Blog do Eliomar

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Brasil crescerá menos que países vizinhos, diz estudo

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“Ao contrário do que ocorreu nos últimos três anos, o Brasil crescerá em 2011 menos do que a média dos países latino-americanos, aponta estudo da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), da Organização das Nações Unidas.
Com expansão de 4% do PIB (Produto Interno Bruto, ou soma de bens e serviços produzidos internamente), numa visão otimista, o país, que tem quase 42% da soma das 33 economias analisadas, puxará para baixo o desempenho regional.
Este deverá ficar em 4,7%, contra 5,9% em 2010, quando o país cresceu 7,5%. Na América do Sul, o crescimento médio deve ser de 5,1%, ante 6,4% no ano passado.
Apesar da desaceleração, que tende a continuar em 2012, o relatório destaca o momento positivo da região, que atribui ao aumento do consumo privado, do crédito, do investimento e da demanda externa por produtos agrícolas e minerais.
Mas o estudo alerta para a necessidade de conter a inflação e de intervir contra a valorização cambial, que provoca riscos de deficits nas contas correntes (saldo do dinheiro que entra e sai de um país), e de uma “especialização intensiva” em bens primários (commodities).
A Cepal também aponta a “vulnerabilidade” da região ao capital especulativo, que pode causar “bolhas” financeiras e imobiliárias, de acordo com o relatório.
Entre 20 moedas analisadas, o real era a segunda que mais havia se valorizado (28,7%) em maio deste ano, numa comparação com a taxa média entre 1990 e 2009.
O Brasil atraiu mais de 70% dos capitais externos vindos para 19 países entre 2007 e 2010. Quando se consideram apenas investimentos em títulos e ações, que incluem capitais de curto prazo, o percentual fica ainda maior, subindo para 76%.
“Há um contrassenso quando o Brasil impõe controles à entrada de capitais e ao mesmo tempo aumenta a taxa de juros, fazendo-se mais atrativo para os capitais”, disse à Folha Osvaldo Kacef, chefe da Divisão de Desenvolvimento da Cepal.
Kacef vê o câmbio valorizado como um “veneno de efeito lento” e diz que a primarização das exportações (a participação dos manufaturados caiu de 55,1% em 2005 para 39,4% em 2010) preocupa porque o país sempre teve diversificação.
Carlos Mussi, da Cepal em Brasília, diz que a intervenção no câmbio é necessária, mas que a inflação controlada é que dá a “perspectiva de continuidade para consumo e investimentos”.
Segundo Mussi, o crescimento menor do Brasil neste ano deve-se ao fato de o país ter antecipado em 2009 medidas contra a crise: “É hora de administrar a situação”.
O relatório sugere que a política fiscal, com aumento da poupança, pode aliviar o dilema ao evitar aumento de juros. “O cenário internacional é muito incerto, e os países da região devem aproveitar o momento favorável para se preparar para um período pior”, diz Kacef.”

(Folha)

Mensalão do DEM – Relator pede arquivamento do caso envolvendo Jaqueline Roriz

“O deputado Vilson Covatti (PP-RS) apresentou [ontem] relatório em que propõe o arquivamento do caso da deputada Jaqueline Roriz (sem partido-DF) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), acusado de envolvimento no escândalo do mensalão do DEM.

Covatti argumentou que não entrou no mérito das acusações contra a deputada e, sim, no fato de que ela não era parlamentar na época dos fatos.

Covatti integra o Conselho de Ética da Câmara e, na prática, analisa o caso pela segunda vez.

Em vídeo de 2006, Jaqueline aparece recebendo R$ 50 mil do ex-secretário do Distrito Federal Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM.

No dia 08 de junho, o Conselho de Ética aprovou, por 11 votos a 3, pedido de cassação de Jaqueline Roriz.”

(Globo)

Aécio vai à tribuna e diz que Governo Dilma institucionalizou o improviso

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“Às vésperas do início do recesso parlamentar, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) usou a tribuna para fazer “uma análise do semestre” com ataques ao governo Dilma Rousseff. O tucano afirmou que o “país quase nada avançou”, retrocedeu em áreas importantes e está “institucionalizando o Brasil do improviso”.

Aécio disse ainda que “muito poucas vezes, na nossa história recente, um governo começou de forma tão desarticulada”.

O tucano citou as duas principais crises que derrubaram os ex-ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Alfredo Nascimento (Transportes). Para ele, os escândalos foram provocados pelo aparelhamento partidário.

“Não há como deixar de registrar, a sequência de denúncias graves, que assolaram o governo e espantaram o país. No escopo dela, dois ministros importantes da era Lula foram substituídos. E o foram não porque foram cobrados pelo rigor dos instrumentos de controle e monitoramento do governo, mas pela pressão da opinião pública. O afastamento de ambos nos remete à gravíssima questão do aparelhamento partidário.”

Palocci, até então principal ministro de Dilma, deixou em junho o governo após a Folha revelar que ele multiplicou por 20 seu patrimônio em quatro anos. Nascimento foi demitido semana passada em meio às denúncias de superfaturamento e pagamento de propina nos Transportes e órgãos ligados.

Aécio fez um afago à presidente dizendo que gestos recentes dela ajudaram a criar uma importante distensão entre governo e oposição.

Entre os retrocessos citados pelo tucano está a aprovação do RDC (Regime Diferenciado de Contratações), criado para facilitar as contratações das obras da Copa de 2014 e Olimpíada 2016.

“Recuamos ainda mais no campo da transparência. Espero que esteja errado, mas acho que nós ainda teremos dissabores. Em todas, absolutamente todas as sociedades modernas, a
transparência ou aumento, avanço da transparência vem sendo o instrumento da defesa dessa mesma sociedade.”

O senador criticou a demora do governo em resolver a questão das obras dos eventos esportivos.

“Em todas, absolutamente todas as sociedades modernas, a transparência ou aumento, avanço da transparência vem sendo o instrumento da defesa dessa mesma sociedade. Aqui estamos fazendo o caminho contrário e sob o argumento de que temos muita pressa, como se tivéssemos descoberto agora, este ano, nos últimos meses, que sediaremos a Copa e a Olimpíada.”

E completou: “Desde 2007 sabemos a responsabilidade que temos em relação à Copa do Mundo, portanto, não há explicação razoável sequer que justifique o apreço, que justifique o açodamento do governo para transformar ou para modificar os ciclos processuais atuais”.

(Folha Online)

E Bolsonaro escapa do Conselho de Ética

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“O Conselho de Ética da Câmara arquivou nesta quarta-feira a representação contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Ele foi acusado pelo PSOL de fazer declarações preconceituosas contra negros e homossexuais. A decisão do conselho encerra o processo. No dia 29 de junho, por dez votos a sete, os deputados já tinham rejeitado a representação.

O relator do processo, Sérgio Brito (PSC-BA), havia recomendado pelo prosseguimento da representação, mas venceu o voto em separado de Onyx Lorenzoni (DEM-RS). A maioria dos integrantes do colegiado entendeu que Bolsonaro tem o direito de expressar a sua opinião por ser parlamentar. Segundo o deputado democrata, “as prerrogativas constitucionais são as garantias para funcionamento do legislativo. A inviolabilidade do mandato assegura a democracia”.

A representação contra Bolsonaro diz que ele foi racista ao responder uma pergunta feita pela cantora Preta Gil, durante o programa “CQC”, da TV Band, em março passado. Ao ser questionado qual seria a reação dele se seu filho se apaixonasse por uma negra, o parlamentar respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”.

Outro fato citado na representação é a briga entre Bolsonaro e a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), na Comissão de Direitos Humanos do Senado, em maio deste ano. Após a retirada do projeto que criminaliza a homofobia da pauta de votação, enquanto a relatora da proposta, Marta Suplicy (PT-SP), concedia entrevista à imprensa, Bolsonaro exibiu um panfleto contra a ampliação dos direitos dos homossexuais, o que irritou Marinor, que chegou a bater na mão do deputado.

Marinor tentou impedir que Bolsonaro exibisse o panfleto e o chamou de homofóbico, o que resultou em discussão.”

(Folha.com)

Copa 2014 – Portal da Transparência será lançado nesta 5ª feira

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Nesta quinta-feira, será lançado o Portal da Transparência da Copado Mundo de 2014. Nele (www.copatransparente.gov.br), estarão à disposição dos brasileiros os gastos das obras do certame. A iniciativa é da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), com apoio do Tribunal de Contas da União (TCU).

O lançamento do portal será ao meio-dia, na Presidência do Senado e foram convidados representantes do Governo, do TCU e governadores dos estados que sediarão o Mundial, além dos prefeitos das cidades-sede e personalidades ligadas ao esporte.

A iniciativa atende a instrução normativa 62/2010 do TCU, que impõe aos gestores públicos o cadastramento das ações e preenchimento periódico de dados que apresentem a evolução dos gastos e a execução física dos empreendimentos.

A página disponibilizará informações sobre rodovias, estádios, aeroportos, portos e demais obras relacionadas à Copa, com foco nos contratos. Dessa forma será possível ao internauta acompanhar todo o processo, da licitação até a execução das obras. O site, que estará online apenas no momento do lançamento, também terá um espaço para o internauta enviar sugestões ou denúncias de irregularidades.

(Com Agência Senado)

PSOL e PPS pedem providências ao Conselho de Ética contra Valdemar Costa Neto

“O PSOL e o PPS deram entrada, nesta quarta-feira, numa representação junto ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar contra o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP). Os dois partidos pedem que se investigue a atuação de Valdemar e de pessoas de sua confiança no Ministério dos Transportes e em outros postos do governo federal.
A representação se baseia em reportagens publicadas pelas revistas IstoÉ e Veja com denúncias de corrupção no ministério, cuja gestão é exercida pelo PR.
No texto, os partidos afirmam que as graves denúncias, além de constituírem indícios da prática de atividades ilícitas, caracterizam atitudes que desprestigiariam a Câmara dos Deputados e os seus membros.
A representação é assinada pelos presidentes do PSOL, Afrânio Boppré, e do PPS, deputado Roberto Freire (SP).”
(Agência Câmara)

Acidente no Recife – Planalto divulga nota de pesar

O Blog do Planalto divulgou nota da presidente Dilma Rousseff lamentando a tragédia do avião da Noar, no Recife: Confira:

Nota Oficial

Foi com tristeza que recebi a notícia de acidente aéreo que vitimou 16 pessoas hoje, no Recife. Quero transmitir minha solidariedade aos familiares e amigos dos passageiros e tripulantes neste momento de dor. Dilma Rousseff, Presidenta da República

Meteorologia prevê chuvas fortes no Sul e Nordeste

“O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a possibilidade de chuva forte no Sul do Brasil hoje (13). O ar quente e úmido que chega do Norte e a presença de mais uma frente fria que avança pelo Sul formam as nuvens carregadas que reforçam a instabilidade da região. Até o início da semana que vem, há previsão de chuva, que pode ser forte, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

A previsão é que chova também no Nordeste brasileiro. O tempo deve permanecer nublado com chuvas esparsas em quase toda a região. O sol aparece apenas no Maranhão (MA). O Inmet emitiu um alerta para a ocorrência de chuvas significativas em Pernambuco, no Rio Grande do Norte, em Alagoas e na Paraíba.

Em grande parte do Norte do país, o sol aparece entre muitas nuvens, com possibilidades de pancadas de chuva, principalmente no período da tarde. Somente em Rondônia e no Tocantins o tempo deve ficar firme devido a uma forte massa de ar seco que dificulta a formação de nuvens.

Essa massa de ar seco deixa o tempo aberto no Centro-Oeste e no Sudeste. O sol predomina e as temperaturas permanecem elevadas. Durante a tarde, por causa das altas temperaturas, a umidade do ar deve diminuir bastante em todo a área central do Brasil, em São Paulo, e Minas Gerais.”

(Agência Brasil)

LDO mantém salário mínimo de R$ 616,00 para 2012

“O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2012, aprovado hoje (13) pelo Congresso, manteve o valor do salário mínimo previsto pelo Executivo de R$ 616,34. Além disso, a LDO estabelece que o Orçamento da União para o ano que vem terá que preservar uma dotação para o aumento real aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O Congresso alterou a proposta do Executivo de excluir de reajuste, em 2012, o auxílio-alimentação e a assistência pré-escolar, médica e odontológica quando o valor do benefício pago aos aposentados e pensionistas superar o valor médio da União, praticado em março de 2011. Os deputados e senadores mantiveram nessa regra, apenas, o auxílio-alimentação.

O presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), considerou as mudanças nas regras de reajuste dos benefícios previdenciários um avanço.“Enquanto na Europa se cria um movimento de acabar com o Estado Social de Direito, nós aqui no Brasil e nos países em desenvolvimento, estamos em um movimento contrário garantindo os direitos sociais.”

No que diz respeito às transferências de recursos para o setor privado, a LDO para 2012 acrescenta novas entidades beneficiáveis, como as de assistência social que trabalhem com idosos, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou risco, além de habilitação de pessoas com deficiências. Pelo texto, a entidade que receber recursos para investimento terá que comprovar capacidade gerencial, operacional e técnica para desenvolver as atividades e informar a quantidade e qualificação de seus profissionais.

O relator-geral, Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), preservou os parâmetros macroeconômicos do governo federal pelos quais o crescimento esperado da economia brasileira neste ano será de 4,5% e 5% em 2012. A meta de inflação prevista pelo Índice de Preço ao Consumidor Agregado (IPCA), para 2011, continua em 5%, segundo o relator da LDO e de 4,5% em 2012.

Sobre as “metas e prioridades de 2012”, o relator-geral incluiu o pagamento pelo Executivo das emendas individuais de deputados e senadores, além das ações referentes ao Programa de Aceleração e Crescimento (PAC) e à superação da extrema pobreza, já previstas no texto do Executivo.

Quanto às metas de superávit primário para 2012, a LDO aprovada pelo Legislativo manteve o valor nominal de R$ 139,822 bilhões para União, estados e municípios. Desse total, R$ 96,973 bilhões caberá ao governo federal. Os deputados e senadores restringiram, entretanto, a redução máxima desse valor em R$ 40,6 bilhões, no caso das ações previstas no PAC.

O déficit nominal aprovado não poderá ser superior a 0,87% do PIB e o crescimento das despesas correntes – gastos com pessoal, por exemplo – não poderá superar o crescimento dos investimentos. Já as emissões de títulos da dívida do Tesouro Nacional terão que ser previstas na lei orçamentária e nos créditos adicionais.

De acordo com o texto aprovado, acerca da paralisação de obras públicas, por conta de problemas detectados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), os congressistas estabeleceram que a decisão deverá ser encaminhada pelo órgão à Comissão Mista de Orçamento no máximo em 40 dias, a contar da conclusão das auditorias.

Também ficou definido na LDO que dentro desse prazo de 40 dias, 15 serão reservados para a manifestação preliminar do gestor da obra. Foi estabelecido, ainda, que a suspensão das obras e serviços só poderá ser evitada por decisão da Comissão Mista de Orçamento.

Além disso, segundo o texto da LDO, o governo federal não poderá executar qualquer investimento antes de aprovado o Orçamento Geral da União, pelo Congresso. O texto do Executivo previa investimentos, mesmo sem a sanção do orçamento até 31 de dezembro, em obras do PAC e com inversões financeiras relativas à participação da União no capital de empresas.”

 (Agência Brasil)

Avião da NoAr já havia apresentado problemas

“O avião da Noar Linhas Aéreas, que caiu na manhã desta quarta-feira em Recife, matando pelo menos 16 pessoas, já havia apresentado problemas antes.

O piloto Roberto Gonçalves, que morreu no acidente, havia dito ao irmão dele, o também piloto Jairo Gonçalves, que a aeronave apresentava perda de força na decolagem e havia atribuído o problema a um defeito do modelo LET-410.

Ele havia dito ainda que um grupo de técnicos já havia vindo do exterior para verificar o problema. A aeronave é fabricada pela Let Aircraft, da República Tcheca, e a Noar opera com apenas dois aviões deste modelo.”

(Globo)

Autor de denúncias contra CBF e Fifa vai ao Senado

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“O jornalista que revelou esquema de pagamentos de propinas na Fifa, inclusive para o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, vai a uma audiência pública no Senado. Além da reunião com o jornalista britânico Andrew Jennings, a Comissão de Educação vai fazer um ciclo de seminários para verificar a execução das despesas para a Copa do Mundo de 2014, como antecipou o Congresso em Foco.

Autor do livro “Jogo sujo, o mundo secreto da Fifa”, Jennings trabalha na rede de TV britânica BBC. Em palestra em congresso de jornalismo investigativo em São Paulo, há menos de duas semanas, o repórter não poupou nem mesmo o ministro do Esporte, Orlando Silva, criticando-o por ter isentando de culpa o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Jennings disse ao site UOL suspeitar que Teixeira e o secretário-geral da Fifa, Jerome Walcke, simulam suas reclamações às obras atrasadas da Copa para permitir superfaturamentos às empreiteiras. A audiência com Jennings será em agosto.

O requerimento da senadora Ana Amélia (PP-RS), para a 1ª Avaliação Parlamentar da Copa do Mundo de 2014, vai focar quatro temas: fiscalização, estratégia e planejamento, legado e logística. Em entrevista ao Congresso em Foco, a senadora ressaltou a importância de o Parlamento fazer um acompanhamento de perto porque o Mundial de Futebol envolve muito dinheiro. As menores estimativas dão conta de que serão gastos mais de R$ 24 bilhões no evento, maior parte com dinheiro público ou financiamentos subsidiados do BNDES.

Hoje, a Comissão de Educação elegeu Paulo Bauer (PSDB-SC) como seu vice-presidente. Ele substitui Marisa Serrano (PSDB-MS), que renunciou ao mandato para assumir o cargo de conselheira do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul.”

(Congresso em Foco)

Caso do MT acabará na cesta dos escândalos recicláveis de Brasília

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Com o título “Novos escândalos, velhos conchavos”, eis artigo do publicitário e poeta Ricardo Alcântara. Dessa vez, ele aborda o caso do afastamento de ministro e diretores da pasta dos Transportes e acha que tudo vai acabar “na cesta sem fundo dos escândalos recicláveis de Brasília”. Confira: 

Tornou-se irrelevante saber se eram ou não idôneas as motivações do governador Cid Gomes quando ele desqualificou como “incompetente e desonesto” o então ministro dos Transportes Alfredo Nascimento.
 
Agia em defesa legítima dos interesses do Ceará, como dissera, ou apenas movido pelo desejo mesquinho de se apossar da direção estadual do Dnit e distribuir politicamente as verbas disponíveis? Agora, pouco importa.
 
O próprio ministro tratou de certificar o atestado expedido pelo governador quando ofereceu seu pedido de demissão, recuando silenciosamente ao ver seus principais assessores ministeriais demitidos sob suspeita de corrupção.
 
A presidente Dilma Rousseff não apenas exigiu a demissão do staff ministerial: ela o fez de forma humilhante, sem poupar o ministro do constrangimento de ver evidenciada a decisão como exclusivamente dela.
 
Dilma não poderia ter sido menos gentil. Em seis meses de governo, foi, também contaminado pelo odor perene dos ralos brasilienses, ejetado o segundo ministro de Estado. É muito barulho para tão pouco tempo.
 
De saída, ficam duas perguntas: com a demonstração explícita de zelo, quanto Dilma agrega em sua imagem pública? A outra: Quanto ao nível de estabilidade política do seu governo, até onde o projeto perde? Ainda não se sabe.
 
Quem deve andar assustado é o cidadão Luís Inácio da Silva. O episódio esclarece a diferença de estilo entre a criatura e seu criador, que preferia investir mais no esgotamento da notícia do que na reparação dos fatos.
 
O mais que notório para quem observa Brasília de perto é que o ministério dos Transportes – e o fato antecede em muito a gestão de Alfredo Nascimento – é uma ilha de esperteza cercada de comprovada corrupção por todos os lados.
 
Dilma sabe disso com mais detalhes do que o mais bisbilhoteiro araponga da Abin. Então por que agiu somente agora? Por dois motivos que se combinam e ninguém com mínima experiência jamais os tomaria como dissociados.
 
O primeiro: as investigações da Polícia Federal sobre certos episódios do ministério já haviam cruzado a linha de contenção. O segundo, todos viram: a consistência das denúncias publicadas na revista Veja – é lama na veia.
 
Mesmo sem contar com a liderança popular de um Lula, Dilma Rousseff tem dado sinais de que pretende enfrentar o desafio de impor certos limites ao apetite fisiológico de seus aliados. Até quando ela resistirá? Eis a questão.
 
Mas não esperem deste episódio muito mais do que ele já rendeu como desgaste político para o governo e munição para a oposição: o caso logo será despejado na cesta sem fundo dos escândalos recicláveis de Brasília.
 
Tudo indica que um grande acordo foi oferecido e aceito para preservar a presença do partido de Alfredo Nascimento na base de apoio governista: o PR come a bronca das demissões, mas as denúncias não avançarão.
 
Sim, porque, em depoimento no senado, Antonio Pagot (Dnit) tratou de livrar a cara de todo mundo, contrariando informações, vazadas deliberadamente, de que o governo sairia chamuscado pelas suas revelações.
 
A ameaça velada deve ter sido suficiente para produzir um pacto entre os principais aliados do governo e sepultar o episódio na linha do “vão mais devagar por lá que eu seguro as pontas por aqui”. Mais Brasil, impossível.

* Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta.

MPT/CE inscreve para estágio em Engenharia Civil

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebe, até o próximo dia 30, inscrições para estágio em Engenharia Civil. É ofertada, inicialmente, uma vaga. Podem se inscrever estudantes da área matriculados em faculdades conveniadas com o MPT e que já tenham concluído pelo menos 40% dos créditos do curso e não sejam concludentes.

A ficha de inscrição encontra-se disponível no site do MPT (www.prt7.mpt.gov.br) e deve ser impressa e preenchida pelo interessado para, depois, ser entregue na sede do MPT em Fortaleza (Av. Padre Antonio Tomás, 2110 – Aldeota), das 8 às 18 horas. O candidato deve apresentar também duas fotografias 3×4 e os seguintes documentos (originais acompanhados de cópias: histórico escolar, carteira de identidade, CPF e documento comprobatório do cumprimento dos créditos mínimos exigidos em edital.

A carga horária do estágio é de 20 horas semanais. O MPT oferece bolsa de estudo mensal no valor de R$ 800 e auxílio-transporte de R$ 7 por dia útil trabalhado. A seleção será feita a partir da análise do currículo dos candidatos, com o auxílio do Serviço Regional de Obras do Exército Brasileiro (SRO-10ª Região). Os três primeiros colocados serão chamados para a fase de entrevista. A seleção tem validade de um ano, prorrogável por igual período.

SERVIÇO

* Leia a íntegra do edital do processo de seleção encontra-se no site www.prt7.mpt.gov.br.

* Outras informações – (0xx85) 3462.3400.

CNI volta a defender redução de gastos públicos no combate à inflação

“A Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltou a defender, em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, mais ênfase do governo no controle dos gastos públicos, e não no aumento da arrecadação, para baixar os juros e desvalorizar o câmbio. O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, que participou de debate sobre políticas de combate à inflação, afirmou que as medidas monetárias e fiscais devem ser melhor coordenadas.

“A política fiscal deve assumir o papel primordial da estabilidade econômica de longo prazo”, disse. Para Castelo Branco, a política monetária como principal instrumento de combate à inflação onera a economia como um todo. Explicou que o aumento dos juros tem um ciclo longo até gerar os impactos esperados para desaquecer a economia. “Além disso, afeta diferentemente os segmentos econômicos, pois não tem influência sobre os preços indexados e ainda produz um efeito negativo sobre a tendência dos investimentos produtivos”, acrescentou.

O gerente-executivo de Política Econômica da CNI assinalou que priorizar o corte de gastos públicos tem um impacto mais permanente. “A política fiscal gera maior eficiência na alocação dos recursos na economia e menor pressão sobre as taxas de juros”, observou.

Defendeu também uma atuação mais efetiva na redução da inércia da inflação, diminuindo a indexação nos preços. “A inflação reduzida e estável é condição básica para o crescimento de longo prazo. A inflação elevada prejudica o planejamento das empresas e o ambiente para os investimentos”, sublinhou Castelo Branco.”

(CNI)