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PT vai confirmar lançamento de Lula ao Planalto um dia após o julgamento no TRF-4

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O PT vai promover no dia seguinte ao julgamento da apelação de Lula no TRF uma reunião ampliada de sua executiva para relançar a candidatura do ex-presidente ao Planalto em 2018. A sigla, segundo informação da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta-feira,  convocou deputados, senadores e governadores para o evento – que será realizado independentemente da decisão dos desembargadores. Como a percepção generalizada é a de que a condenação do petista será confirmada, o ato será um gesto de resistência da sigla ao calvário jurídico de seu líder.

A legenda praticamente fechou o roteiro das mobilizações para o julgamento em Porto Alegre. Haverá panfletagem do dia 13 ao dia 22 de janeiro, quando o MST montará acampamento na cidade. Demais movimentos devem desembarcar na capital gaúcha dia 23.

Haverá uma série de apresentações no Fórum Social Mundial na mesma data. Há articulação para que personalidades internacionais falem sobre Lula no evento. Os militantes vão caminhar até o TRF-4 para ficar em vigília até o julgamento, na manhã seguinte.

O PT programou um grande ato em São Paulo para receber Lula na noite do dia 24 de janeiro, após o julgamento. O ex-presidente ainda não decidiu se irá a Porto Alegre.

Dívida bruta pode chegar perto de 80% do PIB em 2018

O endividamento do setor público pode chegar a quase 80% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. Projeções divulgadas hoje (28) pelo Banco Central (BC) indicam que a dívida bruta – que inclui o passivo dos governos federal, estaduais e municipais – deve ficar em 78% do PIB, no próximo ano, se o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) devolver R$ 130 bilhões ao Tesouro Nacional. Sem essa devolução, que está em negociação, a dívida poderá chegar a 79,8% do PIB.

Segundo o chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do BC, Renato Baldini, a divulgação das duas projeções foi necessária porque a devolução dos recursos é “uma decisão política”, e não há como o Banco Central saber a probabilidade de acontecer. Na comparação com 2017, a dívida bruta subirá no próximo ano. A projeção do BC para este ano é que a dívida fique em 76,1% do PIB. No mês passado, a dívida bruta chegou a R$ 4,852 trilhões ou 74,4% do PIB.

A dívida bruta é um dos principais indicadores internacionais, acompanhados pelas agências de classificação de risco. As notas dadas pelas agências representam uma medida de confiança dos investidores internacionais na economia de determinado país. As notas servem como referência para os juros dos títulos públicos, que representam o custo para o governo pegar dinheiro emprestado dos investidores. As agências também atribuem notas aos títulos que empresas emitem no mercado financeiro, avaliando a capacidade de as companhias honrarem os compromissos.

Baldini afirmou que as agências de classificação de risco consideram o patamar de dívida bruta em 80% do PIB “referência” para indicar endividamento de países emergentes com crescimento insustentável. “É um valor arbitrário das agências, que não consideramos”, acrescentou.

Avaliação

Ele acrescentou que qualquer aumento da dívida para esses patamares tem “efeito ruim sobre a economia” e as “condições para a realização de negócios no país”. Baldini disse esperar por resultados melhores com o passar do tempo e assim a “avaliação das agências possa melhorar, e não piorar”. “O governo tem adotado algumas medidas para conter o crescimento da dívida, que visam à obtenção de superávits primários com o passar o tempo.”

Para fazer as projeções, o BC considera a meta de déficit primário de R$ 163,1 bilhões neste e no próximo ano. Segundo Baldini, se o déficit ficar abaixo dessa meta, a dívida poderá ser mais baixa. “Existe uma folga no cumprimento das metas”, disse.

De janeiro a novembro deste ano, o déficit primário ficou em R$ 78,261 bilhões, contra R$ 85,053 bilhões no mesmo período de 2016. Em 12 meses encerrados em novembro, o déficit primário ficou em R$ 148,999 bilhões, o que corresponde a 2,29% do PIB.

(Agência Brasil)

Halder Gomes comemora sucesso de “Os Parças” e anuncia “Cine Holliúdy 2 – A chibata sideral”

O cineasta Halder Gomes conversou com a reportagem do Blog, nesta quinta-feira. Ele comemora o sucesso do filme “Os Parças”, em cartaz no momento e que ocupa, hoje, o segundo lugar em bilheteria nacional.

Halder fala sobre essa película que reuniu a nata do humor no momento no País e, claro, dá uma canja: anuncia a estreia do “Cine Holliúdy 2 – A chibata sideral”.

Conab vai adquirir leite em pó da agricultura familiar

Cooperativas e associações da agricultura familiar da cadeia do leite estão recebendo apoio de R$ 15 milhões do governo federal na comercialização de sua produção. Os recursos estão sendo aplicados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na compra de 1,08 mil toneladas de leite em pó, por meio do Programa Aquisição de Alimentos (PAA). A ação é realizada em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). A informação é da assessoria de imprensa da Conab.

Ao todo, serão contempladas 34 cooperativas, beneficiando 1.916 agricultores familiares do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Alagoas. A operação, realizada na modalidade de Compra Direta da Agricultura Familiar, se limita a um total de R$ 500 mil por cooperativa. O produto adquirido será doado a pessoas em condições de insegurança alimentar e nutricional, conforme demanda do MDS.

A medida tem como objetivo a regulação do mercado do leite e a sustentação de renda do pequeno produtor, uma vez que o preço do produto está em queda em diversas regiões. A aquisição foi aberta para todo o país, mas apenas cooperativas e associações do RS, PR e AL manifestaram interesse em vender leite em pó para a Conab.

A ação foi autorizada pelo Grupo gestor do PAA , que reajustou os preços de referência de R$ 12 para R$ 13,94 o quilo. De acordo com a Superintendência de Suporte à Agricultura Familiar da Conab, a última atualização do preço de referência do leite em pó foi em 2012.

Confiança da indústria registra sexta alta consecutiva

O Índice de Confiança da Indústria, da Fundação Getulio Vargas (FGV), teve alta de 1,3 ponto em dezembro de 2017, chegando, após seis altas consecutivas, a 99,6 pontos. O índice encerra o ano com 14,9 pontos acima do registrado em dezembro de 2016. Tiveram melhora na confiança 11 dos 19 segmentos da indústria.

Segundo a coordenadora da Sondagem da Indústria, Tabi Santos, o resultado mostra que o setor industrial está confiante de que a economia continuará em recuperação em 2018. “O resultado de dezembro traz boas notícias. A indústria percebe a melhora do ambiente de negócios e acredita na manutenção dessa trajetória favorável nos próximos meses”, ressaltou.

O Índice de Expectativas subiu 1,4 ponto e ficou em 100,8 pontos, o maior desde junho de 2013, quando o indicador estava no patamar de 105,1 pontos. A proporção de empresas que esperam melhora dos negócios subiu de 42,7% para 45,7%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada aumentou 0,3 ponto percentual entre novembro e dezembro (74,5%). A sondagem foi elaborada a partir das informações coletadas com 1.101 empresas entre os dias 1º e 22 deste mês.

(Agência Brasil)

O patrulhamento ideológico no seio da imprensa e das universidades

Com o título “O apóstolo do senso comum”, eis artigo do professor Pedro Henrique Antero, que pode ser conferido no O POVO desta quinta-feira. Ele expõe: “O patrulhamento ideológico é um fato no seio da imprensa e das universidades.” Confira:

Entre os séculos XIX e XX, viveu na Inglaterra o jornalista e escritor Gilbert Keith Chesterton. Homem polêmico e observador arguto, observava que o ambiente intelectual reinante havia abandonado o senso comum e o tinha substituído por uma “atmosfera agradável” de discussão das coisas, sem qualquer senso de responsabilidade. Entre outros livros, o autor escreveu “Hereges”, em que desmonta falsos argumentos e apresenta verdades incômodas aos contemporâneos, tendo sido chamado, por isso, o apóstolo do
senso comum.

A presença de Chesterton seria, talvez, muito útil no Brasil, nos dias atuais. Aqui se respira uma certa ideologia dominante que pretende, no momento, negar os crimes de corrupção que foram perpetrados pelos líderes dos partidos políticos que dão sustentação a esse pensamento.

PT e PMDB, unidos há mais de 12 anos, articulam uma frente única para livrar da cadeia os maestros da corrupção, concentrados nesses dois partidos, mas disseminados em muitos outros. Para tanto, o PMDB já retomou a sigla original – MDB, na qual se alojaram todos aqueles que combateram os governos militares. Com certeza, tiveram motivos justos para esse combate, mas se esqueceram de que a ideologia comunista e a corrupção foram os dois fatores para a queda de Goulart.

Bolsonaro, um dos candidatos à Presidência da República, não deixa de replicar esses dois pontos fracos e inaceitáveis da esquerda: o amor à ditadura cubana e a seus falecidos líderes e a defesa dos corruptos. Mesmo com essa sensata postura, é tachado de totalitário, bem como aqueles que porventura ousem citar o seu nome.

O patrulhamento ideológico é um fato no seio da imprensa e das universidades. Fui professor em Brasília e Fortaleza e sei o quanto é difícil conviver no meio sem admirar Fidel Castro e Che Guevara. E, agora, conforme já observo em artigos e pronunciamentos, defender a cadeia para corruptos, como Lula, por exemplo, é ser também totalitário e reacionário.

Desse modo, pela ausência total de senso comum, os “hereges” acabarão sendo inocentados e Sergio Moro condenado.

*Pedro Henrique Chaves Antero

phantero@gmail.com

Professor de Ciências Políticas.

49% dos brasileiros vão passar Réveillon com roupa nova

Após a Semana do Natal, os setores de comércio e serviços esperam pelos consumidores para os gastos de Ano-Novo. Uma pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que os gastos podem ser altos.

Segundo o levantamento, divulgado no site do SPC, em média, a pretensão de gastos com viagens, ingresso para clubes, ceia e roupas novas deve ser de R$ 282,20 – valor acima da intenção de gastos em 2016, que foi de R$ 263,06; e maior entre os homens (R$ 332,31).

A pesquisa ainda mostra que 49% dos que vão comemorar a data pretendem comprar roupas, calçados e acessórios para usar na passagem de ano – uma queda de oito pontos percentuais em relação ao ano passado (57%).

Controle

O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, alerta para a importância de controlar o orçamento, ainda mais considerando a proximidade com outra festa importante. “O réveillon acontece logo na sequência do Natal e as pessoas já terão investido na celebração – seja na ceia, seja na compra dos presentes. Então, é importante planejar as despesas e fazer as contas para saber o limite dos gastos. Afinal, não tem sentido comemorar a chegada do ano endividado ou com as finanças desequilibradas”, alerta.

A pesquisa também mostra que praticamente 84% dos consumidores já decidiram onde pretendem comemorar. A maior parte garante que o réveillon será vivenciado em casa (27%), mas também há aqueles que pretendem viajar (12%) ou passar a virada na casa de outros parentes (11%).

Haddad caminha para ser o Plano B de Lula

A cúpula do PT já avisou a quadros orgânicos do partido que, ao escolher Fernando Haddad para coordenar seu programa de governo, Lula deu um recado claríssimo: o ex-prefeito de São Paulo é o seu nome preferido para disputar o Planalto na eventual ausência do ex-presidente.

Sendo assim, Jaques Wagner, que se prepare para disputar o Senado pela Bahia em 2018, informa a Coluna Radar, da Veja Online.

(Foto – Portal Uol)

Furto ao Banco Central – Alemão é transferido para presídio de segurança máxima no Paraná

.Antônio Jussivan Alves, conhecido por “Alemão”, foi transferido da Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba, para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no estado do Paraná. Alemão é o líder do furto ao Banco Central, que aconteceu em 2005 em Fortaleza.

Em nota, a Secretaria da Justiça e Cidadania informa que as transferências de Alemão e Antônio Carlito Avelino, conhecido como Boi – que também foi transferido, mas para a Penitenciária Federal de Campo Grande – aconteceu nos dias 23 de novembro e em oito de dezembro, respectivamente. A informação, entretanto, foi repassada somente na manhã desta quinta-feira, 28.

O comunicado ainda diz que as transferências se deram após um requerimento do Ministério Público sobre a viabilidade destes presos permanecerem no local, visto que no dia oito de agosto passado uma quadrilha tentou resgatar Alemão e Boi do presídio.

A Sejus solicitou ao Judiciário local a transferência dos internos para unidades prisionais federais.

Resgate frustrado

Uma quadrilha tentou auxiliar a fuga de Alemão, Boi, assim como a de um detento chamado Paulo Laércio. Por meio do sistema de monitoramento, agentes penitenciários identificaram a ação dos criminosos no momento em que estavam na muralha do presídio.

(O POVO Online/ Foto – Sebastião Bisneto)

Pedro Fernandes toma posse como ministro do Trabalho dia 4 de janeiro

O deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA) informou que foi convidado para assumir o Ministério do Trabalho. A nomeação, segundo ele, deve ser publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (29) e a posse foi marcada para 4 de janeiro. O Palácio do Planalto não confirmou a escolha do deputado para o cargo.

Ontem (27), Ronaldo Nogueira, que também é deputado pelo PTB, pediu demissão e deixou o comando do ministério. Segundo Nogueira, a decisão foi motivada pela sua intenção de concorrer nas eleições do ano que vem.

De acordo com Fernandes, o convite foi feito ontem (27) pelo líder do partido, Jovair Arantes (GO), que ligou enquanto estava reunido com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto. Segundo Fernandes, “foi um susto” ao receber a ligação, mas aceitou de imediato.

“Depois do susto, a gente ponderou e acabou aceitando. Já não era minha pretensão concorrer [às eleições de 2018], já estou com cinco mandatos, eu já estava pensando em parar, talvez tenha sido isso que tenha ajudado a me escolher, talvez”, disse o deputado à Agência Brasil.

Questionado sobre sua posição em relação à busca de apoio para aprovação da reforma da Previdência e como pretende conduzir a pasta, Fernandes disse que só vai se pronunciar depois que assumir formalmente o cargo.

Pedro Fernandes é engenheiro civil e está no quinto mandato como deputado federal. Ele se licenciou do mandato algumas vezes para assumir diferentes cargos em seu estado, como presidente da Companhia de Limpeza e Serviços Urbanos, Secretário Municipal de Obras e Transportes, de Infraestrutura, de Cidades e de Educação em São Luís. Fernandes também comandou secretarias estaduais do Maranhão, como Cidades e Desenvolvimento Urbano.

(Agência Brasil)

Empresário individual terá que cumprir exigências para plano de saúde coletiva

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regulamentou a contratação de plano de saúde coletivo por empresários individuais. Segundo resolução normativa publicada no Diário Oficial da União, o empresário deverá comprovar sua condição, apresentando documentos que confirmem a inscrição nos órgãos competentes por no mínimo seis meses e sua regularidade cadastral na Receita Federal.

Segundo a ANS, a medida tem como objetivo coibir abusos relacionados a esse tipo de contratação, como a constituição de empresa exclusivamente para esse fim. Também busca dar mais segurança jurídica e transparência ao mercado, ao estabelecer as particularidades desse tipo de contrato.

Para manter o contrato, o empresário individual deverá conservar a sua inscrição nos órgãos competentes e a regularidade do seu cadastro na Receita Federal. As operadoras e as administradoras de benefícios deverão exigir esses documentos no momento da contratação do plano e anualmente, no mês de aniversário do contrato.

Se for constatada a ilegitimidade, a operadora do plano de saúde poderá rescindir o contrato, desde que faça a notificação com 60 dias de antecedência. A comprovação anual da condição de empresário individual e dos requisitos de elegibilidade dos beneficiários a ele vinculados também deverá ser exigida nos contratos celebrados antes da vigência dessa resolução.

A nova norma estabelece ainda que a operadora deve informar ao contratante as principais características do plano a que está se vinculando, como o tipo de contratação e as regras relacionadas. O contrato só poderá ser rescindido unilateralmente pela operadora após um ano de vigência e na data de aniversário, mediante notificação prévia de 60 dias. A proposta de resolução passou por consulta pública entre agosto e setembro deste ano, e entrará em vigor em 30 dias.

(Agência Brasil)

Quem fatura em cima da desgraça de Maluf?

Com o título “Chutando quem já está caído”, eis artigo do jornalista Plínio Bortolotti, que pode ser conferido no O POVO desta quinta-feira. Ele comenta a prisão de Maluf e avisa não se incluir entre os que se divertem por vê-lo preso. Confira:

Paulo Maluf foi preso, condenado por lavagem de dinheiro. Vi repórteres e comentaristas tripudiarem sobre o político, que foi umas das figuras mais importantes do País, para o mal, digo. Maluf merece ser punido; mesmo assim, não me incluo entre os que se divertem por vê-lo preso.

Qual a diferença de Maluf hoje, com 86 anos e doente, estar atrás das grades ou em prisão domiciliar? Um coisa é reivindicar justiça; outra – bem diferente – é humilhar quem está sem condições de se defender, mesmo tendo cometido ignomínias em sua vida.

Alguns dos que faturam hoje em cima da desgraça de Maluf – uma carta fora do baralho político – o incensavam ontem, quando ele era um poderoso personagem da política brasileira: inclui-se neste rol certa emissora de TV. Uma folha de S. Paulo cometeu a indignidade de informar que o deputado está usando fraldas. Porém muitos dos que chutam o descaído Maluf continuam a fazer reverências a Aécio Neves, aquele que pediu adjutório de R$ 2 milhões a Joesley Batista. Afinal, o senador, apesar de ter cambaleado ao levar um tiro de garrucha, ainda está livre para continuar suas patranhas – e por isso mete medo.

Vejam a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal. Ela foi dura com Maluf. Confirmou a prisão dele, lembrando que o processo corria há mais de 11 anos, devido a medidas protelatórias dos advogados do réu. Mas teve comportamento diferente ao julgar o caso de Aécio Neves (PSDB), permitindo ao Senado definir se medidas cautelares poderiam ser aplicadas a ele. São casos diferentes, pode-se se alegar. Certo. Porém nem tanto. Depois dessa decisão “protelatória” da ministra, quanto tempo se vai esperar pelo julgamento de Aécio?

Quem sabe quando – e se – Aécio for condenado, os áulicos de hoje serão os valentes detratores de amanhã. A começar por aqueles que, sorrateiramente, já começam a apagar das redes sociais suas ligações com o senador mineiro.

*Plínio Bortolotti

plinio@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

MEC reajuste em 6,81% o piso salarial dos professores

O ministro da Educação, Mendonça Filho, assinou, nesta quinta-feira, 28, portaria com aumento de 6,81% para o piso salarial dos professores para 2018. O índice, anunciado pelo MEC, segundo a assessoria de imprensa da pasta, é 4,01% acima da inflação prevista para este ano, que é de 2,8%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), divulgado na última semana pelo Banco Central (BC). Com isso, o piso nacional do magistério tem um ganho real de 3,90% e um salário de R$ 2.455,35, para jornada de 40 horas semanais.

O reajuste anunciado segue os termos do art. 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que estabelece a atualização anual do piso nacional do magistério, sempre a partir de janeiro. “Isso é importante, pois estamos cumprindo a lei que determina esse reajuste”, finalizou Mendonça Filho.

O critério adotado para o reajuste, desde 2009, tem como referência o índice de crescimento do valor mínimo por aluno ao ano do Fundeb, que toma como base o último valor mínimo nacional por aluno (vigente no exercício que finda) em relação ao penúltimo exercício. No caso do reajuste deste ano, é considerado o crescimento do valor mínimo do Fundeb de 2016 em relação a 2015.

Contas públicas ficam negativas em novembro, diz BC

O setor público consolidado, formado pela União, os estados e municípios, registrou saldo negativo nas contas públicas em novembro, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (28) em Brasília. O déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 909 milhões. Apesar de não ter conseguido economizar para o pagamento de juros, esse foi o melhor resultado para o mês desde novembro de 2013, quando foi registrado superávit de R$ 29,745 bilhões. No mesmo mês de 2016, o resultado negativo foi bem maior: R$ 39,141 bilhões.

Em novembro deste ano, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou déficit primário de R$ 366 milhões. Os governos estaduais tiveram superávit primário de R$ 128 milhões, e os municipais, déficit de R$ 915 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram superávit primário de R$ 245 milhões no mês passado.

Nos 11 meses do ano, as contas públicas estão com saldo negativo de R$ 78,261 bilhões, contra R$ 85,053 bilhões no mesmo período de 2016. Em 12 meses encerrados em novembro, o déficit primário ficou em R$ 148,999 bilhões, o que corresponde a 2,29% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

A meta para o setor público consolidado é de um déficit de R$ 163,1 bilhões neste ano.

Os gastos com juros ficaram em R$ 29,129 bilhões em novembro, contra R$ 41,287 bilhões no mesmo mês de 2016. No acumulado do ano até novembro, essas despesas chegaram a R$ 367,507 bilhões. Em 12 meses encerrados em novembro, os gastos com juros somaram R$ 402,006 bilhões, o que corresponde a 6,17% do PIB.

O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados dos juros, atingiu R$ 30,038 bilhões no mês passado ante R$ 80,428 bilhões de novembro de 2016. Nos 11 meses deste ano, o déficit chegou a R$ 445,768 bilhões. Em 12 meses encerrados em novembro, o déficit nominal ficou em R$ 551,005 bilhões, o que corresponde a 8,45% do PIB.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,333 trilhões em novembro, o que corresponde a 51,1% do PIB, com aumento de 0,4 ponto percentual em relação a outubro.

A dívida bruta – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 4,852 trilhões ou 74,4% do PIB, estável em relação ao mês anterior.

(Agência Brasil)

Indulto de Natal de Temer não beneficia atingidos pela Lava Jato

 

Michel Temer.

Apesar das críticas dos procuradores da Lava Jato ao decreto presidencial que afrouxou as regras para o indulto, nenhum atingido pela operação tem condições de ser beneficiado.

Dos 36 condenados por corrupção passiva em Curitiba (PR), 15 estão presos. Todos ainda recorrem de suas sentenças, informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quinta-feira.

(Foto – Folhapress)

Uece quer apoio para ampliar ensino à distância no Ceará

O reitor da Universidade Estadual do Ceará, Jackson Sampaio, recebeu, em seu gabinete, o deputado federal Danilo Forte (DEM). Com ele, discutiu o projeto de construção da sede dos cursos de ensino à distância a ser instalado no campus do Itaperi, em Fortaleza, adequando a Uece ao Programa Universidade Aberta Brasil (UAB).

“A atuação do deputado Danilo pode colaborar para a articulação e integração experimental do sistema nacional de educação superior à distância”, diz o reitor. Hoje a Uece conta com 26 mil alunos em todo Estado com 35 polos de apoio presencial da UAB.

Segundo a coordenadora-ajunta da Secretaria de Apoio às Tecnologias Educacionais (SATE), Eloísa Maia Vidal, o projeto é aguardado há anos e, implantado, deverá “potencializará a capacidade de formação, pesquisa e produção de conhecimento da Uece”.

Danilo Forte prometeu articular junto ao governo federal para viabilizar financeiramente o projeto. Ele vai  apresentar a iniciativa ao Ministério da Educação no início de 2018.

(Foto – Divulgação)

Prefeituras recebem último repasse do FPM

Vai entrar na conta das Prefeituras brasileiras, nesta quinta-feira, o último repasse do ano do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Será de R$ 2,3 bilhões – valor com a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Este valor refere-se ao 3º decêndio do mês de dezembro.

De acordo coma área de Estudos Técnicos da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o  3º decêndio de dezembro de 2017, comparado ao mesmo período em 2016, teve um crescimento de 15,05% em termos nominais – sem considerar os efeitos da inflação. A soma dos três decêndios apresentou um aumento de 3,58%, em comparação com o ano anterior.

Já em valores reais – quando se leva em consideração a inflação – o repasse do 3º decêndio em relação ao mesmo decêndio de 2016 apresentou um aumento de 12,25%. O acumulado dos três decêndios desse mês apontou crescimento de 1,06%, em relação ao ano anterior.

SERVIÇO

*Confira os valores por Município aqui.

Atendimento bancário é só nesta quinta-feira

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra: esta quinta-feira (28/12) é o último dia do ano para atendimento ao público, com expediente normal para a realização de todas as operações bancárias solicitadas pelos clientes. Já neste dia 29 de dezembro (sexta-feira), as instituições financeiras não abrirão.

A Febraban adianta que as contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo), bem como os carnês que estiverem com vencimento nas datas em que as agências estiverem fechadas, poderão ser pagos no primeiro dia útil seguinte aos feriados (26/12/2017 e 02/01/2018), sem a incidência de multa por atraso.

Vale lembrar que os tributos já vêm com data ajustada em relação ao calendário de feriados (federais estaduais e municipais).