Blog do Eliomar

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BNB prepara Mostra Independente da Canção

“A IV Mostra BNB da Canção Brasileira Independente reunirá um elenco de 36 artistas de 11 estados (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul), no período de 15 a 30 deste mês.

Aberta ao público, essa edição ocorrerá nos três Centros Culturais Banco do Nordeste (Fortaleza; Cariri, em Juazeiro do Norte; e Sousa, no alto sertão paraibano).

Como destaques da Mostra, constam nomes como Daúde, George Israel, Marku Ribas, Khrystal, Beto Brito, Criolina, Érica Machado, Marquinho Sathan, Curumin, Fhátima Santos e Nayra Costa, entre outros.

Cearense Luís Eduardo Girão, o cineasta de um outro mundo

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Eis que de repente seu nome está ao lado do de Daniel Filho, um dos mais importantes diretores de TV e cinema do país. Luis Eduardo Girão, que completará 38 anos no próximo dia 25, cuidava dos negócios da família em Fortaleza, um resort e uma empresa de segurança, e jamais sonhara se tornar cineasta. Após passar por uma síndrome do pânico, tornou-se espírita e passou a investir em peças teatrais ligadas ao tema. Até que resolveu fazer um filme com a história de um médium famoso, Bezerra de Menezes.

Com pouco dinheiro, parte dele do próprio bolso, e apenas 44 cópias, levou aos cinemas, em 2008, mais de meio milhão de pessoas e inaugurou a onda de filmes espíritas, da qual faz parte “Chico Xavier”, de Daniel Filho, com 3,5 milhões de espectadores, maior bilheteria nacional deste ano. Na semana em que “Nosso Lar”, o terceiro filme desse segmento, foi visto por mais de um milhão de pessoas, Girão concedeu à Folha a entrevista a seguir, na qual fala sobre sua conversão ao espiritismo e da abertura da produtora Estação Luz, exclusivamente voltada a obras espíritas.
O cineasta Luis Eduardo Girão, que diz ter se tornado espírita após sofrer síndrome do pânico

FOLHA – Antes do cinema, você trabalhava nos negócios de sua família. Em que ramo atuam?
LUIS EDUARDO GIRÃO – Trabalhamos com terceirização de serviços, limpeza, segurança e transporte de valores, e hotelaria, empresas que geram 8.000 empregos. Na década de 80, meu pai teve três jornais dos Diários Associados, “Correio do Ceará”, “Unitário” e “Meio Dia”. Passei a minha infância nesse clima frenético de redação.

Qual foi a sua formação religiosa? Como entrou no espiritismo?
Muito ligada à Igreja Católica. Fui batizado e fiz primeira comunhão. A minha história no espiritismo começou em 2001. Eu estava enfrentando uma crise existencial, um vazio me tomava apesar do sucesso profissional e da conquista de grande patrimônio. Tive síndrome do pânico. Um dia, estava em São Paulo e fui ver uma peça chamada “O Cândido Chico Xavier”. Chorei feito criança e minha vida mudou definitivamente. Sem nada conhecer de produção teatral, levei essa peça a Fortaleza e foi um sucesso. Mais de 4,2 mil pessoas em um final de semana. Fundei uma ONG, a Estação Luz, e criamos a Mostra Brasileira de Teatro Transcendental, evento beneficente que ocorre há oito anos em Fortaleza.

Antes de produzir “Bezerra de Menezes”, que relação tinha com o cinema? Sonhava em trabalhar com isso?
Nenhuma. Cai de paraquedas. Não sou cinéfilo e considero que não entendo quase nada de cinema ainda. Nunca sonhei em trabalhar com cinema. Quando era bem novo, cheguei a filmar e editar casamentos e a fazer uma espécie de telejornal do condomínio onde morava. Coisas de menino se apaixonando pela tecnologia.

Como surgiu a ideia de fazer “Bezerra de Menezes”?
Com o sucesso da mostra de teatro transcendental. Pensamos que, se ela já atinge 30 mil pessoas, um filme poderia atingir muito mais.

Como financiou o filme?
A produção custou R$ 1,6 milhão, a distribuição, R$ 100 mil e a divulgação, R$ 600 mil. Eu investi a metade disso, e a outra metade, consegui com patrocinadores por meio de leis de incentivo fiscal.

Enfrentou resistência de empresários pelo fato de o filme ser espírita?
Não encontramos muita dificuldade. De cada dez portas que batemos, uma se abria. Hoje, com o retumbante sucesso de “Bezerra”, “Chico Xavier” e “Nosso Lar”, será tudo mais tranquilo.

Quem são os investidores?
Bic Banco, Leites Betânia, Capemisa, Coelce (Cia Energética do CE) e Grupo Ype são os principais. Em “As Mães de Chico Xavier”, a maior parte será das leis de incentivo e pequena parte, minha, que deve retornar com o resultado da bilheteria.

O lucro com “Bezerra” foi investido em quê?
Apesar da venda de mais de 40 mil DVDs e da bilheteria de 505.369 pessoas, o filme lucrou pouco. “Bezerra” pagou o preço por ser o pioneiro e não reclamamos disso. Ele teve o papel de despertar o mercado para a temática transcendental, que há décadas se mostrava atrativa na literatura. O que sobrou dele investimos na coprodução com Daniel Filho, em “Chico Xavier”.

Sua produtora fará apenas filmes com esse tema?
Sim. Só nos envolvemos em filmes transcendentais, algo que necessariamente traga uma mensagem transformadora para a vida das pessoas. Fiz “Bezerra” por puro idealismo. Acreditamos que filmes nessa linha constroem um mundo melhor.

Por que, em sua opinião, esses filmes estão fazendo tanto sucesso?
O inconsciente coletivo das pessoas pede isso. Ninguém aguenta mais ver na mídia tanta violência, tanta notícia ruim, corrupção, terrorismo.

Você vê interferência do plano espiritual em suas produções?
Já ouvi relatos impressionantes de nossa equipe dizendo que a ajuda espiritual foi fundamental para que o cronograma das filmagens fosse cumprido. Isso sem falar na atmosfera de paz celestial na equipe. Parece que trabalhamos no Nosso Lar [espécie de paraíso para onde vão os espíritos, segundo o livro de Chico Xavier].

Como responde a quem possa acusá-lo de explorar a fé?
Respeito o julgamento de algumas pessoas. Estamos no mundo material e somos suscetíveis a certas incompreensões. Tenho consciência das nossas reais intenções com esse movimento no cinema. Para alavancar, crescer e produzir mais e mais filmes com essa poderosa temática é preciso ter lucro. Lucro no mundo dos negócios é sinônimo de vitalidade e precisamos disso para seguir em frente. O dinheiro em si não é “do bem” nem “do mal”. O uso que se faz dele é que pode ser pernicioso ou glorificante.”

(Folha Online)

"A Cor da Cultura" em exposição em Fortaleza

  

O advogado André Costa participará, nesta manhã de segunda-feira, da aula inaugural da capacitação do projeto “A Cor da Cultura” – etapa 2 de Fortaleza, na Faculdade Marista. Ele dará palestra para cerca de 300 educadores da rede municipal de ensino das cidades de Maracanaú, Caucaia e Fortaleza sobre a Lei Federal 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira, e sua aplicação na escola. O projeto “A Cor da Cultura” busca a valorização do patrimônio cultural afro-brasileiro e de reconhecimento da história e da contribuição da população negra à sociedade brasileira, que projeta a aplicação da Lei Federal 10.639/03.

Em sua primeira etapa, finalizada em agosto de 2006, o projeto buscou honrar tais compromissos por meio da produção e da exibição de séries audiovisuais, pela criação de recursos didáticos complementares às séries e pela formação de educadores das redes públicas para o uso dos produtos elaborados. Nesta segunda fase, o “A Cor da Cultura” pretende oferecer as bases para a sustentabilidade e autonomia na utilização dos materiais e metodologias para o fortalecimento das redes, através da formação de três mil educadores da rede pública de ensino nos estados do Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais e Pernambuco. Para tanto, o Canal Futura credenciou sete instituições sociais (ONGs, universidades, fundações, institutos, etc.) que serão os formadores das redes de ensino utilizando o material didático do “A Cor da Cultura”.

As entidades responsáveis por organizar essa empreitada no Ceará são o Instituto de Juventude Contemporânea – IJC, de Fortaleza-CE, o Coletivo de Mulheres Negras – N’Zinga, de Belo Horizonte-MG, e o Canal Futura/Fundação Roberto Marinho, líder do projeto.

SERVIÇO

* Para saber mais: http://www.acordacultura.org.br/

Dez por cento dos candidatos são réus

“Um em cada dez deputados federais que disputam as eleições deste ano é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), órgão responsável pelo julgamento de parlamentares e outras autoridades federais. Dos 481 deputados que buscam um novo mandato nas urnas em outubro, 45 respondem a ações penais. Também estão nessa situação quatro senadores. Esses 49 parlamentares são acusados, ao todo, em 73 processos por crimes como formação de quadrilha, corrupção, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e contra a Lei de Licitações.

O levantamento do Congresso em Foco diz respeito apenas às ações penais, que são desdobramentos dos inquéritos (investigações preliminares) e que preocupam mais os congressistas, pois são elas que podem levar os réus à condenação. Nesses casos, o Supremo aceitou as denúncias feitas pelo Ministério Público Federal por entender que há elementos da participação dos deputados e senadores em práticas criminosas. A inocência ou culpa de cada um deles só será definida após o julgamento de cada processo.

Veja a relação dos deputados e senadores candidatos réus

Desses 49 parlamentares réus, oito estão ameaçados pela Lei Complementar 135/10, a chamada Lei da Ficha Limpa, que veda a candidatura de políticos com condenação em órgão colegiado ou que renunciaram ao mandato para escapar do processo de cassação. São eles os deputados Pedro Henry (PP-MT), Paulo Maluf (PP-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Tatico (PTB-GO) e Natan Donadon (PMDB-RO), candidatos à reeleição; Ernandes Amorim (PTB-RO), que disputa vaga de deputado estadual; e Jader Barbalho (PMDB-PA) e Paulo Rocha (PT-PA), que concorrem ao Senado.

Maluf, Henry, Tatico, Ernandes e Donadon foram considerados culpados, em decisões tomadas em conjunto por magistrados, em outros processos e esferas da Justiça. Já Valdemar, Jader e Paulo Rocha correm o risco de ficar fora da disputa eleitoral por terem renunciado ao mandato às vésperas de se tornarem alvo de processo de cassação por quebra de decoro. Paulo Rocha, Valdemar e Pedro Henry são réus do processo do mensalão. Além deles, também concorrem nestas eleições outros dois deputados que respondem à Ação Penal 470: João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP).

O crime mais comum atribuído aos parlamentares candidatos que são réus é o de peculato: são 16 acusações de apropriação ou desvio de valores, bens móveis por funcionário público em razão do cargo que exerce. A pena prevista para esse tipo de crime é de dois a 12 anos de reclusão. Os crimes de responsabilidade (cometidos no exercício de outros cargos), com 11 ações penais, e contra a Lei de Licitações, com nove, vêm em seguida. Há ainda oito processos por lavagem de dinheiro e seis por falsidade ideológica e formação de quadrilha entre as denúncias mais comuns. Também há cinco processos por crime contra o sistema financeiro, três por apropriação indébita e corrupção eleitoral, dois por prevaricação e estelionato. Aparecem ainda, com uma ocorrência cada, denúncias por lesão corporal, falsificação de documento público e crime
contra o patrimônio.

Cinco cada um

De todos os candidatos réus no STF, Jader Barbalho, Lira Maia (DEM-PA) e Jackson Barreto (PTB-SE) são os que acumulam mais ações penais: cada um tem cinco. Emprego irregular de verba pública, peculato, crime contra o sistema financeiro nacional, falsidade ideológica, formação de quadrilha, estelionato, crime de lavagem e contra a administração em geral são as denúncias que recaem sobre Jader. Crimes de responsabilidade e contra a Lei de Licitações são as acusações contra Lira Maia, candidato à reeleição. Jackson Barreto, candidato a vice-governador em Sergipe, responde por peculato e crime contra a administração em geral.

A relação dos parlamentares réus representa 22 estados e 11 partidos políticos. São Paulo, com nove nomes, Pará, com cinco, Paraná e Minas Gerais, com quatro, são as unidades federativas com mais representantes na lista. O PMDB, com dez nomes, o PP, com sete, o PR e o DEM, com seis, e o PTB e o PT, com cinco, são as legendas com mais congressistas candidatos na mira do Supremo.

“Se lixando”

A maioria dos parlamentares réus candidatos trabalha para continuar no Congresso. Estão nessa situação 43 dos 49 processados. Entre eles, está o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), réu de duas ações penais, que se tornou célebre nesta legislatura por duas frases.

Ao assumir a presidência do Conselho de Ética, em maio de 2008, o gaúcho desdenhou dos processos a que responde na Justiça. “Serei absolvido em todos. Lá na minha terra, tem um ditado que diz que cão que não tem pulga, ou teve ou vai ter, mesmo que seja pequena”, afirmou Moraes. “Sou ético, sou firme, não me dobro e tenho sete mandatos.”

Meses depois, voltou a causar polêmica ao defender o arquivamento de uma denúncia no Conselho contra o deputado Edmar Moreira (PR-MG), acusado de usar a verba indenizatória com suas empresas de segurança. “Estou me lixando para a opinião pública”, afirmou Moraes aos jornalistas. “Até porque parte da opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, mas a gente se reelege.”

Sérgio Moraes é acusado de ter cometido crimes de responsabilidade no período em que foi prefeito de Santa Cruz do Sul. Numa das ações, o parecer da Procuradoria-Geral da República é pela condenação.

Prerrogativa de foro

A exemplo do que ocorre em outros países, deputados e senadores brasileiros têm prerrogativa de foro: eles só podem ser julgados pela mais alta corte do país. Caso não consigam se reeleger, seus processos voltaram à Justiça em seus respectivos estados.

Além dos que buscam voto pela reeleição, há quatro que pretendem mudar de Casa legislativa: o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu no chamado “mensalão tucano mineiro”, tenta ser deputado; já Paulo Rocha, Jader Barbalho e Celso Russomanno (PP-SP) se articulam para o Senado. Estão de olho em outros cargos o senador Fernando Collor (PTB-AL), candidato a governador em Alagoas, e os deputados Rômulo Gouveia (PSDB-PB), Francisco Rodrigues (DEM-RR) e Jackson Barreto (PMDB-SE), candidatos a vice. Ernandes Amorim e Leandro Sampaio (PPS-RJ) são candidatos a deputado estadual. Caso perca a eleição, Collor ainda tem mais quatro anos de mandato.

A demora do Supremo em julgar ações contra parlamentares muitas vezes acaba beneficiando os réus. Há dez dias, o ministro Joaquim Barbosa reconheceu a extinção da punibilidade do deputado Paulo Maluf. O ex-prefeito e ex-governador de São Paulo era acusado dos crimes de falsidade ideológica e de responsabilidade por fatos ocorridos em 1996, durante uma de suas passagens pela prefeitura paulistana. A decisão foi proferida no dia em que Maluf completou 79 anos. Como o Código Penal reduz à metade o prazo prescricional no caso de réus com mais de 70 anos, o relator constatou que o Estado perdeu o prazo para punir o acusado.

Maluf ainda responde a outras duas ações penais: uma por crimes contra o sistema financeiro e outra por formação de quadrilha, crime contra o sistema financeiro nacional, e lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores. A candidatura à reeleição do deputado está ameaçada pela Ficha Limpa. No último dia 23, o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou que ele estava inelegível por causa de uma recente condenação por superfaturamento na compra de frangos quando era prefeito.”

(Congresso em Foco)

Sem Remédio – Residentes em greve há mais de um mês

“Residência Médica é um programa de formação para os médicos, geralmente recém-formados, que desejam uma mais acurada especialização. Trata-se do ensino prático. São médicos e exercem funções médicas com a orientação de profissionais mais treinados na área. Estão para aprender, mas, não raro, prestam muito serviço ao hospital onde estudam/trabalham. Aliás, alguns hospitais criam programas de residência muito mais com o intuito de contarem com mão de obra qualificada a baixo custo… Distorção clara. Caberia ao Ministério da Educação melhor fiscalizar estes cursos. Idem os Conselhos Regionais de Medicina.

Os residentes do Brasil estão em greve há quase um mês. Reivindicam pontos que já tinham sido aprovados desde a última mobilização. Óbvio, o governo não cumpriu o acordo… e, agora, a greve estourou novamente… Parece que ninguém está interessado em resolver o impasse. Os gestores públicos estão muito ocupados com a campanha eleitoral. Enquanto isso, os hospitais ficam quase parados ou com atividades muito reduzidas. Quem sofre e quem paga o prejuízo? Nós contribuintes. Para não perder o hábito.

Enquanto isso, na TV – horário eleitoral – as mesmas velhas promessas de lutar por uma melhor saúde para o povo … Quem ainda acredita nesses caras?

( Blog do Mourão)

Quebra de sigilo entra no debate da Redetv!

“Política de moradia, sistema de controle e combate à corrupção, além dos casos mais recentes denunciados pela imprensa, foram alguns temas que pautaram o debate entre os presidenciáveis organizado pela Rede TV!, em parceria com o jornal Folha de S.Paulo.

Mediado pelo jornalista Kennedy Alencar, colunista da Folha, o encontro foi o primeiro desde que veio à tona o caso da invasão, na Receita Federal, de dados fiscais sigilosos de aliados e familiares do candidato do PSDB, José Serra.

Além de Serra, participaram também os concorrentes Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (Psol). A participação dos quatro tem base na lei eleitoral, que obriga o convite para debates de rádio e TV dos candidatos de partidos com representação na Câmara Federal.”

(Com Agências)

Dilma não confirma presença em debate da OAB

“Os candidatos à Presidência confirmaram presença na reunião ordinária do Conselho Federal da Ordem dos Advogados (OAB) em Brasília. Os presidenciáveis foram convidados a responder perguntas que serão elaboradas por diretores e conselheiros federais da entidade sobre o tema “Reforma política”.

O candidato José Serra (PSDB) estará presente às 11h desta segunda-feira. Já os candidatos Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Marina Silva (PV) estarão no plenário da OAB às 10h e às 11h de terça-feira, respectivamente. A candidata Dilma Rousseff (PT) foi convidada, já havia confirmado sua participação, mas recuou e não virá à OAB.

De acordo com a OAB, cada candidato terá dez minutos iniciais para fazer a apresentação de suas ideias e planos de governo. Após a exposição pessoal, o candidato responderá a uma pergunta formulada por um dos membros da diretoria da OAB e a outras cinco perguntas (uma de cada região do país) feitas por conselheiros federais da entidade.

Essas últimas cinco questões serão as mesmas para os três candidatos à Presidência. Ao final das respostas, o candidato terá mais dez minutos para suas considerações finais. Não haverá debate entre os candidatos.

Os dois dias de sessão serão conduzidos pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante. Dela participam a diretoria da entidade, os 81 conselheiros federais – representando todos os 27 Estados da Federação -, presidentes de Seccionais e os membros honorários vitalícios da OAB.”

(Globo Online)_

Técnicos do Ministério do Turismo e Embratur vão expor sobre Copa 2014 em Fortaleza

O Skal Internacional de Fortaleza (profissionais de turismo) realizará, ensta terça-feira, às 11h30min, no Hotel Oásis Atlântico, mais um evento “Skal Empresarial” apresentando as palestras de Regina Cavalcante, diretora do Departamento de Qualificação, Certificação e Produções Essenciais em Turismo do Ministério do Turismo, e Marcelo Pedroso, diretor de Eventos da Embratur. O tema é COPA 2014. Segundo a presidente da entidade anfitriã, Enid Câmara, os palestrantes apresentarão detalhes que nortearão as atitudes de uma cidade como Fortaleza que abrigará partidas de futebol pelo referido certame.

Regina Cavalcante é formada em Administração de Empresas com especialização em Marketing e trabalhou durante vários anos na Embratur. Marcelo Pedroso é formado em Gestão em Comércio Internacional e foi Secretário de Turismo de Santos e Guarujá, em São Paulo. A palestra será seguida de um almoço para os empresários do setor do turismo, autoridades e convidados especiais.

Ex-Comandante de Bombeiros diz que a Defesa Civil Nacional está sem rumo

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Com o título “A Defesa Civil Nacional e o Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB), o ex-coandante do corpo de Bombeiros do Ceará, coronel José Ananias Duarte Fota, analisa e faz crítica ao setor hoje no País. Confira:

Escrevi em agosto passado o texto: “A MP 494 e Desconstrução do Sistema Nacional de Defesa” que pode ser lido no site: http://www.ebah.com.br/o-novo-marco-legal-e-a-desconstrucao-do-sistema-nacional-de-defesa-civil-27ago2010-pdf-a74628.html

Nesse artigo, faço comentário comparando o Sistema Nacional de Defesa Civil, desintegrado pela MP 494, e o Sistema Nacional de Mobilização- SINAMOB. Vejamos a discrepância entre legislações similares:

Em 27 de dezembro de 2007 é publicada a Lei nº 11.631 dispondo sobre a Mobilização Nacional e criando o Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB), instrumento previsto nos art. 22, inciso XXVIII e art. 84, inciso XXIX da Constituição Federal. Posteriormente, o Decreto nº 6.592, de 02 de outubro de 2008 regulamentou a Lei de Mobilização Nacional criando o Comitê do SINAMOB.

No marco legal do SINAMOB e seu regulamento temos os princípios, objetivos, composição do comitê, definições de atribuições, estabelecendo uma doutrina do Sistema. Agrega ainda, importantes balizas situando no texto legal a política, as diretrizes governamentais, o plano nacional de mobilização e as diretrizes setoriais de Mobilização Nacional.

Observamos o esmero do Ministério da Defesa na construção do Marco Legal do Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB).

Enquanto a Defesa Civil Nacional está sem um norte, sem um azimute, o Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, bem assessorado pelo Ministério da Defesa baixa o Decreto Federal nº 7.249, de 06 de setembro de 2010, dispondo sobre a Política de Mobilização Nacional.

Este episódio faz-me recordar de uma excelente palestra na Escola Superior de Guerra sobre planejamento Estratégico onde o conferencista, Darc Costa fazia analogia da Instituição sem rumo ao conto, Alice e o país das Maravilhas. Alice, perdida indagava ao gato: Você pode me ajudar?”Ele falou: “Sim, pois não.” “Para onde vai essa estrada?”, pergunta ela. Ele respondeu com outra pergunta: “Para onde você quer ir?”. Ela disse: “Eu não sei, estou perdida.” Ele, então, diz assim: “Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.”

Concluímos que o Ministério da Defesa em particular os gestores do SINAMOB estão com suas bússolas aferidas e com a rota definida na estruturação do referido Sistema.

* Duarte Frota – Presidente da Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (2005 a 2006) e Coordenador Geral de Articulação e Gestão da Secretaria Nacional de Defesa Civil (2008 a 2009). Membro do Comitê do SINAMOB (2008 a 2009). CAEPE-ESG-1998. Atualmente é professor universitário e consultor.

Ibope faz projeções sobre novo Senado

“Baseado nas pesquisas que faz em todos os estados do país, o Ibope concluiu sua projeção para o novo Senado.

O PMDB, que preside a Casa, terá a maior bancada, ficando com 17 a 19 senadores.

O PT passará a ser a segunda bancada, com 13 a 16 senadores.

Os partidos de oposição ficarão menores. O PSDB terá de nove a 12 cadeiras, e o DEM ficará com sete ou oito.”

(Globo Online)

Dilma vai ao debate na Redetv

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A candidata  petista à presidência da República, Dilma Rousseff, estará presente no debate entre os candidatos à Presidência que a Rede TV! levará ao ar neste domingo, a partir das 21 horas. Dilma não compareceu ao último debate entre os candidatos a presidente, realizado na quarta-feira à noite, numa parceria entre Estadão/TV Gazeta. 

Ausente, acabou por se tornar alvo de todos os outros candidatos. Foi atacada principalmente por se recusar a debater a quebra do sigilo fiscal de Verônica, filha do candidato tucano José Serra.

Revista fala de extinta empresa da filha de Serra e possivel quebra de sigilo

Da revista Carta Capital:

Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC

Leandro Fortes

Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso.

Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.

Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.

Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.

Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.

Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.

Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE).

Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.

Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado.

Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.

A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito.

À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.

A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.

A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n? 4.595, de 1964.

O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.

A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações.

Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.

Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com.

Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.

Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil.

A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.

Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.

Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993.

Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.

Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.

De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe.

De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.

Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia.

Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.

Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.”

Datafolha – Marina comemora crescimento

Marina Silva, candidata do PV à presidência, comemorou o crescimento de sua candidatura na última pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta (10). Ela saltou de 10% para 11% na preferência dos eleitores.”Estou ganhando esses pontos como fruto da credibilidade de um projeto político que respeita os brasileiros e que não acha que vale tudo para ganhar uma eleição”. Marina disse ainda que o que encontra nas ruas no contato com o eleitor é muito maior do que o aparece nas pesquisas

A senadora aproveitou também para cutucar a imprensa. “Quando eu saí do índice de 9% para 8%, todo mundo disse que eu perdi votos. E agora que subi de 10% para 11% estão dizendo que é variação”. Marina disse que está em curso uma tentativa de anonimato eleitoral em torno de sua campanha, mas que ela vai furar esse bloqueio e conseguirá chegar ao segundo turno.Marina cresceu nas pesquisas tirando votos do candidato do PSDB, José Serra. Esse movimentação de eleitores não modificou o panorama geral das pesquisas, que indica vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno.

A ex-ministra do Meio Ambiente esteve reunida na manhã deste sábado com representantes do Movimento Marina Silva. O encontro serviu para apresentar as candidaturas de Fabio Feldmann e Ricardo Young, respectivamente, candidatos ao governo do Estado e ao Senado, aos militantes. No mesmo evento, a candidata recebeu das mãos de um integrante do Movimento Negro do PV um documento com propostas para a educação no ensino fundamental. Depois disso, Marina fez uma breve caminhada na feira livre em frente ao estádio municipal do Pacaembu, onde tirou fotos e cumprimentou eleitores.

Marina, que tem um dieta regulada por conta de problemas de saúde, não provou nenhum dos frutos que lhe foram oferecidos, mas levou para casa um pote de pimentas biquinho. “Não arde, não fere, mas é pimenta”.

(Portal Terra)

Jornalista Nonato Albuquerque contesta artigo que critica o filme "Nosso lar"

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O jornalista e radialista Nonato Albuquerque deixou comentário rebatendo artigo do escritor Marcelo Mirisola, aqui compilado do site “Congresso em Foco”, onde faz críticas ao filme “Nosso lar”. Mirisola, por exemplo, fala de um “céu de peruca dos anos 50” que Nonato repudia e reage. Confira: 

Em nenhum momento, o livro ‘Nosso Lar’ sugere que aquela região seja o céu. Tampouco, o inferno. Há zonas “purgatoriais” próximo à crosta terrestre onde almas que se preparam para “elevação” se permitem ficar enquanto elas próprias estão em sintonia com as suas idiossincrasias. Enquanto elas próprias se depuram de suas emoções, de suas conveniências e de seus desejos.

Nós somos o que pensamos. “O inferno somos nós”, disse o ateu Sartre. Não é a doutrina Espírita que mapeia o “lado espiritual” dos seres; são os seres que, depois da vida física, jornadeiam pelos ambientes onde eles próprios construíram mentalmente o seu ego.

O ‘nosso lar’ da descrição andreluiziana (nos dias de hoje) é muito avançado do que aquilo que o espírito do médico A.L.

José Alencar está na UTI com quadro de edema agudo de pulmão

“O vice-presidente da República, José Alencar, permanece internado neste sábado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com quadro de edema agudo de pulmão. Segundo último boletim médico do hospital, ele está respondendo bem ao tratamento. O edema agudo de pulmão, considerado uma situação clínica grave, é caracterizado por um acúmulo anormal de líquidos. Na última sexta-feira, ele tinha recebido alta depois de ficar cinco dias internado no mesmo hospital.
José Alencar foi internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo com quadro de edema agudo de pulmão. Há mais de dez anos, Alencar enfrenta um câncer na região abdominal. Nos últimos anos, ele passou por 15 cirurgias. Em julho, o vice ficou sete dias internado no hospital. Ele passou por um cateterismo (exame para verificar as condições de vasos sanguíneos).
Alencar passaria apenas por uma sessão de quimioterapia, mas foi detectada hipertensão.
Posteriormente, foi diagnosticada uma isquemia (deficiência na irrigação sanguínea) cardíaca, o que estava provocando uma irrigação insuficiente em uma das paredes laterais de seu coração.
Por conta do tratamento, o vice-presidente decidiu que não concorrer nas eleições deste ano, por considerar uma injustiça com os eleitor.”
(Folha.com)

"Nosso Lar" – Uma casa de perucas dos anos 50?

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Eis artigo do escritor Marcelo Mirisola sobre o filme “Nosso lar”. Em abordagem crítica, ele tem muitas restrições ao “céu do Chico Xavier”, que lhe parece mais “uma casa de perucas dos anos 50”. Para ele, Nosso Lar “não fede e não cheira”. Confira:

Meu amigo Pascotto disse que não ia ver “Nosso lar”, o filme inspirado no livro escrito pelo falecido André Luiz e psicografado por Chico Xavier, nem depois de morto. E ele estava sendo absolutamente sincero. Porque o céu do Pascotto nada tem a ver com o céu careta de Chico Xavier e André Luiz. Mas eu – por ofício de fé e profissão – fui dar uma conferida.

Na verdade, vivo uma fase espiritual meio excêntrica e confusa, digamos assim. Tudo começou quando o Exu Tiriri me deu uma esculhambada num terreiro lá no Méier, coisa de três meses atrás. De lá pra cá, minha fé deu uma degringolada, e atingiu requintes sertanejos de breguice: no final da semana retrasasa , por exemplo, o leitor atento poderia me achar hipnotizado no meio da multidão que lotou a Marquês de Sapucaí. Isso mesmo. Fui conferir os milagres do apóstolo Valdemiro Santiago, aquele negão chapeludo simpático que comanda a Igreja Mundial do Poder de Deus. Do palco, ele fazia cego enxergar e curava aidéticos aos berros, enquanto eu, no meio do povão, pedia pelo amor de Deus pro paralítico ao meu lado levantar da cadeira de rodas, e nada acontecia. O cego logo à minha frente esfregava os olhos e também não via nada. Achei que estava atrapalhando os milagres do “Vardemiro” e me pirulitei. Envergonhado, segui acreditando no poder de Deus e lamentei não ter conhecido o sambódromo no carnaval.  Sabem quando a gente dá a quentinha pro mendigo, e se arrepende?

Desde criancinha, o mundo dos ETs e dos espíritos me pareceu brega e opressivo – o timbre metálico dos primeiros jamais me convenceu, e também havia alguma coisa errada com aquele sujeito que recebia mensagens do além. Se não fosse pelo jeito afeminado e pela franjinha da peruca, Chico Xavier teria me enganado. Nem sei se a palavra é essa, não se trata de enganar, o correto seria dizer que cada um tem o céu e o inferno correspondente, aqui nessa vida e alhures, acredito nisso e, sobretudo, sou leitor de Jorge Luis Borges.

O argentino não era do tipo que perderia seu tempo com o céu de Chico Xavier.  Depois de incluir o “místico” Swedenborg em seu Prólogos con un Prólogo de Prólogos, exatamente porque o mesmo prescindira da “metáfora, da exaltação e da vaga e fogosa hipérbole”, nem Borges, nem o Pascotto, jamais dariam colher de chá para o peruquento de Uberaba, nem em vida nem depois de efetivamente empacotados.

“Nosso lar” é um filme que retrata o céu de André Luiz através do filtro de Chico Xavier, ou seja, a extensão da vida dele noutro lugar, portanto uma modorra danada. Para resumir, posso dizer que André Luiz era um médico chato e tinha um bom coração. O filme é comovente para aqueles que, como eu, continuam querendo acreditar nos milagres do apóstolo Valdemiro Santiago. Até chorei no meio da sessão, quando o espírito do dr.André Luiz compreendeu sua vocação para ser corno depois de morto.

O problema é que também li Borges, e não posso culpar nem incluir ninguém no céu-inferno que são os meus gostos. Às vezes acho que sou muito tolerante, o que pode ser uma virtude a ser comemorada no inferno ou um pecado indesculpável no céu, depende – claro – do ponto de vista e do inferno ou do céu que escolhemos para nosso uso e fruto. Borges conta que Emanuel Swedenborg viajou pelo céu e pelo inferno e relatou sua experiência sem fazer pregação nem alarde. O céu e o inferno de Swedenborg são generosos: “Deus permite que os espíritos infernais permaneçam no inferno, pois só no inferno eles se sentem felizes”. O viajante Swedenborg relata o caso de um espírito demoníaco que “ascende ao céu, aspira o perfume do céu, ouve as conversas do céu, e tudo lhe parece horrível. O perfume lhe parece fétido, a luz lhe parece negra. Então, ele volta pro inferno, porque só no inferno é feliz”.

O céu, segundo Emanuel Swedenborg, corresponde simetricamente ao inferno. Há um equilíbrio entre as forças infernais e angelicais para que o mundo exista. A tese é boa. Já  Chico Xavier, limitadíssimo em sua Uberaba dos anos 50, jamais conseguiria ser tão generoso e cristão a ponto de entender esse equilíbrio. Nem ele nem o dr. André Luiz, o corno manso de coração iluminado. Chico Xavier, diferentemente de Swedenborg, não tem um pingo de generosidade com o inferno.

Aqui, a porca torce o rabo. Uma vez que a escolha é do freguês, e o livre arbítrio continua – conforme a própria doutrina espírita – na vida depois da morte, urge a pergunta: qual céu que você quer?

Tem uma parte do céu de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, que eu abomino em vida e tenho certeza que vou abominar depois de morto (porque além de generosidade, falta desapego e sobra burocracia). Franz Kafka não está lá, podem apostar. Um lugar cheio de repartições e funcionários públicos, escaninhos, esplanadas e ministérios, filas e senhas para ser atendido. Até a lan house é silenciosa e organizada. Como se o céu fosse um imenso salão de tele-marketing iluminado por uma fria luz hospitalar e suspenso em colunas de gesso. Algumas variações em tons de baunilha e pastel. Caraio, isso é uma atração do Beto Carrero World aqui e agora!

Outra vez, qual é o céu que você quer? Outra vez Swedenborg, via Borges: “Aqueles que chegam ao céu têm a noção equivocada. Pensam que no céu rezarão continuamente; e é-lhes permitido rezar, mas, ao fim de poucos dias ou semanas, eles se cansam: dão-se conta de que isso não é o céu. Depois, adulam Deus; louvam-No. Deus não gosta de ser adulado. E essa gente também se cansa de adular Deus (…) até que entram na verdadeira obra do céu (…)”.

Nesse lugar, na verdadeira obra do céu, Chico Xavier não vai cagar nem psicografar regras. Porque no céu de Chico Xavier não tem Vinicius de Moraes, nem sexo anal, nem chiboquinha no bar na esquina, nem um inferno para chamar de seu, a banda Saco de Ratos não faz shows às quintas-feiras de madrugada e nesse lugar vocês não vão encontrar a Lu Vitaliano cantando Ray Charles, e – lamento dizer – também não tem cerveja gelada nem frango a passarinho. Não há sobressaltos. Nem troca de tiros e/ou milagres violentos. Não tem aquele bolo de laranja recém saído do forno que sua mãe fazia só pra você antes de ela ter ficado maluca. Nesse céu,você não existe. Nem antes, nem durante nem depois. Ritinha não vai coçar seu saco depois do sexo.  Ah, esqueça Ritinha e esqueça os cafunés também. Os mesmos cafunés que sua mãe fazia em você antes de enlouquecer – e, depois de tudo, você não vai dar um beijo com hálito de cemitério na boca da morte, e simplesmente não vai conseguir chamar o táxi e despachá-las, a morte e o seu amor, para Santo André, porque sem inferno não existiria o céu, e vice-versa.

O céu do Chico Xavier é uma casa de perucas dos anos 50, é a casa dele e dos xaropes que vão rezar até encher o saco de Deus, não é meu lar, nem nosso lar, não fede e não cheira. Parece uma fábrica de iogurtes light. O ponto positivo é que não tem rap, nem eleições, nem cachorro latindo. Se não fosse isso, eu chamaria “Nosso Lar” de desumano.  Pascotto, vai pro inferno!

* Considerado uma das grandes revelações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.

(Congresso em Foco)