PT. Até porque o resultado se traduz em euforia renovada no ninho tucano e em frustração e desencanto entre a turma petista. Isso deve levar a mais crescimento de Serra – difícil dizer se o suficiente para virar a eleição.

A não ser que a euforia, conhecendo-se o tamanho da vaidade do ex-governador de São Paulo, se transforme em arrogância. Se Serra não for capaz de enxergar da forma correta o que aconteceu no final da eleição e sair por aí convencido de que foi ele, suas ideias e seu desempenho, que levaram a eleição ao segundo round, vai, desavisado, levar um nocaute de Dilma, parecido com o que Lula mandou para cima de Geraldo Alckmin em 2006.

O discurso de Serra após o resultado já deu algumas mostras perigosas de que ele pode não ter entendido todos os recados. Aquela história de “a minha cara é essa, que a Mônica (sua mulher) acha linda” já é um sinal complicado. Parece um recado para os companheiros do tipo: “Parem de encher meu saco, eu cheguei aqui pensando e agindo assim, e vou continuar pensando e agindo assim”.

Serra precisa rezar todo dia para santa Marina Silva por ter chegado ao segundo turno. Há duas semanas, a pesquisa Datafolha apontava um desempenho de 27% para o tucano que, pela margem de erro, já poderia beirar os 30%. Terminou a eleição com 32%. Marina tinha então 11%. Chegou a 19%. Ou seja: o crescimento de Serra foi muito menor. Quem cresceu mesmo foi Marina.  Não fosse por ela não haveria segundo turno.

Se Serra quiser reverter o resultado no segundo turno terá que aceitar que fez tudo errado desde o começo. E que foi pelas graças do destino que ganhou essa segunda chance. Primeiro, Serra demorou demais para definir realmente sua candidatura, deixando espaço para Dilma caminhar sozinha exatamente quando ela precisava desse espaço para se tornar mais conhecida. Terá que reconhecer que, por conta desse tempo de indecisão, inviabilizou qualquer acerto para ter Aécio Neves como seu vice: ao usar como tática atrasar o anúncio da sua candidatura para matar de inanição as pretensões presidenciais de Aécio, irritou o ex-governador de Minas e afastou-o da sua campanha. Terá que avaliar o que fez de errado para afugentar também aliados, provocando a confusão que o levou a ter um desconhecido, Índio da Costa, como vice e ao rompimento nos últimos dias de Roberto Jefferson e do seu PTB. Importa pouco para a sua estratégia eleitoral o que pensam os outros do DEM e de Roberto Jefferson: ele os aceitou como aliados, provavelmente porque calculou que seriam úteis, tinha, então, que tratá-los com o respeito devido a parceiros.

Finalmente, terá que entender que não pode se apresentar como candidato à Presidência apenas por conta do que ele, pessoalmente, fez como governador, ministro, etc. Sua campanha no primeiro turno foi um show de egolatria quase maníaca. Tudo o que Dilma apresentava, ele fez melhor como ministro, como prefeito ou como governador. Serra precisa compreender que sua candidatura é fruto de um estado de coisas que, primeiro, levou o PSDB – que no passado teve muitos pontos de contato e de parcerias com o PT – a ser oposição. E que, segundo, ninguém faz nada sozinho.

A palavra-chave das eleições deste ano é óbvia: “satisfação”. De um modo geral, as pessoas demonstraram estar satisfeitas com a vida que têm hoje. Por isso, tantos governadores reeleitos (ou projetos continuados, como Geraldo Alckmin, do PSDB, em São Paulo, ou Tião Viana, do PT, no Acre). No caso da eleição presidencial, parece claro que a discussão deveria ter se dado em torno das raízes dessa situação. Se o fato de quase 30 milhões de pessoas terem saído da linha da pobreza é fruto apenas das escolhas e decisões do presidente Lula ou é consequência natural do processo de estabilização da economia, que começou no governo Itamar Franco (com Fernando Henrique como ministro da Fazenda) e continuou no governo FHC.

Para os mais desatentos e desavisados, quero deixar claro que não estou optando por alternativa nenhuma sobre isso. Já fiz nesta coluna várias análises sobre isso. O que quero dizer é que Serra, pelo que representa como candidato, não poderia,como fez no primeiro turno, ter colocado Fernando Henrique e seus dois governos na geladeira.

O que o povo acha hoje da era FHC? Gosta, não gosta? Rejeita, não rejeita? Serra terá que enfrentar esse debate. Porque, goste ou não goste, é isso que a candidatura dele representa. Nele sozinho, na sua “cara linda”, talvez somente Mônica Serra vote mesmo. 

QUEM É – *É o editor-executivo do Congresso em Foco. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília em 1986, Rudolfo Lago atua como jornalista especializado em política desde 1987. Com passagens pelos principais jornais e revistas do país, foi editor de Política do jornal Correio Braziliense, editor-assistente da revista Veja e editor especial da revista IstoÉ, entre outras funções. Vencedor de quatro prêmios de jornalismo, incluindo o Prêmio Esso, em 2000, com equipe do Correio Braziliense, pela série de reportagens que resultaram na cassação do senador Luiz Estevão