Blog do Eliomar

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Ceará no ranking das gestões pouco transparentes

“O Portal da Transparência do governo federal, administrado pela Controladoria-Geral da União (CGU); o “Prestando Contas” do governo estadual de São Paulo, elaborado pela Secretaria de Fazenda; e o Portal da Transparência de Pernambuco, gerido pela Controladoria Geral do Estado, dividem o pódio no ranking do Índice de Transparência (IT). Enquanto o portal federal lidera com 7,56 pontos na classificação geral, o estado mais rico do país encabeça a categoria estadual, com 6,96 pontos, seguido da unidade da federação governada pelo PSB, mesmo partido do autor da Lei Complementar 131 – o ex-senador João Capiberibe -, com 6,91.

De acordo com a avaliação dos técnicos do IT – cuja metodologia engloba três temas principais (conteúdo, usabilidade e serie histórica/atualização), 15 parâmetros e uma cesta de 110 itens –, os três portais tiveram os melhores resultados na primeira edição do Índice de Transparência, divulgado nesta quarta-feira. O Ceará está no 20] lugar no ranking da transparência.

Nos sites do governo federal e de São Paulo, é possível encontrar todas as fases da execução orçamentária, desde a aprovação do orçamento até o pagamento efetuado, e todos os itens da classificação orçamentária, que indica a origem, finalidade e objetivo das despesas. Os cidadãos podem saber ainda o que será comprado, o preço unitário e quem será o fornecedor, nos documentos conhecidos no jargão orçamentário como empenho e ordem bancária. Em geral, nestes documentos consta a finalidade do gasto, revelando com detalhes as aquisições ou os serviços contratados pela administração pública.

Outro ponto similar entre os dois primeiros colocados é a apresentação de informações a respeito dos servidores públicos, em uma relação completa de cargos e funções, além da remuneração por posto de trabalho e salários. Nenhum dos dois, porém, indica o salário correspondente a cada servidor. 

O “Prestando Contas” fica atrás do site mantido pela CGU no que diz respeito à exposição de informações sobre contratos e convênios. O site paulista, no entanto, mostrou-se melhor que o portal federal na usabilidade, tema no qual foi abordado a possibilidade de download dos dados para tratamentos específicos e comparações estatísticas, a possibilidade de consultas em diversas periodicidades e a interação com os usuários, tornando possível o esclarecimento de eventuais dúvidas.

Já o de Pernambuco se destaca na divulgação de informações detalhadas sobre os municípios com auxílio de um mapa como, por exemplo, a população, o eleitorado, aspectos históricos, físicos, culturais, turísticos e dados econômicos. O site do estado é o único do Nordeste entre os nove mais bem avaliados do país. Acesse aqui o portal de transparência do Executivo Federal, o de São Paulo e o de Pernambuco.

Estados do Norte e Nordeste são os últimos colocados

No ranking das 27 unidades da federação, além do Poder Executivo federal, alguns governos estaduais do Norte e Nordeste aparecem como destaque negativo. Segundo avaliação do comitê de transparência, formado por especialistas em contas públicas para pontuar os sites, todos eles tiraram menos de quatro em um somatório de zero a dez.

Piauí ficou com 3,04, Roraima pontuou 3,31, Rio Grande do Norte, Bahia e Acre cravaram juntos 3,82 e o Amapá marcou 3,85. Das duas regiões do país, os estados mais bem classificados foram Amazonas e Piauí, com 5,4 de nota, ou 10º lugar na tabela.”

(Contas Abertas)

http://www.indicedetransparencia.org.br/wp-content/uploads/2010/07/IT-Ranking.pdf

Dirigente cearense na Seleção Brasileira

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Será realizado no período de 19 a 25 de julho deste mês em Moncton, no Canadá, o Campeonato Mundial de Atletismo Juvenil. Na delegação brasileira, seguiu o professor Américo Ximenes, presidente da Federação Cearense de Atletismo. Ele estará presidindo a delegação brasileira composta por atletas, técnicos e comissão médica, profissionais esses de diversos Estados, principalmente do eixo São Paulo-Rio.

A convocação do professor Américo Ximenes demonstra o reconhecimento, em pouco mais de uma ano do seu trabalho à frente da entidade local.

Uma crítica às Centrais Sindicais do País

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Com o título “A Arcaica Estrutura Sindical Brasileira”, o professor Eduardo Pragmácio Filho escreve artigo para o Blog. Ele analisa a atuação das centrais sindicais na atual conjuntura do País, com direito a muitas críticas. Confira: 

Com a Constituição Federal de 1988, foi adotado no Brasil o princípio da liberdade sindical, mas não em sua plenitude. Permanecem resquícios da ultrapassada e nefasta organização corporativista, como a contribuição compulsória, a unicidade e a organização por categoria. A Constituição avançou, mas não tanto. Agora existe um “corporativismo fora do Estado”.

Com o advento da Emenda Constitucional 45/2004, que modificou o artigo 114 da Carta da República, o grande avanço foi a extinção (para alguns, diminuição) do poder normativo da Justiça do Trabalho, quando trouxe a imposição do “comum acordo” para o ajuizamento de dissídios coletivos.

Recentemente, com a edição da Lei 11.648/08, as centrais sindicais foram reconhecidas dentro da estrutura sindical oficial, prevendo inclusive uma participação de 10% da contribuição compulsória arrecadada. Isso é, inclusive, objeto de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os sindicatos patronais e laborais ainda recebem compulsoriamente a chamada contribuição sindical, que antigamente era chamada de “imposto sindical”. Para os trabalhadores, essa contribuição obrigatória corresponde a um dia de salário por ano, que o empregador desconta do salário no mês de março.

E, em abril, repassa para os entes sindicais representativos da categoria, sendo 60% para o sindicato, 15% para a federação, 5% para a confederação, 10% para as centrais sindicais e 10% para o Governo (art. 589, II, CLT). Independentemente de o empregado ser filiado ou não ao sindicato, ele é obrigado a contribuir, só pelo fato de pertencer à categoria, o que revela a natureza tributária dessa contribuição, estranhamente paga a um ente privado.

Além da contribuição sindical, a Constituição prevê o recebimento da chamada contribuição confederativa (art. 8º, IV, CF), fixada pela assembléia geral do próprio sindicato, mas que não tem natureza compulsória, valendo apenas para quem é associado ao sindicato, conforme pacificado na Súmula 666 do STF.

Os sindicatos também têm a prerrogativa de impor (outra!) contribuição, geralmente chamada de contribuição assistencial ou de reforço sindical, a todos os integrantes da categoria, de acordo com o artigo 513, “e”, da CLT. E sempre o fazem através dos acordos e convenções coletivas, que têm um certo status de lei, implicando a obrigatoriedade do pagamento. Porém, jurisprudência do TST vem entendendo também que tais cláusulas em normas coletivas seriam ilegais (PN 119 do TST).

Discretamente, a Lei 11.648/08 que reconheceu as centrais sindicais e deu a elas 10% da contribuição sindical compulsória, prenunciou, em seu artigo 7º, a extinção de todas essas contribuições e a criação de uma nova e única receita para os sindicatos, a chamada contribuição negocial, com caráter compulsório, vinculada ao exercício efetivo da negociação coletiva e à aprovação em assembléia geral da categoria.

Em outras palavras, um velado interesse de multiplicar a arrecadação das entidades sindicais, especialmente as centrais. Explica-se.

Imagine um trabalhador que ganha R$ 600 mensais. Ele paga anualmente R$ 20 de contribuição sindical compulsória. Com a nova contribuição negocial, os sócios e apenas os sócios do sindicato votarão em assembléia e poderão estabelecer, em acordo ou convenção coletiva, a título de exemplo, uma contribuição mensal sobre o salário de apenas 0,5%, o que representaria R$ 3 mensais, mas que ao final do ano (multiplicando-se por 13) somaria R$ 39!

Na verdade, o abandono da ensaiada reforma sindical, o repasse de parte da receita compulsória para as centrais e a possibilidade iminente de se outorgar aos sindicatos a livre possibilidade de deliberar sobre as contribuições para toda a categoria (isentos de prestação de contas), demonstram o engessamento da arcaica estrutura sindical brasileira, que vive vergonhosamente sem representatividade, às custas de uma máquina de fazer dinheiro.

* Eduardo Pragmácio Filho é mestrando em Direito do Trabalho pela PUC-SP, sócio de Furtado, Pragmácio Filho & Advogados Associados e professor da Faculdade Farias Brito. pragmacio.filho@furtadopragmacio.com.br

Greve na SRT/CE ultrapassa 90 dias

Os servidores da Superintendência Regional do Trabalho (SRT), no Ceará, continuam em greve reivindicando um plano de cargos, carreiras e salários. Nesta semana, lideranças do movimento esteve no Ministério do Planejamento em nova rodada de negociações, mas não houve acordo.

A greve ultrapassa os 90 dias e acumula problemas na sede das Regionais da SRT em todo o País.

E por falar em carga tributária…

Com o título “Efeitos fiscais da campanha”, eis artigo do engenheiro Mário Feitoza sobre questões tributárias de um País cheio de contradições nessa área. Confira:
 
Os primeiros dias de campanha já revelam que os presidenciáveis vão esquentar a temperatura dos debates. Dilma foi entrevistada no Roda Viva (TV Cultura), na última segunda-feira e, em sua primeira manifestação sobre reforma tributária, saiu em positiva divergência com o modelo LULA de governar.

Explico: a candidata petista comprometeu-se a zerar os impostos incidentes sobre os investimentos. Embora sua proposta não seja condizente com as praticas da União durante a gestão LULA, o corte do PIS, COFINS e IPI incidentes sobre máquinas e equipamentos e materiais de construção resultará numa perda de arrecadação de IPI da ordem de R$ 15 bilhões, frente a uma arrecadação de aproximadamente R$ 800 bilhões.

A medida vem em boa hora e, caso se confirme, sem oneração de outros setores da economia deverá iniciar um novo ciclo de reversão no aumento da carga tributária sobre o PIB, que evoluiu de 32,65% em 2002 para 36,5% no fim de 2010.

As eleições são tempo de multiplicação da discussão e comprometimento das propostas dos presidenciáveis, especialmente daquelas, que possam reduzir o custo Brasil, aumentar o desenvolvimento, o emprego e a renda, levando a Nação a um novo ciclo de prosperidade.

Mário Feitoza é engenheiro e administrador de empresas.

Banco é interditada por desrespeitar "Lei dos 15 minutos". Na Bahia

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“O prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), interditou, na manhã desta terça-feira, a agência do Banco do Brasil que funciona no shopping Iguatemi, o maior da capital baiana. Segundo o prefeito, que comandou pessoalmente a interdição, a agência desrespeitou pela quinta vez uma lei municipal que estabelece um prazo máximo de 15 minutos para os clientes serem atendidos em dias normais. Nos dias posteriores a feriados, o prazo máximo para atendimento aos clientes, de acordo com a lei, é de 30 minutos – e o tempo começa a contar a partir da passagem pela porta giratória.

“Outras quatro agências, que também foram notificadas quatro vezes, podem ser interditadas a qualquer momento”, afirmou o prefeito. A gerência do Banco do Brasil do shopping Iguatemi informou que os advogados do banco devem recorrer da interdição.

De acordo com João Henrique, a lei que estabelece o tempo de atendimento para os clientes, apesar de sancionada há mais de dois anos, só começou a ser aplicada nos últimos dias porque foi derrubada uma liminar da Justiça Federal que impedia a fiscalização da norma.

Cada notificação custa aos bancos uma multa de R$ 5.000. Após a interdição, segundo a lei, as agências ficam cinco dias fechadas para adaptação às regras. Caso a agência persista na irregularidade, a prefeitura cassará definitivamente o alvará de funcionamento, segundo João Henrique.”

(Folha Online)

NO CEARÁ, há lei estadual, de autoria do deputado Adahil Barreto (PR), que pune agencia bancária que deixa o cliente ficar além de 15 minutos na fila. A diferença é que por aqui a coisa não é respeitada. Nem o Decon procura agir nessa área.

Após 20 anos, ECA pode mudar para evitar reclusão

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“O Estatuto da Criança e do Adolescente, que completa 20 anos hoje, deverá passar por uma reforma para corrigir o que o governo federal considera excesso de privação de liberdade, informa reportagem de José Benedito da Silva, publicada nesta terça-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Estudo encomendado pelo governo revela que, em 2009, 86% dos cerca de 18 mil jovens que cumpriam medidas socioeducativas estavam reclusos.

A pesquisa, feito pela Universidade Federal da Bahia -escolhida por edital-, conclui que o Judiciário interna muitas vezes sem provas, sem fundamentação legal e em audiências precárias.

O estudo será a base para a nova alteração do ECA -a 12ª da sua história-, em discussão no Ministério da Justiça, que quer mudar essa cultura do Judiciário.”

Corinthians já está na cidade

Sem Ronaldo Fenômeno, desembarcou no começo da madrugada desta terça-feira, no Aeroporto Internacioinal Pinto Martins, em Fortaleza, a equipe do Corinthians. O time foi recebido por um grupo de torcedores, em clima de gritos e festa, mas passou rápido pelo saguão.

O Corinthians vai enfrentar, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro – Série A, o Ceará Sporting nesta quartqa-feira, noe stádio Castelão. Os dois clubes estão empatados na primeira colocação do certame com igual número de pontos, mas o time paulista tem saldo de gols.

Até "Bin Laden" entra na disputa pelo voto

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“Um candidato promete agitar a disputa eleitoral de Alagoas, que como em todo o território nacional, inicia no dia 17 de agosto a campanha no rádio e na TV. José Marinho Muniz Falcão, ou “Zé Muniz”, jornalista de 68 anos, é tido como o mais famoso dentre os que disputarão o pleito por aquele Estado. E há motivos para isso. Vestido de Bin Laden, ele critica políticos e os próprios eleitores. “É isso o que o eleitor merece por vender o voto”, dizia, mostrando um penico durante campanha.

Desde 1970, disputando eleições, já contabiliza doze pleitos e nenhuma vitória. Passou 42 anos no PMDB, segundo ele “por pressão do Renan (Calheiros) e por ter brigado com ele”, disse. Após o atrito, ele migrou para o PRB, partido pelo qual concorrerá a deputado estadual. Mesmo assim, já declarou apoio a Fernando Collor (PTB) para governador daquele Estado. E promete continuar suas peripécias este ano. 

(Blog da Folha)

Após exame, José Alencar passa bem

“O vice-presidente da República, José Alencar, passa bem após ter sido submetido a um cateterismo no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com o senador Romeu Tuma (PTB-SP), Alencar conversa normalmente. 

“Foi até emocionante o nosso reencontro, porque ele está emocionado com o resultado positivo. Ele quer voltar a trabalhar. Ele quer viver”, afirmou o senador paulista à Agência Brasil.

Tuma destacou que durante o procedimento foi identificado um estreitamento de uma artéria. Os médicos colocaram um stent, aparelho que impede a obstrução do fluxo sanguíneo. “Ele deve ser dispensado do hospital em três dias”, complementou o senador.

O cateterismo consiste em colocar um tubo longo, fino e flexível, chamado cateter, dentro de um vaso sanguíneo no braço, coxa ou pescoço, e levá-lo até o coração. É por meio do cateter que os médicos podem fazer diagnósticos e tratamentos do coração.

Internado desde a última quarta-feira (7), José Alencar foi fazer uma sessão de quimioterapia para tratar de um câncer contra o qual luta há mais de dez anos.”

(Congresso em Foco)

Marcha dos Prefeitos quer pressionar Congresso por mais verbas para a saúde

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A Confederação Nacional de Municípios (CNM) promoverá, nesta terça-feira, em Brasília, uma nova mobilização para pressionar em favor da regulamentação do financiamento da Saúde no Brasil. O encontro, marcado para o Congresso Nacional, reunirá centenas de prefeitos, vereadores e secretários de Saúde de todo o País..

Segundo a entidade, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), firmou o compromisso de propor aos líderes partidários a inclusão da Emenda 29 na Ordem do Dia da Casa. Essa emenda garantirá vernas para melhorar os serviços de saúde oferecidos à população, garante a entidade representativa dos prefeitos.

NO CEARÁ, a mobilização é feita pela Associação dos Prefeitos e Prefeituras do Estado (Aprece), que tem à frente Eliane Brasileiro, a prefeita de General Sampaio.

Batalhão de Infantaria compra cerveja

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O Comando de Fronteira Acre/Quarto Batalhão de Infantaria de Selva, com sede na cidade do Rio Branco, empenhou (reservou em orçamento) R$ 1,2 mil para a compra de 1,2 mil latas de cerveja. A nota de empenho (documento que antecede a compra) emitida pela unidade do Exército informa que cada lata da Skol custou, por meio de pregão, R$ 1,02.

A seção de comunicação social do Comando Militar da Amazônia afirmou, por e-mail, que a bebida foi adquirida para atender despesas com comemoração de aniversários dos Pelotões de Fronteira e com a Sede do Batalhão, festividades de final de ano e passagem de comando do Batalhão e dos Pelotões de Fronte, que serão realizadas em datas distintas.

Segundo a seção de comunicação, o Comando realizou um “minucioso planejamento das atividades” para adquirir as bebidas” e “que a quantidade adquirida é compatível, pertinente e não atenta contra a sobriedade que caracteriza as atividades na caserna”. A seção lembra que são quase mil militares por lá (veja e-mail na íntegra). Agora é esperar para ver se as festas serão boas.

 (Com site Contas Abertas)

Lei da "Ficha Limpa" já!

Com o título, “Lipando a área”, o jornalista Themístocles de Castro e Silva assina artigo no O POVo desta segunda-feira. Ele trata da lei da “Ficha Limpa” e apregoa urgência em sua aplicação. Confira:

Pelo que ocorre nele próprio, qualquer lei de sentido moralizador do Congresso deixa dúvidas. Daí ainda não se ter certeza sobre a vigência da chamada lei das “fichas sujas”, que livra os poderes da presença de indivíduos que os comprometem moralmente, conforme decisão de órgãos colegiados. Claro que a lei poderia ser mais clara, mas não é possível que os tribunais admitam discriminação de corruptos. Por que validade da lei só a partir das próximas eleições, numa consagração à conduta daqueles que, antes, cometeram falcatruas?

Para que se tenha ideia da roubalheira neste País, basta que se diga que 4.922 gestores públicos foram condenados por contas irregulares, segundo lista já entregue pelo presidente do Tribunal de Contas, Ubiratan Aguiar, ao Tribunal Superior Eleitoral, alguns punidos mais de uma vez. Informa “O Globo” (22/6) que o número de condenações e de gestores aumentou em relação à última lista divulgada nas eleições de 2008, que continham 4.840 condenações de 3.178 pessoas. Diz mais o jornal que quem homologou sua candidatura na Justiça Eleitoral e estiver na lista terá seu registro cassado.

Seria uma espécie de gaiatice, afrontosa à sociedade, que a lei só entrasse em vigor nas eleições de 2012. E esses gestores já flagrados pelo Tribunal de Contas algumas várias vezes? Os 40 réus do Mensalão e outros escândalos ficariam rindo do Tribunal Eleitoral e do Supremo. E a sociedade, por sua vez, que teve a iniciativa da lei, naturalmente iria explodir em protestos.

Precisamos acabar com esse negócio de mandato eletivo ser instrumento de enriquecimento ilícito e outros processos semelhantes, que começam com a manipulação e até troca de verbas pelos parlamentares, coisa que não existia quando o Congresso era no Rio de Janeiro.

Na relação do Tribunal de Contas, o Ceará está com 273 condenados, que não é nada diante do Maranhão, com 728; da Bahia, com 700; do Distrito Federal, com 614, e Minas, com 575.

Avaliem os senhores como estaria este País, em matéria de corrupção, se não fosse a ação da Polícia Federal e do Ministério Público, que merecem todos os aplausos da sociedade pelo seu trabalho em defesa do patrimônio público.

* Themístocles de Castro e Silva – Jornalista e advogado.

Bruno passa mal e desmaia em cadeia mineira

“O goleiro Bruno passou mal na noite de domingo (11), na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), onde está preso. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o jogador teve tonturas e desmaiou. Ele deve passar por atendimento médico ainda nesta segunda-feira (12).

Ainda segundo a polícia, uma equipe vai avaliar o estado de saúde de Bruno e um boletim médico deve ser divulgado nesta manhã. Não há informações sobre as causas do mal-estar do atleta.

O advogado de Bruno, Ércio Quaresma, foi para a Penitenciária Nelson Hungria nesta segunda e tenta contato com o goleiro.”

(Portal G1)

Caso Bruno e a espetacularização da notícia

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O jornalista Guálter George, editor do Núcleo de Conjuntura do O POVO, escreve artigo com o título “O delegado que fala demais”. Ele comenta o caso da prisão do goleiro do Flamengo, Bruno, e fala da espetacularização da noticía. Confira:

Juro que tentei resistir à tentação de falar sobre o caso Bruno. Lá na Política, onde meus textos mais constantemente aparecem, pude exercer com mais firmeza esta resistência. Apesar de Bruno ser o nome mais digitado, o mais falado, o mais comentado, o que mais garante atenção para uma conversa, um texto ou o que valha desde quando o Brasil, nos últimos dias e meio sem acreditar muito no começo, passou a lidar com a terrível dúvida sobre o envolvimento do goleiro do Flamengo  com o desaparecimento de uma jovem paranaense, mãe de uma criança de cinco meses que diz ser filha dele. Os sete centímetros anteriores de texto mostram que sucumbi à realidade.
 
No entanto, abordo o assunto pelo aspecto que mais me incomoda: a espetacularização. Da mídia, em boa medida, mas da polícia numa medida ainda maior, a partir de um delegado responsável pelas investigações que mais dá entrevista do que investiga. Um depoimento acaba de ser colhido e seus detalhes já são passados por ele aos jornalistas, quase simultaneamente, em minúcias, virgula a virgula, praticamente. Sem filtro, sem apuração, sem qualquer esforço que se note de constatar a veracidade do que é levado ao conhecimento do público.

Enquanto policiais verdadeiros trabalham, investigam, correm atrás de provas, o delegado Edson Moreira, que é de Minas Gerais,  garante o espetáculo, mais do que o noticiário. Bom para os jornalistas, até,  mas péssimo para a sociedade que precisaria discutir mais profundamente o episódio, um fenômeno social a ser bem analisado, até pelo risco claro de se repetir em outros “Brunos” que vivemos a produzir. 
 
Não se trata apenas de um caso policial, que coloca um ídolo popular no inacreditável papel de assassino. É um desenlace que expõe o que representa nascer com um roteiro  de vida já escrito. Um roteiro com força tal que nem um sucesso profissional e um salário milionário (li que o dele passava dos R$ 200 mil mensais) é bastante para permitir que seja reescrito.

* Guálter George  

Editor-executivo do núcleo de Conjuntura.

Comitê do senador Marconi Perillo é assaltado em Goiânia

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“Candidato ao governo de Goiás, o senador Marconi Perillo (PSDB) teve material de campanha roubado na manhã deste domingo (11). Segundo assessoria de Perillo, às 10h, um rapaz armado abordou três integrantes da equipe de marketing da campanha que chegavam de carro no QG de comunicação, em Goiânia. Ao render os funcionários, o assaltante disse:

“Abaixem a cabeça. Não me olhem nos olhos. Levantem a blusa e entrem para dentro da produtora”.

Após os funcionários atenderem ao comando, o assaltante fugiu com o carro, levando três lap tops e dois discos rígidos de computador contendo a estratégia de campanha de Perillo. O carro roubado foi abandonado cinco quadras depois do QG de comunicação, sem os computadores e os HDs. O caso foi registrado na delegacia da polícia civil de Goiânia.”

(Blog do Noblat)

Stédile prevê mais invasões com Dilma

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O mais influente dirigente do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, previu que o Brasil viverá um aumento das ocupações de terra se Dilma Rousseff (PT) vencer as eleições e um crescimento da violência no campo caso José Serra (PSDB) seja o escolhido.
Ele explica que a intensificação de atos num eventual governo do PT ocorre justamente pelas afinidades históricas entre os dois grupos. “Um operário, diante de um patrão reacionário, não se mobiliza. Com Dilma, nossa base social perceberá que vale a pena se mobilizar, que poderemos avançar, fazendo mais ocupações e mais greves”, disse Stédile, em entrevista à Agência Reuters.

“Se o Serra ganhar, será a hegemonia total do agronegócio. Será o pior dos mundos. Haverá mais repressão e, por isso, maior tensão no campo. A vitória dele é a derrota dos movimentos sociais”, acrescentou.

Por essa razão, a opção “majoritária” do movimento é apoiar a petista – mesmo que, nos últimos anos, justamente num governo considerado amigo, o MST tenha se enfraquecido e chegado à conclusão de que “o agronegócio venceu”.

“Propaganda”

“Lula não fez reforma agrária, mas uma política de assentamento. Metade dos números do governo é propaganda”, afirma Stédile. Segundo dados oficiais, quase 1 milhão de famílias foram instaladas nos últimos sete anos em terras cedidas pela União, ou compradas do setor privado pelo valor de mercado.
Apesar de algumas decepções, Stédile descarta apoiar um candidato de extrema esquerda. “Não temos alternativa”, disse. “É como se você percebesse que seu time pode cair para a segunda divisão e faz o que for possível para vencer o campeonato.”

O MST vive um período difícil e se queixa de ter sido alvo de criminalização pela imprensa e por “forças de direita” nos dois mandatos do PT.”

(Com Reuters)