Blog do Eliomar

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Guilherme Boulos: “O discurso de Bolsonaro empodera qualquer maluco”

O discurso gravado por Jair Bolsonaro (PSL) para os eleitores que foram às ruas nesse domingo (21), em São Paulo, intrigou alguns opositores. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Guilherme Boulos, que disputou pelo PSOL a presidência da República, comentou que, mesmo em vantagem, o capitão reformado não baixa o tom.

“Ele deixou claro que opositor tem dois caminhos: sair do país ou ir preso”, disse Boulos.

“Esse discurso empodera todo tipo de maluco,” complementou Boulos.

(Foto – Newton Menezes, do Estadão Conteúdo)

Rogério Ceni receberá a Medalha do Mérito Desportivo Ayrton Senna

O técnico do Fortaleza, Rogério Ceni, receberá nesta segunda-feira, às 19 horas, na Câmara Municipal, a Medalha do Mérito Desportivo Ayrton Senna, a maior honraria da Casa nessa área.

A iniciativa é do vereador Acrísio Sena (PT) e faz parte das comemorações do centenário do “Leão”. Foi subscrita pelos vereadores Benigno Júnior e Evaldo Lima.

Rogério Ceni está a uma vitória de levar o time do Fortaleza para a Série A, do Brasileirão.

Raquel Dodge muda telefones após ofensas de adeptos de Bolsonaro

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, está assustada com a agressividade dos fãs mais exaltados do candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro.

Segundo informa a Veja Online, Raquel conhece a ira dessa turma, pois, quando denunciou o deputado por racismo, a PGR teve de mudar os números de telefone do seu gabinete.

(Foto – Agência Brasil)

Fala de Eduardo Bolsonaro é golpista, diz Celso de Mello

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, classificou a afirmação do deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), de que bastam um soldado e um cabo para fechar a Corte, de “inconsequente e golpista”. Ele gravou vídeo com tais declarações. A  informação sobre a reação do ministro é dada pela jornalista Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

O magistrado, que é o decano do STF, enviou a declaração por escrito à Folha, e pediu que ela fosse publicada “na íntegra e sem cortes”.
Escreveu Celso de Mello:

“Essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável
que se deve ter pela supremacia da Constituição da República! Votações expressivas do eleitorado não legitimam investidas contra a ordem políticojurídica fundada no texto da Constituição.

Sem que se respeitem a Constituição e as leis da República, a liberdade e os direitos básicos do cidadão restarão atingidos em sua essência pela opressão do arbítrio daqueles que insistem em transgredir os signos que consagram, em nosso sistema político, os princípios inerentes ao Estado democrático de Direito”.

Celso de Mello teve uma das reações mais indignadas. Questionado pela Folha, decidiu enviar a mensagem. Outros ministros trocaram mensagens e telefonemas entre si. Eles aguardam a chegada do presidente da Corte, Dias Toffoli, para discutir um posicionamento. Ele estava em Veneza para compromissos profissionais e deve chegar nesta segunda-feira (22) em Brasília.

(Foto – Agência Brasil)

Brasil registra 3,4 mil mortes violentas em agosto. Ceará é o terceiro do país em homicídios

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Em agosto deste ano, no Brasil, pelo menos 3.444 pessoas foram assassinadas. A informação é do Portal G1, adiantando que o número, porém, é ainda maior, já que quatro estados não divulgam os dados. O índice nacional de homicídios, ferramenta criada pelo G1, permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Já são 34.305 vítimas registradas nos primeiros oito meses deste ano.

O número consolidado até agora contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

O mapa faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Desde o início do ano, jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo Fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O objetivo é, além de antecipar os dados e possibilitar um diagnóstico em tempo real da violência, cobrar transparência por parte dos governos.

Transparência

Quatro estados (Amazonas, Maranhão, Paraná e Tocantins), entretanto, dizem ainda não ter os dados referentes a agosto – o Paraná também não informa os números de julho. Veja a justificativa de cada um:

Amazonas: A Secretaria da Segurança diz apenas que as estatísticas do mês de agosto estão sendo consolidadas.

Maranhão: De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, os dados de agosto ainda estão sendo consolidados.

Paraná: Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os dados (tanto de julho como de agosto) ainda estão sendo tabulados para posterior homologação e divulgação.

Tocantins: A Secretaria de Segurança Pública diz que o setor de estatística ainda não tem os números devido à dificuldade de algumas de legacias em enviar os dados.

Ceará é o terceiro do País

A situação mais dramática é a de Roraima, estado com a maior taxa de mortes violentas do Brasil no primeiro semestre de 2018. Caso o ritmo seja mantido, Roraima pode dobrar o total de assassinatos em relação ao ano anterior. Em janeiro de 2017, o estado foi palco de uma rebelião no sistema penitenciário promovida pela disputa entre facções que causou 33 mortes.

Além disso, a crise humanitária vivida na Venezuela acabou criando uma instabilidade política na região, fragilizando as instituições políticas locais e ampliando a sensação de vulnerabilidade de uma população já amedrontada. Nesses cenários, se multiplica a oportunidade de ação para indivíduos e grupos que tentam se impor pela violência. O crescimento das taxas de homicídio é o principal sintoma da fragilização da legitimidade das instituições democráticas na região.

Os estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Acre, respectivamente na segunda, terceira e quarta posição do ranking nacional de homicídios, também enfrentam situações dramáticas, decorrentes de rivalidades entre facções originadas nas prisões, mas que se espraiaram para os bairros pobres.

A crise da violência no Rio Grande do Norte se acentuou no ano passado, quando o estado registrou a maior taxa de homicídios do Brasil. A rebelião em Alcaçuz, em janeiro de 2017, com 26 mortos, ajudou a acirrar a rivalidade entre grupos criminais do estado, que cresceu ainda mais diante da fragilidade fiscal e política do governo local, que enfrentou greve de polícias ao longo do ano.

No Ceará e no Acre a situação degringolou diante da truculência na disputa entre grupos regionais, respectivamente Guardiões do Estado e Bonde dos 13. Aliados do Primeiro Comando da Capital, ambos passaram a travar conflitos territoriais com os rivais locais que levantaram a bandeira do Comando Vermelho. Chacinas, mortes de policiais, vídeos de assassinatos e torturas passaram fazer parte da cena criminal desses estados.

Integram ainda a parte superior do ranking no primeiro semestre deste ano os estados de Sergipe (5°), Pará (6°), Pernambuco (7°), Alagoas (8°), Amapá (9°) e Bahia (10°). Todos esses lugares correm o risco de encerrar 2018 com taxas acima de 50 por 100 mil habitantes caso as autoridades não consigam implementar políticas capazes de reverter a situação em curto prazo e reduzir o ritmo de violência.

Apesar do sinal amarelo seguir aceso, alguns estados vêm conseguindo resultados consistentes na redução das taxas de homicídios. Paraíba e Maranhão, no Nordeste, Rondônia, no Norte, e Espírito Santo e Brasília são cinco exemplos. Ainda faltam investigações e estudos mais detalhados para compreender como esses estados estão alcançando esses resultados – o que deve ser uma missão a ser enfrentada por este Monitor da Violência.

*Do Portal G1, confira mais aqui.

Enem 2018 – Estudantes já podem consultar hoje os locais das provas

Quem se inscreveu para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018 poderá ter acesso ao endereço do local da prova a partir desta segunda-feira, 22. O documento lançado pela internet também serve como confirmação da inscrição, contendo o número da matrícula, o horário do fechamento dos portões e informações sobre a prova. O exame será aplicado nos dias 4 e 11 de novembro.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), não é obrigatório apresentar o cartão no dia da prova, porém é recomendado que o participante leve o documento para consultá-lo se preciso. Nele, além do endereço de onde vai ser realizado o exame, consta o número da sala em que o estudante irá fazer a prova. Para consultar o local, é preciso preencher os dados pessoais no site do Enem e fornecer senha previamente escolhida pelo participante. Pelo menos 5,5 milhões de brasileiros participarão do exame.

Neste ano, o horário de verão começa a valer em 11 estados no dia da primeira prova do exame. O Ceará não será afetado, mas estudantes cearenses que participarão do Enem precisam ficar atentos na hora do fechamento dos portões. Como a prova é nacional, o Inep adota o horário de Brasília, que será afetado pelo horário de verão. Portanto, apesar do cartão afirmar que os portões fecham 13 horas, no Ceará a hora correta é às 12 horas.

Antes e durante as provas

Estudo de última hora: faltando pouco mais de duas semanas para a prova, é hora de fazer as revisões finais. Para relembrar fórmulas matemáticas, matéria considerada uma das mais difíceis do exame, diversos canais de educação do Youtube lançaram paródias de músicas conhecidas ensinando as equações mais comuns.

Entretanto, Nádya Gurgel, docente do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia, atenta para os alunos assistirem aos aulões de véspera “despretensiosamente”. “É para assistir sem obrigatoriedade, não pense que é preciso ver todos os conteúdos da internet”. A professora de literatura e língua portuguesa pede também que os estudantes busquem conteúdos que fujam dos tradicionais, como revistas, filmes ou livros, para explorar a interdisciplinaridade do exame.

Antes da prova: Dormir bem e comer alimentos leves antes de sair para o local de aplicação pode ajudar a manter a calma antes do exame. Nádya lembra da importância de manter o equilíbrio nos últimos dias antecedendo os domingos de exame. “O aluno sabe que já estudou e fez sua parte. Ele deve acordar pensando que deu o melhor de si. Isso ajuda a não ficar com a mão gelada e esquecer de conteúdos na hora da prova”, diz.

O que levar: é obrigatório comparecer com caneta esferográfica transparente de tinta preta e documento oficial de identificação com foto. Como a prova é de extensa duração, alguns participantes optam por levar lanches e água.

Trajeto: para garantir a chegada antes do fechamento dos portões, é recomendado que o candidato pesquise sobre o trajeto a ser feito. A busca por rotas de ônibus, metrô ou caminhos mais rápidos e mais curtos deve ser feita com semanas de antecedência, levando em consideração o trânsito e horário de pico do dia da prova.

(O POVO – Alexia Vieira)

Jornal The New York Times faz editorial com críticas a Bolsonaro

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O The New York Times, jornal americano e entre os principais veículos de comunicação do mundo, publicou editorial nesse
domingo (21) em que considera a possível eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente como uma “escolha triste do Brasil”. No texto, escrito pelo conselho editorial da publicação, o NYT afirma que “é um dia triste para a democracia quando a desordem e a decepção levam eleitores à distração e abrem a porta para populistas ofensivos, rudes e agressivos”. A informação é do Portal Uol.

Para o jornal, Bolsonaro é um político de direita que tem “pontos de vista repulsivos”. O NYT lista declarações do candidato dizendo que preferia que seu filho morresse a ser homossexual; que a deputada Maria do Rosário, sua colega na Câmara, não merecia ser
estuprada porque seria “muito feia”; que quilombolas pesavam “sete arrobas” e não faziam nada; e seus questionamentos sobre o aquecimento global. A publicação diz ainda que Bolsonaro tem nostalgia pelos “generais e torturadores” da ditadura militar brasileira (1964-1985), abertamente defendida pelo candidato.

O editorial também traça um panorama do atual momento político e social do Brasil, citando a recessão econômica, a Operação Lava Jato, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o impeachment de Dilma Rousseff (PT), as denúncias contra o presidente Michel Temer (MDB) e os altos índices de crimes violentos. “Os brasileiros estão desesperados por mudança”, diz o texto.

“Com este pano de fundo, os pontos de vista nojentos de Bolsonaro são interpretados como sinceridade, sua obscura carreira como parlamentar como a promessa de um forasteiro” que vai limpar a corrupção e “sua promessa de um punho de ferro como a esperança de um alívio” dos altos índices de homicídios, afirma o NYT.

O jornal menciona que Bolsonaro já foi chamado de “Donald Trump brasileiro” por surfar uma “onda de descontentamento, frustração e desespero” rumo ao cargo mais alto do país.

Para o NYT, se Bolsonaro for eleito, o meio ambiente sairá perdendo, pois o candidato já propôs flexibilizar regras para o desmatamento da Amazônia, sugeriu tirar o Brasil do Acordo de Paris, acabar com o Ministério do Meio Ambiente e interromper a criação de terras indígenas. O editorial também aborda o julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que tornou Lula inelegível e sua substituição por Fernando Haddad (PT).

Segundo o jornal, Haddad “falhou em superar a associação de seu partido com corrupção e má administração”, o que teria alimentado o antipetismo. Segundo o Datafolha da última quinta-feira (18), Bolsonaro teve 59% das intenções
de votos válidos, contra 41% para Haddad.

Missão de observação eleitoral da OEA já está no Brasil

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) para as eleições gerais do Brasil retornou para o País para acompanhar o segundo turno presidencial, que ocorrerá no próximo domingo, 28.

De acordo com nota à imprensa divulgada neste domingo, a missão será encabeçada novamente pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla e por 30 especialistas e observadores que serão distribuídos em 11 Estados do País e no Distrito Federal. Além disso, outras seis pessoas vão observar o processo de votação no exterior em Buenos Aires, Cidade do México, Montreal, Paris, Santiago do Chile e Washington.

Ainda segundo a nota, a missão retomará a análise dos principais aspectos do processo eleitoral. “Após a eleição, será apresentado um relatório consolidado que contém as conclusões e recomendações sobre a organização e tecnologia eleitoral, financiamento de campanhas, meios de comunicação e liberdade de expressão, a participação política das mulheres, a justiça eleitoral e participação dos povos indígenas e afrodescendentes”, diz a nota da missão.

(Agência Estado)

Mega-Sena pode pagar R$ 18 milhões nesta terça-feira

A Mega-Sena sorteia, nesta terça-feira, o prêmio de R$ 18 milhões do concurso 2090, que será realizado a partir das 20 horas (horário de Brasília) no Caminhão da Sorte da CAIXA, estacionado em Jequié, interior do estado da Bahia. Esta é a Mega-Semana da Sorte, com sorteios feitos na terça-feira (23), na quinta-feira (25) e no sábado (27). Durante as mega-semanas, os apostadores têm mais uma oportunidade de apostar na Mega-Sena.

Caso apenas um ganhador leve o prêmio e aplique todo o valor na Poupança da CAIXA, receberá mais de R$ 66 mil em rendimentos mensais. O dinheiro do prêmio é suficiente para comprar um iate com 78 pés.

As apostas podem ser feitas até às 19 horas (horário de Brasília), desta terça, em qualquer lotérica do país e também no Portal Loterias Online (www.loteriasonline.caixa.gov.br). Clientes com acesso ao Internet Banking CAIXA podem fazer suas apostas na Mega-Sena pelo seu computador pessoal, tablet ou smartphone. Para isso, basta ter conta corrente no banco e ser maior de 18 anos. O serviço funciona das 8 às 22 horas (horário de Brasília), exceto em dias de sorteios (quarta e sábado), quando as apostas se encerram às 19 horas, retornando às 21 horas para o concurso seguinte.

Jair Bolsonaro e filhos reagem às denúncias de fake news nas redes sociais

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O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deixou hoje (19) para os filhos Flávio, senador eleito pelo Rio de Janeiro, e Carlos, deputado federal eleito por São Paulo, as reações às denúncias de disseminação de fake news anti-PT nas redes sociais e aplicativo. Somente no começo da tarde de hoje (19) o candidato respondeu às suspeitas com acusações.

“Apoio às ditaduras venezuelana e cubana; ex-presidente, tesoureiros, ministros, parlamentares, marqueteiros, presos e investigados por corrupção… quem precisa de fake news quando se tem esses fatos?.”‬

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários. A novidade é que o condomínio onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, amanheceu hoje com grades cercando a portaria principal. Não houve explicações. Suspeita-se que a medida foi tomada em decorrência da presença constante de jornalistas e simpatizantes no local.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cujo nome aparece como futuro ministro da Casa Civil, visitou Bolsonaro. Ao chegar, ele não concedeu entrevistas. Apoiadores e cabos eleitorais do candidato ao governo do Rio Wilsoin Witzel (PSC) também estão em frente ao condomínio.

Notícias falsas

No final da manhã, Flávio Bolsonaro movimentou as redes sociais ao informar que sua conta no WhatsApp tinha sido bloqueada. Ele postou mensagens de alerta e queixas, afirmando que havia sido banido sem explicações, inclusive afetando sua participação em “milhares de grupos”.

No começo da tarde, o senador eleito informou que o seu aplicativo havia sido desbloqueado. Não detalhou o que ocorreu. “Agora já foi desbloqueado, mas ainda sem explicação clara sobre o por quê da censura.”

Ontem (18) durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que ele e seus correlegionários não precisavam “fazer fake news para combater o Haddad” e desafiou para que apresentassem provas.

Advogados de Bolsonaro prometem notificar empresas e processar o adversário petista Fernando Haddad. Em contrapartida, o PT ingressou nesta quinta-feira (18) com pedidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a candidatura de Jair Bolsonaro seja investigada em razão das suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato.

Turismo

No dia em que ativistas fizeram um protesto em Brasília com críticas às suas propostas sobre meio ambiente, o candidato optou por destacar que as nações “subdesenvolvidas crescem sua economia com a exploração turística”.

“A falta de infraestrutura, a visão geral que o Brasil tem devido à violência e o desinteresse pela especialização da língua inglesa são outros problemas”, lamentou Bolsonaro nas redes sociais.

O candidato criticou ainda os valores cobrados para o turismo no Brasil. “Você sabia que atracar um navio, como os de cruzeiro, num porto brasileiro custa cerca de 20 vezes mais que em qualquer lugar do mundo, fora o problema da violência que desencadeia todo um processo de desconfiança e esvaziamento turístico?”

Para Bolsonaro, as soluções estão ligadas à desburocratização, ao combate ao crime e às indicações técnicas sem o viés meramente político. “Não há mágicas. Precisamos principalmente de um governo sério e comprometido com quem realmente interessa.”

(Agência Brasil)

Confiança do consumidor brasileiro segue estagnada, diz pesquisa

Dados apurados pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Indicador de Confiança do Consumidor permaneceu estagnado na transição dos últimos dois meses, com 41,9 pontos em setembro contra 42,4 pontos em agosto. A baixa evolução da confiança do consumidor é reflexo da crise na economia e das incertezas do processo eleitoral.

De acordo com o estudo, 82% dos brasileiros entrevistados avaliam de forma negativa a economia no atual momento, percentual que se manteve estável na passagem de agosto para setembro. Pelo menos 68% dos consumidores avaliam que o principal sintoma das atuais condições econômicas é o desemprego elevado; 61% culpa o aumento dos preços de produtos; 38% justifica pelas altas taxas de juros; e 29% acredita que é por causa do aumento do dólar.

Quase metade dos consumidores afirmam que entre os residentes de sua casa há pelo menos um desempregado, e 34% afirmam ter receio de ser demitido. Para mais da metade dos entrevistados (51%), o alto custo de vida tem gerado incômodo na vida financeira familiar, e para 19%, o desemprego. Indagados sobre onde que mais pesa o orçamento, 89% citam despesas com contas de luz e água; 87% afirmam ser o supermercado; e 86% apontam os preços dos combustíveis.

No que se refere à própria condição financeira, 43% dos consumidores consideram ruim ou péssima, contra apenas 11% que consideram que vai bem. Entre as causas do pessimismo financeiro estão o custo elevado de vida (57%), o desemprego (34%), queda na renda familiar (25%), imprevistos (13%) e a perda do controle orçamentário (11%).

O levantamento abordou também as perspectivas para o futuro da economia, e dentre os entrevistados, 33% se declararam pessimistas (10% no que se refere à vida particular), enquanto 19% afirmam estar otimistas (55% na avaliação financeira particular).

De acordo com quase metade dos entrevistados, corrupção e desemprego são as maiores causas de insegurança, questões que estão ligadas aos primeiros meses de atuação do próximo presidente.

Para o SPC Brasil, embora o país tenha atingido uma certa estabilidade diante da recessão econômica, o brasileiro se mantém cauteloso diante do processo eleitoral em curso. A entidade ressaltou ainda que há incertezas sobre como os candidatos pretendem lidar com as reformas econômicas que o país precisa, e que apenas a queda no desemprego e crescimento real da renda vão mudar positivamente a percepção do consumidor.

Foram entrevistados 800 consumidores. O Indicador aponta quer níveis acima de 50 indicam confiança, enquanto que níveis abaixo apontam o oposto. A escala do indicador varia de zero a 100.

(Agência Brasil)

Definitivamente, eu não queria

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Com o título “Definitivamente, eu não queria”, eis artigo de Magela Lima, professor universitário e jornalista. Ele aborda este cenário de campanha presidencial onde a intolerância fala mais alto em todos os lugares. Confira:

Eu não queria sair do grupo de WhatsApp da família. Eu não queria evitar meus vizinhos. Eu não queria escolher uma posição mais isolada na reunião de trabalho. Eu não queria fingir que estou ocupado para não conversar com o motorista do Uber. Eu não queria precisar defender direitos individuais. Eu não queria falar da importância de uma constituição que é mais nova que eu. Eu não queria ficar preocupado com a cor da roupa que vou sair de casa. Definitivamente, eu não queria.

Eu não queria ler tanta notícia absurda. Eu não queria falar sobre fake news em todas as aulas. Eu não queria sofrer com as facadas que vitimou o capoeirista na Bahia. Eu não queria ficar apavorado imaginando que a garota que teve uma suástica marcada com canivete na pele pudesse ser minha sobrinha. Eu não queria ter medo. Eu não queria ter medo de ter medo. Eu não queria ouvir falar de fascismo como se fala de futebol. Eu não queria ver gente postando armas como se fosse um troféu. Definitivamente, eu não queria.

Eu não queria justificar a necessidade de políticas de gênero. Eu não queria precisar discutir a legalidade de mulheres e homens, que ocupem a mesma função profissional, ter remuneração igual. Eu não queria desmentir que existe um kit gay por aí. Eu não queria ver o debate sobre o aborto resumido a questões de natureza religiosa. Eu não queria ter que explicar que o aquecimento global é uma realidade. Eu não queria precisar alertar sobre os riscos do desmatamento desenfreado em nome do agronegócio. Definitivamente, eu não queria.

Eu não queria ver elogios públicos à tortura. Eu não queria lamentar que se desconsidere a dívida que o Brasil, último País a abolir a escravidão, tem com a sua população negra. Eu não queria ouvir falar que vão matar viado. Eu não queria considerar a inclusão de moral e cívica nos currículos escolares. Eu não queria olhar atravessado para a bandeira do meu País. Eu não queria precisar participar de manifestações em defesa da democracia. Eu não queria ter receio do porvir. Eu não queria ter que negociar o inegociável. Definitivamente, eu não queria.

*Magela Lima

lima.magela@gmail.com

Jornalista e professor universitário.

STF abre novo inquérito contra Paulinho da Força

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito contra o deputado Paulinho da Força (SD-SP), a pedido do Ministério Público Federal (MPF). O político é acusado de comprar de sindicatos listas de pessoas demitidas para que sejam estimuladas a abrir ações trabalhistas contra seus ex-empregadores.

De acordo com o MPF, o esquema de captação ilícita de clientes funcionava mediante o pagamento de R$ 100 mil por escritórios de advocacia a sindicatos, com o objetivo de que estes fornecessem listas de associados demitidos, o que é vedado por lei.

Paulinho da Força seria o responsável por fazer a ponte entre as entidades sindicais e os advogados envolvidos. No pedido de abertura de inquérito, os procuradores responsáveis pelo caso anexaram uma cópia de contrato fornecida por uma testemunha que revelou o esquema.

Paulinho da Força é alvo de ao menos outros dois inquéritos em tramitação no STF. Um trata do favorecimento ilegal a sindicatos em processos de pedidos de registro no Ministério do Trabalho. Outro foi aberto com base na delação de dois ex-executivos da empresa Odebrecht, que disseram ter pago R$ 1 milhão em caixa 2 para a campanha do deputado em 2014.

A Agência Brasil tenta contato com a defesa do parlamentar, que foi reeleito nas eleições de 7 de outubro para um novo mandato na Câmara dos Deputados por São Paulo com 75.613 votos.

(Agência Brasil)

Empresários do setor industrial estão mais confiantes, diz CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial aumentou 0,9 ponto em relação ao mês passado e alcançou 53,7 pontos em outubro. Com isso, o indicador acumula uma alta de 4,1 pontos nos últimos quatro meses. Os resultados da pesquisa divulgada hoje (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o empresário voltou a mostrar mais confiança na recuperação da economia.

Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima de 50 mostram que os industriais estão otimistas. A média histórica do índice é de 54,1 pontos. “Mesmo com a sequência de bons resultados, o índice encontra-se 1,8 ponto abaixo do registrado em maio de 2018, antes da paralisação dos serviços de transporte de carga. O Índice de Confiança do Empresário Industrial de outubro ainda é 0,4 ponto inferior à sua média histórica e 2,3 pontos inferior ao registrado em outubro de 2017”, diz o estudo.

De acordo com a CNI, embora haja uma percepção de piora nas condições atuais das empresas e da economia, as expectativas para os próximos seis meses estão mais otimistas e estimulam a retomada da produção e dos investimentos.

Entretanto, a melhora do índice em outubro deve-se, exclusivamente, às expectativas do empresário. Neste mês, o índice de condições atuais caiu para 45,8 pontos e está 0,9 ponto abaixo do registrado em setembro. É a segunda queda consecutiva do indicador e, segundo a CNI, mostra que o empresário percebe a piora crescente de suas condições correntes de negócios, tanto na economia brasileira quanto nas condições da empresa.

No entanto, o índice de expectativas para os próximos seis meses subiu para 57,8 pontos e ficou acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa o pessimismo do otimismo.

A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o índice alcançou 54,9 pontos. Nas pequenas, o indicador alcançou 52,1 pontos e, nas médias, 53 pontos. A pesquisa mostra ainda que os empresários de todo o país estão otimistas. O Índice de Confiança do Empresário Industrial está acima de 50 pontos em todas as regiões. Neste mês, o indicador aumentou no Nordeste, no Sul e no Sudeste e recuou no Norte e no Centro-Oeste.

A pesquisa ouviu 2.759 empresas entre 1º e 15 de outubro. Dessas, 1.094 são pequenas, 1.034 são médias e 631 são de grande porte. O estudo completo está disponível na página da CNI .

(Agência Brasil)

Preço da gasolina cai 2% nas refinarias a partir deste sábado

A Petrobras anunciou hoje (19), em sua página na internet, que o preço do litro da gasolina ficará 2% mais barato em média nas refinarias de todo o país a partir de amanhã (20). Com a decisão, valor cairá de R$ 2,1490 – preço que vigorava desde o último dia 12 – para os R$ 2,1060 anunciado pela estatal para vigorar neste sábado.

O preço do litro do combustível atingiu maior valor nas refinarias no dia 14 de setembro último, quando a estatal passou a cobrar pelo litro da gasolina R$ 2,2514, preço que se manteve por 12 dias, até o dia 22 do mesmo mês, portanto por doze dias consecutivos.

A partir de então, o preço do litro da gasolina passou a registrar quedas consecutivas. No dia 25 de setembro, a estatal reduziu o preço do litro do procuto para R$ 2,2381, mantendo desde então uma tendência de queda no preço do litro da gasolina.

A última movimentação no preço do produto se deu no último dia 12 de outubro, quando o preço médio do litro nas refinarias passou a custar R$ 2,1490, preço que ficou estável por quatro dias consecutivos até o aumento anunciado hoje e que passará a vigorar a partir de amanhã.

O óleo diesel cobrado nas refinarias está em R$ 2,3606, o litro, desde o dia 30 de stembro, quando foi reajustado. Antes custava R$ 2,2964.

(Agência Brasil)

Datafolha – 73% dos entrevistados querem Bolsonaro nos debates

Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 67% dos eleitores brasileiros consideram que o debate entre os dois candidatos à Presidência da República, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), é muito importante. Para 73% dos entrevistados, Bolsonaro deveria comparecer aos debates. Dos 9.137 eleitores ouvidos em 341 cidades, 23% disseram que o capitão reformado não deve participar de debates e 4% não souberam responder à pergunta.

Enquanto sete em cada dez entrevistados consideram o confronto de ideias e propostas frente a frente muito importante, 19% dizem que o debate com os dois candidatos não é nada importante. Além disso, 13% disseram que o encontro seria pouco importante e 2% não souberam responder.

Questionados se o debate poderia levá-los a escolher outro candidato e mudar a intenção de voto, 76% dos entrevistados responderam que não; 8% que a chance disso acontecer é pequena; 8% que é média e 6% que haveria grande chance de isso ocorrer.

Entre os que manifestam intenção de votar em Bolsonaro, 84% afirmam que o debate não os levaria a alterar seu voto. Já entre os que pretendem votar em Haddad, 76% afirmaram que não mudariam de opinião. Registrada na Justiça Eleitoral, a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Poucas horas após a divulgação da pesquisa Datafolha, o candidato do PSL afirmou, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, que não tem participado de debates e tem limitado os atos públicos de campanha por temer por sua segurança pessoal após ter sido esfaqueado durante um evento em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro.

Submetido a duas cirurgias, Bolsonaro foi desaconselhado pela equipe médica a participar de debates durante todo o primeiro turno. Ontem, no entanto, médicos do Hospital Israelita Albert Einstein que o examinaram afirmaram que o candidato apresenta boa evolução clínica e que pode participar dos próximos debates, desde que sejam rápidos.

“Eu posso ter um problema com a bolsa de colostomia. Posso ter que voltar ao hospital”, declarou Bolsonaro, horas depois, na transmissão pelas redes sociais.

Já o candidato do PT, Fernando Haddad, tem repetido que gostaria de participar de debates com Bolsonaro e, pelas redes sociais, colocou-se à disposição para se reunir com o adversário em qualquer local. “Faço o que ele [Bolsonaro] quiser para ele falar o que pensa e debater o país. Com assistência médica, enfermaria, em qualquer ambiente.”

(Agência Brasil)