Blog do Eliomar

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Sítio de Atibaia – Lula vai deixar prisão para prestar depoimento

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Nesta quarta-feira, 14, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) deixará, pela primeira vez, desde que foi preso no dia 7 de abril, a sala especial que ocupa na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá. A informação é do Estadão.

Lula vai ser ouvido em outra ação penal, a do sítio de Atibaia (SP), em que é réu pelos mesmos crimes – segundo a força-tarefa da Lava Jato, o ex-presidente teria sido contemplado com propina de R$ 1,02 milhão, parte desse valor supostamente repassado pela Odebrecht e OAS por meio de obras de reforma e melhorias na propriedade rural. O petista vai prestar depoimento no prédio da Justiça Federal em Curitiba.

Pela primeira vez, também, a Lava Jato não vai ter o mais emblemático duelo que já produziu, Lula e Sérgio Moro frente a frente. O magistrado vai pedir exoneração da carreira que segue há 22 anos para assumir, em janeiro, o superministério da Justiça e da Segurança Pública do governo Bolsonaro. Na prática, ele já se desligou da Lava Jato e da toga. Em duas audiências anteriores, Moro interrogou o petista, no caso do triplex do Guarujá e em um terceiro processo, o da compra de um apartamento em São Bernardo do Campo e de um terreno que, segundo a acusação do Ministério Público Federal, seria destinado ao Instituto Lula.

Nesta quarta, quem vai interrogar o ex-presidente será a juíza Gabriela Hardt, substituta da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, sucessora de Moro. Nos últimos dias, ela já tomou os depoimentos de outros réus da ação do sítio de Atibaia, como dos empreiteiros Marcelo e Emílio Odebrecht, delatores da Lava Jato.

Lideranças do PT e movimentos sociais vão acompanhar o novo depoimento do ex-presidente. O partido que Lula fundou nos anos 1980 afirma que ele é um ‘preso político’, após ser condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), por unanimidade.

(Foto – Agência Brasil)

El Niño em 57% de chances de atingir o Ceará em 2019, diz Funceme

No trimestre de março, abril e maio de 2019 as chances de ocorrência de El Niño são estimadas em 57%. Os meses compõem, junto a fevereiro, a quadra chuvosa, principal período de precipitações no Ceará. El Niño é comumente relacionado a períodos de seca no Estado. De 1950 até 2017, o fenômeno ocorreu no trimestre em questão em 15 dos anos: 11 foram de seca, três foram de neutralidade e apenas um foi chuvoso. Ou seja, 73% dos anos de El Niño implicaram em estiagem no Ceará.

Os dados, levantados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), foram repassados pelo meteorologista do órgão David Ferran. O El Niño, conforme explica Ferran, é caracterizado pelo aumento da temperatura das águas superficiais do Oceano Pacífico. “Não está dito que teremos El Niño nesses meses. Há também 41% de chances do Pacífico ficar neutro, e 2% de acontecer a La Niña (fenômeno favorável às chuvas cearenses). Mas, dado o cenário hoje, pode-se dizer que a chance de chuva na categoria abaixo da média é maior do que acima da média, em função de ter mais chance de ter El Niño”, detalha.

O meteorologista explica que as condições do Oceano Atlântico Tropical também têm interferência nas chuvas que molham o Estado na quadra específica. “Quanto mais quentes são as temperaturas do Atlântico Sul Tropical em relação ao Tropical Norte, mais chuvas. Entretanto, essas temperaturas se definem mais para o fim de janeiro, quando a Funceme divulga a previsão do período chuvoso de 2019”, adianta.

Os números, após seis anos de chuvas abaixo da média e de um 2018 com precipitações que não superaram as médias históricas, se juntam ao novo atraso, de pelo menos mais seis meses, na chegada das águas Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf) ao Ceará. Como O POVO noticiou ontem, o vazamento em um dique na última estação de bombeamento do Eixo Norte deverá fazer com que o fornecimento de água pelo São Francisco só chegue no fim o primeiro semestre de 2019.

De acordo com o Portal Hidrológico do Ceará, os reservatórios cearenses estão atualmente com 11,88% da capacidade. Ontem, 25,8% dos 155 açudes do Estado estavam secos (15) ou em volume morto (25) ? o que acontece quando só com bombas flutuantes é possível captar os metros cúbicos do que resta de água.

O Castanhão está com 5,2% de seu volume. O açude, o maior do Estado, começou a quadra chuvosa com 2,26% de seu volume e chegou a 8,7%, em maio ? quando recomeçou a reduzir.

As bacias hidrográficas do Coreaú (67,22%) e do Litoral (62,25%) são as em melhores condições. Já as de Sertões de Crateús (6,53%) e do Alto Jaguaribe (6,9%) são as com menor volume de água.

Em dezembro, janeiro e fevereiro, há 80% de chances de haver El Niño. Ferran explica que, no entanto, o fenômeno neste período não pode ser diretamente relacionado à seca no Ceará.

(O POVO – Repórter Domitila Andrade/Foto – Mateus Dantas)

Editorial do O POVO aborda o 4º adiamento da chegada das águas da Transposição do São Francisco

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Com o titulo “Transposição das águas: 4º adiamento”, eis o Editorial do O POVO desta quarta-feira:

O Ceará acaba de registrar um novo golpe em sua expectativa de receber as águas do São Francisco até o começo do ano: um vazamento em um dique, na última estação de bombeamento do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf) – o EBI 3 -, adiou em mais um semestre esse sonho. A luta, agora é para que as obras sejam retomadas até fevereiro próximo e sejam concluídas no final do primeiro semestre. Nada está garantido. Tudo isso, tendo como quadro de fundo a ameaça – ainda não afastada – de uma nova eclosão do fenômeno El Niño, responsável por estiagens no Nordeste.
Trata-se do quarto adiamento do prazo de conclusão desse pequeno trecho.

Ainda em setembro passado, O POVO publicava que a última previsão era para o fim do ano. Na ocasião, o Governo do Estado acabava de solicitar ao Governo Federal uma adição complementar de R$ 100 milhões para conclusão do eixo principal do Cinturão das Águas do Ceará (CAC). As informações sobre o novo incidente de agora ocuparam o tempo da reunião da Câmara Temática Água e Desenvolvimento (CT Água), anteontem. O encontro, que contou com participação de representantes do Ministério da Integração e da Agência Nacional das Águas (ANA), foi realizado na Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece).

A estação de bombeamento do Eixo Norte (EBI 3) começou a realizar seus primeiros testes em junho último. O equipamento faz o bombeamento da água para o reservatório de Mangueiras (em Salgueiro-PE). A partir daí, esta segue por meio da gravidade até Negreiros (também em Salgueiro) e Milagres (Penaforte) e daí a Jati. Assim que a estação prosseguir com o bombeamento, será preciso esperar que os reservatórios encham até o abastecimento chegar ao Ceará. Ou seja, é necessário que o Jati encha até o mínimo operacional para liberar vazão para o Cinturão das Águas. O preocupante é que o problema técnico surgido com o transbordamento do dique ainda carece de uma forma adequada de solução (que não está definida). Assim, resta torcer para que ela seja encontrada a tempo de assegurar o novo prazo de conclusão: julho de 2019.

Até lá, é preciso tomar medidas cautelares, tais como: aumentar a racionalização do uso e limitação da água de irrigação, ainda mais, além da redução do consumo humano e para a indústria. Sem esquecer, é claro, a convocação da bancada cearense, de forma suprapartidária, para reforçar junto à equipe do novo governo federal a manutenção das verbas necessárias para a conclusão da obra. Trata-se de um passo pequeno diante dos benefícios que as águas acarretarão no cotidiano de uma população tão sofrida e digna de um horizonte melhor de vida.

(Editorial do O POVO)

Delegação cearense na rota do Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia

Uma delegação de médicos e empresários do ramo da traumatologia seguiu, nas últimas horas, para São Paulo com o objetivo de conferir as novidades, cursos e feiras do 50º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, que ocorrerá de quinta a sábado.

Da área empresarial, embarcaram os irmãos Carlos Filho e Paulo Neto, executivos da Ortocárdio, um dos maiores fornecedores de equipamentos e material ortopédico do Estado.

“Vamos conferir novidades da nossa área, num congresso dos mais importantes do setor da ortopedia”, disse Carlos Neto para o Blog, confiante nas perspectivas da economia para 2019.

(Foto – Paulo MOska)

Ministério do Trabalho realiza mais de 150 mil fiscalizações entre janeiro e agosto deste ano

O Ministério do Trabalho realizou, entre janeiro e agosto deste ano, um total de 150.520 fiscalizações para verificação do cumprimento das normas trabalhistas e de segurança e saúde no trabalho. A informação é da assessoria de imprensa do órgão, adiantando que o Departamento de Segurança e Saúde da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) alcançou 37.572.251 trabalhadores pelas ações de fiscalização da pasta no período.

As auditorias do MT analisaram 1.145 acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho e executaram outras 26.797 ações fiscais para prevenção de acidentes e doenças do trabalho, além de propiciar a inserção de 85.909 aprendizes e 29.748 pessoas com deficiências no mercado de trabalho sob ação fiscal.

Os dados da SIT mostram ainda que ocorreu o afastamento de 576 crianças ou adolescentes das piores formas de trabalho infantil e que 69.336 empregados foram encontrados pela fiscalização sem o devido registro em carteira.

O ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, destaca que esses números demonstram a importância do trabalho de fiscalização realizado pelo órgão. “O Painel facilita a qualquer cidadão brasileiro o acesso às informações sobre Inspeção do Trabalho, de maneira que a sociedade conheça a importância da fiscalização para a garantia dos direitos trabalhistas conquistados”, afirma.

SERVIÇO

*Os dados constam do Painel de Informações e Estatísticas da Inspeção do Trabalho, disponível no link https://sit.trabalho.gov.br/radar/.

Capef promove seminário sobre cenários da economia

A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (CAPEF) realizará, nos dias 26 e 27 deste mês de novembro, o XXV Seminário de Investimentos e Benefícios. O evento ocupará espaços no auditório do Banco do Nordeste, no bairro Passaré, em Fortaleza. O cenário econômico e as perspectivas da economia e do segmento previdenciário são o tema central.

Realizado anualmente desde 1994, o encontro, segundo a assessoria de imprensa da Capef, reunirá especialistas de instituições financeiras renomadas do País, profissionais de investimentos do BNB e da Capef, além de fundos de pensão da região e participantes dos planos administrados pela entidade. Um representante da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está entre convidados.

SERVIÇO

*Para participar do evento, inscrição gratuita clicando aqui.

Fortaleza será sede da maior feira de logística de transportes do País

Fortaleza vai ser da Feira Nacional de Logística, a Expolog 2018 .

O encontro ocorrerá nos dias 28 e 29 deste mês de novembro, no Centro de Eventos, e terá como tema central “Intermodalidade e a Conexão Global no Brasil Pós-Paralisação”.

Um dos conferencistas confirmados é o secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, Adalberto Santos de Vasconcelos, que abordará “Os Desafios da Infraestrutura Nacional”.

(Foto – Reprodução de Youtube)

Marcha dos Prefeitos vai cobrar do STF perdas do rateio dos royalties do petróleo

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) está mobilizando prefeitos de todo o País para uma Marcha sobre Brasília.

Desta vez, o objetivo da mobilização, que ocorrerá nos dias 19 e 20 próximos, é entregar um abaixo-assinado, com mais de 80 mil apoiadores, cobrando do Supremo Tribunal Federal o julgamento da ação que suspendeu a distribuição dos recursos arrecadados coma exploração de petróleo (royalties).

A medida está prevista na lei 12.734/2002, mas o julgamento já se arrasta por seis anos e , de acordo com estimativa da CNM, os Municípios, nesse período, devem ter deixado de arrecadar mais de R$ 19 bilhões pelo Fundo Especial do Petróleo (FEP).

No dia 20, os prefeitos farão um ato em frente ao prédio do STF para entregar o manifesto nas mãos do presidente do Supremo, Dias Toffoli.

A Confederação Nacional dos Municípios informa que a Advocacia-Geral da União (AGU) e  Procuradoria-Geral da União (PGU) estão endossando o movimento municipalista.

*Confira aqui o valor do seu Município e participe do abaixo-assinado.

Fortaleza será sede do maior evento do setor de energia elétrica do País

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Vem aí o Sendi 2018, o maior evento do setor elétrico do Brasil. Acontecerá no período de 20 a 23 deste mês de novembro, no Centro de Eventos, tendo como objetivo promover a troca de experiências entre as empresas distribuidoras de energia elétrica.

A Enel Distribuição vai ciceronear o encontro, que tem a coordenação do diretor Osvaldo Férrer. A parceria é com a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee).

Geraldo Luciano agora vai falar para jovens empresários

A Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE) receberá, em seu programa Almoço Empresarial, Geraldo Luciano, vice-presidente do Grupo M. Dias Branco.

O encontro ocorrerá a partir das 12h30min de sexta-feira, na cobertura da sede da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Geraldo falará sobre sua trajetória e experiências profissionais.

Mas, como também circula no meio politico-partidário, será questionado sobre cenários 2020.

(Foto – Tapis Rouge)

Bolsonaro, um candidato que primou pela superficialidade em seu discurso

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Com o título “Não”, eis artigo de Ricardo Alcântara, escritor e publicitário. “Elegendo Bolsonaro, aquele terço da população disse “não” a tudo isso e, com o desabafo, deu cheque em branco a um candidato que primou pela superficialidade em seu discurso e imprecisão nas suas propostas. Agora, é pagar pra ver”, diz o articulista. Confira:

É comum avaliações de resultados eleitorais definirem seus fatores em dois grupos: Política e Comunicação. Mas não há dicotomia irredutível entre eles: fundamentalmente, política é comunicação (ideia, mensagem, convencimento) e vice-versa, todo ato de expressão conduz valores subjetivos que implicam em uma visão de mundo. Eleito o presidente, muitos já notaram como diferencial de sua campanha o uso intensivo de comunicação digital. Fato. E, como todo fato, precisa ser contextualizado. Foi relevante, sim, como meio, ainda mais considerando sua carência de estrutura (partidos, tempo de televisão e até atividades de rua por força do atentado).

Mas há razões de fundo, mais determinantes. Como outros, eu estava certo ao apontar no início da campanha a parcela de responsabilidade dos candidatos democráticos pelo favoritismo de Bolsonaro quando, em artigo publicado neste espaço, defini como “uma grave omissão” a recusa em compreender o profundo anseio de ordem na sociedade e construir um discurso compatível com tal expectativa, admitindo, enfim, a condição excepcional em que o País se encontrava.

Declarar apoio à Lava Jato e mandar recado para bandido, como alguns fizeram, foi inútil diante do tsunami que já se erguia no horizonte. Nenhum candidato, exceto o vitorioso, deu àquele anseio uma resposta à altura de sua intensidade. Corrupção e criminalidade impulsionaram com tal força o vetor eleitoral que prioridades relacionadas ao quadro econômico foram relegadas a segundo plano.

Tudo isso foi parar numa conta única: a dos profissionais da política, com acento maior numa reação anti-PT, a experiência de poder mais recente e partido que contrariou compromissos éticos que nem de longe soube honrar. Elegendo Bolsonaro, aquele terço da população disse “não” a tudo isso e, com o desabafo, deu cheque em branco a um candidato que primou pela superficialidade em seu discurso e imprecisão nas suas propostas. Agora, é pagar pra ver.

*Ricardo Alcântara

opiniao@opovo.com.br

Escritor e publicitário.

Projeto que cria fitoterápico à base de copaíba é contemplado em edital do CNPq

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A Universidade Federal do Ceará foi uma das seis instituições do País que projeto aprovado no edital de inovação em produtos fitoterápicos lançado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A informação é da assessoria de imprensa da Instituição, adiantando que a iniciativa foi coordenada pelo professor Edilberto Rocha Silveira, do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da UFC.

O projeto tem por objetivo desenvolver um fitoterápico de baixo custo à base de óleo de copaíba, espécie vegetal que apresenta ação anti-inflamatória e cicatrizante, típica das florestas amazônica e mata atlântica, mas também encontrada no Ceará. A ideia é elaborar um produto para utilização em lesões cutâneas, como as escaras, problema recorrente, principalmente, em pacientes com dificuldade de mobilidade física ou idosos de baixa renda, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outro problema comum no Brasil, detectado sobretudo em pacientes do SUS, são as lesões cutâneas ocasionadas pela desidratação da pele, muito frequentes em pessoas idosas, e os consequentes ferimentos causados pelo hábito de coçar. Somam-se a isso outros tipos de lesões, provocadas por queimaduras, por exemplo.

Multidisciplinar

O projeto aprovado pelo CNPq, que já está em andamento, receberá financiamento do órgão e terá duração de três anos. Na UFC, o trabalho integrado e multidisciplinar envolve o Laboratório de Fitoquímica de Plantas Medicinais (LAFIPLAM) e o Laboratório de Polímeros e Inovação de Materiais de Química, do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica; o Setor de Produção de Medicamentos e Cosméticos do Departamento de Farmácia; e o Departamento de Farmacologia.

O estudo envolve, ainda, pesquisadores do Laboratório Multiusuário de Química de Produtos Naturais da Embrapa e do Departamento de Antibióticos da Universidade Federal de Pernambuco.

(Foto – UFC)

Eletrobras registrou prejuízo de R$ 1,6 bi no terceiro trimestre do ano

A Eletrobras registrou prejuízo líquido de R$ 1,613 bilhão no terceiro trimestre deste ano, depois do lucro líquido de R$ 550 milhões em igual período de 2017. O resultado, de acordo com balanço divulgado na noite dessa segunda-feira (12) pela companhia, foi impactado principalmente pelas reservas para imprevistos no montante de R$ 2,201 bilhões, com destaque para R$ 1,518 bilhão de empréstimos compulsórios. O segmento de distribuição também contribuiu negativamente, registrando prejuízo de R$ 998 milhões no terceiro trimestre.

Os segmentos de geração e de transmissão apresentaram lucro de R$ 832 milhões e R$ 103 milhões no período, respectivamente.

Há ainda R$ 2,8 bi de passivo, referentes à venda das distribuidoras Cepisa, Ceron, Boa Vista Energia e Eletroacre, que poderão ser revertidos no quarto trimestre, destacou a empresa.

No resultado acumulado de nove meses, a Eletrobras apresentou um lucro líquido de R$ 1,275 bilhão, em comparação com R$ 2,272 bilhões nos nove meses de 2017. Os segmentos de geração e transmissão apresentaram lucro de R$ 2,518 bilhões e R$ 1.629 bilhão, respectivamente, enquanto o segmento de distribuição apresentou prejuízo de R$ 2,002 bilhões.

(Agência Brasil)

14 Estados superam limite de gastos com pessoal. diz Tesouro

A Secretaria do Tesouro Nacional informou hoje (13) que 14 estados superaram o limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei determina que os estados não podem comprometer mais de 60% das receitas com essas despesas.

De acordo com o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais de 2018, divulgado pelo Tesouro, os estados que descumpriram a regra foram Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Sergipe, Acre, Paraíba, Roraima, Paraná, Bahia, Santa Catarina e Alagoas.

No documento, o Tesouro diz que os cálculos foram feitos de acordo com o Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal, com ajustes para seguir “da melhor forma possível, os conceitos e procedimentos do Manual de Demonstrativos Fiscais (MDF) e do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP)”

No entanto, a secretaria observa que há diferença nas metodologias de cálculo das despesas com pessoal, sancionadas pelos tribunais de contas estaduais. “Há diversos critérios de apuração da despesa com pessoal. Nesse sentido, alguns estados, por exemplo, não consideram em suas despesas com pessoal algumas rubricas importantes, como as despesas com pensionistas, imposto de renda retido na fonte e com obrigações patronais”.

Para tentar padronizar as informações, em março deste ano a Secretaria do Tesouro Nacional firmou convênio com os tribunais de contas estaduais. O objetivo é que todos os estados da Federação passem a usar os mesmos parâmetros para atestar o cumprimento, por exemplo, de limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, como os gastos com pessoal. Para a secretaria, a falta de uma padronização dificulta a comparação entre as situações fiscais dos estados.

As restrições previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal atingem estados que ultrapassam o limite prudencial (46,55% da receita corrente líquida de gastos com pessoal). As restrições são relacionadas à concessão de reajustes (apenas os aumentos determinados por contratos e pela Justiça são autorizados), à contratação de pessoal (exceto reposição de funcionários na saúde, na educação e na segurança), ao pagamento de horas-extras e à proibição de alterar estruturas de carreiras. Quem estoura o limite máximo também fica proibido de contrair financiamentos, de conseguir garantias de outras unidades da Federação para linhas de crédito e de obter transferências voluntária.

(Agência Brasil)

DETALHE – O Ceará não integra esse grupo. Tem o conceito “B”, que significa estar com sua situação fiscal de regular para boa.

Funceme participa de treinamento no Japão voltado para a previsão e monitoramento de seca agrícola

Pesquisadores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) participaram, durante 34 dias, de um treinamento no Japão, que teve por objetivo abrir canais para a implementação de um projeto piloto de previsão e monitoramento de seca no Ceará. Será a 1ª vez que um estado usará essa tecnologia no País, informa a assessoria de imprensa do órgão.

Custeado pelo Banco Mundial em parceria com o Centro Internacional de Gerenciamento de Perigos e Riscos da Água (ICHARM, em inglês), o projeto teve início em junho deste ano, com visitas de campo com pesquisadores japoneses. Na ocasião, os cearenses conheceram os sistemas de irrigação privada e pública, culturas e calendários da produção, infraestrutura de recursos hídricos do Ceará, além de apresentação dos sistemas de monitoramento de secas existentes no Estado.

Como segunda fase do projeto, o treinamento, realizado durante o mês de outubro na cidade de Tsukuba, localizada na província de Ibaraki, serviu para apresentar aos pesquisadores da Funceme o modelo numérico de previsão e monitoramento de secas que é utilizado para prever a produção primária fotossintética, a evapotranspiração e que ainda atua como ferramenta de referência para o crescimento das culturas. Este modelo numérico está incorporado ao Sistema de Integração e Análise de Dados (DIAS, em inglês), que agrega dados observados, dados de análises e modelos multidisciplinares.

“Durante o curso, conhecemos a física do sistema de previsão, como ele é estruturado e seu funcionamento. Usando o Índice de Área Foliar (LAI, em inglês) poderemos classificar a severidade da seca dentro de um determinado período, por exemplo. Na Universidade de Tóquio, tivemos acesso ainda ao sistema DIAS, que coleta e armazena dados de satélites integrados com informações geográficas e socioeconômicas, o que será bastante importante no nosso trabalho”, pontuou o hidrólogo e pesquisador da Funceme, Valdenor Nilo de Carvalho Júnior.

O modelo de previsão a ser implementado no Ceará já foi aplicado em outras regiões do mundo, como no norte da África. Como inovação, ele usa imagens de microondas de satélite, isto é, traz mais detalhes de uma área a ser trabalhada. Porém, no Estado, ele terá ainda novidades.

“Inicialmente, o modelo precisa de condições pré-determinadas para começar a rodar. Vamos usar as imagens do satélite para isto e fazer a previsão. O diferencial é que, nas demais regiões já aplicadas, as imagens eram somente de satélite e, aqui, vamos usar informações captadas in loco, como do tipo de solo, irrigação e cultivo. Com estes detalhes, a gente espera ter melhores resultados para realizar o monitoramento e previsão da seca agrícola”, reforça Carvalho.

Piloto no Ceará

No Ceará, o trabalho deve começar pelo Sul do Estado, onde a Funceme já disponibiliza de informações detalhadas sobre os solos e de cultivo, por exemplo. Com o avanço das pesquisas, novas áreas do Estado serão beneficiadas. Os primeiros resultados serão divulgados, exclusivamente de forma interna já em dezembro e, a primeira previsão de forma pública no início de 2019.

“A gente vai conseguir fazer uma previsão que pode ser útil para o agricultor, indo além da previsão de chuvas, pois ela terá informações valiosas para a plantação e cultivo dos alimentos”, finaliza o hidrólogo do órgão estadual.

(Foto – Divulgação)

Congresso premia STF e debate congelamento salarial do funcionalismo

Do Blog do jornalista Josias de Souza, no Portal UOL, eis o tópico “pós premiar o STF, Congresso debate congelamento salarial do funcionalismo”. Confira:

Uma semana depois de o Senado ter retirado do freezer o projeto que elevou em 16,39% os vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal e da procuradora-geral da República, uma comissão especial de deputados e senadores se reúne nesta terça-feira (13) para discutir o congelamento de reajustes que seriam pagos a diversas categorias do funcionalismo público a partir de janeiro de 2019.

O resfriamento do contracheque dos servidores consta de medida provisória enviada ao Congresso por Michel Temer. Antes de chegar aos plenários da Câmara e do Senado, a proposta tem que passar pelo crivo de uma comissão mista. O colegiado reuniu-se na quarta-feira da semana passada —mesmo dia em que os senadores enviaram o aumento do Supremo e da Procuradoria para a sanção de Temer.

Sem clima, os membros da comissão adiaram para esta terça-feira a eleição de um presidente e de um vice-presidente, além da escolha de um relator para a medida provisória. O governo alega que os aumentos precisam ser adiados para 2020 em nome do equilíbrio das contas públicas. Até a semana passada, o argumento parecia lógico. Perdeu o nexo depois da exceção aberta para o STF.

O congelamento previsto na medida provisória de Temer afeta 372 mil pessoas, entre servidores ativos (209 mil) e aposentados (163 mil). Se for aprovado, evitará gastos de R$ 4,7 bilhões no próximo ano. O aumento dos salários do STF, que descerá em cascata por toda a administração pública, deve custar entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões por ano.

Entre as corporações que seriam afetadas pelo congelamento estão servidores da elite do funcionalismo, lotados na Polícia Federal, Receita Federal, Banco Central e Itamaraty. Há também na lista médicos e professores. Ironicamente, os reajustes foram aprovados sob Michel Temer. Alegou-se que já haviam sido negociados pelo governo de Dilma Rousseff, antes do impeachment.

Para restaurar a lógica, Temer precisaria vetar o aumento que elevou os salários da cúpula do Supremo e da Procuradoria de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil por mês. Mas é improvável que um presidente em fim de mandato, com duas denúncias por corrupção e dois inquéritos criminaios sobre os ombros, se anime a desafiar os interesses monetários da nova CUT, Central Única das Togas.

Eunício vai conversar com ministro da Fazenda

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), receberá o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para um almoço. Segundo adiantou Eunício, a conversa deve girar em torno de matérias na Casa que podem ajudar o país. “Eu quero [conversar sobre] matérias que ajudem o Brasil a fazer o seu crescimento e da sua população, [para] gerar emprego e renda”, disse.

Sem dar detalhes, o senador acrescentou que matérias que “criarem problemas para o Brasil” serão discutidas com as lideranças para que sejam retiradas de pauta. Na sessão do Congresso, marcada para esta tarde, há a expectativa de derrubada do veto presidencial que autoriza refinanciamento de dívidas de pequenas empresas. Um impacto de R$ 7,8 bilhões em 10 anos aos cofres públicos.

Pautas

Na semana passada, o Senado aprovou um aumento de 16% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério Público. Com efeito em todo funcionalismo público, o impacto gira em torno de R$ 5,2 bilhões ao ano, segundo a consultoria do Senado.

Outra proposta aprovada foi a medida provisória do Rota 2030, que estabelece incentivos fiscais a montadoras de veículos. No texto original, o custo anual seria de R$ 2,1 bilhões, mas com as alterações feitas por deputados e senadores o impacto passou para R$ 4,6 bilhões.

A aprovação dessas matérias somadas a outras também com grande impacto nas contas do governo, como a derrubada do veto ao reajuste dos agentes de saúde e de endemias, logo após o primeiro turno das eleições, tencionaram as relações entre o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado. No fim de semana, Bolsonaro cancelou reuniões previstas para hoje (13) com Eunício e Maia. Oficialmente, os encontros saíram da agenda por “questões de segurança”.

Câmara

Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, esteve na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A reunião durou cerca de 20 minutos, os dois não falaram com a imprensa ao fim do encontro.

(Agência Brasil)

Reforma da Previdência fica para 2019, diz Onyx Lorenzoni

O ministro extraordinário da equipe de transição, Onyx Lorenzoni, afirmou hoje (12) que o presidente eleito Jair Bolsonaro recebeu novas sugestões de mudanças na Previdência, mas a tendência é que o assunto só seja votado pelo Congressso Nacional a partir do próximo ano. A reforma é uma medida considerada prioritária pela equipe econômica do futuro governo, que será comandada por Paulo Guedes.

Confirmado como ministro-chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Onyx concedeu uma coletiva de imprensa para atualizar as informações sobre os trabalhos de transição. Mais cedo, ele recebeu a visita do deputado federal Pauderney Avelino (DEM-AM), que estava acompanhado por assessores especializados em assuntos previdenciários.

“O que o deputado Pauderney Avelino, junto com dois renomados técnicos da Câmara dos Deputados, trouxe são alternativas infraconstitucionais, ou seja, que não dependem de maioria de 308, de emendas à Constituição. Estão sendo condensadas e serão apresentadas amanhã ao futuro presidente Jair Bolsonaro para que a gente dê um destino, se serão trabalhadas agora ou se elas vão ficar para o ano que vem. A tendência é que fiquem para o ano que vem”, afirmou.

PEC de Temer

O próprio presidente eleito, que chegou a cogitar a aprovação de alguma medida de alteração nas regras da aposentadoria ainda em 2018, declarou nos últimos dias que o assunto não deverá mesmo ser votado pelo Legislativo neste ano.

Questionado por jornalistas, o ministro descartou completamente a votação em 2018 da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Previdência apresentada pelo governo de Michel Temer no ano passado.

“O que eu ouvi da escuta feita a dezenas de parlamentares é que o cenário não é favorável a qualquer tipo de questão relativa à Previdência, no cenário e no modelo que está lá, de emenda constitucional. As [medidas] infraconstitucionais serão apresentadas ao presidente e ele vai pensar. (…) A tendência é que não seja feito este ano e sim no ano que vem.”

(Agência Brsil)

Praia da Caponga é sede do I Encontro Nacional de Pesca Artesanal da Lagosta

A Praia da Caponga, situada em Cascavel (Litoral Leste), está sendo sede, até esta quarta-feira, do I Encontro Nacional da Pesca Artesanal da Lagosta. Comunidades tradicionais e pescadores artesanais dos estados lagosteiros do Brasil participarão do evento, uma realização do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP), da Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos Extrativistas Costeiros Marinhos (CONFREM), Instituto Terramar, Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP) e Articulação Nacional das Pescadoras (ANP).

O encontro objetiva socializar informações sobre a situação dessa pesca no Brasil, fortalecer a organização de pescadores e pescadoras para garantir seus direitos enquanto categoria profissional e representantes de comunidades tradicionais de pesca artesanal, informa a a organização. Quer também proporcionar uma atualização sobre a conjuntura da pesca artesanal e das políticas públicas em pauta para esse setor.

Dentre as principais preocupações dos pescadores artesanais de lagosta estão os riscos de serem excluídos da possibilidade de exercer a pesca artesanal e de terem seus trabalhos criminalizados devido a políticas em discussão, tais como: o estabelecimento de sistema de cotas de pesca; o aumento de exigências de regularização (como a redução da quantidade de pontos autorizados de desembarque das pescarias), com vistas à concentrar o controle; o aumento do tamanho e motorização das embarcações para enxugar a frota e manter apenas as embarcações com maior capacidade de captura; a tecnificação das condições de armazenamento e transportação, para garantir a lagosta como produto vivo no mercado internacional.

Para esses grupos, essas medidas tendem a excluir as embarcações à vela, ou seja, de menor porte, prejudicando uma grande quantidade pescadores artesanais e suas famílias, afetando diretamente a vida das comunidades tradicionais de pesca artesanal.

SERVIÇO

*Coordenação Nacional do MPP – (85) 99930-4027.

(Foto – Ilustrativa)