Blog do Eliomar

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Tasso: Nada de afinidade política com Cid Gomes

“O senador Tasso Jereissati (PSDB) desembarcou do seu jatinho com a família, por volta das 3 horas de ontem, em Fortaleza. Veio do México, onde participou de reunião anual da Coca-Cola e comemorou seus 62 anos de vida. Tasso chegou logo reclamando da presença de imprensa naquela hora no terminal, perguntando se repórter não dormia, mas falou.

Disse ter gostado das primeiras declarações da presidente eleita Dilma Rousseff, que manterá a política econômica e que quer Sérgio Guerra continuando à frente do PSDB.

Sobre seu futuro político, voltou a dizer que só pensa em “cuidar dos netos” e sobre o governo Cid Gomes, disse que, como é cearense e mora aqui, vai torcer por uma boa gestão.

Mas deixou claro: “Eu não tenho mais afinidade política com ele”. Tasso esperava o apoio de Cid pró-reeleição, o que, na prática, não ocorreu. Cid foi eleito governador pela primeira vez com respaldo de Tasso, em detrimento do ex-tucano Lúcio Alcântara.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Na posse de Dilma, Elba Ramalho e Fernanda Takai farão show

“Uma série de shows deverá embalar o público que estiver em Brasília para acompanhar a posse da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) no próximo dia 1º de janeiro. As cinco apresentações agendadas são de cantoras, em uma homenagem à primeira mulher eleita presidente da República.

Na lista de cantoras estão dois nomes curiosos: o de Fernanda Takai, vocalista da banda Pato Fu, que foi indicada pela então candidata Dilma Rousseff, em seu microblog, no momento em que seus adversários participavam de debate na Rede Canção Nova, no dia 23 de agosto.

Outra artista escalada para o show é Elba Ramalho, que em 2002 participou da campanha tucana e este ano precisou negar sua participação na campanha de José Serra, depois que a batida da música “Bate Coração” foi usada como jingle no programa do candidato.

Além das duas, também devem se apresentar no palco que será montado na Praça dos Três Poderes Zélia Duncan, Mart’nália, e Gabi Amarantos. Os shows devem começar por volta das 18h30, depois do discurso que Dilma fará no parlatório do Palácio do Planalto. A nova presidente não deverá acompanhar os shows, pois sua agenda prevê para o horário um coquetel no Palácio Itamaraty, com a presença de autoridades estrangeiras.

O Ministério da Cultura está organizando a programação do dia 1º de janeiro e destinou R$ 1,5 milhão para os eventos, valor que inclui cachês, transporte e estrutura. Além dos shows, também devem ser montadas tendas no gramado da Esplanada dos Ministérios para apresentações de cultura popular. O público esperado para o dia da posse é de 70 mil pessoas.”

 (Terra.com)

Posse de Dilma terá 2 mil convidados

“A gráfica do Senado já emitiu 1.229 convites impressos para a posse da presidente eleita, Dilma Roussef, no dia 1º de janeiro. O Congresso espera o total de 2.000 convidados para a cerimônia em que a petista será empossada no cargo, entre parlamentares, membros do Executivo e Judiciário. Depois da cerimônia no Congresso, Dilma segue para outra cerimônia no Palácio do Planalto – onde vai fazer seu primeiro discurso depois de empossada. O cerimonial do Senado encaminhou convites para todos os deputados e senadores do atual mandato, além daqueles que serão empossados no dia 1º de fevereiro.

Todos vão acompanhar a cerimônia no plenário da Câmara, onde será realizada sessão do Congresso. Nenhum parlamentar poderá levar acompanhante. Cada convite é individual, com um mapa que indica a entrada por onde deve se deslocar ao plenário. Desta vez, os convidados terão que passar por detectores de metais para ter acesso ao Congresso – com exceção para os deputados, senadores e chefes de Estado presentes à cerimônia.

Para garantir a segurança da posse, o cerimonial do Senado também vai cancelar as visitas guiadas pelas dependências da Casa a partir do dia 29 de dezembro. No dia 26, próximo domingo, será realizado um ensaio geral da cerimônia – que tem início com a saída de Dilma da Catedral de Brasília, em carro aberto, até o Congresso. A cerimônia no Congresso está marcada para ter início às 14h30, no dia 1º de janeiro de 2011.”

(Folha.com)

Ciro fora e irmã de Chico Buarque na equipe

A equipe de transição do Governo Dilma Rousseff anunciou, nesta segunda-feira, em Brasília mais sete nomes que farão parte do próximo governo.

Ministério da Saúde – Alexandre Padilha
Ministério das Cidades – Mario Negromonte
Ministro dos Esportes – Orlando Silva Jr
Ministério da Cultura – Ana de Hollanda (irmã de Chico Buarque de Holanda)
Ministério do Desenvolvimento Social – Tereza Campello
Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial – Luiza Helena de Bairros
Advocacia-Geral da União – Luis Inácio Adams

 (Com Blog do Noblat)

Ciro fora do ministério de Dilma

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“Ainda na Europa, em viagem com o filho caçula, Iuri, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) avisou a seus interlocutores junto a presidente Dilma Rousseff que agradece, mas não aceita o convite para ser ministros do futuro governo. Nem da Integração Nacional nem de Portos e Aeroportos, ministério a ser criado.

Ciro pretende passar um tempo no exterior estudando línguas e outras cositas mais.”

(Blog do Noblat)

Hillary Clinton vem para a posse de Dilma

“A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, assistirá à posse da presidente Dilma Rousseff, no dia 1º de janeiro, segundo confirmação do departamento de Estado. “Brasil é um parceiro essencial no continente e no mundo”, disse o porta-voz do departamento de Estado, Philip Crowley, ao confirmar a viagem.

“Os Estados Unidos estão comprometidos em aprofundar sua relação em uma ampla gama de temas bilaterais, regionais e globais com o governo do Brasil e com seus cidadãos”, disse Crowley.

Em Brasília, Clinton “terá a oportunidade de interagir” com muitos funcionários, destacou Crowley, esclarecendo que até o momento não foi agendada qualquer reunião bilateral.”

(Portal Terra)

Horário político dos partidos vai custar R$ 270 milhões para o contribuinte em 2011

“Nas noites de 48 quintas-feiras do ano de 2011, líderes de 25 partidos vão ocupar redes nacionais de rádio e televisão para fazer propaganda de seus próprios feitos. Metade dessas legendas terá ainda direito a mais 40 aparições de 30 segundos em todas as emissoras do País. Essas exibições custarão zero para os políticos e R$ 217 milhões para os conjunto dos contribuintes brasileiros. Outros R$ 201 milhões em recursos públicos serão destinados para o custeio de despesas de partidos com viagens, aluguel de imóveis e pagamento de funcionários, entre outras.

No total, o financiamento público dos partidos – não confundir com o de campanhas, ainda um projeto em discussão – terá um impacto de R$ 418 milhões, o equivalente ao que o programa Bolsa-Família gasta, em média, para atender durante um ano a 430 mil famílias, ou mais de 1,6 milhão de pessoas.

Esse valor vai se multiplicar caso o futuro Congresso aprove, na discussão da reforma política, o financiamento público das campanhas eleitorais – uma bandeira do PT que encontra simpatizantes tanto entre governistas quanto em oposicionistas.

Benefício tributário. Atualmente, o custo total dos partidos não se mede apenas pelo que sai dos cofres públicos, mas também pelo que deixa de entrar. As emissoras de rádio e televisão, como compensação pelo tempo destinado à propaganda das legendas, têm um desconto em parte de seus impostos ao governo federal. Essa renúncia fiscal – que é maior em anos eleitorais – chegará a R$ 217 milhões em 2011, segundo o projeto do Orçamento Geral da União encaminhado ao Congresso. Os partidos grandes são mais “caros” para os contribuintes, mas não há relação exata entre a representatividade eleitoral das legendas e seu custo.

O PT, por exemplo, teve 2.446 vezes mais votos que o PCO na eleição para a Câmara em 2010, mas seu custo anual – somando-se Fundo Partidário e propaganda obrigatória – será apenas 16 vezes superior ao da microlegenda no ano que vem.

Para o cientista político Carlos Melo, professor do Insper Istituto de Ensino e Pesquisa, não há, em princípio, problemas na utilização de recursos públicos para custear atividades partidárias. “A democracia tem um custo. A questão é analisar qual a relação entre custo e benefício”, afirmou. “Não há sentido em financiar com dinheiro do Orçamento a existência de partidos de aluguel, que servem a interesses que nem temos condições de identificar, já que mudam a cada eleição.”

Distorção

Atualmente, todos os chamados partidos “nanicos” ganham uma fatia de recursos desproporcional ao seu eleitorado. As dez menores legendas, somadas, tiveram apenas 3% dos votos na eleição para a Câmara e elegeram 1,5% dos deputados, mas seu custo chega a 7% do total despendido com os partidos. Em valores absolutos, PT do B, PTC, PSL, PRTB, PRP, PSDC, PTN, PSTU, PCB e PCO custarão R$ 29,4 milhões em recursos públicos no próximo ano.

A distorção pró-nanicos seria menor se os termos originais da última Lei dos Partidos Políticos tivessem sido mantidos. O texto restringiria a atuação das pequenas legendas a partir de 2006 – as que não obtivessem 5% dos votos para a Câmara, distribuídos por um mínimo de nove Estados, perderiam acesso a 99% dos recursos do Fundo Partidário e teriam apenas dois minutos na TV por semestre. Mas o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional essa chamada cláusula de desempenho.”?

(Estadão.com)

Política econômica faz festa até pra tucanos

Eis artigo que o publicitário e poeta Ricardo Alcântara manda para o Blog nesta segunda-feira. Intitulado “Reflexões entre vitrines”, aborda os avanços do Governo Lula na economia e o saldo que até tucano aproveita. Confira:  

Quem trafega pelo Shopping Iguatemi nesses dias feéricos de consumo que antecedem ao Natal talvez não compreenda de que tanto se queixa Tasso Jereissati, seu proprietário, a respeito do governo Lula.
 
Afinal, quando foi mesmo que comerciantes como ele viram tantos clientes em sua porta? O presidente, que foi um bom camarada para os ricos, teria cometido o deslize de colocar dinheiro no bolso dos mais pobres…é isso?
 
Mas, ora, como seria possível ser sempre amigo dos ricos, que têm tantas coisas para vender, sem ser, pelo menos de vez em quando, amigo dos pobres, dando a eles dinheiro para comprar as coisas que os ricos vendem?
 
Afinal, o que alguns empresários brasileiros tem contra o Capitalismo? Será que aqueles que por tanto tempo cultivaram utopias sociais se tornaram mais sensíveis às razões do mercado do que os próprios mercadores?
 
São assim, os dias de hoje.

Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta.

Empresas e centrais sindicais querem medidas protecionistas de Dilma na economia

“Sob ameaça da invasão de importados, capital e trabalho deixaram as diferenças de lado para juntar forças numa cruzada em defesa do produto brasileiro. A aliança entre representantes das indústrias e das centrais sindicais começou a ser articulada nas mesas de negociação salarial, avançou em reuniões setoriais conjuntas e deve ganhar força no início de 2011, com a posse do governo Dilma Rousseff.

Empresários e sindicalistas pretendem convencer o novo governo a adotar medidas de proteção contra as importações e de incentivo fiscal e tributário a setores afetados pelo avanço do processo de substituição da produção local por estrangeiros. Entre eles, estão a cadeia de abastecimento do setor automotivo, bens de capital, eletroeletrônicos, calçados e têxteis.

“Queremos falar com a presidente Dilma, a equipe econômica e os parlamentares para mostrar o mal que isso está causando à economia “, diz o presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva.

A ideia é ter um diagnóstico sobre a situação e identificar os setores afetados, além da apresentação de propostas. Nesse sentido, os presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, e da categoria em São Paulo, Mogi das Cruzes e Região, Miguel Torres, vão propor hoje ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, eventos para debater a competitividade da indústria nacional.

“Estamos pensando em promover, entre janeiro e fevereiro, um debate com esse tema reunindo a visão dos trabalhadores, dos empresários e do governo”, conta Nobre. “Num momento como este, não dá para cada um ter a sua agenda. É necessário ter uma agenda única, um diagnóstico comum das medidas importantes para reverter o quadro.”

A atuação conjunta do capital e do trabalho faz sentido. Nas negociações salariais deste ano, os trabalhadores chegaram a conquistar aumentos superiores a 6% além da inflação. Mas o ganho poderia ter sido maior. “As empresas alegam que perdem competitividade com o aumento dos salários”, afirma Torres.

Os sindicalistas temem que, no caso de uma eventual reviravolta no mercado interno, as empresas, além de importar, passem a demitir. Há preocupação ainda sobre os novos investimentos e a criação de empregos.

Um exemplo é o da Usiminas, que desistiu de construir uma usina no Vale do Aço, em Minas Gerais. A unidade, que estava embargada desde a crise internacional, teria capacidade para produzir 5 milhões de toneladas por ano e exigiria investimentos de US$ 6 bilhões. “Se somar a importação direta e indireta de aço este ano, estamos falando de 10 milhões de toneladas, o que representa quase duas Usiminas”, afirma o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes.”

(Estadão.com)

Dilma quer reduzir poder do PMDB em estatais

“Vencida a dura batalha pela definição do Ministério, a presidente eleita, Dilma Rousseff, após assumir o cargo, vai se dedicar à montagem do tabuleiro do segundo escalão mais cobiçado do governo: o comando das estatais, com promessa de reduzir o poderio do PMDB no setor.

Ela pretende esperar apenas a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, marcada para o início de fevereiro. Nessa fase, com mais autonomia, vai atacar primeiro as empresas da área energética, hoje dominadas pelos grupos do presidente do Senado, José Sarney (AP), de Jader Barbalho (PA) e do deputado Eduardo Cunha (RJ), todos do PMDB.

Dilma quer pôr nos principais postos do setor elétrico pessoas de perfil técnico e de sua confiança. Reconduzido ao Ministério de Minas e Energia para atender Sarney, Edison Lobão admitiu recentemente que não terá autonomia para indicar todos os cargos das estatais do setor:

— Não há nenhum ministério nessa condição de porteira fechada — disse Lobão.

A cobiça em torno das empresas do sistema Eletrobras se dá pelos R$ 8,1 bilhões de investimentos previstos no Orçamento de 2011. Nos últimos anos, a presidência da holding ficou sob responsabilidade de indicados por Sarney. O atual presidente, José Antonio Muniz Lopes, é um fiel aliado do presidente do Senado. Antes de ir para a Eletrobras, presidiu a Eletronorte.

Mas o alvo número um de Dilma é Furnas. Ela avisou aos integrantes da transição que, em fevereiro, quer intervir no comando da empresa para limpar a estatal de qualquer influência de Eduardo Cunha. A terceira maior verba das estatais do setor elétrico é destinada a Furnas (R$ 1,256 bilhão), que tem no comando atualmente Carlos Nadalutti, do grupo de Cunha.

O comando de Furnas está sendo disputado pelo PMDB mineiro como opção para o senador Hélio Costa (PMDB-MG), derrotado na eleição para o governo estadual, com apoio do deputado Newton Cardoso (PMDB-MG). Furnas tem também o cobiçado Fundo de Pensão Real Grandeza, que movimenta um orçamento de cerca de R$ 7,1 bilhões por ano, e cujo comando já foi alvo de duras disputas tendo Cunha à frente. Dilma já avisou que não cederá ao lobby de Hélio Costa.”

(Globo Online)

Cid conversará em Brasília com Dilma sobre o futuro de Ciro Gomes

O governador Cid Gomes (PSB) terá reunião nesta segunda-feira, em Brasília, com a presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Na agenda, as demandas do Estado com relação ao futuro governo e, também, a participação que Ciro Gomes poderá ter na futura equipe ministerial.

Ciro Gomes já apareceu cotado para a pasta da Integração Nacional e agora é cotado para o futuro ministério dos Portos e Aeroportos.

No fim de semana, Cid chegou a tratar do assunto no Recife com o presidente naciomal do PSB, o governador de Pernambuco, Edaurdo Campos.

Cid, no entanto, já avisou: Independente de cargos, vai apoiar a administração Dilma Rousseff.

Lula admite voltar à presidência

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“A menos de 15 dias de deixar a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que poderá ser candidato novamente ao Palácio do Planalto.

Em entrevista ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, Lula respondeu se voltaria a disputar a Presidência um dia: “Não posso dizer que não porque sou vivo. Sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária”.

Fez uma ressalva: “Vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e, quando chegar a hora certa, a gente vê o que vai acontecer”.

Na entrevista, que foi ao ar na madrugada de hoje, Lula ainda fez reparos à política de Barack Obama, lembrou momentos ruins do governo, como as saídas de José Dirceu e Antonio Palocci, e defendeu a política econômica.

Volta ao Planalto

“A gente nunca pode dizer não. Eu fico até com medo, amanhã alguém vai assistir à tua entrevista, e dizer que Lula diz que pode ser candidato. Eu não posso dizer que não porque eu sou vivo, sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária”.

“O Brasil tem uma gama de líderes extraordinários. Tem a Dilma [Rousseff] que pode ser reeleita tranquilamente. Você tem [os governadores] Eduardo Campos, Jaques Wagner, Sérgio Cabral. Tem a oposição do Aécio [Neves, senador do PSDB de Minas]. Tem o [ex-governador José] Serra (PSDB-SP), que diz que ainda vai fazer oposição. O que não falta é candidato. É muito difícil dar qualquer palpite agora”.

“Vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e quando chegar a hora a gente vê o que vai acontecer”.

Crise do Senado

Disse que a crise do Senado, em 2009, foi tentativa de golpe da oposição e que apoiou José Sarney para manter “a institucionalidade”.

“O que estava acontecendo ali era uma tentativa de golpe no Senado para que o vice, tucano [Marconi Perillo, de Goiás], assumisse. É lógico, só um ingênuo é que não percebe as coisas”.

Dirceu e Palocci

“Na Casa Civil, teve uma dubiedade entre o animal político que o Zé Dirceu era e a necessidade de ser o gerente do governo. Na minha opinião, era peso demais para uma pessoa tocar”.

“Devemos muito ao Palocci. Era preciso ser como o Palocci foi naquele primeiro momento. Fiquei nervoso com o Palocci quando, em 2005, a economia caiu muito. (…) Ele reconheceu que houve exagero no endurecimento”.

Mantega e Meirelles

Lula disse ser “grato” ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles: “Pode ter críticas de que houve erro aqui, demora ali, mas, quando você vai fazer uma síntese, percebe que a fotografia é mais positiva do que negativa”.

Mensalão

Voltou a dizer que, quando deixar a Presidência, vai “estudar um pouco o que aconteceu no período”. “Não acredito [que houve compra de apoio de parlamentares]”.

Diz que foi “lambança eleitoral” e que petistas deveriam ter assumido isso. “Agora, passados cinco anos, de cabeça fria, vou reler a imprensa. Vou ver o que aconteceu em cada jornal, em cada revista, para que a gente possa remontar, [fazer] um juízo de valor do que aconteceu”.

Papel de Marisa

O presidente contou que a primeira-dama, Marisa Letícia, “dá palpite” sobre governo. “A Marisa fala das coisas que sente e normalmente tem razão, porque ela fala coisa que o povo pensa”.

“Vou dar um exemplo de coisas importante em que a Marisa me ajudou. [Na campanha de 2006] Marisa era a maior incentivadora que eu tinha que ir para os debates, que eu deveria triturar meus adversários. Eu achava que eu não deveria ir, mas ela estava certa.”

Obama

Lula disse ser “fã” do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. “Ele só tinha que ter a ousadia que o povo americano teve votando nele. Recebeu uma herança maldita do governo Bush. O país quebrou. Como não tomou as atitudes nas horas certas, vem para as costas dele. Eu dizia para ele: ‘Presidente Obama, se você não fizer as coisas na hora correta, daqui um ano essa crise está nas tuas costas’. Porque a crise era do Bush”.

Vida de presidente

“O mais doloroso é a vida de um presidente. A vida de um presidente é muito solitária”.

“Tem o dedo de Deus nessa coisa [ter sido eleito presidente]”. “O preconceito raivoso de setores conservadores da sociedade brasileira me fez mais forte, pois eu tinha que provar todo santo dia que eu tinha que ser mais capaz do que eles”.

Pós-Presidência

“Vou descansar. Tirar umas férias que não tiro há 30 anos. Uns dois meses num lugar onde eu não tenha que fazer nada, discutir política, fazer absolutamente nada”.

“Normal eu nunca mais vou ser, mas um brasileiro o mais próximo da normalidade possível. Vou conseguir”. “Vai ser bom para o Brasil, vai ser bom para a Dilma, vai ser bom para todo mundo se eu ensinar como um ex-presidente tem que se portar”.

“Quero tirar tudo da Presidência de dentro de mim. Preciso voltar a ser o Lula. Voltar a ser um cidadão mais próximo da normalidade possível. Se deixo a Presidência dia 1º e dia 2 começo a dar palpite na política, eu vou estar tendo ingerência em coisa que eu não devo”.

(Folha ONline)

Morre atriz Lupi Gigliotti, irmã de Chico Anísio

Lupi e sobrinho Marcos Palmeira.

“Morreu no início da noite deste domingo em sua residência no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, a atriz e humorista Lupe Gigliotti, irmã do também ator e humorista Chico Anysio. Segundo informações da assessoria do ator, Lupe, de 84 anos, vinha lutando contra um câncer no pulmão nos últimos dois anos. O motivo da morte, no entanto, ainda não foi confirmado.

Nascida Maria Lupicínia Viana de Paula, em Maranguape, no Ceará, Lupe iniciou sua carreira artistica na década de 1960. Com passagens pelo teatro, cinema e televisão, a atriz ganhou destaque com a personagem Dona Escolástica na Escolinha do Professor Raimundo.

O último papel de Lupe na televisão foi como Áurea na novela “Cama de Gato”, da Globo, no início deste ano.”

(Folha Online)

UNE ganha sede própria graças a R$ 30 milhões de indenização

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta segunda-feira (20) do lançamento da pedra fundamental do novo prédio da União Nacional dos Estudantes (UNE), que será reconstruído na Praia do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro. A obra será bancada com a indenização que a instituição recebeu da União por ter sido incendiada e destruída pelo regime militar, em 1964. Dos R$ 44 milhões previstos na indenização, o governo federal já liberou R$ 30 milhões. O restante ficará para 2011.

O projeto da nova sede foi elaborado gratuitamente pelo arquiteto Oscar Niemeyer e terá 13 andares. Será erguido no número 132 e inclui salas de cinema, teatro e do museu Memória do Movimento Estudantil. A previsão é que as obras comecem no primeiro semestre de 2011 e se estendam por até dois anos.

”Estamos na fase de elaboração do projeto executivo. Só depois disso teremos o cronograma da obra”, informou o presidente da UNE, Augusto Chagas. Segundo ele, a entidade também busca uma parceria com empreiteiras para construção do prédio.

A instituição não decidiu ainda como administrará todas as salas da nova sede. De acordo com o presidente da UNE, esse assunto será discutido durante a construção do prédio.”

(Agência Brasil)

Campanha publicitária de despedida de lula custou R$ 20 milhões

“A campanha publicitária de “despedida” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Presidência custou R$ 20 milhões. Com um novo slogan – “Estamos vivendo o Brasil de todos” -, a propaganda em rádio, TV, jornais e revistas fala sobre o crescimento econômico dos últimos anos e ressalta números sobre redução da desigualdade social. As peças publicitárias começaram a ser exibidas em dezembro e, de acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), estão sendo divulgadas em 325 veículos de comunicação pelo País. “Comida na mesa, carteira assinada, crianças na escola, vida no rumo. Estamos vivendo o Brasil de todos”, diz uma das duas propagandas veiculadas em revistas. Na outra peça, o texto afirma: “Está no número, está no dia a dia dos brasileiros. Estamos vivendo o Brasil de todos.”

Segundo a Secom, o novo slogan “Estamos vivendo um Brasil de todos” é uma “evolução do conceito” anterior “Estamos vivendo um novo Brasil”. A campanha foi feita pelas agências Propeg e Matisse, duas das três que detêm a conta da secretaria. A verba para publicidade institucional da Presidência, que tem como objetivo divulgar ações e projetos do governo federal, foi orçada em R$ 167 milhões neste ano. Segundo o sistema de execução orçamentária das contas do governo federal, até agora já foram empenhados (comprometidos) R$ 165 milhões. Em todo o ano passado, foram usados cerca de R$ 159 milhões com esse mesmo tipo de propaganda.

Gastos

Segundo dados da Secom, foi gasto, até a primeira semana de dezembro, R$ 1,1 bilhão com propaganda em mídia da administração direta e indireta do governo federal – no ano passado foi R$ 1,6 bilhão. O total não inclui publicidade legal (divulgação de balanços), gastos com produção de comerciais e eventos. Procurada pela reportagem, a Secom alegou que, nesta semana, divulgará balanço sobre investimentos em publicidade e, por isso, não comentaria os gastos na área.”

(iG)

Lula deve deixar País com crescimento econômico de 7,5%

“Em breve o presidente Lula deixará o cargo após oito anos com o Estado se apropriando de cerca de 37% de tudo o que o Brasil tiver produzido em 2010. Será mais um recorde de “nunca antes na história deste país”. Se confirmada a expectativa de crescimento da economia de 7,5% neste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) de 2010 chegará a R$ 3,42 trilhões. Com a arrecadação estimada em R$ 1,27 trilhão, ela equivalerá a 37,1% do PIB. No período pós-democratização, o governo Lula terá sido o que mais aumentou o peso dos impostos sobre a sociedade: 4,5 pontos percentuais a mais em oito anos.

Nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso, o aumento foi de quatro pontos (de 28,6% para 32,6%), segundo série estatística do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Mesmo tendo acelerado a arrecadação como proporção do PIB, Lula (na média de sete anos, até 2009) não ultrapassou FHC nos investimentos em infraestrutura.

Apesar dos PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 1 e 2, ambos os governos investiram o mesmo: uma média de 0,7% do PIB. Com o resultado de 2010, é provável que Lula supere a média de FHC, mas por pouco. Ela passaria a 0,76%.

Quase a totalidade do aumento da carga tributária sob Lula foi destinada a gastos correntes, que se tornaram obrigatórios e permanentes. Por conta desse “engessamento” do gasto, no momento em que se discute a necessidade de cortes (e a presidente eleita, Dilma Rousseff, prometeu fazê-lo) é pequena a margem para contenção.”

(Folha Online)

Escuta telefônica flagra ministeriável do PMDB

“O futuro ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB-MA), foi flagrado em escutas da Polícia Federal pedindo ao empresário Fernando Sarney que beneficiasse um aliado na Justiça Eleitoral, informa a reportagem de Fernanda Odilla, enviada especial a São Luís (MA,) publicada na edição deste domingo da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Fernando é investigado há três anos pela PF. As conversas interceptadas pela polícia mostram que ele foi procurado pelo futuro ministro por manter uma relação próxima com a tia, a desembargadora Nelma Sarney, à época corregedora do Tribunal Eleitoral do Maranhão.

Indicado ao Ministério do Turismo pela bancada do PMDB da Câmara, Novais, que diz não se recordar das conversas gravadas pela polícia, é alinhado politicamente aos Sarney no Maranhão.

O pedido ao empresário seria em favor do prefeito de Bacuri (MA). Ele enfrentava problemas com a Justiça Eleitoral por não ter participado da convenção que escolheu o candidato do PSB à prefeitura e, a seguir, fez a própria reunião para ser aclamado como representante do partido para disputar o cargo.

Em 14 de julho de 2008, uma hora depois da primeira tentativa frustrada de falar com Fernando Sarney, o deputado e futuro ministro ligou novamente, por meio do gabinete na Câmara, em Brasília. Na conversa, ele pede ao empresário que interceda junto à desembargadora Nelma para ajudar o prefeito.

OUTRO LADO

O deputado Pedro Novais rechaçou qualquer suspeita de ter praticado tráfico de influência: “Não faço isso”. Novais disse que não se recorda da conversa com Fernando Sarney nem do pedido. Disse que fala com ele “muito raramente”.

Inicialmente, Novais disse não ter relação nenhuma com o PSB, partido do prefeito. Depois admitiu conhecer o prefeito Washington Oliveira. Ele negou ter usado sua condição de deputado e a proximidade com a família Sarney para favorecer o prefeito de sua base eleitoral.

Fernando Sarney disse que não iria se manifestar por se tratar de gravações “vazadas criminosamente”.

A desembargadora Nelma Sarney afirmou que jamais participou “de qualquer ato configurado como tráfico de influência ou qualquer outro desvio de conduta”. Reiterou que, apesar de relatora do caso, estava licenciada e não participou do julgamento. Desde quarta (15), a Folha tenta, sem êxito, falar com o prefeito Washington Oliveira.”

 (Folha Online)