Blog do Eliomar

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Primeiro desembargador federal deficiente visual do Pais dá palestra em Fortaleza

Já está em Fortaleza o primeiro desembargador federal do trabalho deficiente visual Ricardo Tadeu Marques, que atua no Paraná. Aqui, ele vem dar palestra, a partir das 10 horas desta quinta-feira, durante o 28º Encontro Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, que ocorre  no Hotel Gran Marquise.

Ricardo Marques, que permanecerá na Capital cearense até esta sxta-feira, falará sobre o tema “As Fraudes nas Relações Trabalhistas”.

Câmara aprova projeto que flexibiliza horário de veiculação da "Voz do Brasil"

“A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) um projeto de lei que flexibiliza o horário de veiculação da Voz do Brasil. Atualmente, o programa oficial de informações do governo é obrigatoriamente transmitido, de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h (horário de Brasília). De acordo com a proposta aprovada, a transmissão poderá ser feita entre as 19h e as 23 horas. “A flexibilização do horário de transmissão do programa atende à desejável liberdade a ser conferida aos radiodifusores de determinar o momento mais adequado para a transmissão do programa, dentro de faixas de horário legalmente estabelecidas, e não tem qualquer reflexo negativo sobre o pleno cumprimento de sua função informativa”, afirmou em seu parecer, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

O projeto original incluia no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/1962) a possibilidade de emissoras transmitir “partida de futebol” no horário atual da Voz do Brasil, tendo a obrigatoriedade de divulgar o programa oficial após o evento esportivo. Emendas apresentadas na Comissão de Ciência e Tecnologia incluem que emissoras educativas devem continuar a apresentar a Voz do Brasil, obrigatoriamente às 19h, mas que emissoras comerciais e comunitárias poderão transmitir o programa no horário entre 19h e 23h. A matéria segue agora para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).”

(Congresso em Foco)

Setores do PT questionam rodízio com PMDB no comando da Câmara

Ala expressiva do Partido dos Trabalhadores passa a questionar as bases de um acordo com o PMDB que preveja exclusivamente rodízio entre os dois partidos na presidência da Câmara nos próximos quatro anos sem a garantia de contrapartida equivalente para o comando do Senado.

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, deputados consideram tal arranjo unilateral, cobram José Eduardo Dutra e ouvem do presidente petista que o pacto ainda não está sacramentado. Além do impasse entre as duas legendas, outros partidos aliados e de oposição já fizeram chegar ao PT o recado de que não aceitam “prato feito”.

O presidente da Câmara e vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), tem dito aos petistas que não pode se comprometer com um acordo no Senado. O PMDB argumenta que é “regimental” na Casa que o presidente pertença ao partido de maior bancada – no caso, o próprio PMDB.

(Com Blog da Folha)

"É melhor dialogar do que brigar", diz Lula ao chegar a Seul

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou no início da tarde desta quinta-feira (madrugada no Brasil) a Seul, na Coreia do Sul, onde participa até a sexta-feira da reunião de cúpula do G20, o grupo das 20 principais economias do mundo.

O principal tema da agenda da reunião deverá ser a chamada “guerra cambial”, a disputa entre os países em relação a supostas manipulações promovidas por alguns países para a desvalorização das suas moedas, com o intuito de beneficiar suas exportações.

Nos últimos dias, várias autoridades brasileiras, entre elas o próprio Lula, vêm criticando duramente os Estados Unidos por conta da decisão do Fed (o Banco Central americano) de injetar US$ 600 bilhões na economia local, o que pode ter o efeito de desvalorizar ainda mais o dólar.

Apesar das trocas de farpas nos últimos dias sobre o tema, Lula chegou a Seul afirmando que “dialogar é melhor que brigar”. Questionado se brigaria com os Estados Unidos, o presidente brincou: “Não tenho mais idade para brigar”.

Lula chegou a Seul acompanhado do assessor para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, após uma visita de dois dias a Maputo, capital de Moçambique.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, seguiu de Moçambique à República Democrática do Congo, onde discute a ajuda brasileira ao país, e não acompanha o presidente durante o encontro de líderes do G20.

Na chegada ao hotel Imperial Palace, onde está hospedado, pouco antes das 14h locais (3h de Brasília), Lula foi recebido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pela presidente eleita, Dilma Rousseff, que haviam chegado a Seul no dia anterior.”

(Estadão.com)

Sílvio Santos terá que vender bens para pagar rombo

“O empresário Silvio Santos, 79, deu como garantia praticamente todo o seu patrimônio empresarial, incluindo o SBT e o Baú da Felicidade, para obter R$ 2,5 bilhões do FGC (Fundo de Garantidor de Crédito), um fundo privado gerido pelo conjunto de bancos. O dinheiro servirá para cobrir um rombo no balanço da instituição, segundo informa a reportagem de Toni Sciarretta e Sheila D’Amorim publicada na edição desta quinta-feira da Folha.

Como é improvável que as 44 empresas do grupo gerem caixa suficiente para pagar a totalidade do empréstimo, o grupo terá de se desfazer de boa parte do patrimônio.

Na prática, todas as empresas estão à venda. O valor contábil (expresso nos livros) do grupo soma R$ 2,7 bilhões -se estivesse na Bolsa, seria maior por englobar prêmio pela posição de mercado.

O primeiro que deve ser passado adiante será o próprio banco PanAmericano, considerado o ativo mais líquido do grupo. Dificilmente a Caixa comprará porque não pretende torná-lo estatal.

Estima-se que o banco poderia valer R$ 1,5 bilhão. O SBT é a empresa mais difícil de ser vendida, devido às amarras da lei. O SBT nem pode ser oferecido como garantia, que foi constituída de forma indireta.”

(Folha)

Temer vai se licenciar da presidência nacional do PMDB e Eunício Oliveira sobra

Depois de 40 anos de filiação ao partido e três mandatos na Câmara dos Deputados, o senador eleito Eunício Oliveira (PMDB) já contava os dias para, a partir de janeiro de 2011, assumir o posto mais importante de sua carreira política: a presidência nacional do PMDB. Ontem, no entanto, o atual comandante da sigla, Michel Temer, deu sinais de que o sonho do cearense pode ter sido adiado.

Em Brasília, Temer disse que, ao vestir a faixa de Vice-Presidente da República, não irá renunciar ao cargo no partido, mas apenas se licenciar. Assim, ao invés de Eunício, quem passa a orientar os caminhos peemedebistas no Brasil é o senador Valdir Raupp (RO), o segundo na hierarquia da legenda atualmente.

O cearense só assumiria caso Temer abdicasse da vaga e houvesse nova eleição no PMDB. Quando esse momento chegasse, Eunício já estaria preparado. Conforme ele garantiu ao O POVO na última terça-feira, uma articulação prévia já teria sido feita com diversos setores do partido, para que não haja surpresas. “O nome natural é o meu”, adiantou.

No mesmo dia – antes, portanto, das declarações de Temer –, o senador eleito chegou a afirmar que “não faria sentido” a hipótese de o atual chefe da legenda resolver apenas tirar licença.

Ontem, em entrevista ao O POVO, da Suíça, Eunício quis deixar claro que não ficou surpreso ou decepcionado com a decisão do colega. Ao ser questionado, disse que não irá procurar Temer para tentar convencê-lo a renunciar, mas alertou que, por enquanto, “não tem nada definido”.

“Ninguém pode impor a Michel que ele renuncie. O que existe nas conversas internas do partido é que, havendo vacância, eu sou o candidato. Há um compromisso”, reiterou o deputado, que deve retornar ao Brasil no próximo domingo.

De acordo com o deputado, o possível mandato de Raupp dura até março do próximo ano, quando, obrigatoriamente, o PMDB terá eleição para a presidência.

Força e poder

Essa não é a primeira vez em que Temer atrapalha os planos de Eunício. Em 2009, o cearense já estava de olho no comando do partido. O caminho ficou livre devido à indicação de Temer para a presidência da Câmara dos Deputados.

À revelia das articulações do parlamentar cearense, no entanto, não houve eleição. Assim como poderá ocorrer este ano, o peemedebista-optou pela tirar licença.

O interesse no posto não é à toa. Liderar o PMDB é ter nas mãos a força do maior partido do País, com a maior bancada no Senado e a segunda mais numerosa da Câmara, a partir de 2011. Apesar de muito heterogêneo, internamente, o PMDB é visto como estratégico para a base aliada de qualquer governo.

No pleito deste ano, o partido ganhou ainda mais poder ao garantir uma perna no Executivo federal. Temer deverá ter mais influência no Governo Dilma Rousseff (PT) do que os vice do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O comando do PMDB também pode acabar se tornando um trampolim político para Eunício. O cearense abriu mão até mesmo de estar no páreo para a sucessão de José Sarney (PMDB) na presidência do Senado.”

(O POVO)

"Faz-tudo" de Dilma, ex-office-boy é nome certo para equipe de governo

“Ministros, presidentes de partidos, integrantes de legendas aliadas travam nos bastidores uma guerra por cargos no futuro governo Dilma. Enquanto as peças desse quebra-cabeça são mantidas em sigilo, um ex-office-boy já garantiu seu lugar ao lado da presidente eleita nos próximos quatro anos.

Anderson Braga Dorneles, 31, é uma espécie de “faz-tudo”. Assessor pessoal de Dilma, se transformou na “sombra” da petista. Suas tarefas incluem segurar a bolsa, acompanhar a ex-ministra em reuniões, filtrar telefonemas, verificar e-mails e até mesmo administrar sua casa e contas pessoais.

O vínculo com Dilma vai além das tarefas do dia a dia. O assessor mantém relação com a família da presidente, em especial com a filha, Paula, e a mãe, Dilma Jane.

A relação de confiança teve início há 17 anos, na Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, então comandada por Dilma, e onde Anderson trabalhava como office-boy. 

(…) Mas, apesar da lealdade à presidente eleita, Anderson passou dificuldades com o temperamento de Dilma. Por mais de uma ocasião chegou a pedir demissão. Em 2004, largou tudo e voltou para Porto Alegre, onde ficou por oito meses.

Durante a campanha presidencial, Anderson afastou-se por uma semana devido a uma crise de estresse.

Discreto, recusa-se a dar entrevistas. Argumenta que não quer, e não deve, falar sobre Dilma. Pessoas próximas relatam que ele tem com a presidente uma espécie de relação de “mãe e filho”.

Sobre o futuro, Anderson diz a amigos que não espera cargos no governo, somente a alcunha de “assessor pessoal” da presidente eleita.”

(Folha)

O POVO vence Prêmio Imprensa Embratel

“A trilogia Inquisição – No Rastro dos Amaldiçoados, dos repórteres Cláudio Ribeiro, Luiz Henrique Campos, Ana Mary C. Cavalcante e Demitri Túlio, publicada no jornal O POVO, é a vencedora do 12º Prêmio Imprensa Embratel, na categoria Jornalismo cultural.

Inquisição – No Rastro dos Amaldiçoados é uma grande reportagem construída entre os caminhos do grande sertão do Nordeste brasileiro e da Torre do Tombo em Lisboa (Portugal). Na apuração, execução e edição das matérias, o ineditismo de descobrir para meio jornal o Brasil subterrâneo dos “bnei anoussin” ou do povo anoussita.

Os anoussitas, como O POVO revelou em três cadernos, são os descendentes dos judeus – que expulsos da Espanha – foram “forçados” ao batismo em 1497, em Lisboa. Acuados pela Coroa portuguesa e com nomes de famílias cristãs lisboetas, acabaram migrando para a colônia brasileira. Principalmente para o território que hoje conhecemos por Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Minas Gerais.

Os repórteres Cláudio Ribeiro e Demitri Túlio foram enviados a Portugal para vasculhar os arquivos da Torre do Tombo – onde estão documentos sobre a colônia brasileira.

O projeto gráfico da trilogia, inspirado em azulejos portugueses dos séculos XVI a XVIII, foi criado pelo editor de arte do O POVO Gil Dicelli. As fotos são de Igor de Melo, Deivyson Teixeira, Demitri Túlio e Cláudio Ribeiro.”

(O POVO)

Presidente do BC é convocado a explicar aporte de R$ 2,5 bi para Panamericano

“A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado acabou de aprovar requerimento do senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) convidando os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, para que compareçam à Casa na próxima quarta-feira.

O autor do requerimento quer que os dois convidados esclareçam o aporte de R$ 2,5 bilhões que será recebido pelo Banco Panamericano, que tem como principal acionista o Grupo Silvio Santos, após ter sido detectada uma fraude contábil na instituição.

O dinheiro sairá de empréstimo que o Grupo Silvio Santos, seu principal acionista controlador, tomou do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), criado para proteger correntistas e poupadores de bancos em dificuldades, reembolsando até R$ 60 mil por CPF, e formado com contribuições compulsórias dos próprios bancos.As ações do banco PanAmericano operavam em forte queda.

A principal dúvida do senador oposicionista é se a fraude aconteceu antes ou depois da compra de 49% das ações do Panamericano pela Caixa Econômica Federal, em dezembro de 2009, por R$ 739,2 milhões. Uma parcela foi paga na ocasião e outra em julho último, quando o BC aprovou a operação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que o empresário e apresentador de TV Silvio Santos tenha lhe pedido para ajudar o banco Panamericano. Silvio Santos esteve no Palácio do Planalto no final de setembro e se encontrou com Lula.

Na ocasião, o apresentador afirmou que fora pedir ao presidente a doação de R$ 12 mil para o Teleton, que arrecada recursos para ajudar entidades assistenciais.

– O presidente da República não empresta dinheiro, não faz negócio com banco e não fiscaliza banco. Isso é uma coisa do Banco Central.”

(Blog do Noblat)

CCJ do Senado aprova emenda que incluir busca da felicidade na Carta Magna

“A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que inclui o termo “busca da felicidade” na Constituição Federal. O texto sugere que os direitos sociais como educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, entre outros, passem a ser “essenciais para a busca da felicidade”. O projeto seguirá para o plenário da Casa, onde precisará ser votado duas vezes antes de ir para a Câmara Federal.

O autor do projeto é o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Em sua justificativa, ex-ministro da Educação alega que a intenção é prever na Constituição que o cidadão tem o direito de buscar a felicidade e que o estado tem de prover os direitos sociais para isso. Para Buarque, “busca da felicidade” pressupõe a felicidade coletiva. “Evidentemente, as alterações não buscam autorizar um indivíduo a requerer do Estado ou de um particular uma providência egoística a pretexto de atender à sua felicidade. Este tipo de patologia não é alcançado pelo que aqui se propõe, o que seja, repita-se, a inclusão da felicidade como objetivo do Estado e direito de todos”, argumenta o senador.”

(Portal G1)

Baixa renda é quem mais gera lucro para telefonia celular

“A baixa renda está despertando a atenção das operadoras de telefonia e internet. Juntas, as classes C, D e E já ultrapassaram a AB nos gastos com telefone celular. Acima de R$ 100 mensais médios, a baixa renda responde por 58% dos gastos com telefonia. Cerca de 5% das classes D e E já desembolsam esse valor na conta telefônica. É o que revela uma pesquisa inédita do Data Popular.

Nessas classes, até mesmo as operadoras de telefonia fixa estão conseguindo ampliar suas vendas. As classes D e E respondem por 25% das telefones fixos instalados. Na internet, 70% dos brasileiros que acessam a rede diariamente pertencem às classes C, D e E, ainda segundo o Data Popular. Isso corresponde a 39,5 milhões de internautas.

Desse total, 24,5 milhões visitam diariamente sites de relacionamentos, redes sociais, como o Orkut. Dentre todos os brasileiros que têm blogs, 66% são das classes C, D e E. O instituto projetou esses números a partir de 5.000 entrevistas feitas com moradores de 12 regiões metropolitanas.”

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Delfim: Dilma terá que criar regra para controlar despesas

“O ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto acredita que o governo da presidenta eleita Dilma Rousseff terá de criar uma regra para que as despesas públicas sejam inferiores ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).  Dessa forma, sobrarão mais recursos para investimento na infraestrutura do Brasil, diz o economista.

iG: Como o senhor vê o cenário da política econômica no governo da presidenta eleita Dilma Rousseff?
Delfim Netto: Não vejo nenhuma razão para que se mude a política econômica. Está funcionando razoavelmente bem. Acredito que vamos continuar, em princípio, com o mesmo tipo de política baseada em equilíbrio fiscal, um Banco Central autônomo, metas de inflação e câmbio flutuante. Certamente haverá alguns aperfeiçoamentos e é natural que isso aconteça.

iG: Quais ajustes podem ser feitos?
Delfim Netto: É preciso um compromisso mais firme com o equilíbrio fiscal para dar um pouco mais de coragem ao Banco Central para tentar fazer o que precisa ser feito que é reduzir a taxa de juros e os juros reais no Brasil. É preciso estabelecer uma regra para que as despesas do governo cresçam em patamares inferiores ao PIB. Isso vai abrir espaço para mais investimentos. Está se incorporando novos segmentos na economia e isso pode fazer o País crescer sem aumentar a carga tributária. O que vai ser preciso para complementar é uma política de estímulo à poupança interna.

iG: O senhor acha que é necessário uma redução em despesas de custeio do governo federal?

Delfim Netto: Essa ideia de que é necessário um choque fiscal não é precisa. Nossa situação é melhor que a de muitos países. O que deve haver é um reconhecimento de que precisa daqui pra frente fazer as despesas que não são essenciais crescerem menos que o desempenho da economia.

iG: O senhor acredita na viabilidade das reformas fiscal e tributária no novo governo?
Delfim Netto: As reformas principalmente a tributária viraram uma espécie de desculpa. Não se faz mudança nenhuma porque vai fazer a reforma tributária. Acho que algumas medidas podem ser tomadas como colocar a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no destino, como forma, inclusive, de desonerar exportações e inibir a guerra fiscal entre os Estados. Seria um avanço enorme. Choques e reformas não vão nos levar a lugar nenhum.

iG: Qual a avaliação do senhor sobre a volta da CPMF?
Delfim Netto: O Brasil fez mais sem a CPMF. Essa história de imposto destinado para a saúde não funciona. O caixa da União é único e o orçamento é que vai determinar a utilização dos recursos. A informalidade no País diminuiu, mas ainda é alta. Isso mostra que tem potencialmente para ampliar a arrecadação sem ampliar a carga tributária. À medida que o País crescer e ir incorporando novos setores na economia é necessário fazer crescer o investimento do governo. Quando o Brasil crescia 10% ao ano, a carga tributária estava em 24% do PIB e o investimento do governo era de 4% do PIB. Hoje a carga tributária é de 36% e o investimento é de 1,5%.

iG: E os investimentos em programas sociais?
Delfim Netto: O programa Bolsa Família está quase no limite. Não existe mais um contingente grande de famílias que precisam ser incorporadas. O programa Luz para Todos também. Os programas de transferência de renda estão caminhando para um equilíbrio.

iG: O PIB pode crescer a taxas mais robustas sobre essa base forte que pode chegar a até 8% este ano?
Delfim Netto: Na minha opinião, o Brasil vai crescer entre 5% e 6% nos próximos 10 ou 15 anos e tem condições para isso, sem ter nenhum problema maior com inflação e déficit em conta corrente.

iG: A explosão de crédito ao consumidor no País é um fator que demanda cautela?
Delfim Netto: É uma situação ótima para o País. Não tem perigo nenhum. O crédito total no Brasil está em cerca de 40% do PIB e no passado já foi 80%. Houve um aumento de renda que criou novas classes de consumo e o crédito teve um papel importante nesse processo. O maior risco é importar uma bolha do exterior no setor financeiro. O crédito acompanha o crescimento, é causa do crescimento e produto do crescimento. Então não tem muita razão pra se imaginar que o crédito possa produzir algum efeito dramático com um endividamento gigantesco das famílias brasileiras que deixarão de consumir.

iG: O senhor crê que possa sair alguma solução prática sobre o câmbio na reunião do G-20?
Delfim Netto: Eu não acredito nessa possibilidade. O problema dos Estados Unidos com a China é uma questão curiosa. As pessoas imaginam que o presidente Barack Obama não age contra a China. E não age porque as maiores empresas americanas estão instaladas na China. São irmãos siameses. Tanto que o yuan está atrelado ao dólar. A China financia o enorme déficit americano. E países emergentes como o Brasil sofrem com os efeitos dessa relação. O governo tem consciência de que nenhum mecanismo de curto prazo é eficiente para reverter por completo a valorização do real, mas o ministério da Fazenda opera em legítima defesa.”

(iG)

Portaria nomeia mais 13 nomes para equipe de transição

Uma portaria publicada nesta quarta-feira no “Diário Oficial da União” traz a nomeação de mais 13 integrantes da equipe de transição do governo. A portaria é assinada pelo ministro interino da Casa Civil, Carlos Esteves Lima. Confira a lista:

Sinval Alan Ferreira Silva
Ana Lúcia Ferreira dos Santos
Enio Alves Vieira Filho
Georgina Fagundes
Jorge Luiz de Lima
Marcia Westphalen
Roberto Franca Stuckert Filho
Arilson Cavalcante Pereira
Christiane Araujo de Oliveira
Valdecir da Silva Ribeiro
Hildivan Freitas Ribeiro
Thais Beserra de Andrade
Vanessa Rossana Vieira Maia.

Na segunda-feira, a Casa Civil já havia nomeado sete nomes: Clara Levin Ant, Helena Maria de Freitas Chagas, Giles Carriconde Azevedo, Paulo Leonardo Martins, Cleonice Maria Campos Dorneles e Anderson Braga Dorneles e Marly Ponce Branco.

Mantega propõe substituir dólar por "moeda" do FMI

“O ministro da Fazenda, Guido Mantega, desembarcou na manhã desta quarta-feira (madrugada em Brasília) em Seul com uma proposta ousada: substituir o dólar como principal moeda de valor nas reservas e nas transações internacionais por uma cesta de moedas. A cesta já existe, chama-se DES (Direitos Especiais de Saque) e é usada contabilmente pelo Fundo Monetário Internacional. Hoje, a cesta é formada pelo dólar, pelo euro, pelo iene japonês e pela libra esterlina britânica. Mantega quer que sejam incluídos o real brasileiro e o iuan chinês.

O ministro diz que levará a proposta à cúpula do G20 que começa quinta-feira na capital coreana. Mas é mais uma expressão da irritação do governo brasileiro com a decisão dos Estados Unidos de irrigar sua economia com US$ 600 bilhões nos próximos oito meses do que uma expectativa de que a proposta seja de fato encampada pelo G20.

Mantega nem sabe se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionará o tema na sua apresentação na cúpula. “Até agora, não está previsto”, diz.

A irritação do ministro é fácil de explicar: a expectativa generalizada é a de que pelo menos parte dos US$ 600 bilhões irão para países produtores de commodities (Mantega citou Brasil e Austrália como exemplos), com duas consequências: valorizar ainda mais o real, que já está forte demais, o que prejudica as exportações brasileiras; e provocar “uma inflação no mercado de commodities”, com óbvios reflexos nos preços internos.”

(Folha Online)

Dilma já está na Coréia do Sul

“A presidente eleita, Dilma Rousseff, desembarcou em Seul, capital sul-coreana, por volta das 12h40 horário local (23h40 no Brasil). Depois de mais de 24 horas de voo entre o Brasil e a Coreia, com escala na Alemanha, Dilma decidiu descansar e avisou que não vai dar entrevista coletiva até a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que deve desembarcar em Seul nesta quinta-feira, no fim da manhã.

Durante a viagem, Dilma, que optou por um voo comercial, foi reconhecida por vários brasileiros. Na escala em Frankfurt, na Alemanha, uma brasileira conseguiu chegar perto da presidente eleita para se certificar que era ela. Dilma chegou a Seul acompanhada do ministro da Fazenda,  Guido Mantega.

Lula, a presidente eleita e Mantega participam, na capital sul-coreana, das reuniões da Cúpula do G20 (que engloba as 20 maiores economias do mundo). O principal tema dos debates será a guerra cambial e os efeitos da desvalorização sobre a economia global.

No que depender do Brasil, haverá uma defesa para que sejam tomadas medidas coletivas de combate à manipulação cambial, como já adiantaram o presidente Lula, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Para as autoridades brasileiras, as decisões isoladas, definidas por alguns governos, podem prejudicar a economia internacional como um todo. A expectativa de autoridades brasileiras é que nesta cúpula seja firmado um compromisso para a adoção de ações políticas destinadas a evitar o acirramento da crise econômica mundial.

Os alvos das preocupações são os Estados Unidos, a China, a Coreia do Sul e o Japão. Na tentativa de conter a desvalorização do dólar e a subvalorização do yuan (moeda chinesa), o governo brasileiro adotou medidas para a preservação do real ao aumentar os impostos para as aplicações estrangeiras.

Ao passar por Moçambique, na África, Lula disse que a afirmação do presidente norte-americano, Barack Obama, de que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o mundo” não é consenso nem se refere ao Brasil. Segundo Lula, cada governo adota decisões de acordo com as necessidades do país e da sociedade.”

(JB Online)

Há Prefeitura ameaçando não pagar 13º salário

Um grupo de prefeitos do Ceará está em Brasília pressionando o IBGE principalmente. O objetivo é cobrar revisão de dados relacionados ao Censo Demográfico. O grupo, que reforça movimento nacional dos prefeitos, reclama que há contagem populacional que, ao invés de elevar, acabou reduzindo moradores.

Esse dado pesa na hora em que o governo federal vai liberar as parcelas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O prefeito de Pacajus, Pedro José, por exemplo, anda preocupada e até afirmou nesta quarta-feira que queda de FPM é problemão. Ele disse que tem um abacaxi para descascar: como arranjar dinheiro para pagar o 13º salário integral dos servidores.

Quer reza – Maluf compara Dilma a Juscelino

“Impugnado com base na lei do Ficha Limpa, o terceiro candidato mais votado à Câmara dos Deputados por São Paulo, Paulo Maluf (PP), já fez oposição ao presidente Lula. Mas, agora, não poupa elogios à presidenta eleita Dilma Rousseff:

– O Japão tem problemas, os Estados Unidos também, assim como parte da Europa. Já o Brasil não tem tantos problemas. E a Dilma é igual ao Juscelino (ex-presidente Juscelino Kubitschek), ela é desenvolvimentista. Tenho certeza de que fará muito pelo Brasil — disse ao Poder Online.”

(iG – Poder Online)