Blog do Eliomar

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Serra terá que baixar a arrogância. Se quiser ganhar

Eis artigo de Rudolfo Lago, editor do site Congresso em Foco, sobre as eleições presidenciais nese 2º turno. Para ele, se o candidato tucano quiser derrotar a petista Dilma Rousseff, terá que adotar uma postura: baixar a arrogância. Confira: 

Pelo menos nesses primeiros dias, vai prosseguir a tendência que levou a eleição presidencial para o segundo turno. Uma curva favorável para José Serra, do PSDB, e uma curva descendente para Dilma Rousseff, do PT. Até porque o resultado se traduz em euforia renovada no ninho tucano e em frustração e desencanto entre a turma petista. Isso deve levar a mais crescimento de Serra – difícil dizer se o suficiente para virar a eleição.

A não ser que a euforia, conhecendo-se o tamanho da vaidade do ex-governador de São Paulo, se transforme em arrogância. Se Serra não for capaz de enxergar da forma correta o que aconteceu no final da eleição e sair por aí convencido de que foi ele, suas ideias e seu desempenho, que levaram a eleição ao segundo round, vai, desavisado, levar um nocaute de Dilma, parecido com o que Lula mandou para cima de Geraldo Alckmin em 2006.

O discurso de Serra após o resultado já deu algumas mostras perigosas de que ele pode não ter entendido todos os recados. Aquela história de “a minha cara é essa, que a Mônica (sua mulher) acha linda” já é um sinal complicado. Parece um recado para os companheiros do tipo: “Parem de encher meu saco, eu cheguei aqui pensando e agindo assim, e vou continuar pensando e agindo assim”.

Serra precisa rezar todo dia para santa Marina Silva por ter chegado ao segundo turno. Há duas semanas, a pesquisa Datafolha apontava um desempenho de 27% para o tucano que, pela margem de erro, já poderia beirar os 30%. Terminou a eleição com 32%. Marina tinha então 11%. Chegou a 19%. Ou seja: o crescimento de Serra foi muito menor. Quem cresceu mesmo foi Marina.  Não fosse por ela não haveria segundo turno.

Se Serra quiser reverter o resultado no segundo turno terá que aceitar que fez tudo errado desde o começo. E que foi pelas graças do destino que ganhou essa segunda chance. Primeiro, Serra demorou demais para definir realmente sua candidatura, deixando espaço para Dilma caminhar sozinha exatamente quando ela precisava desse espaço para se tornar mais conhecida. Terá que reconhecer que, por conta desse tempo de indecisão, inviabilizou qualquer acerto para ter Aécio Neves como seu vice: ao usar como tática atrasar o anúncio da sua candidatura para matar de inanição as pretensões presidenciais de Aécio, irritou o ex-governador de Minas e afastou-o da sua campanha. Terá que avaliar o que fez de errado para afugentar também aliados, provocando a confusão que o levou a ter um desconhecido, Índio da Costa, como vice e ao rompimento nos últimos dias de Roberto Jefferson e do seu PTB. Importa pouco para a sua estratégia eleitoral o que pensam os outros do DEM e de Roberto Jefferson: ele os aceitou como aliados, provavelmente porque calculou que seriam úteis, tinha, então, que tratá-los com o respeito devido a parceiros.

Finalmente, terá que entender que não pode se apresentar como candidato à Presidência apenas por conta do que ele, pessoalmente, fez como governador, ministro, etc. Sua campanha no primeiro turno foi um show de egolatria quase maníaca. Tudo o que Dilma apresentava, ele fez melhor como ministro, como prefeito ou como governador. Serra precisa compreender que sua candidatura é fruto de um estado de coisas que, primeiro, levou o PSDB – que no passado teve muitos pontos de contato e de parcerias com o PT – a ser oposição. E que, segundo, ninguém faz nada sozinho.

A palavra-chave das eleições deste ano é óbvia: “satisfação”. De um modo geral, as pessoas demonstraram estar satisfeitas com a vida que têm hoje. Por isso, tantos governadores reeleitos (ou projetos continuados, como Geraldo Alckmin, do PSDB, em São Paulo, ou Tião Viana, do PT, no Acre). No caso da eleição presidencial, parece claro que a discussão deveria ter se dado em torno das raízes dessa situação. Se o fato de quase 30 milhões de pessoas terem saído da linha da pobreza é fruto apenas das escolhas e decisões do presidente Lula ou é consequência natural do processo de estabilização da economia, que começou no governo Itamar Franco (com Fernando Henrique como ministro da Fazenda) e continuou no governo FHC.

Para os mais desatentos e desavisados, quero deixar claro que não estou optando por alternativa nenhuma sobre isso. Já fiz nesta coluna várias análises sobre isso. O que quero dizer é que Serra, pelo que representa como candidato, não poderia,como fez no primeiro turno, ter colocado Fernando Henrique e seus dois governos na geladeira.

O que o povo acha hoje da era FHC? Gosta, não gosta? Rejeita, não rejeita? Serra terá que enfrentar esse debate. Porque, goste ou não goste, é isso que a candidatura dele representa. Nele sozinho, na sua “cara linda”, talvez somente Mônica Serra vote mesmo. 

QUEM É – *É o editor-executivo do Congresso em Foco. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília em 1986, Rudolfo Lago atua como jornalista especializado em política desde 1987. Com passagens pelos principais jornais e revistas do país, foi editor de Política do jornal Correio Braziliense, editor-assistente da revista Veja e editor especial da revista IstoÉ, entre outras funções. Vencedor de quatro prêmios de jornalismo, incluindo o Prêmio Esso, em 2000, com equipe do Correio Braziliense, pela série de reportagens que resultaram na cassação do senador Luiz Estevão

Selo Unicef – Municípios têm até deste mês para elaborar Plano de Ação

Os municípios inscritos no Selo Unicef – Edição 2009/2012 têm até o dia 29 deste mês para encaminhar ao escritório do organismo, em Fortaleza, o relatório do primeiro fórum comunitário e o Plano de Ação.

O Plano, que funciona como uma carta de intenções a partir de demandas da comunidade e com possibilidades reais de execução, deve deixar claro o que os municípios pretendem fazer pelos direitos de crianças e adolescentes até o final desta gestão.

No seegundo fórum, a ser realizado em 2012, haverá uma avaliação sobre o que foi desenvolvido no município a partir do Plano de Ação.

Dilma e o "Outubro Vermelho"

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A prefeita Luizianne Lins, presidente estadual do PT, comanda reunião da executiva partidária que trata das estratégias da campanha pró-Dilkma Rousseff no segundo turno. O encontro ocorre no Hotel Amuarama e conta com a participação de lideranças da Capital e do Interior.

A ordem é convocar a militância para realizar o maior número de manifestações, que vão das caminhadas às carreatas e bandeiraços. Ou seja, bota nas ruas o “Outubro Vermelho”.

Lula reúne governadores eleitos e reeleitos e trata da campanha dilmista

O presidente Lula está reunido agora, em Brasília, no Palácio Alvorada, com todos os governadores e senadores eleitos e reeleitos da sua base aliada. Do encontro, com direito a café da manhã, participam o governador reeleito Cid Gomes (PSB), os senadores eleitos Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) e também o senador Inácio Arruda (PCdoB).

A ordem é fechar estratégias da campanha de Dilma Roussef (PT) neste segundo turno. 

Por aqui, a prefeita Luizianne Lins, que comanda o PT estadual, reúne candidatos eleitos e reeleitos no Hotel Amuarama, tratando também de campanha.

Ela foi a coordenadora-geral da campanha dilmista no Estado, mas teve pouca notoriedade já que Cid Gomes concentrou todas as atenções para si nesse quesito.

VAMOS NÓS – Luizianne Lins era pra estar em Brasília tratando desse assunto. Pelo visto, ninguém vai saber direito quem coordenará a campanha dilmista no Estado: se ela ou Cid Gomes. Será que haverá crise por conta disso?

Candidatos da "Ficha Suja" receberam mais de 8,8 milhões de votos

“Em um universo de 111 milhões de eleitores que compareceram às urnas, cada um escolhendo seis cargos diferentes, candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), mas ainda no páreo por conta de recursos, receberam 8.885.614 votos em 24 unidades da federação. O estado campeão de sufrágios em postulantes com problemas na Justiça foi o Pará, seguido de São Paulo e Paraíba.

Os números de votos em candidatos barrados pela Justiça Eleitoral, tanto pela ficha limpa quanto por outras condições de elegibilidade e inelegibilidade (como quitação eleitoral e prestação de contas de campanha), foram divulgados ontem (4) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na sexta-feira, a corte havia decidido que, pela primeira vez nas eleições brasileiras, os eleitores ficariam sabendo como foi votado cada político com o registro indeferido.

Até o fechamento desta matéria, às 22h, somente os números do Acre ainda não haviam sido divulgados. No total, de 242 candidatos com registros negados pela Justiça Eleitoral, 165 continuam no páreo e esperam o julgamento de recursos pelo TSE e, eventualmente, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para saber se têm chances de serem eleitos ou não.”

Veja a lista com todos os votos dados aos barrados pela ficha limpa, com exceção do Acre

(Congresso em Foco)

José Guimarães é reeleito, mas irmão perde em São Paulo

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O deputado federal José Nobre Guimarães (PT), o segundo mais votado no Ceará (209.752 votos), não comemorou muito com a família o resultado. É que o irmão dele, José Genoíno (PT-SP), acabou derrotado no seu objetivo de ser reeleito.

Genoíno teve sua vida política marcada pela luta contra a ditadura, mas acabou envolvido no chamado Escândalo do Mensalão, o que lhe custa, até hoje, dores de cabeça e muito desgaste.

Quanto a Guimarães, é retomar o trabalho de coordenador-geral da bancada e reforçar a luta pela aprovação da Emenda 29, aquela que garante mais recursos para a saúde. O que está precisando. E muito.

Joãosinho Trinta atravessa no voto

Joãosinho Trinta, o responsável pela vitória de escolas do grupo especial do carnaval carioca como Salgueiro e Beija-Flor, não é bom de votos. Atravessou feio no desfile das urnas e dançou sem samba-enredo na sua luta por uma vaga de deputado no Distrito Federal.

O carnavalesco recebeu apenas 233 votos, ficando com a 554ª posição no pleito. Ele promete não desistir e recebeu a derrota como resultado de carnaval: perdeu um desfile, mas não perdeu o samba no pé.

Ciro, o saxofone e o trombone

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“O deputado federal Ciro Gomes (PSB) aproveitou o fim da campanha eleitoral no Estado para renovar desabafo. Disse que saia magoado com a “baixaria” que foi a campanha eleitoral no Estado. Principalmente por conta de reportagem “mentirosa” da Veja, usada trazendo um suposto esquema de prefeituras envolvendo seu nome e o nome do seu irmão, o governador reeleito Cid Gomes (PSB).

Ciro até voltou a admitir abandonar a política, no que para alguns seria jogo de cena de quem, no passado, dizia que sairia desse terreiro e até aprenderia a tocar saxofone. Há quem aposte e assegure: Ciro continua, mais do que nunca, firme no cenário político. Com direito a continuar botando a boca no trombone.”

(Coluna Vertical , do O POVO)

DETALHE – Ciro é aquele que o senador tucano Tasso Jereissati não quer ver pintado em sau frente tão cedo. Tasso está magoado com ele, principalmente, sua cria política, em razão da campanha eleitoral na qual saiu derrotado. Já o ex-governador Lúcio Alcântara (PR), que disputou e perdeu o Governo de novo, não poupa: Tasso provocu do remédio aplicado na disputa governamental de 2006.

Posição de Dilma a favor do aborto pesou no fim das eleições

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“A ofensiva católica e evangélica contra o PT e Dilma Rousseff devido à posição dela favorável à legalização do aborto — que ela mudou na campanha — se tornou uma espécie de “cruzada” nas últimas semanas e foi um dos fatores que influenciaram na tendência de queda nos votos da presidenciável, na avaliação da cúpula de campanha.

Enquanto a presidenciável se escorava em lideranças evangélicas do meio político, padres e pastores realizaram uma mobilização em missas e cultos, além de cartas e víde os na internet para pregar contra o voto no PT.

A Regional Sul 1 da CNBB, que contempla o estado de São Paulo, divulgou longo documento, lido nas missas, que “recomenda encarecidamente” que não se vote no PT.

Pela internet, um culto da 1 Igreja Batista de Curitiba foi visto por quase 3 milhões de pessoas. Entre cenas fortes de fetos mortos e despedaçados, uma criança indígena sendo enterrada viva e uma mulher sendo espancada, o pastor pede que não se vote em petistas.

Também no fim de agosto, o bispo Nelson Westrupp, da Diocese de Santo André (região do ABC) e presidente da Regional Sul 1, recomendou a difusão do documento “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras” onde se argumenta que o governo se comprometeu, em acordos multilaterais e com envio de projeto de lei, à legalização do aborto.

A orientação política anti-PT do pastor Paschoal Piragine aconteceu em um culto, gravado, no fim de agosto. O pastor opina que o PT — por ter fechado questão favorável à legalização do aborto e à união civil entre homossexuais — tenta transformar o país em uma terra onde o pecado é aceito e vulgarizado.

A campanha de Dilma já gravou vídeos e imprimiu material para conter uma possível debandada. Procurado na semana passada, o secretário de comunicação do PT, deputado reeleito André Vargas (PR), disse que o pastor Piragine é “preconceituoso, mentiroso, difamador e caluniador”. Petistas se reuniram com ele mas não o demoveram de sua postura.

— Isso é a opinião preconceituosa dele, lastreada na mentira — disse Vargas.

 (O Globo)

Mega-Sena deve pagar maior prêmio de sua história: R$ 150 milhões

“O concurso de número 1.220 da Mega-Sena, que será sorteado nest quarta-feira, deve pagar R$ 115 milhões para a aposta que acertar as seis dezenas, segundo estimativa da Superintendência de Loterias da Caixa EconômicaFederal (CEF), em Brasília. Se confirmada a expectativa, esse será o maior já registrado entre os sorteios regulares da modalidade. O maior valor pago nos concursos regulares foi de R$ 90 milhões, sorteado no início de setembro e dividido por sete bilhetes.

A Mega-Sena já pagou R$ 144,9 milhões. Mas, no sorteio especial da Mega-Sena da Virada, em 31 de dezembro do ano passado. De acordo com a Caixa, o acúmulo de R$ 90 milhões é resultado de oito sorteios sem vencedor na faixa principal e mais um valor adicionalde R$ 18 milhões acumulado para o concurso de final zero. O valor aplicado na poupança, por exemplo, tornaria possível conseguir uma renda mensal de aproximadamente R$ 700 mil.

A Caixa acrescentou que o prêmio seria suficiente para comprar uma frota de 4,6 mil carros populares ou 23 mil motocicletas de 125cc. Quemquiser tentar a sorte no próximo concurso, deve fazer suas apostas até as 19 horas de Brasília do dia do sorteio. A aposta mínima, de seis números, custa R$ 2,00. O sorteio acontecerá na cidade de Catalão (GO).”

(Com Agências)

TSE – Eleição no Pará pode ser anulada

“O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, alertou nesta segunda-feira para a possibilidade de anular a eleição no Pará. Na disputa ao Senado, 57% dos votos foram dados a candidatos banidos das eleições pela Lei da Ficha Limpa. O segundo e o terceiro colocados na disputa no Pará concorreram sem registro: Jader Barbalho (PMDB) obteve 1.799.762 votos e Paulo Rocha (PT), 1.733.376.

Lewandowski explicou que, pela lei, quando há mais de metade dos votos nulos em uma eleição, ela não tem validade. Seria necessário, portanto, realizar nova votação. O ministro informou que a situação será resolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, na proclamação dos resultados da votação.

– No caso do Pará, a lei em tese estabelece que se houver maioria de votos nulos será feita nova eleição. É possível que o processo tenha alguma particularidade que motive uma interpretação diferente. Não quero me pronunciar previamente até para não influenciar o TRE – analisou.

A indefinição ocorreu porque nem a Justiça Eleitoral, nem o Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiram julgar os casos a tempo. O TSE já negou recurso a Barbalho, que recorreu ao STF.

Paulo Rocha também teve o recurso negado pelo TSE, mas ele recorreu ao próprio tribunal, que deverá examinar o caso ainda nesta semana.

– Estamos dando prioridade absoluta para o julgamento de candidatos que tiveram os registros indeferidos. Se tudo der certo, teremos definido antes da diplomação – garantiu o ministro.

Lewandowski lembrou que a situação dos chamados “fichas sujas” só será definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte teve a chance de fazer isso no julgamento do ex-candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), mas um empate impossibilitou a decisão. Lewandowski acredita que o impasse só será resolvido quando for nomeado novo ministro para o Supremo.

– Se nenhum ministro mudar de opinião, e as manifestações dos ministros foram públicas e muito bem fundamentadas, acredito que o impasse perdurará até a nomeação do próximo ministro – afirmou.

Lewandowski citou outros casos de “fichas sujas” que deixam o cenário de votações indefinido. Na Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB) concorreu sem registro ao senado e obteve primeiro lugar, com 1.004.183 votos – ou 35% do total. Não se sabe ainda se ele será empossado no cargo.

No Amapá, João Capiberibe (PSB) também concorreu ao senado sem registro e ficou em segundo lugar, com 130.411 votos.”

(O Globo)

Se Dilma gnhar no 2º turno, poderá casar e batizar no Congresso

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“Em 2011, a base aliada de um eventual governo Dilma Rousseff (PT) será 13% maior do que aquela que emergiu das urnas há quatros anos e estava alinhada com a administração do presidente Lula. Serão 402 deputados federais, ante os 380 de hoje e os 357 eleitos em outubro de 2006. O PT será o partido com maior número de cadeiras, com 88 parlamentares, seguido pelo PMDB, com 79.

Ou seja, se hoje o presidente Lula tem uma maioria folgada na Câmara, o eventual governo Dilma Rousseff deve ter ainda mais tranqüilidade com os deputados federais. E a eventual administração de José Serra (PSDB) terá razoáveis dificuldades com a oposição dos petistas.

É o que revela levantamento do Congresso em Foco com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), coletados até pouco depois da 0h desta segunda-feira. De forma inversa, as oposições devem encolher um pouco mais. Se em outubro de 2006 PSDB, DEM, PPS e PSOL somavam 156, atualmente eles são 133. E a previsão é que em 2011 eles sejam apenas 111 parlamentares. Uma redução de 29%.”

(Congresso em Foco)

Carlito Matos vem aí!

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Esse ai é o ex-superintendente estadual do Ibama, Carlos Matos. Hoje, entre muitas de suas atividades, atua como compositor e cantor, já preparando o lançamento de mais um CD, cujo título é uma homenagem à neta, Clara, filha dos jornalistas Carla Matos, sua filha, e Marcos André Borges, este o homem-forte da VSM Comunicação.

Carlito Matos, como é conhecido, é desses papos maravilhosos, de encantar e cantar mesmo, mexendo com a sensibilidade das pessoas. O repertório de suas músicas é variadíssimo: do forró, com direito a letra gaiata ou repente tradicional, a belas poesias que abordam a nastureza e o amor. 

O local do lançamento do novo CD de Carlito Matos ainda está sendo fechado, mas, caros leitores, se esse camarada tivesse maior espaço na mídia, com certeza, teria composições gravadas por gente famosa. E olhe que são letras de quem carrega nas veias a herança do grande e saudoso poeta Costa Matos.

Cid, Eunício, Pimentel e Ciro conversam com Dilma sobre o 2º turno no Ceará

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Depois da vitória, é arregaçar mangas pró-candidata petista.

O governador reeleito Cid Gomes (PSB) participa, nesta tarde de segunda-feira, em Brasília, de reunião com a candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff. O encontro reúne também os senadores eleitos Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) e outros governadores e senadores de outros Estados consagrados nas urnas desse domingo.

A novidade do encontro é a presença do deputado federal Ciro Gomes (PSB), que atuou como coordenador da campanha cidista. O encontro, segundo informou o próprio Cid após o fechamento das urnas, é para começar a preparar a estratégia de vitória de Dilma no segundo turno da disputa presidencial.

Cid Gomes sabe que é preciso trabalhar para que Dilma ganhe do tucano José Serra. Com Dilma, terá compromisso de tocar todos os grandes projetos estruturantes que planejou. Se der Serra – e ele bate na madeira, pode ficar a pão e água, segundo analistas políticos.

(Foto – Divulgação)

Coordenador da campanha de Dilma diz que aproximação com Marina é "natural"

“Integrante da coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT), o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) afirmou nesta segunda-feira que é “natural” a aproximação para o segundo turno com Marina Silva (PV), terceira colocada na disputa presidencial. “Até outro dia a Marina era do PT. É natural que ocorra essa aproximação. Há setores muito próximos a Marina”, afirmou. Cardozo disse que não há mudança de postura e que a campanha vai continuar propositiva. O petista tentou minimizar a frustração no alto escalão da campanha com a continuidade da disputa sustentando que Dilma venceu a eleição. “O segundo turno foi importante para definir a base do governo Lula e vai ser muito importante agora […] É preciso ficar claro que vencemos a eleição tivemos 47 milhões de votos”, disse.

Segundo Cardozo, ainda não foi definido quando nem onde a campanha de Dilma vai recomeçar. O deputado afirmou que a campanha está avaliando os resultados da eleição de ontem e conversando com aliados para consolidar os apoios. Na tarde de hoje, Dilma se reúne com governadores, senadores, deputados e lideres aliados. Dilma almoçou com Cardozo e o ex-ministro Antonio Palocci em sua casa no Lago Sul, bairro nobre da capital federal. Pela manhã, a candidata reuniu a coordenação da campanha em um dos escritórios políticos em Brasília para discutir estratégias para o segundo turno. A chamada “onda verde”, de Marina e os boatos anti-Dilma divulgados entre os cristãos foram apontados pela campanha como os principais fatores que provocaram o segundo turno, resultado considerado frustrante pelo alto escalão dilmista.

O crescimento de Marina e o impacto dos rumores entre católicos e evangélicos já alertavam há uma semana a campanha de uma possibilidade de ter que enfrentar o tucano José Serra no dia 31. Entre os religiosos, circulava o boato de que Dilma teria dito que nem Jesus tirava dela a vitória, além de declarações anteriores dela a favor da legalização do aborto. Dilma desmentiu a frase afirmando que sempre evitou comentar a possibilidade de vitória em primeiro turno para rechaçar a idéia de salto alto. A candidata disse ainda que é contra o aborto e que defende que o tema seja tratado como questão de saúde pública.”

(Folha.com)

As Pesquisas forma as grandes derrotadas nestas eleições?

“A eleição de 2010 tem um grande derrotado, vença Serra ou Dilma: as pesquisas de opinião. E nem me refiro especialmente ao resultado, embora todos os institutos tenham errado: uns mais, outros menos. Refiro-me à derrota desse importante instrumento de avaliação da opinião pública. E isso só aconteceu porque o ambiente foi tomado por vigaristas e negociantes — que não vendem um serviço, mas um resultado. As pessoas sérias envolvidas com essa atividade deveriam evitar a defesa corporativa da “categoria”. Os que erram de boa-fé devem procurar afinar seus instrumentos. Os malandros continuarão a fazer malandragens; são pagos para isso. Por isso mesmo, os que procuram acertar — em vez de se acertar — devem evitar as más companhias.

Comecemos pelo óbvio: erraram, sim! Todos! Sem exceção! O Datafolha, mais perto da realidade, dava a Dilma 50% dos votos válidos no dia do pleito. Ela obteve 47,6% — fora da margem de erro. O Sensus via a candidata com 54,7% dos válidos. Para o Vox Populi, a petista estava 12 pontos à frente da soma dos adversários. No dia 29 de outubro, o Ibope atribuía a Dilma 55% dos votos válidos — 7,4 pontos a mais do que ela conseguiu. Os erros se repetiram em boa parte dos estados. Desse bola para os levantamentos, aquele que será, em números absolutos, o senador mais votado da história do Brasil —Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) — deveria ter entregado os pontos.

Vou insistir neste aspectos: embora o resultado não seja irrelevante, inaceitável mesmo foi  o comportamento de alguns “responsáveis” (?) pelos institutos, que resolveram posar de analistas políticos e videntes. Não se contentavam em passar adiante números que, como vimos, se mostraram errados: também faziam perorações a respeito e expeliam sentenças definitivas.

O mais animado deles, sem dúvida, é Marcos Coimbra, o manda-chuva do Vox Populi, instituto que chegou a agonizar e que renasceu com força no petismo. Ele trabalha para e com o PT, embora suas pesquisas e ele próprio sejam vistos em certas áreas, só em certas áreas, como isentos. Coimbra é colunista de uma revista petista e escreve também no Correio Braziliense como “cientista político.”

(Blog do Reinaldo Azevedo – Veja Online)

NO CEARÁ, as pesquisas davam Lúcio em segundo lugar e acabou entrando o tucano Marcos Cals. Eis um dado que vai ser alvo de muitas avaliações.

CNJ vai lançar campanha contra o crack

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“O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estuda lançar campanha nacional contra o crack. A ideia é produzir materiais gráficos, como cartilhas e audiovisuais (campanha publicitária em rádio e televisão) alertando para os prejuízos que a droga ilícita pode trazer para a saúde das pessoas e a vida social das comunidades, bem como informando cidadãos e agentes públicos sobre as formas de lidar com o problema, e o tratamento dos usuários.

A iniciativa é da Corregedoria Nacional de Justiça, com apoio da Presidência do CNJ, em parceria com as Coordenadorias da Infância e da Juventude dos Tribunais dos estados.

O asssunto foi discutido na última quinta-feira, durante reunião realizada no CNJ com a participação dos juízes auxiliares da Presidência, Daniel Issler e Reinaldo Cintra; dos juízes auxiliares da Corregedoria Nacional, Nicolau Lupianhes Neto e desembargador Sílvio Marques Neto; do coordenador de infância e juventude do Tribunal do Estado de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Malheiros; da médica psiquiatra das prefeituras dos municípios de São Paulo e Guarulhos, Dra. Vera Lúcia Polverini; da psicóloga judiciário da Vara de Infância do Fórum Regional de São Miguel Paulista, Lúcia Zanetti, e do médico psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dr. Ronaldo Laranjeira.”

(Site do CNJ)

Eleições 2010 – O Resultado segundo a imprensa internacional

Olha só como os principais jornais internacionais repercutem a disputa pela presidência da República, que acabou indo para o segundo turno entre Dilma (PT) e Serra (PSDB):

* NEW YORK TIMES

O jornal americano “New York Times” diz que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, sofre com a falta de carisma que tornou o presidente Lula tão popular no país.
“Especialistas não têm dúvida de que Rousseff irá prevalecer no segundo turno contra [O TUCANO JOSÉ]Serra. Apesar de sua falta de experiência política e carisma, ela foi exaltada na onda de prosperidade no Brasil sob a liderança de Lula, cujos índices de aprovação chegam a 80%”, escreve o “NYT”.
“Rousseff, que militou contra a ditadura na década de 1960, é considerada uma administradora competente, mas sofre com a falta do carisma sedutor que ajudou Lula a se tornar tão popular”, continua o jornal.
O “NYT” diz ainda que o fato de a eleição não ter sido decidida no primeiro turno se deve à “presença forte” da candidata Marina Silva. “Rousseff perdeu votos por conta da presença forte de uma terceira candidata, Marina Silva, do Partido Verde, ex-ministra do Meio Ambiente, que teve mais de 19% dos votos”.

* LE MONDE

O jornal francês destaca as eleições presidenciais na primeira página de seu site e também ressalta que a campanha de Roussef preza a “continuidade da política que tem ajudado a tirar milhões de brasileiros da pobreza e do país experimentar um boom econômico sem precedentes”.

* DER SPIEGEL

A revista alemã ainda mantinha a apuração parcial dos votos em seu site –apontando que, se a apuração seguisse o caminho indicado, a eleição iria para 2º turno.
A “Der Spiegel” também traz a recusa de Lula sobre uma suposta candidatura em 2014, com uma citação atribuída a Lula: “Não, não. Se você já esteve na Presidência, então só precisa de paz na vida”.

* LE FIGARO

Outro jornal francês, também destaca as eleições brasileiras em sua página principal e diz que “não houve surpresa” na vitória de Dilma sobre Serra no 1º turno.

* EL PAÍS

O diário espanhol põe as eleições em submanchete, e destaca Marina Silva (PV) como um “fator decisivo” para o 2º turno. “Dilma Rousseff não conseguiu evitar uma segunda etapa eleitoral”, diz o texto, apontando também que assessores da candidata já admitiam 2º turno na tarde de domingo (3).
“Lula escolheu uma sucessora improvável, pouco conhecida, e se lançou com todas as suas forças e enorme popularidade (80%) em uma campanha eleitoral agitada”, diz o jornal. “Esse 2º turno será, sem dúvida, decepcionante para o presidente mais popular de toda a história do Brasil, que acreditou poder transmitir todo esse respaldo pessoal”.

* WALL STREET JOURNAL

Para o “Wall Street Journal”, a decisão no segundo turno demonstra um grande revés nas previsões feitas por especialistas. “Dilma Rousseff, 62, uma ex-guerrilheira esquerdista, terminou em primeiro lugar com uma grande folga na eleição presidencial do Brasil neste domingo, mas falhou ao não conseguir votos suficientes para evitar um segundo turno no maior país da América Latina –um revés para uma candidata cuja vitória no primeiro turno era certa algumas semanas atrás”, diz o “WSJ”.

* THE INDEPENDENT

O jornal britânico “The Independent” aponta que Dilma está tentando ser a primeira chefe de Estado mulher no Brasil –e também narra brevemente a trajetória da ex-ministra enquanto combatente antagônica ao regime militar (1965-1984). Sobre Serra, o jornal diz apenas que ele era governador do Estado de São Paulo –e que perdera as eleições presidenciais para Lula em 2002 como representante do PSDB.

* THE TIMES

Já o também inglês “The Times” coloca, em chamada de capa, que “Dilma Roussef promete aos eleitores que seguirá os passos do presidente Lula para reduzir o abismo entre ricos e pobres”.

* REUTERS

A agência destaca que Rousseff foi “escolhida a dedo” por Lula para continuar suas “políticas esquerdistas que fizeram do Brasil um dos mais empolgantes mercados emergentes.” A Reuters ressalta ainda que “nem Rousseff, nem Serra fogem dos programas sociais e políticas que favorecem o investimento estrangeiro que fizeram Lula popular.”

* THE DAILY TELEGRAPH

O inglês “The Daily Telegraph” indica que “Dilma Rousseff, a favorita para vencer as eleições presidenciais no Brasil, foi forçada a um segundo turno com seu principal rival, depois de não assegurar os 50% de votos no primeiro turno”. O jornal aponta ainda uma “inesperado crescimento tardio” da terceira candidata, Marina Silva (PV), com 19,5% dos votos válidos.
O diário britânico diz ainda que as recentes descobertas sobre Erenice Guerra, somadas a questões cristãs sobre as posições de Dilma sobre o aborto e outros problemas sociais aparentemente instituiu dúvidas na cabeça dos eleitores –a ponto de custar a ela a vitória no 1º turno.

* DAILY MAIL

Em um texto inserido à tarde no site do jornal, Dilma é chamada de “guerrilheira e marxista por formação”, que pode vir a se tornar “a mulher mais poderosa do mundo” –mais influente que a secretária de Estado Hillary Clinton ou que a chanceler alemã Angela Merkel. Entretanto, até a publicação da reportagem, o jornal não publicou nenhum resultado do primeiro turno das eleições brasileiras.

(Portal Uol)