Blog do Eliomar

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Um pedetista entre dois temores

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De férias e longe da política.

Flávio Torres, suplente de senador pelo PDT, diz estar vivendo um dilema a la entre a cruz e a espada neste segundo turno da eleição presidencial. Embora seu partido vote em Dilma, não decidiu se seguirá tal orientação, pois não tem simpatias pela petista nem pelo tucano Serra.”

Torres encontra-se, nesta quinta-feira, em Buenos Aires, na Argentina. Com a mulher, passa ali alguns dias. Mas promete retornar antes do dia 31 e cumprir seu dever e direito de votar.

(Coluna Vertical, do O POVO/Foto Arquivo – Paulo Moska)

VAMOS NÓS – Nessa situação, com certeza, estão muitos brasileiros.

Ibope – Dilma, 49%; Serra, 43%

O Ibope divulgou nessa quarta-feira pesquisa encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo que mostra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 49% das intenções de voto para o segundo turno.

O candidato do PSDB, José Serra, aparece seis pontos atrás, com 43% das intenções de voto. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais. Votos brancos e nulos somaram 5%, e 3% dos eleitores se disseram indecisos.

Considerando apenas os votos válidos, Dilma tem 53%, contra 47% de Serra.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores entre segunda-feira (11) e hoje. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 35660/2010.

Ipea – Brasil terá 206,8 milhões de habitantes em 2030

“Em 2030, o Brasil deve ter 206,8 milhões de habitantes, atingindo seu pico de população. A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), num estudo divulgado nesta quarta-feira sobre demografia, com base em análises de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, do IBGE.

De acordo com o levantamento, a menos que ocorra um aumento na fecundidade no país, em 2040 a população brasileira já vai ter encolhido em relação a 2030, com 204,7 milhões de habitantes.

Nesse processo, nas próximas décadas, a tendência é de que haja um superenvelhecimento da população, contra uma redução rápida da população jovem.

Já em 2009, a proporção de idosos no país era de 11,4% da população, contra 7,9% em 1992.

Num movimento inverso, o percentual de jovens caiu de 33,8% em 1992 para 24% em 2009. E a partir de 2030, as projeções são de que os únicos grupos populacionais que apresentarão crescimento positivo sejam os com mais de 45 anos.”

(Globo)

Publicada no DOU portaria que promete dificultar acesso a dados fiscais

“O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (13) a portaria 1860, que regulamenta a Medida Provisória 507, datada do início de outubro, que tem por objetivo dificultar o acesso, por parte de servidores do órgão, a dados fiscais dos contribuintes.A MP foi assinada após a quebra de sigilo do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de outras pessoas ligadas ao partido, incluindo Veronica Serra, filha do candidato tucano à Presidência, José Serra.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a informar que a quantidade de sigilos quebrada foi “muito maior”. Já Cartaxo, secretário da Receita Federal, avaliou que via indícios de um balcão de compra e vendas de informações de contribuintes dentro do Fisco.

Informações sigilosas
A portaria da Receita diz que são protegidas por sigilo fiscal as informações obtidas em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do contribuinte, ou de terceiros, e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades, tais como: rendas, rendimentos, patrimônio, débitos, créditos, dívidas e movimentação financeira ou patrimonial; ou aquelas que revelem negócios, contratos e relacionamentos comerciais, entre outros.

Entretanto, acrescenta que não estão protegidas por sigilo as informações cadastrais dos contribuintes, tais como nome, data de nascimento, endereço, filiação, qualificação e composição societária; ou as informações cadastrais relativas à regularidade fiscal do sujeito passivo, desde que não revelem valores de débitos ou créditos;

“Entende-se por utilização indevida do acesso restrito às informações protegidas por sigilo fiscal o acesso a banco de dados informatizados para o qual o servidor não possua permissão”, informa a portaria. Também diz que configura acesso sem motivo justiricado aquele realizado fora das atribuições do cargo; sem a observância dos procedimentos formais; ou sem necessidade de conhecimento das informações para a realização de suas atividades.

Procuração
Segundo a nova regra, o contribuinte poderá conferir poderes a terceiros para, em seu nome praticar que impliquem no fornecimento de dados protegidos pelo sigilo fiscais pela administração pública, somente por “instrumento público específico” (procuração pública lavrada por tabelião de nota que valem por cinco anos).”

(Portal G1)

Campanha de Dilma priorizará Minas

“Após reunião do comando da campanha de Dilma Rousseff, nesta quarta-feira (13), em Brasília, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que o partido dará atenção especial no segundo turno da disputa presidencial ao estado de Minas Gerais, onde candidatos petistas não tiveram, segundo ele, bom desempenho.

Dutra disse que estará em Belo Horizonte (MG) nesta quinta-feira (14), e que a candidata Dilma Rousseff também deve ir ao estado, no próximo sábado (16). “Vou estar amanhã em Minas, até porque é um estado que merece nossa atenção não só pelo tamanho, pelo peso eleitoral do estado, como também é fato que houve uma certa desagregação das nossas lideranças lá no estado em função do resultado eleitoral, que não foi um bom resultado. Não o resultado da Dilma lá, que foi bom, mas o resultado da eleição estadual que não foi bom e naturalmente gera uma certa desagregação, daí a necessidade de ter uma atenção especial”, afirmou o presidente do PT, que é também um dos coordenadores da campanha de Dilma.

O líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PT-PE), disse que, durante a reunião, foi apresentado por Marco Aurélio Garcia um esboço do programa de governo de Dilma. Garcia é assessor especial da Presidência e coordenador do programa de governo da candidata. “São 13 pontos. Incluem a afirmação das políticas públicas, a defesa da democracia e da construção do processo democrático que encabeça o manifesto, a preocupação de afirmar nosso compromisso com a democracia, com as políticas sociais, com a inserção internacional do Brasil, com a pesquisa científica tecnológica, com o meio-ambiente, com a política cultural. Está bem organizada a agenda”, disse o deputado.

José Eduardo Dutra confirmou a divisão em 13 pontos e afirmou que não há atenção especial à religião. “Não tem nada específico sobre religião. Tem o primeiro ponto, que fala de democracia e liberdades, que inclui liberdade religiosa, liberdade de imprensa. Enfim, aquilo que é a tradição do Brasil”, declarou. Segundo ele, a previsão é que o programa seja lançado na próxima semana. “O programa de governo está praticamente fechado, está aguardando apenas o OK da candidata, e a nossa intenção é lançá-lo na semana que vem”, disse.”

(POrtal G1)

Um quarto dos reeleitos responde a processo no STF

“Um em cada quatro parlamentares que renovaram o mandato no Congresso no último dia 3 responde a processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 320 congressistas que se reelegeram ou garantiram nas urnas o direito de trocar de casa legislativa, 76 são alvo de investigação na principal corte do país, onde tramitam os processos criminais envolvendo deputados, senadores e outras autoridades federais. Juntos, eles acumulam 167 pendências judiciais.

De acordo com levantamento do Congresso em Foco, há 120 inquéritos (investigações preliminares) e 47 ações penais (denúncias aceitas pelos ministros que podem resultar em condenação) contra 71 deputados e cinco senadores vitoriosos no último dia 3. Somente o Distrito Federal e o Espírito Santo não reelegeram parlamentares com processo. Minas Gerais, com 11 nomes, e São Paulo, com dez, são as bancadas com maior número de reeleitos com problemas no Supremo.

Mas o número de reeleitos enrolados pode ser ainda maior: outros cinco processados na corte vivem a expectativa de assumir novo mandato caso o STF decida que a Lei da Ficha Limpa só valerá a partir das próximas eleições.

Nessa situação estão os deputados Paulo Maluf (PP-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Natan Donadon (PMDB-RO), candidatos à reeleição, e Jader Barbalho (PMDB-PA) e Paulo Rocha (PT-PA), que tiveram votação expressiva para o Senado. Esse grupo acumula dez ações penais e nove inquéritos no STF. Se não conseguirem um mandato no Congresso, perderão o foro privilegiado no Supremo e terão de responder às acusações perante um juiz de primeira instância.

De todo tipo

As acusações contra os congressistas reeleitos alcançam mais de uma dezena de tipos penais. A lista das denúncias mais comuns é puxada pelos crimes eleitorais, que se repetem 26 vezes. A seguir, vêm os crimes de peculato (apropriação, por funcionário público, de bem ou valor de que tem a posse em razão do cargo, em proveito próprio ou alheio), com 21 casos, e os chamados crimes de responsabilidade, com 20 ocorrências. Os crimes contra a Lei de Licitações e contra a ordem tributária, como sonegação de impostos, somam 17 processos cada.

Há ainda 14 investigações relacionadas a crimes contra a administração em geral e formação de quadrilha, 13 por lavagem de dinheiro, e 12 por crimes contra o sistema financeiro. Estelionato, corrupção passiva e ativa, apropriação indébita previdenciária, tráfico de influência, crimes contra o meio ambiente e a família, lesões corporais e os chamados crimes de opinião, como calúnia e difamação, completam a relação das acusações a que respondem os parlamentares reeleitos.

O campeão em número de pendências judiciais no STF, dentre os reeleitos, é o deputado Abelardo Camarinha (PSB-SP). Alçado a um novo mandato por 71.637 eleitores, Camarinha acumula 14 processos: seis ações penais e oito inquéritos no Supremo. Entre as acusações contra o ex-prefeito de Marília (SP) estão: tráfico de influência, formação de quadrilha, crimes eleitorais, contra a ordem eleitoral, contra as finanças públicas e de responsabilidade.

Depois de Camarinha, o mais enrolado com a Justiça é o também deputado Lira Maia (DEM-PA). Reeleito com 118 mil votos, Lira Maia responde a dez processos: quatro ações penais e seis inquéritos. São sete investigações por crime de responsabilidade, uma por peculato, uma por crime contra a Lei de Licitações e outra por emprego irregular de verba pública.

O levantamento do Congresso em Foco, feito com base em informações do STF, considerou os 286 deputados reeleitos, os 16 senadores que se reelegeram, os 16 deputados que se elegeram senadores e os dois senadores que foram eleitos deputados.”

SERVIÇO

Veja quem são os reeleitos processados

O que dizem os parlamentares

(Congresso em Foco)

PT faz plenária sobre ações de campanha pró-Dilma em Fortaleza e Região Metropolitana

O Diretório Municipal do PT de Fortaleza realizará nesta quinta uma plenária com a militância. A partir das 18h30min, na sede do partido. O objetivo é organizar um calendário de atividades em favor da candidatura de Dilma Rousseff para presidente. O encontro deve fechar ações também para a Região Metropolitana. 

Os deputados estaduais e federais, bem como o senador eleito José Pimentel, participarão do encontro. 

Há expectativas de que a prefeita Luizianne Lins, que também é presidente regional do PT, compareça.

Tenor Rinaldo, descoberto por Raul Gil, fará show em Fortaleza

O jovem tenor Rinaldo Viana fará uma apresentação única nesta sexta-feira, a partir das 21 horas, no Teatro do Via Sul Shopping, em Fortaleza. O show terá participação especial da cantora cearense Fhatima Santos. Dono de uma voz potente e marcante, Rinaldo se espelhou no saudoso Luciano Pavarotti para iniciar sua carreira lírica e interpretar temas da música popular.

Rinaldo foi descoberto através do tradicional show de calouros do apresentador Raul Gil (ex-Record e hoje SBT) em 2001. Ele nunca havia estudado música até os 21 anos. Vindo de família humilde da periferia de São Paulo, trabalhou como mecânico no Senai.

Após o sucesso do programa, lançou os cds “Romance” (2001) e “Tempo de Amar” (2002), em parceria com a soprano Liriel Domiciano – com venda total de 900 mil cópias; e “Amor em 5 idiomas” (2004), cd solo onde interpretou grandes nomes da música mundial. Durante seis meses, também integrou o elenco do espetáculo “O Fantasma da Ópera”, apresentado no Teatro Abril

O próximo trabalho do tenor é um cd onde resgata clássicos da música popular brasileira, como “Mia Gioconda”, de Vicente Celestino e “Brigas”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Rinaldo atualmente desenvolve o projeto “Tenor nas Escolas”, cujo objetivo é divulgar música lírica para crianças, além de demonstrar a música popular com entonação lírica, baseado nos trabalhos de Andrea Bocelli e Luciano Pavarotti.

SERVIÇO

* Mais informações: 3404-4027 e www.teatroviasul.com.br

Entidades homossexuais vêem Senado mais receptivo às suas causas

“Análise preliminar da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (ABGLT) aponta para uma composição do Senado, a partir de fevereiro, mais favorável aos temas dos direitos humanos, incluindo os relacionados aos homossexuais. O presidente da Associação, Toni Reis, manifestou otimismo em relação à nova legislatura.

– O que esperamos do Congresso é que ele seja laico. Não temos um estado religioso como o Irã, aqui é uma democracia e nós também somos povo, queremos ser representados – disse.

De acordo com os cálculos da associação, 20 dos novos senadores eleitos podem ser considerados aliados – por integrarem a chamada Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, por terem assinado o termo de compromisso da associação para estas eleições ou por já terem atuado favoravelmente às causas homossexuais em outras instâncias. Além deles, conforme a entidade, há outros quatro senadores aliados em meio de mandato.

Mesmo lamentando a derrota da senadora Fátima Cleide (PT-RO), cuja confirmação ainda depende do julgamento da candidatura de Ivo Cassol, Toni Reis comemorou a vinda de outros parlamentares, como Roberto Requião (PMDB-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Gleisi Hoffman (PT-PR)e Marta Suplicy (PT-SP), autora, em 1995, do primeiro projeto de união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Na Câmara, a Associação identifica 154 deputados aliados, incluindo Jean Willys (PSOL-RJ), o primeiro ativista gay a ser eleito para o Congresso Nacional. Terminada a eleição, o objetivo da associação passa a ser conscientizar os parlamentares, por meio de audiências públicas, seminários e encontros em busca de mais apoio.

A entidade tem interesse especial na aprovação no substitutivo ao PLC 122/06, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais, relatado por Fátima Cleide. Toni Reis explicou que a senadora eleita Gleici Hoffman já se propôs a estabelecer um diálogo com grupos religiosos para tentar negociar a aprovação do projeto, apesar da oposição ao texto já manifestada pelos senadores reeleitos Magno Malta (PR-ES) e Marcelo Crivella (PRB-RJ).

– Vamos aprovar leis favoráveis em algum momento, seja o PLC 122 ou outro. Enquanto isso vamos dialogando, negociando e vendo o que é melhor para nossa comunidade. Só queremos exercer a nossa cidadania e que os artigos 3º e 5º da Constituição federal [que tratam do combate à discriminação] sejam cumpridos no Brasil – afirmou.

Além do projeto que pune a discriminação, a comunidade de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros deve centrar forças na tramitação de projeto que permite a união estável – o que não inclui o casamento religioso, salientou Toni Reis – e do que permite aos transexuais incluírem, nos documentos, o nome pelo qual são conhecidos.

Elina Rodrigues Pozzebom / Agência 

Análise preliminar da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (ABGLT) aponta para uma composição do Senado, a partir de fevereiro, mais favorável aos temas dos direitos humanos, incluindo os relacionados aos homossexuais. O presidente da Associação, Toni Reis, manifestou otimismo em relação à nova legislatura.

– O que esperamos do Congresso é que ele seja laico. Não temos um estado religioso como o Irã, aqui é uma democracia e nós também somos povo, queremos ser representados – disse.

De acordo com os cálculos da associação, 20 dos novos senadores eleitos podem ser considerados aliados – por integrarem a chamada Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, por terem assinado o termo de compromisso da associação para estas eleições ou por já terem atuado favoravelmente às causas homossexuais em outras instâncias. Além deles, conforme a entidade, há outros quatro senadores aliados em meio de mandato.

Mesmo lamentando a derrota da senadora Fátima Cleide (PT-RO), cuja confirmação ainda depende do julgamento da candidatura de Ivo Cassol, Toni Reis comemorou a vinda de outros parlamentares, como Roberto Requião (PMDB-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Gleisi Hoffman (PT-PR)e Marta Suplicy (PT-SP), autora, em 1995, do primeiro projeto de união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Na Câmara, a Associação identifica 154 deputados aliados, incluindo Jean Willys (PSOL-RJ), o primeiro ativista gay a ser eleito para o Congresso Nacional. Terminada a eleição, o objetivo da associação passa a ser conscientizar os parlamentares, por meio de audiências públicas, seminários e encontros em busca de mais apoio.

A entidade tem interesse especial na aprovação no substitutivo ao PLC 122/06, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais, relatado por Fátima Cleide. Toni Reis explicou que a senadora eleita Gleici Hoffman já se propôs a estabelecer um diálogo com grupos religiosos para tentar negociar a aprovação do projeto, apesar da oposição ao texto já manifestada pelos senadores reeleitos Magno Malta (PR-ES) e Marcelo Crivella (PRB-RJ).

– Vamos aprovar leis favoráveis em algum momento, seja o PLC 122 ou outro. Enquanto isso vamos dialogando, negociando e vendo o que é melhor para nossa comunidade. Só queremos exercer a nossa cidadania e que os artigos 3º e 5º da Constituição federal [que tratam do combate à discriminação] sejam cumpridos no Brasil – afirmou.

Além do projeto que pune a discriminação, a comunidade de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros deve centrar forças na tramitação de projeto que permite a união estável – o que não inclui o casamento religioso, salientou Toni Reis – e do que permite aos transexuais incluírem, nos documentos, o nome pelo qual são conhecidos.”

(Agência Senado)

Lições mineiras

Eis artigo de Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, intitulado “Lições mineiras”, que está sendo veiculasdo nesta quarta-feira no Blog do Noblat. Confia: 

Das 18 eleições de governador concluídas domingo passado, muitas foram significativas. A de Renato Casagrande, que, com 82% dos votos válidos, estabeleceu o recorde do ano, tornando-se quase uma unanimidade no Espírito Santo. Seu desafio, agora, é governar agradando a todos, tarefa tão difícil (ou mais) que ganhar a eleição.

A de Tarso Genro, primeiro governador eleito em primeiro turno na história do Rio Grande do Sul. E havia quem dissesse que tinha passaporte assegurado para o segundo turno, mas que seria derrotado por quem quer que fosse o adversário!

As dos governadores eleitos em 2006 que disputaram a reeleição. Todos venceram. De norte a sul, as vitórias de Sérgio Cabral, Jaques Wagner, Marcelo Deda, Eduardo Campos, Cid Gomes e André Puccinelli mostram como a população se acostumou com a ideia de que as administrações precisam de tempo e que quatro anos é pouco para mandar alguém de volta para casa (salvo em casos excepcionais).

As dos dois governadores eleitos pelo DEM, no Rio Grande do Norte e em Santa Catarina, que sugerem que as considerações locais muitas vezes suplantam a política nacional. Rosalba Ciarlini venceu em um estado onde Dilma teve mais que 50% dos votos, enquanto Raimundo Colombo foi vitorioso onde Serra ficou em primeiro.

A de Tião Viana, do PT, que venceu apesar de seu estado, o Acre, ter sido o lugar onde confluíram com mais intensidade as duas ondas que marcaram o final da eleição presidencial. Embora Serra e Marina tivessem diminuído o espaço para sua candidatura, ele liquidou a fatura no primeiro turno.

A de Beto Richa, no Paraná, que soube se reposicionar quando a eleição ficou competitiva e imprevisível, e teve a coerência de manter sua linha de campanha mesmo nos momentos piores.

A de Geraldo Alckmin, que mostra que a tese da “alternância” esposada por alguns de seus correligionários só é boa para os outros. Com sua eleição, o PSDB completará 20 anos no poder no estado e ele se tornará o político de São Paulo que mais tempo terá ficado à frente do governo, ultrapassando o velho Ademar de Barros (computados seus períodos como interventor e governador).

Mas são as eleições de Minas Gerais as que mais têm para entrar nos anais do marketing político brasileiro. A vitória de Antonio Anastasia e o tamanho da votação que recebeu serão marcos nas discussões sobre como disputar e vencer eleições daqui para a frente.

É claro que nenhuma eleição é igual à outra, pois cada lugar tem particularidades e cada momento suas exigências. Ainda assim, o caso mineiro de 2010 é relevante em sentido mais amplo.

Para começar, pelo fato de Anastasia ser um tipo de candidato que deverá ser a cada dia mais comum. Vindo de uma trajetória na administração pública, ele não tinha experiência eleitoral (embora tivesse sido companheiro de chapa de Aécio Neves em 2006). Casos como o dele, de técnicos que disputam mandatos importantes apoiados por líderes populares, estão se tornando frequentes no mundo inteiro (veja-se o presidente da Colômbia, eleito em junho deste ano).

Dos candidatos de 2010, quem mais se parece com ele nesse aspecto é Dilma. Mas foram duas experiências bem diferentes: Anastasia teve mais de 62% dos votos válidos e Dilma um pouco menos que 47%.

Aécio era mais popular em Minas que Lula no Brasil? A crer nas pesquisas, não. Ao contrário, elas davam ao presidente até mais aprovação que ao governador no seu próprio estado. Aécio sempre foi muito bem avaliado, mas não é isso, apenas, que explica a vitória de Anastasia.

Seu sucesso se justifica de outra maneira: sua campanha lhe forneceu os meios para que fosse percebido pelo eleitorado mineiro como algo mais que “o candidato de Aécio”. Sem que isso fosse, em qualquer momento, irrelevante ou mesmo secundário, Anastasia pôde ser visto pelas pessoas como um administrador preparado para ir adiante no que Aécio e ele haviam começado.

Nem os mineiros, nem os brasileiros, em geral, exigem que os governantes sejam grandes personalidades carismáticas ou políticos com imensa experiência. Só pedem que sejam mais que indicações de alguém (mesmo quando admiram muito esse alguém).”

 (Blog do Noblat)

Grupo do STF quer sugestões dos Estados para a elaboração do Novo Código Civil Eleitoral

Uma comissão de juristas presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federla, José Dias Toffoli, percorre o Brasil debatendo o anteprojeto do Novo Código Civil Eleitoral. Toffoli é o responsável pela elaboração desse anteprojeto e quer ouvir as propostas dos Estados.

O grupo realizará nesta sexta-feira uma audiência pública no auditório do Tribunal Regional Federal, da 5a Região, com sede no Recife. A partir das 10 horas, quando submeterá à sociedade civil temas polêmicos de Direito Eleitoral e da organização da justiça.

Ainda não há data de quando essa comissão de juristas visitará o Ceará.

Dilma e eleitor, um casamento sem amor?

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Com o título “Casamento sem amor”, eis artigo que o publicitário e poeta Ricardo Alcântara manda para o Blog nesta quarta-feira. Confira:
 
Você conhece alguém, uma única pessoa, que já lhe tenha dito assim, espontaneamente: “eu gosto muito da Dilma”? Pois é. Lá se foram cem dias de campanha e a mulher não conquistou o coração de ninguém. Incrível.
 
No entanto, é quem possui hoje as maiores chances de vencer a disputa presidencial. Caso eleita, terá sacramentado com o povo uma espécie de “casamento sem amor”, de puro interesse.
 
Vencedora, terá sido pela soma de fatores alheios à sua personalidade: a popularidade de Lula e seu governo e o trauma psicológico instalado no inconsciente coletivo do país pelo governo Fernando Henrique.
 
Dificilmente, arrisco afirmar, fenômeno igual se repita nos próximos 50 anos. Não há exagero na projeção: o último grande líder de massas do Brasil “saiu da vida para entrar na história” há pouco tempo mais que isto.
 
Só Lula talvez não seja suficiente. Talvez.

Dilma e Serra trocam farpas no rádio

“Com ataques mútuos, os programas que Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) prepararam para a manhã de quarta-feira espessam o clima plebiscitário destas eleições e assinalam um tom mais agressivo em comparação à TV. Exemplo: críticas aos programas de habitação popular tocados durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, com Serra ministro do Planejamento, já haviam sido disparadas na propaganda televisiva da noite de ontem.

Só que, no rádio, a ironia deu o tom. “O PSDB, esse pessoal do bico grande [referência aos tucanos], nunquinha mesmo colocou dinheiro para ajudar as famílias a comprarem suas casas”, diz Serafião, personagem de tipo nordestino que participa regularmente dos programas petistas. Para reforçar a impressão de “ringue eleitoral” (de um lado, Dilma e Lula; de outro, Serra e FHC), a propaganda segue fazendo comparações entre uma gestão e outra. Também entra no baila o governo de São Paulo, há 16 anos sob administração tucana – Serra assumiu o cargo em 2006 e largou-o este ano para concorrer à Presidência.

Quanto aos projetos de transferência de renda, Serra é acusado de não apoiar o Bolsa Família no Estado. Em seguida, o nordestino Serafião chama de “conversa para boi dormir” as promessas tucanas de “ampliar e dar 13º” no programa. O Renda Cidadã, programa paulista, é visto como insuficiente, por “só atender 140 mil famílias”. O PT segue forçando a entrada das privatizações na pauta política. Como ministro do Planejamento de FHC, Serra teria orquestrado as privatizações da Vale do Rio Doce e da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Também teria incentivado o troca do nome da Petrobras, outro alvo das privatizações, para Petrobrax, “que é pros gringos poderem pronunciar melhor”.

No posto de governador, ele é acusado de privatizar 31 empresas e aumentar os pedágios no Estado. Segundo Dilma, as mudanças implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – ajudado por ela – jamais teriam continuidade com Serra.

PSDB
O programa tucano segue fiel a tática de intercalar a imagem do “Serra do bem” com a linha agressiva já vista no primeiro turno (enquanto a petista passou a elevar o tom nesta nova fase da corrida presidencial). Jingles ligam Dilma a aborto, MST e Casa Civil. Até “a lojinha de R$ 1,99 que quebrou” – referência a um empreendimento que ela tocou nos anos 90, no Rio Grande do Sul – vira munição. Para rebater as acusações de que Serra encerraria a carreira de programas como o Bolsa Família, o locutor afirma que, “além de continuar o que está dando certo, ele melhora e amplia”.

É a deixa para que Serra alfinete a atual gestão: “Às vezes, eu me pergunto: por que não continuaram o que eu fiz na saúde [mutirões, genéricos, Saúde da Mulher]?”. Sua experiência na pasta da Saúde costuma ser exaltada por tucanos e poupada dos ataques petistas. Aécio Neves e Raimundo Colombo, escolhidos em 3 de outubro para governar Minas Gerais e Santa Catarina, dão depoimentos a favor de Serra. No primeiro turno, o presidenciável do PSDB criticava a falta de apoio mais incisivo dos aliados.”

(Folha.com)

Presidente do BNB dá como certo o fim da greve dos bancários

O presidente do Banco do Nordeste do Brasil, Roberto Smith, deu como certo o fim da greve dos bancários. A categoria deverá fazer assembleia geral em todo o País e, em Fortaleza, vai se reunir a partir das 17 horas, na sede sindical.

Os bancários conseguiram reajuste de 7,5% , quando postulavam 11%, no que para Roberto Smith foi um saldo positivo para a categoria. Smith lamentou que a greve, considerada a maior até hoje, tenha causado muitos problemas para a clientela dos bancos.

Roberto Smith encontra-se, nesta quarta-feira, em Brasilia, onde participará de seminário sobre Desenvolvimento Regional promovido pelo Ministério de Assuntos Estratégicos. Já na quinta-feira, o presidente do BNB participará de evento igual em São Paulo.

Redetv fará debate com Dilma e Serra

Vem aí o segundo debate presidencial neste segundo turno da campanha entre Dilma (PT) e Serra (PSDB/DEM). Será no próximo domingo, às 21h10min, pela Redetv. A mediação ficará com o jornalista Kennedy Alencar, apresentador do programa “É Notícia”.

O debate, que acontece nos estúdios da sede da emissora, em Osasco (SP), será transmitido ao vivo pelo UOL (Universo Online), portal de internet do Grupo Folha, com comentários em tempo real feitos pela equipe de jornalistas escalados para a cobertura do evento.

A RedeTV! e o portal da emissora na internet também transmitirão o encontro, que será dividido em cinco blocos.

Para os internautas um lembrete: quem quiser acompanhar o debate no Twitter, poderá fazê-lo #folharedetv.

Cid, ao lado de Lula e Dilma, participará de comício no Piauí

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O governador reeleito Cid Gomes (PSB) dará entrevista, nesta manhã de quarta-feira, à rádio FM Paraíso, da cidade de Sobral (Zona Norte), sua terra natal. Falará para os ouvintes do programa do radialista Isaías Nicolau, a maior audiência da região, quando agradecerá votos e adiantará planos para aquela banda do Ceará.

Cid passará parte do dia em Sobral, mas, no fim da tarde, viajará para Teresina, a Capital do Piauí, onde participará de um comício em favor do candidato a governador Wilson Martins (PSB).

Nesse comício, estarão também o presidente Lula e a candidata a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). 

participará, às 18 horas desta quarta-feira, em Teresina (PI), de um comício em favor do candidatoa governador Wilson Martins (PSB). O comício terá a presença do presidente Lula e da candidata a presidente da República pelo PT, Dilma Rousseff.

Cid, que se encontra na Zona Norte do Estado, romisso, estará em ua terra natal, Sobral,