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Política econômica faz festa até pra tucanos

Eis artigo que o publicitário e poeta Ricardo Alcântara manda para o Blog nesta segunda-feira. Intitulado “Reflexões entre vitrines”, aborda os avanços do Governo Lula na economia e o saldo que até tucano aproveita. Confira:  

Quem trafega pelo Shopping Iguatemi nesses dias feéricos de consumo que antecedem ao Natal talvez não compreenda de que tanto se queixa Tasso Jereissati, seu proprietário, a respeito do governo Lula.
 
Afinal, quando foi mesmo que comerciantes como ele viram tantos clientes em sua porta? O presidente, que foi um bom camarada para os ricos, teria cometido o deslize de colocar dinheiro no bolso dos mais pobres…é isso?
 
Mas, ora, como seria possível ser sempre amigo dos ricos, que têm tantas coisas para vender, sem ser, pelo menos de vez em quando, amigo dos pobres, dando a eles dinheiro para comprar as coisas que os ricos vendem?
 
Afinal, o que alguns empresários brasileiros tem contra o Capitalismo? Será que aqueles que por tanto tempo cultivaram utopias sociais se tornaram mais sensíveis às razões do mercado do que os próprios mercadores?
 
São assim, os dias de hoje.

Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta.

Empresas e centrais sindicais querem medidas protecionistas de Dilma na economia

“Sob ameaça da invasão de importados, capital e trabalho deixaram as diferenças de lado para juntar forças numa cruzada em defesa do produto brasileiro. A aliança entre representantes das indústrias e das centrais sindicais começou a ser articulada nas mesas de negociação salarial, avançou em reuniões setoriais conjuntas e deve ganhar força no início de 2011, com a posse do governo Dilma Rousseff.

Empresários e sindicalistas pretendem convencer o novo governo a adotar medidas de proteção contra as importações e de incentivo fiscal e tributário a setores afetados pelo avanço do processo de substituição da produção local por estrangeiros. Entre eles, estão a cadeia de abastecimento do setor automotivo, bens de capital, eletroeletrônicos, calçados e têxteis.

“Queremos falar com a presidente Dilma, a equipe econômica e os parlamentares para mostrar o mal que isso está causando à economia “, diz o presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva.

A ideia é ter um diagnóstico sobre a situação e identificar os setores afetados, além da apresentação de propostas. Nesse sentido, os presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, e da categoria em São Paulo, Mogi das Cruzes e Região, Miguel Torres, vão propor hoje ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, eventos para debater a competitividade da indústria nacional.

“Estamos pensando em promover, entre janeiro e fevereiro, um debate com esse tema reunindo a visão dos trabalhadores, dos empresários e do governo”, conta Nobre. “Num momento como este, não dá para cada um ter a sua agenda. É necessário ter uma agenda única, um diagnóstico comum das medidas importantes para reverter o quadro.”

A atuação conjunta do capital e do trabalho faz sentido. Nas negociações salariais deste ano, os trabalhadores chegaram a conquistar aumentos superiores a 6% além da inflação. Mas o ganho poderia ter sido maior. “As empresas alegam que perdem competitividade com o aumento dos salários”, afirma Torres.

Os sindicalistas temem que, no caso de uma eventual reviravolta no mercado interno, as empresas, além de importar, passem a demitir. Há preocupação ainda sobre os novos investimentos e a criação de empregos.

Um exemplo é o da Usiminas, que desistiu de construir uma usina no Vale do Aço, em Minas Gerais. A unidade, que estava embargada desde a crise internacional, teria capacidade para produzir 5 milhões de toneladas por ano e exigiria investimentos de US$ 6 bilhões. “Se somar a importação direta e indireta de aço este ano, estamos falando de 10 milhões de toneladas, o que representa quase duas Usiminas”, afirma o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes.”

(Estadão.com)

Dilma quer reduzir poder do PMDB em estatais

“Vencida a dura batalha pela definição do Ministério, a presidente eleita, Dilma Rousseff, após assumir o cargo, vai se dedicar à montagem do tabuleiro do segundo escalão mais cobiçado do governo: o comando das estatais, com promessa de reduzir o poderio do PMDB no setor.

Ela pretende esperar apenas a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, marcada para o início de fevereiro. Nessa fase, com mais autonomia, vai atacar primeiro as empresas da área energética, hoje dominadas pelos grupos do presidente do Senado, José Sarney (AP), de Jader Barbalho (PA) e do deputado Eduardo Cunha (RJ), todos do PMDB.

Dilma quer pôr nos principais postos do setor elétrico pessoas de perfil técnico e de sua confiança. Reconduzido ao Ministério de Minas e Energia para atender Sarney, Edison Lobão admitiu recentemente que não terá autonomia para indicar todos os cargos das estatais do setor:

— Não há nenhum ministério nessa condição de porteira fechada — disse Lobão.

A cobiça em torno das empresas do sistema Eletrobras se dá pelos R$ 8,1 bilhões de investimentos previstos no Orçamento de 2011. Nos últimos anos, a presidência da holding ficou sob responsabilidade de indicados por Sarney. O atual presidente, José Antonio Muniz Lopes, é um fiel aliado do presidente do Senado. Antes de ir para a Eletrobras, presidiu a Eletronorte.

Mas o alvo número um de Dilma é Furnas. Ela avisou aos integrantes da transição que, em fevereiro, quer intervir no comando da empresa para limpar a estatal de qualquer influência de Eduardo Cunha. A terceira maior verba das estatais do setor elétrico é destinada a Furnas (R$ 1,256 bilhão), que tem no comando atualmente Carlos Nadalutti, do grupo de Cunha.

O comando de Furnas está sendo disputado pelo PMDB mineiro como opção para o senador Hélio Costa (PMDB-MG), derrotado na eleição para o governo estadual, com apoio do deputado Newton Cardoso (PMDB-MG). Furnas tem também o cobiçado Fundo de Pensão Real Grandeza, que movimenta um orçamento de cerca de R$ 7,1 bilhões por ano, e cujo comando já foi alvo de duras disputas tendo Cunha à frente. Dilma já avisou que não cederá ao lobby de Hélio Costa.”

(Globo Online)

Cid conversará em Brasília com Dilma sobre o futuro de Ciro Gomes

O governador Cid Gomes (PSB) terá reunião nesta segunda-feira, em Brasília, com a presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Na agenda, as demandas do Estado com relação ao futuro governo e, também, a participação que Ciro Gomes poderá ter na futura equipe ministerial.

Ciro Gomes já apareceu cotado para a pasta da Integração Nacional e agora é cotado para o futuro ministério dos Portos e Aeroportos.

No fim de semana, Cid chegou a tratar do assunto no Recife com o presidente naciomal do PSB, o governador de Pernambuco, Edaurdo Campos.

Cid, no entanto, já avisou: Independente de cargos, vai apoiar a administração Dilma Rousseff.

Lula admite voltar à presidência

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“A menos de 15 dias de deixar a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que poderá ser candidato novamente ao Palácio do Planalto.

Em entrevista ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, Lula respondeu se voltaria a disputar a Presidência um dia: “Não posso dizer que não porque sou vivo. Sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária”.

Fez uma ressalva: “Vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e, quando chegar a hora certa, a gente vê o que vai acontecer”.

Na entrevista, que foi ao ar na madrugada de hoje, Lula ainda fez reparos à política de Barack Obama, lembrou momentos ruins do governo, como as saídas de José Dirceu e Antonio Palocci, e defendeu a política econômica.

Volta ao Planalto

“A gente nunca pode dizer não. Eu fico até com medo, amanhã alguém vai assistir à tua entrevista, e dizer que Lula diz que pode ser candidato. Eu não posso dizer que não porque eu sou vivo, sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária”.

“O Brasil tem uma gama de líderes extraordinários. Tem a Dilma [Rousseff] que pode ser reeleita tranquilamente. Você tem [os governadores] Eduardo Campos, Jaques Wagner, Sérgio Cabral. Tem a oposição do Aécio [Neves, senador do PSDB de Minas]. Tem o [ex-governador José] Serra (PSDB-SP), que diz que ainda vai fazer oposição. O que não falta é candidato. É muito difícil dar qualquer palpite agora”.

“Vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e quando chegar a hora a gente vê o que vai acontecer”.

Crise do Senado

Disse que a crise do Senado, em 2009, foi tentativa de golpe da oposição e que apoiou José Sarney para manter “a institucionalidade”.

“O que estava acontecendo ali era uma tentativa de golpe no Senado para que o vice, tucano [Marconi Perillo, de Goiás], assumisse. É lógico, só um ingênuo é que não percebe as coisas”.

Dirceu e Palocci

“Na Casa Civil, teve uma dubiedade entre o animal político que o Zé Dirceu era e a necessidade de ser o gerente do governo. Na minha opinião, era peso demais para uma pessoa tocar”.

“Devemos muito ao Palocci. Era preciso ser como o Palocci foi naquele primeiro momento. Fiquei nervoso com o Palocci quando, em 2005, a economia caiu muito. (…) Ele reconheceu que houve exagero no endurecimento”.

Mantega e Meirelles

Lula disse ser “grato” ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles: “Pode ter críticas de que houve erro aqui, demora ali, mas, quando você vai fazer uma síntese, percebe que a fotografia é mais positiva do que negativa”.

Mensalão

Voltou a dizer que, quando deixar a Presidência, vai “estudar um pouco o que aconteceu no período”. “Não acredito [que houve compra de apoio de parlamentares]”.

Diz que foi “lambança eleitoral” e que petistas deveriam ter assumido isso. “Agora, passados cinco anos, de cabeça fria, vou reler a imprensa. Vou ver o que aconteceu em cada jornal, em cada revista, para que a gente possa remontar, [fazer] um juízo de valor do que aconteceu”.

Papel de Marisa

O presidente contou que a primeira-dama, Marisa Letícia, “dá palpite” sobre governo. “A Marisa fala das coisas que sente e normalmente tem razão, porque ela fala coisa que o povo pensa”.

“Vou dar um exemplo de coisas importante em que a Marisa me ajudou. [Na campanha de 2006] Marisa era a maior incentivadora que eu tinha que ir para os debates, que eu deveria triturar meus adversários. Eu achava que eu não deveria ir, mas ela estava certa.”

Obama

Lula disse ser “fã” do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. “Ele só tinha que ter a ousadia que o povo americano teve votando nele. Recebeu uma herança maldita do governo Bush. O país quebrou. Como não tomou as atitudes nas horas certas, vem para as costas dele. Eu dizia para ele: ‘Presidente Obama, se você não fizer as coisas na hora correta, daqui um ano essa crise está nas tuas costas’. Porque a crise era do Bush”.

Vida de presidente

“O mais doloroso é a vida de um presidente. A vida de um presidente é muito solitária”.

“Tem o dedo de Deus nessa coisa [ter sido eleito presidente]”. “O preconceito raivoso de setores conservadores da sociedade brasileira me fez mais forte, pois eu tinha que provar todo santo dia que eu tinha que ser mais capaz do que eles”.

Pós-Presidência

“Vou descansar. Tirar umas férias que não tiro há 30 anos. Uns dois meses num lugar onde eu não tenha que fazer nada, discutir política, fazer absolutamente nada”.

“Normal eu nunca mais vou ser, mas um brasileiro o mais próximo da normalidade possível. Vou conseguir”. “Vai ser bom para o Brasil, vai ser bom para a Dilma, vai ser bom para todo mundo se eu ensinar como um ex-presidente tem que se portar”.

“Quero tirar tudo da Presidência de dentro de mim. Preciso voltar a ser o Lula. Voltar a ser um cidadão mais próximo da normalidade possível. Se deixo a Presidência dia 1º e dia 2 começo a dar palpite na política, eu vou estar tendo ingerência em coisa que eu não devo”.

(Folha ONline)

Morre atriz Lupi Gigliotti, irmã de Chico Anísio

Lupi e sobrinho Marcos Palmeira.

“Morreu no início da noite deste domingo em sua residência no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, a atriz e humorista Lupe Gigliotti, irmã do também ator e humorista Chico Anysio. Segundo informações da assessoria do ator, Lupe, de 84 anos, vinha lutando contra um câncer no pulmão nos últimos dois anos. O motivo da morte, no entanto, ainda não foi confirmado.

Nascida Maria Lupicínia Viana de Paula, em Maranguape, no Ceará, Lupe iniciou sua carreira artistica na década de 1960. Com passagens pelo teatro, cinema e televisão, a atriz ganhou destaque com a personagem Dona Escolástica na Escolinha do Professor Raimundo.

O último papel de Lupe na televisão foi como Áurea na novela “Cama de Gato”, da Globo, no início deste ano.”

(Folha Online)

UNE ganha sede própria graças a R$ 30 milhões de indenização

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta segunda-feira (20) do lançamento da pedra fundamental do novo prédio da União Nacional dos Estudantes (UNE), que será reconstruído na Praia do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro. A obra será bancada com a indenização que a instituição recebeu da União por ter sido incendiada e destruída pelo regime militar, em 1964. Dos R$ 44 milhões previstos na indenização, o governo federal já liberou R$ 30 milhões. O restante ficará para 2011.

O projeto da nova sede foi elaborado gratuitamente pelo arquiteto Oscar Niemeyer e terá 13 andares. Será erguido no número 132 e inclui salas de cinema, teatro e do museu Memória do Movimento Estudantil. A previsão é que as obras comecem no primeiro semestre de 2011 e se estendam por até dois anos.

”Estamos na fase de elaboração do projeto executivo. Só depois disso teremos o cronograma da obra”, informou o presidente da UNE, Augusto Chagas. Segundo ele, a entidade também busca uma parceria com empreiteiras para construção do prédio.

A instituição não decidiu ainda como administrará todas as salas da nova sede. De acordo com o presidente da UNE, esse assunto será discutido durante a construção do prédio.”

(Agência Brasil)

Campanha publicitária de despedida de lula custou R$ 20 milhões

“A campanha publicitária de “despedida” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Presidência custou R$ 20 milhões. Com um novo slogan – “Estamos vivendo o Brasil de todos” -, a propaganda em rádio, TV, jornais e revistas fala sobre o crescimento econômico dos últimos anos e ressalta números sobre redução da desigualdade social. As peças publicitárias começaram a ser exibidas em dezembro e, de acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), estão sendo divulgadas em 325 veículos de comunicação pelo País. “Comida na mesa, carteira assinada, crianças na escola, vida no rumo. Estamos vivendo o Brasil de todos”, diz uma das duas propagandas veiculadas em revistas. Na outra peça, o texto afirma: “Está no número, está no dia a dia dos brasileiros. Estamos vivendo o Brasil de todos.”

Segundo a Secom, o novo slogan “Estamos vivendo um Brasil de todos” é uma “evolução do conceito” anterior “Estamos vivendo um novo Brasil”. A campanha foi feita pelas agências Propeg e Matisse, duas das três que detêm a conta da secretaria. A verba para publicidade institucional da Presidência, que tem como objetivo divulgar ações e projetos do governo federal, foi orçada em R$ 167 milhões neste ano. Segundo o sistema de execução orçamentária das contas do governo federal, até agora já foram empenhados (comprometidos) R$ 165 milhões. Em todo o ano passado, foram usados cerca de R$ 159 milhões com esse mesmo tipo de propaganda.

Gastos

Segundo dados da Secom, foi gasto, até a primeira semana de dezembro, R$ 1,1 bilhão com propaganda em mídia da administração direta e indireta do governo federal – no ano passado foi R$ 1,6 bilhão. O total não inclui publicidade legal (divulgação de balanços), gastos com produção de comerciais e eventos. Procurada pela reportagem, a Secom alegou que, nesta semana, divulgará balanço sobre investimentos em publicidade e, por isso, não comentaria os gastos na área.”

(iG)

Lula deve deixar País com crescimento econômico de 7,5%

“Em breve o presidente Lula deixará o cargo após oito anos com o Estado se apropriando de cerca de 37% de tudo o que o Brasil tiver produzido em 2010. Será mais um recorde de “nunca antes na história deste país”. Se confirmada a expectativa de crescimento da economia de 7,5% neste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) de 2010 chegará a R$ 3,42 trilhões. Com a arrecadação estimada em R$ 1,27 trilhão, ela equivalerá a 37,1% do PIB. No período pós-democratização, o governo Lula terá sido o que mais aumentou o peso dos impostos sobre a sociedade: 4,5 pontos percentuais a mais em oito anos.

Nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso, o aumento foi de quatro pontos (de 28,6% para 32,6%), segundo série estatística do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Mesmo tendo acelerado a arrecadação como proporção do PIB, Lula (na média de sete anos, até 2009) não ultrapassou FHC nos investimentos em infraestrutura.

Apesar dos PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 1 e 2, ambos os governos investiram o mesmo: uma média de 0,7% do PIB. Com o resultado de 2010, é provável que Lula supere a média de FHC, mas por pouco. Ela passaria a 0,76%.

Quase a totalidade do aumento da carga tributária sob Lula foi destinada a gastos correntes, que se tornaram obrigatórios e permanentes. Por conta desse “engessamento” do gasto, no momento em que se discute a necessidade de cortes (e a presidente eleita, Dilma Rousseff, prometeu fazê-lo) é pequena a margem para contenção.”

(Folha Online)

Escuta telefônica flagra ministeriável do PMDB

“O futuro ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB-MA), foi flagrado em escutas da Polícia Federal pedindo ao empresário Fernando Sarney que beneficiasse um aliado na Justiça Eleitoral, informa a reportagem de Fernanda Odilla, enviada especial a São Luís (MA,) publicada na edição deste domingo da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Fernando é investigado há três anos pela PF. As conversas interceptadas pela polícia mostram que ele foi procurado pelo futuro ministro por manter uma relação próxima com a tia, a desembargadora Nelma Sarney, à época corregedora do Tribunal Eleitoral do Maranhão.

Indicado ao Ministério do Turismo pela bancada do PMDB da Câmara, Novais, que diz não se recordar das conversas gravadas pela polícia, é alinhado politicamente aos Sarney no Maranhão.

O pedido ao empresário seria em favor do prefeito de Bacuri (MA). Ele enfrentava problemas com a Justiça Eleitoral por não ter participado da convenção que escolheu o candidato do PSB à prefeitura e, a seguir, fez a própria reunião para ser aclamado como representante do partido para disputar o cargo.

Em 14 de julho de 2008, uma hora depois da primeira tentativa frustrada de falar com Fernando Sarney, o deputado e futuro ministro ligou novamente, por meio do gabinete na Câmara, em Brasília. Na conversa, ele pede ao empresário que interceda junto à desembargadora Nelma para ajudar o prefeito.

OUTRO LADO

O deputado Pedro Novais rechaçou qualquer suspeita de ter praticado tráfico de influência: “Não faço isso”. Novais disse que não se recorda da conversa com Fernando Sarney nem do pedido. Disse que fala com ele “muito raramente”.

Inicialmente, Novais disse não ter relação nenhuma com o PSB, partido do prefeito. Depois admitiu conhecer o prefeito Washington Oliveira. Ele negou ter usado sua condição de deputado e a proximidade com a família Sarney para favorecer o prefeito de sua base eleitoral.

Fernando Sarney disse que não iria se manifestar por se tratar de gravações “vazadas criminosamente”.

A desembargadora Nelma Sarney afirmou que jamais participou “de qualquer ato configurado como tráfico de influência ou qualquer outro desvio de conduta”. Reiterou que, apesar de relatora do caso, estava licenciada e não participou do julgamento. Desde quarta (15), a Folha tenta, sem êxito, falar com o prefeito Washington Oliveira.”

 (Folha Online)

Nada de Ciro. Dilma deve chamar Padilha para a Saúde

“A presidente eleita, Dilma Rousseff, já avisou ao ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) que ele será o futuro ministro da Saúde. Ela deve oficializar a decisão na próxima segunda-feira, quando espera anunciar o restante de sua equipe. O anúncio não foi feito, pois Dilma estuda quem nomear no lugar de Padilha. Ela tende a convidar o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), mas tem sido aconselhada a analisar o nome do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Como líder do governo Lula, Vaccarezza é considerado um nome com mais experiência nas negociações de interesse do Executivo. Conta contra ele, porém, ter colecionado atritos no cargo. Vaccarezza perdeu para Marco Maia (PT-RS) a disputa dentro do PT de quem seria o candidato da sigla a presidente da Câmara.

Quanto ao PC do B, integrantes da transição disseram que Dilma decidiu criar uma secretaria extraordinária para os Jogos Olímpicos, cargo que deve ser ocupado pelo atual ministro dos Esportes, Orlando Silva. Em seu lugar, deve entrar a ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos.

Dilma ainda precisa definir a situação do PSB. O partido reivindica três pastas, mas ela oferece duas. Ontem, o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, disse considerar “difícil” a petista dar três ministérios aos socialistas. O PSB quer contemplar sua bancada de deputados com uma pasta, o presidente da sigla, Eduardo Campos, com outra (ele indicou seu secretário Fernando Bezerra Coelho) -além do deputado Ciro Gomes, convidado por Dilma a integrar o ministério.”

(Folha.com)

Um balanço da Era Lula

Com o nome “Crescimento, avanços sociais e escândalos“, o jornal Folha de São Paulo traz, en ste domingo,matéria com resumo sobre a Era Lula. Confira:

O pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva, 65, encerra seus oito anos na Presidência com 83% de aprovação, segundo o Datafolha. No pós-ditadura, nenhum presidente eleito diretamente deixou o cargo tão bem avaliado, o que se explica sobretudo pela melhora do emprego, da renda e de sua distribuição. Entre 2003 e 2010, foram criados 14 milhões de postos de trabalho com carteira assinada, e a classe C se tornou majoritária. A expansão da transferência de renda -pelas vias do Bolsa Família e do salário mínimo- e o estímulo ao crédito popular, ações do governo federal, contribuíram para o resultado.

O Brasil dobrou, para 4% ao ano, a média de alta do PIB das duas décadas anteriores, embora tenha crescido menos que quase todos os países emergentes relevantes. A dívida externa foi superada, graças à pujança da economia mundial, em especial a chinesa, que impulsionou as exportações brasileiras.

Educação e saúde não evoluíram no mesmo ritmo. O Brasil, que subiu quatro posições e é hoje a 8ª maior economia do planeta, registra quase 1 milhão de casos de dengue. Seus alunos ocupam a 53ª posição em leitura e a 57ª em matemática no principal teste internacional de desempenho, que avaliou 65 países.

Não mudaram os costumes políticos, como se viu no mensalão. Os escândalos derrubaram a cúpula do PT e alguns dos auxiliares mais próximos do presidente. Abriram caminho para a tutela personalista de Lula no segundo mandato, o que culminou na imposição da candidatura de Dilma Rousseff, neófita em eleições.

A 40ª presidente herda de Lula um país socialmente mais inclusivo e dinâmico, além de mais destacado no cenário internacional. Recebe também serviços públicos de qualidade medíocre, a despeito da elevada carga de impostos, bem como desequilíbrios crescentes nas despesas do governo e nas contas externas.

4 EM CADA 5 BRASILEIROS CONSIDERAM O GOVERNO LULA ÓTIMO OU BOM

Luiz Inácio Lula da Silva chegou lá: aos 65 anos, sairá do Palácio do Planalto no dia 1º como o mais bem avaliado ocupante daquela cadeira entre todos os eleitos pelo voto direto pós-ditadura. Está com 83% de aprovação popular.
O Datafolha apurou a popularidade de Lula em uma pesquisa realizada de 17 a 19 do mês passado, em todo o país, com 11.281 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Para 13% dos brasileiros, Lula faz um governo regular. Apenas 4% classificam a administração federal do PT como ruim ou péssima. A magnitude da aprovação de Lula torna-se mais impactante se comparada com as dos antecessores.
Fernando Collor deixou o cargo em 1992, após um processo de impeachment, com meros 9% de aprovação.

Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil por oito anos. Debelou a inflação, criou o real e estabilizou a economia. Ainda assim, deixou o Planalto com 26% de aprovação -57 pontos percentuais abaixo de Lula.

Uma curiosidade: o presidente classificado em segundo lugar como o mais popular ao sair do cargo depois do retorno das eleições diretas foi Itamar Franco. Só que ele não foi eleito. Herdou a cadeira de Collor, em1992, pois era o vice. Ao passar o cargo a FHC, em 1995, Itamar era aprovado por 41%.

LULA DEU A PALOCCI 4 DIAS PARA SE LIVRAR DE CULPA

Apesar de ter sido informado de que Antonio Palocci Filho ordenara quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa, Lula deu prazo de quatro dias para o ministro da Fazenda tentar um acordo pelo qual o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, assumiria a culpa. Lula queria demitir José Dirceu da Casa Civil desde março de 2004, nos desdobramentos do caso Waldomiro Diniz. Mas só agiu quando Roberto Jefferson enviou um recado na Câmara de que deixaria de preservá-lo se Dirceu permanecesse. Revelações como essas estarão no livro do repórter Kennedy Alencar sobre o governo Lula a ser lançado no ano que vem pela Publifolha.

LULA COGITOU APOIAR PALOCCI A PRESIDENTE

Dilma poderia ter perdido o lugar na fila para Lula em 2010. Em setembro de 2004, um amigo sugeriu que ele não tentasse a reeleição em 2006 e passasse essa missão a Palocci. Era um tempo pós-Waldomiro, mas pré-mensalão. Lula tinha dúvida se valia a pena um segundo mandato-ele achava que FHC errara em 1998. Lula concordou que Palocci seria o nome, mas brincou: “Será que ele deixa eu voltar depois?”

LULISMO É FENÔMENO POLÍTICO RECENTE E POLÊMICO

O lulismo é um fenômeno recente. Mais novo que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2002, quando ele se elegeu pela primeira vez, houve, na Folha, apenas quatro menções à expressão “lulismo” nas páginas do jornal. Em 2006, ano da reeleição, a palavra foi escrita 55 vezes. No ano passado, ela apareceu em 65 ocasiões. Neste ano, outras 128 até o final de novembro.

O lulismo está relacionado à consagração popular do presidente no segundo mandato. Mas vai além dela. Há quem o veja como sintoma de uma regressão política. Há quem o compare, a partir da empatia e do vínculo direto com as massas, ao getulismo -Vargas era o “pai do pobres”. Isso aproximaria o lulismo da tradição populista.

ANOS LULA SE DIVIDEM EM ANTES E DEPOIS DO MENSALÃO

Foram dois mandatos, mas o marco divisório dos oito anos da era Lula é outro: antes e depois do mensalão.
Revelado em junho de 2005, o escândalo derrubou o principal ministro do governo, dizimou a cúpula do PT e inaugurou uma temporada turbulenta de CPIs que, um ano mais tarde, viria a ceifar o outro polo de poder na Esplanada.
Reeleito e escaldado, o presidente reconfigurou sua base de sustentação no Congresso Nacional, incorporando oficialmente o PMDB, e impôs a seu partido não apenas a candidatura de Dilma Rousseff como todas as concessões necessárias para elegê-la.

APÓS DOIS MANDATOS, LULA DEIXA REFORMAS PARA DILMA

No primeiro discurso com a faixa no peito, o presidente Lula afirmou, no Planalto, que “nenhum momento difícil” o impediria de fazer “as reformas que o povo brasileiro precisa”.

Oito anos depois, ele descerá a rampa do palácio longe de cumprir a promessa. Deixará para a sucessora, Dilma Rousseff, o desafio de modernizar a Constituição nos campos político, previdenciário, tributário e trabalhista.

GOVERNO INCHOU A MÁQUINA FEDERAL

Três ministros -Orlando Silva (Esporte), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Eloi Araujo (Igualdade Racial)- se espremem com suas equipes no primeiro prédio da Esplanada dos Ministérios, ao lado da catedral. Márcio Fortes (Cidades), que também despachava ali, procurou um gabinete em outro setor da cidade.

Nenhuma dessas pastas existia quando Brasília foi projetada. Juscelino Kubitschek tinha 11 ministros para os 19 prédios da avenida. Lula tem 24, fora os 13 diretamente vinculados à Presidência, que não cabem juntos no Palácio do Planalto.

A tabela de remuneração dos servidores, calhamaço que lista as carreiras, cargos e salários do funcionalismo, começou a ser publicada no final da década passada com 82 páginas. São 520 hoje.

AMBIÇÃO POLÍTICA DEFINIU O TOM DA DIPLOMACIA

Junta desde 2003, a troica formada pelo presidente Lula, pelo chanceler Celso Amorim e por Marco Aurélio Garcia, assessor do Planalto, mudou a ênfase da política externa brasileira.

Ao foco econômico-comercial predominante desde a redemocratização foi agregado um viés político, definido como uma aposta na multipolaridade e no aumento da projeção do Brasil -com o reforço do pleito à cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

EMPREGO E RENDA FORMAM HERANÇA VIRTUOSA

Em paralelo à rápida melhora no mercado de trabalho, e principalmente por causa dela, os anos Lula trouxeram uma grande transformação, para melhor, nos padrões de consumo e nos negócios das empresas. Por trás das mudanças, algo que não se via em décadas: uma notável melhora no padrão de distribuição de renda brasileiro.

Esse fato vem firmando um ciclo virtuoso no Brasil. Mais empregos estão gerando mais renda, que se transforma em mais consumo, que estimula investimentos produtivos que, por fim, requerem mais empregos para acontecer -reforçando toda a cadeia.”

(Folha de São Paulo)

Revista Época – Derrapagem no Governo do Ceará

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A revista Época desta semana traz reportagem com o título “Derrapagem no Governo do Ceará”. A matéria cita o chefe da Casa Civil, Arialdo Pinho, aparecendo em escuta telefônica num inquérito da PF envolvendo possível desvio de verbas e a Federação de Automobilismo do Ceará. Confira:

Numa festa para mais de 1.000 convidados em Fortaleza, em 2008, Fernanda e Arialdo Pinho celebraram o casamento da filha Aline. Políticos do Ceará encheram o salão da casa de espetáculos Siará Hall. Os irmãos Cid Gomes, governador do Ceará, e Ciro, deputado federal, ambos do PSB, estavam entre os padrinhos. Arialdo é o principal assessor de Cid e comanda a Casa Civil do governo do Estado. O pai da noiva também foi prestigiado por muitos empresários locais, alguns deles donos de grandes contratos com a administração pública cearense. Um dos convidados presentes à festa foi José Carlos Pontes, sócio do Grupo Marquise. Estiveram também na cerimônia o tricampeão de Fórmula 1 Nelson Piquet e o filho Nelson Ângelo Piquet, outro padrinho dos noivos.

Alguns personagens daquela noite de festa que se estendeu até o nascer do sol agora aparecem juntos em circunstâncias bem diferentes. Eles são citados numa investigação da Polícia Federal que desbaratou um golpe com contratos fictícios de patrocínio para a Federação Cearense de Automobilismo (FCA). O inquérito tramita sob segredo de Justiça na 11a Vara Federal do Ceará. ÉPOCA teve acesso a detalhes da apuração. As autoridades afirmam que os patrocínios firmados pela FCA acobertaram o desvio de milhões de reais de empresas para a formação de um caixa dois destinado ao pagamento de propinas a agentes públicos e ao financiamento de campanhas eleitorais.

Na última semana de novembro, a PF realizou a Operação Podium e prendeu sete pessoas envolvidas nas irregularidades. Foram recolhidos documentos em residências e escritórios no Ceará, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre os presos estava o empresário José Hybernon Neto, ex-presidente da FCA, apontado como um dos mentores do golpe. As ligações telefônicas de Hybernon foram monitoradas pela polícia. A PF encontrou dificuldades para reconhecer alguns interlocutores, mas identificou outros. Um deles é “Arialdo Pinho, chefe da Casa Civil do governo Cid Gomes”, segundo um relatório policial.

Uma conversa de Hybernon do dia 7 de maio arrastou o braço direito de Cid Gomes para dentro do escândalo. Arialdo Pinho aparece nas investigações como contato de Hybernon dentro do governo. No telefonema, Hybernon disse a um interlocutor que estava saindo da casa de Arialdo Pinho e que, segundo o anfitrião, seria “preferível” os dois se encontrarem sempre naquele endereço. Na época, Arialdo comandava a Casa Civil. Pouco depois, ele se afastou do cargo para coordenar a campanha à reeleição de Cid Gomes e retornou ao posto após as eleições. Perguntado por ÉPOCA sobre eventuais reuniões com Hybernon, o chefe da Casa Civil se recordou de um encontro em sua casa, mas não se lembrou da data. Arialdo afirmou que, por falta de tempo, realiza pequenas reuniões de trabalho em sua casa e que Hybernon o procurou interessado numa licitação estadual.

A contabilidade do golpe soma R$ 34,6 milhões movimentados entre 2004 e 2008. Um relatório do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) identificou que no período foram registrados saques sistemáticos em valores superiores a R$ 300 mil. Um total de R$ 33 milhões foi sacado em espécie mediante cheques emitidos pela FCA. Hybernon aparece como o principal beneficiário dos cheques. À Receita Federal, que investiga sonegação de impostos, Hybernon confirmou que a FCA era usada apenas como “trampolim” do dinheiro. Ele, depois, era devolvido às empresas. A maior parte do dinheiro, R$ 25,8 milhões, saiu dos cofres de três empresas do Grupo Marquise.

A Marquise é hoje uma das principais empresas do Ceará. Cuida da ampliação do Porto do Pecém, que prevê investimentos de R$ 571,5 milhões – 80% financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa também constrói o Hospital Regional de Sobral, cidade que foi administrada por Cid Gomes. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou as doações oficiais de campanha feitas neste ano pelo Grupo Marquise. A empresa doou para candidatos do PSB e, também, a outros aliados de Cid. O governador eleito da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), recebeu R$ 770 mil. A empresa doou R$ 2,2 milhões ao PMDB nacional e R$ 250 mil ao PT do Ceará, partidos que apoiaram Cid Gomes. Outras empresas investigadas pela PF doaram R$ 550 mil ao comitê de Cid Gomes. A Marquise afirmou que não comentaria o assunto por orientação de advogados.

Há indícios de que a FCA tenha sido usada para mandar dinheiro para fora do país de forma irregular. De acordo com o juiz do caso, Ricardo Campos, há fatos que “merecem ser aprofundados e que apontam para a prática de delito de evasão de divisas por parte do então gestor da FCA (José Hybernon)”. Nesse trecho da apuração são citados o tricampeão de Fórmula 1 Nelson Piquet e seu filho Nelson Ângelo Piquet. Por intermédio da FCA, Nelsinho recebeu no exterior cerca de R$ 5,3 milhões. Os peritos estranharam também o fato de Nelson Piquet ter recebido, em 2008, R$ 500 mil da FCA. Piquet disse a ÉPOCA que as transferências foram fruto dos patrocínios firmados com a FCA, à qual Nelsinho é filiado. O tricampeão afirmou que conhece Hybernon apenas de nome e que os R$ 500 mil recebidos por ele da FCA se referem a um “contrato de mútuo (empréstimo)”.

A Justiça decretou a quebra do sigilo fiscal de todos os envolvidos no caso – entre eles Nelson e Nelsinho. A PF, a Receita Federal e o Ministério Público ainda analisam os documentos apreendidos na Operação Podium. Os desdobramentos das investigações poderão esclarecer se os participantes da festa de 2008 eram apenas bons amigos num momento de confraternização ou tinham algo mais em comum. ”

VAMOS NÓS – Tentamos, por várias vezes, contato nos telefones do secretário Arialdo Pinho, para dar sua versão sobre o fato, mas ele não deu retorno. O celular está fora de área.

VAMOS NÓS 2 – A Marquise reiterou que não comentaria o assunto, por orientação de advogados.

VAMOS NÓS 3 – A Assessoria de Imprensa do Palácio Iracema informou que não vai comentar o assunto e que a matéria fala apenas que Arialdo Pinho foi citado num telefonema.

O que Lula vai levar na mudança?

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O” negro da pele das noivas contrasta com o branco de suas vestes em uma fotografia que conserva cores tão vivas quanto há quase oito anos. O registro de casamento é um dos primeiros presentes que o presidente Lula ganhou. Foi durante a excursão que fez com seus ministros, em janeiro de 2003, ao Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Ali, numa das regiões mais pobres do Brasil, alguém deu ao presidente o que tinha de mais valioso.

Na última terça-feira, o quadro repousava no subsolo do Palácio do Planalto, onde fica todo o acervo com os mais de 8.500 presentes, as 356 mil cartas e outros tantos documentos acumulados pelo presidente ao longo dos dois mandatos. A fotografia esperava pelo momento em que um dos homens em uniformes azuis da transportadora Granero a colocaria dentro de uma das centenas de caixas de papelão que vão encher os 11 caminhões da mudança presidencial.

Até o dia 29 a mudança, orçada em R$ 19.499, partirá de Brasília para São Paulo. Será um dos últimos atos do festival de despedidas de Lula da Presidência, que incluiu, na semana passada, um balanço dos dois mandatos e o registro em cartório de todas as obras de seu governo (algumas nem começadas) perante uma plateia de ministros e ex-ministros no Palácio do Planalto. Na noite do dia 28, Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, deverá oferecer no Estado natal de Lula a maior festa de adeus.”

(Revista Época)

Polícia Federal é investigada por compra de aparelhos de escuta

“O Ministério Público Federal em Santa Catarina abriu investigação contra a empresa de segurança Dígitro e a Polícia Federal por suspeita de irregularidades na compra de aparelhos de escuta. A investigação recai sobre a compra de 36 plataformas Guardião, que registram áudios de ligações interceptadas, montam redes de relacionamento de investigados e transcrevem gravações. Reportagem da Folha de São Paulo apurou que as suspeitas nos contratos, descritas no ato de abertura da investigação, são de desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e uso fraudulento de sistema informatizado. A investigação está sob sigilo.

A Dígitro faturou R$ 49 milhões com a venda dessa tecnologia para a PF. A compra do Guardião da Superintendência da PF em São Paulo foi fechada com patrocínio da Caixa Seguradora, que tem capital estrangeiro. Os outros 35 foram fechados com contratos semelhantes, intermediados pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) do Ministério da Justiça, mas com patrocínio do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), por meio de um acordo de cooperação. A Caixa Seguradora e o Pnud não são investigados. A Caixa deu R$ 1,2 milhões, e o Pnud, R$ 9,7 milhões. Os outros R$ 38 milhões saíram dos cofres públicos.

A Dígitro desenvolveu o Guardião em parceria informal com a PF em Santa Catarina e passou a vendê-lo. Pelos contratos, 15 Estados e o DF receberam a plataforma. Em setembro de 2009, a Folha revelou que o presidente da Dígitro, Geraldo Faraco, e o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, são amigos. A maioria dos contratos foi fechada quando Corrêa comandava a Senasp. A investigação do Ministério Pública foi aberta a partir da acusação de três técnicos da Universidade Federal de Santa Catarina. Eles reivindicam, em outras ações na Justiça, os direitos autorais sobre dois softwares desenvolvidos e usados no sistema.”

Petrobras abre concurso para 838 vagas

“Boa notícia para quem deseja seguir carreira pública na Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras). A empresa lançou nesta semana um concurso público nacional com oferta de 838 oportunidades de níveis médio/técnico e superior. A Fundação Cesgranrio é a organizadora do concurso. De acordo com o edital de abertura, a remuneração inicial varia de R$ 2,3 mil a R$ 6,2 mil. O edital foi publicado na seção 3, página 202, do Diário Oficial da União.

Do total de vagas, 220 exigem formação superior. Os cargos oferecidos para diplomados estão os de administrador júnior, contador júnior, engenheiro de equipamentos júnior – eletrônica, engenheiro de equipamentos júnior – mecânica, geofísico júnior – geologia, engenheiro civil júnior, auditor júnior, entre outros. As demais 518 vagas são destinadas aos candidatos com formação médio/técnica. Neste caso, os cargos oferecidos são os de técnico de administração e controle júnior, técnico de contabilidade júnior, técnico de logística de transporte júnior – controle, técnico de manutenção júnior – mecânico, técnico de segurança júnior, técnico químico de petróleo júnior, entre outros.

Os candidatos de todos os cargos deverão realizar provas objetivas marcadas para o dia 27 de fevereiro de 2011. Somente os inscritos no cargo de auditor júnior farão provas discursivas e somente os inscritos no cargo de inspetor de segurança interna júnior farão exame de capacitação física.

SERVIÇO

Quem quiser participar da seleção deve acessar o site www.cesgranrio.org.br de 10 a 27 de janeiro de 2011. As taxas de participação custam R$ 30 para os cargos de nível médio e R$ 45 para os de nível superior. O concurso tem validade de seis meses, prazo prorrogável por igual período.

* Clique aqui para acessar o edital.

Correios – Edital de concurso sai em janeiro

“O edital definitivo do concurso da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) será divulgado no começo de janeiro de 2011. A expectativa é aplicar as provas de nível médio e superior até o segundo bimestre de ano que vem.

O certame deverá ter 6.565 vagas e os principais cargos serão para carteiro, atendente de agência e operadores de centro. A decisão foi tomada durante audiência pública ontem (16), em Brasília. A ECT informou que recebeu 60 sugestões sobre o assunto, via e-mail, que foram analisadas e apresentadas durante o encontro.

As inscrições deverão ser feitas exclusivamente pela internet. Os Correios irão disponibilizar também terminais em suas agências para que candidatos que não tenham acesso à rede.

De acordo com informações da assessoria dos Correios, por causa da revogação do concurso anterior, os candidatos receberão, em casa, correspondência informando o cancelamento e a devolução do valor da taxa. Para isso, deverão se identificar, em qualquer agência dos Correios, a partir do dia 10 de janeiro.

A ECT realizará licitações para diferentes etapas do concurso, como elaboração, impressão e aplicação das provas.”

(Agência Brasil)