Blog do Eliomar

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PDT que mais cargos no Governo

“O ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, disse que “a maioria esmagadora do partido quer continuar com a Pasta, mas avançar em outros espaços”, no próximo governo. O pedetista vai se reunir na semana que vem com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, encarregado pela presidente eleita Dilma Rousseff de conversar com todos os partidos aliados.

“O PDT pode colaborar com quadros experientes em vários setores, especialmente na área social, de minas e energia, petróleo. Tudo o que envolve a área social nos interessa. A hora não é de pressionar, mas de dialogar. A Dilma vai avaliar nosso trabalho no ministério. Temos 30 anos de amizade. Tenho consciência de que cumprimos nosso dever, mas ela vai avaliar e verificar onde seremos úteis”, disse Lupi, lembrando que seu partido “foi o primeiro a declarar apoio oficial a Dilma, antes mesmo da convenção do PT.”

Segundo Lupi, a conversa direta com Dilma acontecerá quando as negociações sobre participação no governo estiverem mais avançadas. “Em 2006 (ano da reeleição do presidente Lula) também foi assim. Nosso diálogo era com o Tarso Genro, conversamos com o Lula quando as coisas já estavam encaminhadas”, lembrou. No primeiro escalão, o PDT tem apenas o Ministério do Trabalho. Lupi evita citar outros cargos que o partido gostaria de ocupar no futuro governo Dilma.”

(Agência Estado)

Lula reúne ministros para cobrar empenho

“Com o objetivo de discutir o fim do seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião ministerial na manhã desta quinta-feira (4) no Palácio do Planalto. O presidente pretende cobrar empenho para conclusão das obras em andamento. De acordo com a assessoria de imprensa do Planalto, o encontro estava previsto para as 9h30, mas até as 9h40 ele ainda não havia sido iniciado.

Além dos assuntos em pauta, Lula também deverá pedir para que os ministros auxiliem a presidente eleita Dilma Rousseff na transição. Essa deve ser a última reunião de Lula com os 37 ministros de seu governo.”

(Agência Brasil)

Processo de compra de caças pode durar até novembro de 2011

“O processo de contratação da empresa estrangeira que vai fornecer os 36 caças que vão equipar a Força Aérea Brasileira (FAB) não vai se encerrar este ano. O fim do mandato do presidente Lula vai marcar a escolha inicial da empresa fornecedora, mas já vai incluir a presidente eleita, Dilma Rousseff, justamente porque vai se estender por seu mandato.

Após a decisão sobre a empresa, o governo brasileiro precisará garantir que serão atendidas todas as exigências para o fornecimento dos caças, principalmente, os termos de transferência de tecnologia. Por isso, o processo de negociação comercial tende a ser longo, acredita o ministro.

Após a escolha da empresa, a Força Aérea iniciará uma série de discussões técnicas para estabelecer as exigências de transferência de tecnologia. “Não estamos comprando aviões, estamos aprendendo a fazer. Estamos comprando tecnologia para capacitação nacional. Só se saberá se a empresa escolhida vai cumprir ou não (as exigências) quando sentarmos na mesa para assinar o contrato”, disse o ministro. Ele participou da VII Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Por isso, ele acredita que, mesmo após a decisão inicial de qual deverá ser a empresa a fornecer os caças ao Brasil, esse nome ainda poderá mudar. “O que pode acontecer, eventualmente, é que os presidentes (Lula e Dilma) decidam por uma solução, mas na hora de sentar e discutir os itens, encontrem problemas. Isso é um processo. A questão dos submarinos, por exemplo, levou praticamente um ano de discussão”, lembrou.

Ou seja, o processo interno pelo qual o país vem passando é somente um primeiro passo. A partir do momento da escolha, há um segundo momento, de negociação comercial, com os requisitos que o avião
precisa ter e o nível de transferência de tecnologia exigido pelo Brasil.

“Se houver essa decisão no final do ano, é um processo que seguramente vai levar até outubro, novembro”, acredita Jobim. O presidente Lula já demonstrou preferência pelos caças franceses. Mas há outras opções, como o avião sueco e o americano. Questionado se a presidente eleita, Dilma Rousseff, compartilha da mesma posição, o ministro disse que nãos e trata de preferência sobre um ou outro, “não é questão de ser belo ou feio”.

“É questão de saber quem está disposto a transferir tecnologia para o Brasil e capacitar o país na negociação. Se não houver disposição de capacitação nacional, no meu ponto de vista e no ponto de vista da estratégia nacional de Defesa, não há conversa”, frisou.

Nelson Jobim disse que todas as empresas que fizeram propostas para o governo brasileiro se dizem dispostas a transferir tecnologia, mas “uns têm mais possibilidades, outros menos”. “E isso vai ser decidido pelo presidente”, disse. O ministro afirmou não ter nenhum plano de participação ou não do governo de Dilma Rousseff.”

(Valor Econômico)

AGU dá argumentos legais a Lula e ele não deve extraditar Battisti

“O presidente Lula deverá manter no país o ex-ativista italiano Cesare Battisti, que está preso no Brasil e é condenado pelo governo da Itália por terrorismo.

Ontem, Lula afirmou que vai seguir o que recomendar parecer da Advocacia Geral da União. O texto que está em fase final de redação na AGU dá ao presidente os argumentos legais para não extraditar Battisti e mantê-lo no país.

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a extradição do italiano, mas reconheceu que a palavra final sobre o caso caberia ao presidente da República.

A pedido do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, um técnico da Consultoria Geral da União, órgão ligado à AGU, preparou um parecer que embasaria juridicamente a opção do governo brasileiro de negar o pedido da Itália.

O parecer ainda não foi aprovado por Adams, mas demonstra que a AGU já está pronta para auxiliar Lula nesse sentido.

— Eu estou dependendo do advogado-geral da República. Se ele me der um parecer, qualquer que seja o parecer, eu vou acatar, porque ele é o advogado, ele é o orientador do presidente da República. Eu tomarei a decisão — disse Lula.

Se Battisti fosse levado para a Itália, teria que cumprir pena de 30 anos. Lá, ele foi condenado pela participação no assassinato de quatro pessoas nos anos 70. Se o réu não for extraditado, poderá viver no Brasil como refugiado político, condição conferida a ele por Tarso Genro quando era ministro da Justiça.”

(O Globo)

Dilma: Refinaria no Ceará é crucial

“Na primeira entrevista coletiva que concedeu depois de eleita presidente, Dilma Rousseff (PT) afirmou que a refinaria prevista para ser construída em território cearense é crucial para a exploração do pré-sal, juntamente com os complexos petroquímicos do Maranhão e de Pernambuco. Até agora, no entanto, a refinaria cearense está atrasada em relação à dos estados vizinhos. Nem o terreno está liberado, enquanto as duas outras estão em obras.

Dilma afirmou ontem que as refinarias permitirão o melhor aproveitamento do petróleo do pré-sal. Ela justificou ainda a construção de duas refinarias tipo premium, de maior porte – casos de Ceará e Maranhão. “Temos de ter duas refinarias Premium não por uma mania de grandeza, mas por uma questão estratégica”.

A presidente eleita argumenta que o Brasil não deve exportar petróleo bruto (não-refinado), pois, desta forma, estaria perdendo a maior parte do lucro. Afinal, depois de ser refinado, o petróleo é exportado a um preço consideravelmente mais alto. “Aí entramos numa outra área, a petroquímica, e o ganho sobe acima de 1.000%”, ressaltou.

Ela admitiu ainda que será ela que precisará concluir as obras na região iniciadas no atual governo. “Temos todas as grandes obras de infraestrutura a completar no Nordeste”. Dilma estimou ainda que as obras da transposição do rio São Francisco devem ser concluídas até 2012, beneficiando Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. “O Nordeste vai ter água pra beber e pra produzir, do ponto de vista agrícola e também industrial”, afirmou.

Disse ainda que a ferrovia Transnordestina, que interligará Piauí, Ceará e Pernambuco, deve ficar pronta entre 2012 e 2013.

Indagada sobre alguns dos principais órgãos federais no Nordeste – a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), ela não entrou em detalhes, limitando-se a afirmar que irá tratá-los “como braços de desenvolvimento do Nordeste”.

(O POVO)

Ex-cara pintada lídera campanha milionária para o Senado. Eunício é o 9º

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“O ex-prefeito de Nova Iguaçu (RJ) Lindberg Farias (PT-RJ) é o senador eleito que mais conseguiu levantar dinheiro para a campanha no Senado. O ex-líder do movimento dos “caras pintadas”, que ajudou a derrubar o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), arrecadou R$ 14,014 milhões, de acordo com as contas prestadas pelo candidato à Justiça eleitoral. A maior parte dos recursos obtidos pelo petista, R$ 8,98 milhões, foi repassado pelo diretório nacional do PT.

Lindberg não está sozinho entre os senadores que fizeram campanha milionária. O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB-MG), a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) e o ex-presidente da República Itamar Franco (PPS-MG) ocupam, respectivamente, o segundo, o terceiro e o quarto lugar no ranking dos senadores eleitos campeões em arrecadação.

Os dez senadores que mais arrecadaram levantaram, juntos, R$ 98,82 milhões. O ranking é composto, ainda, pelos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Ivo Cassol (PP-RO), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Armando Monteiro Neto (PTB-PE). De todos eles, apenas Demóstenes exerce o mandato de senador atualmente.

O peemedebista em campanha pró-Dilma.

Os campeões em arrecadação no Senado

LINDBERG FARIAS (PT-RJ) – R$ 14.014.781,53
AÉCIO NEVES (PSDB-MG) – R$ 11.970.313,79
MARTA SUPLICY (PT-SP) – R$ 11.839.006,24
ITAMAR FRANCO (PPS-MG) – R$ 11.589.868,48
DEMÓSTENES (DEM-GO) – R$ 9.212.013,12
ALOYSIO NUNES (PSDB-SP) R$ 9.193.018,50
GLEISI HOFFMANN (PT-PR) – R$ 7.979.322,30
IVO CASSOL (PP-RO) – R$ 7.924.244,43
EUNÍCIO OLIVEIRA (PMDB-CE) – R$ 7.753.530,00
ARMANDO MONTEIRO (PTB-PE) – R$ 7.346.540,00

Partido e construtoras

Os três senadores eleitos que mais conseguiram recursos para a campanha eleitoral têm algo mais em comum: tiveram no repasse feito pelos próprios partidos e nas empreiteiras duas das principais fontes de arrecadação.

Depois do Diretório Nacional do PT, que doou quase R$ 9 milhões a Lindberg Farias, as construtoras foram a segunda maior fonte de recursos da campanha do petista. Oito empresas da área de construção doaram R$ 2,33 milhões para a campanha do senador eleito pelo Rio. Quase metade desse valor, R$ 1 milhão, foi doado pela gigante Camargo Correa. O diretório estadual do PT também foi generoso com o candidato, para o qual repassou R$ 1,36 milhão. Não é possível, ainda, saber quem doou para os partidos políticos.

Dono de uma arrecadação de R$ 11,97 milhões, o tucano Aécio Neves declarou mais de 300 contribuições. A maior parte dos recursos levantados pelo ex-governador veio do diretório estadual do PSDB e das empreiteiras. Mais de 30 construtoras contribuíram com R$ 4,43 milhões. Entre elas, algumas das principais do país, como a própria Camargo e Correa, a OAS e a Mendes Júnior. O diretório estadual do partido repassou R$ 3,23 milhões ao senador eleito.

A ex-prefeita Marta Suplicy arrecadou R$ 11,83 milhões para a campanha. Assim como Lindberg e Aécio, a petista também teve no próprio diretório do partido e nas construtoras duas das principais fontes de recursos. De acordo com a declaração à Justiça eleitoral, Marta recebeu R$ 4,42 milhões do diretório nacional do PT e quase R$ 4 milhões de mais de 20 empresas da área de construção.

As instituições financeiras também abasteceram a campanha dos candidatos. Marta Suplicy, por exemplo, recebeu R$ 300 mil do Itaú. Aécio declarou ter recebido R$ 400 mil do BMG, um dos bancos investigados pela CPI dos Correios de envolvimento com o mensalão. Já o Itaú doou outros R$ 500 mil para o tucano. 

O prazo para a entrega da prestação de contas dos candidatos que participaram apenas da eleição do dia 3 de outubro venceu ontem. Nem todos os dados, porém, estão disponíveis na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet. Até o momento, há poucas prestações de despesas publicadas no site do tribunal. Mas o valor das despesas e das receitas costuma ser bem aproximado. Os dados informados à Justiça Eleitoral dizem respeito a recursos movimentados em conta aberta especificamente para a arrecadação, doação e gastos com a campanha eleitoral, esclarece o TSE.”

(Congresso em Foco)

Alckmin espera "boas parcerias" com Dilma

“O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse esperar ter “boas parcerias” com a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT). “Nos colocamos à inteira disposição, reiterando a possibilidade de boas parcerias para a gente trabalhar junto pelo desenvolvimento brasileiro”, disse Alckmin em sua primeira entrevista após o resultado das eleições do segundo turno, realizada no Palácio dos Bandeirantes nesta quinta-feira.

Alckmin ligou para Dilma na última segunda-feira pela manhã para cumprimentá-la pela vitória. Sobre a subida de tom dos presidenciáveis no segundo turno, Alckmin disse ser normal o acirramento da campanha em sua etapa final e afirmou que agora caberá à oposição somente fiscalizar os atos de quem governa.

O governador eleito almoçou com o atual governador Alberto Goldman (PSDB), com o vice-governador eleito Guilherme Afif Domingos (DEM) e com o deputado Sidney Beraldo, que vai coordenar a transição, no palácio dos Bandeirantes.”

(iG)

STF nega acesso a processo de Dilma

“A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia determinou nesta quarta-feira (3) o arquivamento do pedido feito pelo jornal “Folha de S.Paulo” para ter acesso aos autos do processo que, durante a ditadura militar, levou à prisão de Dilma Rousseff, eleita presidente da República. Antes do segundo turno das eleições, a ministra já havia negado pedido de liminar para liberar a consulta ao processo.

Na decisão, Carmén Lúcia afirmou que é preciso aguardar o julgamento no Superior Tribunal Militar (STM), onde o jornal também protocolou ação que visa a liberação do conteúdo do processo da presidente eleita.

“Ainda que se vislumbre poder estar a ocorrer censura prévia judicial (situação de incontestável gravidade) a dados que deveriam ter acesso assegurado, não há como superar todas as instâncias e desprezarem-se todas as normas processuais do ordenamento para se garantir o trânsito do pleito formulado pela autora”, afirmou a ministra em sua decisão.

O jornal queria ter acesso aos autos antes das eleições para “divulgá-los a tempo de serem úteis à plena informação e formação de convicção” sobre a então candidata do PT.

No pedido, a “Folha de S.Paulo” afirmou ainda que o processo ficou acessível ao público durante 40 anos, mas desde abril último os autos encontram-se indisponíveis.

O julgamento no STM foi interrompido, no último dia 19 de outubro, por um pedido de vista protocolado pela Advocacia Geral da União (AGU). Segundo o coordenador de Assuntos Militares da AGU, Maurício Muriack, a União deveria ter sido citada na ação.

A advogada da “Folha de S.Paulo”, Taís Gasparian, classificou o pedido da AGU como “intempestivo”. Ela disse ainda que a AGU não é parte de processo e afirmou ser importante julgar o assunto com rapidez.

“O julgamento já teve início. É completamente intempestivo o pedido de vista de um processo que já entrou neste tribunal há mais de mês. É importantíssimo que este processo seja julgado com a devida celeridade”, afirmou a advogada.”

(POrtal G1)

Dirceu diz que estará à disposição de Dilma após julgamento

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“O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou nesta quarta-feira (3), durante entrevista para a Rádio Bandeirantes, que estará à disposição da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), e de seu partido quando terminar o seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-deputado, no entanto, não arriscou dizer qual seria seu papel no próximo mandato presidencial.

“Veja bem… eu dei prova todos esses anos que sirvo ao meu País, ao meu partido, ao PT, e ao presidente Lula em qualquer situação. Eu cumpro tarefas. É evidente que tenho ideias, sei do tamanho da minha liderança”, disse. “Tenho de convencer essa parte do País que eu não sou chefe de quadrilha”, reforçou, lembrando o escândalo do “mensalão”.

Dirceu voltou a afirmar que sua prioridade continua sendo demonstrar inocência. “Sou inocente e sei que não há nada nos autos que me condene”, comentou.

Para o principal articulador no primeiro governo Lula, não há possibilidade de pensar em cargos no governo da ex-ministra antes de ser julgado. “Me afastei do governo, mas não me afastei da política. Eu vim da luta política, da militância estudantil, do campo socialista”.

Para ele, Dilma deve demonstrar inicialmente “firmeza e a clareza de objetivo” e priorizar os jovens e as crianças. “Emprego nós estamos criando. Se você olhar o mundo inteiro você vê isso”, defendeu.

Dirceu voltou a criticar o candidato derrotado José Serra (PSDB) por citar diversas vezes seu nome em suas propagandas políticas. Na visão do petista, o ex-governador devia evitar os ataques já que ele estava impossibilitado de se defender por responder a processo no STF.”

(POrtal Terra)

Um pouco da Bahia no Dragão

A cantora baiana July Sour dividirá palco, a partir das 20 horas desta quarta-feira, no Centro Dragão do Mar, com o músico D’Freitas. July, cuja voz é das mais elogiadas pela crítica, faz a apresentação no dia do seu aniversário. Ela promete, no entanto, dar um presente ao público interpretando o melhor da MPB.

A Partilha – Eduardo e Cid conversam com PT em Brasília

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Cid puxou ato pró-Dilma em Fortaleza.

Os governadores reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos, e do Ceará, Cid Gomes, terão reunião, nesta noite de quarta-feira, em Brasília, com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. Em Pernambuco, o presidente nacional do PSB nega que já esteja tratando da partilha de ministérios do governo da presidente eleita Dilma Rousseff (PT).

“Não estamos tratando de ministério. A posição do PSB é de contribuir. Nossa relação com o presidente Lula foi baseada nisso e assim será com Dilma. Nosso apoio não é baseado em troca de cargos. Queremos saber como podemos ajudar o governo. Dentro ou fora dele. Não vamos fazer disso um problema. É a presidenta que vai dizer como podemos participar”, desconversou Eduardo Campos durante encontro com a imprensa pernabucana na manhã desta quarta-feira, no Recife.

FÉRIAS DE CID

Já Cid Gomes não conversou com a imprensa. Ele embarcou de jato pelo terminal antigo do Aeroporto Internacional Pinto Martins. Participará dessa conversa e, depois, tomar a rota de 10 dias de férias, segundo confirmou para o Blog sua assessoria de comunicação.

O local dessas férias do governador não foi divulgado, mas assessores juram que ele não vai viajar para o Exterior. Curtirá o Brasil mesmo.

DETALHE – No Nordeste, Eduardo Campos garantiu 75% de votos para Dilma, enquanto Cid assegurou 77%. Ambos estão, portanto, mais do que cacifados para encaminhar seus pleitos.

(Foto – Paulo Moska)

A saudade de Rodolfo Espínola

Familiares do jornalista Rodolfo Espínola mandam celebrar nesta quinta-feira, às 19h30min, na Igreja de Nossa Senhora de Loures, no bairro Dunas, a sua “Missa da Ressurreição”. Rodolfo, que morreu no fim de semana quando, ao volante do seu carro, teve problemas cardíacos e acabou abalroando contra um poste, era assessor de imprensa da Secretaria Especial dos Portos.

Boa praça e sempre dinâmico, também chegou a lançar livros sobre a história portuária do Ceará. No currículo dele, passagem como correspondente do Estadão.

Temer: Divisão de cargos deve seguir critério atual

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O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse esperar ter “boas parcerias” com a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT). “Nos colocamos à inteira disposição, reiterando a possibilidade de boas parcerias para a gente trabalhar junto pelo desenvolvimento brasileiro”, disse Alckmin em sua primeira entrevista após o resultado das eleições do segundo turno, realizada no Palácio dos Bandeirantes nesta quinta-feira. Alckmin ligou para Dilma na última segunda-feira pela manhã para cumprimentá-la pela vitória. Sobre a subida de tom dos presidenciáveis no segundo turno, Alckmin disse ser normal o acirramento da campanha em sua etapa final e afirmou que agora caberá à oposição somente fiscalizar os atos de quem governa.
O governador eleito almoçou com o atual governador Alberto Goldman (PSDB), com o vice-governador eleito Guilherme Afif Domingos (DEM) e com o deputado Sidney Beraldo, que vai coordenar a transição, no palácio dos Bandeirantes.
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“O vice-presidente eleito Michel Temer sinalizou que a distribuição de cargos no governo de Dilma deve seguir o mesmo critério atualmente adotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar tomou café da manhã na casa da presidente Dilma Rousseff, em Brasília, nesta quarta-feira (3). Ele já havia se reunido com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. “Nós apenas dissemos que todos os partidos terão participação como têm hoje no governo Lula. Será uma espécie quase de sequência do governo”, disse Temer, que também é presidente do PMDB e presidente da Câmara dos Deputados, a jornalistas após café da manhã com Dilma, quando indagado sobre a distribuição de postos da administração entre os partidos da base aliada. “Nós temos uma base aliada, esta base aliada estará no governo”, acrescentou Temer que, no entanto, não deu detalhes e voltou a repetir que não há negociações sobre os nomes para o ministério.

Após a pressão do PMDB para que tivesse papel primordial na coordenação da transição de governo, o vice-presidente eleito e coordenador da transição negou que houvesse um tom de cobrança por mais cargos no futuro governo. Atualmente, além do controle de estatais, os peemedebistas são responsáveis pelos ministérios da Defesa, Saúde, Comunicações, Minas e Energia, Integração Nacional, Agricultura e Banco Central. Após se reunir com Temer nesta quarta-feira (3), a presidente eleita chegou ao Palácio do Planalto e foi recebida pelo presidente Lula.”

(POrtal Terra)

Músical "Peter Pan" estreia em Fortaleza usando tecnologia 3D

Tudo pronto para o musical Peter Pan, que ocupará o palco do Centro de Convenções neste sábado e domingo, com duas sessões: às 15 e às 18 horas. Com imagens que saltam de três telões para compor a cenografia e acompanhar a ação, além de efeitos especiais e cabos para fazer voar o personagem-título, o musical vem dos mesmos produtores de “A Bela e a Fera”, encenado no ano passado. No espetáculo, 27 atores usarão 180 figurinos para viver quarenta personagens diante de quatro cenários giratórios. Billy Bond e Andrew Modine assinam a direção-geral.

Luana Martins interpreta o menino que não quer crescer em uma trama decalcada do original do escocês J.M. Barrie e de sua adaptação mais famosa: o desenho de animação da Disney lançado em 1953. No palco, Peter Pan vive na “Terra do Nunca” na companhia da ciumenta fada Sininho e de seus fiéis meninos perdidos. Sempre à espreita, o vilão Capitão Gancho busca uma chance de se vingar do garoto, depois de perder a mão em um duelo com o protagonista.

DETALHE – O espetáculo terá apresentações especiais para Projeto Escola nos dias 04 e 05/11, quinta e sexta, com sessões às 9h e 15h (Contato com Cinthya: 85-8878.8455 ou 9687.1813)

Lula promete não deixar abacaxis para Dilma: Caças, Vaga do STF e até Battisti

“Na primeira entrevista ao lado da presidente eleita, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 3, que, antes de deixar o governo, tratará de assuntos pendentes como a compra de aviões de caça e a indicação de um ministro para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) que se abriu com a aposentadoria de Eros Grau, em agosto.

Lula disse que já tem um nome para indicar para o STF, mas ele considerou prudente esperar passar a eleição para discutir a escolha com o presidente eleito. Ele vai discutir com Dilma o nome pretendido por ele antes de tomar qualquer decisão. ”Quero dizer para ela justamente para ela dizer se ela quer ou não (o nome escolhido por ele) porque vai ser no mandato dela praticamente (a indicação do ministro do Supremo)”, afirmou.

Caças

Em relação à escolha dos caças, Lula disse que também esperou para discutir o tema depois das eleições e, depois do descanso de Dilma, eles tratarão do assunto com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. O governo brasileiro vai comprar 36 aviões de caça e tem três modelos em vista: da francesa Dassault, da norte-americanda Boeing e da sueca Saab.

Ativista político italiano Cesare Battisti

A definição sobre extraditar ou não o ativista político italiano Cesare Battisti também está na pauta de assuntos a serem resolvidos por Lula antes do dia 31 de dezembro. O presidente afirmou que espera o parecer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sobre o caso de Battisti e que acatará o que for recomendado por ele.

”Estou dependendo do procurador-geral da República. Se ele me der um parecer, qualquer que seja o parecer dele, vou acatar porque ele que é o advogado, ele que é orientador do presidente da República. Tomarei a decisão”, disse Lula aos jornalistas.

Em 2009, o STF decidiu que cabe ao chefe do Executivo a decisão final sobre a concessão de refúgio político a Battisti.”

(Agência Brasil)

Dilma promete salário mínimo acima de R$ 600,00. No fim de 2011

“A presidente eleita Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (3), durante entrevista no Palácio do Planalto, que o salário minimo deve ter um aumento no ano que vem.  “O salário mínimo deve estar acima de R$ 600 no fim de 2011”, afirmou. Ela concedeu entrevista depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a recebeu no Planalto e se manifestou pela primeira vez após o anúncio do resultado da eleição, no último domingo. Dilma defendeu o critério atual de reajuste do salário mínimo, baseado na inflação e no crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB), mas afirmou que pode estudar meios de compensar o pequeno reajuste do mínimo em 2011 em decorrência do baixo crescimento da economia em 2009.

“No salário mínimo, temos um critério que considero muito bom, baseado na inflação e no PIB. Temos o problema que o PIB de 2009 se aproxima do zero, até um pouco menos de zero. O Brasil teve uma recuperação muito forte. Então, estamos avaliando se é possível fazer essa compensação”, afirmou. No entanto, segundo ela, a expectativa de alto crescimento do PIB em 2010 garante que no final de 2011 e inicio de 2012 o mínimo ultrapasse R$ 600. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu o critério atual de reajuste e criticou a proposta do ex-candidato do PSDB à Presidência José Serra de elevar o salário mínimo para R$ 600 já no início do ano que vem. “O povo não é mais massa de manobra. O povo sabe o que é política séria e o que é promessa. A Dilma se elegeu sem precisar fazer promessa fácil”, disse.

Sem especificar valores, Dilma também afirmou que vai reajustar o bolsa-família, programa do governo federal que prevê ajuda de custo mensal a famílias de baixa renda. “No meu período de governo, eu vou buscar 100% de cobertura e um nível maior de benefício, proporcional ao que é possível que o país dê para este conjunto de famílias. Eu não sei hoje dizer para vocês qual é esse reajuste, mas que terá reajuste eu asseguro a vocês que terá.”

CPMF

A presidente eleita disse ainda que terá as áreas de saúde e educação como prioridade no seu governo. Segundo ela,  há “uma pressão” de governadores para que seja compensado o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) – originariamente destinada ao financiamento da saúde – e disse que está disposta a negociar com eles. Mas, afirmou que não pretende tomar a iniciativa de enviar uma proposta de novo tributo para o Congresso Nacional. “Eu tenho muita preocupação com a criação de impostos. Preferia outros mecanismos, mas tenho visto uma pressão dos governadores, não posso fingir que não existe. […] Não pretendo reenviar ao Congresso a recomposição da CPMF, mas isso será objeto de negociação com os governadores”, declarou.

Composição do governo

Sobre a composição do novo governo, Dilma disse que ainda “não está madura” a discussão sobre a escolha dos ministros. Questionada se manteria alguns nomes que atuaram no governo Lula, ela afirmou que pretende dar continuidade aos projetos existentes, mas que isso não se reflete, necessariamente, na “continuidade de pessoas”. “Não estou falando agora de continuidade de pessoas nos ministérios. Ainda não está madura a discussão sobre a seleção dos ministros. Vou exigir competência técnica e histórico de pessoas que não tenham problema de nenhuma ordem. Também considero importante o critério político”, disse. Ela afirmou que o PMDB não está fazendo pressão para ocupar cargos importantes e disse que a distribuição dos ministérios não funcionará como “partilha”. “Tenho conversado muito com o vice Michel Temer e temos criado uma convicção de que esse governo não se pautará numa partilha. Deve ter um problema de comunicação comigo, porque o PMDB nunca chegou para mim pedindo cargo. Estou participando desse processo sem conflito”, disse.

A presidente eleita afirmou ainda que não vai admitir que ministros façam “sombra” a ela e ao governo. “Quando há o sol bem violento que atinge a cidade, sou a favor de sombra. Mas quanto às demais sombras, não acho que seja compatível. Acho que os ministros têm que ser competentes e não sombras.”

MST

Sobre o MST, Dilma disse que é favor do díalogo com o movimentos sociais, mas que não admitirá “ilegalidades e invasões”. Ela defendeu que os assentados tenham condições para gerar renda e afirmou que há terras suficientes no país para concluir a reforma agrária sem violência. “No que se refere ao MST, sempre me neguei a tratar o MST como caso de polícia. Agora, não compactuo com ilegalidade nem com invasão de prédios públicos e de propriedades devidamente administradas”, disse.

Política externa

A presidente eleita também falou sobre os rumos que a política externa deve tomar no próximo governo. Ela disse que vai dialogar “em paz” como todos os países, inclusive com o Irã. “O diálogo continua com todos os países, não só com Teerã. Não temos uma política de agressão e violência. Quem quiser dialogar conosco na paz, nós vamos dialogar”. No entanto, Dilma disse que será “intransigente” com o desrespeito aos direitos humanos e irá manifestar o desacordo através da diplomacia. “Tenho uma postura bastante intransigente em relação aos direitos humanos e ela se reflete no plano da diplomacia numa manifestação de defesa dos direitos humanos. Essa manifestação não é necessariamente estrondosa. Às vezes é preciso negociar”, afirmou.

Ela disse ainda considerar uma “barbaridade” a condenação da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtianti à morte por apedrejamento. Sakineh é acusada de ter cometido adultério e de participar do assassinato do marido. “Não tenho status oficial, mas externo a vocês a minha posição que acho bárbaro o apedrejamento da Sakineh.”

Guerra  cambial

Dilma disse que não irá mais a Moçambique, na África, com o presidente Lula, como foi anunciado nesta semana, porque fará na próxima segunda (8) uma reunião com a equipe de transição de governo. A presidente confirmou, contudo, que vai participar ao lado de Lula das reuniões do G-20, em Seul, capital da Coréia do Sul. A cúpula do G-20 tem início na próxima quarta (10). A presidente eleita vai tirar quatro dias de folga para descansar, desta quarta até o domingo. Ela não quis revelar o local. “Vocês acham mesmo que eu iria contar para vocês? Não quero abrir a porta e dar de cara com centenas de câmeras e fotógrafos”, brincou.

No encontro do G-20, presidentes de 20 nações devem discutir meios de aplacar o que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou de “guerra cambial”. O Brasil já tomou medidas para conter a desvalorização do dólar, como o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimento estrangeiro em renda fixa. Segundo Dilma, o problema de câmbio é internacional e deve ser resolvido em conjunto com os demais países. “Todos os países e não só a China e os Estados Unidos percebem que há uma guerra cambial. E numa situação dessas não há solução individual.”

Superávit primário

Dilma afirmou que prevê uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% para o ano que vem, valor que está em linha com as estimativas do mercado financeiro. Em 2010, segundo analistas, a taxa de expansão do PIB deverá ultrapassar 7,5%. Entretanto,  acrescentou que essa previsão inicial para o crescimento do PIB em 2011, de 4,5%, poderá ser superada, com a expansão econômica chegando a 5% ou 5,5%. “Pode chegar a 5% ou 5,5% [de crescimento econômico em 2011]. Não estamos trabalhando com 7% ou 8% [de expansão]”, disse ela. A previsão de um crescimento econômico de 5,5% já consta na proposta de orçamento enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional neste ano.

A presidente eleita afirmou também que está mantida, para 2011, a meta de superávit primário, (economia feita para pagar juros da dívida pública), de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, afirmou ela, a relação dívida líquida com o PIB, indicador acompanhado com atenção por investidores internacionais, deverá recuar dos atuais 41% (patamar de setembro) para 38% do PIB no fechamento de 2011. “Se o PIB cresce mais, como ele é o denominador da equação, a relação dívida líquida cai mais”, explicou ela. Segundo ela, o governo não enviará ao Congresso Nacional uma proposta para retomar a CPMF.

Dilma Rousseff afirmou ainda que estima um Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de 4,5% para o próximo ano, ou seja, em linha com a meta de inflação já determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o ano que vem. Para atingir a meta pré-determinada, o Banco Central calibra o patamar da taxa de juros, atualmente em 10,75% ao ano, o que representa juros reais de 5,3% ao ano – os maiores do mundo. A presidente eleita afirmou que uma taxa de juros real mais “consistente” estaria em torno de 2% ao ano.

Trem-bala e Nordeste

A presidente eleita disse, em relação ao desenvolvimento do Nordeste, ter “um compromisso” com a região e afirmou que pretende levar adiante o projeto do trem-bala entre São Paulo e Rio. “É um absurdo achar que o trem-bala não precisa ser feito”, declarou.”

(POrtal G1)

Minc: Do ator José de Abreu ao ministro Celso Amorim

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“Há nomes para todos os gostos. Do ator José de Abreu, conhecido pelos papeis de major e capataz, ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, são muitas e variadas as supostas candidaturas ao Ministério da Cultura (MinC).

Apesar de até as paredes da Esplanada dos Ministérios saberem que o MinC está longe de ser peça central no xadrez do novo governo, bastou Dilma Rousseff ser eleita para que fosse a dada a largada para uma corrida com um quê de corrida maluca.

Dentre os intelectuais ligados ao PT, Emir Sader e Marilena Chaui são dois dos nomes mais fortes. Sader articulou o encontro que deu origem ao abaixo-assinado de artistas e intelectuais a favor da candidata de Lula. O evento, além de chamar a atenção para Sader, teria encolhido as possibilidades de Juca Ferreira, o atual ministro, continuar no cargo.

É que o ato foi amparado pela campanha de Rousseff, e não pelo MinC. O MinC, ao contrário, teria tido dificuldades para unir nomes da cultura em torno do PT em decorrência dos cabos-de-guerra gerados pelos projetos de alteração da Lei Rouanet e dos direitos autorais. Ferreira, que rompeu com o PV para apoiar Rousseff, não tem, hoje, o esteio político que a negociação de cargos, na formação de um novo governo, costuma exigir.

Da administração Lula, surge a figura de Celso Amorim. A quem associa o nome do ministro ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ou às discussões sobre o acordo do clima, cabe lembrar que, nos anos 70, ele presidiu a Embrafilme.

TV E TELEFONEMAS

No campo do PMDB, despontam o escritor Fernando Morais, o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, e o eterno candidato Marcos Vilaça, presidente da Academia Brasileira de Letras, próximo ao senador José Sarney.

A lista contempla, ainda, os políticos de carreira: a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), o deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) e, no caso de o PCdoB perder o Ministério dos Esportes, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Na ala dos artistas, José de Abreu, que recepcionou Rousseff no debate da Globo e foi papagaio de pirata em seu discurso após a eleição, é tido, dentro do PT, como alguém que “apostou todas as fichas”. Quem também tem dado vários telefonemas para ver se tem chances é o músico Wagner Tiso.

Não custa lembrar que, em 2002, também eram muitos os nomes que, a esta altura do jogo, giravam na roleta da cultura. Mas, na hora H, o presidente Lula tirou da cartola o nome de Gilberto Gil.”

(Folha Online)