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UFC e Capes discutem internacionalização e fomento à pesquisa

Avaliar a qualidade da pesquisa e as perspectivas de expansão do conhecimento produzido no Brasil para o exterior. Esse foi o principal objetivo do painel Panorama Atual da Pós-Graduação Brasileira, ocorrido nesta semana, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará. A abertura da reunião veio com o discurso do reitor da UFC, Henry Campos, que saudou os participantes, ressaltando a presença do ex-reitor da UFC, Roberto Cláudio Bezerra.

“Nossa Universidade vive um momento particularmente feliz. O ano de 2017 foi de muitas conquistas na graduação, nos rankings, na avaliação quadrienal da pós-graduação da Capes. Avançamos bastante na internacionalização, com tudo que existe de melhor e atual daquilo que uma universidade contemporânea pode fazer nas questões do empreendedorismo e da inovação tecnológica”, ponderou.

Para o pró-reitor de Relações Internacionais, José Soares de Andrade Júnior, era necessário retomar a ideia da universidade como espaço de conhecimento universal e sem fronteiras, aberto para o mundo. Entre os mais recentes avanços da UFC nesse campo, o gestor destacou a criação da própria Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer), o estabelecimento do plano institucional de internacionalização e a formulação do edital interno de projetos temáticos da pós-graduação (https://goo.gl/QZZfNK).

“Do ponto de vista conceitual, internacionalizar é aumentar a produtividade científica, acadêmica e do ensino de uma universidade, um processo intrinsecamente ligado à humanização, no sentido de compreender o ser humano em sua plenitude”, afirmou.

Já o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Antonio Gomes, enfatizou a relevância de difundir internacionalmente os saberes produzidos em solo cearense. “Temos vários grupos competitivos na UFC, e esse edital de internacionalização traz o espírito de ação transversal. Ao mesmo tempo, a gente espera captar o máximo possível de alinhamento de todas as ilhas de excelência que a Universidade tem”, avaliou.

Financiamento

O presidente da Capes, Abílio Baeta Neves, elogiou os bons resultados da UFC na última avaliação quadrienal da pós-graduação em 2017 (https://goo.gl/s2NeZ2). O dirigente sublinhou que, passada a avaliação, é o momento propício para as universidades brasileiras debaterem o modelo nacional de pós-graduação, tendo em vista aspectos de gestão, financiamento, formação de recursos humanos e desenvolvimento da ciência.

Ele anunciou o apoio da entidade a um projeto de lei no Congresso Nacional para criação de um fundo privado da ordem de R$ 2 bilhões anuais, voltados para investimentos em ciência e inovação. Os recursos viriam dos impostos federais cobrados sobre a receita líquida de grandes empresas que seriam encaminhados para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D), trazendo fontes alternativas para financiar as áreas de ciência e tecnologia.

 

(Site da UFC/Foto – Divulgação)

Alexandre de Moraes libera MP que permite privatização da Eletrobras

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, derrubou, nesta sexta-feira (2) a liminar da Justiça Federal em Pernambuco que suspendeu o trecho de uma medida provisória (MP) que autorizou a União a privatizar a Eletrobras.

Com a decisão, o processo de privatização da empresa fica liberado. Moraes atendeu a um recurso da Câmara dos Deputados. A decisão ainda não foi divulgada.

A suspensão de pare da MP 814 foi determinada no início do mês passado pelo juiz Carlos Kitner, da 6ª Vara Federal do Recife. Em liminar, o juiz suspendeu o Artigo 3º da medida provisória, editada em 29 dezembro do ano passado, que retirava de uma das leis do setor elétrico a proibição de privatização da Eletrobras e de suas subsidiárias.
O magistrado atendeu a uma ação popular protocolado pelo advogado Antônio Accioly Campos.

(Agência Brasil/Foto – Nelson Jr.)

Orçamento 2018 – Bloqueio chega a R$ 16,2 bilhões

Um mês depois da sanção pelo presidente Michel Temer, o Orçamento Geral da União de 2018 terá um ajuste de R$ 16,2 bilhões. Segundo anunciou há pouco o Ministério do Planejamento, as medidas incluem a suspensão e o contingenciamento (bloqueio temporário) de despesas para cumprir a meta de déficit primário de R$ 159 bilhões para este ano e o teto de gastos.

Primeiramente, a equipe econômica contingenciará R$ 8,2 bilhões do Orçamento por causa da manutenção dos reajustes ao funcionalismo federal para este ano e do adiamento, para fevereiro, da aprovação do projeto de lei que elimina a desoneração da folha de pagamento para os setores da economia. Segundo o Planejamento, o bloqueio é necessário para garantir o cumprimento do teto de gastos.

O governo também suspenderá R$ 8 bilhões de gastos que teriam como base as receitas resultantes da privatização da Eletrobras. De acordo com o Planejamento, a suspensão é preventiva. A previsão de receitas está mantida, mas o uso delas estará bloqueado até a aprovação do projeto de lei de desestatização da companhia elétrica.

Diferentemente de um contingenciamento tradicional, em que as despesas são bloqueadas até que a previsão de arrecadação se confirme, os R$ 16,2 bilhões irão para uma reserva dentro do Orçamento. Nesse procedimento, esclareceu o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, as verbas de cada órgão do Poder Executivo serão reduzidas de forma linear, com o mesmo corte percentual para cada órgão. Os demais poderes – Legislativo, Judiciário e Ministério Público – não serão afetados, e as emendas parlamentares não impositivas não sofrerão cortes.

Originalmente, o governo previa arrecadar R$ 12,2 bilhões com o bônus de outorga da privatização, mas existe uma folga de R$ 4,2 bilhões em relação à meta de déficit primário de R$ 159 bilhões, o que reduziu o bloqueio total para R$ 8 bilhões.

O Planejamento aumentou de 2,5% para 3% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) em 2018. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que a projeção para a variação do PIB em 2018 seria ampliada. A estimativa de inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,2% para 3,9%.

(Agência Brasil)

Nova chance à Assembleia, uma casa de debates

Com o título “Nova chance à Assembleia, uma casa de debates”, eis artigo do jornalista Guálter George, editor-executivo de Política do O POVO. Ele espera que a Casa, retomando atividades agora, fomente debates de nível como o caso da crise na segurança. Confira:

A partir de hoje, o debate necessário à sociedade cearense sobre a problemática da insegurança crescente ganha mais um palco para se desenvolver, com a volta às atividades cotidianas da Assembleia Legislativa. Pena que a expectativa geral não seja a de que um fórum de qualidade se junte aos já existentes, considerando o histórico de como as coisas ali acontecem mesmo quando temas de grande relevância entram na pauta. Há, lamentavelmente, riscos de um rebaixamento na discussão.

A favor dos parlamentares, inclusive os que fazem da temática da violência seu discurso de todo dia, mesmo em tempos de tranquilidade, vale destacar que até hoje, pouco menos de uma semana depois de ocorridas as tragédias na casa de show em Cajazeiras e na cadeia de Itapajé, responsáveis juntos por inacreditáveis 24 mortes em pouco mais de 24 horas, ninguém ainda apareceu querendo tirar proveito político com declarações que objetivem apenas desgastar o governo. Mesmo quem é da oposição tem se portado de maneira serena, evitando dramatizações e eloquências verbais desnecessárias diante do momento de medo generalizado. O reinício dos trabalhos mostrará se efeito do recesso ou é mesmo um ato de consciência dos parlamentares. Camilo Santana, assessores e aliados, nesse sentido, não podem se queixar do comportamento da turma à qual cabe a imprescindível missão de manter voz crítica e vigilante em relação ao governo.

O Legislativo, por sua natureza diversa, por representar mais do que qualquer outro poder a face múltipla de uma sociedade, muito teria a oferecer em situações como o que o Ceará hoje experimenta no campo da segurança pública. Há, entre os deputados, vozes de origens e representatividades distintas, há visões diferentes sobre a estratégia correta de combate à violência convivendo e medindo forças, através do discurso e de suas práticas políticas. Aliás, quanto mais assim o for mais fortalecido estará o poder.

Portanto, há ali legitimidade plena para levar ao exercício de um bom debate acerca da situação e dos remédios adequados para superá-la. A única coisa que podemos exigir é que ninguém vá à discussão buscando tirar proveito, obter algum tipo de vantagem eleitoral diante do quadro dramático.

A atual legislatura não se marca pela qualidade, longe disso. Pode surpreender, quebrando expectativas negativas, se estabelecendo como palco de um debate propositivo, capaz de garantir respeito efetivo ao que realmente interessa ao cearense nesse momento simbolizado pela união de suas forças representativas contra o real inimigo de todos, que é a organização de criminosos para espalhar medo e gerar o pânico. Esforço que não poderá prescindir de uma Assembleia absolutamente envolvida com todo o processo, por sua característica especial e necessária de sediar um debate que o tempo todo precisa considerar quase todos os tipos de pensamento, s0bre qual tema for.

O ano é eleitoral, grande parte dos parlamentares estará no esforço legítimo de buscar a renovação de seus mandatos, mas temos o direito de esperar que a Assembleia, voltando aos seus dias normais, garanta mais um espaço de boas discussões sobre o momento da segurança pública no Ceará e a forma como a sociedade pode se unir para superar os graves desafios que enfrenta na atualidade.

*Gualter George

gualter@opovo, com.br

Editor-executivo de Política.

Carnaval 2018 – Taxa de ocupação hoteleira deve bater nos 90%

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Manuel Cardoso Linhares, comemora. A taxa de ocupação da rede hoteleira no momento, e por conta do Carnaval, bate nos 90%.

“Essa taxa é registrada também no Ceará”, garante o dirigente da Abih. Isso, mesmo após a recente onda de violência no Estado, como chacinas.

Os pacotes foram fechados ano passado e não houve cancelamentos.

Pelo menos até agora.

(Foto – Divulgação)

Colégio Master lança sistema de ensino em parceria com Edições IPDH

Em parceria com o Instituto Prisma de Desenvolvimento Humano (IPDH), o Colégio Master lançará, neste sábado (3), o Sistema Master de Ensino. A iniciativa promete levar em consideração as necessidades de professores, alunos e equipe pedagógica em geral para desenvolver um material de altíssima qualidade.

As Edições IPDH, que atua em todo o País, fundamentam os livros em projetos pedagógicos alicerçados na interação teórico-prática, na construção de valores e aprendizagem mais humanizada. A sociedade entre as duas instituições vem se consolidando desde o ano passado.

Segundo o controlador do Master, Nazareno Oliveira, o material norteador também será complementado com metodologias e experiências dos estudantes e profissionais. O projeto já se encontra essencialmente ligado às mudanças da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

(Foto – Paulo MOska)

É coisa de doido, mesmo!

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Em seu Instagram, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, adora responder aos seus seguidores.

Um deles colocou o seguinte: “Pense num emprego pra doido esse seu…”, no que Costa reagiu:

– Concordo. Só doido mesmo!

(Foto – Facebook)

 

Rio já tem 16 policiais mortos e 34 feridos neste ano

Em pouco mais de um mês, 50 policiais civis e militares foram baleados no Rio de Janeiro. Desses, 16 morreram, sendo dois policiais civis e 14 militares. A vítima mais recente foi o cabo Rafael dos Santos Castro, que morreu durante ação policial em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

O cabo e um sargento foram chamados para cumprir ordem de busca na comunidade Bacia do Éden. O cabo foi baleado na cabeça, no abdome e na perna. O sargento, identificado apenas como Alexandre, também foi atingido por um tiro, mas apenas de forma superficial na cabeça.

O Portal dos Procurados, do Disque Denúncia, está buscando informações que levem à prisão dos responsáveis pela morte e pela tentativa de homicídio, pelo telefone/WhatsApp (21) 98849-6099, da Central de Atendimento (21) 2253-1177, e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.

(Agência Brasil)

Temer diz que seu governo aguenta déficit da Previdência, mas outros não

O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (2) que insiste na reforma da Previdência porque apesar de o governo dele aguentar o déficit, outros não aguentarão. “Tenho mais 11 meses de governo. Eu aguento a Previdência. Houve um déficit de R$ 268 bilhões nesse ano que passou, a tendência é aumentar essa dívida previdenciária este ano, mas o meu governo aguenta. Quem não vai aguentar são os próximos anos”, afirmou em entrevista ao programa Super Manhã, da Rádio Jornal de Pernambuco.

Ele ressaltou que, ao fazer a reforma da Previdência, o governo está pensando nos aposentados, naqueles que vão se aposentar e nos servidores públicos, para não ocorrer o que está acontecendo em muitos estados brasileiros. “Em muitos estados, não há pagamento de aposentados, de servidores públicos, há atrasos dos mais variados”, lembrou. “O que nós estamos fazendo é evitar que isso venha a acontecer em pouquíssimo tempo”.

Temer comentou também o futuro do programa Bolsa Família. Apesar de ter aumentado o número de famílias assistidas pelo benefício, ele destacou que pretende dar condições para que os filhos das pessoas assistidas trabalhem e, com isso, possam sair do programa. “Nosso ideal não é manter as pessoas indefinidamente no Bolsa Família”.

Michel Temer cumpre hoje agenda em Cabrobó, no interior de Pernambuco. Lá, ele participa da cerimônia de Inauguração da 2ª Estação de Bombeamento do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

(Agência Brasil)

Ecos 2018 – Prefeitos do Ceará terão reunião com Eunício Oliveira e Camilo Santana

Prefeitos mobilizados pela Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) levarão nesta sexta-feira, às 16 horas, ao presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira, uma pauta reivindicando apoio financeiro.
Será durante encontro no auditório do Centro de Treinamento do BNB, no bairro Passaré, no qual estará também o governador Camilo Santana (PT).
Eunício é hoje um aliado do presidente Michel Temer, com prestígio e tudo. Há meses, ele vem dando uma forcinha também às gestões do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), e do governador Camilo Santana (PT) destravando empréstimos e projetos junto ao Planalto.
Camilo arranjou espaço na sua agenda que só incluía eventos no Interior. Quer dizer: está mais do que antenado com o emedebista. Ambos vêm numa reaproximação política de chamar a atenção. Camilo vai para a reeleição e Eunício também sonha com novo mandato. Agora é aguardar o termômetro desse encontro.
(Foto – Divulgação)

Moro tem imóvel em Curitiba, mas recebe auxílio-moradia

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Três quilômetros separam a sede da Justiça Federal de 1º Grau do Paraná da residência do juiz Sergio Moro, responsável pelo julgamento dos processos da Lava Jato. É este o trajeto percorrido pelo magistrado desde 2003, quando assumiu a primeira vara especializada em crimes contra o sistema financeiro, em Curitiba.

No ano anterior, comprou um imóvel de 256 metros quadrados no bairro do Bacacheri.

Em junho de 2002, Márcio Antonio Rocha, juiz federal do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), vendeu o apartamento para Moro por R$ 173.900 (R$ 460 mil em valores atualizados).

Como dono de imóvel próprio na capital paranaense, Moro fez uso de decisão liminar de setembro de 2014, do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux, para passar a receber auxílio-moradia no valor de R$ 4.378.

Resposta

O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), responsável pelo pagamento ao juiz Sergio Moro, afirmou, em nota, que cumpre “determinações legais” em relação ao auxílio-moradia.

Resoluções do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e artigo da Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional) foram citados no texto.

Entre as resoluções, foram mencionadas a 199, que regulamenta o recebimento e permite o auxílio para juízes com imóvel próprio, e a 13, que exclui o auxílio-moradia do teto remuneratório constitucional.

Segundo entendimento de 2006 do CNJ, benefícios como auxílio-moradia, ajuda de custo para mudança e transporte, diárias, auxílio-funeral, auxílio pré-escolar e assistência médica, entre outras verbas, não devem ser contadas como salário.

A resolução 199, de 2014, diz que “a ajuda de custo para moradia no âmbito do Poder Judiciário (…) é devida a todos os membros da magistratura nacional”.

O auxílio-moradia só fica vetado quando houver residência oficial à disposição do juiz, ainda que não a utilize; quando o servidor for inativo; quando estiver licenciado sem percepção de subsídio e quando a pessoa com quem reside receber vantagem da mesma natureza de qualquer órgão da administração pública.

(Jornal Agora)

MDB define Paulo Skaf como pré-candidato ao Governo de SP

O diretório regional do MDB (ex-PMDB) em São Paulo definiu, nessa noite de quinta-feira, por unanimidade e em caráter irrevogável, que Paulo Skaf, presidente da Fiesp, será o candidato da legenda ao governo do Estado.

A informação é da Coluna Radar, da Veja Online, observando, no entanto, que, em política, a palavra “irrevogável” tem um significado menos rígido.

Carnaval 2018 – Receita do turismo deve crescer, diz CNC

O turismo deve movimentar este ano cerca de R$ 6,25 bilhões em todo o país, durante o carnaval, voltando a crescer depois de três anos seguidos de queda. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que considera o carnaval “o maior feriado do calendário nacional”. Para a CNC, o fato de o país ter fechado o ano passado com a menor taxa de inflação desde 2007 ajudará na recuperação da receita provenientes do período carnavalesco.

Segundo estudo da CNC, os segmentos de alimentação fora do domicílio, tais como bares e restaurantes, deverão liderar em faturamento, com arrecadação estimada em R$ 3,6 bilhões. Em seguida, vêm o transporte rodoviário, com previsão de R$ 1,03 bilhão e os serviços de alojamento em hotéis e pousadas, com faturamento esperado de R$ 705,6 milhões.  Juntos, estes setores responderão por mais de 85% de toda a receita gerada no período.

Mais empregos

A CNC ressalta que, mesmo com a recuperação no volume do faturamento, depois de três anos de queda, as atividades características do turismo ainda não deverão registrar ganho real de receita. “Apesar da menor inflação, os gastos com lazer demoraram a reagir devido ao orçamento ainda apertado por conta da lentidão na recuperação do emprego e da renda das famílias”, destaca o economista-chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes.

Pelo lado do emprego, Bentes diz que a estimativa é de aumento de contratações este ano em relação ao carnaval do ano passado. Segundo dados da CNC, no período de janeiro e fevereiro deste ano, a contratação trabalhadores temporários nesse período deve ficar em 19,3 milrão ser contratados, 8,9% a mais do que em 2017. Com cerca de 13,7 mil vagas ofertadas, o setor de alimentação deverá responder por 70% das oportunidades de emprego.

Arrecadação por região

Os dados divulgados pela CNC indicam que os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo juntos deverão responder por 62% dotal da arrecadação da receita do turismo durante o Carnaval. Somente o Rio de Janeiro deverá registrar  receita de R$ 1,9 bilhão e São Paulo, R$ 1,7 bilhão.

Aparecem ainda como destaque as receitas dos estados de Minas Gerais, com previsão de R$ 567,6 milhões no período, e da Bahia, do Ceará e de Pernambuco, com movimentação agregada de mais de R$ 1 bilhão.

(Agência Brasil)

Balança comercial fecha em alta em janeiro

O aumento dos embarques de alguns tipos de grãos e de aviões fizeram a balança comercial fechar o primeiro mês de 2018 com o melhor saldo positivo registrado para o mês em 12 anos. Em janeiro, o país exportou US$ 2,768 bilhões a mais do que importou. Desde 2006, quando o saldo havia fechado em US$ 2,83 bilhões, o indicador não registrava um saldo tão expressivo para meses de janeiro.

As exportações totalizaram US$ 16,968 bilhões em janeiro, com alta de 13,8% sobre o mesmo mês de 2017 pela média diária. As vendas externas bateram recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1989.

As vendas de produtos básicos cresceram 11,2% na comparação entre janeiro de 2018 e janeiro de 2017 pelo critério da média diária. Os destaques foram milho em grão (crescimento de 92,4%) e soja em grão (alta de 62,9%). As exportações de produtos semimanufaturados subiram 1,1%. As vendas de produtos industrializados aumentaram 23,6%, também pela média diária, puxadas por aviões, com crescimento de 108,7% em relação a janeiro do ano passado.

Em 2017, os preços médios das mercadorias exportadas subiram apenas 0,81%. A quantidade exportada, no entanto, aumentou 12,9%, compensando a estabilidade nas cotações das commodities (mercadorias primárias com cotação internacional).

Importações

O reaquecimento da economia também fez as importações continuar a subir em janeiro. As compras do exterior somaram US$ 14,198 bilhões no mês passado, com alta de 16,4% sobre janeiro de 2017 pela média diária.

As importações de combustíveis e lubrificantes aumentaram 96,3% em relação a janeiro do ano passado. As compras de bens intermediários e de consumo subiram 5,8% e 19,2%, respectivamente. As importações de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) subiram 11,4% em 2017.

Depois de o saldo da balança comercial ter encerrado 2017 em US$ 67 bilhões, o maior resultado positivo da história, o mercado estima um superávit menor em 2018 motivado principalmente pela recuperação da economia, que reativa o consumo e as importações.

Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 54,5 bilhões para este ano.

(Agência Brasil)

Enem pode ser reformulado até 2020

O Brasil poderá ter um novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em dois anos. A intenção é que, acompanhando o novo ensino médio, o Enem seja reformulado até 2020, disse a ministra interina da Educação, Maria Helena Guimarães. “Isso vai precisar ser muito discutido. Parte da avaliação abordará aquilo que compõe a base comum do ensino médio, e parte do exame, a parte flexível, abordando tanto itinerário técnico quanto o itinerário formativo”, afirmou a ministra.

Pelo novo ensino médio, sancionado no ano passado, parte do currículo da etapa de ensino, o equivalente a 1,8 mil horas deverá ser destinado ao conteúdo da Base Nacional Comum Curricular [BNCC], ainda em discussão. Segundo Maria Helena, uma nova versão da BNCC será encaminhada para análise do Conselho Nacional de Educação (CNE) em março. O restante do tempo, que varia de acordo com a rede de ensino, será destinado à formação específica. Os estudantes poderão escolher entre o aprofundamento em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.

De acordo com a ministra, a intenção é que a formação dos estudantes seja mais fluida e as disciplinas, cada vez mais integradas. O desafio do Ministério da Educação (MEC) será avaliar esse estudante. “É possível ter itinerário formativo que aborde conhecimento de história, arte e matemática. Por que não?”.

O novo Enem deverá ser discutido em um seminário que o MEC realizará neste mês com entidades privadas e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Além do Enem, o seminário debaterá a proposta de base nacional para o ensino médio.

A ministra interina da Educação adianta que a formação geral do aluno na área de linguagens, de matemática, de ciências da natureza e humanas “será muito importante no novo Enem”. O exame é usado atualmente como uma das principais formas de acesso ao ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas e financiamento no ensino privado pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Brasília - O diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Rafael Lucchesi, durante debate sobre os desafios de implantação da reforma do ensino médio no país (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai.

Maria Helena participou hoje (1º) de bate-papo ao vivo pelo Facebook do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A conversa, mediada pela Agência Brasil, contou também com participação do diretor-geral do Senai e diretor-superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi), Rafael Lucchesi.

Segundo a ministra , mesmo sem ter ainda uma base nacional aprovada para o ensino médio, algumas redes de ensino já começaram a implementar as mudanças. Uma das ênfases é na formação técnica.

Para Lucchesi, esse é um dos pontos centrais da reforma, que vai qualificar a formação dos estudantes. “Hoje 82% dos jovens não vão para universidade. Seguramente, uma educação mais flexível vai ser melhor para o jovem e para o país. Isso melhora a produtividade e impacta na possibilidade de gerar emprego”, afirmou.

Lucchesi ressaltou que, enquanto em países desenvolvidos cerca de 50% dos jovens têm formação técnica no ensino médio regular, esse percentual é inferior a 10% no Brasil.

Ensino médio noturno

A formação técnica deverá ser fortalecida no ensino médio noturno, destacou Maria Helena. “Não faz mais sentido a pessoa já com mais idade, que gostaria de concluir o ensino médio com formação técnica, seguir o [ensino] regular quando já tem experiência de vida.” A intenção é que o noturno tenha um currículo mais enxuto, mas que leve os estudantes “a desenvolver as mesmas competências mais gerais.”

Segundo a ministra interina, cerca de 20% dos 6,7 milhões de matrículas no ensino médio em escolas públicas são noturnas. Parte desses estudantes poderia cursar o ensino médio regular diurno. De acordo com Maria Helena, a intenção é que o noturno seja voltado aos estudantes que trabalham e não têm condições de cursar a etapa regularmente.

(Agência Brasil)

Censo Escolar Superior 2017 inicia coleta de dados

O Censo de Educação Superior (CenSup) 2017 iniciou nesta quinta-feira (1º) o período de coleta de informações em todas as instituições que oferecem cursos, tanto públicas como privadas. Tais instituições devem lançar seus dados em um formulário online do Instituto de Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) até o dia 24 de abril. A sondagem integra, junto com o Censo Escolar, referente à educação básica, as estatísticas necessárias à orientação de políticas condizentes com o Plano Nacional de Educação, que estabelece metas de qualidade a serem atingidas de 2014 a 2024.

O levantamento se propõe a relacionar, no âmbito de graduações presenciais, cursos ministrados a distância e na modalidade sequencial, as vagas oferecidas, inscrições, matrículas, número de alunos ingressantes e concluintes e, ainda, informações sobre docentes. Quando consolidados, os dados serão divulgados nos sites Sinopse Estatísticas e Microdados. O censo permitirá também que se conheça a condição de recursos tecnológicos proporcionados a pessoas com deficiência.

O CenSup deve ser adequadamente elaborado por ser também um pré-requisito para a expedição de atos regulatórios e a participação da instituição em programas do Ministério da Educação, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade Para Todos (ProUni) e concessão de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio (Capes). Ele também serve de base para a avaliação e o cálculo do Conceito Preliminar de Curso (CPC) e do Índice Geral de Cursos (IGC).

 

(Agência Brasil)

Chacina de Cajazeiras – Ato artístico apelará por paz em performance na Praia de Iracema

O Movimento Renasce, que congrega membros da sociedade civil de Fortaleza e que se diz sem cor partidária, promoverá, a partir das 17 horas desta quinta-feira, no aterro da Praia de Iracema, uma performance artística.

O objetivo é chamar a atenção da população para a gravidade que foi a Chacina de Cajazeiras, onde foram assassinadas 14 pessoas, na casa Forró do Gago, em consequência de brigas entre facções criminosas. A informação é e Mariana Possas, da organização.

(Foto – Evilázio Bezerra)