Blog do Eliomar

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Dilma não confirma presença em debate da OAB

“Os candidatos à Presidência confirmaram presença na reunião ordinária do Conselho Federal da Ordem dos Advogados (OAB) em Brasília. Os presidenciáveis foram convidados a responder perguntas que serão elaboradas por diretores e conselheiros federais da entidade sobre o tema “Reforma política”.

O candidato José Serra (PSDB) estará presente às 11h desta segunda-feira. Já os candidatos Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Marina Silva (PV) estarão no plenário da OAB às 10h e às 11h de terça-feira, respectivamente. A candidata Dilma Rousseff (PT) foi convidada, já havia confirmado sua participação, mas recuou e não virá à OAB.

De acordo com a OAB, cada candidato terá dez minutos iniciais para fazer a apresentação de suas ideias e planos de governo. Após a exposição pessoal, o candidato responderá a uma pergunta formulada por um dos membros da diretoria da OAB e a outras cinco perguntas (uma de cada região do país) feitas por conselheiros federais da entidade.

Essas últimas cinco questões serão as mesmas para os três candidatos à Presidência. Ao final das respostas, o candidato terá mais dez minutos para suas considerações finais. Não haverá debate entre os candidatos.

Os dois dias de sessão serão conduzidos pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante. Dela participam a diretoria da entidade, os 81 conselheiros federais – representando todos os 27 Estados da Federação -, presidentes de Seccionais e os membros honorários vitalícios da OAB.”

(Globo Online)_

Técnicos do Ministério do Turismo e Embratur vão expor sobre Copa 2014 em Fortaleza

O Skal Internacional de Fortaleza (profissionais de turismo) realizará, ensta terça-feira, às 11h30min, no Hotel Oásis Atlântico, mais um evento “Skal Empresarial” apresentando as palestras de Regina Cavalcante, diretora do Departamento de Qualificação, Certificação e Produções Essenciais em Turismo do Ministério do Turismo, e Marcelo Pedroso, diretor de Eventos da Embratur. O tema é COPA 2014. Segundo a presidente da entidade anfitriã, Enid Câmara, os palestrantes apresentarão detalhes que nortearão as atitudes de uma cidade como Fortaleza que abrigará partidas de futebol pelo referido certame.

Regina Cavalcante é formada em Administração de Empresas com especialização em Marketing e trabalhou durante vários anos na Embratur. Marcelo Pedroso é formado em Gestão em Comércio Internacional e foi Secretário de Turismo de Santos e Guarujá, em São Paulo. A palestra será seguida de um almoço para os empresários do setor do turismo, autoridades e convidados especiais.

Ex-Comandante de Bombeiros diz que a Defesa Civil Nacional está sem rumo

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Com o título “A Defesa Civil Nacional e o Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB), o ex-coandante do corpo de Bombeiros do Ceará, coronel José Ananias Duarte Fota, analisa e faz crítica ao setor hoje no País. Confira:

Escrevi em agosto passado o texto: “A MP 494 e Desconstrução do Sistema Nacional de Defesa” que pode ser lido no site: http://www.ebah.com.br/o-novo-marco-legal-e-a-desconstrucao-do-sistema-nacional-de-defesa-civil-27ago2010-pdf-a74628.html

Nesse artigo, faço comentário comparando o Sistema Nacional de Defesa Civil, desintegrado pela MP 494, e o Sistema Nacional de Mobilização- SINAMOB. Vejamos a discrepância entre legislações similares:

Em 27 de dezembro de 2007 é publicada a Lei nº 11.631 dispondo sobre a Mobilização Nacional e criando o Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB), instrumento previsto nos art. 22, inciso XXVIII e art. 84, inciso XXIX da Constituição Federal. Posteriormente, o Decreto nº 6.592, de 02 de outubro de 2008 regulamentou a Lei de Mobilização Nacional criando o Comitê do SINAMOB.

No marco legal do SINAMOB e seu regulamento temos os princípios, objetivos, composição do comitê, definições de atribuições, estabelecendo uma doutrina do Sistema. Agrega ainda, importantes balizas situando no texto legal a política, as diretrizes governamentais, o plano nacional de mobilização e as diretrizes setoriais de Mobilização Nacional.

Observamos o esmero do Ministério da Defesa na construção do Marco Legal do Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB).

Enquanto a Defesa Civil Nacional está sem um norte, sem um azimute, o Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, bem assessorado pelo Ministério da Defesa baixa o Decreto Federal nº 7.249, de 06 de setembro de 2010, dispondo sobre a Política de Mobilização Nacional.

Este episódio faz-me recordar de uma excelente palestra na Escola Superior de Guerra sobre planejamento Estratégico onde o conferencista, Darc Costa fazia analogia da Instituição sem rumo ao conto, Alice e o país das Maravilhas. Alice, perdida indagava ao gato: Você pode me ajudar?”Ele falou: “Sim, pois não.” “Para onde vai essa estrada?”, pergunta ela. Ele respondeu com outra pergunta: “Para onde você quer ir?”. Ela disse: “Eu não sei, estou perdida.” Ele, então, diz assim: “Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.”

Concluímos que o Ministério da Defesa em particular os gestores do SINAMOB estão com suas bússolas aferidas e com a rota definida na estruturação do referido Sistema.

* Duarte Frota – Presidente da Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (2005 a 2006) e Coordenador Geral de Articulação e Gestão da Secretaria Nacional de Defesa Civil (2008 a 2009). Membro do Comitê do SINAMOB (2008 a 2009). CAEPE-ESG-1998. Atualmente é professor universitário e consultor.

Ibope faz projeções sobre novo Senado

“Baseado nas pesquisas que faz em todos os estados do país, o Ibope concluiu sua projeção para o novo Senado.

O PMDB, que preside a Casa, terá a maior bancada, ficando com 17 a 19 senadores.

O PT passará a ser a segunda bancada, com 13 a 16 senadores.

Os partidos de oposição ficarão menores. O PSDB terá de nove a 12 cadeiras, e o DEM ficará com sete ou oito.”

(Globo Online)

Dilma vai ao debate na Redetv

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A candidata  petista à presidência da República, Dilma Rousseff, estará presente no debate entre os candidatos à Presidência que a Rede TV! levará ao ar neste domingo, a partir das 21 horas. Dilma não compareceu ao último debate entre os candidatos a presidente, realizado na quarta-feira à noite, numa parceria entre Estadão/TV Gazeta. 

Ausente, acabou por se tornar alvo de todos os outros candidatos. Foi atacada principalmente por se recusar a debater a quebra do sigilo fiscal de Verônica, filha do candidato tucano José Serra.

Revista fala de extinta empresa da filha de Serra e possivel quebra de sigilo

Da revista Carta Capital:

Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC

Leandro Fortes

Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso.

Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.

Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.

Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.

Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.

Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.

Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE).

Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.

Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado.

Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.

A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito.

À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.

A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.

A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n? 4.595, de 1964.

O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.

A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações.

Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.

Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com.

Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.

Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil.

A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.

Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.

Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993.

Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.

Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.

De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe.

De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.

Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia.

Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.

Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.”

Datafolha – Marina comemora crescimento

Marina Silva, candidata do PV à presidência, comemorou o crescimento de sua candidatura na última pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta (10). Ela saltou de 10% para 11% na preferência dos eleitores.”Estou ganhando esses pontos como fruto da credibilidade de um projeto político que respeita os brasileiros e que não acha que vale tudo para ganhar uma eleição”. Marina disse ainda que o que encontra nas ruas no contato com o eleitor é muito maior do que o aparece nas pesquisas

A senadora aproveitou também para cutucar a imprensa. “Quando eu saí do índice de 9% para 8%, todo mundo disse que eu perdi votos. E agora que subi de 10% para 11% estão dizendo que é variação”. Marina disse que está em curso uma tentativa de anonimato eleitoral em torno de sua campanha, mas que ela vai furar esse bloqueio e conseguirá chegar ao segundo turno.Marina cresceu nas pesquisas tirando votos do candidato do PSDB, José Serra. Esse movimentação de eleitores não modificou o panorama geral das pesquisas, que indica vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno.

A ex-ministra do Meio Ambiente esteve reunida na manhã deste sábado com representantes do Movimento Marina Silva. O encontro serviu para apresentar as candidaturas de Fabio Feldmann e Ricardo Young, respectivamente, candidatos ao governo do Estado e ao Senado, aos militantes. No mesmo evento, a candidata recebeu das mãos de um integrante do Movimento Negro do PV um documento com propostas para a educação no ensino fundamental. Depois disso, Marina fez uma breve caminhada na feira livre em frente ao estádio municipal do Pacaembu, onde tirou fotos e cumprimentou eleitores.

Marina, que tem um dieta regulada por conta de problemas de saúde, não provou nenhum dos frutos que lhe foram oferecidos, mas levou para casa um pote de pimentas biquinho. “Não arde, não fere, mas é pimenta”.

(Portal Terra)

Jornalista Nonato Albuquerque contesta artigo que critica o filme "Nosso lar"

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O jornalista e radialista Nonato Albuquerque deixou comentário rebatendo artigo do escritor Marcelo Mirisola, aqui compilado do site “Congresso em Foco”, onde faz críticas ao filme “Nosso lar”. Mirisola, por exemplo, fala de um “céu de peruca dos anos 50” que Nonato repudia e reage. Confira: 

Em nenhum momento, o livro ‘Nosso Lar’ sugere que aquela região seja o céu. Tampouco, o inferno. Há zonas “purgatoriais” próximo à crosta terrestre onde almas que se preparam para “elevação” se permitem ficar enquanto elas próprias estão em sintonia com as suas idiossincrasias. Enquanto elas próprias se depuram de suas emoções, de suas conveniências e de seus desejos.

Nós somos o que pensamos. “O inferno somos nós”, disse o ateu Sartre. Não é a doutrina Espírita que mapeia o “lado espiritual” dos seres; são os seres que, depois da vida física, jornadeiam pelos ambientes onde eles próprios construíram mentalmente o seu ego.

O ‘nosso lar’ da descrição andreluiziana (nos dias de hoje) é muito avançado do que aquilo que o espírito do médico A.L.

José Alencar está na UTI com quadro de edema agudo de pulmão

“O vice-presidente da República, José Alencar, permanece internado neste sábado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com quadro de edema agudo de pulmão. Segundo último boletim médico do hospital, ele está respondendo bem ao tratamento. O edema agudo de pulmão, considerado uma situação clínica grave, é caracterizado por um acúmulo anormal de líquidos. Na última sexta-feira, ele tinha recebido alta depois de ficar cinco dias internado no mesmo hospital.
José Alencar foi internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo com quadro de edema agudo de pulmão. Há mais de dez anos, Alencar enfrenta um câncer na região abdominal. Nos últimos anos, ele passou por 15 cirurgias. Em julho, o vice ficou sete dias internado no hospital. Ele passou por um cateterismo (exame para verificar as condições de vasos sanguíneos).
Alencar passaria apenas por uma sessão de quimioterapia, mas foi detectada hipertensão.
Posteriormente, foi diagnosticada uma isquemia (deficiência na irrigação sanguínea) cardíaca, o que estava provocando uma irrigação insuficiente em uma das paredes laterais de seu coração.
Por conta do tratamento, o vice-presidente decidiu que não concorrer nas eleições deste ano, por considerar uma injustiça com os eleitor.”
(Folha.com)

"Nosso Lar" – Uma casa de perucas dos anos 50?

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Eis artigo do escritor Marcelo Mirisola sobre o filme “Nosso lar”. Em abordagem crítica, ele tem muitas restrições ao “céu do Chico Xavier”, que lhe parece mais “uma casa de perucas dos anos 50”. Para ele, Nosso Lar “não fede e não cheira”. Confira:

Meu amigo Pascotto disse que não ia ver “Nosso lar”, o filme inspirado no livro escrito pelo falecido André Luiz e psicografado por Chico Xavier, nem depois de morto. E ele estava sendo absolutamente sincero. Porque o céu do Pascotto nada tem a ver com o céu careta de Chico Xavier e André Luiz. Mas eu – por ofício de fé e profissão – fui dar uma conferida.

Na verdade, vivo uma fase espiritual meio excêntrica e confusa, digamos assim. Tudo começou quando o Exu Tiriri me deu uma esculhambada num terreiro lá no Méier, coisa de três meses atrás. De lá pra cá, minha fé deu uma degringolada, e atingiu requintes sertanejos de breguice: no final da semana retrasasa , por exemplo, o leitor atento poderia me achar hipnotizado no meio da multidão que lotou a Marquês de Sapucaí. Isso mesmo. Fui conferir os milagres do apóstolo Valdemiro Santiago, aquele negão chapeludo simpático que comanda a Igreja Mundial do Poder de Deus. Do palco, ele fazia cego enxergar e curava aidéticos aos berros, enquanto eu, no meio do povão, pedia pelo amor de Deus pro paralítico ao meu lado levantar da cadeira de rodas, e nada acontecia. O cego logo à minha frente esfregava os olhos e também não via nada. Achei que estava atrapalhando os milagres do “Vardemiro” e me pirulitei. Envergonhado, segui acreditando no poder de Deus e lamentei não ter conhecido o sambódromo no carnaval.  Sabem quando a gente dá a quentinha pro mendigo, e se arrepende?

Desde criancinha, o mundo dos ETs e dos espíritos me pareceu brega e opressivo – o timbre metálico dos primeiros jamais me convenceu, e também havia alguma coisa errada com aquele sujeito que recebia mensagens do além. Se não fosse pelo jeito afeminado e pela franjinha da peruca, Chico Xavier teria me enganado. Nem sei se a palavra é essa, não se trata de enganar, o correto seria dizer que cada um tem o céu e o inferno correspondente, aqui nessa vida e alhures, acredito nisso e, sobretudo, sou leitor de Jorge Luis Borges.

O argentino não era do tipo que perderia seu tempo com o céu de Chico Xavier.  Depois de incluir o “místico” Swedenborg em seu Prólogos con un Prólogo de Prólogos, exatamente porque o mesmo prescindira da “metáfora, da exaltação e da vaga e fogosa hipérbole”, nem Borges, nem o Pascotto, jamais dariam colher de chá para o peruquento de Uberaba, nem em vida nem depois de efetivamente empacotados.

“Nosso lar” é um filme que retrata o céu de André Luiz através do filtro de Chico Xavier, ou seja, a extensão da vida dele noutro lugar, portanto uma modorra danada. Para resumir, posso dizer que André Luiz era um médico chato e tinha um bom coração. O filme é comovente para aqueles que, como eu, continuam querendo acreditar nos milagres do apóstolo Valdemiro Santiago. Até chorei no meio da sessão, quando o espírito do dr.André Luiz compreendeu sua vocação para ser corno depois de morto.

O problema é que também li Borges, e não posso culpar nem incluir ninguém no céu-inferno que são os meus gostos. Às vezes acho que sou muito tolerante, o que pode ser uma virtude a ser comemorada no inferno ou um pecado indesculpável no céu, depende – claro – do ponto de vista e do inferno ou do céu que escolhemos para nosso uso e fruto. Borges conta que Emanuel Swedenborg viajou pelo céu e pelo inferno e relatou sua experiência sem fazer pregação nem alarde. O céu e o inferno de Swedenborg são generosos: “Deus permite que os espíritos infernais permaneçam no inferno, pois só no inferno eles se sentem felizes”. O viajante Swedenborg relata o caso de um espírito demoníaco que “ascende ao céu, aspira o perfume do céu, ouve as conversas do céu, e tudo lhe parece horrível. O perfume lhe parece fétido, a luz lhe parece negra. Então, ele volta pro inferno, porque só no inferno é feliz”.

O céu, segundo Emanuel Swedenborg, corresponde simetricamente ao inferno. Há um equilíbrio entre as forças infernais e angelicais para que o mundo exista. A tese é boa. Já  Chico Xavier, limitadíssimo em sua Uberaba dos anos 50, jamais conseguiria ser tão generoso e cristão a ponto de entender esse equilíbrio. Nem ele nem o dr. André Luiz, o corno manso de coração iluminado. Chico Xavier, diferentemente de Swedenborg, não tem um pingo de generosidade com o inferno.

Aqui, a porca torce o rabo. Uma vez que a escolha é do freguês, e o livre arbítrio continua – conforme a própria doutrina espírita – na vida depois da morte, urge a pergunta: qual céu que você quer?

Tem uma parte do céu de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, que eu abomino em vida e tenho certeza que vou abominar depois de morto (porque além de generosidade, falta desapego e sobra burocracia). Franz Kafka não está lá, podem apostar. Um lugar cheio de repartições e funcionários públicos, escaninhos, esplanadas e ministérios, filas e senhas para ser atendido. Até a lan house é silenciosa e organizada. Como se o céu fosse um imenso salão de tele-marketing iluminado por uma fria luz hospitalar e suspenso em colunas de gesso. Algumas variações em tons de baunilha e pastel. Caraio, isso é uma atração do Beto Carrero World aqui e agora!

Outra vez, qual é o céu que você quer? Outra vez Swedenborg, via Borges: “Aqueles que chegam ao céu têm a noção equivocada. Pensam que no céu rezarão continuamente; e é-lhes permitido rezar, mas, ao fim de poucos dias ou semanas, eles se cansam: dão-se conta de que isso não é o céu. Depois, adulam Deus; louvam-No. Deus não gosta de ser adulado. E essa gente também se cansa de adular Deus (…) até que entram na verdadeira obra do céu (…)”.

Nesse lugar, na verdadeira obra do céu, Chico Xavier não vai cagar nem psicografar regras. Porque no céu de Chico Xavier não tem Vinicius de Moraes, nem sexo anal, nem chiboquinha no bar na esquina, nem um inferno para chamar de seu, a banda Saco de Ratos não faz shows às quintas-feiras de madrugada e nesse lugar vocês não vão encontrar a Lu Vitaliano cantando Ray Charles, e – lamento dizer – também não tem cerveja gelada nem frango a passarinho. Não há sobressaltos. Nem troca de tiros e/ou milagres violentos. Não tem aquele bolo de laranja recém saído do forno que sua mãe fazia só pra você antes de ela ter ficado maluca. Nesse céu,você não existe. Nem antes, nem durante nem depois. Ritinha não vai coçar seu saco depois do sexo.  Ah, esqueça Ritinha e esqueça os cafunés também. Os mesmos cafunés que sua mãe fazia em você antes de enlouquecer – e, depois de tudo, você não vai dar um beijo com hálito de cemitério na boca da morte, e simplesmente não vai conseguir chamar o táxi e despachá-las, a morte e o seu amor, para Santo André, porque sem inferno não existiria o céu, e vice-versa.

O céu do Chico Xavier é uma casa de perucas dos anos 50, é a casa dele e dos xaropes que vão rezar até encher o saco de Deus, não é meu lar, nem nosso lar, não fede e não cheira. Parece uma fábrica de iogurtes light. O ponto positivo é que não tem rap, nem eleições, nem cachorro latindo. Se não fosse isso, eu chamaria “Nosso Lar” de desumano.  Pascotto, vai pro inferno!

* Considerado uma das grandes revelações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.

(Congresso em Foco)

Compositor de Luan Santana é o vice em arrecadação no Ecad

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“Já ouviu falar no cantor e compositor Sorocaba? Pois é, o sertanejo é o vice-campeão do ranking do Ecad dos artistas que mais receberam direitos autorais no Brasil neste primeiro semestre. É autor dos maiores sucessos de Luan Santana, fenômeno brega-adolescente da vez. Em primeiro lugar na listagem do Ecad aparece Victor Chaves, da dupla sertaneja Victor & Leo – aliás, líder de arrecadação há dois anos. Roberto e Erasmo Carlos? Em sexto e em nono lugares na lista dos dez mais. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque nem aparecem.”

(Coluna Radar – Veja Online)

Ministro do TCU tem filho na diretoria da Anac

Ministro Valmir Campelo

Recém-empossado na diretoria da Anac, Ricardo Bezerra tem como principal atributo em seu currículo o fato de ser filho de Valmir Campelo, ministro do TCU. Também trabalhou na Infraero, da qual foi demitido no auge do apagão aéreo. Agora, Bezerra começou a formar sua equipe na Anac. Para assessorá-lo, acaba de nomear sua ex-colega de Infraero Érica Duttweiller.

Quem tiver paciência de ler o relatório final da CPI do Apagão Aéreo encontrará farto material sobre Érica, acusada de “negligência profissional” e falta de “zelo em relação ao interesse público”, além de ter cometido “ilícito administrativo”.

 (Veja Coluna Radar)

O ministro Valmir Campelo esteve nesta semana em Fortaleza participando de ato em que o presidente do TCU,ministro Ubiratan Aguiar, entregou algumas reformas na sede do tribunal em Fortaleza. Ele é o relator das obras da Copa 2014 e garante que tudo está dentro do ritmo.

Bento XVI lamenta perda de fiéis na Igreja do Brasil

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“O papa Bento XVI denunciou nesta sexta-feira a crescente perda de fiéis pela Igreja Católica brasileira e a rápida expansão no país das comunidades evangélicas e neopentecostais.

– Se observa uma crescente influência de novos elementos na sociedade, que até poucos anos não existiam. Isto provoca um crescente abandono por parte de muitos católicos, ao mesmo tempo em que se observa no panorama religioso do Brasil a rápida expansão das comunidades evangélicas e neopentecostais – disse o Papa.

Bento XVI recebeu bispos brasileiros dos estados da Bahia e Sergipe no Castelo Gandolfo, a 30 km de Roma, na visita ”ad limina”, em que, a cada cinco anos, o Pontífice se encontra com bispos de cada país.

O Papa afirmou que este afastamento da Igreja se deve a uma “evangelização, a nível pessoal, às vezes superficial”.

– Às vezes os batizados não são suficientemente evangelizados, e as pessoas se tornam facilmente influenciáveis, possuem uma fé frágil, baseada em uma ingênua devoção – disse.”

(O Globo)

Datafolha – Dilma está com 23 pontos à frente de Serra

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“Pesquisa Datafolha/Globo/Folha realizada nos dias 8 e 9 de setembro aponta para um quadro de estabilidade na disputa presidencial. Com 50% das intenções de voto, a candidata petista Dilma Rousseff manteve o percentual registrado na pesquisa anterior, realizada entre os dias 2 e 3. Seu principal adversário, o tucano José Serra, oscilou negativamente um ponto percentual e registrou agora 27% das menções do eleitorado. Marina Silva (PV) foi de 10% para 11%. Todas as variações estão dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os outros candidatos não alcançaram 1%, enquanto 6% dos entrevistados se dizem indecisos, e outros 4% declaram que irão votar em branco ou anular o voto. A pesquisa Datafolha mostra que a ex-ministra ampliou sua vantagem na Bahia e em Pernambuco, exatamente os Estados em que Serra mais caiu. A preferência por Dilma entre os pernambucanos é de 67% contra 18% que mencionam o nome do tucano (há cinco dias o levantamento registrou 62% a 21%), enquanto entre os baianos chega a 64% contra 18% que dizem votar em Serra (era de 60% a 22%).

A evolução por estratos socioeconômicos e demográficos apresentou pouca variação, e foi a senadora Marina Silva quem mais cresceu nos últimos cinco dias.

É o caso entre os eleitores com escolaridade superior, parcela em que Dilma caiu cinco pontos percentuais, para 37%, e Marina ganhou quatro, subindo para 23% (Serra oscilou um ponto para cima e está com 30%). Entre os de maior renda familiar, a petista perdeu sete pontos, enquanto a verde conquistou seis.

Rejeição

O levantamento também mostra estabilidade quando a pergunta é sobre a rejeição. 32% dizem que não votariam em José Serra (eram 31% há cinco dias), contra 22% que reprovam Dilma (21%) e 16% que não consideram votar em Marina (ante 17%).”

(Com Agências)

Serra promete salário mínimo de R$ 600,00

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“O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta sexta-feira (10) que irá aumentar o salário mínimo para R$ 600, se for eleito em outubro. Atualmente, o mínimo é de R$ 510. “Vou entrar em um assunto muito importante para a população, especialmente a trabalhadora. Se for eleito presidente da República, o salário mínimo será de R$ 600”, prometeu Serra, durante visita a São Gonçalo, município da Região Metropolitana do Rio.

Depois de caminhar pelo calçadão de Alcântara, área bastante conhecida da cidade, que é o segundo maior colégio eleitoral do Rio, Serra aproveitou o assédio dos jornalistas para fazer novas críticas à presidenciável Dilma Rousseff e ao seu partido, o PT. A exemplo do que já havia dito durante sabatina realizada pelo jornal “O Globo”, Serra acusou o projeto petista de fazer uma campanha terceirizada. O candidato tucano recusou-se a comentar o resultado das últimas pesquisas que mostraram o crescimento de sua adversária.

Serra prometeu construir uma linha de metrô para ligar São Gonçalo a Niterói e voltou a defender a construção de policlínicas para melhorar o atendimento na área da saúde.”

(Portal G1)

Governador do Amapá é preso em operação da Polícia Federal

“O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), foi preso na manhã desta sexta-feira, 10, em Macapá, durante Operação Mãos Limpas, deflagrada pela Polícia Federal. O objetivo da operação é prender uma organização criminosa composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários, que praticava desvio de recursos públicos do Estado do Amapá e da União.

As investigações, que contaram com o auxílio da Receita Federal, Controladoria Geral da União e do Banco Central, iniciaram-se em agosto de 2009, e se encontram sob a presidência do Superior Tribunal de Justiça – STJ. As apurações revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – FUNDEF.

De acordo com a PF, a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitavam as formalidades legais e beneficiavam empresas previamente selecionadas. Apenas uma empresa de segurança e vigilância privada manteve contrato emergencial por três anos com a Secretaria de Educação, com fatura mensal superior a dois milhões e meio de reais, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.

Durante as investigações, constatou-se que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. Foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.

Foram mobilizados 600 policiais federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça. Além do Estado do Amapá, os mandados estão sendo cumpridos no Pará, Paraíba e São Paulo. Participam da ação 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria Geral da União.

Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes conexos.”

(Agência Estado)

Lula procura imóvel para instalar "QG" após deixa a Presidência

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procura um imóvel em São Paulo para instalar um escritório a partir de onde pretende manter seu protagonismo no cenário político depois que deixar o governo, no dia 1º de janeiro.O local preferido é a Vila Clementino, bairro de classe média na Zona Sul paulistana, onde ficava o comitê eleitoral do presidente na campanha de 2002. A escolha ocorre por dois motivos práticos: a proximidade do aeroporto de Congonhas e a facilidade de acesso a São Bernardo do Campo, para onde o presidente voltará depois do mandato.

Lula tem dito que pretende tirar dois meses de férias e depois “voltar com tudo” para trabalhar pela reforma política e eleitoral e a criação de uma frente que dê estabilidade a um possível governo da presidenciável petista Dilma Rousseff.

O chefe do gabinete-adjunto de Gestão e Atendimento da Presidência, Swedenberger do Nascimento Barbosa, foi encarregado de fazer uma pesquisa e apresentar opções de formato jurídico para a entidade que servirá de suporte a Lula. Ex-secretário-executivo da Casa Civil na gestão de José Dirceu, Barbosa tem estudado exemplos de ex-presidentes no exterior. As opções são a criação de uma fundação ou um instituto.”

(iG)