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Itamar Franco: "O Lula não é dono do Brasil e não inventou o Brasil"

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Itamar, Lula, FHC e Sarney.

“Um dos articuladores do voto “Lulécio” em 2002, a favor do petista Lula para a Presidência e do tucano Aécio Neves para o governo de Minas, o ex-presidente da República Itamar Franco (1992-1994) agora critica duramente Luiz Inácio Lula da Silva e diz que ele tem de parar de falar “nunca antes neste país”: “O Lula não é dono do Brasil e não inventou o Brasil”. Segundo ele, “Lula não é democrata”: “Um presidente que vai a Minas dizer que não pode ter um senador de oposição, que zomba da imprensa, que zomba da Constituição, não é democrata.”

Ex-senador (1975-1990), Itamar, 80, volta à Casa pelo PPS com a língua afiada. Ao lembrar de Getúlio Vargas, diz que “Lula tornou-se um mito, mas mitos e muros também são derrubados”.

Por que Serra e não Dilma?
Porque ela tem um discurso monotemático. Se fosse uma estudante, seria uma aluna boa para decorar as lições, não para fazer cálculos. Ela vem com um discurso preparadinho que o presidente ensinou. Já o Serra tem pensamento próprio. Mas, se não mudar o discurso, vai perder.

Mudar em quê?
Tem de parar de elogiar ou de ser condescendente com o Lula. Imagine o cidadão que está em casa ouvindo isso: “Puxa, se o candidato da oposição elogia tanto o presidente, para que mudar?”

E o argumento que Lula tem 80% de popularidade e não dá para bater nesse muro?
Ele tornou-se um mito, mas mitos e muros também são derrubados.

Não foi o sr. que criou o voto “Lulécio” de 2002?
Procurado pelo Zé Dirceu, desisti da disputa e apoiei o Aécio para o governo e o Lula para presidente. Daí surgiu o voto Lula-Aécio.

O que aconteceu depois?
Sabe o que o Lula fez em 2006? Foi na minha terra, levou todo mundo e subiu no palanque até com o Celso Amorim, que também foi meu chanceler, para falar mal de mim. Fiquei triste. Agora o Lula fez uma campanha muito violenta em Minas contra a gente de novo, uma campanha que raiou o imoral, agredia os princípios democráticos. Bem, um presidente que faz no Senado o que ele faz, que nem presidente militar fez…

O que foi imoral?
Teve nove pessoas presas, distribuindo santinhos apócrifos com as maiores aleivosias contra nós. Saíam de onde? De um comitê do PT.

Se Aécio, Anastasia e o sr. foram eleitos, por que o Serra perdeu em Minas?
Nós trabalhamos pelo Serra, mas ele não teve organização nenhuma em Minas.

E o PSDB mineiro?
Nós fazíamos um discurso afirmativo, falávamos o que o povo queria ouvir, e o povo mineiro gosta de pegar no candidato, gosta de alisar a gente, e nós atendíamos isso. Serra, não. E até nos debates ele perdeu boas chances de chutar em gol, como quando a Marina levantou uma bola para ele contra a Erenice e ele deixou passar. Foi falar em assunto técnico, oras!

O sr. votou mesmo no Serra?
Votei no Serra por causa da coligação, mas muitos amigos votaram na Marina Silva e queriam que eu ficasse com ela. Não fiquei.

Como vê o segundo turno?
Em toda a minha vida só vi um homem transferir maciçamente os votos do seu partido: Leonel Brizola para Lula, no segundo turno de 1989. Então, não sabemos. Depende muito da Marina e dos votos dela, mas esse eleitorado é muito disperso e múltiplo.

A Dilma saiu com 14,3 pontos na frente. É possível virar?
I
sso dá uns 13 milhões de votos e, mais um pouquinho, Serra chega lá. Possível é, e já vimos viradas duas vezes em Minas. Mas ele precisa ser mais afirmativo no campo social, econômico, político.

Como enfrentar Lula?
Ele tem de mostrar que o Lula não é dono do Brasil e não inventou o Brasil. Do jeito que as coisas vão, o Lula vai dizer que quem abriu os portos foi ele, não d. João 6º. Tudo é ele, é ele. Por que não dizer o que o Real fez pelo país? Por que não dizer que o pãozinho custava um preço de manhã, outro preço à tarde, outro preço à noite?

Como está a sua relação com Fernando Henrique Cardoso?
Não está. Mas se eu defendo escondê-lo? Não defendo. Apesar das minhas desavenças com ele, acho um absurdo escondê-lo. Se não aparece, batem nele de qualquer jeito. Então ele deve aparecer, rebater, xingar.

Como o sr. imagina um Senado com três ex-presidentes?
Eu fico olhando o Sarney dizer que o melhor presidente que ele já teve foi o Lula, e penso: sim, senhor, hein, presidente Sarney?

E o Collor?
Prefiro falar da chuva.

Que Senado vai encontrar?
Um Senado subjugado pelo Executivo. A interferência do presidente é a todo instante, em tudo, até em questões internas. Uma das coisas mais sagradas do Congresso são as CPIs. Pois eu era de oposição e fui presidente da CPI das “polonetas” no governo Geisel e depois da CPI das diretas. E, agora, o presidente diz que não pode ser e não é. Onde já se viu isso? O Senado diz amém, amém.

Em 2011, a bancada lulista vai ser um rolo compressor. Como furar o bloqueio?
Fácil não é, mas não é impossível. A ditadura durou 20 anos, mas ela se tornou frágil e caiu. Hoje, se há essa ditadura que o PT quer impor ao país, se acha que só ele sabe o que é bom para o país, é preciso reagir. Quando o Lula diz que “nunca antes neste país”, eu penso: o que que é isso? Como é que o sr. Sarney aceita isso? Então, ninguém fez nada? Ao longo do processo, cada um de nós, o Sarney, eu, o Fernando Henrique, foi passando o bastão.

Com maioria lulista, é possível o Aécio presidir o Senado?
O Aécio hoje é a maior liderança nacional.

Mais do que o Lula?
Mais do que o Lula, porque o Aécio é democrata.

O Lula não é democrata?
Não, basta ver as ações dele todos os dias. Um presidente que vai a Minas dizer que não pode ter senador de oposição, que zomba da imprensa, que zomba da Constituição, não é democrata.

Qual sugestão o sr. daria a Lula para o pós-Presidência?
O Lula gostou do poder, mas ele vai ver o que é bom depois, quando deixar o poder. Não se pode acostumar com os palácios, os aviões, os helicópteros, com o sujeito que carrega a sua mala, porque isso não é o dia a dia do homem simples, que nós todos somos. O Lula deve saber que, um dia, tudo isso acaba. O poder não é eterno. Nós já tivemos no Brasil um grande presidente que era também o “pai dos pobres” e que depois foi derrubado, não é?

(Folha.com)

Dilma e Serra travam primeiro debate televisivo neste domingo

“Os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), estarão frente a frente, hoje, no primeiro debate televisivo antes do segundo turno das eleições. No evento promovido pela Band, os presidenciáveis poderão enfrentar questões que têm permeado as campanhas, como temas ligados a religião, aborto e liberdade de imprensa. Os pontos podem ter sido decisivos nos resultados registrados pelas urnas no primeiro turno. Cotada para ganhar o pleito em primeiro turno, Dilma chegou a afirmar que sua campanha percebeu tarde demais a onda de boatos junto ao eleitorado evangélico e católico. “Nós estávamos inocentes. A gente percebeu tarde demais, mas percebemos”, disse a candidata.

O candidato tucano negou que sua campanha tenha pautado a discussão sobre o aborto na campanha eleitoral. Segundo ele, o assunto surgiu por meio da população. “Os candidatos colocam as propostas para o Brasil, mas as pessoas colocam as perguntas. (O aborto) não é uma pauta fixada pelos candidatos, mas estou pronto em falar tudo o que eu penso. Eu sempre fui coerente”, afirmou.

Propaganda eleitoral
Na volta do horário eleitoral gratuito, as polêmicas continuaram a ser abordadas pelos dois candidatos. Nessa sexta-feira, Dilma abriu seu programa de televisão com um agradecimento a Deus. Já Serra destacou seu comprometimento com “valores cristãos”. Escalado para combater os rumores na campanha petista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez depoimento no programa da candidata. “Eu estou vendo acontecer com a Dilma o que aconteceu comigo no passado”, disse.  A defesa do tucano ficou sob a responsabilidade de um locutor. “Este é José Serra, que sempre condenou o aborto e defendeu a vida”, apresentou. Logo depois, em um estúdio, várias mulheres grávidas acariciavam suas barrigas enquanto uma voz ao fundo dizia: “A favor da vida e a favor do Brasil”.

Segundo turno
Segundo Dilma, a estratégia da campanha petista será a de promover o esclarecimento junto ao eleitorado religioso para rebater os boatos que circularam na internet, apontados como uma das principais causas para a eleição não ter acabado no primeiro turno. “Vamos fazer um movimento no sentido de esclarecer a população”, declarou. Outra tática petista tem sido a comparação entre os oito anos de Lula e a administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), da qual seu adversário, Serra, fez parte.

O tom da campanha tucana para o segundo turno pôde ser observado durante a fala de Serra em evento de apoio a sua candidatura, em Brasília. Na ocasião, o candidato ressaltou a liberdade de imprensa, os valores cristãos e da família e resgatou o discurso de que as conquistas do atual governo se devem a um processo iniciado há 25 anos a partir da redemocratização do País. E, se no primeiro turno Serra centrou sua estratégia no destaque de sua biografia, a passagem do candidato pelo ministério da Saúde e em promessas como salário mínimo de R$ 600, no segundo turno ele tem recorrido à imagem de outro tucano renomado, o ex-presidente FHC. O objetivo é tentar neutralizar o discurso de Dilma de que o bom momento da economia brasileira se deve exclusivamente ao governo Lula.”

(Potal Terra)

Nordeste garante vantagem para Dilma

“A grande vantagem de Dilma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB) no Nordeste garante a atual dianteira à petista na disputa do segundo turno à Presidência. Dilma tem 62% de intenções de voto no Nordeste. É o dobro dos 31% obtidos por Serra na região -na qual se concentra o maior número de beneficiários do Bolsa Família e onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem suas maiores taxas de aprovação. Em todas as outras regiões, Serra está numericamente à frente, às vezes empatado com Dilma na margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Há empate técnico no Sudeste, onde o tucano tem 44% contra 41% da petista. O mesmo ocorre nas regiões Norte e Centro-Oeste combinadas, com Serra registrando 46% contra 44% de Dilma.
A única dianteira fora da margem de erro do tucano é no Sul, onde ele obtém 48% contra 43% da petista. Nessa região, aliados de Serra venceram as eleições para governador em dois dos três Estados -no Paraná e em Santa Catarina, com Beto Richa (PSDB) e Raimundo Colombo (DEM). No Rio Grande do Sul ganhou Tarso Genro (PT), que apoia Dilma.

INTERIOR
Se no passado o PT era um partido que se dava melhor nas grandes cidades, onde se concentram os trabalhadores organizados, com Dilma vale lógica inversa: ela vai melhor no interior do que nas regiões metropolitanas.

Segundo o Datafolha, em capitais de Estado e em regiões metropolitanas, a petista tem 44% contra 41% do tucano. Estão tecnicamente empatados, na margem de erro do levantamento realizado anteontem. Já no interior, Dilma lidera com 50% sobre os 41% de Serra.

As outras marcas de destaque da candidata governista são os eleitores menos escolarizados (ela tem 54%), os homens (52%) e aqueles com renda mensal de até dois salários mínimos (52%).
Já Serra registra seu melhor desempenho entre os que têm renda familiar maior do que 10 salários mínimos (58%) e entre os que têm nível superior (50%).

DECISÃO DO VOTO
Segundo o Datafolha, 89% dos eleitores já se dizem totalmente decididos em relação ao candidato que escolheram. Só 10% admitem ainda mudar o voto. A cristalização do voto é maior no Sul (93%), onde Serra tem sua melhor marca. A faixa em que há menor taxa de certeza (87%) sobre o voto é a dos que têm renda média mensal de dois a cinco salários mínimos.

Mas Dilma e Serra têm poucas chances de tirar eleitores um do outro. É que 90% dos eleitores de ambos se dizem totalmente decididos. De acordo com o Datafolha, 79% acertam os números dos candidatos, contra 19% que dizem não saber. Outros 2% erram a resposta. Entre os eleitores de Dilma, 86% acertam o 13. Já entre os de Serra, 74% citam o 45.”

(Folha Online)

Datafolha: Dilma, 48%; Serra, 41%

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“Pesquisa Datafolha divulgada na edição de domingo, 10, do jornal ‘Folha de S.Paulo’ aponta a candidata do PT à Presidência da República com 48% das intenções de votos contra 41% de José Serra (PSDB). Em número de votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 54% contra 46% de Serra. 4% dos eleitores afirmaram que irão votar em branco ou nulo e outros 7% estão indecisos. Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 1º e 2 de outubro, o instituto havia feito uma simulação para o segundo turno. Dilma aparecia com 52% dos votos totais contra 40% de Serra. 5% afirmaram que votariam em branco ou nulo e 3% estavam indecisos.

 
Herança de Marina

O Datafolha questionou também os eleitores de Marina Silva (PV), que teve quase 20 milhões de votos no primeiro turno, sobre a intenção de voto no segundo turno. 51% dos que votaram em Marina no primeiro turno declararam voto em Serra. Dilma herda 22% dos votos de Marina. Na pesquisa anterior, a petista tinha 31% dos votos da candidata verde. Serra tinha 50% às vésperas do primeiro turno. O número de indecisos entre os verdes teve um aumento considerável, passando de 4% no primeiro turno para 18%.”
(Folha)

Lula desabafa e diz que campanha no 2º turno ficou bem mais difícil

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“Na primeira semana da disputa polarizada com o tucano José Serra, a cúpula petista demonstrou insatisfação com o rumo da campanha – desde a dificuldade de Dilma em encontrar um discurso para reassumir o protagonismo da agenda à incorporação, às vezes atabalhoada, de aliados no comando da campanha.

Até mesmo o presidente Lula demonstrou forte apreensão com o rumo da campanha de Dilma no segundo turno.

Nas conversas que teve esta semana, Lula desabafou para um interlocutor que a disputa ficou mais difícil e que o desafio agora é reverter o quadro político de adversidade da campanha.

Na sexta-feira, o clima era de preocupação com o fato de que pesquisas internas indicavam uma redução na diferença entre Dilma e Serra.

Como parte da estratégia de campanha na primeira semana pós-primeiro turno, o presidente Lula foi poupado e evitou aparecer em eventos ao lado da sua candidata, Dilma Rousseff.

O objetivo foi preservar o capital político de Lula do ambiente de derrota da campanha petista, por causa do anticlímax do segundo turno. Já esta semana, Lula pode voltar a aparecer ao lado de Dilma, para influir como cabo eleitoral decisivo.

Na campanha, há o entendimento de que Dilma se cobrou muito por não ter vencido a disputa no primeiro turno, e isso mexeu com seu estado de espírito.

Coordenadores da campanha tentaram, ao longo da semana, dar uma nova motivação à candidata e demovê-la da ideia de que foi a responsável por isso. Mesmo assim, a cúpula petista ainda não conseguiu encontrar uma nova linha de atuação.

Existe um forte desconforto do núcleo duro petista com a presença de novos coordenadores, como o deputado e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) e o ex-governador Moreira Franco (PMDB-RJ). Tanto que, na semana passada, houve reuniões reservadas sem que os dois tivessem sido chamados.”

(O Globo)

CNBB libera bispos para participar da polêmica sobre aborto

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“Um dia depois da campanha de Dilma Rousseff pedir direito de resposta a supostas ofensas de um padre num programa de TV da Igreja Católica, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi para os holofotes avisar que os religiosos estão liberados para participar da polêmica sobre aborto, tema de destaque na campanha eleitoral.

“Na sua diocese, o bispo tem o direito e o dever de orientar seus fiéis sobre temas da fé e da moral cristã. Eles são livres para fazer o que acharem que seja melhor”, afirmou d. Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da CNBB. Em entrevista na sede da instituição, ele ponderou que a CNBB não entrará no debate.

A entidade divulgou inclusive nota assinada por sua cúpula para reafirmar que não indica candidatos e “lamentar” que os nomes da instituição e da Igreja Católica tenham sido usados e manipulados ao longo da campanha.

D. Dimas ressaltou que os bispos, em especial, nunca foram impedidos pela CNBB de participar do debate. O religioso disse que a Santa Sé e o Direito Canônico não preveem mordaça aos bispos.

E evitou comentários diretos sobre a atuação do padre José Augusto, que numa homilia transmitida pela emissora Canção Nova, da Igreja Católica, pediu aos fiéis para não votarem na candidata do PT.

O secretário-geral da CNBB, no entanto, disse que todos têm direito à liberdade de ação e pensamento.

A uma pergunta se o debate em torno do aborto não está ofuscando discussões mais relevantes sobre educação e saúde, ele respondeu: “Eu acredito que o segundo turno está apenas no seu início e os candidatos não vão certamente se ater apenas a esse tema”.

Ontem, durante o dia, sites ligados à Igreja Católica divulgaram informação atribuída ao jornal Valor Econômico de que o Planalto pediu aos bispos da CNBB o fim das hostilidades e comunicou que o governo poderia reavaliar o acordo com o Vaticano.

Lula e a própria Dilma, então ministra da Casa Civil, estiveram no Vaticano, em novembro de 2008, para costurar o acordo com o papa Bento XVI.

Na entrevista na CNBB, d. Dimas apenas ressaltou que a Igreja Católica tem papel importante na educação e na saúde do País.

A crise envolvendo a Igreja Católica e o Planalto vai além do tema do aborto, dizem representantes da CNBB. Os bispos se sentem desprezados pelo governo, que estaria dando atenção para lideranças evangélicas.

A CNBB também reclama da política do governo para a reforma agrária. O governo não teria cumprido promessas antigas. Os bispos não escondem a mágoa. Na entrevista, d. Dimas disse que a Igreja não tem candidato. Mas, diferentemente de outros tempos, deixou claro que não tem simpatia por uma candidatura.”

(Estado.com)

José Eduardo admite frustração por Dilma não ter ganho logo no 1º turno

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“Menos de uma semana após ver a disputa presidencial ir para o segundo turno, o presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Dilma Rousseff, José Eduardo Dutra, admite a “frustração” criada por uma “expectativa que não se concretizou” de vitória em 3 de outubro.

 

FOLHA.COM – O que levou a campanha para o segundo turno?

A gente tem que reconhecer que a partir das pesquisas, a partir do programa eleitoral, quando a gente começou a crescer muito rápido, acabou sendo impregnado em todos nós, embora não fosse consciente, embora a gente não explicitasse isso e nas declarações a gente sempre procurava passar para a militância evitar o salto alto, uma sensação de que íamos ganhar no primeiro turno. Isso fez com que nós tivéssemos uma posição olímpica em relação à campanha. Mudou o tom por parte dos adversários e nós continuamos fazendo a campanha do mesmo tom do início. A campanha já estava mais para Chicago e nós estávamos ainda em Woodstock.

F.C – Mas houve episódios pontuais que levaram a candidata a perder votos.

Houve três episódios que num primeiro momento não tiraram votos, mas pessoas que já tinham definido o voto em Dilma acabaram recuando e pedindo “um tempo”. Bateu-se na questão da Receita, que não se comprovou nenhuma vinculação com a campanha e com Dilma; teve o caso Erenice, que teve um efeito na medida em que era uma questão palpável e de bom entendimento; e teve uma campanha muito forte na internet que foi a utilização de forma caluniosa e profissional dos boatos.

F.C – O caso Erenice trouxe de volta o caso do mensalão?

Talvez tenha feito a população pensar em episódios pretéritos e daí resolve dar um freio de arrumação. Mas há outro fato, que é o das pessoas pensando: “Nem o Lula ganhou no primeiro turno. Por que a candidata dele que chegou agora vai ganhar?”

F.C – Lula exagerou ao dizer que órgãos da imprensa se comportavam como partidos?

Obama também disse isso nos EUA. Ele chegou a dizer que iria tratar a Fox como um partido de oposição. E nem por isso ouvi ninguém dizer que o Obama estava querendo acabar com a liberdade de imprensa americana.

F.C – O sr. teme que o debate fundamentalista e religioso domine o segundo turno?

Se isso acontecer, não vai ser ruim apenas para um candidato. Vai ser ruim para o Brasil.

F.C – O sr. atribui à campanha de Serra os boatos contra Dilma?

Não há dúvida. Há elementos que mostram que há uma produção de um estado-maior, que está materializando isso. O número de panfletos, este material não está sendo produzido de forma artesanal, é de forma industrial, centralizada. Isso claramente vem da campanha.”

(Folha.com)

"Meirinha" grava filme no Rio

Eis a atriz cearense Karla Karenina, conhecida pela personagem humorística Meirinha. No momento, ela se encontra no Rio de Janeiro, onde se engajou nas gravações do film “Cilada.com”, baseado em seriado de sucesso da tv a cabo.

Karla fará no filme personagem que interpreta no seriado: a diarista confusa. O filme tem ainda o ator Bruno Mazeo como protagonista e promete ser, ano que vem, um dos sucessos de bilheteria do cinema nacional, segundo Karla.

Boa sorte, então.

(Foto – Paulo Moska)

Debates entre Dilma e Serra começam neste domingo

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“Os dois candidatos que disputam o segundo turno na corrida presidencial, a governista Dilma Rousseff (PT) e o opositor José Serra (PSDB), iniciam amanhã uma série de cinco debates na televisão que poderão ser decisivos para convencer os indecisos nas eleições de 31 de outubro. O debate deste domingo (10), organizado pela Rede Bandeirantes, será o primeiro do segundo turno entre Dilma, que obteve 46,91% dos votos, e Serra, que recebeu 32,61%. Será também o primeiro sem a presença dos minoritários, que foram convidados aos mornos debates do primeiro turno, com poucos confrontos e poucas promessas.

No último debate, da Rede Globo, a três dias das eleições, Dilma e Serra não tiveram um confronto direto e dirigiram todos os seus discursos aos candidatos minoritários. Agora, os aspirantes a suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva serão obrigados a comparar os respectivos planos de governo e usar toda capacidade de oratória para atrair os 20 milhões de eleitores que se inclinaram por outros candidatos em 3 de outubro. Neste capítulo, Serra se sente mais confortável, já que conta com uma longa experiência eleitoral, fez campanha para prefeito, governador, deputado, senador e presidente, cargo que concorreu há oito anos quando Lula conquistou pela primeira vez a presidência. Espera-se que o tucano mostre uma estratégia mais agressiva para desgastar a imagem de sua oponente e tentar reduzir os 14 pontos que os distanciam agora.

A candidata do PT, que enfrenta o primeiro embate eleitoral, foi insegura nos primeiros debates, embora este fator não tenha sido impedimento para seu triunfo nas urnas. Previsivelmente, Dilma vai manter a estratégia da primeira rodada: apegar-se à imagem de Lula, que tem elevada popularidade, e falar das conquistas de seu governo, no qual ela dirigiu os ministérios de Minas e Energia e da Casa Civil. Os debates na televisão serão decisivos na campanha, porque permite aos candidatos alcançar todos os cantos do País. O primeiro debate do segundo turno ocorrerá em São Paulo na Rede Bandeirantes neste domingo (10), a partir das 22h. A emissora explicou que o debate será dividido em cinco blocos. No primeiro, um jornalista fará a mesma pergunta aos dois e no restante, Dilma e Serra serão perguntados e replicarão livremente por duas horas.

Os demais debates previstos serão organizados pela RedeTV! e o jornal Folha de S. Paulo (dia 17), SBT (dia 22), Record (dia 25) e Rede Globo (dia 29), conforme as datas anunciadas pelas emissoras.”

(POrtal Terra)

Ciro: O País vive frouxidão moral

Eis entrevista dada por Ciro Gomes, integrante da coordenação nacional da campanha pró-Dilma Rousseff, à Folha. Engajado há pouco tempo no bloco, ele já conseguiu um feito: voltar à mídia nacional com toda força. Ou seja, nada de abandonar a política como chegara a admitir recentemente. Confira a matéria:

“Integrado nesta semana à coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), 52, diz que escândalos do PSDB, aliados a outros promovidos por “aprendizes de mafiosos” do PT, simbolizam a “frouxidão moral” que teria levado parte dos eleitores a votar em Marina Silva (PV) e levar a eleição para o segundo turno.
Ciro voltou a criticar o PMDB dizendo que há contradições “graves” e ainda não resolvidas na aliança de Dilma, mas considera que no Brasil é impossível governar sem essas contradições.

Folha – O que o sr. pode acrescentar de novo à campanha?
Ciro Gomes – O segundo voto mais relevante, especialmente o voto mais qualificado nas grandes capitais brasileiras, foi o voto dado à Marina. E eu quero crer que o pulso fundamental desse voto é de natureza ideológica e ética. É preciso discutir com essas pessoas e dar a elas os argumentos para que elas relativizem a simpatia correta que tiveram pela Marina e entendam que agora o que está em discussão não são nossas simpatias, mas o futuro do país, antagonizado por dois projetos que felizmente são muitos claros.

F – Isso leva a uma frase que o sr. disse, a tal da “frouxidão moral”, que afetou tais pessoas.
PSDB e PT. O que é PSDB e PT? O caso Erenice é um exemplo?
Não, você pergunte isso pro PSDB. Pra mim, que sou aliado do PT, você pergunte aos do PSDB. Então vou te dar aqui todo o conjunto de prática que esse grande jornalista que é o [colunista da Folha] Elio Gaspari chama de privataria, o processo de privatizações. O cidadão está no telefone falando com o FHC, então presidente da República, dizendo que operaram no limite da irresponsabilidade [na verdade, a conversa captada pelos grampos do BNDES, em 98, é de Ricardo Sérgio com o ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros]; o Serra nomear pro centro de eventos de São Paulo um banqueiro chamado Márcio Fortes, do Rio [Fortes foi nomeado presidente da Emplasa em 2009]; o Serra assumir a Prefeitura de São Paulo e, como primeira providência hospedar os saldos da Prefeitura de São Paulo em um banco privado [em 2005, Serra tentou repassar ao Itaú e ao Bradesco o gerenciamento das principais contas bancárias da prefeitura]. Não adianta você escrever que não sai, não é publicada essa informação. E, do outro lado, os aprendizes de mafiosos do PT, que de vez em quando mandam uma dessa.

F – Caso Erenice, por exemplo?
Isso é você quem está dizendo.

F – Com a votação obtida por Marina, o sr. acha que o presidente errou ao patrocinar uma articulação para que o PSB não lhe desse a legenda?
Erramos todos nós. Mas quem mais duramente sabe disso é o Lula. Ele, o nosso campeão, o mais exuberante dos nossos quadros, o mais popular dos nossos quadros, nunca ganhou nenhuma eleição no primeiro turno.

F – Aliados estariam cobrando um Lula e Dilma mais “paz e amor”. Como conciliar isso com o sr. na coordenação?
Eu lhe dou um doce dos bons se você me disser um único precedente em que eu fui agressivo sem ser em reação a uma injustiça. O futuro do país não admite essas cordialidades conservadoras. A cordialidade conservadora mantém por cima da mesa a aparência de elegância e faz a coisa mais imunda e ameaçadora do futuro dessa nação por debaixo dos panos. Você não sabe a campanha que está acontecendo na internet, incitando o ódio religioso?

F – Petistas também fazem isso.
Viva a democracia e viva a República e condene quem estiver fazendo isso, seja quem for. Estou chamando a atenção. Há limites. Determinados oportunismos têm que ser banidos, porque eleições se ganham e se perdem, mas as construções das bases em que uma cidadania se afirma… Eu no dia em que precisar consultar o aiatolá da minha comunidade para tomar uma decisão civil, eu estou fora. Vamos falar de aborto. Quem é no planeta Terra que pode ser a favor do aborto? O aborto é uma tragédia humana, emocional, psicológica, de saúde pública, religiosa, moral, ética. Uma tragédia.

F – É a descriminalização….
Não, aí você tem um grande debate não resolvido no planeta: que relação o Estado deve ter com essa tragédia. Nunca houve no Brasil uma possibilidade de o presidente arbitrar essa questão. É o Congresso Nacional, que por sua vez não tem a menor coragem de tocar no assunto, nem esse nem o próximo, tranquilize-se o brasileiro. Contra ou a favor, infelizmente, até por omissão, o Congresso Nacional brasileiro não tratará do assunto. Não dirá nem que sim nem que não. Continuaremos fazendo todos de conta que o rico pode fazer do jeito que quiser em uma clínica muito bem limpinha e que a pobre vá se ferrar enfiando uma agulha de tricô na vagina porque os mulás, os talebans e os aiatolás não querem que se discuta o assunto.

F – Os mulás, aiatolás e talebans em parte apoiam Dilma.
Sim, mas o Serra tem uma opinião diferente? A opinião do Serra e da Dilma sobre esse assunto é rigorosamente a mesma. Pro bem ou pro mal.

F – Qual é a posição do sr.?
Eu acho que o Estado nacional brasileiro não tem nada a ver com esse assunto. Esse é um assunto da intimidade humana, moral, ética e religiosa da família e da mulher, especificamente. Ou seja, não tem nada que criminalizar coisa nenhuma. Isso é a minha particular opinião, pessoal. Não tem nada a ver com a opinião da Dilma.

F – Sobre PMDB, o sr. disse que o [Michel] Temer [presidente do partido e vice de Dilma] estava chefiando uma turma de pouco escrúpulo.
Penso que essa aliança PT e PMDB tem contradições graves. Sou aliado do PMDB no Ceará, acabamos de eleger um senador do PMDB, o vice nosso é do PMDB. Então eu acho que há uma contradição, mas no Brasil é impossível governar sem essa contradição. O que é preciso é pôr sobre essa contradição uma hegemonia moral e intelectual clara. E isto que eu acho que ainda falta.

Ciro chama de "calhordice" debate político sobre o aborto

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Ciro Gomes (PSB) já começou a mostrar serviço em favor da candidatura de Dilma Rousseff, agora como membro da coordenação da campanha dela. Nesta semana, entrevistado pelo Estadão, ele tocou numa ferida que envolve a candidata: o aborto. Ciro culpa Serra por tentar fazer confusão em torno de um debate sério para provocar estragos na postulação petista e defende:

“A Dilma falou com muita clareza que não é a favor do aborto. A questão é posta em si em termos calhordas, desonestos. Ninguém é a favor do aborto”, afirma. Essa questão, diz ele, é assunto “da intimidade da mulher, da família, de seu conjunto de valores morais, éticos, religiosos e uma ação de saúde”.

Ele disse que o tema é para ser decidido pelo Congresso e que o presidente tem zero.

Já o Movimento Nacional pela Vida Brasil Sem Aborto garante que o presidente pode vetar qualquer decisão do Congresso sobre legalização do aborto.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Fortaleza engajada no movimento América Medita pela Paz

“Milhares de pessoas, em mais de 100 cidades de todas as partes da América, meditando pela paz, no mesmo momento. Esse é o objetivo do “América Medita”, organizado pela Fundação Arte de Viver, que ocorrerá no próximo dia 16. Esta é a segunda edição do evento, que deve ser a meditação com maior repercussão na história do continente. No ano passado, mais de 20 mil pessoas meditaram juntas em toda a América, quando o evento aconteceu em 35 cidades.

Gratuito e aberto a todo o público, o evento ocorrerá também em Fortaleza, mais precisamente na quadra esportiva do SESC, na Avenida Beira Mar. As outras cidades brasileiras que vão participar são Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Salvador. Em todas as cidades do Brasil o “América Medita” começará às 16 horas, uma vez que todas estão no mesmo fuso.

“O evento é uma proposta da Fundação Arte de Viver para mostrar que é possível reduzir a violência através de atos coletivos de meditação. Em paralelo serão ministrados seminários de técnicas de respiração que permitem eliminar o estresse e lidar melhor com as emoções negativas, como ansiedade, depressão e medos, por exemplo”, explica a instrutora e membro do Conselho Nacional da Arte de Viver, Cristina Armelin. “Como inúmeros estudos científicos já demonstraram, os efeitos da meditação interferem diretamente na redução do nível de violência na sociedade”, completa.

Por todo o continente, o “América Medita” vai acontecer em cidades como Assunção, Bogotá, La Paz, Lima, Cidade do México, Montevidéu, Montreal, Nova Iorque, Panamá, Santiago do Chile e Santo Domingo, entre outras. A meditação acontecerá no mesmo momento em todo o continente, por isso o horário vai variar de acordo com o fuso de cada cidade. A Arte de Viver já realizou a maior meditação da história da humanidade em Bangalore, na Índia, em 2006, que contou com 2,5 milhões de pessoas.”

FUNDAÇÃO ARTE DE VIVER

A Fundação Arte de Viver é a maior organização não-governamental do mundo formada totalmente por voluntários. É uma fundação internacional sem fim lucrativo, educativa, de serviços e humanitária, cujos programas de eliminação do estresse, yoga, meditação e utilidade pública, já beneficiaram 300 milhões de pessoas de diferentes origens, religiões, culturas, tradições e estilos de vida, em 152 países de todo o mundo.

(Com Assessoria da Fundação Arte de Viver)

Aborto – Bispo da Igreja Universal quer evitar perdas para Dilma

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“O senador Marcelo Crivella (PRB) disse que, na próxima segunda-feira (11), irá se reunir com senadores e deputados federais que integram Frente Parlamentar Evangélica para discutir as estratégias que o grupo irá usar em defesa da campanha da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. Garantir que a petista não é a favor do aborto será a principal missão dos políticos.

“Estamos nos reunindo em Brasília agora, dia 11. Vamos falar sobre os pronunciamentos que faremos e qual de nós entrará no programa da Dilma para falar sobre esse tema”, disse Crivella. “Vamos decidir se vamos escrever alguma coisa, uma carta (por exemplo). E quem de nós vai procurar os líderes mais preocupados, tanto do setor da Igreja Católica quanto do setor evangélico”, explicou o senador.

Crivella admitiu que há uma fragmentação política entre os setores religiosos, mas defendeu o uso da internet para combater os boatos contra Dilma. O senador reeleito reconheceu a dificuldade de Dilma convencer eleitores evangélicos de que é contra o aborto, já que documentos do PT foram assinados em defesa da legalização da prática. Entretanto, o senador frisou que Dilma não é candidata do PT, mas de um frente de partidos, e que, como presidente, ela representaria “todos os brasileiros”.

 “Eu acho que aqueles que mantém uma posição irreversível são os compromissados com o erro”, afirmou Crivella. “Um político não pode ser um autoritário, apaixonado pela sua opinião, querendo impor a sua vontade. (…). O político tem que evoluir. (…) Ele tem que ter um discurso que possa conciliar posições conflitantes e avance”, defendeu.”

 (iG)

Serra promete abraçar projetos do PV

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“O presidenciável José Serra (PSDB) disse nesta sexta-feira que deve abraçar os projetos do PV, partido de Marina Silva, em seu eventual governo. O tucano – que durante a passagem por Vitória da Conquista fez um discurso improvisado no teto de uma picape de luxo – negou ainda qualquer tipo de pressão para angariar apoio dos verdes.

– Não estamos trabalhando no sentido de constranger, pressionar. Nada parecido. Sou contra porque os partidos, as lideranças como a Marina têm liberdade para decidir, sem qualquer espécie de constrangimento, de assédio, de insistência – disse ele.

– Vamos abraçar, sim (os projetos do PV), sem dúvida alguma. Basta lembrar que em São Paulo o PV esteve comigo, tanto na prefeitura, quanto no governo do estado – completou.”

(Agência A Tarde/Foto – Marcos Brandão)

Dilma: Aborto não pode dominar o debate político do 2º turno

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“Em meio à polêmica sobre aborto na corrida presidencial, a candidata do PT, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira que essa discussão é “legítima”, mas não pode dominar o debate político do segundo turno. A candidata negou que está abatida e disse que está disposta a lutar todos os dias para vencer a disputa. “Eu acho que essa discussão é legitima você pode fazer, mas ela não pode ser o centro de todo debate no Brasil é ela e mais um porção de outras questões”, disse.

Segundo o PT, os rumores contra a candidata nos segmentos religiosos de que ela defende o aborto e de que ela teria dito que nem Jesus Cristo dela essa vitória – frase que ela não disse– foram um dos motivos que provocaram o segundo turno. Antes de ser candidata, Dilma defendia abertamente a descriminalização da prática –o fez, por exemplo, em sabatina na Folha em 2007 e em entrevista em 2009 à revista “Marie Claire”. Depois, ao longo da campanha, disse que pessoalmente era contra a proposta. Hoje, diz que repassará a discussão ao Congresso. nos segmentos religiosos foram um dos motivos que provocaram o segundo turno.”

(Folha.com)

STJ suspende licitação do estádio Castelão

“O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta sexta-feira (8), a suspensão da concorrência pública destinada à reforma, ampliação, operação e manutenção do estádio Castelão, em Fortaleza, uma das Capitais que será subsede da Copa do Mundo de 2014 e para a Copa das Confederações, em 2013.

As empresas integrantes do Consórcio Novo Castelão (Carioca Christiani Nielsen Engenharia S.A, Somague Engenharia S.A, Queiroz Galvão Engenharia e Fujita Engenharia Ltda.) ajuizaram reclamação, perante o STJ, contra decisão do presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) que sustou os efeitos de duas liminares que haviam inabilitado o Consórcio Arena Multiuso Castelão e suspendido a concorrência pública.

Segundo a corte, a suspensão vale até que seja julgada uma reclamação feita pelo Consórcio Novo Castelão, que afirma que o presidente do TJCE teria usurpado a competência privativa do STJ, ao apreciar e julgar pedido de suspensão de liminar e sentença impetrado pelo Consórcio Arena Multiuso Castelão. No julgamento, a Corte Especial entendeu pela usurpação da competência do presidente do STJ, por parte do TJCE.

Segundo o ministro João Otávio de Noronha, a própria habilitação do Consórcio Arena no certame encontra-se “sub judice”, e essa questão não pode ficar superada apenas porque, em razão de liminares e suspensão de liminares, possibilitou-se o prosseguimento da licitação.”

(Site do STJ)

VAMOS NÓS – Essa novela, com certeza, precisa ter seu capítulo final. Do contrário, a Fortaleza Bela como subsede a Copa acabará indo para o chuveiro mais cedo.