Blog do Eliomar

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Serra despenca na pesquisa e a culpa é dos programa de tv

No início da tarde da quarta-feira (18), no teatro TUCA, em São Paulo, logo depois do final do debate UOL/Folha de São Paulo com os candidatos à Presidência, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), esquivava-se com um sorriso educado de perguntas sobre dois temas. O primeiro: por que ele, vestido com uma jaqueta de couro preta e uma camisa esportiva rosa, era o único político ali que não estava de paletó e gravata? O que tinha achado do programa eleitoral de Serra, iniciado um dia antes, com referências ao presidente Lula e o candidato chamado de “Zé”, em frente a uma favela de mentira, desenhada virtualmente?

À primeira pergunta, ele explicava que tinha ido para São Paulo participar de reuniões com a cúpula da campanha de Serra que foram se estendendo além do previsto. Resultado: não tinha mais camisas sociais limpas. Para a segunda, a esquivada era total: “Não vi o programa. Ficou ruim essa favela, é? Vamos ter que ver”.

O que Sérgio Guerra evitava dizer é que mesmo ali, recém iniciado o horário eleitoral, já começavam as primeiras avaliações que apontavam para a desconfiança de que a campanha do candidato do PSDB tinha errado feio na concepção dos programas de TV. O mau desempenho de Serra esticava as reuniões de cúpula, que mantinham Sérgio Guerra, mesmo sem roupas limpas, em São Paulo. E as críticas só cresceram nos bastidores ao longo da semana. E  começaram a se explicitar, ainda que de forma tímida, depois de divulgada no sábado (21) a última rodada da pesquisa Datafolha, que mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff, 17 pontos na frente. Se as eleições fossem hoje, segundo o Datafolha, Dilma detonaria Serra ainda no primeiro turno.”

 (Congresso em Foco)

O garoto de mil e uma faces da Bombril

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Olha só que bela entrevista Carlos Moreno, o “garoto-propaganda da Bombril”, concedeu para a repórter Luar Brandão e que pode ser conferida no O POVO desta segunda-feira:

Quando cruzou a porta da sala, nem de longe parecia o moço com o qual a gente se ri, em frente à televisão. Carlinhos, como prefere ser chamado, usava roupas que acompanhavam os tons da pele e, por cima dos ombros, deixava descansar um suéter sem motivo de ser aqui, em Fortaleza.

Nada de fantasia de Mona Lisa, papa, Obama, Joãzinho, Mariazinha, Che Guevara ou He-Man. Nada de jeitinho tímido vendendo palhinha de aço. Nada. Podia-se até duvidar que era ele mesmo. Mas foi só abrir a boca e começar a contar da vida.

O tom da fala, os olhos, as expressões que acompanhavam a essência de cada palavra denunciavam ali o garoto propaganda da Bom Bril. Desde o dia em que foi descoberto pelo produtor Oscar Caporalli, em 1977, enquanto encenava a comédia musical Folias Bíblicas, em São Paulo, foram 32 anos de campanha e mais de 337 comerciais. Entrou no livro dos recordes e na vida dos brasileiros.

Mas ele deixa todo o mérito com os publicitários Washington Olivetto (W/Brasil) e Franciso Petit, e toda equipe de criação. Quase tão humilde e gentil como o da televisão, é assim Carlos Moreno, o ator que dá ao acaso o papel de protagonista da própria vida.

Em tempo. Pelo menos a escolha do suéter me pareceu premeditada. Depois de alguns minutos, a sala da entrevista ficou glacial. Sem drama.

O POVO – Por que o garoto propaganda da Bom Bril agrada tanto a ponto de marcar a história da propaganda brasileira? Que perfil é esse que conquistou milhões de consumidores?

Carlos Moreno – O personagem tem uma característica muito brasileira que é o humor. De alguma maneira também ele preserva valores como a pureza, a falta de malícia, a honestidade, valores que deviam ser o alicerce da sociedade e que já foram mais importantes em alguma época e hoje estão perdidos por aí. Então com o humor e a honestidade, ele criou vínculo com as pessoas, fez com que elas se sentissem próximas, elas acreditam no que ele fala.

OP – É a mesma relação estabelecida entre todas as pessoas, independente de gênero, idade?

Carlos Moreno – A campanha no começo foi dirigida muito para as donas de casa, então os elogios vinham mais do sexo feminino. Os homens vinham para dizer que a esposa ou mãe gostava muito de mim. Meio que se eximiam. Hoje é todo mundo. Algumas pessoas confundem ator com personagem, conversam comigo como se (naquele momento) eu fosse o garoto propaganda da Bom Bril. Outras do meio publicitário mesmo vêm elogiando minha participação. É…acho que ele deu muito certo com todas as classes.

OP – No início, o personagem da Bom Bril incorporou um químico bem tímido. Você acha que não ser um estereótipo conquistou os telespectadores logo de cara?

Carlos Moreno – Acho a biografia do garoto Bom Bril um diferencial muito importante para o sucesso da campanha. Ele não era um executivo bem-sucedido ou uma dona-de-casa super feliz. Era um químico industrial da Bom Bril. Então você imagina, né, quem trabalha em laboratório é mais introvertido, meticuloso, cuidadoso. Ele tinha profundo conhecimento do produto e orgulho de trabalhar naquela empresa. Por alguma circunstância, no entanto, ele foi obrigado a estar na frente da câmera falando dos produtos, então fica muito constrangido. Era um homem comum, meio deslocado, que não devia estar ali. Fui jovem, óbvio, mas eu nunca fui lindo, um padrão de beleza. As pessoas estavam vendo um cara igual a elas, falível, de uma honestidade…então ficava uma coisa muito simpática, né?

OP – Você disse que as pessoas confundem você com o personagem. Claro, você é um e o personagem é outro, mas existe um ponto de identificação?

Carlos Moreno – Além do aspecto físico óbvio (risos) – meu corpo, minha cara, minha imagem -, de personalidade tem que eu sempre procuro agir de uma maneira ética e agradar. É esse o ponto de identificação. Claro que, às vezes, eu piso na bola, mas aí é que está diferença: ele é ficção, não existe fora do ar. A essência honesta dele está lá, perfeita. Eu sou ser humano, ele é virtual.

OP – Mas e os trejeitos, a timidez? Você tem disso também ou é mais extrovertido?

Carlos Moreno – Eu sou tranquilo. Muitas vezes as pessoas me conhecem pessoalmente e falam: ‘nossa! Na televisão, você é tão engraçado, tão animado e agora você está tão sério, sisudo’. Não é que eu sou sério, ora, eu sou normal. Tem dia que eu acordo de bom humor, outros não. Mas não sou muito expansivo mesmo. Sou mais na minha.

OP – Como é sua relação com as pessoas nas ruas? Elas sempre te reconhecem? Como é esse corpo-a-corpo?

Carlos Moreno – Acontece de a pessoa ficar olhando, na dúvida, ‘é, não é; é, não é’. Até escuto o comentário. Mas, quando falo, me denuncio. É meu tom de voz, meu ‘r’ puxado, meio ‘acaipirado’. Mas minha popularidade está no limite do aceitável. Nunca me privei de nada, nunca precisei de segurança, onde eu entro não causo tumulto (risos). Eventualmente, quando as pessoas me abordam, é sempre de uma maneira muito simpática e carinhosa. Claro que elas estão enxergando o personagem, mas aí eu pego carona nessa simpatia.

OP – Já houve algum evento desagradável?

Carlos Moreno – Num velório! Veio alguém fazer gracinha e pedir ‘ô, cara da Bom Bril, faz…’. Ah! Pelo amor de Deus, uma pessoa querida lá (no caixão). Não tenho que aceitar isso, não tenho que atender. E é engraçado porque essa relação é de amor e ódio instantâneo, porque a pessoa fala: ‘nossa! Sempre achei você tão legal…agora também não gosto mais! Nunca mais vou comprar Bom Bril na minha vida’ (Risos). Bom…(dá de ombros). Enfim.

OP – Você se sente estigmatizado?

Carlos Moreno – Hum… (pausa). Não. Quando estou em algum outro trabalho, seja do teatro seja qualquer outra atividade fora da Bom Bril, as pessoas esquecem, parece que apaga, até porque minha postura é outra.

OP – Em nenhum momento, nesses 32 anos de história com a Bom Bril, você ficou em dúvida sobre o quanto esse personagem poderia afetar sua carreira?

Carlos Moreno – Lá pelo décimo ano, mais ou menos, eu fiquei um pouco incomodado. Achava que ‘nossa, vou ficar conhecido só por esse personagem, isso está prejudicando minha carreira’. Mas era ilusão de jovem ator. Amigos e amigas me ajudaram a enxergar tudo que estava acontecendo de bom. O trabalho para a Bom Bril também é um trabalho de ator. Cada texto é estudado e trabalhado como texto de teatro. E é tudo cercado de grandes cuidados de criação e produção.

OP – Até 2004, foram contabilizados 337 comerciais. Deu para ficar milionário?

Carlos Moreno – Não deu para ficar milionário como muita gente fantasia, mas a Bom Bril me deu uma estabilidade financeira para que eu pudesse fazer meus trabalhos experimentais, bem malucos, no teatro, que podem ou não dar certo. Coisas que me fizeram crescer como ator. Assim reverti essa ideia de ficar ou não estigmatizado. Quantos atores e atrizes talentosíssimas ficam num esforço demasiado de produção e têm que se sujeitar a trabalhos mais comerciais, em que não acreditam, porque têm que pagar o aluguel no fim do mês?

OP – Seu trabalho na Bom Bril também é comercial…

Carlos Moreno – É, mas eu acredito nele. Durmo com minha consciência tranquila, porque não estou vendendo nenhum produto que vá prejudicar as pessoas de alguma maneira. Também não crio nenhuma expectativa ilusória de que se você tiver o Bom Bril terá uma vida melhor. Todo mundo usa produto de limpeza e você tem o direito de escolher qual usar. A campanha da Bom Bril não impõe uma compra.

OP – Como o personagem “vendia” os produtos da Bom Bril, nos primeiros comerciais?

Carlos Moreno – O primeiro filme nem era para a palhinha de aço. A Bom Bril, que já era uma marca forte, queria mostrar que tinha outros produtos também. A gente fez o que se chama propaganda comparativa que pode acabar sendo uma coisa antipática, mas que no caso dele nunca foi. Ele nunca falava ‘meu produto é o melhor’, mas: ‘todos esses são detergentes, lavam e são muito bons, mas esse aqui eu que fiz, cuidei da fórmula’. E deixava a decisão final com o consumidor. Isso foi genial. Ainda mais porque o personagem tinha essa questão de ser ‘inadequado’ para aquela função, de querer agradar. E assim provocava o humor, não era forçado.

OP – O personagem que começou tímido, logo ganhou força e virou porta-voz da empresa., começou a fazer caracterizações? Quando foi isso?

Carlos Moreno – Meu personagem sempre esteve muito ligado aos acontecimentos culturais e políticos, depois começou a brincar com o cotidiano. Depois de 20 anos, ele já tinha uma identidade tão forte que pode ser descaracterizado e ainda assim reconhecido. Imitar o Che Guevara foi o começo de toda uma brincadeira que fizemos dentro da própria propaganda. Também teve uma série de fotos muito legais, entre 1998 e 1999, quando a Bom Bril estava com verba reduzida para mídia. Então fizeram contracapas de revistas. Toda semana tinha foto nova de acordo com o assunto que marcou aquela semana. Tinha gente que jurava que tinha visto o filme: ‘ adorei seu filme da tiazinha’; ‘ah!, mas não teve filme, foi só foto’. O retorno foi excelente.

OP – Que personagem você mais gostou de fazer?

Carlos Moreno- A Mona Lisa (Da Vinci) é a que eu mais gosto, porque ficou uma coisa meio dadaísta de brincar com um ícone da história da arte. A caracterização demorou três horas. Mas a sacada genial foi essa de ficar no meio termo entre você saber quem é a pessoa retratada e ainda reconhecer o garoto Bom Bril por trás da máscara.

OP – A propaganda logo nos primeiros filmes teve uma repercussão que – acredito -vocês não esperavam, mas aí foi durando mais um ano, mais um ano, mais dez. Você não ficou com medo que, de repente, tudo acabasse?

Carlos Moreno – Uma hora isso ainda vai acabar. Os primeiros contratos eram anuais. Então eu sempre ficava na corda bamba. ‘Será que esse ano acaba? E nesse agora? Será?’, mas sempre continuava. Na verdade, eu continuei a fazer tudo que queria fazer. Continuei estudando, trabalhando em teatro. Eu sou designer gráfico também, então, faço cenário, figurino. Não fiquei em casa de braços cruzados: ‘bom, agora eu sou o garoto Bom Bril, não vou fazer mais nada’. Eu preciso trabalhar, senão fico maluco. Literalmente.

OP – Em dois momentos, durante esses 32 anos, você se despediu dos telespectadores. Era tudo planejado?

Carlos Moreno – A primeira vez, em 81, sim. A Bom Bril e a agência, na época a DPZ, questionaram a força que o personagem tinha, depois de três anos. Fizeram então três filmes: a despedida, o substituto e a volta. A ideia era testar a minha popularidade. Na despedida, eu dizia que tinha sido mandado embora da Bom Bril, porque não tinha sabido fazer meu trabalho. Era bem triste e deprimente. O segundo filme era com outro ator muito legal lá de São Paulo, mas fazia aquele vendedor barulhento, o oposto do garoto Bom Bril. ‘Compre o meu, que o meu é melhor. Se você não comprar Bom Bril, não vai ter mais nada!’.

OP – Pelo visto não gostaram muito do substituto…

Carlos Moreno – O filme de ‘despedida’ tinha uma previsão de mídia de um mês, parece. Depois iam colocar o substituto e iam ver o que aconteceria. Dependendo das manifestações, eles colocariam o filme da ‘volta’. Pois tiveram que antecipar a programação de mídia, porque as manifestações foram fortes. As linhas telefônicas da Bom Bril ficaram congestionadas, eram muitas cartas e até gente da publicidade ligando: ‘vocês estão malucos? Estão dispensando mesmo o rapaz?’(risos). Aí, eu voltei.

OP – E a segunda vez?

Carlos Moreno – Foi em 2004, eu realmente saí. Eu já tinha contratos mais longos de três, quatro anos. Daí, sempre tive a preocupação e ficava atormentando o Washington (Olivetto): ‘gente, pelo amor de Deus, estou ficando velho para ficar sendo chamado de garoto propaganda…’. Também não queria ficar patético na televisão que as pessoas olhassem e dissessem ‘meu Deus, não acredito que esse cara ainda está aí’. Eu queria sair com dignidade, no auge. Aconteceu que a Bom Bril estava passando por muitas dificuldades financeiras, quase falindo. Não tinha dinheiro para fazer novos filmes. Até o pagamento, às vezes, atrasava. Como meu contrato estava acabando, sugeri o momento como a hora de sair. Depois de várias reuniões, chegaram a um consenso: em respeito ao carinho do público, se desdobraram para fazer um último comercial.

OP – Foi logo depois disso que você foi para a Fininvest?

Carlos Moreno – Fui. Mas era o grande mistério para mim e para as pessoas: o que vai acontecer no dia seguinte? Será que ele nunca mais vai fazer um comercial? Para minha surpresa, choveram convites, mas todos muito pontuais. Escolhi o da Fininvest porque era mais consistente. Eles tinham o projeto de me transformar no garoto Fininvest. Mas logo ao fim do primeiro ano, a Bom Bril voltou a se reestruturar e me chamou de volta.

OP – Você voltou de pronto?

Carlos Moreno – Não. Fiquei em dúvida se era melhor ter parado onde acabou. Mas acabei voltando. A Fininvest foi extremamente cordial em me liberar sem pagar multa rescisória, mas eles disseram que se fosse para outra empresa iam cobrar até o último centavo (risos). Até porque, claro, nenhuma dessas empresas foram atrás de mim porque de repente descobriram um ator maravilhoso chamado Carlos Moreno. O personagem que, por acaso, eu interpreto era muito bem-sucedido na mídia e todo mundo queria associar seu produto àquele personagem.

OP – Sua volta à Bom Bril foi marcada por um comercial que era uma declaração de amor. Você cantava a música “Izolda”, conhecida na voz de Roberto Carlos.

Carlos Moreno – (cantando) “Você foi o maior dos meus casos, de todos os abraços o que eu nunca esqueci…”. Era a história da volta, assim pude me reaproximar do público. Fiquei muito feliz em saber que todo mundo gostou. Meus temores então eram infundados de que o personagem estava esgotado.

OP – A Bom Bril foi o maior dos seus casos?

Carlos Moreno – (Risos) Foi, foi. Tenho mais tempo com a Bom Bril que tempo sem ela. Tenho 56 anos e comecei aos 24. A Bom Bril faz parte da minha vida e definiu rumos nela. Na verdade, as coisas que mais definiram meus rumos não foram escolhas conscientes. Coloquei na cabeça que ia fazer arquitetura, fiz, mas segui carreira no teatro. Por acaso, numa peça, apareceu um cara lá e fui para a Bom Bril. Mas foram rumos felizes. Estou feliz em fazer parte de uma empresa com uma marca tão forte, pela qual todos os funcionários vestem a camisa e o público tem um carinho imenso por ela. A Bom Bril só sobreviveu por causa disso. Como falou o químico, no primeiro comercial, eu acredito naquilo que vendo.

OP – As tecnologias assumidas pela publicidade evoluíram espantosamente, nos último 30 anos. Há campanhas dignas de cinema, animações perfeitas. Por que a Bom Bril nunca precisou sair detrás do balcão?

Carlos Moreno – Essa é maior prova de que nada substitui uma boa ideia. Os comerciais podem ter grandes produções com tomadas vindas de helicópteros, multidões , mas se não tiver uma boa ideia por trás, vira bolo de noiva: muita cobertura e pouco Conseguir transmitir alguma coisa através da publicidade ainda é uma coisa muito difícil, é um negócio oriental, de minimalismo que te deixe emocionadíssimo. Eu posso até estar sendo radical, mas acho q é isso. A tecnologia, por ela mesma, se esgota.

OP – Você está em alguma rede social?

Carlos Moreno – Eu tenho aversão a essas coisas em que todo mundo quer se mostrar. Por mais que eu entenda que elas tenham um valor de comunicação absurdo. Mas parece que as pessoas se comunicam menos, estão mais desinformadas. Talvez as pessoas e as empresas ainda estejam para descobrir o potencial desses meios.

PERFIL

Carlos Moreno nasceu em São Paulo e tem 56 anos. Ele é arquiteto, formado pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado em Graphic Design na Califórnia, EUA. É também ilustrador, programador visual, figurinista e cenógrafo. Iniciou sua carreira de ator em São Paulo, como aluno de Naum Alves de Souza, conhecido por seu trabalho criativo e de grande efeito visual.

A entrevista com Carlos Moreno foi feita depois da coletiva da Bom Bril, no Marina Park. A marca anunciava a nova campanha para as regiões Norte e Nordeste. ”

(O POVO)

CPI da Exploração Sexual em situação de impunidade

“Seis anos após o encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual, três casos rumorosos investigados pelo Congresso em 2004 ainda não foram julgados, terminaram em absolvição ou acabaram descartados pelo Ministério Público.

O de maior destaque envolve a suspeita de que o governador do Amazonas e candidato à reeleição, Omar Aziz (PMN), tenha feito programa com uma jovem de 15 anos, em 2003, quando era vice-governador. Ele nega.

A acusação contra Aziz, vice-governador na época do escândalo, tem origem num inquérito da Polícia Civil sobre a atuação de duas cafetinas, em Manaus.”

(Globo.com)

DETALHE – Bom lembrar que nessa CPI atuou em seu comando a senadora Patrícia Saboya, hoje candidata a deputada estadual pelo PDT. Aliás, ela sempre confessou temer impunidades nesses casos.

Articulista diz que com Dilma o MST vai fazer invasões à vontade

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Com o título “Com ela, mais invasões”, eis artigo do jornalista Themístocles de Castro e Silva publicado no O POVO desta segunda-feira. Dilma é o alvo de questionamentos. Confira:

“Os próprios correligionários de Dilma se incubem de alertar a Nação sobre o que vai acontecer na hipótese de sua eleição para a Presidência da República. Em entrevista aos jornais, João Stédile, dirigente máximo do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), informou que, com a vitória de Dilma, o número de invasões de propriedades será maior. Em qualquer país verdadeiramente democrático e responsável, a invasão da propriedade alheia é punida como crime. Não se tem notícia, em lugar nenhum, de reforma agrária tomando o que é dos outros. É notório o fracasso de tal projeto nos países socialistas. O último foi em Portugal, com a famosa “revolução dos cravos”. O governo seguinte teve que devolver as terras aos legítimos proprietários.

Desde o governo FHC que os comunistas invadem propriedades no Brasil. O primeiro chefe era José Rainha. Estão lembrados da invasão de uma do próprio presidente da República onde realizaram verdadeiro festival em saques e bebidas? Com Lula, porém, a crise foi mais grave porque além do apoio que deu aos invasores recebendo-os e usando seu boné deu-lhes alguns milhões para custeio das invasões. E a invasão e destruição de uma imensa plantação de laranja?

Não sei como o TSE, em sentença, dá direito de resposta ao PT para dizer “que defende a Constituição”, “cumpre rigorosamente a lei” e também que “repudia a violência, pratica e defende a via democrática para a solução de conflitos”. (Veja 11/8).

Se condena a violência, por que o governo apoia e financia invasão de propriedades e de órgãos públicos pelo MST? Só o financiamento e o apoio de Lula e do PT ao MST desmentem tudo o que foi afirmado no direito de resposta ao PSDB.

Tem quem acredite que o PT “defende a Constituição e cumpre rigorosamente a Lei? Como, se o próprio presidente e sua candidata já foram multados várias vezes, exatamente por descumprimento da lei”? Das duas, uma: ou a maioria do TSE não leu a nota do PT ou lamentavelmente demonstra desconhecimento da realidade nacional.

Themístocles de Castro e Silva – Jornalista e advogado.

PMDB já fala em dividir o poder meio a meio com o PT

“Poder dividido “meio a meio”. Assento no Planalto, entre os “ministros da casa”, e no Conselho Político que assessora o presidente da República. Henrique Meirelles na equipe econômica. Ministérios de “porteira fechada”, os cargos de sempre nas estatais e postos de comando nas vedetes do petróleo, a Petrobrás e a Petro-Sal. Senado e Câmara sob seu comando.

Com a campanha eleitoral em curso e ainda a 42 dias da abertura das urnas, é com essa precisão cirúrgica, alimentada pela liderança nas pesquisas da candidata aliada, Dilma Rousseff (PT), que o PMDB já define as regras de ocupação do poder. Como presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), no posto de vice da chapa presidencial, o PMDB estima o tamanho da cota futura de poder baseado no argumento de que agora, se Dilma ganhar, o partido não é mais “um convidado”, mas na verdade um dos “donos da casa”, o Palácio do Planalto.

A diferença entre “convidado” e “dono da casa” deriva do fato, como explicam os peemedebistas, de que, um governo Dilma seria fruto da coalizão do PT com o PMDB, e não de simples aliança construída depois da vitória – o que aconteceu, por exemplo, nos governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

Núcleo. Por isso é que o partido, na condição de sócio-proprietário, já dá como certa a presença de um representante no núcleo político do Palácio do Planalto. “Fomos o primeiro partido a assinar com o presidente Lula um compromisso de união política pela democracia, liberdade de imprensa e de opinião, respeito aos direitos humanos e aos movimentos sociais. Com Lula e com Dilma voltamos a ser o velho MDB, que combateu a ditadura”, diz Moreira Franco, escalado para coordenar o programa de governo da candidata petista pelo lado do PMDB.

Depois de passar por uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal e assumir um lugar na coordenação da campanha presidencial, Moreira Franco sonha com um ministério: o das Cidades, que tentou criar na gestão Fernando Henrique Cardoso e só viu a proposta se concretizar no governo de Lula.

Como o partido conseguiu seis ministérios após aderir formalmente ao segundo governo Lula (2007-2010), passando a comandar orçamento superior a R$ 100 bilhões, o cenário pretendido na hipótese de vitoriosa a chapa PT-PMDB supera, em muito, as cifras e o atual espaço de poder.

A legenda, agora, quer assento no Palácio do Planalto, com participação garantida no núcleo da tradicional reunião das 9 horas com o presidente da República, e quer também ministérios em que os postos-chave não sejam divididos com outros aliados – a tal “porteira fechada”. Além das estatais e da Petrobrás e da futura Petro-Sal, o partido lembra que é candidato a também ratear poder nas agências reguladoras.

Pré-acerto. Em matéria de cargos, o PMDB já tem até pré-acerto para fincar um pé na área econômica do futuro governo. O passaporte para o Ministério da Fazenda ou do Planejamento é o atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que se filiou ao partido em setembro passado, a pedido do presidente Lula. Também foi Lula quem deu a Meirelles a carta de garantia de que, se vitoriosa a chapa de Dilma, seu lugar na equipe ministerial está garantido.

No fim de março, quando Meirelles já não tinha expectativas de se tornar o vice de Dilma, Lula o chamou ao Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do governo. “O PMDB não abre mão de Michel Temer. Então, peço que fique no Banco Central”, disse Lula ao presidente do BC. Meirelles concordou em ficar, mas, em troca, o PMDB goiano arrancou de Lula e Dilma a promessa de que o atual responsável pela política de juros terá lugar no primeiro escalão do eventual governo da petista.

Além de Meirelles, outro nome que o PMDB dá como certo numa pasta específica é o do senador Edison Lobão (MA) à frente de Minas e Energia. Lobão conseguiu a proeza de conquistar Dilma, depois de chegar desacreditado a uma área com a qual tinha pouca intimidade, na condição de afilhado do presidente do Senado, José Sarney (AP).

A dupla Sarney e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), deve manter na administração Dilma a influência que teve na gestão Lula. O atual presidente não se esquece de que no Maranhão tem 97% de aprovação dos eleitores, maior até do que no Amazonas – onde, em 2006, saiu das urnas com 1 milhão de votos de vantagem sobre o tucano Geraldo Alckmin, com voto de apenas 176 mil eleitores.

Bancada. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), quer resolver seu futuro dentro do próprio Congresso. A cúpula do partido já negocia com o PT do líder Cândido Vaccarezza (SP) sua indicação para substituir Temer na presidência da Casa.

“Se formos vitoriosos na eleição, vamos pleitear a presidência da Câmara no primeiro biênio do próximo governo, tendo ou não a maior bancada”, antecipa o deputado Eduardo Cunha (RJ).

O partido considera “justo e razoável” que o PMDB mantenha a cadeira de Temer em sistema de rodízio com o PT, pelo qual caberá a Vaccarezza o comando da Câmara no segundo biênio da futura administração. Como em fim de governo é sempre mais difícil manter a coesão da base, ter a presidência da Câmara nas mãos de um petista nos últimos dois anos daria mais segurança ao eventual governo Dilma. No Senado, a regra que vale é a da maior bancada indicar o presidente.

O PMDB conta com o sucesso nas urnas como condição única para fazer o sucessor de Sarney, independentemente da presidência da Câmara. O argumento é que o senador peemedebista teria direito a uma reeleição.

Dirigentes do partido também lembram que, tal como diria Lula, “nunca antes neste país” o PMDB foi aliado de primeira hora em uma campanha. No novo cenário, a legenda se recusa a apadrinhar indicações como a de José Gomes Temporão, que Lula nomeou ministro da Saúde na cota do PMDB. Um peemedebista da cúpula diz que, nesse caso, seu partido nem padrinho foi: “Servimos de barriga de aluguel para o PT, e isso não admitiremos mais.”

?(Portal Terra)

Mesmo perdendo espaços, Serra diz que não vai mudar estratégia de campanha

“O tucano José Serra disse ontem que não vai mudar os rumos de sua campanha à Presidência, apesar de críticas e pressão de aliados. “Não [vamos mudar a estratégia da campanha]. Nós vamos seguir nosso trabalho com muita seriedade, com muito empenho, otimismo e propostas para mostrar para a população. E vamos chegar lá”, afirmou o tucano.

A pressão de aliados por mudanças nos rumos da campanha se intensificou no fim de semana com a divulgação da pesquisa Datafolha que apontou Dilma Rousseff (PT) 17 pontos percentuais à frente de Serra -47% a 30%. Com esse resultado ela venceria já no primeiro turno.
Serra também negou que houvesse desânimo dos aliados. “Não vou comentar isso. E aí é sempre um fala uma coisa, outro fala outra, outro deixa de falar”, disse.

O tucano visitou ontem à tarde o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, na Vila Nova Cachoeirinha, uma obra que ele fez quando era prefeito de São Paulo. Conhecido por se atrasar para os compromissos, Serra chegou cinco minutos antes do horário informado à imprensa. Geraldo Alckmin, candidato do PSDB ao governo do Estado, normalmente pontual, chegou com 15 minutos de atraso.

Na chegada de Serra, quatro cabos eleitorais de um candidato a deputado da zona norte de São Paulo começaram a gritar “Serra, Serra” na tentativa de animar as cerca de 50 pessoas -sem contar os jornalistas- que participavam do evento. Ninguém acompanhou o coro.

Quando Alckmin chegou, os mesmos quatro cabos eleitorais começaram a gritar “Geraldo, Geraldo”. Imediatamente todos os presentes acompanharam. Apesar disso, Alckmin afirmou que não há desânimo na campanha de Serra. “Essa questão de pesquisa, ela oscila. Tem hora que sobe, desce, isso é normal. O processo eleitoral está em pleno curso. Não tem nenhuma decisão ainda definitiva.”

(Folha)

PT lança cartilha com críticas a FHC

“O PT editou uma cartilha com elogios ao governo Lula e ataques à administração de Fernando Henrique Cardoso, aliado de José Serra (PSDB) na corrida presidencial.
O objetivo é incentivar a militância petista a comparar as gestões para atingir a candidatura tucana e pedir votos em Dilma Rousseff (PT).

A estratégia repete a campanha de 2006, quando Lula usou um livreto semelhante no confronto com Geraldo Alckmin. A nova cartilha traz foto de Dilma e Lula na capa e começou a ser distribuída na sexta-feira, pela internet. Embora o título seja “O Brasil no rumo certo: realizações do governo Lula”, o foco é a comparação com FHC, ressaltando números negativos para os tucanos. O ex-presidente é citado 52 vezes em 40 páginas -uma média de 1,3 citação por página.

O material omite passagens polêmicas da gestão petista, como o mensalão, e afirma que FHC teria editado lei para proibir a criação de escolas técnicas federais, o que o PSDB nega. A acusação levou Serra a chamar Dilma de mentirosa no debate Folha/ UOL, semana passada.
Na introdução, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o líder na Câmara, Fernando Ferro (PE), dizem que o ex-presidente aumentou o desemprego e teria levado o país “à UTI” se estivesse no poder durante a crise mundial de 2008.

O material segue com comparações entre os governos em diversas áreas, como a política externa. “Graças a essa política externa consistente e autônoma, radicalmente distinta da política externa periférica do governo FHC, o Brasil é hoje a nação do momento”, diz o texto. Em outro trecho, o alvo é a política cultural dos tucanos: “No governo FHC, a cultura foi relegada a segundo plano, com poucos recursos financeiros e ações, o que deixou o setor sob o jugo da economia de mercado”.

DESMONTE
A cartilha afirma ainda que o governo FHC “promoveu o desmonte do serviço público” e “reduziu a função do Estado à mera regulação do mercado”, além de criticar os acordos dos tucanos com o FMI (Fundo Monetário Internacional). O texto exibe um tom triunfalista ao contrapor os dois governos. “Ao assumir em 2003, Lula resolveu pôr um fim à precariedade generalizada das rodovias federais, totalmente abandonadas no governo FHC”, diz uma passagem.

Segundo a última pesquisa rodoviária da CNT (Confederação Nacional do Transporte), o quadro não é bem assim: 66,9% da extensão das rodovias federais foi avaliada como “regular”, “ruim” ou “péssima” em 2009, sétimo ano da gestão petista.

A foto usada na capa é a mesma da campanha de Dilma. No entanto, o material não segue os padrões fixados pela lei eleitoral, como a divulgação de número de urna, nome da coligação e CNPJ da gráfica responsável. O PT alega que a cartilha foi produzida para consumo interno e será distribuída inicialmente apenas na internet. Segundo o secretário de Comunicação, André Vargas, candidatos da sigla podem imprimi-la livremente.

Além de defender a tese de que o governo petista foi melhor, o partido pretende constranger a campanha de Serra, que tem escondido FHC em discursos e na propaganda de rádio e TV. Até aqui, o ex-presidente só apareceu no programa de Aloysio Nunes Ferreira, que disputa vaga no Senado pelo PSDB de São Paulo.

Para Vargas, a tática de ressuscitar o governo passado pode minar o discurso tucano contra Dilma. “Serra diz que tem mais experiência que a nossa candidata. Então vamos mostrar de onde ele vem”, provocou. “Estamos defendendo a continuidade. Isso exige a comparação com o governo anterior, que foi o de FHC.” A cartilha do PT afirma que todos os dados usados nas comparações foram extraídos de “fontes oficiais” e podem ser reproduzidos sem autorização prévia.

(Folha Online)

Lula e Dilma farão nesta 2ª feira campanha na porta da fábrica da Mercedez Benz

O presidente Lula estará nesta segunda-feira, a partir das 5h40min, na porta da fábrica da Mercedez Benz, em São Bernardo do Campo (SP). Vai distribuir planfletos pedindo que os operários votem em sua candidata a president da República, a petista Dilma Rousseff.

A candidata estará com Lula, que também fará um no local pequeno comício. Bom lebrafr que era dessa forma que o hoje presidente fazia sua campanha e atuava quando presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo nos anos 80.

Nesta campanha eleitoral, até soldado da PM faz a "Dança da Periquita"

“Em tempos de eleição, vale tudo para angariar votos. Até fazer a “Dança da Periquita” ao som de um rebolation pra lá de depravado. A fórmula inusitada virou slogan de campanha do soldado Queiroz, do 9º Batalhão de Polícia Militar Metropolitana de São Paulo. Na verdade, o soldado Queiroz tenta fazer do limão uma limonada. No início do ano, um vídeo em que ele aparece rebolando e dançando a periquita com a farda de policial, em horário de serviço, vazou e conquistou a internet. O soldado Queiroz foi punido, mas não se fez de rogado. Com o sucesso alcançado pelas imagens, lançou sua candidatura, pelo PSDC.

O vídeo do PM da Periquita já teve mais um milhão de visualizações. Dançarino habilidoso, Queiroz passou da condição de policial camarada para aspirante da política. O corpo-a-corpo com o eleitorado foge da fórmula enfadonha defendida pelos marqueteiros. Sempre que solicitado, Queiroz faz vai além e faz a performance que entretém o eleitor e lhe rendeu a fama de “candidato da periquita”. Sucesso absoluto!

Embora haja a intenção de não ficar apenas no discurso da periquita, Queiroz abusa da fórmula. Na propaganda eleitoral, o candidato usa como jingle das promessas de campanha resgatar a dignidade dos praças. “Se eu for eleitos os praças não vão dançar”. Mais adiante se identifica: “Olá, eu sou o soldado Queiroz, aquele que ficou famoso com a dança da periquita”, destaca no programa gravado que vem sendo veiculado no horário eleitoral. Com informações do Congresso em Foco.

Veja aqui a “Dança da Periquita” do Soldado Queiroz:

 
(Congresso em Foco)

Lula visita o Ceará no dia 27

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O presidente Lula cumprirá agenda oficial no próximo dia 27 no Ceará. A informação é do governador Cid Gomes (PSB). Segundo Cid, o presidente virá visitar obras de urbanização do rio Maganpinho e ainda entregará um conjunto habitacional.

Lula virá com a candidata a presidente da República, Dilma Rousseff, e, na parte da noite do dia 27 deve participar de comício em ponto de Fortaleza ainda a ser definido. Nesse palanque, Lula deverá não somente reiterar apoiar à reeleição de Cid, mas também anunciar que Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) são os seus candidatos a senador.

Espera-se nessa ocasião o apoio público de Ciro Gomes, presidenciável que foi descartado pela cúpula do PSB com aval do PT, a Dilma Rousseff. Também a presença da prefeita Luizianne Lins, coordenadora-geral da campanha dilmista no Estado. Ou seja, todos por Lula e pela continuidade do seu projeto de poder.

Dilma já fala na perspectiva de ganhar as eleições logo no 1º turno

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“A candidata petista Dilma Rousseff já começou a falar na perspectiva de ganhar disputa presidencial no primeiro turno. “Qualquer vitória que a gente por ventura consiga vai depender da aprovação de um projeto que nós começamos há muitos anos. Isso que pode levar no dia 3 de outubro, às 5 horas da tarde, fechadas as urnas, começa a contar os votos e a gente possa ter qualquer perspectiva de ganhar no primeiro turno e, caso não seja isso, ir para o segundo turno e ganhar também”, disse a candidata, ao ser questionada sobre a pesquisa Datafolha divulgada hoje.

Segundo o levantamento, a petista está 17 pontos à frente do tucano José Serra e o venceria se a eleição fosse hoje. Neste sábado, ela participou de um comício em Mauá (SP) com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, durante o comício, Dilma disse que é preciso evitar o clima de já ganhou. “Pesquisa não ganha eleição para ninguém. Ganha uma eleição o povo votando no dia 3 de outubro. Daqui até lá são mais de 40 dias”, afirmou a petista.

Dilma usou o chavão de que não se pode subir no salto alto. “Qualquer vitória que a gente por ventura consiga vai depender da aprovação de um projeto que nós começamos há muitos anos.” Para ela, o jogo não acabou. “A eleição a gente ganha respeitando o voto do povo brasileiro e a hora que ele entra na urna.” Já o presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que a pesquisa “reflete o que a gente está vendo nas ruas”. “A pesquisa até agora não está sendo ruim, porque não está dando espaço para o clima de já ganhou. Ela mostra que o programa de TV está indo no rumo certo”, disse.”

(Folha.com)

Dilma dispara dentro dos planos de Lula

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Do Blog de Josias, uma avaliação sobre o desempenho de Dilma nas pesquisas e, principalmente, no último Datafolha divulgado neste sábado. Confira:

Conforme já noticiado aqui, a estratégia de campanha de José Serra deu 100% errado. Na outra ponta, os planos de Lula revelaram-se corretos nos detalhes. Materializado em todas as pesquisas, o êxito de Lula é tonificado nas dobras da última sondagem do Datafolha, divulgada neste sábado (21).
 
Decorridos escassos três dias de propaganda eleitoral, Dilma Rousseff se descolou de Serra. Ela foi a 47%. Ele ostenta 30%. A diferença saltou de oito para 17 pontos. Contabilizados apenas os votos válidos, a pupila de Lula vai a 54%. Significa dizer que, se a eleição fosse hoje, Dilma liquidaria a fatura no primeiro turno.

Movido a intuição, Lula assentara sua tática eleitoral em oito estacas. Por ora, permanecem todas em pé. Vai abaixo um inventário do sucesso: 

1. A antecipação: No Brasil, são três as evidências que permitem a um presidente detectar a chegada da síndrome do fim do mandato. Súbito, começa a beber cafezinho frio. Os aliados ensaiam o desembarque. E irrompe à sua volta um irrefreável burburinho acerca da sucessão presidencial.

Sob Lula, tudo aconteceu às avessas. Aquecido pelos índices de popularidade, o cafezinho queimava-lhe a língua. Legendas como o PMDB o bajulavam. A sucessão? Foi antecipada em dois anos pelo próprio presidente. Levou Dilma à vitrine em 2008.

2. O bloqueio: Ao impor Dilma ao PT, Lula interditou um debate interno que levaria sua legenda à disputa fratricida. Cristã nova no petismo, a ex-pedetê Dilma não era a preferida de ninguém. O próprio Lula cogitara outros nomes.

Antonio Palocci, o primeiro da fila, fora apeado do pedestal pelo caseiro Francenildo. Antes dele, a alternativa José Dirceu perdera-se nos desvãos do mensalão. Num instante em que petistas como Patrus ‘Bolsa Família’ Ananias e Tarso ‘Justiça’ Genro esboçavam os primeiros movimentos no tabuleiro, Lula deu-lhes o xeque-mate.

No início de 2008, o jogo no PT estava jogado. Dilma foi às pesquisas com um percentuais mixurucas –2% a 3%. Em maio daquele ano, roçava os 10%. No final do ano, FHC dizia, em privado, que a presença de Dilma no segundo turno de 2010 era fava contada. Previa que ela não teria menos do que 30% dos votos.

3. Ciro Gomes: Lula decidira que seu governo seria representado na campanha por um único nome. Nos subterrâneos, pôs-se a tramar contra Ciro Gomes. Empurrou-o para a a disputa paulista. Ao perceber que Ciro resistia à idéia a despeito de ter transferido seu domicílio eleitoral para São Paulo, Lula sufocou-o.

Por baixo, tirou dele todas as perspectivas de alianças com legendas governistas. Pelo alto, acertou-se com o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do PSB. Minado por sua própria legenda, Ciro ruiu como candidato de si mesmo.

4. O plebiscito: Lula pressentira que 2010 repetiria um embate que, desde 1994, submete as disputas presidencias brasileiras a um bipartidarismo de fato. De um lado, o PT. Do outro, o PSDB. Guiando-se pelas pesquisas que atestatam a impopularidade da era tucana, Lula decidiu levar FHC à roda. “Seremos nós contra eles”, decretou.

Num jantar realizado no Alvorada em dezembro de 2009, Ciro dissera a Lula que sua estratégia estava errada. Arriscava-se a converter Dilma em candidata mais cotada para fazer de Serra o próximo presidente da República. Lula deu de ombros. Dizia, já nessa época, que a eleição seria definida num turno. A seu favor.

5. A megacoligação: No início de 2010, enquanto o tucanato se consumia em dúvidas –José Serra ou Aécio Neves?— Lula cuidava de reproduzir ao redor de Dilma o consórcio partidário que lhe dá suporte no Congresso. Mirava o tempo de TV. Dizia que Dilma, por desconhecida, precisava de uma vitrine televisiva ampla.

Simultaneamente, num movimento iniciado em 2008, Lula exibia sua escolhida em pa©mícios. Arrancava-a do gabinete, batizava-a de “mãe do PAC”. Dava musculatura política a uma técnica jamais submetida ao teste das urnas. Manuseando o prestígio pessoal e afrontando a lei eleitoral, acomodou ao lado de Dilma uma megacoligação de 11 legendas.

6. O PMDB: Na costura da aliança, Lula deu prioridade ao PMDB. Ordenou ao PT que reduzisse a ambição de eleger muitos governadores. Deixou claro que o palanque nacional se sobrepunha aos estaduais.

Enquanto Serra adiava sua candidatura, retardando a formação dos palanques regionais da oposição, Lula empurrava o PMDB goela abaixo do PT. No último lance, impôs, em Minas, o pemedebê Hélio Costa aos petês Fernando Pimentel e Patrus Ananias.

7. O vice: Lula demorou a digerir Michel Temer. Informado de que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, alimentava pretensões políticas, desaconselhou a filiação dele ao PP de Goiás. Mostrou a Meirelles a porta do PMDB. Tramara fazer dele o vice de Dilma. Em movimento simultâneo, Temer costurou algo que parecia impossível.

Temer uniu o PMDB da Câmara, que traz no embornal, ao PMDB do Senado, comandado por José Sarney e Renan Calheiros. Virou pólo de concórdia de uma legenda tisnada pela discórdia. Depois, Temer puxou suas fichas. Pragmático, Lula intuiu que não valia a pena pagar pra ver. Em troca da flexibilização da traquéia entregou a Dilma um PMDB unido como nunca antes na história desse país.

8. A despedida: No estágio atual da campanha, Lula dá o último ponto no tricô que deu um nó na cabeça da oposição. Converte a emoção da despedida do presidente superpopular em arma eleitoral. Já verteu lágrimas num ato de 1º de Maio, num comício em Curitiba e numa entrevista de televisão. Virou o paizão que transfere o povo aos cuidados da grande “mãe”. Uma ex-poste que ameaça converter José Serra no mais preparado ex-futuro presidente que o Brasil já teve.”

Grupo de Dilma já pensa em ministério

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A revista IstoÉ traz matéria em sua edição desta semana intitulado “Os Eleitos de Dilma”. Trata de prováveis nomes que, se eleitos, poderiam continuar ou ser chamados para um futuro governo da petista. Confira: 

A ordem no quartel-general da campanha de Dilma Rousseff é evitar o salto alto e o clima de já ganhou. Mas, diante da ampla vantagem que a ex-ministra da Casa Civil abriu nas pesquisas de opinião para presidente da República, petistas graduados já começam a esboçar o perfil do que poderá ser o “núcleo duro” do novo governo, a partir de janeiro de 2011. A prudência manda que não se mexa em time que está ganhando. Logo, importantes personagens do primeiro escalão da atual administração ou serão mantidos ou serão remanejados. Mas integrantes da linha de frente da campanha também figuram entre os mais cotados para fazer parte do novo Ministério. Nem todos, porém, devem se considerar donos de assento cativo num eventual terceiro mandato petista. “O tema ministério ainda é meio tabu, sabemos que será preciso abrir espaço para os políticos de partidos aliados, mas pastas tidas como fundamentais não podem ser negociadas”, adverte um poderoso membro do staff de Dilma.

Apesar do sigilo, o primeiro time de Dilma Rousseff deverá ser formado por pessoas que não fazem parte do atual Ministério. É o caso do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, do secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, e do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Candidato ao Senado por Minas, Pimentel é um dos nomes fortes para assumir a Casa Civil, pasta comandada por Dilma até abril deste ano. Um dos coordenadores da campanha do PT ao Planalto, o político mineiro é homem de confiança de Dilma, a quem conhece desde os tempos de luta contra a ditadura. E seria o encarregado de tocar os projetos mais importantes do próximo governo. Para Dilma, ele é um executivo de “mão cheia” e teria o perfil ideal para a função. “Seria capaz de dar um cheque em branco ao Pimentel”, elogiou a candidata em recente reunião de campanha.

Outro homem forte da campanha, o ex-ministro Antônio Palocci já teve o nome especulado para a Casa Civil. Mas confidenciou, nas últimas semanas, o desejo de assumir a pasta da Saúde, considerada, segundo pesquisa do Ibope, a maior fonte de preocupação de 40% das famílias brasileiras. A indicação de Palocci, que é médico, tem o carimbo do presidente Lula. Em entrevista à ISTOÉ, o presidente não titubeou ao ser indagado sobre o papel do ex-ministro, em caso de vitória de Dilma. “Acho que no Brasil nós temos, se é que temos, raríssimas pessoas com a inteligência política do Palocci. Ele é muito jovem e certamente dará contribuições enormes a este país”, disse. Lula vê em Palocci o maior responsável pelos fundamentos sólidos da economia brasileira.”

Repórteres da Globo usando colete…

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O caso dos 10 bandidos que invadiram na manhã deste sábado o Hotel Intercontinental, em São Conrado, zona sul do Rio, e já se entregaram aos policiais que faziam o cerco ao local chamou a atenção por um outro detalhe: repórteres da Rede Globo fizeram a cobetura usando colete à prova de balas.

A invasão do Intercontinental pelos bandidos ocorreu por volta das 8h30m, depois que o grupo armado trocou tiros com policiais militares em ruas próximas, por cerca de 40 minutos.O grupo, que seguia em vários veículos, entre eles três vans e cinco motos, tinha saído de um baile na favela do Vidigal, quando encontrou com viaturas da PM, dando início ao tiroteio.

Isso mostra como está o Rio de Janeiro que em 2014 será subsede da Copa e em 2016 será sede das Olimpíadas.

Dez bandidos que invadiram hotel no Rio se entregam à Polícia

“A Polícia Militar (PM) confirmou que os dez bandidos que invadiram na manhã deste sábado (21) o Hotel Intercontinental, em São Conrado, zona sul do Rio, já se entregaram aos policiais que faziam o cerco ao local. Cerca de 30 hóspedes e funcionários que vinham sendo mantidos como reféns, na cozinha do hotel, foram liberados.

A invasão do Intercontinental pelos bandidos ocorreu por volta das 8h30m, depois que o grupo armado trocou tiros com policiais militares em ruas próximas, por cerca de 40 minutos.

O grupo, que seguia em vários veículos, entre eles três vans e cinco motos, tinha saído de um baile na favela do Vidigal, quando encontrou com viaturas da PM, dando início ao tiroteio.

Moradores de São Conrado, bairro de classe média alta, acordaram assustados com a troca de tiros, que também afetou o trânsito na área. Os túneis Zuzu Angel e Acústico, vias de ligação entre a zona sul da cidade e a Barra da Tijuca, chegaram a ficar fechados por meia hora.

No tiroteio, uma mulher morreu, vítima de bala perdida, e quatro pessoas teriam ficado feridas, entre elas dois policiais.

Após a invasão, dezenas de hóspedes foram retirados do hotel e os demais receberam orientação para permanecerem nos quartos. Segundo o relações-públicas da PM, coronel Lima Castro, agentes ainda estão fazendo uma varredura no prédio e o trânsito no bairro de São Conrado já está liberado.”

(Agência Brasil)

Transposição – Primeira etapa deve entrar em operação em junho de 2011

“Apesar de atrasos e interrupções, a integração de bacias hidrográficas através da transposição do Rio São Francisco, projeto idealizado ainda por Dom Pedro II em 1847, está cada vez mais perto de virar realidade. O Ministério da Integração promete para junho do próximo ano o início das operações do Eixo Leste, que vai de Floresta, em Pernambuco, a Monteiro, na Paraíba, num percurso de 220 quilômetros. Já os 402 quilômetros do Eixo Norte, que vai de Cabrobó (PE) a Cajazeiras (PB), deve começar a funcionar em dezembro de 2012.

O Governo Federal já executou R$ 1,4 bilhão em obras de um total de R$ 4,5 bilhões. O fato de 27% do projeto estarem prontos dá esperanças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Ministério da Integração Nacional, que promete concluir as obras do Eixo Leste ainda no final deste ano.

O governo tentou começar as obras em 2005, mas enfrentou protestos e liminares da Justiça. Somente em 2007 o serviço teve início. No discurso que fez na última terça-feira (17), durante a inauguração da fábrica de dormentes da Ferrovia Transnordestina, em Salgueiro, no Sertão do Estado,- por onde também passa o canal da transposição – o presidente falou da sua expectativa de inaugurar a obra que, quando pronta, oferecerá um  montante hídrico que será consumido por 390 municípios do Agreste e do Sertão dos quatro Estados do Nordeste Setentrional: Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. “Uma boa parte dele (do canal) vai estar pronta, tanto no eixo Norte quanto no eixo Leste. E, se Deus quiser, a partir do ano que vem começa-se a inaugurar. E se eu puder, vou convidar vocês para dar um mergulho dentro daquela água lá”, disse Lula. 

LESTE – O Eixo Leste, que compreende cinco lotes e envolve quatro consórcios diferentes, tem um total de 65% de intervenções realizadas. “Temos a expectativa de concluir as obras deste eixo este ano. A pré-operação (fase de testes) começa no fim do ano e dura quatro meses. Esperamos que comece a funcionar no meio do ano. Todos os contratos das obras civis estão em plena execução”, salienta o diretor do projeto São Francisco, Frederico Fernandes de Oliveira.

Este eixo captará água no lago da barragem de Itaparica, em Floresta (PE), e levará às bacias do Pajeú, do Moxotó e da região Agreste de Pernambuco, chegando até o Rio Paraíba (PB).

Como o trajeto do eixo é íngreme, a água precisa da ajuda de estações de bombeamento para seguir o percurso. São seis no caminho até Monteiro (PB): três em Floresta (PE), uma em Custódia (PE) e outra em Sertânia (PE). No Eixo Norte, há duas, uma em Cabrobó (PE) e outra em Salgueiro (PE), segundo Oliveira, que também afirmou que todas as bombas estão prontas. No entanto, de acordo com documento encaminhado ao Blog de Jamildo/JC Online pela assessoria de imprensa do Ministério da Integração Nacional, o Eixo Norte necessitará de três estações de bombeamento que sequer foram licitadas. O conjunto motor, bomba e acoplamento tem 15 metros de altura e 80 toneladas.

NORTE – O Eixo Norte vai de Cabrobó (PE) até Cajazeiras (PB). Tem nove lotes, mas dois deles ainda estão em processo
licitatório. Cinco barragens (lote 5), assim como as três estações de bombeamento (lote 8), ainda não foram contratadas.

Quarenta e dois por cento das obras foram realizadas e o prazo para que tudo esteja funcionando nestes 402 quilômetros é dezembro de 2012. Quatro consórcios foram contratados para o serviço. Este eixo conduzirá água captada no Rio São Francisco, em Cabrobó (PE), aos Rios Salgado e Jaguaribe (CE), Apodi (RN) e Piranhas-Açu (PB e RN).

As duas frentes de obras contam com obras feitas pelo Exército, numa parceria entre os Ministérios da Integração Nacional e da Defesa. Os militares estão responsáveis pela construção de canais de aproximação (os que primeiro conduzem a água captada). Duas barragens, as de Areias (Leste) e de Tucutu (Norte) também são fruto da parceria. Esta última deveria ter sido concluída no ano passado.”

(Blog do Jamildo) 

Em Minas, Aécio Neves luta para eleger seu "Dilma": Anastasia

Aécio Neves: de olho em 2014.

A revista Época desta semana traz matéria intitulada “O Desafio da Dilma de Aécio”. Trata-se do candidato a governador pelo pSDB mineiro, Antonio Anastásia. Confira:

O tucano Aécio Neves é um dos poucos políticos do Brasil com níveis de popularidade comparáveis aos do presidente Lula. Na última pesquisa Vox Populi feita antes de deixar o governo de Minas Gerais, no fim de março, sua administração foi considerada ótima ou boa por 76% dos eleitores. Assim como Lula, Aécio estava impedido de tentar uma nova reeleição. Assim como Lula, Aécio lançou como candidato à própria sucessão um personagem com perfil técnico e nenhuma experiência prévia em disputas eleitorais. Ao contrário do que ocorreu com Lula, porém, o candidato de Aécio não cresceu significativamente nas pesquisas. Pelo menos até agora.

A Dilma Rousseff de Aécio Neves chama-se Antonio Augusto Anastasia. Tucano e especialista em gestão pública, teve passagens pelos ministérios da Justiça e do Trabalho antes de ser secretário do Planejamento no primeiro governo Aécio. Ganhou notoriedade como o coordenador do famoso Choque de Gestão mineiro. Em 2006, foi eleito vice-governador na garupa de Aécio. A pouco mais de um mês da eleição, seus índices nas pesquisas ainda o colocam bem atrás de seu oponente, o ex-ministro Hélio Costa, do PMDB. De acordo com o último Datafolha, Anastasia está 26 pontos atrás de Costa.

Pouca gente duvida que Anastasia crescerá nas próximas semanas. A dúvida é se conseguirá subir num ritmo suficiente para vencer. Como todos os outros candidatos de Minas são nanicos, é bem provável que a disputa termine no primeiro turno, mesmo com uma diferença pequena de votos entre os dois primeiros. O tempo disponível para a virada, portanto, é bastante apertado.”

Eleições e certo clima de mesmice

Eis artigo de Claudio Weber Abramo, diretor-executivo da Transparêcnai Brasil. Ele aborda as eleições e o sentimento de indiferença ou mesmice reinante em torno do assunto. Confira:

AS ELEIÇÕES deste ano estão sendo acompanhadas de um fenômeno que parece inédito no país. Não tem sido possível encontrar-se opiniões discordantes entre aqueles que, habitual ou bissextamente, comentam o pleito nos veículos de comunicação. Todos, ou quase todos, os que escrevem sobre o assunto têm dito basicamente a mesma coisa: não há o que comentar sobre a campanha política, porque nesta campanha não há política. A referência usual é em relação ao pleito presidencial, mas o mesmo vale para as disputas em governos estaduais. O (pouco) que distingue os candidatos são detalhes gerenciais. Devido à pasteurização generalizada praticada pelos políticos, em outubro o eleitor brasileiro elegerá o equivalente ao gerente de um armarinho ou coisa assim.

O noticiário desta Folha (“hard news”, como se diz) mostra a mesma coisa. Já, já se verificará o fenômeno observado no jornalismo de grandes eventos, como Copa do Mundo ou guerras: à falta de assunto, jornalistas e comentadores passarão a entrevistar e a referir-se uns aos outros. Juntamente com a evidente falta de novas lideranças (participam das eleições as mesmas pessoas de sempre), a inapetência dos candidatos em abordar questões importantes é muito mau sinal. Significa que ninguém (fora os candidatos do PSOL e talvez os do PCO e PSTU, mas estes são geralmente vistos como livre-atiradores) está disposto a sair do lodaçal de mediocridade complacente em que todos chafurdam.

É um retrato do país, é claro. O Brasil é assim, e os candidatos são o que o Brasil é. Mas eleições não são uma ocasião para propor mudanças, outras maneiras de ver as coisas, apontar caminhos? Não, ao menos para esses candidatos que estão aí e seus apoiadores. Na eleição presidencial, a candidata oficialista, como não poderia ser diferente, navega nas águas da ficção modernizada do “Brasil grande”, motorizada por seu presidente-patrono. Acontece que seu principal opositor diz a mesma coisa, incluindo-se louvações ao presidente-patrono! Ora, se para o candidato opositor o Brasil anda tão bem, se tudo é tão bacana, se todo mundo está feliz como nos anúncios da Petrobras (e dos bancos, e da Vale etc.), que sentido haveria em alguém votar nele? Elas por elas, é melhor ficar com o que se conhece.

O jogo é idêntico, embora com sinal trocado, em São Paulo, Estado que concentra 34% no PIB brasileiro e que, só por isso, mereceria uma atenção política muito maior do que se verifica. O candidato da situação não tem nada a dizer. Meramente simboliza a continuidade tucana, como se isso fosse um valor. Seu oposicionista petista faz a mesma coisa: nada tem a oferecer senão a proposição por “mudança”. Mudança por mudança, melhor será votar no candidato do PCO.

(Artigo publicado na Folha deste sábado).

Mulher de Serra vem ao Ceará em campanha

Com perfil discreto, sem participação ativa na vida política do marido, a psicóloga Mônica Serra, 66, mudou de atitude para mergulhar na campanha de José Serra (PSDB) à Presidência.
A ofensiva começou no início do mês, quando se reuniu com mulheres tucanas em Belo Horizonte.

Depois de ter feito caminhada em Curitiba (PR), ela virá para o Nordeste na próxima semana. No roteiro, o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Ela virá conversar com populares e grupos de mulheres em busca de apoio para o candidato.

Mônica ainda gravou vídeos para sites do PSDB na internet pedindo o apoio a Serra e atacando Dilma Rousseff (PT). A ideia do PSDB é fazer de Mônica um contraponto a Dilma -que explora o fato de ser uma mulher em sua campanha.

(Também com Folha.com)

Datafolha – Dilma dobra vantagem e venceria Serra logo no 1º turno

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“Na primeira pesquisa Datafolha depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) dobrou sua vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), e seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje. Segundo pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país, com 2.727 entrevistas, Dilma tem 47%, contra 30% de Serra. No levantamento anterior, feito entre os dias 9 e 12, a petista estava com 41% contra 33% do tucano.

A diferença de 8 pontos subiu para 17 pontos. Marina Silva (PV) oscilou negativamente um ponto e está com 9%. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos percentuais.
Os outros candidatos não pontuaram. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 4% e os indecisos, 8%. Nos votos válidos (em que são distribuídos proporcionalmente os dos indecisos entre os candidatos e desconsiderados brancos e nulos), Dilma vai a 54%. Ou seja, teria acima de 50% e ganharia a disputa em 3 de outubro. Os que viram o horário eleitoral alguma vez desde que começou, na terça-feira, são 34%. Entre os que assistiram a propaganda, Dilma tem 53% e Serra, 29%.

Nos primeiros programas, Dilma apostou na associação com Lula, que tem 77% de aprovação, segundo o último Datafolha. A petista cresceu ou oscilou positivamente em todos os segmentos, exceto entre os de maior renda (acima de dez salários mínimos). Dilma tinha 28% de intenção de voto entre os mais ricos e manteve esse percentual. Mas sua distância para Serra caiu porque o tucano recuou de 44% para 41% nesse grupo, que representa apenas 5% do eleitorado.

MULHERES E SUL

Já entre as mulheres, Dilma lidera pela primeira vez. Na semana anterior, havia empate entre ela e Serra, em 35%. Agora, a petista abriu 12 pontos de frente nesse grupo: 43% contra 31% de Serra.
Marina tinha 11% e está com 10% entre as mulheres. A verde continua estável desde março no Datafolha. Tem mostrado alguma reação só entre os mais ricos, faixa em que tinha 14% há um mês, foi a 17% e agora atingiu 20%.

A liderança de Dilma no eleitorado masculino é maior do que entre o feminino: tem 52% contra 30% de Serra. A candidata do PV tem 8%. Outro número bom para Dilma é o empate técnico no Sul. Ela chegou a 38% contra 40% de Serra. Há um mês, ele vencia por 45% a 32%. Serra não lidera de forma isolada em nenhuma região. No Sudeste, perde de 42% a 33%. No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 50%, e ele, 27%.

NORDESTE

No Nordeste a petista teve uma alta de 11 pontos e foi a 60% contra 22% do tucano.
Houve também um distanciamento de Dilma na disputa de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, ela teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%.
Na pesquisa espontânea, em que eleitores declaram voto sem ver lista de candidatos, Dilma foi de 26% para 31%. Serra foi de 16% a 17%.”

(Folha.com)