Blog do Eliomar

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O Dia "D" para Joaquim Roriz

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“O dia é decisivo para Joaquim Roriz. Está na pauta de hoje do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o julgamento do registro da candidatura do ex-governador do DF ao Palácio do Buriti. O recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), que considerou Roriz inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, será relatado pelo ministro Arnaldo Versiani, voto declarado em outras situações a favor da aplicação imediata da regra de moralização das eleições. A tendência é de que a maioria no plenário mantenha o veto à participação do ex-governador nestas eleições.

Na avaliação de advogados que acompanham o TSE, o placar deverá ser de cinco votos a dois ou seis votos a um contra Roriz, considerando-se a posição dos ministros em julgamentos anteriores e na consulta do deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC) relacionada à Lei da Ficha Limpa. Será, no entanto, a primeira vez que a Corte decidirá um caso como o de Roriz, que está sendo impedido de participar das eleições porque renunciou ao mandato de senador quando já havia contra si um processo por quebra de decoro parlamentar em tramitação no Senado. Versiani é o relator também da impugnação envolvendo o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), candidato a um mandato de senador.”

(Correio Braziliense)

STJ – César Asfor deixa presidência na 6ª feira

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O  presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro César Asfor Rocha, deixa o cargo na próxima sexta-feira. Em seu lugar, assumirá o gaúcho Ari Pargendler. As despedidas do cearense do comando do STJ levarão para Brasília grupos de magistrados, empresários e lideranças da área jurídica do Estado.

César Asfor dá adeus ao comando do STJ com o legado de ter implantado a Justiça eletrônica no órgão. Ou seja, sem papel, com a informatização reforçando a luta contra a morosidade dos processos. 

DETALHE – Asfor tem o nome cotado para vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.

FHC: "Serra não é Zé"

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“Em sua crítica à campanha de José Serra, durante  palestra em São Paulo, nessa segunda-feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu a seguinte declaração: “Serra não é Zé. Serra é Serra mesmo”. FHC foi bastante crítico à estratégia de marketing usada na campanha do candidato do PSDB.

A sensação dos que assistiram a palestra é de que FHC não nutre mais esperança de uma reação do seu candidato, apesar de não ter dito isto em nenhum momento. Mas FHC falou, por exemplo, que, ao contrário do que se tem comentado, o PT não vai ser tão hegemônico como parece.

Segundo FHC, o PT não vai ter maioria no Senado e o PSDB deverá conquistar governos importantes como os de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás. Diante desse cenário, FHC acha que o poder político ficará bastante dividido.

FHC não se mostrou pessimista também com o futuro político do País, no caso de se confirmar a vitória de Dilma Rousseff.Ele acha que o PT não vai fazer nenhuma “maluquice”, como não fez no governo Lula. Muitos temem que o governo se torne mais estatizante, pelo fato de uma ala do PT defender uma participação maior do Estado na economia, mas o próprio FHC afirmou que tem muita gente do PSDB que tem a mesma tendência. Ele não vê a possibilidade de uma mudança nas regras do jogo no governo Dilma.”

(Portal iG)

País bate recorde de empregos formais. Ceará é destaque

“Ceará e Goiás estão à beira de entrar em um grupo seleto: o dos estados que têm mais de um milhão de empregos formais. Assim, a dupla vai se somar, até o fim do ano, a São Paulo, Minas Gerais, Rio, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Pernambuco – este já um neófito entre seus pares, tendo alcançado a marca no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

O aumento da lista é uma amostra da forte inclusão de trabalhadores no mercado formal: de dezembro de 2002 a julho deste ano, foram mais 11,089 milhões de carteiras de trabalho assinadas.

Ter o documento criado por Getúlio Vargas assinado ainda é um símbolo de independência financeira e estabilidade. E certamente contribui para uma nota boa ao governo, que se traduz em votos para a candidata do PT ao Planalto.

No total, o número de pessoas com emprego formal passou de 23,567 milhões no último mês do governo Fernando Henrique Cardoso para 34,656 milhões no mês passado, incremento de 47% no período.

Isso sem contar o forte crescimento do serviço público, que, se aquece a economia, preocupa alguns especialistas sobre o inchaço da máquina. 

Para completar o bom momento, há um outro fato: o país atravessa um período de crescimento dos salários acima da inflação. Apenas entre 2004 e 2008 – últimos dados disponíveis no IBGE -, a renda média do trabalhador cresceu 17,3% acima da inflação.

– O país vive hoje o auge do seu crescimento na abertura de vagas formais. Acredito que novos empregos continuarão a ser criados nos próximos anos, mas dificilmente serão repetidos os ótimos números deste ano – afirma Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, lembrando que neste ano há uma combinação de forte aumento de consumo, investimentos e habitação.”

(O Globo)

Aécio cobra mais "ousadia" de Serra que fala em "virada"

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“O dia em que José Serra (PSDB) passou a discursar pela possibilidade de “virada” na sucessão presidencial, o principal cabo eleitoral do tucano em Minas, Aécio Neves, cobrou mais “ousadia” e “clareza” na comunicação da campanha. Até então, Serra se recusava a comentar a dianteira de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas. Mas ontem, em dois eventos em cidades mineiras, passou a usar o crescimento de Antonio Anastasia no Estado como exemplo para a própria campanha. “Já viramos em Minas, vamos virar juntos no Brasil”, disse. Em pesquisa Ibope na semana passada, Anastasia apareceu pela primeira vez à frente de Hélio Costa (PMDB), com 35% a 33%.

O site oficial da campanha lançou o slogan “É a hora da virada”. A Folha apurou, no entanto, que a nova estratégia não foi decidida pela equipe do marqueteiro Luiz Gonzalez e, ao menos por enquanto, não deve ser usada na propaganda de TV. O discurso pela “virada” foi feito do alto de um carro de som no centro de Itajubá, cidade no sul de Minas, e encampado por Aécio.

“Em Minas, o Anastasia já virou, já estamos na frente e vamos ganhar a eleição. E a segunda, é que no Brasil nós vamos virar também, fazendo Serra presidente”, discursou Aécio, que foi mais aplaudido do que Serra.

CRÍTICAS
Apesar do discurso de apoio, no primeiro evento do dia, em Varginha, Aécio fez críticas à comunicação da campanha. Ele cobrou mais “ousadia” e “clareza” para se contrapor a Dilma.

“O mais importante é que a sua comunicação para o país inteiro, talvez, seja um pouco mais ousada, apontando diferenças mais claras em relação às propostas do atual governo”, disse Aécio, ao falar sobre estratégias para levar ao segundo turno. A declaração foi dada pouco antes da chegada de Serra.

Aécio atribui a uma “conjunção de fatores” a queda das intenções de voto em Serra, entre eles a capacidade de transferência de votos de Lula, mas disse que não é o momento para fazer críticas porque isso “não contribui”.

“Essa nunca foi uma eleição fácil para nós, mas está longe de ser uma eleição perdida”, disse Aécio, que defende que Serra se concentre em São Paulo, Minas e Paraná para ir ao segundo turno.

Foi o que Serra começou a fazer ontem, após 23 dias ausente do segundo colégio eleitoral do país (14,5 milhões de votos). “É um crescimento [de Anastasia] muito bom para Minas, para o Brasil, para o nosso partido e para mim, porque para onde forem o Anastasia e o Aécio, eu irei também aqui em Minas”. Após carreata e caminhada pelo centro de Varginha, Serra, durante comício relâmpago, disse que, indo bem em Minas, terá bom resultado também no país.”

(Folha)

No Jornal da Globo, Dilma é a entrevistada

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, foi  entrevistada na edição desta segunda-feira (30) do Jornal da Globo pelos apresentadores William Waack e Christiane Pelajo. O candidato José Serra (PSDB) será o entrevistado da edição de terça (31) e a candidata Marina Silva (PV) estará na de quarta (1º). A ordem das entrevistas foi definida em sorteio. A entrevista tem duração de 20 minutos e foi dividida em dois blocos.

* Clique e veja a matéria e entrevista aqui.

(Globo.com)

Marina apela ao eleitor para que coloque duas mulheres no segundo turno das eleições

“A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, fez um apelo na manhã desta segunda-feira, em Sertãozinho (SP), para que os eleitores coloquem “duas mulheres” no segundo turno das eleições, em referência à própria candidatura e à petista Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas. “Tudo indica que o povo quer uma mulher no segundo turno. Se é assim, que coloque as duas, para que possam debater em tempos iguais as propostas para o Brasil”, disse Marina.

A tática já havia sido usada pela candidata na última sexta-feira em Florianópolis (SC), quando Marina pediu aos eleitores que levem a eleição ao segundo turno e decidam “entre duas mulheres”. Em Sertãozinho, ela também criticou os perfis de Dilma e do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Ela afirmou que ambos são “gerentes”, mas que o Brasil precisa de “pessoas com visão estratégica”.

Marina participa em Sertãozinho do 12º Fórum Internacional Sobre o Futuro do Álcool, evento que antecede a 18ª Fenasucro (Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira), que começa amanhã. Sobre o setor sucroalcooleiro, a candidata defendeu a certificação do etanol. Ela disse que as reivindicações do setor, como a transformação do etanol em commoditty mundial, são legítimas.”

(Folha.com)

Diretor da Casa Amarela ganha homenagem

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O cineasta cearense Volney Oliveira receberá homenagem nesta segunda-feira, às 19 horas, no Centro e Convenções. Isso, dentro do encerramento do IV Festival Master de Cinema, da Rede de Ensino Master, certame onde alunos apresentam suas produções cinematográficas, realizadas com apoio do estabelecimentro.

Segundo o diretor do Master, professor Nazareno Oliveira, trata-se de “um reconhecimento ao trabalho de Volney em prol do cinema”. Volney Oliveira é diretor da Casa Amarela Eusélio Oliveira (UFC ) e o mentor do Cine Ceará, o festival de cinema e vídeo do Estado, que chegou à sua 20ª edição e um dos cineastas mais premiados do Estado.

Mantega nega proposta de reforma previdenciária para futuro Governo Dilma

“Em nota, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou nesta segunda-feira a elaboração de proposta de reforma da Previdência para que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, apresente caso seja eleita. Segundo o ministro, “não há

qualquer projeto neste sentido sendo desenvolvido na Secretaria de Política Econômica ou em qualquer órgão do Ministério da Fazenda.”

A proposta estaria sendo preparada, de forma reservada, sob o comando do secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, que é o principal interlocutor de Dilma na área econômica, e cotado para assumir o Ministério da Fazenda em caso de vitória petista.

Para apressar o processo de aprovação e reduzir o custo político, as mudanças na Previdência só valeriam para os novos trabalhadores, tanto os da iniciativa privada (INSS) como os do setor público.

Leia a nota na íntegra:

“A respeito da matéria “A Reforma de Dilma”, publicada no jornal O Globo de 30 de agosto de 2010, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirma que não está sendo elaborada nenhuma proposta de reforma da Previdência e não há qualquer projeto neste sentido sendo desenvolvido na Secretaria de Política Econômica ou em qualquer órgão do Ministério da Fazenda”.

(Globo Online)

MPE considera Roseana Sarney "ficha suja"

“A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parecer favorável ao recurso que pede a impugnação da candidatura ao governo do Maranhão de Roseana Sarney (PMDB). No recurso, de autoria do candidato à deputado estadual Anderson Lago (PSDB), é contestada a decisão do TRE-MA que no início deste mês aceitou o registro de candidatura de Roseana. Aderson é primo de Jackson Lago, adversário de Roseana. Na ocasião, os juízes do TRE avaliaram o pedido de impugnação contra Roseana por ela ser alvo de duas ações populares e por ter sido multada, no final do ano passado, por propaganda eleitoral fora de época.

Os juízes consideraram, no entanto, que as ações populares são inconsistentes e que a multa não se enquadra nas restrições previstas na Lei da Ficha Limpa. No parecer, Sandra Cureau também avalia que as duas ações populares não têm vinculo com Roseana, mas enquadra a candidata como inelegível devido a aplicação da multa por propaganda eleitoral irregular.

“Roseana Sarney foi condenada pela prática de desvirtuamento de publicidade institucional, com vistas à realização de propaganda eleitoral extemporânea. Portanto, acarreta inelegibilidade”, diz Cureau em trecho do parecer. O recurso segue para o ministro Hamilton Carvalhido, relator do caso no TSE.”

(Globo Online)

Concursos – Há 11 mil vagas em oferta

Inscrições para concursos públicos promovidos em todas as regiões do País oferecem cerca de 11 mil vagas, com salários até R$ 17 mil. Há oportunidades para profissionais que não completaram o ensino fundamental e até para aqueles com doutorado.

O Portal Terra selecionou 22 processos seletivos que têm inscrições abertas e informa, além da remuneração e número de vagas, requisitos, prazo e local para inscrição.

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Gastos com anistiados superam investimentos no Exército

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“A reparação econômica aos anistiados políticos perseguidos pela ditadura militar (1964-1985) já custou aos cofres públicos federais pouco mais de R$ 3 bilhões desde 2003. O valor supera em quase R$ 1,2 bilhão os investimentos realizados pelo Exército brasileiro no mesmo período. Para alguns, os dados indicam certa ironia histórica, já que, durante o regime militar, as Forças Armadas “investiam” contra os civis e militares, hoje beneficiários de reparação econômica e a anistia. Conforme a atual Lei de Anistia (10.559/2002), cuja primeira edição completou 31 anos no último sábado, o pagamento da indenização depende do reconhecimento pelo Ministério da Justiça da condição de anistiado político. Os valores da reparação são baseados no tempo em que o anistiado ficou afastado das atividades profissionais por motivo exclusivamente político.

Para o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, as indenizações são restituições de direitos que foram arbitrariamente roubados de cidadãos que possuíam seus empregos e foram demitidos por perseguição política. “Trata-se de devolução de parte dos salários que lhe foram arrancados pelo Estado autoritário por anos a fio e um mero dever do Estado de indenizar para compensar a impossibilidade de devolver a integralidade do que já eram deles”, afirma.

Abrão acredita que a reparação aos perseguidos políticos não pode ser equiparada a novos gastos ou investimentos públicos, seja de ordem militar ou civil. Ele pondera, no entanto, sobre a necessidade de se verificar os gastos públicos relativos aos pagamentos de aposentadorias aos ditadores e torturadores. “Com as prerrogativas exclusivas dos militares, de aposentadorias em postos superiores ao que estavam na ativa e a possibilidade de transmissão dos valores a pensionistas, estes montantes devem chegar a valores infinitamente superiores às indenizações pagas às vítimas da ditadura”, cogita.

No início deste mês, os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiram revisar algumas das reparações econômicas concedidas pela Comissão de Anistia. Em nota, Paulo Abrão manifestou preocupação e argumentou que a decisão do tribunal corre o risco de incorrer em “equívoco jurídico, político e um retrocesso histórico”. Já o TCU esclareceu que não pretende “julgar o mérito da condição de anistiado das vítimas, mas verificar se a concessão do benefício obedeceu às condicionantes estabelecidas em lei, bem como identificar os paradigmas utilizados para a fixação de seu valor”.

Todos os dados citados nesta matéria foram extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (Siafi) e inclui os valores das prestações mensais permanentes e continuadas (R$ 1,4 bilhão) e da indenização retroativa (R$ 1,7 bilhão). Os investimentos do Exército englobam o Comando do Exército, a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel), a Fundação Osório e o Fundo do Exército. A reportagem entrou em contato com o Ministério da Defesa para saber a opinião de representantes do Exército brasileiro sobre o assunto, mas a assessoria de imprensa se limitou a informar que “o ministério não se manifestará sobre a matéria”.

(Site Contas Abertas)

Estados do NE promoverão região em ação conjunta

A partir de novembro próximo, começa campanha promocional do turismo do Nordeste nos EUA, Europa e parte do Brasil. Tocada pela Coordenadoria do Turismo Integrado do Nordeste (CTI/NE), sob a presidência do secretário do Turismo do Ceará, Bismarck Maia (Setur), vai congregará todos os nove Estados dessa região.

De acordo com Bismarck Maia, a cmapanha mobilizará todos em favor de uma só região para fortalecer imagem lá fora e reforçar os Estados e seu potencial turístico. Os valores envolvidos não foram divulgados, mas a iniciativa contará com apoio da Embratur.

Ibope – Vem aí nova pesquisa

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“O Ibope registrou no Tribunal Superior Eleitoral (28/08) pesquisa sobre avaliação do governo Lula e sucessão presidencial.

A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de São Paulo. Serão ouvidos 3010 eleitores entre os dias 28/08 e 03/09.

De acordo com a legislação, os resultados poderão ser divulgados a partir de sexta-feira (01/09).

Entretanto, considerando o período da coleta dos dados, o mais provável é que sua publicação aconteça a partir de sexta.”

(Blog do Noblat)

Governo já prepara plano de mudança da Previdência para futuro Governo Dilma

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“De forma reservada, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, comandada por Nelson Barbosa, trabalha em uma nova proposta de reforma da Previdência, a ser apresentada ao Congresso pela candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, caso ela seja eleita.

Barbosa é o principal interlocutor de Dilma na área econômica, e cotado para assumir o Ministério da Fazenda em caso de vitória petista.

Para apressar o processo de aprovação e reduzir o custo político, as mudanças na Previdência só valeriam para os novos trabalhadores, tanto os da iniciativa privada (INSS) como os do setor público.”

(Globo Online)

Presidente do Ibope diz que Dilma será eleita presidente do Brasil

Na revista IstoÉ desta semana, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, em entrevista, faz uma mea culpa e diz que Lula deve fazer Dilma Rousseff presidente do Brasil. Confira: 

Há exatamente um ano, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faria o sucessor, apesar da alta popularidade. Na ocasião, o responsável por um dos mais tradicionais institutos de pesquisas do País assegurava que o presidente não conseguiria transferir seu prestígio pessoal para um “poste”, como tratava a ex-ministra Dilma Rousseff. Agora, a um mês das eleições e respaldado por números apresentados em pesquisas diárias, Montenegro faz um mea-culpa. “Errei e peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”, afirmou. “O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff.”

Segundo Montenegro, a ex-ministra da Casa Civil vem se conduzindo de forma convincente e confirma, na prática, o que o presidente disse sobre ela na histórica entrevista concedida à ISTOÉ na primeira semana de agosto: “Lula acertou. Dilma é um animal político. Está mostrando muito mais capacidade do que os adversários.”

O sr. disse que o presidente Lula não conseguiria transferir seu prestígio para a ex-ministra Dilma Rousseff, mas as pesquisas mostram o contrário. O sr. ain­da sustenta que o presidente não fará o sucessor?
Eu nunca vi, em quase 40 anos de Ibope, uma mudança na curva, como aconteceu nesta eleição, reverter de novo. Por mais que ainda faltem 30 e poucos dias para a eleição, o Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff. Ela tem 80% de chances de resolver a eleição no primeiro turno. Mas, se não for eleita agora, será no segundo turno.

A que o sr. atribui essa virada?
Houve uma série de fatores. Primeiro a transferência do Lula, que realmente vai sair como o melhor presidente do Brasil. Um pouco acima até do patamar de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek. O segundo ponto é o preparo da candidata Dilma. Ela tem mostrado capacidade de gestão, equilíbrio, tranquilidade e firmeza. A terceira razão é seu bom desempenho na televisão, inclusive nos debates e entrevistas. Lula acertou ao dizer, em entrevista à ISTOÉ, que ela era um animal político. Está mostrando muito mais capacidade que os adversários e mostra que tem preparo para ser presidente.

Mas há um ano o sr. declarou que Lula dificilmente faria o sucessor.
Errei. Eu dizia de uma forma clara que, apesar de o Lula estar bem, ele não elegeria um poste. Foi uma declaração extemporânea, descuidada e muito mais fundamentada num pensamento político do que com base em pesquisas. Foi um pensamento meu. Acho que eu tinha o direito de pensar daquela forma, mas não tinha o direito de tornar público. Peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana.

O que mais o surpreendeu desde o momento do lançamento das candidaturas?
A oposição errou e essa é a quarta razão para o sucesso de Dilma. A campanha do Serra está velha e antiga. Não tem novidade. O PSDB repete 2002 e 2006. Está transmitindo para o eleitor uma coisa envelhecida. Vejo um despreparo total. O PSDB está perdido, da mesma forma que o Lula ficou nas eleições de 1994 e 1998 contra o Plano Real. Na ocasião, ele não sabia se criticava ou se apoiava e perdeu duas eleições.

O bom momento da economia, a geração de empregos e o consumo em alta não fazem do governo Lula um cabo eleitoral imbatível?
Essa, para mim, é a razão principal. O Brasil nunca viveu um momento tão bom. E as pessoas estão com medo de perder esse momento. O Plano Real acabou derrotando o Lula duas vezes. Mas o Lula, com o governo dele, sem querer ou por querer, acabou criando um plano que eu chamo de imperial. É o império do bem, em que cerca de 80% a 90% das pessoas pelo menos subiram um degrau. Quem não comia passou a comer uma refeição por dia, quem comia uma refeição passou a fazer duas, quem nunca teve crédito passou a ter crédito, quem andava a pé passou a andar de bicicleta ou moto, quem tinha carro comprou um mais novo e quem nunca viajou de avião passou a viajar. Os industriais também estão felizes, vendendo o que nunca venderam. Os banqueiros idem.

Mas esse fator não pesou logo de início, quando os candidatos lançaram os seus nomes e Serra permaneceu vários meses na frente.
No início, houve transferência do Lula. Mas, de uns três meses para cá, o Lula está associando o êxito dele ao êxito do governo como um todo. E está mostrando que Dilma é a gestora desse governo. O braço direito dele. E as pessoas estão confiantes nisso e não estão querendo perder o que ganharam.

É possível dizer então que o programa de tevê do PT é mais eficiente do que o da oposição?
A tevê ajudou na consolidação. Mas a virada de Dilma Rousseff na corrida para presidente da República se deu antes da tevê. Pelo menos antes do horário eleitoral gratuito.

Isso derruba o mito de que o programa eleitoral é capaz de virar a eleição?
Quando a eleição é disputada por candidatos pouco conhecidos, ele pode ser decisivo, sim. Por exemplo, a televisão está ajudando a eleição de Minas Gerais a se tornar mais dura. O Aécio está entrando agora, o Anastasia é o governador e eles estão mostrando as realizações do governo. Por isso, o Anastasia está crescendo. O Hélio Costa largou na frente porque já era uma pessoa muito mais conhecida do que o Anastasia. Mas, quando você pega uma eleição em que todos os candidatos são bem conhecidos, o uso da tevê é muito mais de manutenção e preenchimento do que para proporcionar uma virada.

E os debates? Eles podem mudar a eleição?
Só se houvesse um desastre. Cada eleitor acha que o seu candidato teve desempenho melhor. Vai ouvir o que está querendo ouvir. Já conhece as propostas anunciadas durante a propaganda eleitoral. Falando especificamente dessa eleição presidencial, repito que a população está de bem com a vida. Quer continuar esse bom momento. O Brasil quer Dilma presidente.

A candidatura de Marina Silva não tem força para levar a eleição até o segundo turno?
Cada vez mais a vitória de Dilma no primeiro turno fica cristalizada. Temos pesquisas diárias que mostram que essa eleição presidencial acabou. Agora, mais uma vez, o Brasil está dando um show de democracia. É bom dizer que os três principais candidatos são excelentes. Todos têm passado político, currículo e história. A história da Marina Silva, por exemplo, é maravilhosa. A luta dela pelo meio ambiente é muito importante. Mas a Marina até outro dia estava com Lula e as pessoas a relacionam com o presidente. Você pega a luta do Serra e ela também é fantástica. E o Serra, até outro dia, também estava no palanque do Lula, na luta contra a ditadura.

O fato de Dilma nunca ter disputado uma eleição não deveria pesar a favor de José Serra?
No Chile, Michele Bachelet tinha 80% de aprovação, mas não conseguiu fazer o sucessor. Por quê? Porque ele tinha passado. Já tinha concorrido. Quando você concorre, você pega experiência por um lado, mas a pessoa deixa de ser virgem, politicamente falando. Sempre há brigas que você tem que comprar e vem a rejeição. No caso da Dilma, o fato de ela nunca ter concorrido, ter sido sempre uma gestora, uma técnica, precisando só exercitar o seu lado político, ajudou muito.

Em que medida o fato de Dilma ser mulher a ajudou nessas eleições?
Acho que não ajudou muito. Mas é algo diferente. O Brasil já tem implementado coisas novas na política, como foi a eleição de um sindicalista. É um fato interessante, mas a competência do Lula e da Dilma ajudaram muito mais.

O atabalhoado processo de escolha do vice na chapa do PSDB prejudicou a candidatura de José Serra?
Não. Nunca vi vice ganhar eleição. Nem perder.

O sr. acredita que Lula possa puxar votos para candidatos do PT nos Estados, como em São Paulo, por exemplo?
Acho muito difícil. O Lula tinha toda essa popularidade em 2008, apoiou a Marta e ela perdeu do Gilberto Kassab, que estava fazendo uma boa administração.

Dilma eleita, qual a saída para a oposição?
Está provado que o modelo da oposição não deu certo. Talvez ganhe em alguns Estados importantes, como São Paulo, Minas, Paraná e Goiás. Sempre terá um papel importante. Mas essa eleição mostra que está na hora de uma reforma política. É preciso diminuir o número de partidos. Os programas partidários também precisam ser mais respeitados. Os partidos são os pilares da democracia.

Quebra de sigilo – CCJ quer ouvir servidores da Receita, Previ e Planalto

“Diante da repercussão do vazamento de dados fiscais de tucanos, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado marcou para esta terça-feira depoimento com o corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D`Ávila Carvalho. A audiência pública é para esclarecer o suposto esquema de pagamento de propina em troca de acesso a informações sigilosas. O funcionário ainda não confirmou presença.

Durante coletiva nesta sexta-feira, o corregedor informou que as servidoras Adeildda Ferreira Leão dos Santos e Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva serão indiciadas. As representações foram entregues ao Ministério Público Federal (MPF). Apesar do indiciamento, o servidor negou ligação entre a quebra do sigilo e o processo eleitoral: “Não identificamos qualquer ilação político-partidária”. O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, uma das vítimas da quebra de sigilo, acusou a Receita de, com essa afirmação, tentar desviar o caráter político do vazamento de seus dados.

Em nota, o MPF afirmou que investiga a violação dos dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e pode oferecer ação penal contra os responsáveis, caso seja comprovada prática de delito. A procuradoria disse ainda que não pode fornecer detalhes da apuração porque o caso corre sob sigilo.”

(Revista Veja)

VAMOS NÓS – Vai haver quórum para isso?