Blog do Eliomar

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Presidente nacional do PT conversa por três horas com Dilma

“O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, deixou a Granja do Torto, às 22h55 desta segunda-feira, depois de mais de três horas de reunião com a presidente eleita Dilma Rousseff. Dutra não parou para falar com os jornalistas que faziam plantão no portão de entrada da residência oficial.

O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores da campanha de Dilma, também estava na Granja do Torto e teria saído em outro carro atrás de Dutra. Outros dois carros também deixaram a Granja no mesmo momento. Dilma chegou no final da tarde e entrou na Granja às 18h30, sem dar entrevistas.

A Granja do Torto, uma das residências oficiais da presidência da República, será a moradia de Dilma durante a transição do governo. Às 19h30 chegou Dutra e às 20 horas, Cardozo. Ao entrar, Dutra disse aos jornalistas que seria apenas “uma conversa rápida”. Às 20h, quando entrou, Cardozo também disse que seria apenas uma visita.”

(O Globo)

Jorge Parente é reconduzido para comissão temática da CNI

O presidente do Conselho de Administração do Sebrae, Jorge Parente, continuará à frente da Comissão Temática de Responsabilidade Social da CNI, cuja posse da nova diretoria ocorrerá nesta quarta-feira, em Brasília.

Jorge aceitou convite que lhe foi feito por carta, com elogios, pelo novo presidente da entidade, o mineiro Robson Andrade. Na carta, Robson destaca o trabalho “competente” que Jorge realizou à frente dessa comissão temática que levou para outras federações a filosofia da responsabilidade social do empresário.

No Ceará, há 27 estrangeiros foragidos

“O chinês Zhou Jing Yi entrou para o rol dos estrangeiros fujões no Ceará pulando o muro da Rodoviária. Flagrado com mercadorias que comprara sem o pagamento dos impostos, largou mão delas no Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé, no bairro de Fátima, e correu. Deixou cerca de R$ 6 mil que investira em 200 pares de tênis, quase uma centena de camisas masculinas e outras bugingangas importadas. Ao pé da letra, muamba. Dias depois, até reapareceu para se explicar. Foi à delegacia, levou notas fiscais não convincentes, carimbadas em Minas Gerais sobre uma compra que teria feito na rua 25 de Março, em São Paulo. Não explicou o que era mesmo inexplicável, então decidiu fugir de vez. Nunca mais foi visto, desde aquele maio de 2000.

A historinha do chinês é caricata, porém bem real. Ele é só um dos 27 estrangeiros considerados foragidos pela Justiça Federal cearense. Lista considerável, disponibilizada na página eletrônica da instituição (www.jfce.jus.br). Casos dos mais variados crimes. Como comparação, a mesma listagem total tem mais 78 procurados brasileiros. Ou seja, os estrangeiros são quase um terço. O POVO “folheou” todos os autos contra os 27 réus, de 19 nacionalidades diferentes, muitos com mais de um processo. Fugas como a de Zhou, não necessariamente saltando muretas, causam adiamentos burocráticos e administrativos ao Judiciário. Não há cálculos a respeito desse ônus, mas saem bastante caros à gestão pública.

Já se passaram dez anos e Zhou ainda é procurado. Veja um dos custos: só no ano passado é que a mercadoria apreendida dele deixou o depósito da Justiça Federal local e foi a leilão eletrônico. Mofou por uma década, ocupou espaço. Demorou muito mais do que deveria. Gerou despesa processual, vaivém de papéis, tomou tempo de oficiais de justiça e servidores, audiências esvaziadas, reagendamentos, despachos, encaminhamentos a mais tramitando entre Polícia Federal, Ministério Público e Justiça. A morosidade perambulou de um lado a outro do processo.

Por força da lei brasileira, se o réu some, o processo é suspenso de acordo com o artigo 366 do Código Processual Penal (CPP). Mas o trâmite mínimo de atualização continua. No caso de haver outros réus localizados num mesmo processo ou se seus advogados estão em contato regular com a Justiça até o julgamento, pode haver o desmembramento da ação penal. Exatamente para que essa lentidão judiciária involuntária causada pelos que escaparam não seja maior. Vale para forasteiros e nacionais.

Os gringos fujões mais antigos no Ceará, na lista da Justiça Federal, são três: o jordaniano Ahmad Moh´d Mustafa Mustafa e os libaneses Gerard Abrahan Donabedian e Joseph Ibrahin Ibrahin. Todos envolvidos num mesmo crime, flagrado em junho de 1999. Portanto, 11 anos depois e os volumes do processo ainda dormem nas prateleiras (agora virtuais) do Judiciário. Na história, também estavam mais dois irmãos libaneses, Pierre Geries El Abed e Joseph Geries El Abed. Ambos, por terem sido presos e seus advogados continuarem atuando, receberam sentença. Foram condenados, em 2007, a quatro anos de reclusão e multa de R$ 10 mil. Recorreram.

O grupo foi descoberto clonando celulares de brasileiros. Haviam montado uma central clandestina num apartamento no bairro Meireles. O inquérito provou que eles clonavam o número de série de aparelhos alheios comuns, transmitiam para o exterior por softwares não convencionais e lá vendiam a ligação internacional. A conta ia para o dono desavisado. A operadora Tim acusou o golpe à época por seu sistema antifraude.

Desde que tiveram a prisão preventiva revogada, Ahmad, Gerard e Joseph Ibrahin sumiram. Vários dos estrangeiros usaram esse artifício. No primeiro livramento, tchau Brasil. Os 78 processos de foragidos nacionais também foram suspensos pela Justiça Federal. Pela mesma regra do artigo 366 do CPP. Os criminosos brasileiros, assim como os gringos, não esperaram a Polícia bater à porta e fugiram.”

(O POVO)

PT mineiro quer espaços no primeiro escalão de Dilma Rousseff

“Incomodado com o fato de nenhuma liderança do partido integrar a bolsa de apostas para o futuro ministério do governo Dilma Rousseff, o PT mineiro se articula para cobrar da presidente eleita espaço no primeiro escalão.

Petistas lembram que o diretório estadual se sacrificou em favor da aliança nacional com o PMDB ao ceder a cabeça de chapa na disputa pelo governo para o ex-ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Ao mesmo tempo, reivindicam reconhecimento pela “bela vitória” de Dilma no segundo colégio eleitoral do País, onde obteve de quase 1,8 milhão de votos a mais do que José Serra (PSDB) no segundo turno.

“É uma preocupação que nós temos. Achamos, pela importância do Estado, que é inaceitável que Minas não esteja presente no ministério da presidenta mineira”, disse hoje (15) o presidente do PT-MG, Reginaldo Lopes. “Vamos para cima discutir isso.”

Uma comissão do PT-MG se reuniria no início da noite para avaliar as “expectativas” do diretório em relação à transição do governo federal. O PT mineiro tem como principais ministeriáveis os nomes de Fernando Pimentel e Patrus Ananias, que acabaram derrotados na eleição majoritária.

Próximo de Dilma, Pimentel se afastou coordenação da campanha presidencial após ser vinculado à montagem de um grupo de inteligência, suspeito de produzir dossiês contra tucanos.

O grupo do ex-prefeito de Belo Horizonte – que não conseguiu se eleger senador – mira as pastas das Cidades, Turismo ou Esportes.

Já a ala ligada a Patrus torce para que ele seja convidado a reassumir o Ministério do Desenvolvimento Social. No PT mineiro, contudo, cresce a aposta de que ex-ministro – que integrou a chapa derrotada ao governo estadual como vice de Costa – seja indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Patrus não considera a hipótese por enquanto e tem dito a interlocutores que pretende retomar a atividade de professor de Direito e voltar à função de consultor e pesquisador concursado da Assembleia de Minas.

O petista também tem como projeto transformar em livro a experiência como gestor no Ministério do Desenvolvimento Social.”

(Radar Político)

Gilberto Gil defende permanência de Juca Teixeira no Minc

“O cantor e compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura do governo Lula, defendeu nesta segunda-feira a permanência do ministro Juca Ferreira a frente da pasta da Cultura no governo de Dilma Rousseff. Segundo Gil, “ministros que trabalham bem, sob certos aspectos e sobre certos ângulos, podem e devem continuar”. “O Juca é um belo ministro. Foi meu secretário executivo, estabeleceu comigo uma série de linhas de ação novas no Ministério da Cultura, fortaleceu a pasta e faz um belo trabalho. Tem todos os requisitos para se manter na equipe”, afirmou.

A permanência de Juca Ferreira no governo Dilma Rousseff é uma das grandes incógnitas da equipe de transição. Filiado ao PV da Bahia, Ferreira permaneceu no Ministério da Cultura mesmo depois que o partido lançou a candidatura de Marina Silva à presidência. Para evitar atritos com os verdes, Juca se licenciou da legenda durante toda a campanha eleitoral, apoiando abertamente a candidatura de Dilma Rousseff. Sua permanência no futuro governo depende da troca de partido ou de uma negociação entre PV e a equipe de transição.

Volta ao partido
Segundo o vice-presidente nacional do PV, Alfredo Sirkis, a negociação de apoio dos verdes com o governo Dilma está “fora de cogitação”. De acordo com o deputado federal eleito pelo Rio, “o PV não tem qualquer pretensão de negociar participação no governo de Dilma” e considera Juca Ferreira “carta fora do baralho”. “O Juca deveria ter entregado o cargo no momento que decidimos lançar a candidatura de Marina. Ele não é mais um problema do PV”, disse Sirkis.

Apesar da posição de Sirkis, oficialmente o ministro da Cultura continua filiado ao partido. A licença dele é de apenas um ano. No PV baiano o ministro também goza de grande prestígio e foi um dos articuladores da adesão de várias lideranças regionais à candidatura de Dilma Rousseff no segundo turno da eleição. Porém, de acordo com fontes do PV, a executiva nacional do partido espera que ele não volte aos quadros da legenda. “A manutenção dele no Ministério da Cultura corre independente do PV”, disse Sirkis. O atual ministro da Cultura, Juca Ferreira, que discute sua permanência no cargo durante o governo Dilma. Ele participou neste final de semana de um Simpósio em São Paulo

Opinião do antecessor
O ex-ministro Gilberto Gil, que também é filiado ao PV da Bahia, diz que não tem conversado institucionalmente com o partido em relação ao apoio da sigla ao futuro governo Dilma. Gil avalia que a permanência de Juca Ferreira na pasta da Cultura deverá ser uma decisão da própria presidente eleita, “independe de partido”. “Provavelmente a ministra trabalhará a constituição do seu ministério sobre outros ângulos. Então, é possível que o Juca fique ou não. Isso quem vai dizer é a própria presidente”, afirmou Gil.

Fórum digital
O cantor baiano participou neste feriado do Fórum Internacional de Cultura Digital, realizado em São Paulo, onde debateu o futuro da arte e da música com a introdução de novas tecnologias na vida dos artistas. Ao final do encontro com John Perry Barlow, representante da Eletronic Frontier Foundation norte-americana, Gil conversou alguns minutos com o iG e se disse feliz com a vitória de Dilma nas eleições. “A vitória dela é resultado do prestígio do presidente Lula e do olhar especial dos eleitores brasileiros. A população foi reconhecendo gradual o perfil, o valor e a importante atuação da ministra Dilma no governo nesses últimos oito anos”, destacou.

O ex-ministro espera que Dilma continue a implantação de pontos de cultura por todo o país e faça os ajustes fiscais necessários para o País. “É importante que ela continue as articulações com os governos municipais e a abertura de portas para a sociedade civil, como a gente já vinha fazendo”, disse. Por conta do Fórum de Cultura Digital, Gilberto Gil fica em São Paulo até essa terça-feira. O evento do qual ele participou acontece na Cinemateca Brasileira até o dia 17, com a participação do próprio ministro da Cultura, Juca Ferreira, na próxima quarta-feira.”

(iG)

Dilma se muda para a Granja do Torto

“A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, se mudou nesta segunda-feira para a Granja do Torto, em Brasília, onde ficará até a posse que será realizada em 1º de janeiro, informaram fontes oficiais. Dilma chegou a sua nova residência depois de passar o fim de semana em Porto Alegre, onde descansou com sua filha Paula e seu neto recém-nascido, após o retorno de Seul, onde participou da cúpula do G20 ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Divorciada duas vezes, Dilma vai morar com sua mãe e sua tia, que até então residiam na cidade de Belo Horizonte, segundo a Agência Brasil.

A Granja do Torto é uma mansão utilizada pela Presidência brasileira como residência alternativa ao Palácio da Alvorada, que foi utilizado pelos últimos governantes como lugar de descanso para o fim de semana e para organizar reuniões ministeriais eventualmente. Da mesma forma que Dilma, Lula se alojou na residência nos meses anteriores a sua posse, realizada em janeiro de 2003. Dilma, do PT, ainda não deu pistas de qual será a composição de seu gabinete, tarefa à qual vai se dedicar nas próximas semanas. Lula pediu a seus ministros que coloquem seus respectivos cargos à disposição, para que Dilma tenha toda a liberdade para escolher se quer contar com eles ou não.”

(POrtal Terra)

Comissão de juristas trabalha em novo Código Eleitoral

“Datado de 1965, em plena ditadura militar, o Código Eleitoral Brasileiro deve passar por uma profunda reforma que prevê atualizá-lo e torná-lo mais ágil e eficaz. Os exemplos recentes da atual legislação, considerada ultrapassada por especialistas, foram a cassação, no ano passado, dos governadores da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e do Maranhão, Jackson Lago (PDT). Eles deixaram os cargos no meio dos mandatos por infrações cometidas ainda na campanha eleitoral de 2006.

Uma comissão de juristas indicada pelo Senado trabalha, desde junho, para mudar o código por leis ordinárias, sem mexer na Constituição. Até meados de dezembro, a comissão, presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, deve apresentar um anteprojeto ao Legislativo. Alguns temas em discussão, segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, Walter de Almeida Guilherme, que integra a comissão, são a criação de mecanismos para acelerar decisões judiciais, unificar recursos e estabelecer novas formas de prestação de contas e divulgação de pesquisas eleitorais. “Sem dúvida, o Código precisa ser atualizado. Todos concordamos que ele está absolutamente defasado”, afirmou Guilherme.

O ministro Dias Toffoli destacou que há consenso em estabelecer um teto de gastos para campanhas eleitorais. “Como está hoje em dia, os próprios candidatos estabelecem um teto, o que atenta contra a igualdade de oportunidades e encarece demais as campanhas”, disse. A comissão, porém, não vai discutir temas como voto distrital e em listas, fidelidade partidária e formas de inelegibilidade, por serem temas de uma reforma.”

(Portal G1)

Governadores de Estados pobres são os mais ricos, segundo o TSE

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“Os 27 governadores eleitos no mês passado declaram à Justiça Eleitoral uma fortuna de R$ 63,53 milhões em patrimônio pessoal. Na média, cada chefe de executivo estadual tem R$ 2,35 milhões em bens. Ao menos 14 deles informaram ter patrimônio acima do R$ 1 milhão. O mais rico deles é o governador reeleito de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), que apresentou declaração de bens que soma R$ 14,62 milhões.

O governador eleito por Alagoas, Teotonio Vilela (PSDB), é o governador eleito mais rico do País, enquanto seu Estado ocupa o 25ª posição entre as regiões mais pobres Levantamento feito na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra ainda que oito governadores eleitos apresentaram evolução patrimonial superior a 200% nos últimos anos. Neste caso, a líder é a governadora também reeleita do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Em 2006, a declaração dela listava 15 bens, mas informava apenas o valor depositado em seu fundo de previdência privada: R$ 172.734,71 – em valores corrigidos. Para esta eleição, Roseana apresentou declaração com 25 bens e valor total de R$ 7.838.530,34. O crescimento foi de 4.437,90% em quatro anos.

As Alagoas de Teotônio e o Maranhão de Roseana ocupam a 25.ª e a 26.ª posição, respectivamente, no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos Estados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dois Estados também estão nas duas últimas posições do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que lista indicadores na área de Educação, renda e expectativa de vida.

Entre os governadores eleitos que tiveram expressiva evolução patrimonial, também destacam-se o de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), e o do Acre, Tião Viana (PT). Prefeito eleito de Ariquemes em 2008, Moura informou à Justiça Eleitoral na ocasião ter patrimônio de R$ 385.775,34, em valores atualizados. Agora, apresentou declaração de R$ 8.554.881,14. Crescimento de 2.117,58%. Quando se elegeu para o Senado em 2006, Viana disse ter patrimônio de R$ 28.794,65. Agora, passou para R$ 551.098,50, avanço de 1.813,89%.”

(iG)

Perseguição a Tiririca irrita até promotores

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“A insistência do promotor Maurício Ribeiro Lopes em tirar do palhaço Tiririca o mandato na Câmara dos Deputados com a tese do analfabetismo está irritando até mesmo os colegas de carreira.

Comentários em um grupo de e-mails mostram que quase mil promotores já perderam a paciência com o colega, e estão pedindo que o Conselho Nacional do Ministério Público apure o que está acontecendo.”

(Do site Consultor Jurídico)

Mais de 22 mil vagas em concurso no País. Acaraú oferece R$ 10,8 mil

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Pelo menos 74 concursos públicos em todo o país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (15) e reúnem 22.253 vagas para todos os níveis de escolaridade. Entre os destaques, está um salário que chega a R$ 10,8 mil oferecido pela Prefeitura de Acaraú, que recebe inscrições para todos os níveis até o próximo dia 21.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

* Confira os concursos e editais no Portal G1 aqui.

Turismo do Ceará ganha espaços em Brasília

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“Uma Noite no Ceará” é o nome do evento que a Secretaria do Turismo do Estado e o Fortaleza Convention Bureau promoverão quarta-feira, em Brasília. Segundo Cabral Júnior, secretário-executivo do Convention Bureau, a ordem é divulgar o Estado de olho principalmente na alta estação, que começa em dezembro.

Nesse evento, o melhor do artesanato, gastronomia e forró cearense, o que deverá se repetir em outros pontos do País.

Cabral Júnior adiantou que o Estado vem experimentando boa movimentação turística e que a rede hoteleira registra uma taxa de ocupação da ordem de 70%. Os pacotes vendidos para o feriadão ajudam nesse índice considerado dos mais positivos.

Gabinete da Presidência da República reserva R$ 844 mil para gastos com refeições

“Pela segunda semana consecutiva a Presidência da República ganha destaque no Carrinho de Compras. Na última edição dessa coluna semanal do site Contas Abertas, o novo mobiliário do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), que deverá custar cerca de R$ 94 mil, chamou a atenção.

Desta vez a inteligência presidencial reservou cerca de R$ 844 mil para garantir o fornecimento, por um ano, de quase 100 mil refeições – almoço, jantar, lanches, coffe break e coquetel. A ideia é manter bem nutridos os seguranças do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada, da Granja do Torto e do Palácio Jaburu.

E se depois das refeições os agentes de segurança quiserem tirar uma soneca, o departamento comprometeu R$ 4,7 mil para a compra de 300 travesseiros.”

Temporão apelará contra a dengue no Ceará

O ministro José Temporão fará sua pregação contra a dengue em Fortaleza, quarta-feira que vem, durante encontro com Cid Gomes (PSB), prefeitos e secretários municipais da Saúde, às 18 horas. Isso, no Palácio Iracema, confirmou, nesta manhã de segunda-feira, a assessoria do governador do Estado.

Ali, Temporão lançará campanha contra a dengue. O Ceará, segundo o Ministério da Saúde, está entre os 10 Estados com risco de epidemia da doença.

BC vai intimar ex-diretores do Panamericano

“O Banco Central vai intimar ex-diretores do Panamericano para que expliquem inconsistências contábeis que levaram ao rombo de R$ 2,5 bilhões. O BC tem indícios para abrir processo administrativo contra os executivos.

Ontem, na grevação de programa para o carnaval, acompanhada pelo Estado, Sílvio Santos cantou marchinhas e jogou dinheiro para a plateia.”

 (Estadão.com)

Dilma deve desonerar a folha de pagamento

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“A presidente eleita Dilma Rousseff vai recuperar uma velha bandeira do setor produtivo: desonerar a folha de pagamento. A afirmação é do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, um dos assessores mais próximos de Dilma. A medida deve funcionar como uma arma do Brasil na guerra cambial, porque reduz os custos das empresas.

Essa é uma das providências que o novo governo planeja para reduzir o famoso “custo Brasil”. Bernardo garante que Dilma vai retomar as reformas microeconômicas, medidas pontuais para elevar a produtividade da economia, encabeçadas pelo ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, mas depois abandonadas no segundo mandato.

Uma promessa de campanha, a desoneração da folha de pagamento é central na agenda micro de Dilma e já está em estudo no Ministério da Fazenda. A base da discussão será a proposta inicial de Lula, que previa queda de 8,5 ponto porcentual da contribuição descontada dos salários para a Previdência e para educação.

“A Dilma quer avançar na desoneração da folha. Já tem estudos sobre isso na Fazenda. Seria basicamente fazer o que tentamos quando estávamos discutindo a reforma tributária”, disse Bernardo em entrevista ao Estado.

“É uma agenda boa, inclusive por causa da guerra cambial. Uma maneira de se defender é reduzir o custo de produção.”

Bernardo, que deve seguir em um cargo de destaque na próxima administração, disse que “o começo do governo Dilma é um bom momento” para seguir com as reformas microeconômicas. “A presidente vai querer fazer um trabalho para continuar superando os gargalos do desenvolvimento do Brasil”, disse.

O ministro admitiu que a agenda micro “arrefeceu” ao longo do governo Lula, mas ressaltou que medidas importantes foram tomadas. “Todos deixaram de fazer o esforço que era necessário porque o processo político truncou a capacidade de diálogo entre governo e oposição”.

Ele explicou que as atenções do governo ficaram concentradas em mega projetos como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida.”

(Estadão.com)

Filósofo francês alerta sobre autoritarismo de "segmentos do PT"

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“Um dos mais respeitados intelectuais franceses, o sociólogo Alain Touraine, de 85 anos, diretor da École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, apresenta na terça-feira, em São Paulo, o seminário “Queda e renascimento das sociedades ocidentais”.

Touraine chegou no domingo à capital paulista e, em entrevista ao GLOBO, falou sobre o temor de um retrocesso no Brasil, após a eleição de Dilma Rousseff. Apesar de elogiar os governos Fernando Henrique e Lula, frisou que o país tem um passado marcado pelo populismo e alertou para o autoritarismo de “segmentos do PT”:

– A verdade é que não sabemos o que será o governo da nova presidente.

O intelectual também acredita que o tucano José Serra é peça fundamental para a oposição.

O GLOBO: Como o senhor vê as transformações da sociedade brasileira nos últimos 16 anos? Como avalia a vitória de Dilma Rousseff?

Uma coisa é clara. O Brasil tem um sistema político horrível, corrupto. Fernando Henrique Cardoso, em seus oito anos de governo, construiu as instituições. Fez uma transição perfeita para entregar a Presidência a seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula, por sua vez, realizou transformações sociais, tirando dezenas de milhões de brasileiros da miséria e da exclusão. Graças aos dois, em igual importância, o Brasil tem os elementos básicos para desenvolver um novo tipo de sociedade. Mas não sou necessariamente otimista. Não sabemos o que acontecerá daqui para a frente. A nova presidente (Dilma) foi inventada por Lula.

O Brasil tem um longo passado de populismo e a ameaça persiste devido ao nível de desigualdade social extremamente elevado. Após 16 anos dos governos FHC e Lula, é impossível questionar o potencial do Brasil.

Mas o perigo de um retrocesso existe, até porque o passado do PT está longe de ser perfeito. Lula não foi autoritário, mas segmentos do PT o são. A ideia de Dilma esquentar a cadeira por quatro anos para Lula também me desagrada.

Em uma democracia, não pode haver presidente interino. A verdade é que não sabemos o que será o governo da nova presidente, porque ela não tem experiência política.

Mas eu acredito que o Brasil tem tudo para ser o lugar em que uma nova sociedade surgirá. Não vejo muitos outros países no mundo que tenham chances tão boas quanto o Brasil.

G – José Serra, candidato derrotado do PSDB, deu a entender que fará com seu partido uma oposição mais dura ao governo Dilma, diferente da postura de seu partido frente a Lula. Como o senhor vê a polarização entre os dois maiores partidos brasileiros?

Neste momento, Dilma é Lula. Ninguém sabe nada sobre ela. Ela pode ter tendências populistas ou fazer um fantástico governo, não sabemos. O fato é que, depois de Lula, era impossível para José Serra vencer. Ele é extremamente competente, honesto e sério. Na oposição, é um ativo valioso para o Brasil frente aos riscos de irresponsabilidade e populismo.

G – Para o senhor, como a globalização transformou a sociedade pós-moderna?

Globalização significa muito mais que internacionalização. Significa que nenhuma instituição política, social ou religiosa é capaz de controlar um sistema econômico globalizado. Portanto, minha principal ideia é que a globalização significa o fim da sociedade. A diversidade dos atores é mais importante do que o sistema.

O que restou é o mercado puro. Vivemos agora em uma não sociedade, na qual as pessoas estão interessadas em coisas sem significado. Eliminar significados tem sido a aventura da Europa nos últimos 20 anos. Por exemplo, o desenvolvimento industrial sendo eliminado para dar lugar ao mercado financeiro: dinheiro pelo dinheiro.

Na vida privada, teorias românticas do século XIX deram lugar ao erotismo, à pornografia, ao sexo sem comunicação, emoção ou intenção. Interesse e desejo são a mesma coisa.

Minha pergunta é se é possível reconstruir uma vida social a partir de nenhum elemento social, pois eles despareceram ao longo do caminho.

G – E é possível? Há esperança para a vida em sociedade?

O único movimento político realmente forte hoje é a ecologia. Pela primeira vez na História abandonamos a velha filosofia de Descartes ou Bacon de que a cultura domina a natureza. Pela primeira vez estamos preocupados em salvar a natureza sem destruir a civilização e vice-versa.

Outra força antropológica pela qual tenho grande interesse é o movimento feminista. Mulheres em geral têm uma visão de sociedade que é o contrário do modelo masculino de tensão extrema, polarização. Mulheres buscam a conciliação em vez da oposição.

No entanto, o feminismo ainda não existe como força política. O sexismo domina. Já avançamos, mas as mulheres continuam tratadas como vítimas.

Ninguém as menciona como alguém que faz coisas. São mais criativas que os homens, mas, por enquanto, aparecem como vítimas, principalmente da violência doméstica.

A terceira força do que seria esta nova sociedade está no indivíduo, no direito a ter direitos, como dizia Hannah Arendt.

Ninguém sabe o que democracia significa hoje, cada um tem sua definição. Para mim, democracia é ampliar o acesso de todos a serviços e bens básicos, como educação e saúde, entre outras coisas.

É possível reconstruir uma sociedade baseada em termos não sociais universais, tais como a ecologia e os direitos individuais. Sou um grande defensor da ideia de universalização.

É fundamental reconhecer e garantir valores universais como, por exemplo, a liberdade religiosa. Recriar formas de vida coletiva e privada baseadas em princípios universais.

Se viver mais um ano, penso em escrever um livro com minhas ideias a respeito dessa nova sociedade possível.”

(O Globo)

Lula vai à posse da CNI, onde Macedo ocupará uma vice

O presidente Lula confirma presença na solenidade de posse da nova cúpula da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O ato ocorrerá em Brasília, na próxima quarta-feira, ocasião em que assumirá a presidência da entidade o mineiro Robson de Andrade, que substituirá Armando Monteiro, senador eleito pelo PTB pernambucano.

Há expectativa de que o evento seja o primeiro encontro público de Lula com o também senador eleito pelo PSDB, Aécio Neves, tucano que anda reduzindo as bicadas que direcionava contra o Planalto.

Na festa da CNI, um detalhe cearense: Roberto Macedo, presidente reeleito da Federação das Indústrias do Estado (Fiec), assumirá uma das vice-presidências. Com direito a levar caravana de empresários.

Jefferson defende Lula presidindo o PT

“‘Bob Jef’ está de volta, desta vez em uma entrevista para a revista IstoÉ desta semana. Conhecido por comprar brigas indigestas, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, criticou, durante a campanha, até mesmo o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, seu aliado, por ter demonstrado “constrangimento” com sua presença na campanha. Desde que teve seu mandato de deputado cassado na esteira do escândalo do Mensalão – o qual foi o principal denunciante –, Jefferson se tornou uma espécie de palpiteiro político profissional.
Com a autoridade de quem conhece como poucos os labirintos do poder na capital federal, não há assunto sobre o qual ele não tenha uma opinião, uma visão particular ou alguma frase de efeito para disparar. Sobre a presidente eleita Dilma Rousseff, Jefferson é só elogios: “Ela é tocadora de governo. O governo do Lula cresceu a partir da presença dela na Casa Civil”. Mas ele faz um alerta sobre a possível influência no governo de seu desafeto histórico, o ex-ministro José Dirceu. “A Dilma não pode é deixá-lo tomar conta do governo. Ele tem muita ambição”. Nessa entrevista, Jefferson dá uma sugestão para acalmar o partido e ao mesmo tempo ajudar o governo Dilma: “Eu penso que o Lula, para ajudar a Dilma, deve assumir a presidência do PT”.
Em sua opinião, a presidente Dilma pode fazer um bom governo?
Pode, porque ela é capaz. Ela é tocadora de governo. Eu já fazia essa previsão quando fui cassado e o José Dirceu também. Eu dizia: “Ela vai moralizar a Casa Civil, vai arrumar, vai dar tranquilidade ao Lula, porque o José Dirceu está conspurcando a sacristia na beirada do altar. Ela vai limpar a área.” E não deu outra. O governo do Lula cresceu a partir da presença dela na Casa Civil.
 
A Dilma terá a mesma independência de Lula em relação ao PT?
Não. A liderança é dele, não é dela. Penso que o caminho bom para o Lula é ser o presidente do partido. Aí, sim, vai influir nas reformas. Todo presidente de partido tem seu peso. Com sua autoridade política, ele tem de assumir a presidência do PT para ajudar a dar estabilidade ao governo da Dilma. Se ele ajudou a fazer dela presidente, ele vai ter de ajudá-la a governar. E ele, correndo assim a lateris (na margem), fica sempre como o ex-presidente. Assumindo a cadeira do PT, ele vai ter a legitimidade de presidir o partido que tem a presidente da República.
 
O presidente Lula diz que pode ajudar a tocar a reforma política. Não seria melhor ele sair de cena?
Eu penso que o Lula, para ajudar a Dilma, deve assumir a presidência do PT. Ele vai ter de botar freio na turma. Uma coisa é a Dilma. Ela é uma pessoa que pode ser feita de refém muito rapidamente.
 
O PT, então, pode criar problemas para a presidente Dilma?
Certamente, vai criar. Se não reverterem essas coisas de dossiês, de desconstruírem pessoas, de desconstruírem uns aos outros, ficará complicado. Aquela luta tribal parece uma coisa de xiita, a tribo tal contra a tribo tal.
 
Então o sr. acha melhor o Lula agir de forma mais aberta do que trabalhar nos bastidores?
Nos bastidores, ele será uma sombra do poder o tempo inteiro. O que não é bom para ela. As coisas têm de ser claras. A opinião pública exige isso. Penso que ele deve assumir a presidência do PT para dar legítima estabilidade ao governo da Dilma.
 
A presidente Dilma deveria fazer um governo de conciliação?
Claro, ela é ainda uma liderança frágil. Ela é uma liderança que foi feita, ela não se fez, precisa de tempo para amadurecer. Vai entrar pisando com ódio, sendo chicote do Lula? Vai dizer claramente para o Brasil que ela é manipulada, que não tem vontade pessoal? É jogar fora todo o cacife de confiança que conquistou, ainda fragilmente, porque a vitória é do Lula, depois é dela. Ela não se consolidou líder ainda.
Que peso o Aécio Neves vai ter na cena política?
Ele é um grande moderador. Ele vai ser um grande moderador dos ressentimentos que ficaram por causa da radicalização eleitoral.
Há risco de não haver consenso na disputa pela presidência da Câmara entre PT e PMDB?
Eles têm de dividir agora para somar na frente. Se os dois partidos disputarem, os blocos que estão nascendo vão acabar se coligando numa corrente contra a outra e vai haver enfraquecimento de um lado ou de outro. E pode resultar em algo como a eleição do Severino Cavalcanti. Essas coisas, quando começam a rachar, permitem o surgimento dos Severinos. Isso não é bom. Esses homens têm de ter cabeça para não permitir que nasça um novo Severino.
A guerra será acirrada entre PT e PMDB?
Será muito acirrada. A base do PT é muito pobrezinha, um pessoal de sindicato que está chegando agora ao poder. Então, vem com uma fome e uma disposição para o poder muito grande. E, quando chega lá, é um vale-tudo para sentar na cadeira. A ordem é: “Vamos desalojar o outro.” É um negócio muito pesado.
Se convidado, o PTB vai negociar ministério no governo?
Não quero participar dessas conversas. O PTB tem lá seus braços nas bancadas, sei que tem já ambições colocadas, gente até que tem valor para ter, mas não quero conversar sobre isso. Desejo à Dilma todo o sucesso. A bancada do partido já apoia na maioria das vezes o governo no Congresso. No Senado, há um articulador que é amigo dela, o senador Gim Argello, o líder, assim como o Jovair Arantes, na Câmara.
O PR, o PP e o PTB discutem a montagem de um bloco no Congresso para ter mais peso na atuação e negociar cargos. O caminho é esse mesmo?
Entendo que sim. Ainda mais que no PP há um homem do tamanho do Francisco Dornelles a presidir. Penso que é um dos maiores políticos do Brasil. O bloco dá mais força. Ninguém constrói só.
O PTB tem seis senadores e 21 deputados. Essa bancada vai ficar na base do governo?
A tendência é tratar isso com independência. Há temas em que o PTB não pode acompanhar o governo. O PTB não vai negar a governabilidade. Mas, mexer na Previdência para diminuir as condições do trabalhador e do pensionista, o PTB não entra nessa. Mudança na CLT sem consulta à classe trabalhadora, o PTB também não fará. Vamos lutar para derrubar o fator previdenciário.
Como o sr. vê a possibilidade de José Dirceu integrar o governo Dilma?
Se ele for absolvido, ninguém poderá impedir que ele volte. A Dilma não pode é deixá-lo tomar conta do governo. Ele tem muita ambição. Se for absolvido, não vejo nenhum problema de ele voltar.
 
O sr. tem alguma relação com José Dirceu?
A última vez que vi o José Dirceu pessoalmente foi na Comissão de Ética. Não me arrependo do embate que tive. Eu precisava sobreviver moralmente. Eu não me preocupei com o mandato. Por isso, não renunciei, enfrentei até o final a luta. Entrei pela porta da frente e saí pela porta da frente. É mais importante você ficar de pé do que “viver deputado” de joelho. Hoje, eu prefiro conversar com o Palocci. Deixa o Zé em paz lá, no canto dele. Para mim, o Palocci é um dos maiores quadros do PT.
 
Alguém deve ser condenado no processo do Mensalão?
Penso que há no processo muita prova densa contra alguns. Não quero dizer quem serão os condenados.
 
O PTB não elegeu nenhum senador e nenhum governador. O partido ficou menor nesta eleição?
O Sérgio Zambiasi (PTB-RS) não se candidatou nesta eleição. Ele não gostou de Brasília, é muito regionalista. O Zambiasi teve uma proposta irrecusável para voltar para a rádio. Ele tem 60 anos de idade e, com um contrato de dez anos, com a estabilidade que o contrato vai dar, até chegar aos 70, ele vai ter condições, com o salário, de deixar as meninas dele encaminhadas. Ele tem dez anos para fazer isso. É um homem humilde, que nunca fez um patrimônio. Para o governo, perdemos por 5% no Amapá, no final, para o candidato do PSB. Lutamos no Piauí também, com o João Vicente.
 
Os governadores do PSB estão defendendo a recriação da CPMF. O que o sr. vê numa eventual volta do imposto?
É conversa mais para governador, no Nordeste, onde tem pouca indústria, o comércio não é tão forte, não há classe média forte. É coisa mais de oligarquia, de coronelismo. Nas regiões Sul e Sudeste, onde se pagam 64% de todo o imposto arrecadado no País, isso tem peso muito forte. A CPMF é o canto da sereia do PSB, que está agindo bem. São os governadores do PSB, mais o Anastasia de Minas, criando uma terceira força. Para mim, o partido que saiu mais forte da eleição foi o PSB. Mas eu penso que a Dilma não devia empalmar esse discurso, que é o discurso da vingança. A Dilma não devia virar chicote na mão do Lula para bater na oposição e se vingar da derrota que o Lula sofreu em 2007, quando a CPMF foi derrubada. Ela não pode começar pelo ódio, tem de começar pelo amor.
 
Por que o sr. declarou voto no primeiro turno ao Plínio de Arruda Sampaio, se apoiava Serra?
O Serra fez questão o tempo todo de se mostrar constrangido com meu apoio: “Olha, estou constrangido, mas recebi apoio do PTB.” É uma coisa muito ruim. Não gostei do papel do Serra comigo. Isso é pior do que ser adversário, você tratar o amigo com constrangimento. Isso é um negócio muito pesado. Não gostei, ele não foi firme comigo. Não conversou, não teve interlocução. Não conversei com o Serra após a eleição. Foi só uma vez, na casa do Geraldo Alckmin, a 40 dias da eleição. Eu não sei se ele conversa com alguém.
 
Qual o futuro de José Serra?
Ele deve disputar a eleição para prefeito em São Paulo. Não acho que ele vai pendurar as chuteiras. Ele tem todas as chances de suceder o prefeito Gilberto Kassab. O Serra ainda é moço, tem 68 anos.
 
Qual o sentimento de ficar inelegível para o cargo de deputado?
É muito frustrante para mim. Apesar de eu estar com muita liberdade para construir o PTB, viajando, não tendo de ficar preso no plenário de manhã até de madrugada, sinto falta do debate parlamentar. Estou aguardando a decisão do STF. Vamos ver se, pelo menos em 2014, a gente consegue disputar a eleição.

(Revista IstoÉ)