Blog do Eliomar

Categorias para Brasil

Dona da Ypióca vai anunciar novo complexo industrial em Itaitinga

Proprietária da Ypióca, a Diageo, líder mundial na produção de bebidas alcoólicas premium, como Johnnie Walker, Tanqueray e Smirnoff, vai divulgar, às 8h30min desta quinta-feira, em sua sede, em Itaitinga (RMF), seus novos investimentos no Ceará.

Na ocasião, estarão presentes o presidente da Diageo na região Paraguai, Uruguai e Brasil, Gregorio Gutiérrez, e o governador Camilo Santana. O investimento é da ordem de R$ 100 milhões.

No ato, a cúpula da Diageo lançará a pedra fundamental do seu novo complexo industrial

(Foto – Arquivo)

Casal de ursos de Canindé será transferido nesta quarta-feira para zoológico de São Paulo

Os ursos Dimas e Kátia, da espécie ursus arctos, serão transferidos nesta quarta-feira de Canindé para Fortaleza e, daqui, para o interior de São Paulo. A operação foi iniciada nesta manhã com equipes do Zoológico de São Francisco de Canindé, de veterinários, de integrantes da ONG Deixa Viver, com militares do Exército e funcionários do Rancho dos Gnomos, lugar onde os animais passarão a viver em Joanópolis (SP).

Segundo O POVO Online apurou, os ursos serão transportados em uma carreta fretada pelo Rancho do Gnomos para Fortaleza. Um dos bichos seguirá direto para o Aeroporto Pinto Martins e o outro permanecerá na capital cearense em um quartel do Exército na avenida Borges de Melo. E amanhã de manhã será transferido.

A princípio, os ativistas da causa animal tentaram que o translado dos dois animais fosse feito por um avião da Força Área Brasileira (FAB). Com a recusa da FAB, a TAM se ofereceu para transportar os dois ursos.

O Exército fará a segurança do transporte de Canindé à Fortaleza, onde homens da Guarda Municipal se juntam para reforçar a segurança. Como são animais de grande porte e de difícil manejo, a recomendação é que as pessoas não se desloquem para o Zoológico de Canindé para não atrapalhar a operação e não estressar os ursos.

Em junho deste ano, uma liminar da juíza Tássia Fernandes Siqueira determinou a transferência dos animais que viraram o centro de uma polêmica entre a diocese de Canindé, protetores de animais e a ativista Luísa Mell. Em dezembro de 2018, O POVO mostrou a situação dos ursos.

Na decisão, a magistrada reconheceu que os ursos estavam em melhores condições em relação à época de quando foram acolhidos, depois de sofrerem maus-tratos, por anos, em circos. Mas, de acordo com a juíza, “apesar de todo o carinho e cuidados que os animais recebem junto ao requerido, possuindo uma história no zoológico e também na própria cidade, tradicionalmente devota de São Francisco de Assis, há um fato insuperável: a alta temperatura inerente à região. E, quanto ao ponto, apesar de toda receptividade e cordialidade do querido povo cearense, é de se reconhecer que dois ursos de um habitat natural inversamente oposto ao seu não possuem capacidade de adaptação tamanha a modificar sua própria natureza”, escreveu na decisão.

De acordo com Tássia Fernandes, da 3ª Vara da comarca de Canindé, “se há atualmente uma possibilidade de reduzir o desconforto gerado em decorrência das altas temperaturas, proporcionando aos animais plena liberdade para expressar seu comportamento natural, esse deve ser o caminho também natural para o caso concreto”.

A juíza concluiu que não se pode afirmar, com certeza, que o comportamento do urso Dimas, que realiza movimentos coordenados e reiterados, decorre do desconforto causado pelo calor ou dos traumas gerados pela constante tortura a que era submetido junto ao circo.

A magistrada reforçou na liminar que os dois ursos “são animais selvagens retirados da natureza de forma abrupta, torturados, submetidos a diversos atos verdadeiramente desumanos, em tempos em que forçados a promover ‘espetáculos’ circenses, como se ação humana que cause tanta dor a outros seres vivos fosse engraçada ou motivo de riso. Por tempo foi, infelizmente, mas ao menos quanto a isso a sociedade evoluiu (em tese), para perceber com maior sensibilidade a crueldade que permitida e aplaudida. A liberdade é da essência animal. E é da essência do Poder Judiciário a garantia de direitos fundamentais, inclusive ao meio ambiente, razão pela qual tenho que deve ser permitido aos ursos Dimas e Kátia o exercício pleno de seu direito natural”, escreveu Tássia Fernandes.

(Repórter – Demitri Túlio/Foto – O POVO)

Ministro do Meio Ambiente passa mal e é internado em UTI de hospital em Brasília

212 2

O ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, está internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Forças Armadas (HFA) em Brasília.

A informação é da Veja Online.

Ainda não há informações sobre o motivo da internação.

O hospital deve divulgar ainda na manhã desta quarta-feira, 28, um boletim médico sobre o estado de saúde do ministro.

(Foto – Agência Brasil)

Brasil atinge 210 milhões de habitantes, estima IBGE; Ceará é o 3º do Nordeste

210 3

Saiu no Diário Oficial da União desta quarta-feira a estimativa do IBGE para a população brasileira: 210,1 milhões de habitantes. Essa estimativa, que reúne o total de habitantes dos estados e dos municípios, se refere a 1° de julho de 2019. A informação é do Portal G1.

Esse número representa um aumento de 0,79% na comparação com a população estimada do ano passado. Em 2018, o IBGE estimou um total de 208,5 milhões pessoas.

O estado de Roraima teve o maior aumento populacional, de 5,1%. Ano passado, a população estimada lá era de 576,5 mil habitantes, e este ano chegou a 605,7 mil — mais 29,1 mil pessoas.

Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, tem vivido uma onda de chegada de imigrantes venezuelanos devido à crise econômica, política e social no país vizinho. Apesar de ter registrado o maior aumento percentual, Roraima continua sendo o estado menos populoso.

São Paulo permanece na frente como a unidade da federação com mais habitantes: 45,9 milhões de pessoas. Ano passado, a população paulista era de 45,5 milhões. Este ano, aumentou em mais 380,1 mil pessoas — ou 0,8%.

DETALHE – A população estimada do Ceará é de 9.132.078 habitantes. O estado continua em terceiro no Nordeste.

Instrumentos musicais produzidos no Brasil podem ganhar isenção fiscal, propõe deputado cearense

O deputado federal Roberto Pessoa (PSDB), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria da música, deu entrada numa emenda propondo a isenção fiscal de instrumentos musicais produzidos no Brasil.

O objetivo é estimular a produção nacional de instrumentos musicais, já que a carga tributária no segmento chegam a quase 40% do valor bruto. “Com este fomento, a tendência é que as pessoas com menor potencial econômico tenham acesso a instrumentos de qualidade e que os nossos possam aumentar a competitividade com produtos internacionais”, explica o parlamentar.

Em outubro, a Frente Parlamentar da Indústria da Música vai realizar um seminário com a Secretaria Nacional de Cultura, que vai debater o tema “Música, Economia, Educação e seus Aspectos”.

(Foto – Agência Câmara)

Reforma da Previdência – Tasso inclui em seu relatório Estados e Municípios e proteção aos mais pobres

113 1

O senador Tasso Jereissati (PSDB), que entregou, nessa terça-feira (27), seu relatório sobre a Reforma da Previdência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e à presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS), incluiu na proposta Estados e Municípios. Atendeu assim a um pleito dos governadores e prefeitos.

Em seu relatório, Tasso optou por fazer supressões no texto oriundo da Câmara dos Deputados, evitando que toda a matéria retorne àquela Casa, ao mesmo tempo em que fez acréscimos que serão objeto de uma nova PEC. No novo texto, o Senador propõe também proteção aos mais pobres.

“Nossa preocupação foi buscar equilíbrio diante da gravidade da situação fiscal, ser justo e proteger os mais vulneráveis, exatamente aqueles que mais necessitam da Previdência”, disse Tasso.

Em seu relatório, Tasso suprimiu na proposta aprovada pela Câmara dos Deputados a parte do texto que alterava as regras de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que se destina a pessoas em extrema pobreza, e ampliou, ainda, seu alcance. Da mesma forma, resguardou os direitos de pensionistas assegurando-lhes o piso de um salário mínimo e aumentou, para 20% do salário, o valor por dependente menor de 18 anos.

Outra medida: garantiu aposentadoria especial para trabalhadores em condições insalubres, como operários de mineração subterrânea, por exemplo. Tasso também reduziu o prazo mínimo de contribuição de 20 para 15 anos, para que os trabalhadores do Regime Geral possam se aposentar proporcionalmente.

O aumento de despesas gerado por essas medidas será compensado, de acordo com o relator, com a cobrança de contribuição previdenciária do agronegócio exportador e de entidades privadas que atualmente gozam de isenção. Ressalvando ainda entidades como as Santas Casas, Tasso afirmou: “Não achamos justo, nem correto, que instituições filantrópicas ricas, e que cobram alto dos seus usuários, não contribuam do lado patronal com a Previdência Social. Entendo que todas essas empresas, mesmo que não tenham fim lucrativo, sejam obrigadas a pagar a Previdência Social. Não é imposto.” A matéria segue agora para discussão e votação na CCJ e depois irá a plenário, onde será votada em dois turnos.

(Foto – Agência Senado)

Wesley Safadão apoia campanha por adesão de voluntariado em Fortaleza

O Fortaleza Solidária, a maior plataforma de voluntariado da Capital, ganhou uma adesão importante. Foi do cantor Wesley Safadão, durante evento, nessa noite de terça-feira, na sede do Iprede.

“Hoje quero pedir às pessoas que me acompanham um pouco do seu tempo. Que comecem a se dispor um pouco mais [para o voluntariado], meus fãs principalmente. Muitos deles já têm essa iniciativa e tenho certeza de que não será difícil reunir uma quantidade enorme de pessoas dispostas a fazer o bem”, disse, no ato, o artista.

A meta de Wesley Safadão é conseguir 50.000 cadastros de voluntários dentro do fortalezasolidaria.org.br nos próximos 60 dias.

Hoje, 28, Dia Nacional do Voluntariado, haverá uma grande ação de mobilização para incentivar a prática com apitaço, blitz do bem e distribuição de abraços gratuitos no Aterro da Praia de Iracema, a partir das 16 horas.

Essa ação liderada pelo grupo de voluntários Agentes da Alegria, em parceria com os projetos Abraçando a Comunidade, Enfermagem em Ação e do grupo de voluntários DanAção, além do apoio da plataforma de voluntariado Fortaleza Solidária, reunirá mais de 300 voluntários em frente ao Espigão da Rui Barbosa que de lá sairão para a blitz nos semáforos adjacentes.

Congresso pode decidir nesta quarta-feira se mantém ou não veto à gratuidade de bagagem em voos

Nesta quarta-feira, o Congresso Nacional poderá analisar em sessão o veto à proposta sobre gratuidade de bagagens em voos domésticos. Essa gratuidade para o despacho de até 23 quilos de bagagem em voos domésticos foi incluída, e aprovada, na votação da Medida Provisória que permitiu empresas aéreas de capital estrangeiro no Brasil.

A informação é do Portal G1, adiantando que o presidente Jair Bolsonaro vetou a proposta.

Para analistas do setor aéreo, a manutenção do veto é considerada essencial para a entrada de novas empresas aéreas no Brasil e para a expansão das empresas de baixo custo, as chamadas “low cost”.

Airton Pereira, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), avalia que a medida é tão importante que, segundo ele, a eventual derrubada do veto não só impediria a entrada de novas empresas como também levaria empresas de baixo custo que já anunciaram operação no Brasil desistirem dessa iniciativa.

“A cobrança pelo despacho de bagagens é essencial no modelo de negócio das ‘low cost’. Eu diria que elas não só não viriam para o Brasil, mas as que estão aqui iriam embora”, afirmou, sobre a possibilidade de as empresas voltarem a ser obrigadas a despachar bagagens gratuitamente.

O veto, no entanto, não será o último desafio das companhias aéreas no Congresso Nacional.

(Foto – Arquivo)

 

Ministro da Defesa pede aprovação da Previdência do militares

142 1

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, defendeu nesta terça-feira (27) a aprovação do projeto da proteção social das Forças Armadas (PL 1645/19), como é chamado o sistema de Previdência dos militares. Em audiência pública na comissão especial que trata do tema na Câmara dos Deputados, parlamentares criticaram a ausência de militares estaduais, policiais e bombeiros militares, do texto da proposta.

Para Azevedo e Silva, a reforma valoriza a carreira como de Estado e contribui para atração e retenção de profissionais. Segundo o ministro, a reestruturação das carreiras militares não pode ser classificada como aumento salarial, “por não promover um reajuste linear de vencimentos”.

De acordo com ele, o Tesouro teria de desembolsar R$ 23,5 bilhões ao ano se fosse pagar adicionais noturno e de periculosidade aos membros das Forças Armadas. Os militares têm regime de dedicação exclusiva e disponibilidade permanente na atividade.

Segundo o comandante do Exército, general Edson Pujol, houve uma ampla discussão com a equipe econômica do governo para viabilizar a proposta para conseguir valorizar os militares das três forças. “Entendo o sacrifício de todos os brasileiros, mas agora estamos contribuindo mais do que qualquer outro”, afirmou.

Crítica

Deputados ligados às polícias militares (PMs) criticaram a ausência desses profissionais e dos bombeiros militares na proposta. O presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Capitão Augusto (PL-SP), defendeu que policiais e bombeiros militares façam parte da proposta.

“Estamos pedindo o mínimo. Se for para nos tratar como civis, eu vou querer os mesmos direitos. Só quero greve e sindicato”, disse. Para ele, os policiais militares têm todas as limitações das Forças Armadas, como falta de adicionais noturno e de insalubridade, e nem todos os benefícios, como a falta de vilas militares ou alimentação gratuita em quarteis.

(Agência Câmara)

Cantor e compositor Evaldo Gouveia ganha livro biográfico

O empresário e produtor cultural Ulysses Gaspar vai lançar o livro “O Que Me Contou Evaldo Gouveia”.

A publicação, que conta um pouco da trajetória de vida do cantor e compositor cearense Evaldo Gouveia, será lançada nesta quarta-feira, às 19h30min, na Livraria Leitura, no Shopping RioMar Papicu.

Segundo Ulysses Gaspar, não se trata de uma biografia, mas de um relato autobiográfico colhidos em 200 horas de gravação durante encontros com Evaldo Gouveia em Fortaleza e no Rio de Janeiro.

Na publicação, as origens de Evaldo Gouveia no interior do Ceará, sua vinda para Fortaleza ainda criança, a atuação no rádio, o Trio Nagô, dentre tantos outros momentos históricos da vida do compositor até sua consagração no mundo da música.

DETALHE – O lanamento do livro contará ainda com um pocket show do cantor Marcos Lessa, interpretando sucessos de Evaldo Gouveia, que também estará presente.

Cantor gospel Davi Sacer fez show em Itapipoca

334 1

Sacer e a fã Eli Ferreira, que trabalha no Pinto Martins.

O cantor gospel Davi Sacer deixou Fortaleza na madrugada desta quarta-feira.

Ele esteve em Itapipoca e foi atração da Noite da Fé Evangélica, que congregou muitos fieis em evento de orações e louvor.

Bastante simpático, Davi ainda posou para selfies com fãs no Aeroporto Internacional Pinto Martins, antes de tomar a rota sulista.

(Foto – Leitora do Blog)

CCJ do Senado aprova emenda que permite atividade agropecuária em terras indígenas

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (27), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 187/16) que prevê atividades agropecuárias e florestais em terras indígenas. Foram registrados 33 votos a favor, 18 contra e uma abstenção.

A PEC estabelece que as comunidades indígenas podem, de forma direta, exercer atividades agropecuárias e florestais em suas terras, com autonomia para a administração dos bens e a comercialização dos produtos. O texto da matéria propõe a inclusão de um parágrafo ao artigo 231 da Constituição Federal.

“As comunidades indígenas podem, de forma direta e respeitada a legislação pertinente, exercer atividades agropecuárias e florestais nas terras mencionadas no Parágrafo 1º deste artigo, sendo autônomas para praticar os atos necessários à administração de seus bens e comercialização da produção”, diz o texto da PEC.

Para seguir a tramitação, é necessário que seja instalada uma comissão especial para tratar exclusivamente do tema. No entanto, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou nesta segunda-feira (26) que não criará a comissão especial no caso de surgir “alguma polêmica”.

“Se for algo que sinaliza com alguma polêmica, com algum encaminhamento que gere mais narrativas negativas para o Brasil, é claro que ela vai ficar onde está, apenas aprovada na CCJ”, disse Maia.

Justificativa

Ao justificar a proposta, o deputado Vicentinho Júnior (PR-TO) afirmou que a Constituição promulgada em 1988 pretendia concretizar o “paradigma de proteção, autonomia e respeito aos povos indígenas”.

“Essa é uma visão preconceituosa e ingênua, baseada em um desejo bucólico de retornarmos aos tempos do ‘bom selvagem’. Ainda que seus defensores tenham o intuito de proteção às comunidades indígenas, não percebem serem os próprios índios os mais prejudicados”, afirmou Vicentinho Júnior.

Para o congressista, a Constituição Federal “não trouxe de forma expressa a possibilidade das comunidades indígenas cultivar a terra e comercializar os frutos desse trabalho”.

“Por isso, abriu margem para algumas interpretações desarrazoadas, que insistem em considerar o indígena, via de regra, como um ‘incapaz’ inadaptado por completo ao que dizem ‘civilização’”, argumentou o parlamentar.

(Agência Brasil)

Governo quer rever isenções do IR até para pessoas com doença grave

352 2

A revisão das deduções de Imposto de Renda na mira da equipe econômica não se limitará a acabar com os descontos referentes a despesas com saúde e educação. O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, disse, nesta terça-feira, que o governo quer propor uma “faxina” mais ampla no tributo, que abrangerá de isenções que hoje beneficiam alguns tipos de investimentos do mercado financeiro a benefícios para portadores de doença grave.

— Vamos fazer uma grande faxina (no Imposto de Renda), para torná-lo compatível com o que está acontecendo no mundo inteiro — disse Cintra, durante evento da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Hoje, são isentos de IR os rendimentos de aposentadoria de portadores de moléstia profissional ou de doenças como AIDS, doença de Parkinson e esclerose múltipla, por exemplo. O secretário afirmou que pretende rever essa regra.

Ele não especificou, no entanto, se a proposta afetaria todas as 16 doenças listadas pela legislação de 1988 que garante os benefícios. Segundo Cintra, há indícios de fraudes que desvirtuam os benefícios.

— Aquilo virou um abuso, um absurdo. Se criou uma indústria em cima dessa dedução por moléstia, que de grave não tem nada, mas que se enquadra como moléstia grave. Tem mercado, empresas especializadas, para dizer que quem tem uma tendinite porque jogou tênis demais se qualifica como doença grave e pro resto da vida fica comprando automóveis, às vezes alguns de luxo, com isenção total de tributos. Isso é um vazamento gigantesco, e injusto — disse o secretário.

No mercado financeiro, os alvos são as isenções concedidas a Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), e de fundos exclusivos — títulos voltados para investidores de alta renda. No ano passado, o governo chegou a encaminhar um projeto de lei para rever a tributação de fundos exclusivos, mas o texto está parado na Câmara dos Deputados.

Segundo Cintra, esses pontos serão revistos. Ele pretende também propor a volta da tributação de dividendos, hoje isentos. A ideia é tributar mais as pessoas físicas e menos as pessoas jurídicas, responsáveis por alavancar investimentos.

— Vamos adotar medidas de reanálise de uma série de instrumentos, aqueles penduricalhos que foram sendo colocados às vezes com justificativas plausíveis, mas pontuais, e quem sabe hoje já superadas pela realidade hoje do dia a dia. Eu cito algumas: tributação de dividendos, tributação de juros sobre capital próprio, vários benefícios hoje que o setor financeiro tem, CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), fundos exclusivos — afirmou o secretário.

Essas propostas devem integrar um projeto de reforma tributária ainda em elaboração pelo governo. Ainda não está claro, no entanto, quando e como o Executivo encaminhará sua proposta ao Congresso.

Hoje, há pelo menos duas propostas principais em tramitação no Legislativo: uma originada na Câmara, outra no Senado. O governo já sinalizou que trabalha em uma proposta de conciliação. Fontes da equipe econômica garantem que há ao menos uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei em elaboração no gabinete do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Outros integrantes do time defendem, no entanto, que as contribuições do governo sejam enviadas ao Congresso por meio de sugestões ou emendas aos parlamentares. Nenhuma das propostas em tramitação no Congresso trata da reforma do IR. Abrangem apenas os tributos que incidem sobre o consumo.

Cintra defende uma proposta baseada em um tripé: além da reforma do IR, quer simplificar tributos federais sobre consumo e criar uma contribuição sobre movimentações financeiras para substituir a tributação sobre folha de pagamento, que hoje financia a Previdência. Esse tributo, que vem sendo chamado internamente de Contribuição Social sobre Transações (CST), é frequentemente comparado à antiga CPMF, que vigorou no país entre 1996 e 2007 e se tornou impopular.

O secretário refutou a comparação e disse que foi contra a CPMF, que teria sido, na avaliação dele, um “estupro” do imposto único federal — projeto de sua autoria que previa a substituição de todos os tributos do país por um único, incidindo sobre transações financeiras.

— Quando o Fernando Henrique (Cardoso, ex-presidente) pegou e transformou o que era para ser um imposto único em um imposto a mais, o Roberto Campos (economista e ex-ministro do Planejamento), grande amigo meu e grande defensor do imposto único, disse: “Marcos, mataram a tua ideia”. O Fernando Henrique estuprou o imposto único — disse Cintra.

(Extra Online/Foto – Agência Brasil)

Previdência – Tasso entrega relatório que será lido nesta quarta-feira na CCJ do Senado

O relatório da reforma da Previdência no Senado será lido amanhã (28) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A leitura está marcada para as 10h e deverá, pelas estimativas do próprio relator, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), levar cerca de 30 minutos. Em seguida, será concedida vista coletiva para os senadores apreciarem o texto.

A decisão pela leitura nesta quarta-feira só foi possível após um acordo entre os líderes partidários, pois o regimento da Casa prevê um prazo mínimo de 48 horas após a apresentação do relatório, que ocorreu hoje (27) ( ), para a leitura. A votação do relatório de Jereissati está prevista para ocorrer no dia 4 de setembro.

“A votação ocorrerá na quarta-feira [dia 4]. Nós abrimos prazo para a leitura, em um prazo razoável, dos votos em separado, porque provavelmente vai ter mais de um. Abre-se a discussão, encerra-se, vota e encaminhamos para o Davi [Alcolumbre, presidente do Senado] pautar no plenário”, disse a presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS).

A presidente recebeu o relatório na manhã de hoje das mãos de Jereissati. Em relação ao texto aprovado na Câmara, o tucano decidiu suprimir do texto dois temas polêmicos: o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e as regras para aposentadorias especiais. Ele garante que a supressão dos pontos não implica em alteração de mérito e, por isso, não precisaria voltar à Câmara para uma nova votação.

(Agência Brasil)

Cantor sertanejo morto em 2015 ganha homenagem em Fortaleza

Professores e alunos da Viva Escola de Artes apresentarão nesta quarta-feira, a partir das 18h30min, no Teatro Viva, seu primeiro Recital Sertanejo. No repertório, música como “É o amor’, de Zezé Di Camargo & Luciano e o clássico “Evidências”, de Chitâozinho & Chororó.

“Faremos um passeio pelas transformações que esse estilo sofreu ao longo dos anos”, explica Daniel Silva, coordenador artístico da escola. O evento gratuito e aberto ao público contará com uma homenagem ao cantor Cristiano Araújo, morto em 2015, em um acidente de carro em Goiás.

A canção “Cê que sabe”, sucesso de Cristiano, será interpretada por Isaac Cavalcante (violão), Pedro Paulo(voz), Dinho Góes (piano) e a aluna Victória Araújo (cajón).

SERVIÇO

*Teatro da Viva Escola de Artes – Avenida Desembargador Moreira, 629, Aldeota

*Mais informações – (85) 3208.3500.

Pingo de Fortaleza fará temporada no Teatro São José

O cantor e compositor Pingo de Fortaleza vai apresentar temporada do acústico “Afinidades – Voz & Cordas”. Os shows acontecerão dias 30 e 31 de agosto e 1º de setembro, no Teatro Municipal São José, sempre a partir das 20 horas.

“Afinidades”, segundo o artista, é um chamamento para um encontro prazeroso, como uma roda de violão entre amigos, onde as canções vão sendo tocadas de maneira simples e todos interagem entoando junto e fortalecendo refrões das melodias mais reconhecidas.

Pingo promete um espetáculo solo tocando alguns instrumentos de cordas (Violão de nylon, Violão de Aço, Ukulelê e Viola de 12). No repertório clássicos dele como Aproveite o Dia e Natureza do Amor, parcerias com o poeta Henrique Beltrão, e Solencanto (Pingo de Fortaleza), além de Maculelê (Pingo de Fortaleza e Guaracy Rodrigues) e Noite Azul (Pingo de Fortaleza, Parahyba e Augusto Moita), e as parcerias com Alan Mendonça – Olhos de Marfim e Porões Bosques e Jardins.

“Aparentemente estarei sozinho no palco, rodeado apenas de alguns instrumentos de cordas que dedilho, no fundo me farei acompanhado de meus parceiros, através de seus poemas que me fizeram criar melodias e por todos que fazem ecoar as músicas que faço no decorrer de minha carreira e por fim estarei ao lado de cada um que for compartilhar das nossas Afinidades afetivas e musicais”, diz Pingo de Fortaleza.

Trajetória

Pingo de Fortaleza, é autor de 28 discos autorais e 5 livros, recentemente lançou o site Digital da Música Cearense, quer apresenta não só o seu trabalho, mais um conjunto da obra de muitos autores do Ceará e também lançou seu segundo documentário intitulado Mulheres na Noite – Música em Fortaleza, que faz parte do seu projeto Solo Feminino (livros e discos).

SERVIÇO

*Teatro São José – Rua Rufino de Alencar, 299 – Centro (em frente ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura)

*Ingressos: R$ 20,00 (Inteira) e 10,00 (meia)

*Maiores informações: (85) 3226 1189.

(Foto – Divulgação)

Leônidas Cristino pede ao ministro do Meio Ambiente informações sobre fiscalização e autuações do IBAMA

Em requerimento encaminhado ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o deputado federal Leônidas Cristino (PDT), solicitou informações sobre quantos procedimentos de fiscalização foram instaurados pelo Ibama entre janeiro e julho de 2017, 2018 e 2019 para o combate aos desmatamentos e garimpos irregulares no Brasil. O parlamentar pede, também, informações sobre quantos autos de infração foram instaurados nestes três anos a partir das ações de fiscalização.

Leônidas Cristino destaca no requerimento a importância das atividades de fiscalização do Ibama para a fauna e flora brasileiras. O deputado argumenta, como justificativa, que o requerimento visa subsidiar os trabalhos parlamentares no sentido de acompanhamento de políticas públicas de combate a ações prejudiciais ao meio ambiente.

O parlamentar destaca, em especial, o combate ao desflorestamento e à formação de garimpos irregulares em território nacional. O requerimento foi encaminhado pela Câmara Federal no dia 7 de agosto, mas até esta data (27) não obteve resposta do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

(Foto- Agência Câmara)

Artigo – “Segurança da Informação e LGPD: as empresas brasileiras não estão prontas ainda”

Com o título “Segurança da Informação e LGPD: as empresas brasileiras não estão prontas ainda”, eis artigo de Ricardo Becker, empresário e CEO do Grupo Becker e Continuidade de Negócios e Recuperação de Desastres. No texto, ele diz que um levantamento da Serasa Experian diz que a maioria absoluta do mundo corporativo nacional passa longe de estar preparada para colocar em prática os controles e processos necessários, segundo a propositura da Lei Geral de Proteção de Dados. Confira:

Trâmite após trâmite até a sanção presidencial de Michel Temer, em 14 de agosto de 2018, um ano se passou. E, a um ano de entrar em vigor, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) ainda deixa empresários cheios de dúvidas. Embora todas as instituições tenham desfrutado de uma margem de dois anos para entender o que é a LGPD e buscar conformidade, apenas 15% do empresariado declara estar pronto (será?) para garantir o tratamento correto de dados pessoais abordados pela nova lei (oriunda do PL nº 53 de 2018), segundo pesquisa da Serasa Experian divulgada neste mês.

Vamos partir do princípio? A LGPD é a lei que regula como os dados dos brasileiros devem ser tratados por qualquer entidade, seja ela pública ou privada, que armazene e manipule tais informações. E que dados são esses? São todos aqueles capazes de identificar uma pessoa, sejam eles isolados, como o CPF, ou ainda um conjunto, como a parcial de um nome mais o endereço, por exemplo.

E, realmente, assim como aponta o levantamento da Serasa Experian, a maioria absoluta do mundo corporativo nacional passa longe de estar preparada para colocar em prática os controles e processos necessários, segundo a propositura da lei. Será uma adaptação para as entidades que já tem governança implantada e algum tipo de conformidade e um choque para aquelas que não têm. Por mais que já se tenham disponíveis conteúdos de qualidade, além de pessoas bem preparadas para conduzir o processo de conformidade e funções já criadas para tal – como o DPO (Data Protection Officer), por exemplo – a importância desse tema, ainda assim, é negligenciada. O principal problema ainda é a falta, por parte dos gestores, de um entendimento mais claro do que é a LGPD, suas mudanças e possíveis consequências. Sim, estamos falando de risco e a aceitação, ou não, do mesmo após conhecimento do tema. Não há dúvida de que, na primeira fase de vigência, o dilema do gestor será se o esforço para conformidade compensa ou não.

O processo de conformidade é composto por um conjunto de ações e precisa começar “para ontem”. A tecnologia é empregada para acelerar a adoção das adequações à Lei, facilitando a implantação de controles e revisão de procedimentos. Porém, as partes mais importantes são as pessoas e processos. Iniciar o entendimento, criar grupos de trabalho (ou comitês), envolver diretoria, jurídico, RH e, claro, a área de tecnologia, que é a fiel depositária dos dados e tem grande responsabilidade no armazenamento e processamento dos mesmos.

Além disso, as empresas precisam ficar atentas na tratativa com clientes, consumidores, pessoas físicas em geral. Afinal, entidades de todas as naturezas deverão informar, de forma clara e direta – sem condicionar a prestação do serviço à opção, caso não sejam dados legalmente obrigatórios – quais informações serão coletadas e o objetivo, permitindo ao cidadão a escolha de aceitar ou não.

É necessário que o gestor comece a pensar enquanto pessoa física: “como eu gostaria que os meus dados pessoais fossem tratados?”. Daí, revela-se o fato primordial: a grande mudança no que tange à segurança da informação e, consequentemente, das pessoas, começa a virar realidade.

Para aquelas empresas e gestores com alto apetite de risco, é importante informar que estão sujeitos a multa de até 2% do faturamento do ano anterior ou até R$ 50 milhões, além de todas as possibilidades jurídicas previstas em textos legislativos pertinentes. Além, ainda, dos prejuízos de imagem, participação de mercado, valoração de ações e infindáveis possibilidades de perda de dinheiro pós eventuais incidentes. Essa roleta russa não é um modelo aceitável de gestão.

A LGPD chega para guarnecer o cidadão brasileiro de direitos que o bom senso já regia. E, agora, com força de lei, aumentar a maturidade em GRC (Governança, Risco e Conformidade) das entidades, criar um novo ecossistema de serviços e soluções e mostrar que nós, brasileiros, também estamos levando a sério a privacidade, um dos bens mais valiosos do mundo atual.

*Ricardo Becker

Empresário da área de tecnologia, formado pela Universidade Federal de Mato Grosso em Ciências da Computação, especialista em Continuidade de Negócios e Recuperação de Desastres e CEO do Grupo Becker.

(Foto – Divulgação)