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Brasil ainda tem 4,5 milhões no trabalho infantil. Nordeste é lídera

“O trabalho infantil seguiu em queda em 2009, mas ainda há 4,3 milhões de crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos, ocupados no Brasil. Em 2008, eram 4,5 milhões de menores trabalhando precocemente.

O Nordeste se manteve no topo das estatísticas (11,7%), ainda que tenha conseguido reduzir em 5,2% o trabalho infantil.

A menor taxa, por sua fez, foi encontrada no Sudeste (7,6%).

Coube ao Sul ficar com a segunda pior queda em relação ao trabalho infantil, perdendo para a Região Centro-Oeste.

Apesar do declínio detectado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), especialistas estão preocupados, porque 123 mil crianças, de 5 a 9 anos de idade, continuam trabalhando no país.

O adolescente pernambucano Filipe Henrique de Souza, de 13 anos, cursa a 8 série e sonha em ser comerciante. De uma família de três irmãos, de 10 a 15 anos, ele alega trabalhar para ajudar a mãe, que está doente. Seu ofício é vender camarão na Praia da Boa Viagem, em Recife.

Dos 5.040 municípios brasileiros, 3.543 aderiram ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), do Ministério do Desenvolvimento Social.

Por considerar lenta a redução das estatísticas oficiais do trabalho infantil, o país estaria correndo o risco de não cumprir a meta de erradicação até 2016, como estipulado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A previsão é da secretária do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Isa Maria de Oliveira.”

(O Globo)

Lula seria Macunaíma ou alvo de preconceito?

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Eis artigo do jurista Migul Reale Júnior. Intitulado “Macunaímas”, ele aborda as contradições políticas deste Brasl de Mãe Preta e Pai João, com crítica a Lula. Confira: 

Às vésperas de se definirem pelo voto os novos dirigentes do Brasil, cabe perquirir sobre a relação que se estabelece entre o sistema eleitoral e os personagens que atuam nesta trama denominada eleição. O primeiro personagem é, sem dúvida, o eleitorado, nossa gente.

Os relatos de viajantes nos primórdios do século 19 são manifestamente constrangedores, a mostrar características de nosso povo nos planos intelectual e moral. Thomas Lindsey, capitão de pequeno navio, aportou em Porto Seguro em 1801, onde foi preso por aceitar proposta do ouvidor-mor de trocar parte da carga que trazia por pau-brasil. Alegava em sua defesa que jamais poderia imaginar ser ilegal comerciar produto ofertado pela principal autoridade local. Permaneceu o inglês anos retido na Bahia. Em narrativa sobre o Brasil, destaca a ignorância dos habitantes e sua indolência, pois a “única ocupação que os empolga é o baralho”. Mais contundente é a observação de que nos negócios prevalece entre os brasileiros a astúcia, sendo exceção os que preservam a retidão na realização de transações.

Quando da proclamação da República, mais de 80% eram analfabetos. No plano moral, Luís Martins, em O Patriarca e o Bacharel, reproduz versos de jovem líder republicano: “Aqui ser honrado é vitupério;/ confiar no direito é grã loucura;/ pois só pode fazer boa figura/ quem for servil ou não passar por sério.” Para Alberto Salles, ideólogo da República, o brasileiro é muito sociável, mas não solidário, sem ter o sentido de comunidade e de bem comum. Daí a expressão que melhor traduz o individualismo egoísta: “Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro.”

Se o País passou, evidentemente, por grande processo civilizatório de lá para cá, no entanto falta muito. Mário de Andrade, em fins dos anos 20, descreve o herói de nossa gente, Macunaíma, espelho do brasileiro como astuto, preguiçoso, espontâneo, a usar a “esperteza para escapar da socialidade adulta”, na expressão de Alfredo Bosi.

Em Conta de Mentiroso, Roberto DaMatta indica o “jeitinho” brasileiro como forma de fuga da letra dura da lei, para fazer prevalecer as regras da amizade, do clientelismo, imperando a máxima “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. Desse modo, o interesse pelo bem comum desaparece quando o agente político trata da coisa pública como se privada fosse.

No século 21, a situação nos planos intelectual e moral ainda é preocupante. Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que, dos eleitores brasileiros, 8 milhões são analfabetos e 19 milhões apenas sabem ler e escrever sem terem frequentado uma escola, considerados, portanto, como de alfabetização rudimentar; 73,3 milhões de eleitores, ou 58,26% do total, não conseguiram completar o ensino fundamental. Excluídas as categorias anteriores, são 46 milhões de analfabetos funcionais, isto é, têm capacidade de decodificar minimamente as letras, de escrever uma pequena carta, mas não têm , todavia, capacidade de compreender textos, interpretá-los e analisá-los.

O autor de novelas da Globo, Sílvio de Abreu, em entrevista à revista Veja, mostrou o desprezo atual pelo herói virtuoso, pois hoje deve, ao gosto do telespectador, ser do vilão a vitória, em vista de a esperteza ganhar reconhecimento de valor social.

O sistema eleitoral, por sua vez, só complica a situação, pois não vincula o candidato a deputado a interesses do eleitor, como ocorreria no voto distrital misto. São milhares de candidatos a deputado, sem coloração partidária alguma, mesmo porque os partidos e seus próceres se misturam e se igualam, sem disputas ideológicas ou programáticas, sem sequer divergências pessoais. Tudo se confunde.

O eleitor médio, sem poder de crítica, é, no caso da escolha para o Executivo, envolvido pelo clima emocional e na opção para deputado, levado a votar em nome conhecido de cantor, artista, jogador de futebol ou de chefete do reduto em que vive. A questão moral é indiferente: corruptos e mensaleiros foram e serão eleitos.

Um país sem heróis virtuosos adota como figura popular um presidente que reproduz Macunaíma, ao colocar a captação do eleitor, a esperteza, acima de qualquer outro interesse. Prova do que digo está no fato de o menino Leandro, do conjunto habitacional Nelson Mandela, ter desnudado o rei. Leandro gravou diálogo com Lula acerca da prática de esporte naquele local:

Leandro: Por que aqui não tem tênis?

Lula: Que tênis? Tênis é esporte da burguesia, porra! E natação?

Leandro: A gente não pode entrar na piscina.

Sérgio Cabral: Por quê?

Leandro: Porque não abre para a população.

Sérgio Cabral: Por que não abre para a população?

Leandro: Não sei, eu vim aqui hoje para perguntar…

Lula, então, volta-se para Sérgio Cabral e diz: O dia que a imprensa vier aí e pegar um final de semana com essa porra fechada, o prejuízo político será infinitamente maior que colocar dois guardas aí. Coloca dois guardas aí. Coloca o bombeiro para tomar conta e abre isso.

O popular presidente, cujo estilo debochado tem sucesso, mostrou, sem querer, mais que um modo de ser, desprezo pelo bem do povo. Como se viu, ao presidente pouco importa a população poder usufruir a piscina. É de relevo apenas evitar o malefício político de uma reportagem negativa: “Coloca dois guardas aí”, que o prejuízo é muito menor que o desgaste político da denúncia do descaso. Atender à população é de somenos, o que vale é evitar o escândalo eleitoralmente desastroso. Mas o povo é indiferente a esta enorme amoralidade, à esperteza presidencial, que recebe aprovação maciça de uma população sem capacidade de crítica.

É dentro deste universo, pintado com realismo, que se definirá o nosso futuro. Que os políticos de bem a serem eleitos tenham a coragem e a indignação necessárias para resistir à eventual tomada do poder pelos macunaímas do século 21.

Miguel Reale Jr.

Advogado, professor titular da Faculdade de Direito da USP, membro da Academia Paulista de Letras. Foi também ministro da Justiça.

IBGE – Renda do Nordeste é a que mais cresce no País

“A região Nordeste foi a que apresentou o maior incremento no salário médio do trabalhador nos últimos seis anos, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, divulgada nesta quarta-feira (8). De acordo com o estudo, a renda média no Nordeste sofreu um aumento real (já descontada a inflação) de 28,8% entre 2004 e 2009, passando de R$ 570 para R$ 734. Entre 2008 e 2009, o incremento foi de 2,7%.

O levantamento mostra ainda que de 2004 a 2009 a diferença salarial entre as regiões mais ricas e o Nordeste caiu. Em 2004, a renda no Sudeste e no Centro-Oeste era 88% maior que no Nordeste. Já em 2009, a diferença caiu para 71% em relação ao Sudeste e 78% em relação ao Centro-Oeste. No Brasil, a renda do trabalhador sofreu um incremento médio de 20% de 2004 a 2009. O salário no Sudeste foi o que menos subiu em seis anos (17,1%). Nas demais regiões, os aumentos foram de: Norte (20,7%), Sul (19,8%) e Centro-Oeste (22,3%).

Efeito da crise

Mesmo com retração de 0,2% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2009, período mais agudo da crise financeira internacional, o salário do brasileiro registrou aumento médio de 2,2%, passando de R$ 1.082,00 em 2008 para R$ 1.106,00 em 2009.

No mesmo período, a região Norte foi a que apresentou o maior ganho: 4,4%. O aumento no Sudeste foi de 2% e no Sul, de 3%. O Centro-Oeste foi a única região onde houve redução na renda do trabalhador: 0,6%.

Ainda assim, o Centro-Oeste é a região com o salário médio mais alto. Em números absolutos, estima-se que o trabalhador dessa região ganhava, em 2009, em média, R$ 1.309,00. No Nordeste, o valor era de R$ 734,00; no Norte, de R$ 921; e no Sudeste, de R$ 1.255,00.”

(Folha Online)

IBGE/Pnad – Brasil tem 14,1 milhões de analfabetos

“Tema presente no disurso de qualquer candidato em campanha, a educação não chegou a 14,1 milhões de brasileiros. Hoje, o País tem 9,7% do total da população, de acordo com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com 2008, houve queda de 1%. Naquele ano, a taxa de analfabetismo era de 10%. De 2004 a 2009, a taxa recuou 1,8 p.p. (ponto percentual).

No Nordeste, 18,7% da população é analfabeta, ante 19,4% em 2008 e 22,4% em 2005. No Norte, os analfabetos representam 10,6% da população; no Centro-Oeste, significam 8%, e 5,7% no Sudeste. No Sul, essa proporção é de 5,5%. Entre os analfabetos, predomina a população mais velha. Do total de pessoas sem estudo, 92,6% têm 25 anos ou mais. Entre as pessoas com 50 anos ou mais, 21% não sabem ler e escrever. De 40 a 49 anos, são 9,3% de analfabetos.

Na avaliação dos indivíduos de 15 a 17 anos, 1,5% são analfabetos. Entre a população de 18 a 24 anos, essa proporção chega a 2,1%. A Pnad mostra melhora no nível de escolaridade da população. Do total da população com mais de 25 anos de idade, 10,6% tem nível superior completo, ante 8,1% em 2004. Entre essa parcela da população, 12,9% não têm instrução – contra 15,7% em 2004. Outros 36,9% têm o ensino fundamental incompleto, e 8,8% finalizaram o ensino fundamental. Já 23% da população têm o ensino médio completo.”

(Com IBGE)

Uma homenagem a "Renato e seus blue caps"

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Renato Barros, líder do grupo “Renato e seu blue caps”, será homenageado no próximo domingo por seus 45 anos de atuação no Movimento Jovem Guarda. Isso, segundo o empresário artístico Alexandre Maia, nome identificado com esse segmento, ocorrerá a partir das 17 horas, no Kukukaya. Na ocasião, ele receberá placa.

Segundo Alexandre, o líder desse grupo é um ícone da Jovem Guarda, que merece todo reconhecimento.

O Kukukaya foi escolhido para essa festa porque vem promovendo, há quatro meses, com sucesso, o projeto “Jovens Tardes de Domingo”, onde a jovem guarda tem espaço por meio de apresentações de “Luizinho e banda” e convidados.

SERVIÇO

Kukukaya – Avenuida Pontes Vieira, 55

Ingresso – R$ 10,00

Informações – 8624 2315/ 9914 0264

Morre último cangaceiro de Lampião

“Um dos últimos cangaceiros do bando do histórico Lampião – que aterrorizava fazendeiros e saqueava comércios no Nordeste brasileiro, no início do século passado – foi enterrado, na manhã deste 7 de setembro, em Belo Horizonte. Aos 100 anos, Antônio Inácio da Silva, o “Moreno”, afimava já estar cansado de viver e pedia descanso.

Neli Maria da Conceição, 60, filha de Antônio, contou que o pai sofria depressão há três anos. A tristeza maior veio depois que Durvalina Gomes de Sá, sua mulher e também cangaceira morreu, aos 92 anos, vítima de um acidente vascular cerebral, em 2008. Em seguida, problemas de saúde limitaram as atividades do cangaceiro e há cerca de um ano ele passou a usar uma cadeira de rodas. “Já estava se sentindo fraco. As doenças e a morte da minha mãe lhe tiraram a vontade de viver”, disse. Moreno morava no bairro Tupi, região Norte de Belo Horizonte, com um dos seis filhos. Ele acordou na manhã de anteontem, tomou café da manhã, deitou-se de novo e morreu.

Apesar do centenário, a memória não falhava e Antônio adorava lembrar dos seis anos que viveu ao lado de Lampião. “O Cangaço era o assunto sempre”, disse a filha.

Fogos. Antes do sepultamento, no cemitério da Saudade, região Leste da capital, parentes e amigos assistiram a uma chuva de fogos de artifício. Um dos filhos do cangaceiro leu um texto em homenagem ao pai. O cineasta cearense, Wolney de Oliveira, que finaliza o longa-metragem “Os últimos cangaceiros”, contou que os fogos foram um pedido de Antônio. “Ele queria isso por ter sobrevivido aos tempos de Cangaço. Naquela época, cangaceiro morto pela polícia era degolado e a cabeça era uma promoção ao policial”, contou.

Inácio Carvalho Oliveira, 72, filho deixado pelo casal em Tacaratu (PE), era um dos presentes no enterro. Ele lembrou do encontro com o pai e a mãe, em 2005.”Foi a primeira vez que vi os dois, aquele momento não vai morrer”, disse o filho do cangaceiro.”

(Jornal O Tempo)

Brasil é o 76º em ranking da generosidade

“Em um ranking internacional de generosidade que avaliou o grau de envolvimento da população em ações de caridade, os brasileiros ocupam o 76º lugar. Na América Latina, o Brasil aparece atrás de 15 países, empatado com a Argentina e a Nicarágua. As informações são da agência BBC Brasil.

A liderança ficou com a Austrália e Nova Zelândia. Em segundo lugar, aparecem empatados o Canadá e a Irlanda, e em terceiro, a Suíça e os Estados Unidos. Foram analisados 153 países pela organização não governamental Charities Aid Foundation, que criou o World Giving Index (Índice da Generosidade Mundial, em tradução livre). Essas nações concentram 95% da população mundial.

Os entrevistados responderam a perguntas sobre doações para entidades beneficentes, tempo gasto em trabalho voluntário e ajuda a estranhos. Na relação dos países que integram o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), os brasileiros são os mais generosos. Depois vêm os indianos (134º lugar), russos (138º), e chineses (147º).

Os cincos últimos do ranking são a Grécia, Sérvia, Ucrânia, o Burundi e Madagascar. Em cada país, foram entrevistadas mil pessoas que vivem em centros urbanos. Em países mais populosos, como a China e Rússia, a amostragem foi feita com 2 mil entrevistados.

O índice leva em consideração três aspectos: doação de dinheiro para organizações, trabalho voluntário e ajuda a pessoas estranhas. No Brasil, quase metade dos entrevistados (49%) disse ter ajudado pessoas que não conheciam no último mês.

O índice no qual os brasileiros demonstram menos solidariedade é o de trabalho voluntário – 15% afirmaram ter se voluntariado em alguma organização no último mês. Em países que lideram o ranking, como a Austrália, Suíça e os Estados Unidos, o índice é mais do que o dobro do brasileiro.

No Haiti, país que atravessou crises políticas e foi atingido por um terremoto de grandes proporções em janeiro deste ano, 38% dos entrevistados disseram que fazem trabalho voluntário. Um em cada quatro entrevistados no Brasil afirmou que contribui com dinheiro para alguma organização, que inclui instituições de caridade, partidos políticos ou igrejas. Na Austrália, país que lidera o ranking ao lado da Nova Zelândia, 70% das pessoas entrevistadas afirmaram que doam dinheiro para entidades sociais.

Segundo a Charities Aid Foundation, as ações caridosas variam muito entre os países devido a diferenças culturais. Cada nação tem conceitos diferentes sobre o que é ser generoso. No entanto, a pesquisa identificou um padrão global: quanto mais velhas as pessoas, mais generosas elas costumam ser. Segundo a entidade, isso tem relação com o melhor nível econômico dos mais velhos em cada país.”

(Agência Brasil)

Brasil é o 6º país em potencial de crescimento

“O Brasil está entre os dez países emergentes com maior capacidade de acelerar seu ritmo de crescimento e se desenvolver. A conclusão é de um estudo feito por economistas do Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB na sigla em inglês). O estudo considera quatro características principais (e algumas divisões das mesmas) na pauta de exportações: sofisticação; diversificação; características únicas e potencial de vender outros produtos com vantagem comparativa para o exterior.

Do cruzamento dessas informações, do período entre 2001 e 2007, surgiu o Índice de Oportunidades.

Segundo Jesus Felipe, economista do ADB e coordenador do estudo, os países que estão bem posicionados no índice são aqueles que conseguiram ampliar e diversificar suas pautas de exportações em produtos mais elaborados (como máquinas e químicos).”

(Folha Online)

"Ficha Limpa" e o crivo do STF

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“Depois de ser considerada aplicável nas eleições de outubro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agora é a vez da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) passar pelo crivo da mais alta corte de Justiça do país. Dois candidatos barrados com base nas novas regras de inelegibilidade entraram, na última segunda-feira (6) com reclamações no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o uso da norma no pleito de 2010. Ao julgar os dois recursos, o STF vai colocar um ponto final na discussão se a Ficha Limpa é ou não constitucional.

Os casos, de acordo com o Supremo, ainda não foram distribuídos para os ministros da corte, responsáveis por cuidar da aplicação correta da Constituição Federal de 1988. Porém, já que trata de uma lei que pode alterar o resultado de eleições, existe a expectativa que a análise de casos concretos questionando a ficha limpa possam ocorrer antes de 3 de outubro. Contando com esta quarta-feira, faltam 26 dias para o brasileiro ir às urnas e escolher o novo presidente da República, governadores, senadores, deputados estaduais, distritais (no caso do Distrito Federal) e federais.

Entraram com reclamações no Supremo Joaquim Roriz (PSC), ex-governador do DF e candidato ao quinto mandato à frente do Executivo local, e Francisco das Chagas Rodrigues Alves (PSB), candidato a deputado estadual no Ceará. A história de ambos é similar. Os dois foram barrados pelas cortes eleitorais locais com base nas novas regras de inelegbilidade. Depois, ambos recorreram das decisões dos TREs no TSE. E ambos foram derrotados no Tribunal Superior Eleitoral. Agora, questionam no STF a aplicabilidade da lei para 2010.

As duas reclamações são assinadas pelos mesmos advogados. Alberto Pavie Ribeiro, Pedro Gordilho e Emiliano Alves Aguiar usaram as peças jurídicas para atacar, especialmente, o princípio da anualidade, previsto no artigo 16 da Constituição Federal. O recurso no nome de Joaquim Roriz é dedicado fundamentalmente à tentativa de desmontar o entendimento do TSE, na análise de duas consultas e de quatro casos concretos, de que a Lei da Ficha Limpa não muda o processo eleitoral e, portanto, pode ser aplicada para outubro.”

(Congresso em Foco)

"Nosso lar" bate recorde de público

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Mais de meio milhão de pessoas foram aos cinemas, no último fim de semana, para ver Nosso Lar. O resultado reforça a onda de sucesso no Brasil de produtos culturais ligados ao espiritismo. Inspirado no livro homônimo de Chico Xavier, o longa-metragem que mostra a vida após a morte foi visto por pelo menos 520 mil pessoas. O dado contabiliza 100% das bilheterias de sexta e sábado e 90% das de domingo (a distribuidora Fox não tinha o resultado final até a última segunda).

Ainda que parcial, a contagem já faz de Nosso Lar, do jovem diretor Wagner de Assis, a segunda maior estreia de filmes nacionais no ano. A primeira é também espírita, Chico Xavier, de Daniel Filho, visto por 585 mil pessoas no primeiro fim de semana.

Parada Gay do Recife terá veto a políticos

“Com expectativa de atrair 200 mil pessoas, a 9ª edição da Parada da Diversidade de Pernambuco, terá o ex-BBB Serginho como a única atração nacional e a campanha política nos trios não ocorrerá durante o percurso, na orla de Boa Viagem, no próximo domingo, dia 12. Pelo menos dois blogueiros da cidade já prometeram, nos bastidores, sair do armário na festa. Um deles vem do Maranhão especialmente para o evento.

A decisão de vetar a defesa de candidatos nos trios foi das entidades que fazem parte do Fórum LGBT do Estado, responsável pela organização do evento em acordo com os donos dos carros gigantes de som. Este ano, a política não foi usada nem mesmo para patrocinar atrações de peso como acontece em cidades como Fortaleza, Salvador e, principalmente, São Paulo.

“O que vai se ver na avenida será aquele caranval típico de outras Paradas do país com direito a um representante nacional dos gays que conquistou a simpatia do público ao se revelar, na própria pele, um homossexual antenado com moda e comunicação na casa do Big Brother. O ex-BBB Serginho é o presente da empresária Maria do Céu para uma Parada que ela sempre apoiou desde os primeiros passos”.

De novidade, o evento traz o pequeno aumento do percurso ao sair do ponto da avenida na altura do Recife Palace Hotel e se estender até o segundo jardim da avenida beira mar.

No palco, montado na altura do edifício Acaiaca vão se apresentar atrações locais como a cantora Gerlane Lops e seu samba dançante, uma unanimidade entre o público gay local.

ENTRE A FANTASIA E A LIBERDADE

“Entre os nove trios elétricos confirmados até agora, um deles deve repetir o sucesso de outros anos. Quando a boate Metrópole aparece na avenida sobre rodas traz com ela a sua clientela vip, as fantasias de luxo, os go-go boys mais desejados e a melhor trilha sonora. O quesito som foi entregue, mais uma vez, ao Dj Paulo Pringles, o queridinho das baladas gays do país”, dizem os organizadores.

Enquanto Serginho vai reinar como estrela, outros, não tão famosos, como o cabeleirerio Bruno Stephanie, prometem chamar ainda mais a atenção com sua homonagem ao cantor Michael Jackson, tal qual Ivete Sangalo fez em Nova York, ele garante.

As fantasias no trio da Metrópole chegam a revelar poder como a que Almir Cardoso vai usar toda feita com penas de faisão. Mais atenção ainda deve chamar a própria dona da festa, Maria do Céu, na pele de Amy Winehouse, e a Dj Adriana Pax, loira e transformada na Lady Gaga nordestina. Ninguém vai escapar, entretanto, do olhar crítico do estilista pernambucano Valério Araújo, outra presença confirmada.

Pisando na avenida, quem promete chamar a atenção é o bloco dos “brothers bears”. Um time de homens, cujo perfil se enquadra nos chamados “ursos”, vai aproveitar o embalo do trio de Metrópole para dançar e mandar o recado uniformizados.

Não são apenas eles que garantem o figurino para a festa. A corrida nas lojas do bairro de São José, área central do Recife, já começou. O lugar é como a 25 de Março, em São Paulo, e tem da peruca verde à meia arrastão, além dos acessórios na base de muito brilho.

SERVIÇO

9ª PARADA DA DIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Data: domingo, 12 de setembro
Concentração: avenida beira mar na altura do Edifício Acaiaca
Horário: a partir das 9 horas
Saída do desfile: 12:30 de frente do Recife Palace Hotel
Número de trios: 9 confirmados até agora

(JC Online e Assessoria do Evento)

Filhos de Chico Mendes pensam em disputas futuras

“Herdeiros do legado da luta ambiental deixado por Chico Mendes, assassinado em 1988 no município de Xapuri, interior do Acre, Elenira Mendes, de 26 anos, e Sandino Mendes, de 24 anos, estudam a possibilidade de levar a causa do pai adiante como candidatos em eleições futuras. Com uma história de vida marcada pela violência no campo, os filhos do líder seringueiro cresceram ouvindo de terceiros a importância do movimento liderado pelo pai. A convivência com os companheiros de Chico Mendes e a proximidade com a política desde os primeiros dias de vida tornam a carreira pública um caminho quase inevitável para os dois.

Elenira, formada em Administração de Empresas e pós-graduada em gestão de recursos ambientais, estuda agora Direito já pensando em seu futuro político. Entre o PT, partido do qual o pai foi um dos fundadores no Acre, e o PV, Elenira optou em 2007 pelos verdes. “Na última imagem dele com vida, meu pai aparecia correndo com uma bandeira do PV no Rio. Para mim simbolizou algo muito forte”, lembra. No Acre, Elenira é uma das mais engajadas na campanha da presidenciável do PV, Marina Silva. “Marina é a melhor representante dos ideais do meu pai”, diz.

Por ser filha do líder seringueiro e, como consequência, ter um potencial de votação expressivo, ela teve a oportunidade de lançar candidatura a prefeita de Xapuri na eleição de 2008, mas recusou o convite para não confrontar o poder hegemônico do PT no Estado. “É um poder legítimo, os petistas construíram isso. Agora nós temos de construir isso também. A alternância de poder tem de ser administrada”, justifica Júlio Pereira, presidente de honra do PV estadual.

Este ano, Elenira teve a chance de disputar pela primeira vez uma eleição para deputada federal, mas também não se sentiu à vontade. “Não aconteceu agora, mas na próxima eleição isso vai acontecer”, prevê o presidente do PV acreano. “Vai chegar o momento. E eu tenho interesse sim “, admite Elenira. A prioridade agora é construir sua carreira política e cuidar da filha de seis anos, Maria Luisa. “A gente não pode se lançar de qualquer jeito. Conto com a força extra da Marina, é bom tê-la do meu lado.”

Semelhanças

Sandino não se lembra da curta convivência com o pai porque Chico Mendes foi morto quando ele tinha dois anos de idade. Do pai ele carrega a semelhança física e o envolvimento com trabalhadores rurais – ele coordena um programa do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Acre. Além da aparência física, Sandino ganhou do pai o nome, uma homenagem ao líder guerrilheiro nicaraguense Augusto César Sandino. O nome de Elenira também foi uma escolha do pai em homenagem à guerrilheira do Araguaia Elenira Rezende.

Consciente de que provoca um “encantamento” natural nas pessoas por ser filho de Chico Mendes, Sandino sabe que carrega nas costas a “obrigação” de ser um exemplo. “Minha missão é não deixar que a história dele se apague”, afirma.

Sandino é frequentemente questionado sobre suas intenções políticas e até sofre pressão para se filiar a um partido e se candidatar, mas diz que ainda não é o momento. “Não sei se me elegeria fácil. As pessoas perguntam, mas eu não tenho essa certeza, apesar de saber que meu nome é forte. Mas isso é para o futuro”, desconversa.

“Eu nunca pensei nisso, deixei para eles. Mas uma hora Sandino e Elenira entram na política”, acredita Ilzamar Mendes, mãe dos filhos de Chico Mendes.”

?(Agência Estado)

Serra ataca Dilma em programa eleitoral

“A chapa de José Serra (PSDB) reservou para a tarde deste Sete de Setembro novos ataques à adversária Dilma Rousseff (PT). Na propaganda de TV, o tucano deixou de fora a quebra do sigilo fiscal da filha Veronica para acusar a petista (que nega responsabilidade no caso), como vinha fazendo nos últimos dias. A estratégia da vez foi pegar imagens do próprio programa de Dilma e voltá-las contra a candidata. O “tiro pela culatra” teria sido a gravação da campanha petista numa biblioteca da Universidade de Brasília fechada há mais de seis meses.

As cenas –com atores que comparecem em todos os programas de Dilma– foram registradas no espaço que, segundo a narrativa tucana, está indisponível aos estudantes por falta de amparo federal. Outras falhas também teriam sido maquiadas pela campanha de Dilma. Ela aparece, por exemplo, fazendo promessas –não vingadas– para uma creche em Brasília. Uma mãe (não identificada, com voz distorcida) acusa Dilma: “Ela veio pra fazer propaganda, pedir voto”.

Antes de mostrar um hospital na Bahia “que quase não funciona”, apesar de ter servido como vitrine para Dilma, locutor diz que adversária de Serra “mais uma vez tentou confundir o eleitor”. Seriam erros da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva –que, contudo, nunca é citado, conforme diretrizes tucanas de não bater de frente com o presidente. O resto do programa enumera feitos atribuídos a Serra, como o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), o Mãe Paulistana e o Bolsa Alimentação (“que virou Bolsa Família”).

Algumas promessas estrearam no horário eleitoral, como a de criar o Ministério da Segurança e o Cadastro Nacional de Criminosos. No discurso inicial, Serra também faz críticas indiretas a petista quando diz que alguém deve construir a sua vida pelo próprio mérito. “O sonho da independência está na cabeça e no coração de todos os brasileiros. É um sonho de um país melhor, mas também é um sonho pessoal, de construir a própria vida, progredir pelo mérito, subir passo a passo pelo próprio esforço, sem se aproveitar de ninguém”, afirmou o candidato.”

 (Folha.com)