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Governo Temer tem 70% de reprovação, diz Datafolha

O presidente Michel Temer continua com a sua gestão em níveis rasteiras em se tratando de apoio popular. Pesquisa do Datafolha, divulgada nesta quarta-feira (31), mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do emedebista:

Ruim/péssimo: 70%
Regular: 22%
Ótimo/bom: 6%
Não sabe: 2%

O Datafolha fez 2.826 entrevistas entre 29 e 30 de janeiro, em 174 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa, segundo o Datafolha, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos percentuais, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

Na última pesquisa Datafolha sobre a aprovação do governo, realizada em novembro de 2017, 71% avaliaram como ruim/péssimo, 23% como regular, 5% como ótimo/bom e 1% não soube responder.

(Com Portal G1)

O Judiciário vira réu

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Com o título “o Judiciário vira réu”, eis artigo do jornalista Elio Gaspari, que está publicado no O POVO desta quarta-feira. Ele aborda esse penduricalho chamado auxílio-moradia, pagao para magistrados, procuradores e outros da área jurídica. Confira:

O juiz Marcelo Bretas resolveu passar de símbolo da faxina das roubalheiras do Rio de Janeiro a ícone dos penduricalhos do Judiciário. Contrariando uma resolução do Conselho Nacional de Justiça e respondendo a um questionamento da Ouvidoria da Justiça Federal, cobrou num tribunal o seu auxílio-moradia e o de sua mulher, também juíza.

Bretas sempre morou no Rio, e o casal obteve um penduricalho de R$ 8.600 mensais. Num cálculo grosseiro, para pagar uma quantia dessas à Viúva, uma pequena empresa que pague impostos pelo regime de lucro presumido precisa faturar R$ 5 mil por dia.

Bretas não é o único juiz ou promotor beneficiado pelo penduricalho. A desembargadora Marianna Fux, dona de dois apartamentos no Leblon, também recebe auxílio-moradia. Seu pai, o ministro Luiz Fux, reteve por três anos no Supremo Tribunal Federal o processo que contesta a legalidade do mimo classista.

Quando as repórteres Daniela Lima e Julia Chaib revelaram a bizarrice de Bretas, ele se explicou com a ironia dos poderosos: “Pois é, tenho esse ‘estranho’ hábito. Sempre que penso ter direito a algo eu vou à Justiça e peço. Talvez devesse ficar chorando num canto, ou pegar escondido ou à força.

Mas, como tenho medo de merecer algum castigo, peço na Justiça o meu direito.”

Pegar escondido ele não pega, mas se o doutor tem medo de castigo, não deve levar seu pleito ao balcão de uma lanchonete da rodoviária. Lá, trabalhadores que esperam pelo transporte teriam dificuldade para entender como juízes ou promotores, cujos salários iniciais estão em R$ 27.500 ou R$ 26.125, precisam de R$ 4.300 de auxílio-moradia para trabalhar na cidade em que sempre viveram. No caso de Bretas, ele deveria explicar como um casal precisa de mais R$ 4.300, morando na mesma casa.

Os penduricalhos transformaram-se numa ferida na cara do Judiciário, agravada pela má qualidade da argumentação dos doutores na defesa do mimo. Argumentam que outros servidores também recebem a prebenda. Dois erros nunca somaram um acerto. O juiz Roberto Veloso, presidente da guilda dos juízes federais, chegou a dizer que um magistrado não pode ter tranquilidade para trabalhar “se o advogado que está a seu lado está ganhando mais que ele”. Parolagem de má qualidade. Para recolher em impostos o que o casal Bretas recebe de auxílio-moradia (noves fora o salário), um advogado precisa faturar R$ 70 mil por mês. Além disso, juiz não fica sem clientes, mesmo sendo um mau servidor. Em São Paulo, um juiz condenado por extorsão está em regime semiaberto e em agosto recebeu R$ 52 mil pela sua aposentadoria.

A Lava Jato colocou o Judiciário no centro da política nacional. Transformado em agente da moralidade pública, esse poder está empesteado pela cobiça, pelo corporativismo e pela onipotência. Bretas decidiu simbolizar as três coisas.

Há poucos dias, o professor Conrado Hübner Mendes publicou um artigo intitulado “Na prática, ministros do STF agridem a democracia”. Uma joia de coragem, informação e lógica. Expôs baixarias, contradições e automistificações de ministros do Supremo. Sobraram poucos.

Sua amarga conclusão: “O tribunal foi capturado por ministros que superestimam sua capacidade de serem levados a sério e subestimam a fragilidade da corte.”

Elio Gaspari

opiniao@opovo.com.br

Jornalista

Temer: Até março a reforma da Previdência estará “liquidada”

O presidente Michel Temer, disse nesta quarta-feira (31), que acredita que a reforma da Previdência estará “liquidada” até o mês de março. A declaração foi dada em entrevista concedida pelo presidente na manhã de hoje à Rádio Metrópole, da Bahia. Ele tem participado de vários programas de televisão e rádio para divulgar a proposta do governo de mudar as regras de acesso à aposentadoria. O presidente acredita que tem melhorado a percepção popular sobre a reforma, e isso pode levar os parlamentares a aprovar a proposta que tramita na Câmara.

“Se o povo estiver convencido de que a reforma é importante, isso vai influenciar os nossos colegas parlamentares, que poderão votar a Previdência. Então, eu acho que vamos conseguir votar em fevereiro, e, portanto, até o mês de março teremos, penso eu, liquidado a questão da [reforma da] Previdência”, disse Temer.

A emenda constitucional que trata da reforma previdenciária aguarda análise do plenário da Câmara desde o ano passado, e pode ser votada pelos deputados a partir da segunda quinzena de fevereiro. A poucos dias do início do ano legislativo, lideranças da base governista ainda buscam apoio para a proposta, que precisa de, no mínimo, 308 votos em dois turnos, para ser aprovada.

Sobre a polêmica em torno da nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), como ministra do Trabalho, o presidente reafirmou que vai aguardar “serenamente” a decisão do Judiciário. Ele afirmou, no entanto, que espera que o Supremo autorize a posse da ministra, considerando que a escolha do comando de ministérios é uma prerrogativa constitucional da Presidência da República.

“Eu sou muito atento à divisão de competências. Se o Supremo, que tem a última palavra, disser que não pode, paciência, nós acolheremos essa matéria. Eu espero que não aconteça, mas, se acontecer, paciência”, disse.

(Agência Brasil)

Taxa de Desemprego no País fecha 2017 em 12,7%

A taxa de desemprego média de 2017 ficou em 12,7%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD Contínua), divulgados hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o maior índice da série histórica, iniciada em 2012. Em 2016, a taxa havia ficado em 11,5%.

Analisando-se apenas o último trimestre do ano, o nível ficou em 11,8%. A taxa do terceiro trimestre de 2017 havia ficado em 12,4%. Já a do último trimestre de 2016 havia sido de 12%.

O total de desocupados chegou a 13,2 milhões na média do ano, um aumento de 12,5% na comparação com a média do ano anterior (11,7 milhões). Já o total de ocupados ficou em 90,65 milhões, ou seja, 0,3% a mais do que em 2016 (90,38 milhões).

O rendimento médio mensal habitual de todos os trabalhos subiu 2,4%, passando de R$ 2.091 em 2016 para R$ 2.141 em 2017. Já massa de rendimento habitual cresceu 2,6%, ao passar de R$ 184,3 bilhões em 2016 para R$ 189,1 bilhões no ano passado.

Quarto trimestre

Analisando-se apenas o último trimestre do ano, a taxa ficou em 11,8%. O índice do terceiro trimestre de 2017 havia ficado em 12,4%. Já a taxa do último trimestre de 2016 havia sido de 12%.

A população desocupada no trimestre (12,3 milhões de pessoas) caiu 5% (menos 650 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior (13 milhões), mas se manteve estável em relação ao último trimestre de 2016.

A população ocupada (92,1 milhões) cresceu 0,9% em relação ao trimestre anterior (mais 811 mil pessoas) e 2% na comparação com o último trimestre de 2016.

Já o rendimento médio real habitual no trimestre (R$ 2.154) ficou estável em relação tanto ao terceiro trimestre de 2017 quanto ao último trimestre de 2016.

(Agência Brasil)

Tasso reafirma que não é candidato ao Governo

Em conversa sobre a sucessão estadual de 2018, o senador Tasso Jereissati (PSDB) reafirmou, ontem, que não será candidato ao Governo do Estado. O nome dele vinha sendo apontado como esperança pelo bloco de oposição para fazer frente à candidatura do governador Camilo Santana (PT).

“Não existe essa possibilidade. Evidentemente que nós estamos discutindo. O que está acontecendo hoje (referindo-se às chacinas nas Cajazeiras e na Cadeia Pública de Itapajé, nos últimos dias 27 e 29, respectivamente) mostra que mais do que nunca é preciso que tenhamos uma forte e unida candidatura de oposição e eu tô ajudando nesse trabalho”, afirmou Tasso.

As declarações do tucano foram dadas durante assinatura de pacto para formação de Distrito de Inovação em Saúde, em Porangabussu, na manhã de ontem. A resposta do senador veio após o deputado estadual Capitão Wagner (ainda no PR, mas de mudança para o Pros) anunciar que disputará vaga na Câmara Federal.

Wagner havia sido indicado pelo próprio Tasso para encabeçar a chapa na disputa majoritária. Contudo, o deputado declinou da candidatura diante do veto do senador à presença do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) no palanque da oposição. O deputado cearense disse que a base de sua militância é formada por apoiadores de Bolsonaro. Desde então, Wagner tem afirmado que deve se manter próximo do militar na disputa presidencial.

O veto de Tasso a Bolsonaro é o principal ponto de divergência entre as duas maiores lideranças da oposição no Ceará. “Não, o Bolsonaro eu não acho bom para o Brasil. Não acho que tenha uma proposta que seja saudável para o País nem no nível de ideias políticas, nem no nível de ideias de comportamento e nem ideias sobre a economia brasileira”, enfatizou o senador.

Descartadas as possibilidades de candidatura ao governo de Tasso e de Wagner, a indefinição na escolha de um nome da oposição que deve disputar o Palácio permanece. Contudo, de acordo com Tasso, o grupo chegará a um candidato forte para as eleições de 2018. “Estamos discutindo as ideias e vamos chegar aos nomes”, garantiu.

No último encontro do bloco de oposição no Ceará, realizado na sexta-feira, dia 26, as lideranças afirmaram que planejam encontro regional em Barbalha, a se realizar no início do mês de março. A intenção é anunciar uma chapa competitiva para o pleito estadual deste ano.

O grupo não descarta que o candidato seja um nome de fora do meio político. O empresário Geraldo Luciano é um das possibilidades cogitadas desde o ano passado.

(O POVO – Ana Ruth Ramires)

Pesquisa Datafolha – Guimarães diz que PT não vai abrir mão da candidatura de Lula

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O deputado federal José Nobre Guimarães (PT) comemora o resultado da pesquisa Datafolha sobre presidenciáveis divulgada nesta quarta-feira, pela Folha de São Paulo. Nela, Lula aparece com 37% de preferência e, num segundo turno da disputa, lidera com 49%. A pesquisa foi a primeira feita depois da condenação do ex-presidente pelo Tribunal Regional Federal-4º Região. O petista foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

“Isso é bom demais! É um sinal de que não vamos abrir mão da candidatura de Lula. A pesquisa mostra que o povo quer Lula candidato e somente o povo tem o direito de decidir se ele disputará ou não”, afirmou para o Blog o parlamentar.

Segundo Guimarães, a elite está tentando de tudo para barrar Lula, criando “sinecuras como recolher passaporte”, mas acabam expondo que “querem levar a democracia brasileira para o abismo e consolidar a instabilidade política”, acentuou.

“Será que alguém imagina governar o Brasil sem diálogo com o PT e com Lula?”, disse, em tom de desafio, José Guimarães, que está na cidade do Crato (Região do Cariri) participando de uma plenária petista na Associação Comercial.

(Foto – PT)

Luizianne Lins: Lula será candidato em qualquer situação. Até preso!

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“O Lula é candidato em qualquer situação. Até preso. Ele precisa ser eleito para revogar as maldades do Temer”, avisa a deputada federal Luizianne Lins, que integra a Executiva Nacional do PT.

A parlamentar garante ainda que não existe Plano B e assegura que os petistas intensificarão a campanha, através da criação de comitês em defesa da democracia e da aliança com os movimentos sociais.

“A defesa de Lula será feita na Justiça e nas ruas”, avisa a parlamentar, observando que o País não pode aceitar que o governo Temer aprofunde as desigualdades.

(Foto – Mateus Dantas)

Sem Lula, Bolsonaro lidera corrida presidencial, diz Datafolha

Quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é retirado dos cenários da pesquisa do Instituto Datafolha sobre intenção de voto na corrida presidencial, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) surge como líder absoluto. Nas quatro simulações desse tipo feitas nos dias 29 e 30 de janeiro, o parlamentar aparece com entre 18% e 20% da preferência do eleitorado. Em dezembro, Bolsonaro somava entre 21% e 22% nos cenários sem o petista. O levantamento foi divulgado na madrugada desta quarta-feira, 31, pela Folha de S.Paulo.

Na ausência de Lula, os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) aparecem na segunda colocação em dois cenários cada um. Ciro soma entre 10% e 13% das intenções de voto – em dezembro, tinha entre 12% e 13%. Já Marina foi testada apenas em dois cenários sem Lula, nos quais aparece com 13% e 16% – em dezembro, tinha 16% e 17%.

Nos três cenários em que é testado, Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 8% a 11% das intenções de voto. Luciano Huck (sem partido) tem 8% no cenário em que foi incluído. Alvaro Dias (Podemos) tem entre 5% e 6%. João Doria (PSDB) e Joaquim Barbosa (sem partido) foram incluídos em apenas uma simulação cada, na qual aparecem com 5% dos votos.

O ex-ministro e ex-governador Jaques Wagner (PT-BA), eventual substituto de Lula na corrida presidencial, caso o ex-presidente fique inelegível, aparece com 2% dos votos em dois cenários.

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro perde para Marina (42% a 32%) e empata tecnicamente com Alckmin (35% a 33%).

Meirelles diz acreditar na aprovação da reforma da Previdência

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (30), no evento Latin America Investiment Conference, na capital paulista, que acredita na aprovação da reforma da Previdência no próximo mês. “Estamos todos trabalhando e vamos, de fato, ter muita confiança de que há uma necessidade [da reforma], o Brasil precisa disso, estamos chamando a atenção de todos para isso, e acreditamos que sim, será aprovada”, disse.

Meirelles justificou a necessidade da reforma dizendo que o atual regime da Previdência é injusto. “Está ficando cada dia mais claro é que o sistema atual de previdência no Brasil é um sistema injusto e que o que está sendo proposto, a nova Previdência, é um sistema que estabelece uma maior justiça, uma maior equidade entre todos”.

De acordo com o ministro, as pessoas que ganham menos – os 20% de menor renda da população – tendem a não conseguir ter carteira assinada durante os 35 anos exigidos pela Constituição e acabam se aposentando por idade. “Pode se aposentar antes para quem faz os 35 anos de contribuição, que tendem a ser pessoas de renda maior. Portanto, existe já uma questão de não equidade e o novo sistema é mais justo”, defendeu Meirelles.

Outra questão apresentada por ele é o problema fiscal. “Hoje, se nós olharmos os dados que foram divulgados há uma semana, 57% do total do Orçamento foi despesa da Previdência. É insustentável isso. O déficit da Previdência é maior do que o total de déficit público do governo. Portanto, é mandatório [aprovar a reforma] por quê? Porque isso está crescendo, quer dizer, de 57% vai para 80% em alguns anos e não vai haver dinheiro para educação, para saúde, para segurança, então isso é insustentável”, disse.

(Agência Brasil)

STJ nega pedido para evitar prisão de Lula após segunda instância

O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, negou hoje (30) habeas corpus preventivopara evitar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na decisão, Martins, que está no exercício da presidência do STJ, negou pedido feito pela defesa do ex-presidente para impedir a eventual execução provisória da condenação, após o último recurso que será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), sediado em Porto Alegre.

Ao negar o habeas corpus, o ministro entendeu que a decisão do TRF4 garantiu que Lula não será preso antes da apreciação do último recurso, e, dessa forma, não há urgência que justifique a concessão da medida cautelar.

“Por outro lado, também não há plausibilidade do direito invocado pelo impetrante, pois a possibilidade de execução provisória da pena encontra amparo na jurisprudência das Cortes Superiores”, decidiu o ministro.

A possibilidade de prisão para execução provisória da condenação do ex-presidente ocorre em função do entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que valida prisão de condenados pela segunda instância da Justiça, mesmo cabendo recurso aos tribunais superiores.

No habeas corpus preventivo, a defesa de Lula alegou que o entendimento do STF sobre a prisão após a segunda instância não é vinculante, ou seja, de aplicação obrigatória. Dessa forma, segundo os advogados, o TRF4 não poderia ter determinado a execução provisória da condenação, na decisão da semana passada.

“Se não é possível o cumprimento antecipado da pena a partir do acórdão que realiza simples menção aos julgados da Excelsa Corte [STF] que o autorizaram, que dirá da decisão que apenas faz referência a entendimento sumular do Tribunal Regional?”, questionou a defesa.

Em nota, a defesa de Lula informou que vai usar os meios jurídicos cabíveis para assegurar as garantias fundamentais do ex-presidente.

“A Constituição Federal assegura ao ex-presidente Lula a garantia da presunção de inocência e o direito de recorrer da condenação ilegítima que lhe foi imposta sem antecipação de cumprimento de pena. A defesa usará dos meios jurídicos cabíveis para fazer prevalecer as garantias fundamentais de Lula, que não pode ser privado de sua liberdade com base em uma condenação que lhe atribuiu a prática de ilícitos que ele jamais cometeu no âmbito de um processo marcado por flagrantes nulidades”, diz a nota.

(Agência Brasil)

Camilo busca apoio de Temer contra a violência no Estado. A PF apoiará contra facções

O governador Camilo Santana (PT) foi recebido em audiência, nesta tarde de terça-feira, em Brasília, pelo presidente Michel Temer. Com o petista, estavam o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), e o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Gladxyson Pontes.

De acordo com Camilo e o senador Eunício Oliveira, a audiência teve como objetivo principal a união de esforços entre os poderes e instituições para a execução de ações de combate a violência no estado.

O presidente Temer concordou com a iniciativa de somar esforços para atender as demandas apresentadas pelo Estado. Deve haver apoio financeiro.

Foi pedido apoio urgente e também “medidas a médio e longo prazo”, de acordo com Camilo. A priori, foi autorizada força-tarefa imediata da Polícia Federal para o Ceará, principalmente para trabalhar na área de inteligência.

(Foto e vídeo – Divulgação)

Projovem 2018 – Matrículas estão abertas até 28 de fevereiro

Os interessados em concluir o ensino fundamental e obter um certificado profissionalizante para se inserir no mercado de trabalho podem se inscrever no Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), criado pelo Ministério da Educação. No total, serão ofertadas 43 mil vagas na modalidade Urbano e outras 11 mil na Campo, por meio das secretarias de Educação estaduais e municipais. Os interessados devem se matricular, pela internet, até 28 de fevereiro. As aulas têm início previsto para março.

“Essa iniciativa do MEC beneficia jovens de 18 a 29 anos que saibam ler e escrever e dá a oportunidade para que eles terminem o ensino fundamental”, explica o coordenador-geral de Política Educacional para a Juventude do MEC, Bruno Alves de Jesus.

Coordenado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), o Projovem é um mecanismo de promoção da igualdade, por meio de uma estratégia de prevenção e combate à discriminação no ensino. Os cursos, com duração entre 18 e 24 meses –respectivamente nas modalidades Urbano e Campo –, buscam a educação fundamental e a qualificação profissional inicial.

Programa 

Aos estudantes e educadores dos programas, é fornecido todo o material didático-pedagógico específico, que destaca em sua fundamentação a consideração do estudante como sujeito de sua aprendizagem, respeitando suas vivências e experiências de vida e valorizando a cultura e os aspectos cotidianos. “Todo o material será fornecido e elaborado pelo MEC e o conteúdo tem uma dinâmica voltada para esses jovens e para essa juventude em suas várias faces”, reforça o coordenador-geral.

O programa oferece também sala de acolhimento para as crianças de até oito anos, filhos dos estudantes que não tem onde ficar no horário das aulas de seus pais.

Responsáveis por formar os educadores vinculados ao programa, os coordenadores locais e formadores terão acesso à formação inicial e continuada, ofertada pelo MEC, por meio da diretoria de Políticas para a Juventude, Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos. “Também temos uma preocupação com a formação inicial e continuada desses coordenadores locais e formadores”, finalizou Bruno Alves de Jesus.

As matrículas devem ser feitas no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). Para mais informações, os interessados devem procurar a secretaria de educação estadual ou municipal de sua localidade. Clique no site do Simec para fazer a matrícula e aqui para obter informações sobre os locais com matrículas abertas.

(Site do MEC)

Brasil fechou com 102 milhões de acessos à rede 4G em 2017

O Brasil fechou 2017 com 102 milhões de acessos à rede 4G, de acordo com o balanço apresentado hoje (19) pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), que representa as operadoras do setor. Os números mostram crescimento de 70% nos últimos 12 meses.

De acordo com a associação, as redes de quarta geração já estão em operação em 3.823 municípios, atendendo a 93% da população brasileira. “Segundo balanço de dezembro de 2017, 2.297 novos municípios receberam as redes de 4G, um crescimento de 150% no ano passado”, informou a entidade.

Rede 3G

Os dados divulgados nessa terça-feira mostram que a cobertura de 3G também apresentou expansão, alcançando 5.131 municípios em dezembro, onde moram 98,8% da população brasileira.

“Desde dezembro de 2016, 146 novos municípios receberam as redes de 3G. Ao todo, o número de acessos 3G chega a 83,7 milhões no país. A cobertura de 3G ultrapassa em muito a obrigação atual, que é de 3.917 municípios”, disse a Telebrasil.

(Agência Brasil)

Ibope diz que 44% da população é contra a reforma da Previdência

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, antecipou hoje (30) em uma rede social o resultado de pesquisa do Ibope que aponta que 44% dos entrevistados responderam ser contrários à reforma da Previdência. Segundo o ministro, pela primeira vez, menos da metade dos entrevistados se posicionou contra as mudanças nas regras da aposentadoria. A pedido da Presidência da República, a pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro em âmbito nacional.

“As pessoas estão se convencendo, cada vez mais, de que a reforma acabará com os privilégios de quem ganha muito e trabalha pouco, além de garantir investimentos em saúde e educação”, disse Moreira Franco em sua página no Twitter.

De acordo com o ministro, 63% dos entrevistados concordam que as regras previdenciárias devem ser as mesmas para servidores públicos e funcionários privados. “Ou seja: igualdade de direitos para todos. Seguimos em frente na luta contra privilégios, pelo bem do Brasil e dos brasileiros”.

Boa notícia! Pesquisa Ibope, concluída ontem (29), mostra pela primeira vez que menos da metade dos entrevistados (44%) se dizem contrários à reforma da Previdência proposta pelo presidente @MichelTemer.

A avaliação do ministro sobre a melhora da percepção da sociedade é compartilhada por outros integrantes da base governista e da equipe da Presidência. Nos últimos dias, o Palácio do Planalto tem intensificado a comunicação sobre a proposta de mudança na legislação da Previdência. Entre as estratégias, está a participação do presidente Michel Temer em programas populares de televisão e rádio. O objetivo é tirar dúvidas sobre a nova versão da proposta, diminuir as críticas e atrair mais apoio dos parlamentares em torno da reforma, que pode ser votada ainda no mês de fevereiro no plenário da Câmara dos Deputados.

A campanha deve ser reforçada a partir da próxima semana, quando os parlamentares voltam a Brasília para o início do ano legislativo do Congresso Nacional. A expectativa é que o relatório da emenda constitucional que trata da reforma comece a ser discutido no plenário da Câmara a partir do dia 5 de fevereiro.

Nesta terça-feira (30), o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, se reunirá com lideranças partidárias na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para reforçar as articulações políticas com os deputados.

(Agência Brasil)

Por uma América Latina sem tiranos

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Com o título “Novos caminhos para a América Latina”, eis artigo do deputado estadual Carlos Matos (PSDB). Ele aborda a Academia de Líderes Católicos. Confira:

A formação de líderes tem sido um desafio na América Latina. Nesse cenário, uma grande contribuição tem sido dada pela Academia de Líderes Católicos, mantida por quatro Universidades chilenas e que oferece um programa de formação com base na Doutrina Social da Igreja. Neste ano de 2018, o programa começou com o aprofundamento nos desafios inerentes à globalização e à identidade católica, em um contexto de tempos de crise, com objetivo de analisar e aprofundar tais desafios sob uma perspectiva teológica do passado ao presente, a partir da proposta de uma clara identidade cristã para um desenvolvimento humano integral.

Durante o encontro no Chile, pude perceber a impressionante capacidade do Papa Francisco de interpretar a realidade e propor caminhos seguros, humanos, e que nos garantam um futuro sustentável.

A Igreja, sendo perita em humanidade, nunca descuidou do desenvolvimento social e econômico do mundo e, em meio à crise de líderes e das ideologias, temos visto que se avolumam graves problemas, especialmente na América Latina.

É notório o esforço do Papa para integrar a América Latina como parte da economia mundial e dos destinos das grandes decisões no mundo, com a consciência de que vivemos uma mudança de época, onde as bases e os paradigmas da sociedade atual estão sendo transformados. Isso pode ser um perigo, mas também uma oportunidade, porque tendo sido rompida a promessa de mais humanidade, os valores cristãos que emanam do Evangelho de Cristo voltam como caminho seguro.

A América Latina, ferida por uma democracia não consolidada, ainda é vítima de tiranos, de políticos sem espírito público, de populismos, de nacionalismos e de uma excessiva ideologização, seja de direita ou de esquerda.

Formar uma classe dirigente comprometida com os valores humanos é um esforço que deve ser fundamental para dar futuro à América Latina. Para além da economia, esses líderes devem buscar fortemente o bem comum, do contrário seguirão com países de grandes desigualdades sociais e com o agravamento da insegurança, que encontra no narcotráfico um substituto do Estado, afrontando toda a sociedade.

*Carlos Matos

carlos.matos@al.ce.gov.br

Deputado estadual (PSDB).