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CNI diz que PIB deve encerrar o ano com crescimento de 0,7%

EDUCA«√O PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL – INDUSTRIA DE CAL«ADOS VULCABRAS., 30NE0144, 30/11/2015, NEGOCIOS, JOSE LEOMAR,

Com a recessão tecnicamente superada, após dois trimestres seguidos de crescimento, a economia brasileira apresenta sinais mais consistentes de recuperação, disse hoje (10), em Brasília, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), no Informe Conjuntural, divulgado na internet.

Assim, impulsionado pela alta no consumo e pela forte queda na inflação, a expectativa da CNI é que Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, encerrará 2017 com crescimento de 0,7%. A previsão anterior, divulgada em junho, era de crescimento de 0,3%.

A indústria crescerá 0,8%, o primeiro resultado positivo desde 2013. A estimativa anterior era 0,5% de expansão para este ano.

“As estimativas foram revisadas para cima, diante do conjunto mais robusto de dados positivos na economia e de avanços na agenda de reformas – como a atualização das leis do trabalho e o anúncio de nova rodada de privatizações e concessões”, disse a CNI, em nota.

Além disso, a forte queda na taxa de inflação amplia a renda disponível e ajuda a recuperar o consumo, efeito já sentido no comércio, afirmou a CNI. “Na indústria, a gradual recuperação do consumo das famílias criará condições para o aumento da produção de forma mais disseminada”, explicou o relatório.

No entanto, a expansão da atividade econômica ainda não será sentida por toda indústria. A alta de 0,8% no PIB industrial será liderada pelo crescimento de 7,2% na indústria extrativa e de 1,4% na indústria de transformação. A indústria de construção, por sua vez, deve cair 2,3% em 2017.

A CNI avalia ainda que, apesar de a crise ter ficado para trás, ainda permanecem dúvidas quanto a intensidade e  duração da retomada do crescimento. Para a confederação, a principal fonte de incertezas permanece com a questão fiscal e a agenda de reequilíbrio das contas públicas.

“O processo de ajuste fiscal caminha em ritmo lento. A revisão recente das metas fiscais para este ano e o próximo é um sinal de alerta”, aponta o Informe Conjuntural. “A reforma da Previdência, principal item da agenda fiscal, é essencial e urgente”, acrescenta.

Inflação e juros

Para a CNI, o Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2017 em 3,1%. Assim, o indicador chegará ao fim do ano 1,4 ponto abaixo do centro da meta de 4,5% estabelecida para este ano. O processo de desinflação tem ocorrido, sobretudo, pelo comportamento dos preços de alimentos, que subiram abaixo do usual por conta da safra recorde, explicou a CNI.

A expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2017, é 7% ao ano. Atualmente, a taxa está em 8,25% ao ano.

Balança comercial

O saldo comercial ficará em US$ 64 bilhões em 2017, resultado do crescimento de 16,1% nas exportações (US$ 215 bilhões) e de 9,8% nas importações (US$ 151 bilhões). A taxa de câmbio deve ficar encerrar o ano em torno de R$ 3,20.

Contas públicas e emprego

O déficit primário do governo federal e suas estatais será de R$ 159 bilhões, equivalente a 2,4% do PIB, e dentro do novo limite de R$ 162 bilhões fixado para 2017 (R$ 159 bilhões para o governo federal e R$ 3 bilhões para as estatais federais), revisto em agosto pelo governo federal.

A projeção da CNI para a taxa de desemprego no fim de 2017 foi revisada de 13,5% para 12,9%.

(Agência Brasil)

Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos reprova “Escola sem Partido”

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos do Ceará divulgou nota se posicionando oficialmente sobre o projeto de lei “Escola sem Partido”, em tramitação na Câmara Municipal de Baturité. A nota recomenda a reprovação da matéria pelos vereadores desse município.

No documento, o Conselho destaca que o projeto, apresentado pelos vereadores Josivan dos Santos – “Bambam” (PR) e Vagné Nascimento (PRP), tem caráter elitista, conservador, excludente e é inconstitucional, pois não toma em conta a liberdade de expressão.

Também desconhece o professor como sujeito político, mediador do conhecimento e a escola como um espaço democrático e plural.

Ministério da Saúde libera R$ 33 milhões para ampliar atendimento do Samu

O Ministério da Saúde liberou hoje (10) R$ 33 milhões para ampliar e qualificar o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em 155 municípios do país. Os recursos anuais serão destinados a novos serviços habilitados, que ainda não recebiam custeio federal, e serviços que já contam com verbas federais.

Ao todo, vão receber os recursos 148 ambulâncias, oito motolâncias, dois aeromédicos, uma ambulancha e sete centrais de regulação.

O anúncio foi feito em Brasília pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, que destacou que a habilitação de outros 85 serviços está em andamento no ministério. “São serviços que estão sendo implantados pelos municípios e que também passarão a ter financiamento. Antes, os municípios tinham tudo pronto e não recebiam porque não havia disponibilidade orçamentária, ficamos anos com os serviços funcionando sem dinheiro do governo federal”, disse, contando que muitos recursos estão sendo deslocados da economia de R$ 4 bilhões feita pelo ministério.

O Samu funciona 24 horas por dia para socorrer rapidamente pacientes com necessidade de serem levados a unidades que prestam serviços de urgência e emergência. O acionamento do Samu é feito por uma central de regulação, por meio do número 192.

Renovação da frota

Na última semana, o governo federal entregou 225 novas ambulâncias para renovar a frota do Samu em todo o país; 340 veículos já haviam sido entregues no início do ano. A meta do Ministério da Saúde é renovar 57% da frota, entregando 2.249 ambulâncias para ampliação e renovação até 2018. Além das que foram disponibilizadas este ano, mais 1,5 mil já estão sendo licitadas.

Atualmente, o Samu atende em 3.514 municípios, cobrindo 81,8% da população brasileira. O governo federal investe R$ 1,1 bilhão no serviço, anualmente.

Nos próximos meses, 402 ambulâncias serão entregues para 134 municípios que ainda não possuem o Samu. Segundo o Ministério da Saúde, com a expansão, a cobertura da população chegará a 84,1%, ou seja, 173 milhões de pessoas em todo o país.

O governo federal é responsável por 50% dos recursos para o Samu; o restante é dividido entre estados e municípios.

(Agência Brasil)

“Cine Holliúdy” vai virar seriado na Globo

A comédia brasileira “Cine Holliúdy” entrará em produção na TV Globo para virar um seriado de televisão. A notícia foi dada na coluna da jornalista Patrícia Kogut, do Jornal O Globo. Segundo a coluna, as gravações para o seriado irão começar em novembro, com cenas gravadas em São Paulo. Halder Gomes, diretor do longa para o cinema, e Patrícia Pedrosa assumem a direção da produção, que ainda não tem data de estreia definida. A princípio, haviam sido encomendados cinco episódios, que, mais tarde, foram dobrados e, agora, a série segue com previsão para ganhar dez episódios.
O ator Edmilson Filho estará no elenco da série.  O cearense protagonizou o primeiro filme e está no elenco do segundo longa da franquia. Segundo Kogut, Matheus Nachtergaele, Heloisa Périssé e Leticia Colin, que recentemente protagonizou a novela “Novo Mundo”, integram o elenco  principal do seriado. Nachtergaele dará vida a um prefeito casado com Heloísa, enquanto Leticia será a filha do casal.
 
Filme
O primeiro “Cine Holliúdy”, lançado em 2013, teve no elenco Edmilson Filho,  Miriam Feeland e Roberto Bomtempo.  A comédia teve cenas gravadas no interior do Ceará e é ambientada na década de 1970. A narrativa conta, de forma bem-humorada, a popularização da TV, que atrapalha a indústria do cinema amador surgido no Interior. É aí que Francisgleydisson, interpretado por Edmilson, entra em ação. Ele é o proprietário do Cine Holliúdy, um pequeno cinema da cidade que terá a difícil missão de se manter vivo como opção de entretenimento.
A produção acumulou um grande feito e se tornou a 10ª maior bilheteria do Brasil em sua semana de estreia, mesmo sendo exibida somente em nove cópias e em algumas cidades nordestinas. A boa repercussão garantiu uma sequência, com previsão de lançamento para 2018, além  de outro filme, o longa “O Shaolin do Sertão”, lançado em 2016, com a presença de Edmilson no elenco e direção assinada por Halder Gomes.
(Com O POVO Online/Foto – Divulgação)

Por um basta à concentração de renda no País

Com o título”É impossível haver justiça no Brasil sem haver redução da desigualdade”, eis artigo do presidente do Conselho Regional de Economia, Lauro Chaves Neto, que saiu no O POVO desta terça-feira. Ele diz que houve redução da pobreza, baseado em números do IBGE. Confira: 

O Brasil de hoje é muito diferente daquele de duas ou três décadas atrás; desde lá, houve uma forte e saudável redução da pobreza. Pode-se dizer que, na nossa história recente, passamos por três grandes ciclos de queda no número de brasileiros em situação de pobreza: o primeiro ocorreu com a transição democrática/Plano Cruzado; o segundo, com a estabilidade econômica pós-Plano Real de FHC e o terceiro, com as políticas inclusivas de Lula.

Surge uma polêmica se houve ou não redução da desigualdade concomitantemente com a redução da pobreza no Brasil. Os dados do IBGE mostram que, sim, no Brasil pós-real, a parcela da renda apropriada pelos 10% mais ricos havia passado de 46% para 41%, a dos 50% mais pobres crescera de 14% para 18%, e a da classe média de 40% para 41%. O estrato dos 1% brasileiros mais ricos possui 28% da renda nacional, em comparação com 20% nos EUA e 11% na França.

A redução da pobreza simultaneamente com a da desigualdade era atribuída principalmente à estabilidade, à elevação real do salário mínimo com FHC, Lula e Dilma, e ao aumento da escolaridade da força de trabalho. Porém, essa redução da desigualdade, que já era questionada anteriormente, com a liberação de uma base de dados da Receita Federal e mais recentemente com a divulgação de pesquisa da Escola de Economia de Paris, sob a orientação de Thomas Piketty, autor de “O Capital do Século XXI”, recebeu um grande reforço.

Esses dados mostram que a desigualdade no Brasil é muito maior do que se imaginava, com gigantesca concentração de renda no topo da pirâmide social. Os 10% mais ricos possuem 55% da renda nacional, enquanto os 50% mais pobres apenas 12%; e a classe média, 32%. A renda aumentou nos dois extremos da sociedade. Houve redução na desigualdade no mercado de trabalho, porém ela foi compensada com um crescimento mais que proporcional no ganho de capital dos ricos.

É salutar que o combate à pobreza, principalmente à pobreza extrema, seja uma das prioridades das políticas públicas, mas só teremos um país justo com a redução do abismo das desigualdades hoje existentes. E não tem como fazer isso sem tratar da concentração de renda no topo da sociedade.

*Lauro Chaves Neto

lchavesneto@uol.com.br
Presidente do Conselho Regional de Economia, consultor, professor da Uece e doutor em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona.

Caso Aécio – Marco Aurélio critica colega Luiz Roberto Barroso: “Criou essa celeuma”

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O plenário do Supremo Tribunal Federal deve decidir nesta quarta-feira se determinadas punições a parlamentares necessitam ou não de chancela do Legislativo para serem aplicadas. O pano de fundo da polêmica tem a imagem de Aécio Neves, afastado do mandato e impedido de sair de casa à noite por determinação da 1ª turma do STF, informa a Veja.

O ministro Marco Aurélio Mello, que votou contra a sanção ao tucano, tem um palpite sobre o resultado do julgamento e uma crítica dura a um ministro do tribunal. Para ele, a crise institucional entre Senado e Supremo, criada a partir da decisão do STF, está no colo de Luís Roberto Barroso, que incluiu em seu voto a sugestão de recolhimento noturno para Aécio. O Ministério Público Federal havia pedido a prisão do senador.

Mas como não havia flagrante, Barroso recorreu ao trecho da legislação que fala em “medidas cautelares diversas” para defender a restrição de liberdade parcial. Ele foi acompanhado por Rosa Weber e Luiz Fux. Além de Marco Aurélio, Alexandre de Moraes se posicionou contrariamente.

Marco Aurélio definiu assim o voto divergente do colega: “O que criou essa celeuma foi o aditamento de ofício feito pelo ministro Luís Roberto Barroso. Nem o Ministério Público pediu isso, o recolhimento noturno”. Pesado.

Ele acredita que o plenário vai autorizar a aplicação de medidas restritivas, desde que sejam avalizadas pelo Congresso. É tudo o que Aécio deseja. Na avaliação de Marco Aurélio, com isso, o STF buscará uma alternativa política para o impasse.

O ministro prevê que o plenário não vai derrubar por completo o entendimento da 1ª turma para, nas palavras do ministro, não deixar “tão mal mal na fotografia” os integrantes da corte que já se manifestaram a favor do recolhimento noturno (Fux, Barroso, Rosa e Edson Fachin). “Trata-se de uma saída honrosa não só para o Supremo, como também para o Senado”, finalizou, sem meias palavras.

Livro de Sri Prem Baba ganha nova versão

O livro Amar e Ser Livre – As Bases Para Uma Nova Sociedade, do mestre espiritual Sri Prem Baba, chega nesta semana em uma nova edição às livrarias. Com projeto gráfico da HarperCollins Brasil e edição da Editora Dummar, a obra fala do poder dos relacionamentos saudáveis para melhorar o mundo. A nova edição tem como novidade o design da capa, que remete ao festival indiano Holi, uma celebração às cores.

“A ideia era fazer o link com o conceito da Índia. Como Prem Baba fica seis meses no Brasil e seis meses na Índia, então tem essa ligação, ele faz a ponte entre o Ocidente e o Oriente, e essa capa representa isso. Ela traduz essa ligação que ele tem com a Índia”, explica Regina Ribeiro, editora executiva da Editora Dummar.

Além de falar do poder das relações, o livro ainda aborda os desafios do ser humano em encontrar um caminho para viver e se relacionar de forma mais leve, plena e feliz. Em 2015, ano de sua primeira edição, a obra figurou entre os livros mais vendidos do País.

Sri Prem Baba é mestre da ancestral linhagem indiana Sachcha, e autor de outros livros como Propósito – A coragem de ser quem somos, Flor do dia – Mensagens de amor e autoconhecimento e Transformando o sofrimento em alegria. De acordo com o material de divulgação, com Amar e ser livre o mestre busca ressignificar o conceito de casamento e o da família. Além disso, o autor sugere uma reflexão interna tanto na vida pessoal quanto na ordem universal.

“Precisamos urgentemente plantar novas sementes, sementes de confiança, união e amor verdadeiro (…) os relacionamentos em geral são fundamentais, mas o relacionamento afetivo-sexual é o viveiro em que brotarão as flores e os frutos de uma nova realidade — esse é o núcleo principal”, explica Prem Baba.

SERVIÇO

HarperCollins Brasil e Editora Dummar

176 páginas

Quanto: R$ 24,90.

(Foto – Arquivo)

(O POVO)

FMI melhora prognósticos de crescimento da economia brasileira para 2017 e 2018

O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou, nesta terça-feira, seus prognósticos de crescimento do PIB do Brasil para 0,7% neste ano e 1,5% para 2018. A informação é da agência EFE.

As novas previsões do FMI representam, respectivamente, alta de 0,4 ponto porcentual e 0,2 ponto porcentual acima do estimado em julho, graças ao impulso da despesa dos consumidores e a safra agrícola recorde.

“No Brasil, um potente comportamento das exportações e um menor ritmo de contração na demanda interna permitiu à economia voltar ao crescimento positivo no primeiro trimestre de 2017, após oito trimestres consecutivos de queda”, indicou a instituição em seu relatório de Perspectivas Econômicas Globais apresentado nesta terça-feira.

A instituição também mencionou o saque das contas inativas como fator para a revisão da expectativa para este ano.

Produção industrial registra queda em 6 dos 14 locais pesquisados. Ceará apresenta incremento

A queda de 0,8% na produção industrial brasileira em agosto, em relação a julho, na série livre de influências sazonais, reflete retrações em apenas seis dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados constam da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados hoje (10), no Rio de Janeiro. Eles indicam que a queda mais intensa se deu em São Paulo, o maior parque fabril do país, onde a indústria recuou entre julho e agosto 1,4%, mesmo percentual do recuo do Rio Grande do Sul.

Já os estados cujas taxas negativas ficaram abaixo da média nacional de -0,8% foram Minas Gerais e Pará, onde a retração industrial foi de 0,7% para ambas as regiões; Paraná (-0,4%) e Ceará (-0,1%). Em Santa Catarina a produção ficou estável (0,0%).

Na outra ponta, as regiões com as maiores altas entre as 14 com resultados positivos foram o Espírito Santo (7,5%) e a Bahia (4,9%). No Amazonas, a alta foi de 3,2%, Rio de Janeiro (2,4%), Pernambuco (1,8%), Região Nordeste (0,4%) e Goiás (0,1%)

Em relação ao crescimento de 4% na produção industrial, na comparação com igual mês do ano passado, ele reflete resultados positivos em 13 dos 15 locais pesquisados, com a expansão mais intensa sendo registrada no Mato Grosso, onde a indústria cresceu 15,8% em agosto último.

Naquela região, a expansão foi impulsionada pelo avanço no setor de produtos alimentícios (carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja e óleo de soja em bruto).

Pará (9,3%), Paraná (8,8%), Espírito Santo (7,8%), São Paulo (6,6%), Amazonas (5,3%), Santa Catarina (5%), Ceará (4,6%) e Bahia (4,6%) também anotaram taxas positivas mais acentuadas do que a média nacional de 4%. Goiás (2,3%), Região Nordeste (1,7%), Minas Gerais (1,5%) e Pernambuco (0,3%) completaram o conjunto de locais com alta na produção em agosto.

Ao avaliar o resultado das duas regiões onde a indústria fechou negativamente (Rio Grande do Sul, com -2% e Rio de Janeiro, -1,8%), o IBGE atribuiu a queda, em grande parte, à pressão negativa vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, celulose, papel e produtos de papel, produtos alimentícios e máquinas e equipamentos – no caso do Rio Grande do Sul – e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e indústrias extrativas, no Rio de Janeiro.

Acumulado no ano

Quanto ao crescimento acumulado de 1,5% ao longo dos primeiros oito meses do ano (janeiro-agosto) o resultado reflete expansão também em 13 dos 15 locais pesquisados, com destaque para os avanços mais acentuados assinalados por Pará (8,6%), Paraná (4,6%), Espírito Santo (3,7%) e Santa Catarina (3,7%).

Com resultados positivos acima da média nacional de 1,5% aparecem ainda Minas Gerais (2%), Amazonas (1,9%) e Rio de Janeiro (1,8%). Em São Paulo e Goiás, o resultado foi o mesmo (1,5%) da alta nacional; enquanto o Ceará (1,4%), Mato Grosso (1,2%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Pernambuco (0,3%) completaram o conjunto dos 13 locais com resultados positivos no fechamento dos oito meses do ano, embora inferior à média nacional.

A Bahia (-3,9%) apontou o recuo mais elevado no índice acumulado no ano, pressionado pelo comportamento negativo vindo dos setores de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, naftas para petroquímica e óleos combustíveis). A Região Nordeste, com queda de 1%, também mostrou taxa negativa no indicador acumulado de janeiro-agosto de 2017.

(Agência Brasil)

PF incrimina Wesley Batista por lucro indevido da JBS no mercado de câmbio

Da Coluna Painel, da Folha de S. Paulo desta terça-feira:

A Polícia Federal apresenta nesta terça-feira (10) o relatório final sobre a suspeita de que Wesley e Joesley Batista cometeram crime de insider trading ao obter lucro no mercado após a divulgação da delação da J&F. A peça tem mais de 100 páginas e reafirma a posição de Wesley como o mandante das negociações de câmbio. A PF diz que Joesley, à época chefe da FB Participações, controladora da JBS, operou em outras frentes. Ele não será incriminado pela compra de dólares.

A PF elaborou um cronograma sobre as ações dos Batistas antes e depois de eles fecharem o acordo com a PGR. O relatório virá um dia depois de a Justiça negar o pedido de liberdade de Joesley e Wesley em troca do depósito de uma caução no valor que teria sido obtido ilegalmente.

A corporação refuta a tese da defesa de que não houve crime e de que os Batistas já lucraram valores muito mais altos anteriormente. Dirá que a diferença crucial é que, desta vez, eles tinham informação privilegiada sobre a delação.

Turismo religioso vira bênção para agências de viagem

Este grupo é formado por fiéis de várias paróquias de Fortaleza.

Uma verdadeira romaria de grupos católicos do Ceará registra, desde o último fim de semana, o Aeroporto Internacional Pinto Martins. São fieis que seguem em busca das bênçãos de Nossa Senhora em Aparecida, interior de São Paulo.

As agências de viagem informam que o turismo religioso, principalmente nesta semana em que o País comemora sua padroeira – Nossa Senhora Aparecida, entrou como importante reforço no bloco dos pacotes turísticos comercializados por conta do feriadão.

São várias paróquias de Fortaleza unidas em pacotes de cristãos que incluem Aparecida e também a sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista.

(Foto – Paulo MOska)

Lula diz que está “lascado”, mas espera desculpas de Moro

Condenado a 9 anos e 6 meses de prisão em primeira instância, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (9) que está “lascado”, mas afirmou esperar “desculpas” do juiz federal Sérgio Moro. Em um ato em defesa das universidades públicas, em Brasília, Lula subiu o tom contra a Lava Jato e desafiou seus acusadores a ver o que acontecerá no País se o impedirem de ser candidato ao Palácio do Planalto em 2018. A informação é da Veja.

“Eu sei que eu estou lascado. Todo dia tem um processo. Não quero nem que o Moro me absolva, só quero que peça desculpas”, declarou o ex-presidente. Muito aplaudido pela plateia, que o chamava de “guerreiro do povo brasileiro”, Lula prosseguiu em sua ofensiva. “Eles agem todo santo dia para me tirar da disputa. Obviamente que eles podem. Juntam meia dúzia de juiz e votam. Não me deixam ser candidato e pronto. Se eles acham que, me tirando da disputa, está resolvido o problema deles, façam e vamos ver o que acontece no País. Se acham que não vou ter força para ser cabo eleitoral, testem.”

Em quase quarenta minutos de discurso, Lula ressuscitou a narrativa do “nós contra eles”, afirmou não poder mais aceitar tantas “mentiras” e disse não ter medo da Lava Jato. Argumentou ainda que, se o objetivo da Lava Jato é não deixá-lo ser candidato, os investigadores não deveriam deixar “o povo sofrer” por causa disso. Apesar de condenado no caso do tríplex do Guarujá (SP) e também ser réu em outras seis ações penais, o ex-presidente lidera todas as pesquisas de intenção de voto.

Acompanhado do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad – que já chegou a ser apontado como plano B do PT na eleição de 2018 -, Lula provocou o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e disse que os petistas devem fazer o oposto do que ele faz. “Se o Bolsonaro agrada ao mercado, nós do PT temos de desagradar ao mercado”, insistiu o ex-presidente. Pré-candidato à Presidência, Bolsonaro está em segundo lugar nas pesquisas, empatado com a ex-senadora Marina Silva (Rede).

Camilo e Roberto Cláudio entram na luta por núcleo do IME em Fortaleza

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Da Coluna Vertical, do O POVO desta terça-feira:

O diretor do Departamento de Logística do Exército Brasileiro, general-de-exército Guilherme Teóphilo, participará amanhã, às 15 horas, no Palácio da Abolição, de reunião sobre a implantação de um núcleo do Instituto Militar de Engenharia (IME) na Capital cearense.

No encontro, vão estar o governador Camilo Santana (PT), o prefeito Roberto Cláudio (PDT) e o reitor da UFC, Henry Campos. A assessoria técnica do Exército também estará presente à reunião. Em discussão, a modelagem da instalação de uma sede do IME, que seria, no caso, a primeira fora do Rio.

Em tempos de siderurgia, biotecnologia (futura Fiocruz) e novos investimentos em energias alternativas, será estratégico contar com um centro de excelência internacional na formação de engenheiros como o IME.

CPMI da JBS vai ouvir ex-diretor do BNDES e ex-presidente da Caixa

Parlamentares da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar possíveis irregularidades do grupo J&F e da JBS ouvem nesta terça-feira (10) mais dois depoimentos. Responderão a perguntas o ex-diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Cláudio Rego Aranha, e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Maria Fernanda Ramos Coelho.

Esta será a sétima reunião do colegiado. Nas últimas semanas, os deputados e senadores promoveram oitivas e aprovaram requerimentos para a quebra de sigilos, compartilhamento de informações sobre o BNDES e a J&F e a convocação de dezenas de pessoas supostamente envolvidas.

José Cláudio Aranha, que foi chefe do Departamento da Área de Mercado de Capitais do banco, responderá aos questionamentos sob a condição de convocado. Já a ex-presidente da Caixa foi apenas convidada, conforme aprovação que consta nos documentos da CPMI. Até o momento, ambos comfirmaram presença.

Inquérito

Os parlamentares averiguam se houve pagamento de propina a agentes públicos que facilitaram operações da empresa JBS com o BNDES, além de possíveis ingerências na Caixa, no Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) e em fundos de pensão de empresas públicas.

Na semana passada, foi aprovado requerimento para que o ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinícius Marques de Carvalho, também seja ouvido. No pedido, os parlamentares argumentam a necessidade de investigar a existência de interferências do Cade em contratos e aquisições do grupo JBS no Brasil e no exterior.

Acusado pelo presidente da empresa, Joesley Batista, de atuar na cooptação do procurador do Ministério Público Federal, Angelo Goulart Villela, para que este agisse como infiltrado no MP, o advogado Willer Tomaz foi ouvido pelos parlamentares na última quarta-feira (4), mas em reunião que ocorreu a portas fechadas. Após adiar depoimento alegando problemas de saúde do pai, Angelo Goulart deve ser ouvido no próximo dia 17.

(Agência Brasil)

Tasso não quer disputar o governo, diz Beto Studart

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Tasso, Beto e Camilo em clima de evento na Fiec.

O presidente da Federação da Indústrias do Ceará (Fiec), Beto Studart, não acredita na hipótese de que o senador Tasso Jereissati (PSDB) saia candidato a governador em 2018, possibilidade que O POVO mostrou ontem.

Beto, que reuniu boa parte da imprensa nessa segunda-feira, na Casa da Indústria, para falar sobre Fiec, informou que o senador já lhe disse, peremptoriamente, que não disputará o governo.