Blog do Eliomar

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Ciro Gomes e os embalos da velha política

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta sexta-feira

Na década dos anos de 1970, o então governador Virgílio Távora, quando voltava de uma viagem, era sempre recebido com festa, no antigo terminal de passageiros do Aeroporto Pinto Martins. Esse mesmo script ainda chegou a ser incorporado na gestão do ex-governador Gonzaga Mota.

Nessa época, estávamos como repórter na Rádio Uirapuru e, ao menor sinal de que “Totó”, como era chamado, regressaria de alguma missão em Brasília ou no Exterior, eramos convocados pela direção da emissora, com direito a esticar para aguardar outro personagem: o então senador Mauro Benevides.

Hoje, às 20 horas, haverá ato do gênero para recepcionar o ex-governador Ciro Gomes, que retorna das férias da Europa.

O tempo passa, o tempo voa, mas a província continua mesma. Ecos de renovação nesse modelito, só se o “Cirão das Massas” abrir o verbo no apoio explícito ao candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad. Fora disso, tudo ficará na velha política. Ou no portfólio eleitoral de 2022.

(Foto – Facebook)

Petistas fazem ato em reduto pró-Bolsonaro; Simpatizantes pró-Bolsonaro puxam carreata na terra dos Ferreira Gomes

Apoiadores de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) no Ceará realizarão, nesta sexta-feira, atos de campanha.

Um grupo ligado a Haddad convocou, pelas redes sociais, apoiadores para o evento “Virada Na Praça Portugal”. A partir das 16 horas, lembrando que esse local foi o principal ponto de manifestações pró-impeachment de Dilma Rousseff e também local de concentração de simpatizantes de Bolsonaro nas últimas semanas.

Também haverá eventos promovidos pelo PT do Ceará. Às 17 horas, o “Bicicleato Haddad 13”, com aglomeração na Praça da AMC, na rua Eusébio de Souza, 505, no bairro de Fátima. Em seguida, às 18 horas, a “Plenária da Vitória”, no Comitê do Povo, que fica na avenida 13 de Maio, número 2072.

Sobral

Já os apoiadores de Bolsonaro no Ceará vão promover com a presença de um dos principais apoiadores do candidato no Estado, o deputado federal eleito Capitão Wagner (Pros), carreata em Sobral (Zona Norte). Bom lembrar que Sobral é a terra dos Ferreira Gomes, ligados ao PDT e que apostaram em Ciro Gomes para presidente. Ciro derrotou Haddad e Bolsonaro no Estado.

A concentração para essa carreata está marcada para as 17 horas, no Centro de Convenções de Sobral, que fica na avenida Dr. Arimatéia Monte e Silva, 300, no bairro Campo dos Velhos.

É hora de repactuar o Brasil

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Com o título “É hora de repactua o Brasil”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira:

A eleição que chega a suas 48 horas derradeiras não é como qualquer outra. Em nossa curta vida pública desde a redemocratização, o Brasil jamais se viu cindido como agora.

Grave, o momento requer de todos um gesto enfático de compromisso com os princípios mais básicos do nosso regime democrático, tais como o respeito a minorias e à liberdade de expressão, dois faróis da “Constituição Cidadã” que seguem como instrumento crucial contra o obscurantismo.

A par disso, cumpre afastar de imediato qualquer ameaça ao conjunto de valores que tem guiado o amadurecimento do Brasil nos últimos 30 anos. Desde Fernando Collor, em 1991, até Dilma Rousseff, em 2016, o País vem trilhando um acidentado caminho de aprendizado coletivo no curso do qual coleciona mais acertos que erros.

Quem quer que vença o pleito neste domingo terá como desafio primordial esboçar um gesto de distensão no ambiente convulsionado de agora. Ao novo presidente, seja Jair Bolsonaro (PSL), seja Fernando Haddad (PT), caberá reconduzir o País aos trilhos de uma pacificação.

Não se trata de esvaziado apelo de paz, mas de esforço concreto para que o governo que suceda ao de Michel Temer (MDB) se constitua de pessoas cuja preocupação maior seja incluir e não afastar as parcelas do eleitorado que tenham escolhido o postulante adversário.

A cizânia desmedida precisa encontrar termo a partir deste domingo, de maneira que a recomposição do tecido social se faça sem traumas. Para tanto, os sinais emitidos pelo mandatário da nação serão importantes.É hora de temperança e não de mais afronta; de integrar, não segregar.

Numa eleição já excessivamente marcada por disseminação de notícias fraudulentas, violência física e verbal e ameaças de toda sorte, é tarefa urgente do ganhador oferecer um aceno franco e falar ao País sem o ranço da disputa acirrada de 2018.

Jornal quase centenário, O POVO reafirma seu histórico compromisso com a democracia e rechaça qualquer hipótese de aventura autoritária, renovando a sua missão inarredável não apenas de sentinela da imprensa livre, mas de voz contrária a toda tirania. Aqui, não transigimos com flertes a regimes de força. Isto não mudará depois de domingo.

(Editorial do O POVO)

Ministro do STF concede prisão domiciliar a mães presas por tráfico de drogas

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu ontem (24) conceder prisão domiciliar para ao menos dez mulheres com filhos pequenos que haviam tido seus pedidos de liberdade negados por instâncias inferiores. Nove dessas mães tinham sido presas por envolvimento com tráfico de drogas.

Lewandowski é relator do habeas corpus coletivo concedido pelo STF, em fevereiro deste ano, a todas as mulheres presas preventivamente que estejam grávidas ou tenham filhos de até 12 anos de idade.

Apesar da decisão do STF, muitos magistrados locais justificavam a não aplicação da medida pelo fato da presa ter sido flagrada com drogas. Ao reverter as decisões, Lewandowski escreveu que o envolvimento com tráfico não afasta a determinação do Supremo ou revoga os direitos da mulher de cuidar de seus filhos.

“Não há razões para suspeitar que a mãe que trafica é indiferente ou irresponsável para o exercício da guarda dos filhos, nem para, por meio desta presunção, deixar de efetivar direitos garantidos na legislação nacional e supranacional”, escreveu o ministro. “Ademais, a concepção de que a mãe que trafica põe sua prole em risco e, por este motivo, não é digna da prisão domiciliar, não encontra amparo legal e é dissonante do ideal encampado quando da concessão do habeas corpus coletivo”.

O presidente da Segunda Turma do STF, Ricardo Lewandowski, durante sessão plenária para julgamento de recurso que questiona a liberdade concedida a José Dirceu, e inquérito contra o senador Aécio Neves, entre outros processos.

Dados

Por meio de ofício anexado ao processo em 29 de agosto, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) informou ter identificado 14.750 mulheres que poderiam ser beneficiadas pelo habeas corpus coletivo. Em documento anterior, de maio, o órgão do Ministério da Justiça havia informado, no entanto, que apenas 4% das possíveis beneficiárias tinham a liberdade concedida.

O Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos, que atua como amicus curiae (amigo da Corte) no processo, apresentou estudo no qual aponta que das 2.554 mulheres que poderiam ter sido beneficiadas no estado de São Paulo, somente 1.229 deixaram o cárcere. No Rio de Janeiro, seriam 56 libertadas de um universo de 217 elegíveis, enquanto em Pernambuco, seriam 47 soltas, de 111 que poderiam ser beneficiadas.

Justificativas

Entre as razões para negar a aplicação do habeas corpus coletivo concedido pelo Supremo, juízes locais alegam que as mães não são capazes de provar serem indispensáveis para o cuidado dos filhos, por terem outros parentes que podem ficar com eles. Outra justificativa é de que elas seriam má influência para os filhos, por terem cometido crime.

O Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) argumenta que não cabe a magistrados locais, em apreciação sumária, afastar a guarda de crianças ou impedir cuidados maternos, desobedecendo o habeas corpus coletivo do Supremo com argumentos moralistas.

Lewandowski deu 15 dias para os interessados se manifestarem no processo, incluindo a Defensoria Pública da União (DPU), as defensorias estaduais e os Tribunais de Justiça dos estados. Em seguida, ele deu prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, antes de proferir decisão “sobre medidas apropriadas para efetivação da ordem concedida neste habeas corpus coletivo”.

(Agencia Brasil)

Datafolha: Jair Bolsonaro, 56%; Fernando Haddad, 44%

Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Saiu pesquisa do Datafolha sobre a disputa presidencial, que foi contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e TV Globo. Confira:

Jair Bolsonaro (PSL) – 56%

Fernando Haddad (pT) – 44%.

Houve redução da diferença entre os dois, em uma semana, de seis pontos percentuais. Uma queda de 18 para 12 pontos percentuais, de acordo com a pesquisa feita nesta quarta e quinta-feira com 9.173 eleitores de 341 cidades.

Os detalhes devem ser divulgados no Jornal Nacional, da Globo.

(Com Rede CBN)

Caixa Econômica financia 13º para micro, pequenas e médias empresas

A CAIXA abriu linhas de crédito especiais para as empresas financiarem o pagamento do 13º salário de seus empregados. As operações são destinadas a empresas com faturamento fiscal anual de até R$ 30 milhões. O banco destinou R$ 5,7 bilhões no período para as operações.

Segundo o diretor de Clientes e Canais da CAIXA, Júlio Volpp, o banco oferece linhas de crédito com taxas de juros competitivas em relação ao mercado, para financiamento não só do 13º salário, como também do capital de giro para despesas diversas.

“Além do 13º, os recursos podem ser usados para pagamento de férias, impostos ou para equilibrar o fluxo de caixa e os estoques, conforme a necessidade de cada empresa. Oferecemos acesso ao crédito e soluções financeiras para manutenção dos empregos e geração de renda. Nosso objetivo é ter o melhor pacote de valor para as empresas, promovendo a gestão financeira”, disse Volpp.

Uma eleição plebiscitária

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Com o título “Uma eleição plebiscitária”, eis artigo de Josesito Padilha, economista, advogado e presidente do Instituto Liberal do Nordeste (Ilin). No texto, o articulista diz que “o candidato do PSL, ao que tudo indica, será o próximo Presidente do Brasil, não tanto pelos seus próprios méritos, mas em virtude da rejeição maior do candidato petista.” Confira:

Não há dúvidas que esta é uma eleição plebiscitária, muito marcada pelo anti-petismo. O PT foi durante décadas a encarnação das esperanças da esquerda, mas me parece óbvio que a sua imagem como alternativa desejada pelos eleitores está em colapso. A esquerda brasileira, alimentada pela “bolha” formada pela fina flor da “intelligentsia” universitária, encontra-se atualmente perdida no labirinto do seu mundo utópico igualitário. Só enxerga micro-classes, micro-opressões e microagressões, fragmentos sociais construídos e desconstruídos a seu bel-prazer, a partir do pobre imaginário pós-moderno.

Atrelada aos ditames de uma liderança carismática em declínio, a estratégia petista foi a principal responsável pelo seu fraco desempenho eleitoral. O petismo viveu e ainda vive da propagação da ilusão, do fetiche maniqueísta, da deformação factual e do autoengano, envolvendo seus “crentes” em uma prisão intelectual da qual é muito difícil escapar. Com o impeachment e a posterior prisão do seu líder máximo, a militância petista ficou inteiramente aturdida e sem “chão”, no qual firmar sua fé. A velha narrativa, que usa a mentira e a difamação dos adversários como forma principal de manipulação das massas, inculcando nelas o ressentimento, a inveja igualitária, o medo e o terror, como forma de angariar votos e conquistar o poder a todo custo, perdeu a capacidade de convencimento de boa parte da população.

Para grande parcela dos eleitores de Bolsonaro, o desvio ético das lideranças petistas e a sua responsabilidade pela estruturação do mecanismo mais sofisticado de exploração e extração de patrimônio público já montado no país é algo inquestionável. Com efeito, há pelo menos 12 anos que o PT mente sistematicamente sobre o “mensalão” e o seu sucedâneo, o chamado “petrolão”, e, agora, nesta campanha de 2018, continua a negar sistematicamente o seu passado corruptor, arremetendo contra todas as instituições, num vitimismo hipócrita e farsesco. O resultado dessa tática errônea e errática é que o candidato do PSL, ao que tudo indica, será o próximo Presidente do Brasil, não tanto pelos seus próprios méritos, mas em virtude da rejeição maior do candidato petista.

*Josesito Padilha

josesitojr@uol.com.br

Economista, advogado e presidente do Instituto Liberal do Nordeste (Ilin).

Fortaleza é sede da maior feira do setor óptico do Norte e Nordeste

A maior feira do setor óptico no Norte e Nordeste ocorrerá em Fortaleza, nesta sexta e sábado, no Centro de Eventos. Trata-se da XV Fenóptica, que apresentará para seus participantes e convidados uma série de palestras sobre temas relevantes para o segmento, além da exposição de marcas famosas e desfile dos últimos lançamentos de óculos, o Ceará Fashion Glasses.

A feira é realizada e organizada pelo Sindióptica do Ceará (Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico do Estado), em parceria com a Afenóptica.

A presidente do Sindióptica do Ceará, Auris Muniz, explica que a XV Fenóptica não é apenas uma feira de negócios. “Envolve o conhecimento e a evolução do setor óptico. Temos um processo continuado em todos os âmbitos desde o processo técnico, passando pelo científico até o marketing e o empreendedorismo”, explica. A feira conta com o apoio da CDL de Fortaleza e Fecomércio-CE, e a parceria da Latam e Alcon. A feira conta com o apoio da CDL de Fortaleza e Fecomércio-CE, e a parceria da Latam e Alcon.

Programação

Dia 25 – 15h às 22h

15h às 22h – Expositores das principais marcas nacionais e internacionais

16h às 16h45 – Palestra “Formação Profissional em Óptica: Experiência do Senac Ceará”

Palestrante: Inaldo Araújo

17h às 17h45 – Palestra “Oportunidades de mercado e portfólio Alcon”

Palestrante: Davi Marques Ibanes

Dia 26 – 15h às 22h

15h30 às 16h30 – Palestra “A importância do afinamento neurológico na refratometria”

Palestrante: Ricardo Yamasaki

17h às 17h45 – Palestra “A importância da óptica oftálmica na saúde visual”

Palestrante: Paulo Fávaro

Dia 27 – 15h às 22h

15h às 16h – Palestra “Terapia visual – Biomagnetismo e photonterapia”

Palestrante: Ricardo Yamasaki

16h30 às 17h15 – Tema “Gestão financeira em empresas do setor óptico”

Palestrante: Franklin Alves Figueira

19h às 20h – Desfile Ceará Fashion Glasses

DETALHE – A XV Fenóptica é destinada a empresários, profissionais do setor óptico e estudantes de todos os níveis de formação (técnico, tecnológico, bacharéis).

SERVIÇO

*Mais informações no site www.fenoptica.com.br ou pelo telefone Informações: (85) 3254-5078.

(Foto – Divulgação)

Gastos com viagens ao exterior caem 30% em setembro

Com a alta do dólar, os gastos de brasileiros em viagens ao exterior continuam em desaceleração. Em setembro, essas despesas chegaram a US$ 1,189 bilhão, com redução de 30,7% em relação a setembro de 2017 (US$ 1,716 bilhão), informou hoje (25) o Banco Central (BC). “As despesas com viagens foram as menores desde maio de 2016”, disse o chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do BC, Renato Baldini.

Ele explicou que as despesas com viagens são bastante sensíveis à taxa de câmbio. Com o dólar mais caro, os gastos se reduzem porque os brasileiros adiam viagens ou reduzem o orçamento para as despesas ou até cancelam os planos para ir ao exterior.

Segundo Baldini, a taxa média de câmbio passou de US$ 3,3 em setembro de 2017 para US$ 4,2 em setembro deste ano.

No resultado acumulado de janeiro a setembro também houve queda e os gastos no exterior foram de US$ 13,875 bilhões. No mesmo período de 2017, somaram US$ 14,145 bilhões.

As receitas de estrangeiros no Brasil atingiram US$ 373 milhões em setembro, e US$ 4,513 bilhões nos nove meses de 2018, contra US$ 407 milhões e US$ 4,360 bilhões, em iguais períodos de 2017, respectivamente.

Com os resultados de receitas e despesas, a conta de viagens internacionais ficou negativa em US$ 816 milhões em setembro, e em US$ 9,362 bilhões de janeiro a setembro deste ano. De acordo com o Banco Central, entretanto, houve redução de 37,7% na despesa líquida no mês em relação a setembro de 2017, que foi negativa em US$ 1,309 bilhão.

(Agência Brasil)

General Theophilo e o apoio a Bolsonaro

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O General Theophilo, que apoia Jair o candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, neste segundo turno, estava ontem, em São Paulo. Reuniões e mais reuniões de quem poderá, inclusive, ocupar posição de destaque no governo do capitão.

Bom destacar que o General disputou o Governo do Ceará pelo PSDB. E tem largo currículo de serviços prestados ao Exército.

(Foto – PSDB)

Datafolha divulga pesquisa nesta quinta-feira

Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Nesta quinta-feira, sai pesquisa Datafolha sobre o desempenho dos candidatos a presidente. Será divulgada no Jornal Nacional, da Rede Globo. A pesquisa foi encomendada pela emissora e a Folha de S.Paulo.

No último levantamento, Bolsonaro liderava com 59%, enquanto Haddad estava com 41%.

Mas, no sábado, ainda virão as últimas enquetes do gênero, quando o clima da disputa poderá mudar ou não.

Empresa de Pereiro vai apostar em expansão em 2019

A Nova Fruta Brasil, empresa cearense do ramo da fruticultura, com sede em Pereiro (Região do Cariri), vai apostar em expansão em 2019. É o que garante o diretor comercial João Nogueira.

A expectativa do grupo, completando cinco anos de mercado, é repetir o valor investido neste ano, que ficou na casa dos R$ 3,6 milhões.

Confira a entrevista de João Nogueira à reportagem do Blog

Controle da mídia?

Com o título “Controle da mídia?”, eis artigo de Pedro Antero Antero Chaves, cientista político. Ele fala que no programa de Fernando Haddad, embora modificado, haja uma espécie de marco regulatório para a comunicação social eletrõnica. Confira:

Alguns meios de comunicação estão esquecidos ou mesmo não têm conhecimento do que foi o DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda, criado em 1937, durante a ditadura de Getúlio Vargas.

Em 1964, após a revolução liderada pelo presidente Castelo Branco, livrando o País de um golpe que estava sendo preparado por grupos terroristas, apoiado, por oportunismo, pelo governo Goulart, alguns civis apresentaram ao novo presidente a proposta de criação de um organismo oficial que cuidasse da divulgação dos motivos e dos ideais da revolução. Traumatizado pela crueldade que havia conhecido à época do DIP, Castelo não aceitou a sugestão e a imprensa e propaganda continuaram sendo exercidas pelos meios convencionais privados de comunicação.

Hoje, após 81 anos da ditadura getulista, a coligação “O povo feliz de novo” apresenta o plano de governo pensado por Lula e para ser cumprido por Haddad e Manuela d’Ávila. Embora modificado de última hora, por motivos eleitoreiros, nele estava contida a promessa de um novo marco regulatório da comunicação social eletrônica, com o objetivo de fortalecer a comunicação das emissoras públicas e das rádios e TVs comunitárias. Essa meta, embora retirada do papel, cheira, na verdade, a um controle da liberdade de imprensa ou , no mínimo, uma subordinação da imprensa privada livre a uma imprensa oficial, monitorada pelo governo petista.

Se essa medida restritiva fosse algo isolado no contexto de um plano democrático, não causaria, talvez, tanta apreensão. Entretanto, o plano de Lula e Haddad previa que, para assegurar as conquistas da Constituição de 1988, seria necessário um novo processo constituinte. Ora, isso foi feito por Maduro, na Venezuela, com consequências políticas desastrosas, transformando a Venezuela num país de estrutura política autoritária.

Essa ilação que se faz com o país de Maduro não é arbitrária. Está baseada na histórica relação de Lula com o falecido presidente Chavez e o atual ditador Maduro. A Venezuela está destruída e expulsando para países vizinhos uma população que não tem mais o que comer. Seria esse o desfecho desejado ao Brasil pelo PT, com base no adágio do “tanto pior, melhor” ? Não acredito, mas também digo que o Brasil não merece um novo DIP, ou mesmo, algo parecido.

*Pedro Henrique Chaves Antero

phantero@gmail.com

Professor de Ciências Políticas.

Reforma da Previdência, um tema que passou ao largo na fala dos presidenciáveis

Enquanto os dois candidatos à presidência seguem pouco falando da Previdência Social, o problema se expande.

De acordo com a Veja Online, até 28 de outubro, quando os brasileiros decidirão quem será o próximo governante, o País poderia ter economizado mais de R$ 4,5 bilhões, se a reforma da Previdência estivesse em vigor desde 1º de julho de 2017.

Com esse dinheiro seria possível construir 1.082 escolas, ou 71.441 moradias populares ou, ainda, 180 hospitais., segundo cálculo feito pelo Previdenciômetro, ferramenta criada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Dnocs comemora 109 anos de fundação nesta sexta-feira

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) comemora, nesta sexta-feira, seus 109 anos de existência.

Na programação, simples, mas feita com dedicação pelos servidores, e com apoio do diretor-geral Ângelo Guerra, hasteamento da Bandeira Nacional e dos estados sob jurisdição do órgão (às 8 horas), Missa de Ação de Graças (às 9h30min), lançamento do livro “O Progresso Descobre o Sertão – A Inspetoria de Obras Contra as Secas – 1909/1918″ (às 15 horas)”, do jornalista Cleiton de Souza Moraes, com entrega de comendas a autoridades.

Memória

Trata-se da mais antiga Instituição Federal em atividade no Brasil, atualmente vinculada ao Ministério da Integração Nacional, sua atuação abrange 09 (nove) Estados, compreendendo 1 (uma) Administração Central (sede da Direção Geral e das Diretorias), 09 (nove) coordenadorias estaduais, 14 (doze) estações de piscicultura, 01 (um) Centro de Pesquisas em Aquicultura Rodolph Von Hiering, 22 (vinte e duas) unidades de campo organizadas por bacias hidrográficas, além de 01 (um) Escritório de Brasília.

Instituição criada pelo Presidente Nilo Peçanha através do Decreto nº 7.619, de 21 de outubro de 1909, nesses 109 anos, o Dnocs construiu um grande acervo de estudos e obras que, pela sua dimensão deu suporte ao povoamento e desenvolvimento do Nordeste, a região semiárida mais populosa do mundo.

De acordo com a legislação atual, o Dnocs tem por finalidade básica executar a política do Governo Federal no que se refere à implementação dos objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos relativos à execução de obras públicas de captação, acumulação, condução, distribuição, proteção e utilização de recursos hídricos; o beneficiamento de áreas através da irrigação, a promoção da aquicultura e a recuperação de áreas degradadas.

Ângelo Guerra, o diretor-geral do Dnocs. Técnico da casa, que obra milagre com orçamento.

Mesmo diante de um quadro de escassez de recursos e até de algumas ameaças de extinção, o Dnocs, ao longo de sua história se superou, buscando soluções, realizando estudos pioneiros com enfoque científico no tratamento da questão da seca, e levantamentos e estudos de dados fisiográficos e cartográficos. É responsável pela implantação da política centenária de armazenamento e aproveitamento dos recursos hídricos na região semiárida. Assegurou recursos hídricos para a implantação e crescimento de centros urbanos e a fixação do homem no meio rural da região.

(Foto – Arquivo e Paulo MOska))

Índice de Confiança do Comércio cresce 3,8 pontos

O Índice de Confiança do Comércio, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 3,8 pontos de setembro para outubro. Com a alta, o indicador chegou a 92,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

A alta da confiança atingiu empresários de 11 dos 13 segmentos do comércio e foi influenciada tanto pela melhora da percepção em relação à situação atual quanto das expectativas em relação aos próximos meses.

O Índice da Situação Atual, que analisa a confiança do empresariado, subiu 2,5 pontos e atingiu 88,2 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a opinião em relação aos próximos meses, teve alta 4,9 pontos e somou 97,1 pontos.

A alta da confiança fez com que o indicador retornasse ao nível anterior ao da greve dos caminhoneiros, o que, segundo a FGV, sugere que o pior momento do setor começa a ficar para trás.

(Agência Brasil)

Evaristo Nogueira – Ceará tem que manter a boa sequência, pois vem confronto direto pela frente

O Ceará se deu bem em Belo Horizonte (MG), ao derrotar o Cruzeiro por 2 a 0, com gols de Artur.

Para o narrador e comentarista de futebol Evaristo Nogueira, o “Homem Mau”, do programa Trem Bala, do Alan Neto, na TV Ceará e AM 1010, a ordem agora é o Vovô continuar nessa boa sequência, embora saiba que terá confrontos diretos pela frente na sua luta para se manter na Série A, do Brasileirão.

Ibope anima petistas, mas a ordem é evitar derrota avassaladora

A queda na rejeição de Fernando Haddad no Ibope animou petistas, mas os pragmáticos admitem que a eleição está definida e que agora é usar a reta final para garantir que a esquerda saia forte da disputa, impedindo uma vitória avassaladora de Bolsonaro no domingo (28).

De acordo com a Folha de Paulo desta quinta-feira, o ex-presidente Lula afirmou, a quem o visitou em Curitiba (PR), que a campanha do PT errou na primeira semana do segundo turno ao deixar “Haddad preso em São Paulo” gravando programas de TV.

A estratégia, de acordo com Lula, teria afastado Haddad do povo, abrindo espaço para que Jair Bolsonaro conquistasse as periferias do país, reduto tradicional do PT.

(Foto – Agência Brasil)

Na reta final da campanha, a hora de Ciro mostrar que não é omisso

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Com o título “O papel de Ciro Gomes”, eis artigo de Henrique Araújo, jornalista do O POVO. Ele comenta a postura do ex-ministro que, em plena campanha presidencial, voou para a Europa, de onde retornará nesta sexta-feira, reta final da peleja. A hora, pelo que Ciro representou no pleito, não é de omissão. Confira:

Terceiro colocado na disputa, era natural que o ex-candidato Ciro Gomes (PDT) tivesse papel crucial no segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto.

Depositário de 13.344.366 de votos (12,47% do total dos válidos), o cearense terminava como uma força da campanha – o único que, nas simulações de embate direto das pesquisa, impunha-se ao capitão da reserva Jair Bolsonaro (PSL) fora da margem de erro.

Era nome certo para vencê-lo, mas não avançou à fase seguinte – muito em função de uma estratégia burra do PT, mas isso é assunto para outro momento.

O apoio de Ciro, estava claro, teria potencial para desequilibrar a balança caso o ex-ministro se decidisse por uma ou outra candidatura. Mais que isso: se se empenhasse de fato em pedir votos.

De cara, anunciado o resultado do primeiro turno, o pedetista disse: “Ele, não”. Referia-se a Bolsonaro. Não mencionaria Fernando Haddad, o candidato do PT.

Dali a dias o PDT aprovaria um apoio crítico ao petista, adversário de Bolsonaro na etapa decisiva do pleito. E mais não faria.

Ciro tira férias na Europa desde a primeira semana do segundo turno. Viajou ao lado da namorada. Interpelado por uma brasileira no metrô de Paris, alegou que estava cansado e o País, doente.

Não há dúvida de que o pedetista mobilizou inteligência e energia por um projeto cujo eixo era a tentativa de romper com a “polarização odienta” do Brasil, para usar uma expressão que se tornou recorrente em sua boca. Sua campanha, e não me refiro a propostas como a do “SPCiro”, de fato abriu canais importantes com parte do eleitorado.

E é em respeito a essa parcela de brasileiros que o ex-candidato tinha por dever político estar aqui, agora. No País, onde um trabalho vital o espera. Falar abertamente aos milhões de eleitores que lhe confiaram o voto no primeiro turno e reiterar as críticas dirigidas ao que ele considera como “abismo autoritário” e “retrocesso democrático”.

Por tudo que representou nesta eleição, este é o papel de Ciro. E não a omissão ou um dar de ombros às vésperas de uma votação cuja gravidade ele mesmo reconhece, mas diante da qual escolheu ausentar-se.

Não questiono as razões de Ciro para ter dado as costas ao PT de Haddad e rumado para longe. Noutras circunstâncias, não haveria resposta mais justa às interferências da cúpula do partido de Lula para asfixiar o pedetista.

Mas estas não são eleições como qualquer outra. Nem o momento é trivial. Tampouco as circunstâncias autorizam descanso de nenhuma espécie.

Se a intenção é cacifar-se para 2022 como nome da oposição, Ciro traçaria melhor estratégia se se integrasse à luta desde já contra os riscos à democracia que ele mesmo denunciou sistematicamente no curso de toda a primeira etapa da disputa presidencial.

A três dias da votação, ainda há tempo para que o ex-governador do Ceará decida passar à história como um apoio decisivo no enfrentamento à “promessa certa de uma crise”, como ele escreveu se referindo a Bolsonaro.

Ou como o candidato que poderia ter feito muito, mas optou por tirar férias na antessala da crise.

*Henrique Araújo

henriquearaujo@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.