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Índice de Preço ao Produtor registra queda em agosto e fecha em 0,83%

 

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) desacelerou em agosto fechando com variação de 0,83%, resultado 0,30 ponto percentual inferior ao de julho, quando houve alta de 1,13%. Os dados foram divulgados hoje (27), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da queda, o indicador encerrou agosto com variações positivas em 22 das 24 atividades, ante 20 atividades que, em junho, fecharam com alta de preços. Com o resultado de agosto, os preços da indústria (na porta da fábrica) fecharam os primeiros oito meses do ano com alta de 10,75%. O acumulado dos últimos doze meses (a taxa anualizada) ficou em 16,51%. Em agosto de 2017, o resultado foi 0,29%.

Segundo o IBGE, as quatro maiores variações observadas em agosto foram registradas nas atividades de bebidas, com alta de 3,95%, madeira (3,54%), fumo (2,57%) e produtos químicos (2,19%). Já entre as grandes categorias econômicas, a variação de 0,83% de julho traz bens de capital com a maior variação (alta de 1,26%), seguida de bens intermediários (alta de 1,03%).

No resultado da indústria em geral, a influência das Grandes Categorias Econômicas foi puxada por bens de capital, com 0,11 ponto percentual; bens intermediários, com 0,61 ponto percentual e bens de consumo com 0,12 ponto.

No caso de bens de consumo, 0,05 ponto veio das variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,07 ponto percentual de bens de consumo duráveis.

Acumulado no ano

O indicador acumulado no ano, que também acelerou entre junho e agosto, ao passar de 9,83% para 10,75%, anotou a maior alta para um mês de agosto de toda a série histórica, iniciada em 2014.

Entre as atividades com as maiores variações percentuais neste indicador sobressaíram indústrias extrativas (alta de 25,54%), outros produtos químicos (23,28%), refino de petróleo e produtos de álcool (16,32%) e outros equipamentos de transporte (15,06%).

Últimos 12 meses

Já o indicador acumulado dos últimos 12 meses teve, em agosto, o maior resultado da série histórica ao fechar em 16,51%, contra 15,89% de julho.

As quatro maiores variações foram em indústrias extrativas (alta acumulada de 58,61%), outros produtos químicos (34,91%), refino de petróleo e produtos de álcool (33,92%) e metalurgia (24,42%).

(Agência Brasil)

Candidatura de Bolsonaro não é como qualquer outra

Com o título “Candidatura de Bolsonaro não é como qualquer outra”, eis artigo de Henrique Araújo, jornalista do O POVO. Ele aborda o clima de intolerância que parte dos simpatizantes do presidenciável do PSL. Confira:

Em menos de uma semana, acumulam-se exemplos de que a campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) não é como qualquer outra. Menos por suas ideias desatinadas do que pelo comportamento beligerante e abusivo que seus simpatizantes vêm adotando nas redes sociais e fora delas.

Primeiro foi o ataque à página do grupo “Mulheres unidas contra Bolsonaro”, no Facebook, hackeada por apoiadores do militar, que lidera as pesquisas de intenção de voto feitas até agora.

Seguiram-se então a agressão a uma das organizadoras do movimento no Rio de Janeiro na última segunda-feira e, um dia antes, a retirada do ar do site “Democracia, sim”.

Assinado por artistas, intelectuais e cientistas, o manifesto reunia, até o início da semana, mais de 200 mil signatários que rejeitam o autoritarismo do deputado federal, hospitalizado depois de haver sofrido atentado a faca.

A última dessas investidas de entusiastas de Bolsonaro foi contra a jornalista da Folha de S. Paulo Marina Dias, autora, ao lado de Rubens Valente, de matéria que revela que o candidato havia ameaçado de morte a ex-mulher em 2009.

A vida de Marina foi devassada: suas fotos, expostas, e sua imagem, degradada. Valente, o outro repórter, foi igualmente hostilizado nas redes. Até uma profissional homônima, que atua em veículo em Belo Horizonte, chegou a sofrer os efeitos dessa cruzada obscurantista encabeçada por uma turba alimentada de ódio.

Diego Escosteguy, ex-editor de O Globo, também foi ameaçado por seguidores de Bolsonaro. Seu pecado: compartilhar a reportagem da Folha no Twitter.

Instada, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou as agressões. De acordo com a entidade, já são 58 ocorrências de assédio e violência contra jornalistas apenas no curso desta campanha.

Não é preciso citar mais casos – eles existem aos montes – para concluir que são tempos nebulosos que exigem de nós não somente serenidade, mas uma posição clara quanto aos riscos que todos sofremos.

E esses riscos, hoje, estão maximizados na candidatura de Bolsonaro, cuja pregação odiosa se volta contra a imprensa, a liberdade de expressão e as minorias sociais.

Não se trata de questionar o direito de Bolsonaro disputar eleições. Graça à democracia, regime que ele frequentemente golpeia, o candidato pode fazê-lo.

Contudo, o entorno da campanha do postulante do PSL à Presidência tem levado a cabo ameaças que costumavam se limitar ao âmbito da retórica.

Confrontá-lo sobre isso e exigir do concorrente um compromisso real com a democracia, seja por carta, seja por qualquer outro meio, não se confundem com preferência partidária ou ideológica por qualquer adversário do parlamentar.

É exercício de civilidade e um imperativo ético requerer de todos os participantes das eleições, em especial do capitão da reserva, uma manifestação explícita de apreço à liberdade e de respeito aos segmentos mais vulneráveis.

*Henrique Araújo

henriquearaujo@opovo.com.br

jornalista do POVO

Banco Central eleva projeção de déficit em contas externas para US$ 14,3 bilhões

O Banco Central (BC) aumentou a projeção para o saldo negativo das contas externas este ano. O déficit em transações correntes – compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações – deve fechar em US$ 14,3 bilhões, o que corresponde a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Essas informações foram divulgadas hoje (27) no Relatório de Inflação do Banco Central.

Em junho, o BC previa um déficit menor: US$ 11,5 bilhões, correspondente a 0,6% do PIB. Segundo o BC, a revisão ocorreu “notadamente” em função da expectativa de aumento das importações.

Dólares

A projeção para o superávit comercial (exportações e importações) ficou em US$ 55,3 bilhões, ante projeção de superávit de US$ 61 bilhões no Relatório de Inflação de junho.

A previsão para o crescimento das exportações é 6,3% e para as importações, 14,7%. O aumento das importações é estimulado por alterações no Repetro, regime especial que suspende os tributos cobrados sobre bens destinados a atividades de exploração de petróleo e gás natural.

Investimentos estrangeiros

Apesar da previsão de déficit maior nas contas externas, o saldo negativo será totalmente financiado pelo investimento direto no país (IDP). Quando o país registra déficit em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior.

A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque recursos são aplicados no setor produtivo. A expectativa do BC para o IDP este ano subiu de US$ 70 bilhões (3,6% do PIB) para US$ 72 bilhões (3,8% do PIB).

Para 2019, o BC também espera que o déficit em transações correntes seja coberto por IDP. A previsão para o saldo negativo das contas externas é US$ 34,1 bilhões (1,7% do PIB), enquanto o investimento direto deve ficar em US$ 80 bilhões.

Segundo o BC, o déficit nas contas externas será maior em 2019 por conta da aceleração da atividade econômica e de mudanças promovidas pelo Repetro, que aumentam os investimentos estrangeiros.

(Agência Brasil)

Ceará é o terceiro no País em títulos cancelados por falta do cadastramento biométrico

O Ceará é o quarto estado do Brasil em número de eleitores que tiveram o título cancelado. De acordo com dados dos Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre 2016 e 2018, 234.487 votantes tiveram o documento suspenso por não comparecer à revisão biométrica. O Estado fica atrás apenas de Bahia, São Paulo e Paraná.

A menos de duas semanas do pleito, cerca de 3,3 milhões de votantes não poderão comparecer às urnas. Com o novo sistema, o eleitor fará identificação com a digital e não apenas por o documento com foto. Dados mais atualizados do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) apontam que 453.131 votantes, divididos em 129 municípios, tiveram o título cancelado. O POVO Online utilizou os dados do TSE que permite fazer comparativo com demais estados do País.

O Partido Socialista do Brasil (PSB) havia pedido uma liminar para evitar o cancelamento do título daqueles que não fizeram biometria, entretanto, a solicitação foi rejeitada nesta quarta-feira, 26, por maioria dos ministros do Superior Tribunal Federal (STF). As informações são da Agência Brasil.

No pedido, a sigla argumenta que é inconstitucional as resoluções do TSE, em que determinam a suspensão do documento como punição aos que não realizaram cadastro biométrico dentro do prazo. Além do PSB, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) participaram da ação.

Confira o número dos eleitores que tiveram o título cancelado por não comparecer a biometria, entre as eleições de 2016 e 2018.

1º – Bahia – 586.333
2º – São Paulo – 375.169
3º – Paraná – 257.941
4º – Ceará – 234.487
5º – Goiás – 219.426
6º – Maranhão – 216.576
7º – Minas Gerais – 213.172
8º – Pará – 204.914
9º – Rio Grande do Sul – 167.116
10º – Pernambuco – 150.260
11º – Santa Catarina – 125.585
12º – Paraiba – 123.885
13º – Piauí – 100.260
14º – Rio Grande do Norte – 92.663
15º – Rio de Janeiro – 71.598
16º – Mato Grosso do Sul – 61.502
17º – Espírito Santo – 48.807
19º – Tocantins – 40.890
20º – Rondônia – 33.611
21º – Mato grosso – 18.074
22º – Acre – 13.564
23º – Roraima – 12.614
* O TSE não disponibilizou os dados de Alagoas, Amapá, Amazonas e Distrito Federal

(Com O POVO Online)

Decisão sobre benefícios que Palocci terá por delação só sairá após o primeiro turno da eleição

A decisão sobre os benefícios que o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, terá por ter fechado delação premiada só deve sair depois do primeiro turno da eleição. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo, adiantando que o caso está nas mãos do desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal – 4ª Região.

Quem acompanha os trabalhos no tribunal diz que o mesmo deve acontecer com o recurso em que Palocci pede redução da pena de 12 anos por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Os dois processos devem ser analisados por Gebran em conjunto.

(Foto – Reprodução de TV)

Banco Central reduz previsão de crescimento da economia para 1,4% neste ano

O Banco Central (BC) reduziu a previsão de crescimento da economia este ano. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 1,6% para 1,4%, de acordo com o Relatório de Inflação, divulgado hoje (27), em Brasília.

“A revisão reflete a incorporação dos resultados do PIB no segundo trimestre e o arrefecimento na atividade econômica após a paralisação no setor de transporte de cargas, ocorrida em maio, como sugerido por indicadores”, diz o BC, no relatório.

A previsão do BC ficou próxima da estimativa de crescimento do PIB feita pelo mercado financeiro, que é 1,35% este ano.

(Agência Brasil)

Zé Dirceu usa ônibus fretado para percorrer o Nordeste

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), em seu giro pelo Nordeste, onde lança seu livro de memórias, não usa jatinho nem avião de carreira. Mas um ônibus fretado pela editora da publicação.

Ontem, na ACI, Dirceu fez discurso e ouviu o corinho do “Lula Livre” constantemente.

Por falar nisso, ele seguiu nesta manhã para Teresina(PI), onde ali cumprirá mesmo script seguido em Fortaleza.

Senador Ciro Nogueira é alvo de operação da Polícia Federal

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O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, é alvo de operação da Polícia Federal. Na manhã desta quinta-feira, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Teresina, no Piauí, mais precisamente na casa do parlamentar, candidato à reeleição no Senado. Ele liderava a última pesquisa de intenções de voto divulgada com 36%.

Os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em inquérito que apura corrupção envolvendo o político e a Odebrecht. As investigações, segundo o Portal G1, tiveram início a partir de acordos de colaboração premiada firmados por executivos da empreiteira junto à Procuradoria-Geral da República.

Os depoimentos dos empresários apontaram os caminhos percorridos pelos valores que teriam sido desviados de obras públicas concedidas à empresa.

São investigados crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa supostamente praticados por empresários, políticos e doleiros.

(Foto – Agência Senado)

Tasso e Anastasia já teriam jogado a toalha sobre chances de Alckmin

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Um tucano que conversou recentemente com os tucanos Antonio Anastasia, de Minas, e Tasso Jereissati, do Ceará, revela que ambos já tratam a derrota do candidato a presidente da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, como fato consumado.

A informação é da Coluna Radar, da Veja Online.

Difícil, à essa altura, é encontrar quem ainda acredite no milagre.

(Foto – Agência Brasil)

Fies – Mais da metade dos beneficiados está com pagamento atrasado

Mais da metade dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em fase de amortização em junho está com pagamento atrasado. Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), de um total de 727.522 contratos, 416.137 (57,1%) estão irregulares. As dívidas já totalizam cerca de R$ 20 bilhões.

Na avaliação do diretor de gestão do Fies, Pedro Pedrosa, o déficit pode triplicar nos próximos anos, caso o nível de inadimplência não seja controlado. Um dos argumentos do governo federal para justificar a reestruturação do programa foi, justamente, a quantidade de estudantes que não conseguiam manter suas parcelas em dia. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), já no ano passado eram constatados aumentos consecutivos no percentual de inadimplência.

No início de 2018 o Fies foi reformulado e passou a contar com três linhas de financiamento. Na primeira, para estudande com renda familiar mensal até três salários mínimos, o aluno paga as prestações sem juros. Já as outras modalidades de financiamento, reunidas sob a classificação P-Fies, são destinadas a estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos. Nesses casos, uma taxa de juros incide sobre a prestação, com um valor determinado pela instituição bancária na qual foi fechado o contrato. Em todas as modalidades do programa, o universitário começa a quitar seu débito somente após sua formatura em seu curso.

Inicialmente, o governo decidiu destinar 100 mil das 310 mil vagas à modalidade de prestações com juros zero. Para as modalidades P-Fies, foram abertas 150 mil vagas para estudantes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 60 mil vagas distribuídas em todo o Brasil.

Desemprego

Pedrosa diz que foi por estar ciente do possível impacto da crise econômica que o governo federal buscou incorporar ao Novo Fies a prévia do valor das prestações a serem pagas. Com isso, haveria, em tese, uma tendência de o aluno reservar a quantia necessária para quitá-las dentro do prazo de vencimento. “Antes, ele não sabia o total da dívida, ia descobrindo quando ia fazendo os aditamentos. O que trouxemos para o novo modelo foi uma maior transparência. [Atualmente] Quando for fazer o cálculo, vai saber qual a taxa percentual de correção que a mantenedora pode cobrar.”

O diretor informou, ainda, que o governo deve definir, até o mês que vem, medidas capazes de reduzir o alto índice de inadimplência entre os beneficiários do programa.

Dados do Censo da Educação Superior, apresentado pelo Ministério da Educação na semana passada, demonstram que, desde 2015, tanto o Fies como o ProUni têm sido trocados por outras formas de financiamentos e bolsas estudantis, como aqueles oferecidos pelas próprias instituições de ensino e governos municipais e estaduais.

Conforme o levantamento, em 2015, o Fies foi a porta de acesso para quase metade (49,5%) dos alunos matriculados na rede privada mediante bolsa ou financiamento. Em 2017, a porção caiu para 37,1%, ficando em uma faixa intermediária na preferência de universitários com esse perfil, entre ProUni (21,1%) e demais formas de aportes (41,8%).

(Agência Brasil)

Morre Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal

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Morreu, nesta quinta-feira, após um choque séptico decorrente de complicações de infecção pulmonar, o ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz. Ele tinha 82 anos. A informação foi confirmada pela família e pelos médicos e divulgada pelo Portal G1.

Roriz estava internado havia um mês no Hospital Brasília, após sofrer um quadro de pneumonia e febre.

Nesta quarta (26), o quadro clínico do ex-governador piorou. Segundo familiares, ele sofreu um infarto à tarde e duas paradas cardíacas e respiratórias no fim da noite, além de enfrentar um quadro infeccioso. Nas primeiras horas da noite, um padre foi chamado para ministrar a extrema-unção, ligada à tradição católica.

Nos últimos anos, Roriz lidava com diversas doenças crônicas como diabetes, mal de Alzheimer, demência, hipertensão e insuficiência renal (veja detalhes abaixo). Ele deixa a mulher, Weslian, três filhas – Jaqueline, Liliane e Wesliane – e quatro netos.

(Foto – Reprodução de Youtube)

Termina nesta quinta-feira prazo para solicitar segunda via do título eleitoral

Eleitores têm até hoje, 27, para solicitar a segunda via do título no cartório eleitoral da zona onde estão cadastrados. O lembrete é do Tribunal Superior Eleitoral. Para a emissão da segunda via do título, o eleitor deve estar em dia com a Justiça Eleitoral.

No dia da eleição, o eleitor pode utilizar outro documento oficial com foto: carteira de identidade, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho, identidade ou carteira nacional de habilitação.

Porém, com o título de eleitor em mãos, a pessoa tem algumas informações que constam só nele, como dados sobre a zona e a seção eleitoral.

Hospital do Coração vai ampliar programa que capacita outros Estados na área de transplantes

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quinta-feira:

O Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes vai ampliar seu programa de tutoria e capacitar mais equipes de outros Estados na área dos transplantes do coração.

Na última semana, o HM concluiu a formação de equipes de Salvador, Natal, São Luís, Rio de Janeiro e Vitória que, com 12 membros cada uma, aqui aprenderam técnicas e modelos nessa área por meio da Unidade de Transplantes do Coração coordenada pelo médico Juan Mejia.

O Ministério da Saúde avalia a renovação desse programa de tutoria que, inclusive, já conta com a inscrição de três centros interessados na capacitação: Manaus, Goiânia e um grupo de Minas Gerais.

Juan Mejia comemora o reconhecimento, bem como resultados não só dessa tutoria, que durou dois anos, mas os avanços no número de transplantes do coração neste ano. “Já foram 26 e, a continuar nesse ritmo, poderemos bater o número de 2017, que foi de 32”, acentua o médico.

Nem tudo na saúde do cearense é queixa de falta de medicamento ou muita fila em emergência. Que bom.

Medula óssea – 10 anos de transplante

Com o título “Medula óssea: dez anos de transplante”, eis o Editorial do O POVO desta quinta-feira:

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) e o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) comemoraram, ontem, os dez anos do primeiro transplante de medula óssea no Ceará. Nesse espaço de tempo, as duas unidades realizaram um total de 413 procedimentos do tipo, no Estado.

Com esse feito muitos cearenses, e até pessoas de estados vizinhos, passaram a ter acesso a um tratamento sem o qual estariam condenadas inapelavelmente à morte, como é o caso de certos tipos de leucemia. Antes, pacientes tinham de se deslocar para o Sul e Sudeste, a fim de ter acesso a esse recurso médico.

A medula óssea (tutano) é uma estrutura interna ao osso, produtora de células sanguíneas: hemácias (ou glóbulos vermelhos, responsáveis pelo oxigênio de nosso organismo), leucócitos (ou glóbulos brancos, que combatem as infecções) e plaquetas (responsáveis pela coagulação do sangue, evitando hemorragias). Quando os glóbulos brancos perdem a função de defesa e passam a se produzir de maneira descontrolada, isso pode significar, por exemplo, uma leucemia ou câncer do sangue. No Brasil, atualmente a leucemia é o 9º câncer mais comum entre os homens e o 11º entre as mulheres. Alguns tipos da doença só têm cura quando se recebe uma medula sã.

Geralmente, a primeira providência de quem necessita de um transplante de medula óssea é procurar um doador na própria família, pois a consanguinidade torna mais factível a compatibilidade de medulas ósseas. Isso nem sempre é possível, e aí a chance que resta é entrar na fila dos que estão à espera de um doador. Para possibilitar essa opção, as autoridades da Saúde, no Brasil, organizaram o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) que hoje soma 175 mil inscritos. Essa providência foi essencial, já que as chances de encontrar uma medula óssea compatível para um paciente são raras, podendo chegar a 1 entre 100 mil. A fila de espera no Ceará é de 87 pacientes, atualmente.

Ser doador, portanto, é um gesto que demonstra alta qualidade humanitária, pois, nesse caso específico, sem a doação de uma medula óssea sã, o paciente em grau extremo, não resiste. Quem doa deve ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante). Graças ao Sistema Único de Saúde (SUS), o doador tem todas as despesas de deslocamento e estadia (se estiver distante do centro onde se encontra o paciente receptor) cobertas. A doação pode ser feita através da veia (para serem colhidas células tronco) ou por punção no osso do quadril (sob anestesia). Quanto mais informação houver, mais dúvidas serão dissipadas e mais pessoas sentir-se-ão estimuladas a doar, num gesto de grandeza humana.

(Editorial do O POVO)

Governo Temer só agrada a 4% da população, diz pesquisa

A pesquisa CNI/Ibope, divulgado nessa quarta-feira, 26, mostrou que 82% dos brasileiros consideram o atual governo Michel Temer (MDB) como “ruim” ou “péssimo”, sendo essa a pior avaliação desde o início do governo. Em junho deste ano, o percentual era de 79%. Já a população que avalia a administração atual como boa ou ótima manteve-se em 4%, a mesma observada em junho.

As áreas consideradas críticas pelos eleitores foram os impostos (92%), a taxa de juros (89%), o combate ao desemprego (89%) e a saúde (89%). A segurança pública foi reprovada por 87% dos ouvidos.

Três em cada quatro pessoas acreditam que a administração será ruim ou péssima nos próximos meses do mandato. Os que consideram bom ou ótimo totalizaram 5%.

Esses patamares são próximos aos verificados em junho. A confiança no presidente da República oscilou de 6% em junho para 5% neste novo momento. O índice dos que não confiam no presidente manteve-se em 92%.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em 126 municípios entre 22, 23 e 24 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-04669/2018.

(Com Agências)

Ceará e UFC são polo de pesquisa aeroespacial, diz professor do ITA

A Universidade Federal do Ceará abriu, na manhã desta quarta-feira (26), a programação do Space Week Nordeste (www.spaceweekne.lesc.ufc.br), evento que reunirá, na Seara da Ciência, até sexta-feira (28), uma série de atividades, pesquisadores e instituições nas áreas de ciências e tecnologias aeroespaciais. A informação é da assessoria de imprensa da UFC.

Convidado para a palestra de abertura, o professor Pedro Lacava, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), destacou o papel que a UFC e o Estado do Ceará têm desempenhado na formação de recursos humanos e de pesquisas nesse setor. “O Ceará, nos últimos anos, ganhou importância no cenário nacional e se tornou um polo na região Nordeste, que deve se desenvolver ainda mais. É também um dos estados que mais formam alunos para o ITA”, afirmou Lacava.

Segundo Lacava, estudos nas áreas de satélites e de veículos lançadores desses artefatos estão entre os principais focos de pesquisas nesse campo. “Nosso papel, como instituições de ensino, é fazer isso crescer, não deixar isso morrer”, acrescentou. Ele conversou com o público do Space Week Nordeste sobre controle de instabilidade de combustão em motores-foguete.

Aeroespacial

Uma comissão liderada pelo professor. João César Moura Mota, do Departamento de Engenharia de Teleinformática, tem se articulado para formalizar a área de engenharia aeroespacial na Universidade, com a possível criação de um curso de graduação.

Atualmente, vários docentes e grupos de pesquisa, em diversos campos do conhecimento, sobretudo no Centro de Tecnologia e no Centro de Ciências da UFC, têm empreendido estudos nessa área. A comissão tem mapeado essas iniciativas, destacando-se, como exemplo, o Mestrado Profissional MP-Safety, que funciona desde 2016 na UFC em parceria com o ITA.

São ofertadas duas linhas de pesquisa: Engenharia Aeronáutica e Segurança de Sistemas Aeronáuticos, e Sistemas de Gestão de Segurança de Aviação. Professores do ITA e do Centro de Tecnologia da UFC atuam como orientadores das dissertações.

Space Week

O Space Week Nordeste tem programação gratuita. Entre os destaques, está a palestra desta quinta-feira (27), às 14 horas, com o tema “O Brasil na era dos grandes telescópios”, com o professor Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Rojas é representante do Observatório Europeu do Sul (ESO), a mais importante organização europeia intergovernamental para pesquisas em astronomia e o observatório astronômico mais produtivo do mundo.

Haverá, ainda, exposições, observação espacial do planeta Júpiter e exibição da peça Eu sou Einstein, com o ator Renato Rodrigues, em referência ao quase centenário do eclipse de 1919 e suas observações em Sobral (CE) para comprovação da teoria da relatividade geral.

SERVIÇO

*A programação completa pode ser vista no site do evento (www.spaceweekne.lesc.ufc.br).

(Foto – UFC)

Dólar fecha com queda cotado a R$ 4,02, menor valor desde agosto

A cotação do dólar caiu 1,39% nesta quarta-feira (26), fechando o dia a R$ 4,0262 para venda, o menor nível após mais de um mês – a moeda valia R$ 3,95 em 20 de agosto passado.

O Banco Central manteve a política cambial tradicional de swap cambial, sem efetuar ofertas extraordinárias de venda futura de dólar.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou o pregão de hoje em pequena alta de 0,03 %, com 78.656 pontos.

Os papéis da Petrobras subiram 0,55%; os do Bradesco, 0,25%; e os do Itaú, 1,10%. As ações da Vale fecharam com queda de 3,52%.

(Agência Brasil)

TRF-4 reduz pena do ex-ministro José Dirceu em processo da Lava Jato

Uma boa notícia para o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que, nesta noite de quarta-feira, na sede da Associação Cearense de Imprensa (ACI), lança seu livro de memórias, volume I: O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, diminui a pena dele pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A corte é revisora das decisões da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos julgamentos dos processos da Operação Lava Jato.

Conforme nota do tribunal, a pena de Dirceu pela “prática dos crimes” diminuiu de 11 anos e três meses para 8 anos, 10 meses e 28 dias de reclusão. O irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, igualmente condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, também teve a pena abrandada. A pena passou de 10 anos para 8 anos e 9 meses de reclusão.

Outras decisões

O TRF ainda abrandou as penas dos empresários Flávio Henrique de Oliveira Macedo e Eduardo Aparecido de Meira, os dois condenados por lavagem de dinheiro e associação criminosa. As penas de ambos foram reduzidas de 8 anos e 9 meses para 8 anos e 2 meses de reclusão.

A defesa de Renato de Souza Duque, ex-diretor da Petrobrás, condenado por corrupção passiva, também tentou redução de pena. Mas a condenação foi mantida em 6 anos e 8 meses de reclusão.

(Com Agência Brasil/Foto – Mateus Dantas)