Blog do Eliomar

Categorias para Brasil

Mais de 51% dos argentinos torcem por Dilma

127 2

Uma enquete divulgada nesta sexta-feira (1) em Buenos Aires dá conta de que 51,3% dos argentinos preferem que a candidata governista Dilma Rousseff (PT) seja eleita no próximo domingo (3) a próxima presidente do Brasil.

A pesquisa, da empresa de consultoria Ibarómetro, indicou que José Serra (PSDB) tem a simpatia de 6,4% dos argentinos, enquanto 42,3% disseram não ter opinião sobre o tema. Para a produção do levantamento foram consultadas mil pessoas com mais de 18 anos, procedentes de cidades de toda a Argentina. A margem de erro da pesquisa é de 3,1%.

Dilma (PT), candidata da base governista, e o opositor Serra (PSDB) são os principais favoritos das eleições do próximo domingo, quando será escolhido o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no poder desde 1º de janeiro de 2003. Segundo uma das últimas pesquisas veiculadas no Brasil, Dilma tem 47% das intenções de voto, contra 28% de Serra.

A expectativa é que 135,8 milhões de brasileiros votem no próximo domingo, em eleições que servirão ainda para escolher os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, renovar dois terços do Senado e eleger os novos deputados federais e estaduais. Dos 22.570 candidatos habilitados, nove aspiram à Presidência, 171 ao cargo de governador, 273 ao Senado, 6.036 à Câmara e 15.280 a deputados estaduais.”

(Agência EFE)

Dilma deve ganhar no 1º turno em 16 Estados

“A 2 dias das eleições (serão no domingo, 3.out.2010), as pesquisas mais recentes sobre a intenção de voto para presidente da República mostram que Dilma Rousseff (PT) tem a maioria dos votos válidos em 16 Estados. Ou seja: 16 Estados a elegem no 1° turno.

Em 4 Estados e no Distrito Federal, Dilma não tem votos suficientes para encerrar a disputa no domingo, pois seu percentual não supera a soma dos percentuais de seus adversários, segundo tabulação preparada para o Blog pelo repórter do UOL Fábio Brandt. Em outros 6 Estados, a margem de erro das pesquisas torna a votação incerta, pois a petista pode ou não ter votos para vencer no 1° turno.

Em 2006, o presidente Lula também perdeu o 1° turno em 11 UFs, sendo que 9 delas estão na lista de locais onde Dilma pode perder o 1° turno em 2010: Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Em 2002, Lula só perdeu a 1ª etapa da votação em Alagoas, Ceará e Rio de Janeiro.

Os resultados de eleições passadas estão disponíveis na página de Resultados Eleitorais deste Blog. Além do 1° turno, pode-se conferir também os resultados finais das eleições anteriores. Em 2002, por exemplo, Lula perdeu o 2° turno apenas em Alagoas. Em 2006, perdeu em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.

A seguir, quadros com a situação geral da eleição presidencial nos Estados. Para ampliar as imagens, deve-se clicar sobre elas com o botão direito e salvá-las no computador. Em seguida, é preciso abri-las com um programa de visualização de imagens para aumentá-las.” 

(Blog do Fernando Rodrigues – Veja as tabelas aqui.)

Plínio de Arruda diz receber como "bom cristão" apoio de Roberto Jefferson

“Foi como bom cristão que Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) recebeu a notícia de que Roberto Jefferson (PTB) votará nele em domingo. “Sou um cristão e acho que as pessoas podem se arrepender”, afirmou o socialista. Pelo Twitter, na manhã desta sexta-feira, Jefferson deu a Plínio seu “voto pessoal para presidente do Brasil”. Também deu carta branca para petebistas votarem em quem bem entenderem no domingo –oficialmente, o partido integra a coligação O Brasil Pode Mais, que respalda José Serra (PSDB) para a Presidência.

Jefferson delatou o mensalão de 2005 e, em seguida, teve o mandato de deputado cassado, por quebra de decoro parlamentar – foi acusado de entregar o esquema sem apresentar provas. Plínio definiu como “sensacional” o debate desta quinta-feira, promovido pela Rede Globo. “Acho que consegui passar o que eu queria”, disse o quarto colocado na corrida presidencial.

Coube ao candidato, mais uma vez, encarnar o “franco-atirador” do debate, com as tiradas mais irônicas do encontro. Ele também foi responsável pela maior saia-justa de Dilma Rousseff (PT) na noite, quando a questionou sobre doações recebidas pelo partido. Plínio, que pontuou 1% nas intenções de voto no último Datafolha, mostrou-se satisfeito com a recepção que tem recebido nas ruas. “Aqui na rua é um sucesso. Todo mundo fazendo sinal de positivo, dizendo que vai votar.”

(Folha.com)

Mulher de Roriz, a nova "Vanusa"?

134 1

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=4CAfJ6xoVNY[/youtube] 

Olha aí a performance da candidata ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz (PSC), a mulher do Roriz, aquele que abandonou o barco após ser pego pela Justiça Eleitorla, via lei da Ficha Limpa. Estão chamando dona Weslian de “Vanusa” por conta de tantos erros ao participar de debate televisivo. Será?

Revista inglesa lamenta que Dilma dependa de Lula para ganhar as eleições

162 1

“Em editorial na sua edição desta semana, a “Economist” diz lamentar a dependência da candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O fato de Dilma depender tanto do apadrinhamento de Lula é lamentável, pois o Brasil precisa de um líder forte e independente”, diz a principal revista de economia e política da Grã-Bretanha.

Segundo a “Economist”, caso seja eleita, Rousseff precisará sair da sombra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “para conseguir a autoridade necessária” ao cargo. A revista diz ainda que Lula “precisa deixá-la se afastar”, uma atitude que seria “seu último presente a país”. Intitulado “A Passagem”, o texto afirma que Lula deu ao Brasil continuidade e estabilidade e que agora ele precisa “dar independência” a sua sucessora.

TRÊS GRAVES PROBLEMAS
Se eleita, Dilma terá de lidar com ao menos três graves problemas, segundo a “Economist”, e a corrupção seria o primeiro. A revista afirma que o PT tem uma “tendência de inchar os órgãos federais com indicados políticos”. A segunda preocupação seria com o papel do Estado na economia –que cresceu no segundo mandato de Lula. O terceiro “teste” é a política externa, por causa da aproximação do presidente com “autocratas” como os presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

Para a revista, ainda não está claro se Dilma tem “a força e vontade para lidar com esses problemas”. Em outra matéria, a “Economist” detalha o legado do governo Lula e explica como Dilma se beneficiou dele, apesar de especialistas acreditarem, há um ano, que era impossível transferir sua popularidade.

No entanto, a matéria afirma que a presidenciável não tem o “magnetismo” de Lula nem sua “habilidade de negociar”. Por fim, ela especula sobre como seria o novo governo, apostando em nomes como Antonio Palocci e José Dirceu para integrar seu gabinete.”

(Folha.com)

Roberto Jefferson agora vota em Plínio

151 1

 “O presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, declarou por meio de seu Twitter que irá votar em Plínio de Arruda Sampaio, do Partido Socialista e Liberdade (Psol). “Plínio terá meu voto pessoal para presidente do Brasil”, escreveu o petebista na manhã desta sexta-feira (1).

Jefferson comentou o desempenho dos quatro candidatos à presidência da República que participaram do debate promovido pela Rede Globo na noite dessa quinta-feira (30), começando pela aspirante petista. “Dilma (Rousseff) começou de nariz pra cima, depois se afirmou. Acertou a maquiagem e o casaco rosa. Soube repelir o deboche da plateia”, afirmou.

Para o ex-deputado, José Serra (PSDB) foi “o mesmo de sempre”. “Sem graça, sem emoção, sem colorido. Sem compromisso com o coletivo de partidos a seu lado. Eu, eu, eu…”, avaliou. Sobre Marina Silva (PV), Jefferson aprovou a atuação da senadora no início do debate, mas afirmou que depois ela “foi perdendo energia”. Os elogios mais intensos foram focados no candidato socialista. “Plínio mostrou a força de terceira idade. Idealista, corajoso, fina ironia, coletivo, partidário. Me tocou seu brado pelo Brasil”, disse.

Além disso, Roberto Jefferson declarou ainda que, como presidente do PTB, libera seus companheiros “a escolherem seu candidato a presidente do Brasil”. No mês de junho, em uma convenção nacional, o partido havia oficializado apoio ao tucano José Serra.”

(Com Agências)

Prêmio Jabuti – Lira Neto fatura 2º lugar com livro sobre Padre Cícero

290 1

O livro “Padre Cícero – Poder, fé e guerra no sertão”, do escritor e jornalista Lira Neto, foi o segundo colocado no Prêmio Jabuti 2010. A biografia escrita sobre o sacerdote obteve uma grande repercussão dada a sua polêmica com poucas manifestações contrárias ao conteúdo.

O livro “Padre Cícero – Poder, fé e guerra no sertão”, foi editado pela Companhia das Letras e conta com 557 páginas. Trata-se da segunda premiação de Lira Neto neste certame. Em 2007, ele faturou o prêmio, igualmente na categoria de biografia, com o livro “O Inimigo do Rei: uma Biografia de José de Alencar ou a Mirabolante Aventura de um Romancista que Colecionava Desafetos, Azucrinava D. Pedro II e Acabou Inventando o Brasil”.

VAMOS NÓS – Parabéns, grande Lira Neto, ex-ombudsman do O POVO e companheiro, vez por outra, de copo.

Faculdade de Direito da UFC entre as 10 mais no Exame da OAB

210 1

A Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará obteve percentual de aprovação de 69.4% no Exame de Ordem (2010.1) da Ordem dos Advogados do Brasil, ficando entre os 10 melhores de um total de 1.124 cursos jurídicos do País. A informação é da assessoria de imprensa da Instituição. Quem comemora o resultado é o diretor Álvaro Melo Filho, acrescentando que a Faculdade de Direito da UFC superou, inclusive, estabelecimentos tradicionais como as faculdades de Direito do Largo de São Francisco (SP) e da PUC-SP.

AS 10 MAIS

A UnB foi instituição que conquistou o primeiro lugar de aprovações do Brasil, com 86,8% de aproveitamento. As outras nove primeiras colocadas são todas públicas – oito federais e uma estadual. Confira a lista:

Universidade Federal da Pernambuco (81,3%)

Universidade Federal de Minas Gerais (80,1%)

Universidade Federal de Juiz de Fora (78,9%)

Universidade Federal de Santa Maria (76%)

Universidade Federal da Paraíba (75,2%)

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (72,3%)

Universidade Federal do Ceará (69,4%)

Universidade Federal do Paraná (67,5%)

Universidade de São Paulo (66,5%).

IBGE – Produção industrial cai 0,1% em agosto

“A produção industrial brasileira caiu 0,1% em agosto, após apresentar alta de 0,6% (dado revisado) em julho, informou nesta sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a igual período em 2009, a produção industrial subiu 8,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, verifica-se alta de 9,9%. Já no acumulado do ano, o IBGE constatou alta de 14,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A Pesquisa Industrial Mensal demonstra que houve retração na produção em 16 dos 27 ramos pesquisados em agosto, na comparação com o mês anterior. O principal destaque ficou por conta da indústria de metalurgia básica, que caiu 5,8%, seguido pela produção de refino de petróleo e produção de álcool, que recuou 3,6%. Por outro lado, os principais resultados positivos foram constatados na produção de máquinas e equipamentos (5,6%), veículos automotores (1,4%) e outros equipamentos de transporte (4,5%).

Entre as categorias de uso, a produção de bens de consumo duráveis tiveram queda de 0,1% frente a julho; em relação a agosto de 2009, houve avanço de 4,7%. A produção de bens intermediários teve retração de 1,5% frente a julho, mas subiu 8,7%% em relação a agosto do ano passado. Já a produção de bens de capital teve elevação de 1,4% na comparação com julho, e teve alta de 28% ante agosto do ano passado.

Por fim, a produção de bens de consumo semi e não duráveis caiu 0,8% em agosto, na comparação com julho. Em relação a igual período em 2009, no entanto, houve registro de elevação de 4,3%.”

(Folha.com)

Manifesto pela Liberdade de Expressão

244 3

Divulgado um manifesto de juristas, intelectuais e dirigentes de entidades como OAB, em favor da liberdade de expressão no País. Nesse manifesto, a assinatura de um cearense – o procurador-geral do Município de Fortaleza, Martônio Mnt’Alverne. Confira:

CARTA AO POVO BRASILEIRO

Em uma democracia, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pela mediação de seus representantes eleitos por um processo eleitoral justo e representativo. Em uma democracia, a manifestação do pensamento é livre. Em uma democracia as decisões populares são preservadas por instituições republicanas e isentas como o Judiciário, o Ministério Público, a imprensa livre, os movimentos populares, as organizações da sociedade civil, os sindicatos, dentre outras.

Estes valores democráticos, consagrados na Constituição da República de 1988, foram preservados e consolidados pelo atual governo. Governo que jamais transigiu com o autoritarismo. Governo que não se deixou seduzir pela popularidade a ponto de macular as instituições democráticas. Governo cujo Presidente deixa seu cargo com 80% de
aprovação popular sem tentar alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato. Governo que sempre escolheu para Chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conveniência. Governo que estruturou a polícia federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do
Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais.

Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude. Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer criticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.
Estamos às vésperas das eleições para Presidente da República, dentre outros cargos. Eleições que concretizam os preceitos da democracia, sendo salutar que o processo eleitoral conte com a participação de todos.

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos – imprensa, oposição, e qualquer cidadão. O Presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral e, igualmente como
qualquer cidadão, encontra-se submetido à jurisdição eleitoral. Não se vêem atentados à Constituição, tampouco às instituições, que exercem com liberdade a plenitude de suas atribuições.

Como disse Goffredo em sua célebre Carta: “Ao povo é que compete tomar a decisão política fundamental, que irá determinar os lineamentos da paisagem jurídica que se deseja viver”. Deixemos, pois, o povo tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, sem desqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos os brasileiros.

ADRIANO PILATTI – Professor da PUC-Rio
AIRTON SEELAENDER – Professor da UFSC
ALESSANDRO OCTAVIANI – Professor da USP
ALEXANDRE DA MAIA – Professor da UFPE
ALYSSON LEANDRO MASCARO – Professor da USP
ARTUR STAMFORD – Professor da UFPE
CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO – Professor Emérito da PUC-SP
CEZAR BRITTO – Advogado e ex-Presidente do Conselho Federal da OAB
CELSO SANCHEZ VILARDI – Advogado
CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO – Advogado, Conselheiro Federal da OAB e
Professor da UFF
DALMO DE ABREU DALLARI – Professor Emérito da USP
DAVI DE PAIVA COSTA TANGERINO – Professor da UFRJ
DIOGO R. COUTINHO – Professor da USP
ENZO BELLO – Professor da UFF
FÁBIO LEITE – Professor da PUC-Rio
FELIPE SANTA CRUZ – Advogado e Presidente da CAARJ
FERNANDO FACURY SCAFF – Professor da UFPA e da USP
FLÁVIO CROCCE CAETANO – Professor da PUC-SP
FRANCISCO GUIMARAENS – Professor da PUC-Rio
GILBERTO BERCOVICI – Professor Titular da USP
GISELE CITTADINO – Professora da PUC-Rio
GUSTAVO FERREIRA SANTOS – Professor da UFPE e da Universidade Católica de
Pernambuco
GUSTAVO JUST – Professor da UFPE
HENRIQUE MAUES – Advogado e ex-Presidente do IAB
HOMERO JUNGER MAFRA – Advogado e Presidente da OAB-ES
IGOR TAMASAUSKAS – Advogado
JARBAS VASCONCELOS – Advogado e Presidente da OAB-PA
JAYME BENVENUTO – Professor e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da
Universidade Católica de Pernambuco
JOÃO MAURÍCIO ADEODATO – Professor Titular da UFPE
4
JOÃO PAULO ALLAIN TEIXEIRA – Professor da UFPE e da Universidade Católica de
Pernambuco
JOSÉ DIOGO BASTOS NETO – Advogado e ex-Presidente da Associação dos
Advogados de São Paulo
JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO – Professor Titular do Mackenzie
LENIO LUIZ STRECK – Professor Titular da UNISINOS
LUCIANA GRASSANO – Professora e Diretora da Faculdade de Direito da UFPE
LUÍS FERNANDO MASSONETTO – Professor da USP
LUÍS GUILHERME VIEIRA – Advogado
LUIZ ARMANDO BADIN – Advogado, Doutor pela USP e ex-Secretário de Assuntos
Legislativos do Ministério da Justiça
LUIZ EDSON FACHIN – Professor Titular da UFPR
MARCELLO OLIVEIRA – Professor da PUC-Rio
MARCELO CATTONI – Professor da UFMG
MARCELO LABANCA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco
MÁRCIA NINA BERNARDES – Professora da PUC-Rio
MARCIO THOMAZ BASTOS – Advogado
MARCIO VASCONCELLOS DINIZ – Professor e Vice-Diretor da Faculdade de
Direito da UFC
MARCOS CHIAPARINI – Advogado
MARIO DE ANDRADE MACIEIRA – Advogado e Presidente da OAB-MA
MÁRIO G. SCHAPIRO – Mestre e Doutor pela USP e Professor Universitário
MARTONIO MONT’ALVERNE BARRETO LIMA – Procurador-Geral do Município de
Fortaleza e Professor da UNIFOR
MILTON JORDÃO – Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal
e Penitenciária
NEWTON DE MENEZES ALBUQUERQUE – Professor da UFC e da UNIFOR
PAULO DE MENEZES ALBUQUERQUE – Professor da UFC e da UNIFOR
PIERPAOLO CRUZ BOTTINI – Professor da USP
RAYMUNDO JULIANO FEITOSA – Professor da UFPE
REGINA COELI SOARES – Professora da PUC-Rio
RICARDO MARCELO FONSECA – Professor e Diretor da Faculdade de Direito da
UFPR
RICARDO PEREIRA LIRA – Professor Emérito da UERJ
ROBERTO CALDAS – Advogado
ROGÉRIO FAVRETO – ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
RONALDO CRAMER – Professor da PUC-Rio 5
SERGIO RENAULT – Advogado e ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério
da Justiça
SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA – Professor Titular da USP
THULA RAFAELLA PIRES – Professora da PUC-Rio
WADIH NEMER DAMOUS FILHO – Advogado e Presidente da OAB-RJ
WALBER MOURA AGRA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco

Dom Aldo em clima de céu nublado na Paraíba

326 3

Quem não anda bem na conta de parte dos fiéis de João Pessoa (PB) é o arcebispo dom Aldo Pagotto. Em carta ao Núncio Apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, ao presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, e ao presidente do Regional Nordeste II da CNBB, dom Antônio Muniz Fernandes, dezenas de entidades católicas pedem a remoção de Pagotto.

Os fiéis paraibanos acusam dom Aldo Pagotto de preconceito contra movimentos ligados às Comunidades Eclesiais de Base e à Comissão Pastoral da Terra.

A gota d’água para o estouro da discórdia deu-se neste mês, depois que o bispo escreveu um artigo criticando o plebiscito pelo limite do tamanho da propriedade da terra no Brasil.

Dilma reitera empregos, Serra compara Marina a Dilma e Plínio diz que os três são candidatos da classe dominante

214 2

“Estou preparada”, avisou a petista.

“Acabou uma batalha, mas a guerra continua”.

No último bloco do debate de quase duas horas da Rede Globo, com tema livre e considerações finais, Plínio de Arruda indagou de Dilma sobre a questão e imóveis vazios para reduzir o deficit habitacional. A petista disse que é preciso respeito à lei e afirmou que o programa Minha Casa, Minha Vida veio para enfrentar esse problema. Plínio insistiu que há casas vazias no País que poderiam ser usadas para reduzir deficit e não continuar na política de se criar o “Bolsa Empreiteira”. A candidata expos que na Inglaterra alugaram casas para quem não tinha, no que considera fundamnetal e de direito que o cidadão tenha sua moradia legalizada.

Dilma indagou de Marina Silva sobre crise econômica, destacando que o governo fedeal enfrentou o problema e criou 14 milhões de empregos. Marina reconheceu que houve estabilização da economia, que deve ser preservada, sendo necessário que o desenvolvimento possa atender a todos, criando poupança para o País e investir em infraesrutur. Ela aproveitou para dizer que, se eleita, vai “manter as conquistas, corrigir os erros e avançar”. Dilma, por sua vez, falou que o governo Lula criou muitos empregos. Para Marina, Dilma insiste em falar em ações concretas, no que expõe uma visão puramente gerencial. A candidata verde não poupou: “No seu mundo, você coloca acertos e ganhos, mas não olha para os novos desafios”.

Marina indagou sobre Serra o fato de o PSDB ter atacado o programa Bolsa Família e agora estar defendendo essa estratégia. Serra lembrou que o governo Lula juntou várias ações do governo anterior e criou o Bolsa Família. Citou que criou bolsa em São Paulo, mas ressaltando que gasto social é também na saúde, na educação e na favela. A candidata do PV lamentu que há muita promessa a cada debate e falta de políticas concretas. Lamentou que não faz autocrítica e só diz o que fez em São Paulo, expondo um discurso de conveniência. Já Serra endureceu o debate e disse que Marina tem muitas coisas parecidas com Dilma e que estava e pertenceu ao governo do “Mensalão”. Serra disse ainda que fala não prometendo só, mas mostrando experiência de ter feito.

Serra perguntou a Plínio sobre o governo federal que reajuste as tarifas públicas acima da infalção. Plínio afirmou que o governo Lula está a serviço do capital e não é o governo do PSOL. É o governo oriundo das  classes dominantes. “Aqui, temos três candidatos que representam o sistema e um que não é. Por isso é chamado de louco…” Serra voltou a falar em projetos na área da saúde como criar policlínicas e revitalizar os genéricos. Plínio insistiu que há três candidatos do sistema, com duas propostas distintas: a radical e a que não soluciona. “Eles (Serra, Dilma e Marina) trabalham dentro do mesmo campo…”

DETALHE – O debate foi bom, com uma farpa aqui e outra ali entre candidatos, mas com nível. E aí, quem foi o melhor para você?

Marina promete adotar Minha Casa, Minha Vida; Dilma exalta saneamento e Serra bate na Saúde

O tucano falou sobre o que mais gosta: Saúde.

No terceiro bloco do debate desta noite de quinta-feira, na Rede Globo, temas sorteados. O primeiro foi Habitação. Serra perguntou a Marina criticando o deficit habitacional que o governo federal não resolve. Marina lamentou o quadro. Citou como bom o Programa Minha Casa , Minha Vida, mas disse que não resolve como está. Aproveitou para garantir que vai tocar esse programa em seu governo, priorizando pessoas mais pobres e as mulheres. Serra pegou o gancho e disse que vai garantir regularização fundiária, urbanização de favelas, voltando a citar experiências feitas por ele em São Paulo.

Marina afirmou que tem que se ar um fim nessa posição de resolver tudo num passo de mágica. Disse que não encontrou esses avanços que Serra se vangloria de ter implantando em São Paulo. Citou alguns locais em situação precária.

Segurança foi tema sorteado para Marina indagar. A pergunta foi dirigida a Dilma, observando que se passaram 16 anos do governo Lula e o quadro é o mesmo. A petista disse considerar a situação problema, no que exigirá parceria com os Estados. Citou o Rio de Janeiro, onde existem as Unidades de Polícia Pacificadora implantadas pela União em parceria com o governo estadual, fazendo ações sociais – saneamento, equipamento urbano, unidades de pronto atendimento, mobilizando a população. Disse que seu governo investirá em presídios de segurança máxima.

A postulante verde lamentou que quem mais sofre com o quadro da violência é a população jovem “que está sendo ceifada”. Prometeu, entre várias ações, melhorar a remuneração da polícia. Já Dilma afirmou que se for eleita vai investir em ações combinadas na ação social, na mobilização da população, na ação policial e no combate ostensivo ao crack.

O tema Saneamento foi mote para Dilma indagar a Plínio sobre sua proposta para o setor. Plínio disse que se enfrenta problemas na área com dinheiro. Mas ele insistiu na tese de que é preciso ão pagar a dívida externa e se fazer uma auditoria. “Sem isso, você diz coisas que não são realmente o que precisa ser feito”, observou o candidato do pSOL, insistindo que sem dinheiro, não se resolve o problema da falta de saneamento. Dilma pegou o mote e disse que o governo atual colocou três vezes mais dinheiro nesse segmento do que colocou o governo anterior.”Eu irei fazer esgoto tratado e água como uma das questões mais importantes do Páis”. Falou em R$ 45 milhões para investir nesses segmentos. “Você defende a política do Fernando Henrique Cardoso!”, criticou Plínio, reiterando que é preciso suspensar o pagamento da dívida e se fazer auditoria.

Plínio de Arruda fez indagação sobre Saúde para o tucano Serra, que afirmou: no atual governo , ela andou pra trás. Aproveitou para lembrar que o governo federal fala muito que faltou a CPMF, no que isso nãoé verdade, porque não fez quando havia a CPMF. O postulante do PSOL chamou a ~tenção do telespectador que Serra não falou em medidas que resolveriam como destinar 10% das receitas para a saúde. O tucano aproveitou para bater no governo de Dilma, que aumentou impostos na área do saneamento, fato que prejudica a saúde.

Serra bate nas obras de metrôs atrasadas como o de Fortaleza

138 1

Marina: de olho no século 21

No segundo bloco do debate da Rede Globo, nesta noite de quinta-feira, temas livres com sorteio de quem abre a série. Dilma Roussef indagou de Marina Silva sobre a política na área de transportes como expansão de rodovias. A candidata verde disse que precisa se pensar na infraestrutura para o século 21, levando em consideração um País de dimensão continental e de desigualdades. Lamentou que falte um sistema de transporte que não leve em conta a questão ambiental, sendo necessário hidrovia, ferrovia e rodovia com sustentabilidade, mas respeitando a qualidade de vida das pessoas.

Dilma pediu desculpa a Marina e disse que há sim um plano que prevê integração de rodovia, hidrovia e ferrovia. Citou a Ferrovia Norte-Sul, prometendo complementar. Também prometeu fazer a Ferrovia da Integração do Centro-Oeste, completar a Ferrovia Transnordestina e a Leste-Oeste na Bahia. Marina considerou tais obras estratégias, mas insistiu: tem que ter visão estratégica para o século 21 e não tratar o tema como questão pontual. “É uma eleição para pensar o País”, acentuou Marina, criticando a visão de quem pensa o País como uma prefeitura.

A candidata do PV perguntou a José Serra sobre o que ele fará na questão do enfrentamento de desastres naturais. O tucano anunciou que construirá a Defesa Civil Nacional, chamando prefeituras para reforçar esse trabalho. Isso exigirá equipamentos como aviões e hidroaviões. “Vou criar a Defesa Civil Nacional para fazer esse trabalho”, reforçou. Disse também Serra que é preciso oferecer moradias para famílias que vivem em áreas de risco, no que o governo federal terá que ajudar Estados a se capacitarem.

Marina, falando do sofrimento de famílias como no MOrro dos Prazeres, no Rio, sabe que é preciso resolver. Para ela, é fundamental criar mapas de risco para monitoramento e criar um fundo para enfrentar esse tipo de situação. Serra exaltou gastos feitos com famílias na Serra do Mar e em várias favelas  quando foi governador, tirando famílias de áreas de risco.

Para Plínio de Arruda, o postulante Serra idnagou sobre metrõs, observando que o governo federal não fez nada em estados como o Ceará, que tem o Metrofor em obra eterna. Plínio considerou importante o metrõ e aproveitou para perguntar ao tucano quais suas propostas para o transporte ferroviário e hidrovias, prejudicado com o avanço do transporte rodoviário, que é caro, poluente e perigoso e que só beneficiou as montadoras. Serra pegou carona de novo no metrô e lamentou que o governo federal gastou muito dinheiro e nada. Citou de novo o Metrofor, onde começou na década passada e não concluiu. “Vou fazer parceria com governos, municípios e setor privado” para enfrentar problemas dessas áreas. Já Plínio voltou a afirmar que todo mundo promete resolver tudo e o Lula gasta trilhões aumentando a dívida do País. Para ele, o que falta é auditoria da divida brasileira com suspensão do pagamento. 

O postulante do PSOL, indagando Dilma, disse que nos debates ela não fala do PT, partido dela, parecendo ter vergonha disso. A candidata aproveitou e falou no PT, dizendo ter orgulho de ser filiada à legenda. Dilma observou que o Brasil é um País diverso, enorme e que preferia uma coligação política de várias legendas para sustentar seu governo. Isso para ajudar a transformar o Pais e mostrar que há uma democracia consolidada. Plínio aproveitou para fazer comerical de candidatos a deputado federal por seu partido como Chico Alencar. Apelou: “Vote no 50 pra você ter voz, ter liberdade!”

Dilma informou que registrou todas as doações de campanha ao TSE – houve risos na plateia, no que avisou: “Essa é a nossa prática”, arrancando aplausos. De forma indireta, defendeu sua candidatura num partido acusado no passado por fazer Caixa 2.

Debate Globo – Candidatos evitam ataques e tratam de temas da burocracia

O mediador Bonner.

Começou, nesta noite de quinta-feira, o debate dos candidatos a presidente da República na Rede Globo. Trata-se do último confronto de propostas da campanha antes do pleito de domingo e tem a mediação do apresentador do Jornal Naciona, William Bonner. O debateteve início com pergunta sobre Legislação Trabalhista feito por Marina Silv(PV) e endereçado a Dilma Rousseff (PT), que expôs avanços do governo federal no setor como avanços na luta contra a informalidade e geração de empregos.

Marina avaliou que o fundamental é reforçar acesso da classe trabahadora a benefícios sociais como a questão previdenciária, no que Dilma reiterou o esforço oficial no aumento do número de empregos, com direitos assegurados como férias e 13º salário. Dilma disse que mais emprego exige taxa de crescimento econômico.

Dilma Rousseff fez pergunta sobre Funcionalismo Público para o postulante do PSOL, Plínio de Aruda Sampaio. Quis saber qual sua política na área, no que Plínio disse que é diferente do que está aí: não tem privatização, não tem terceirização nem arrocho salarial. Lamentou que Dilma não falou contra esses elementos e cobrou dela compromisso em não privatizar nem terceirizar. Plínio afirmou que nesse e no Governo anterior houve privatização. A petista defendeu o Governo Lula garantindo que não privatizou. Exemplo: a Petrobras, que valia R$ 15 bi, vale muito mais hoje, adotando mesma proteção de valorizção na Eletrobras. Lembrou que o governo federal fez muito concurso, deu reajustes e valorizou o funcionalismo. Plínio acentuou: a Petrobras não é mais pública e destacou que isso ocorreu no governo onde a petista foi ministra.

Sobre Impostos, Plínio indagou a José Serra, a quem chamou de “Zé”, sobre reforma tributária. ExpOs que o PSOL quer fazer isso na prtica, no que perdeu tempo para perguntar. Serra explicou que sua proposta de reforma tributária alivia a carga de impostos, observando ter feito como governador de São Paulo e colocado em lei como parlamentar. “Quero tirar impostos sobre alimentos básicos e fazer um sistema que combata a sonegação”, acentuou. Destacou que o Brasil tem a maior taxa de impostos do Terceiro Mundo. Expôs que como governador de São Paulo zerou impostos de carne e leite, no que Plínio informou que Serra não falou em aumentar imposto sobre fortuna, por exemplo, o que é necessário. “Melhorar, todo mundo melhora, mas resolver mexe com interesse dos poderosos”, alfinetou. O tucano ressaltou que foi autor de emenda que reduziu impostos na área da saúde e disse ser contra aumento de impostos sobre saneamento feito pelo governo da então ministra Dilma Rousseff.

Serra perguntou sobre Previdência para Marina Silva, no que ela defendeu que as pessoas possam ter seus direitos mantidos e quem contribuiu com o País, tenha condição de recuperar o poder aquisitivo de sua aposentadoria. “Meu compromisso é encarar as grandes reformas”, disse Marina, no que Serra aproveitou para reforçar um dos ganchos de sua campaha: prometeu elevar o mínimo ano que vem para R$ 600,00 e dar 10% de reajuste para as aposentadorias.