Blog do Eliomar

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Tenor Rinaldo, descoberto por Raul Gil, fará show em Fortaleza

O jovem tenor Rinaldo Viana fará uma apresentação única nesta sexta-feira, a partir das 21 horas, no Teatro do Via Sul Shopping, em Fortaleza. O show terá participação especial da cantora cearense Fhatima Santos. Dono de uma voz potente e marcante, Rinaldo se espelhou no saudoso Luciano Pavarotti para iniciar sua carreira lírica e interpretar temas da música popular.

Rinaldo foi descoberto através do tradicional show de calouros do apresentador Raul Gil (ex-Record e hoje SBT) em 2001. Ele nunca havia estudado música até os 21 anos. Vindo de família humilde da periferia de São Paulo, trabalhou como mecânico no Senai.

Após o sucesso do programa, lançou os cds “Romance” (2001) e “Tempo de Amar” (2002), em parceria com a soprano Liriel Domiciano – com venda total de 900 mil cópias; e “Amor em 5 idiomas” (2004), cd solo onde interpretou grandes nomes da música mundial. Durante seis meses, também integrou o elenco do espetáculo “O Fantasma da Ópera”, apresentado no Teatro Abril

O próximo trabalho do tenor é um cd onde resgata clássicos da música popular brasileira, como “Mia Gioconda”, de Vicente Celestino e “Brigas”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Rinaldo atualmente desenvolve o projeto “Tenor nas Escolas”, cujo objetivo é divulgar música lírica para crianças, além de demonstrar a música popular com entonação lírica, baseado nos trabalhos de Andrea Bocelli e Luciano Pavarotti.

SERVIÇO

* Mais informações: 3404-4027 e www.teatroviasul.com.br

Entidades homossexuais vêem Senado mais receptivo às suas causas

“Análise preliminar da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (ABGLT) aponta para uma composição do Senado, a partir de fevereiro, mais favorável aos temas dos direitos humanos, incluindo os relacionados aos homossexuais. O presidente da Associação, Toni Reis, manifestou otimismo em relação à nova legislatura.

– O que esperamos do Congresso é que ele seja laico. Não temos um estado religioso como o Irã, aqui é uma democracia e nós também somos povo, queremos ser representados – disse.

De acordo com os cálculos da associação, 20 dos novos senadores eleitos podem ser considerados aliados – por integrarem a chamada Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, por terem assinado o termo de compromisso da associação para estas eleições ou por já terem atuado favoravelmente às causas homossexuais em outras instâncias. Além deles, conforme a entidade, há outros quatro senadores aliados em meio de mandato.

Mesmo lamentando a derrota da senadora Fátima Cleide (PT-RO), cuja confirmação ainda depende do julgamento da candidatura de Ivo Cassol, Toni Reis comemorou a vinda de outros parlamentares, como Roberto Requião (PMDB-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Gleisi Hoffman (PT-PR)e Marta Suplicy (PT-SP), autora, em 1995, do primeiro projeto de união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Na Câmara, a Associação identifica 154 deputados aliados, incluindo Jean Willys (PSOL-RJ), o primeiro ativista gay a ser eleito para o Congresso Nacional. Terminada a eleição, o objetivo da associação passa a ser conscientizar os parlamentares, por meio de audiências públicas, seminários e encontros em busca de mais apoio.

A entidade tem interesse especial na aprovação no substitutivo ao PLC 122/06, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais, relatado por Fátima Cleide. Toni Reis explicou que a senadora eleita Gleici Hoffman já se propôs a estabelecer um diálogo com grupos religiosos para tentar negociar a aprovação do projeto, apesar da oposição ao texto já manifestada pelos senadores reeleitos Magno Malta (PR-ES) e Marcelo Crivella (PRB-RJ).

– Vamos aprovar leis favoráveis em algum momento, seja o PLC 122 ou outro. Enquanto isso vamos dialogando, negociando e vendo o que é melhor para nossa comunidade. Só queremos exercer a nossa cidadania e que os artigos 3º e 5º da Constituição federal [que tratam do combate à discriminação] sejam cumpridos no Brasil – afirmou.

Além do projeto que pune a discriminação, a comunidade de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros deve centrar forças na tramitação de projeto que permite a união estável – o que não inclui o casamento religioso, salientou Toni Reis – e do que permite aos transexuais incluírem, nos documentos, o nome pelo qual são conhecidos.

Elina Rodrigues Pozzebom / Agência 

Análise preliminar da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (ABGLT) aponta para uma composição do Senado, a partir de fevereiro, mais favorável aos temas dos direitos humanos, incluindo os relacionados aos homossexuais. O presidente da Associação, Toni Reis, manifestou otimismo em relação à nova legislatura.

– O que esperamos do Congresso é que ele seja laico. Não temos um estado religioso como o Irã, aqui é uma democracia e nós também somos povo, queremos ser representados – disse.

De acordo com os cálculos da associação, 20 dos novos senadores eleitos podem ser considerados aliados – por integrarem a chamada Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, por terem assinado o termo de compromisso da associação para estas eleições ou por já terem atuado favoravelmente às causas homossexuais em outras instâncias. Além deles, conforme a entidade, há outros quatro senadores aliados em meio de mandato.

Mesmo lamentando a derrota da senadora Fátima Cleide (PT-RO), cuja confirmação ainda depende do julgamento da candidatura de Ivo Cassol, Toni Reis comemorou a vinda de outros parlamentares, como Roberto Requião (PMDB-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Gleisi Hoffman (PT-PR)e Marta Suplicy (PT-SP), autora, em 1995, do primeiro projeto de união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Na Câmara, a Associação identifica 154 deputados aliados, incluindo Jean Willys (PSOL-RJ), o primeiro ativista gay a ser eleito para o Congresso Nacional. Terminada a eleição, o objetivo da associação passa a ser conscientizar os parlamentares, por meio de audiências públicas, seminários e encontros em busca de mais apoio.

A entidade tem interesse especial na aprovação no substitutivo ao PLC 122/06, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais, relatado por Fátima Cleide. Toni Reis explicou que a senadora eleita Gleici Hoffman já se propôs a estabelecer um diálogo com grupos religiosos para tentar negociar a aprovação do projeto, apesar da oposição ao texto já manifestada pelos senadores reeleitos Magno Malta (PR-ES) e Marcelo Crivella (PRB-RJ).

– Vamos aprovar leis favoráveis em algum momento, seja o PLC 122 ou outro. Enquanto isso vamos dialogando, negociando e vendo o que é melhor para nossa comunidade. Só queremos exercer a nossa cidadania e que os artigos 3º e 5º da Constituição federal [que tratam do combate à discriminação] sejam cumpridos no Brasil – afirmou.

Além do projeto que pune a discriminação, a comunidade de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros deve centrar forças na tramitação de projeto que permite a união estável – o que não inclui o casamento religioso, salientou Toni Reis – e do que permite aos transexuais incluírem, nos documentos, o nome pelo qual são conhecidos.”

(Agência Senado)

Lições mineiras

Eis artigo de Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, intitulado “Lições mineiras”, que está sendo veiculasdo nesta quarta-feira no Blog do Noblat. Confia: 

Das 18 eleições de governador concluídas domingo passado, muitas foram significativas. A de Renato Casagrande, que, com 82% dos votos válidos, estabeleceu o recorde do ano, tornando-se quase uma unanimidade no Espírito Santo. Seu desafio, agora, é governar agradando a todos, tarefa tão difícil (ou mais) que ganhar a eleição.

A de Tarso Genro, primeiro governador eleito em primeiro turno na história do Rio Grande do Sul. E havia quem dissesse que tinha passaporte assegurado para o segundo turno, mas que seria derrotado por quem quer que fosse o adversário!

As dos governadores eleitos em 2006 que disputaram a reeleição. Todos venceram. De norte a sul, as vitórias de Sérgio Cabral, Jaques Wagner, Marcelo Deda, Eduardo Campos, Cid Gomes e André Puccinelli mostram como a população se acostumou com a ideia de que as administrações precisam de tempo e que quatro anos é pouco para mandar alguém de volta para casa (salvo em casos excepcionais).

As dos dois governadores eleitos pelo DEM, no Rio Grande do Norte e em Santa Catarina, que sugerem que as considerações locais muitas vezes suplantam a política nacional. Rosalba Ciarlini venceu em um estado onde Dilma teve mais que 50% dos votos, enquanto Raimundo Colombo foi vitorioso onde Serra ficou em primeiro.

A de Tião Viana, do PT, que venceu apesar de seu estado, o Acre, ter sido o lugar onde confluíram com mais intensidade as duas ondas que marcaram o final da eleição presidencial. Embora Serra e Marina tivessem diminuído o espaço para sua candidatura, ele liquidou a fatura no primeiro turno.

A de Beto Richa, no Paraná, que soube se reposicionar quando a eleição ficou competitiva e imprevisível, e teve a coerência de manter sua linha de campanha mesmo nos momentos piores.

A de Geraldo Alckmin, que mostra que a tese da “alternância” esposada por alguns de seus correligionários só é boa para os outros. Com sua eleição, o PSDB completará 20 anos no poder no estado e ele se tornará o político de São Paulo que mais tempo terá ficado à frente do governo, ultrapassando o velho Ademar de Barros (computados seus períodos como interventor e governador).

Mas são as eleições de Minas Gerais as que mais têm para entrar nos anais do marketing político brasileiro. A vitória de Antonio Anastasia e o tamanho da votação que recebeu serão marcos nas discussões sobre como disputar e vencer eleições daqui para a frente.

É claro que nenhuma eleição é igual à outra, pois cada lugar tem particularidades e cada momento suas exigências. Ainda assim, o caso mineiro de 2010 é relevante em sentido mais amplo.

Para começar, pelo fato de Anastasia ser um tipo de candidato que deverá ser a cada dia mais comum. Vindo de uma trajetória na administração pública, ele não tinha experiência eleitoral (embora tivesse sido companheiro de chapa de Aécio Neves em 2006). Casos como o dele, de técnicos que disputam mandatos importantes apoiados por líderes populares, estão se tornando frequentes no mundo inteiro (veja-se o presidente da Colômbia, eleito em junho deste ano).

Dos candidatos de 2010, quem mais se parece com ele nesse aspecto é Dilma. Mas foram duas experiências bem diferentes: Anastasia teve mais de 62% dos votos válidos e Dilma um pouco menos que 47%.

Aécio era mais popular em Minas que Lula no Brasil? A crer nas pesquisas, não. Ao contrário, elas davam ao presidente até mais aprovação que ao governador no seu próprio estado. Aécio sempre foi muito bem avaliado, mas não é isso, apenas, que explica a vitória de Anastasia.

Seu sucesso se justifica de outra maneira: sua campanha lhe forneceu os meios para que fosse percebido pelo eleitorado mineiro como algo mais que “o candidato de Aécio”. Sem que isso fosse, em qualquer momento, irrelevante ou mesmo secundário, Anastasia pôde ser visto pelas pessoas como um administrador preparado para ir adiante no que Aécio e ele haviam começado.

Nem os mineiros, nem os brasileiros, em geral, exigem que os governantes sejam grandes personalidades carismáticas ou políticos com imensa experiência. Só pedem que sejam mais que indicações de alguém (mesmo quando admiram muito esse alguém).”

 (Blog do Noblat)

Grupo do STF quer sugestões dos Estados para a elaboração do Novo Código Civil Eleitoral

Uma comissão de juristas presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federla, José Dias Toffoli, percorre o Brasil debatendo o anteprojeto do Novo Código Civil Eleitoral. Toffoli é o responsável pela elaboração desse anteprojeto e quer ouvir as propostas dos Estados.

O grupo realizará nesta sexta-feira uma audiência pública no auditório do Tribunal Regional Federal, da 5a Região, com sede no Recife. A partir das 10 horas, quando submeterá à sociedade civil temas polêmicos de Direito Eleitoral e da organização da justiça.

Ainda não há data de quando essa comissão de juristas visitará o Ceará.

Dilma e eleitor, um casamento sem amor?

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Com o título “Casamento sem amor”, eis artigo que o publicitário e poeta Ricardo Alcântara manda para o Blog nesta quarta-feira. Confira:
 
Você conhece alguém, uma única pessoa, que já lhe tenha dito assim, espontaneamente: “eu gosto muito da Dilma”? Pois é. Lá se foram cem dias de campanha e a mulher não conquistou o coração de ninguém. Incrível.
 
No entanto, é quem possui hoje as maiores chances de vencer a disputa presidencial. Caso eleita, terá sacramentado com o povo uma espécie de “casamento sem amor”, de puro interesse.
 
Vencedora, terá sido pela soma de fatores alheios à sua personalidade: a popularidade de Lula e seu governo e o trauma psicológico instalado no inconsciente coletivo do país pelo governo Fernando Henrique.
 
Dificilmente, arrisco afirmar, fenômeno igual se repita nos próximos 50 anos. Não há exagero na projeção: o último grande líder de massas do Brasil “saiu da vida para entrar na história” há pouco tempo mais que isto.
 
Só Lula talvez não seja suficiente. Talvez.

Dilma e Serra trocam farpas no rádio

“Com ataques mútuos, os programas que Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) prepararam para a manhã de quarta-feira espessam o clima plebiscitário destas eleições e assinalam um tom mais agressivo em comparação à TV. Exemplo: críticas aos programas de habitação popular tocados durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, com Serra ministro do Planejamento, já haviam sido disparadas na propaganda televisiva da noite de ontem.

Só que, no rádio, a ironia deu o tom. “O PSDB, esse pessoal do bico grande [referência aos tucanos], nunquinha mesmo colocou dinheiro para ajudar as famílias a comprarem suas casas”, diz Serafião, personagem de tipo nordestino que participa regularmente dos programas petistas. Para reforçar a impressão de “ringue eleitoral” (de um lado, Dilma e Lula; de outro, Serra e FHC), a propaganda segue fazendo comparações entre uma gestão e outra. Também entra no baila o governo de São Paulo, há 16 anos sob administração tucana – Serra assumiu o cargo em 2006 e largou-o este ano para concorrer à Presidência.

Quanto aos projetos de transferência de renda, Serra é acusado de não apoiar o Bolsa Família no Estado. Em seguida, o nordestino Serafião chama de “conversa para boi dormir” as promessas tucanas de “ampliar e dar 13º” no programa. O Renda Cidadã, programa paulista, é visto como insuficiente, por “só atender 140 mil famílias”. O PT segue forçando a entrada das privatizações na pauta política. Como ministro do Planejamento de FHC, Serra teria orquestrado as privatizações da Vale do Rio Doce e da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Também teria incentivado o troca do nome da Petrobras, outro alvo das privatizações, para Petrobrax, “que é pros gringos poderem pronunciar melhor”.

No posto de governador, ele é acusado de privatizar 31 empresas e aumentar os pedágios no Estado. Segundo Dilma, as mudanças implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – ajudado por ela – jamais teriam continuidade com Serra.

PSDB
O programa tucano segue fiel a tática de intercalar a imagem do “Serra do bem” com a linha agressiva já vista no primeiro turno (enquanto a petista passou a elevar o tom nesta nova fase da corrida presidencial). Jingles ligam Dilma a aborto, MST e Casa Civil. Até “a lojinha de R$ 1,99 que quebrou” – referência a um empreendimento que ela tocou nos anos 90, no Rio Grande do Sul – vira munição. Para rebater as acusações de que Serra encerraria a carreira de programas como o Bolsa Família, o locutor afirma que, “além de continuar o que está dando certo, ele melhora e amplia”.

É a deixa para que Serra alfinete a atual gestão: “Às vezes, eu me pergunto: por que não continuaram o que eu fiz na saúde [mutirões, genéricos, Saúde da Mulher]?”. Sua experiência na pasta da Saúde costuma ser exaltada por tucanos e poupada dos ataques petistas. Aécio Neves e Raimundo Colombo, escolhidos em 3 de outubro para governar Minas Gerais e Santa Catarina, dão depoimentos a favor de Serra. No primeiro turno, o presidenciável do PSDB criticava a falta de apoio mais incisivo dos aliados.”

(Folha.com)

Presidente do BNB dá como certo o fim da greve dos bancários

O presidente do Banco do Nordeste do Brasil, Roberto Smith, deu como certo o fim da greve dos bancários. A categoria deverá fazer assembleia geral em todo o País e, em Fortaleza, vai se reunir a partir das 17 horas, na sede sindical.

Os bancários conseguiram reajuste de 7,5% , quando postulavam 11%, no que para Roberto Smith foi um saldo positivo para a categoria. Smith lamentou que a greve, considerada a maior até hoje, tenha causado muitos problemas para a clientela dos bancos.

Roberto Smith encontra-se, nesta quarta-feira, em Brasilia, onde participará de seminário sobre Desenvolvimento Regional promovido pelo Ministério de Assuntos Estratégicos. Já na quinta-feira, o presidente do BNB participará de evento igual em São Paulo.

Redetv fará debate com Dilma e Serra

Vem aí o segundo debate presidencial neste segundo turno da campanha entre Dilma (PT) e Serra (PSDB/DEM). Será no próximo domingo, às 21h10min, pela Redetv. A mediação ficará com o jornalista Kennedy Alencar, apresentador do programa “É Notícia”.

O debate, que acontece nos estúdios da sede da emissora, em Osasco (SP), será transmitido ao vivo pelo UOL (Universo Online), portal de internet do Grupo Folha, com comentários em tempo real feitos pela equipe de jornalistas escalados para a cobertura do evento.

A RedeTV! e o portal da emissora na internet também transmitirão o encontro, que será dividido em cinco blocos.

Para os internautas um lembrete: quem quiser acompanhar o debate no Twitter, poderá fazê-lo #folharedetv.

Cid, ao lado de Lula e Dilma, participará de comício no Piauí

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O governador reeleito Cid Gomes (PSB) dará entrevista, nesta manhã de quarta-feira, à rádio FM Paraíso, da cidade de Sobral (Zona Norte), sua terra natal. Falará para os ouvintes do programa do radialista Isaías Nicolau, a maior audiência da região, quando agradecerá votos e adiantará planos para aquela banda do Ceará.

Cid passará parte do dia em Sobral, mas, no fim da tarde, viajará para Teresina, a Capital do Piauí, onde participará de um comício em favor do candidato a governador Wilson Martins (PSB).

Nesse comício, estarão também o presidente Lula e a candidata a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). 

participará, às 18 horas desta quarta-feira, em Teresina (PI), de um comício em favor do candidatoa governador Wilson Martins (PSB). O comício terá a presença do presidente Lula e da candidata a presidente da República pelo PT, Dilma Rousseff.

Cid, que se encontra na Zona Norte do Estado, romisso, estará em ua terra natal, Sobral,

DEM emagrece nas eleições e deve perder R$ 6 milhões de Fundo Partidário

Seis milhões de reais é o tamanho da bolada que o DEM, o ex-PFL, deve deixar de receber em 2011. Os valores são do Fundo Partidário. Isso porque o partido recebeu menos votos para deputado federal nas últimas eleições em relação a 2006, mesmo com o crescimento do eleitorado. É o que revela levantamento do Congresso em Foco com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da proposta de orçamento em tramitação no Legislativo.
 
Para o cientista político Paulo Kramer, o DEM perde votos porque não consegue fazer claramente o discurso da redução de impostos para uma parte da classe média que seria eleitora potencial do ex-PFL. O vice-presidente do partido, José Carlos Aleluia, acredita que a redução de votos e recursos não têm importância.
 
PT e PMDB devem ficar com R$ 57 milhões

O DEM foi o partido que teve a maior redução de votos para deputado entre 2006 e 2010. No último dia 3, foram 7,3 milhões de sufrágios, ou 2,8 milhões a menos do que há quatro anos. Foi uma redução de 28% apesar de o eleitorado ter crescido 8%.
 
Com isso, deve cair a participação do DEM na divisão dos cerca de R$ 200 milhões do Fundo previstos para o ano que vem. Em 2006, os candidatos do então PFL receberam 10,86% de todos os votos para deputado federal. No último dia 3, os candidatos do DEM ficaram com 7,3 milhões de votos, o equivalente a 7,57% de toda a votação para a Câmara.

O Fundo Partidário é composto de recursos do orçamento, mais multas eleitorais e doações de empresas e cidadãos. Uma fatia de 5% é dividida em partes iguais com todos os partidos. Os outros 95% são rateados de acordo com a proporção de votos obtidos na disputa para deputado federal.
 
Assim, se o DEM conseguisse manter os 10,86% de votos, teria direito no ano que vem a R$ 21,1 milhões. Como obteve apenas 7,57% dos votos, a estimativa é que o valor caia para R$ 14,8 milhões. Ou seja, são cerca de R$ 6,2 milhões a menos no caixa da quarta força do Congresso Nacional. O DEM deve ficar em quinto lugar na classificação dos partidos que mais recebem recursos do fundo partidário.”

(Congresso em Foco)

Cristãos da Paraíba pedem afastamento de Dom Aldo Pagotto

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“Em nota pública, dirigida ao Vaticano e à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), um grupo de lideranças da Igreja Católica da Paraíba e de outros movimentos sociais pediu a substituição do bispo católico de João Pessoa, Dom Aldo Pagotto. O bispo é acusado de preconceito contra os pobres e de desrespeito para com lideranças comprometidas com a causa popular. Sentindo-se “agredidos por suas palavras e atos”,  as lideranças afirmam que o bispo trata “os pobres com arrogância e desprezo, enquanto trata com privilégio os ricos e poderosos e seus respectivos interesses”. Veja a íntegra da denúncia:
 
João Pessoa, 09 de setembro de 2010.

Ao Sr. Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri
Ao Sr. Presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha
Ao Sr. Presidente do Regional Nordeste II da CNBB, Dom Antônio Muniz Fernandes
Aos membros das instâncias colegiadas da Arquidiocese da Paraíba

Srs. Bispos, nossos Irmãos,
 
Em carta aberta, nós, Leigos, Leigas, Religiosas, Religiosos, Diáconos e Presbíteros da Arquidiocese da Paraíba, abaixo-assinados, dirigimo-nos respeitosamente aos Srs. Responsáveis pelas diferentes instâncias eclesiais, inclusive as instâncias colegiadas da CNBB, da CNBB Nordeste II e da Arquidiocese da Paraíba, para externar-lhes nossas profundas inquietações em relação à situação comprometedora de nossa Arquidiocese, tendo em vista a já longa sequência de atos deploráveis REITERADAMENTE cometidos pelo Sr. Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, desde o primeiro ano de sua chegada a essa Arquidiocese, principalmente no tocante ao seu relacionamento sistematicamente desrespeitoso e preconceituoso em relação aos pobres, à maioria das pastorais sociais (que não apenas não têm contado com seu apoio, antes têm sido por ele hostilizadas). Atos dessa natureza se sucedem, sem qualquer sinal de mudança de atitude por parte de Dom Aldo.

Entendemos chegada a hora de apelarmos a quem tem o dever de se posicionar claramente sobre tal situação, que só tende a agravar-se, caso continue prevalecendo o silenciamento ou a omissão diante da lista considerável de atitudes de desdém ou de humilhação a tudo que diga respeito, por exemplo, às CEBs, à CPT, aos leigos, leigas, religiosas ou até a padres e outros grupos pastorais comprometidos com a causa dos pobres, com igual atitude em relação aos movimentos populares, constantemente agredidos por suas palavras e atos, tratando aos pobres com arrogância e desprezo, enquanto trata com privilégio os ricos e poderosos e seus respectivos interesses. Para tanto, não hesita em apelar, quando lhe convém, e de forma unilateral, aos rigores do Código de Direito Canônico, como o fez em relação à suspensão de ordens do Pe. Luiz Couto.

Seu mais recente ato de desrespeito e de preconceito contra os pobres e suas legítimas demandas se deu por meio da imprensa local – na qual aparece com uma freqüência pouco recomendável a um pastor de quem se espera discrição e prudência. Desta feita, numa atitude de afronta a um pleito legítimo e justo como é o Plebiscito pelo limite do tamanho da propriedade da terra, no Brasil, medida já tomada inclusive por diversos países, inclusive a Itália, bandeira amplamente consensual entre as organizações de base da sociedade brasileira (pleito assumido pela CNBB, pelo CONIC e mais de cinqüenta entidades e movimentos populares) e que tem fundamento na própria Doutrina Social da Igreja e nos Documentos da CNBB.

Eis que, sem tomar em conta sequer os documentos que fundamentam a iniciativa, Dom Aldo Pagotto vai ao Correio da Paraíba, em coluna assinada pelo mesmo, em artigo publicado a dois dias do início do referido Plebiscito, e trata de questionar – já a partir do título capcioso de seu artigo “Limite à propriedade produtiva?”- a validade do Plebiscito, tecendo insinuações injuriosas- inclusive de roubo – contra os pobres e contra os movimentos populares. Não contente com a desfeita, volta à sua coluna semanal de domingo, dia 5 de setembro, em pleno período de realização do referido Plebiscito, para reiterar sua posição.

Diante desses fatos graves, em que é o próprio pastor que se mantém intransigente em seu comportamento sistemático de semear o divisionismo em seu rebanho, vimos solicitar encarecidamente às diferentes instâncias eclesiais que os Srs. representam, a substituição do atual arcebispo, Dom Aldo Pagotto, convencidos que estamos, por fatos concretos de que ele não atende aos requisitos pastorais e pedagógicos de um pastor, no cuidado de seu rebanho.
Confiantes em sua prudência pastoral, e aguardando seu pronunciamento e as providências urgentes que o caso requer, expressamos-lhes nossas saudações fraternas.
 
Alder Júlio Ferreira Calado – Diácono
Elias Cândido do Nascimento – Leigo, Coordenador do MTC/NE-II
Genaro Ieno – Ex-Agente de Pastoral Leigo
Rolando Lazarte – Sociólogo, ex-professor da UFPB
Lívia Lima Pinheiro – Leiga, ex-Membro da Equipe Exec. Setor Juvent.
Romero Venâncio Júnior – Leigo, Professor Universitário
Genielly Ribeiro da Assunção – Leiga
José Brendan Macdonald – Leigo, Assessor na formação de jovens do meio popular
Eduardo Côrtes Aranha – Leigo
Antônio Alberto Pereira – Professor da UFPB
Ricardo Brindeiro – Animador das Pastorais Sociais
Arivaldo José Sezyshta – Coordenador do Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste
Maria Angelina de Oliveira – Ex-Coordenadora da JOC (nacional e internacional)
José Gilson Silva Alves – Dirigente Sindical (SINTER – PB)
Luiz Lima de Almeida – Dirigente Sindical (SINTR – PB)
Renato Paulino Lanfranchi – Leigo, ativista de direitos humanos
Raimundo Nonato de Queiroz – Educador de Jovens Cristãos
Luciano Batista de Souza – Nós Também Somos Igreja
Luciano de Sousa Silva – Professor da UFPB
João da Cruz Fragoso – Leigo, membro do Grupo Nós Também Somos Igreja
José Marcos Batista de Moraes – Assessor da Past. Juventude/ C.G
Gilma Fernandes B. Madruga – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Samantha Pollyanna M. Pimentel – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Íris Charlene Lima de Abreu – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Janaína Brasileiro Formiga – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
José Washington de Oliveira Castro Júnior – Leigo, Educador de Jovens Cristãos
Magdala Cavalcanti de Melo – Leiga, membro do Grupo Nós Também Somos Igreja
Valdênia Paulino Lanfranchi – Advogada de Direitos Humanos
Pedro Ferreira de Lima – Diretor do SINTRICOM
Luiz Muniz de Lima – Diretor do SINTRICOM
Maria José Moura Araújo – Projeto Sal da Terra
Erasmo França de Sousa – SINTRICOM
Josiana da S. Ferreira – SINDTESP
José Laurentino da Silva – SINTRICOM
Ednalva Costa da Silva – SINTRICOM
Rafaela Carneiro Cláudio – Leiga, Coord. Assembléia Popular
Adenilton Felinto da Silva – Leigo – Educador Popular
Rosa Lisboa – Leiga – Educadora Popular
Gleyson Ricardo A. de Melo – Leigo, Assembléia Popular
Dora Delfino – Leiga, Rede de Educadores do NE
João Batista da Silva – Leigo
José Santana – SINTRICOM
Eulina Pereira Ferreira – Projeto Sal Terra
Gilberto Paulino de Oliveira – CUT
Edmilson da Silva Souza – Leigo
Francisco D. H. dos Santos – Leigo
Eliana Alda de F. Calado – Leiga
Maria de Oliveira Ferreira Filha – Professora da UFPB
Nilza Ribeiro – Leiga

(Site Conversa Afiada)

Lula diz que Dilma é redenção das mulheres

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“Principal cabo eleitoral da petista Dilma Rousseff na corrida ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou o primeiro comício do segundo turno, na cidade-satélite de Ceilândia, no Distrito Federal, para defender a escolha da petista como concorrente governista à presidência da República. Ele citou a luta histórica para que as mulheres pudessem ter direito a voto. Lula ainda relembrou como apontou Dilma a sua potencial sucessora e pediu que a militância se mobilize até o dia 31 de outubro e evite a aproximação de adversários, como o tucano José Serra (PSDB).

“A gente não pode achar que tem eleição ganha antes do dia da eleição, ficar em casa, guardar nossa bandeira porque daqui a pouco o povo adversário está ocupando. Se a gente começa a contar a vitória antes do tempo, acontece o que aconteceu com o Fluminense e o Corinthians antigos líderes do Campeonato Brasileiro de futebol. Não tem como eleger se a gente não transformar a eleição dele, do candidato, em uma profissão de fé. A partir de agora, não vamos tirar mais nossas camisas, bandeiras e adesivos”, disse.

“A gente vai olhar para nossa companheira mulher e não vamos dizer que gostamos dela porque ela vai lavar a panela. A gente vai lavar a panela para ela. A gente vai ser menos autoritário e mais companheiro. Queremos começar a ser a redenção das mulheres no Brasil e no mundo e, para isso, ela tem que ser eleita presidente da República”, afirmou Lula, que voltou a reconhecer que Dilma ficou “chateada” por não ter liquidado a eleição no primeiro turno.

“Você também ficou chateada: ‘por que eu não ganhei no primeiro turno’? Só pode ser o dedo de alguém lá de cima. Conheço a Dilma há muito tempo e conheço o seu adversário há muito tempo. Não tenho dúvida, é muito mais competente que seu adversário”, explicou Lula ao eleitorado do DF ao enfatizar a importância de uma mulher se tornar chefe máxima do executivo federal.

“Que diabo esse Lula com tanto macho perto dele, com tanto macho que cerca ele a vida inteira, foi escolher uma mulher para ser presidente da República? Poderia ter escolhido um deputado, um senador, um governador. Hoje, estou convencido que a minha decisão foi certa. No primeiro turno 67% do povo brasileiro falou que queria votar em uma mulher para presidente da República. Ela é a representação maior que as mulheres já tiveram na política brasileira”, disse o presidente ao combater a suposta falta de experiência política da ex-ministra da Casa Civil e, explicando que Dilma não tem “vícios” de políticos com carreira mais longa.

“Ela não tinha os vícios que muitos candidatos já tiveram. Ela tinha um vício que eu gosto, que é o vício de trabalhar, da dedicação e da competência, de ser melhor que seu adversário na disputa de 2010. Os defeitos que alguns acham que a Dilma tem, na minha opinião, são as virtudes para as quais eu e vocês já a escolhemos no primeiro turno”, completou o presidente no comício na cidade de Ceilândia, um dos maiores colégios eleitorais do Distrito Federal.

“Já começo a sentir um pouco de saudade cada vez que eu falo. Oito anos é muito longo para quem faz oposição, mas para quem está no governo não é nada. Agora que eu aprendi a governar. Vou sair do governo com uma sensação de coisa boa, essa relação que eu estabeleci com o povo brasileiro. Tenho a certeza de que nós iremos criar um outro patamar para esse país. A Dilma sabe como fazer, vai fazer mais e melhor”, afirmou.”

(JB Online)

Serra usará telefonia para defender privatizações

“O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, deverá insistir no exemplo das telecomunicações como modelo de privatização bem sucedido no governo FHC. Na madrugada de ontem, após participar do debate da Band, Serra mostrou apreensão com a insistência da adversária Dilma Rousseff (PT) na abordagem do assunto. E consultou aliados sobre a eficácia do argumento de que, sem a privatização, não haveria tanto acesso a linhas telefônicas e o país ainda se comunicaria via orelhão.

No que depender do comando da campanha de Serra, o candidato irá recorrer ao caso das teles e da siderurgia toda vez que a candidata petista falar em privatização. Além de ser de fácil compreensão, tem apelo popular. Para os próximos debates, Serra pretende lembrar como o telefone celular facilitou a vida dos menos favorecidos. Outro argumento será o de que o PT também privatizou.”

 (Folha Online)

Greve dos bancários pode estar chegando ao fim

“A nova proposta de reajuste de 7,5% apresentada nesta segunda-feira aos representantes dos bancários pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) pode acabar com a greve da categoria, que já dura 13 dias.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), pela proposta o aumento real será de 3,08% para quem ganha até R$ 5.250. Já aqueles com salários acima desse valor podem optar pelo mais vantajoso: aumento fixo de R$ 393,75, ou 4,29% a título de reposição da inflação.

Em geral, os 7,5% também serão aplicados nos benefícios, como vale-refeição e outros.

Para o piso salarial, a proposta é elevar de R$ 1.074,46 para R$ 1.250, reajuste de 16,33%.

A Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que tem regra básica de 90% do salário mais adicional, terá 14,28% de aumento no adicional, com teto ampliado de R$ 2.100 para R$ 2.400.

– A proposta avançou. Tem aumento real maior, valorização do piso e melhora no adicional da PLR – destaca o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, lembrando que a proposta será avaliada pelos trabalhadores em assembleias em todo país nesat terça-feira.

– A expectativa é boa. Mas até lá, o movimento será mantido – afirmou o dirigente sindical, referindo-se à greve que atingiu nesta segunda-feira mais de 8 mil agências em todo o país.”

(Globo)

NO CEARÁ – Nesta quarta-feira, às 17 horas, na sede sindical, em Fortaleza, os bancários realizarão assembleia geral para avaliar a proposta. Informa para o Blog o diretor da entidade, Marcos Saraiva.

Pedro Malan e seu "Diálogo de surdos"

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Eis artigo do ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, veiculado nesta segunda-feira no Estadão. O título é curioso – “Diálogo de surdos”. Confira:

O presidente Lula, com uma arrogância por vezes excessiva, tentou transformar em plebiscito o primeiro turno desta eleição. Como se o que estivesse em jogo fosse seu próprio terceiro mandato (ainda que por interposta pessoa), um referendo sobre seu nome, uma apoteose que consagraria seu personalismo, seu governo e sua capacidade de transferir votos. Mas cerca de 52% dos eleitores votaram em José Serra e Marina Silva, negando a Lula a tão esperada vitória plebiscitária no domingo passado.

Não é de hoje o desejo presidencial: “Lula quer uma campanha de comparação entre governos, um duelo com o tucano da vez. Se o PSDB quiser o mesmo… ganharão os eleitores e a cultura política do País.” Assim escreveu Tereza Cruvinel, sempre muito bem informada sobre assuntos da seara petista, em sua coluna de janeiro de 2006. Não acredito que a “cultura política” do País e seus eleitores tenham muito a ganhar – ao contrário – com essa obsessão por concentrar o debate eleitoral de 2010 numa batalha de marqueteiros e militantes.

Afinal, na vida de qualquer país há processos que se desdobram no tempo, complexas interações de continuidade, mudança e consolidação de avanços alcançados. O Brasil não é exceção a essa regra. Como escreveu Marcos Lisboa, um dos mais brilhantes economistas de sua geração: “Não se deve medir um governo ou uma gestão pelos resultados obtidos durante sua ocorrência e, sim, por seus impactos no longo prazo, pelos resultados que são verificados nos anos que se seguem ao seu término. Instituições importam e os impactos decorrentes da forma como são geridas ou alteradas se manifestam progressivamente…”

Ao que parece, Lula e o núcleo duro à sua volta discordam e estão resolvidos a insistir numa plebiscitária e maniqueísta “comparação com o governo anterior”. Feita por vezes, a meu ver, com desfaçatez e hipocrisia. Um discurso primário que, no fundo, procura transmitir uma ideia básica (e equivocada) ao eleitor menos informado: o que de bom está acontecendo no País – e há muita coisa – se deve a Lula e ao seu governo; o que há de mau ou por fazer – e há muita, muita coisa por fazer – representa uma herança do período pré-2003, que ainda não pôde ser resolvida porque, afinal de contas, apenas em oito anos de lulo-petismo não seria mesmo possível consertar todos os erros acumulados por “outros” governantes ao longo do período pré-2003.

Mas talvez seja possível, por meio do debate público informado, ter alguns limites para a desfaçatez e a mentira. Exemplo desta última: a sórdida, leviana e irresponsável acusação de que “o governo anterior” pretendia privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, entre outros. Algo que nunca, jamais, esteve em séria consideração. Mas a mentira, milhares de vezes repetida, teve efeito eleitoral na disputa pelo segundo turno em 2006 – por falta de resposta política à altura: antes, durante e depois.

Exemplos de desfaçatez: o governo Lula não “recebeu o País com a inflação e o câmbio fugindo do controle”, como já li, responsabilizando-se o governo anterior. A inflação estava sob controle desde que o Real foi lançado no governo Itamar Franco, com Fernando Henrique Cardoso na Fazenda, e se aumentou para 12,5% em 2002 foi porque o câmbio disparou, expressando receios quanto ao futuro. Receios não sem fundamento, à luz da herança que o PT havia construído para si próprio, até o começo de sua gradual desconstrução, apenas a partir de meados de 2002. O PT tinha e tem suas heranças.

O governo Lula não teve de resolver problemas graves de liquidez e solvência de parte do setor bancário brasileiro, público e privado. Resolvidos na segunda metade dos anos 90 pelo governo FHC. Ao contrário, o PT opôs-se, e veementemente, ao Proer e ao Proes e perseguiu seus responsáveis por anos no Congresso e na Justiça. Mas o governo Lula herdou um sistema financeiro sólido que não teve problemas na crise recente, como ajudou o País a rapidamente superá-la. Suprema ironia ver, na televisão, Lula oferecer a “nossa tecnologia do Proer” ao companheiro Bush em 2008.

O governo Lula não teve de reestruturar as dívidas de 25 de nossos 27 Estados e de cerca de 180 municípios que estavam, muitos, pré-insolventes, incapazes de arcar com seus compromissos com a União. Todos estão solventes há mais de 13 anos, uma herança que, juntamente com a Lei de Responsabilidade Fiscal, de maio de 2000 – antes, sim, do lulo-petismo, que a ela se opôs -, nada tem de maldita, muito pelo contrário, como sabem as pessoas de boa-fé.

As pessoas que têm memória e honestidade intelectual também sabem que as transferências diretas de renda à população mais pobre não começaram com Lula – que se manifestou contra elas em discurso feito já como presidente em abril de 2003. O governo Lula abandonou sua ideia original de distribuir cupons de alimentação e adotou, consolidou e ampliou – mérito seu – os projetos já existentes. O que Lula reconheceu no parágrafo de abertura (caput) da medida provisória que editou em setembro de 2003, consolidando os programas herdados do governo anterior.

Outros exemplos. Sobre salário mínimo: não é verdade que tenha começado a ter aumento real no governo Lula, como quer a propaganda. Sobre privatização: o discurso ideológico simplesmente ignora os resultados para o conjunto da população – e, indiretamente, para o atual governo.

O monólogo do “nunca antes” não ajuda o diálogo do País consigo mesmo. O ilustre ex-ministro Delfim Netto bem que tentou: “A eleição de 2010 não pode se fazer em torno das pobres alternativas de ou voltar ao passado ou dar continuidade a Lula. A discussão precisa incorporar os horizontes do século 21 e a superação dos problemas que certamente restarão de seu governo.” 

ECONOMISTA, FOI MINISTRO DA FAZENDA NO GOVERNO FHC

E-MAIL: MALAN@ESTADAO.COM.BR