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Projeto do Ceará é finalista do Prêmio Sebrae de Educação Empreendedora

O Projeto “Integrando Saberes no Semiárido” do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia de Boa Viagem foi selecionado, dentre 1.069 inscritos de todo o país, para participar da etapa Nacional da primeira edição do Prêmio Educação Empreendedora Sebrae. O projeto já havia conquistado o 1º lugar do certame na categoria Ensino Profissional.

Criado com o objetivo de identificar, estimular, reconhecer e divulgar as melhores práticas da educação empreendedora no Brasil, na etapa nacional serão premiados os 12 melhores casos do país, divididos em troféus ouro, prata e bronze, nas quatro categorias do prêmio: ensino fundamental, médio, técnico e superior.

Os quatro vencedores do troféu ouro também receberão como premiação a oportunidade de apresentar seu caso em evento de visibilidade, bem como a chance de participação de uma Missão Técnica Nacional.

O projeto

O Projeto “Integrando saberes no semiárido”, desenvolvido no Sertão Central e Inhamuns foi estruturado de forma a permitir a transformação de provas e avaliações, nos diferentes níveis, por ideias e protótipos, de forma que se tornassem soluções tecnológicas para os diversos problemas enfrentados no contexto regional, tais como água, semiárido, alimentação, arte e cultura.

O primeiro passo foi a criação de um grupo de estudo sobre educação integral envolvendo os dois Campi do IFCE: de Tauá e Boa Viagem. Nesse momento, o aluno foi reconhecido como centro do processo de aprendizagem e promoção do pensar de forma integrada.

A proposta era que cada disciplina, dos diferentes eixos tecnológicos, mobilizassem os estudantes para a produção de tecnologias que resolvessem os problemas relacionados aos temas centrais: “Convivência com o Semiárido” e “Linguagem e Humanidades” e “Ciência, tecnologia e sociedade

Os estudantes e professores orientadores tiveram um semestre para o desenvolvimento das ideias, realização da prototipagem e apresentação os resultados em formato de banner ou apresentação oral durante o I Fórum Integrador:  Integrando Saberes no Sertão Central e Inhamuns”, como culminância do projeto durante o encerramento do semestre letivo.

O projeto impactou de forma imediata para a redução da evasão escolar por possibilitar a criação de vínculos com a Instituição, também incentivou o protagonismo juvenil nos processos de aprendizagem, promoção da pesquisa como princípio educativa aplicado ao desenvolvimento tecnológico. Além de ajudar a construir processos avaliativos integrados com todos os espaços de aprendizagem do aluno, desenvolver um produto focado em resolver problemas regionais.

A partir do projeto, diversos estudantes foram despertados a empreender no seu município e hoje já geram empregos. Anualmente, o fórum integrador é realizado de forma alternada entre os Campi do IFCE contribuindo com a transformação de vidas através do protagonismo empreendedor dos jovens nos Sertões do Ceará.

(Foto – Sebrae/CE)

Ciro defende demissão do ministro do Meio Ambiente: É um “canalha, corrupto e irresponsável”

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O ex-ministro Ciro Gomes, que foi candidato a presidente da República pelo PDT, defendeu, nesta terça-feira, a demissão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a quem chamou de “canalha, corrupto e irresponsável”. Ele reconhece que a época na região da Amazônia é de queimadas, mas observa que, no atual governo, houve aumento de 82% de casos, resultado “da irresponsabilidade da gestão e de um ministro corrupto e condenado por improbidade administrativa em primeira instância – e eu o conheço muito bem. Só um governo como o de Bolsonaro para permitir esse corrupto”, reforçou o ex-ministro.

“Se a gente quiser resolver o problema, porque continua pegando fogo a Amazônia, é o presidente calar a boca, ir pro território, acionar as estruturas e demitir esse ministro. Esses são sinais importantes que o Brasil precisa dar ao mundo para se dar ao respeito e impor respeito perante a comunidade internacional”, acentuou ele.

Ciro considerou a oferta de 20 milhões de euros, vinda de países da Comunidade Europeia para o Brasil enfrentar a crise na Amazônia, um “tostão”, que chegaria como forma de querer humilhar o País. Ele aprovou a decisão de rejeitar e disse que o governo precisa pedir o apoio de aeronaves de Portugal e outros países que são eficazes no enfrentamento de queimadas.

Ele disse conhecer bem o problema das queimadas “até porque fui ministro da Integração Nacional ao lado de Marina Silva, do Meio Ambiente (Era Lula). Voltou a repetir a tese de que o fenômeno sempre ocorre nessa época do ano, mas agravado agora pela “irresponsabilidade do governo e de um ministro denunciado por enriquecimento ilícito”.

Sobre a proposta da reforma da Previdência, em tramitação agora no Senado depois de aprovada pela Câmara, disse não ter ilusões de que a matéria não será aprovada. O PDT trabalha contra, mas para o ex-ministro essa matéria virou “favas contadas”. Ciro seguiu nesta madrugada de terça-feira para palestra em São Paulo.

(Foto – Fabio Lima)

Mais uma empresa aérea de baixo custo pede autorização para operar no Brasil

Mais uma empresa aérea de baixo custo (low cost), entrou com pedido para operar no Brasil, informou hoje (26) a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com a Anac, na última semana, a companhia JetSmart deu entrada no pedido para operar voos partindo da Argentina e do Chile para o Brasil.

A empresa é de propriedade do fundo norte-americano Índigo Partners. Segundo a agência, três empresas low cost já tinham pedido autorização para voar no país. A Anac atribui os pedidos à queda da norma que tratava da franquia de bagagens.

Três estrangeiras de baixo custo já chegaram ao país: a europeia Norwegian, a chilena Sky Airlines e a argentina Flybondi.

Pela regra atual, os passageiros podem levar até 10 quilos como bagagem de mão. A volta da franquia de bagagens chegou a ser aprovada pelo Congresso Nacional. O retorno da franquia chegou a ser incluído no texto de uma medida provisória aprovada pela Casa, mas foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Amanhã (27), o Congresso Nacional realiza sessão que deve analisar diversos vetos presidenciais, entre osn quais o veto ao trecho que recriou a franquia de bagagens, determinando o limite de 23 quilos como despacho gratuito de bagagem para aviões com capacidade de mais de 31 lugares.

(Agência Brasil)

Grupo O POVO lança livro sobre os 100 anos do Fortaleza

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O livro Leão 100 anos será lançado no próximo dia 30 de agosto, às 20 horas, no Espaço O POVO de Cultura & Arte. A solenidade contará com a presença de dirigentes, jogadores e ex-atletas.

A edição do livro, que conta um pouco da história do Fortaleza Esporte Clube – com capítulo especial sobre José Raymundo Costa, que foi dirigente do time, é do jornalista Bruno Balacó.

O projeto gráfico e a edição de arte são da Andrea Monnerat e da Mariana Araújo. A coordenação é do jornalista Cliff Villar.

São 208 páginas entre artigos, entrevistas, reportagens, infográficos e fotos. O projeto é do Grupo O POVO.

PSOL define como prioridades demissão de Moro e do ministro do meio Ambiente

A Executiva Nacional do PSOL definiu eixos de ação para este segundo semestre. A pauta foi divulgada nesta segunda-feira e inclui os seguintes pontos: demissão do ministro Ricardo Salles, Greve Mundial do Clima, afastamento do ministro Sérgio Moro, investigação contra Deltan Dallagnon e reforma tributária que taxe os mais ricos.

O objetivo do partido, segundo a assessoria de imprensa da legenda, é estimular a rejeição ao projeto de Bolsonaro entre amplos setores sociais. Desde o início do ano os índices de aprovação do governo caíram de 65% para 30%.

“Apesar de ser ainda um número expressivo de apoio, demonstra que há um enorme contingente de pessoas desiludidas com os resultados desastrosos do governo”, afirma Juliano Medeiros, presidente do PSOL.

“No Carnaval, milhares de pessoas repudiaram os ataques de Bolsonaro à principal festa popular do país. Em março, ocorreram as mobilizações de um ano da morte de Marielle Franco. Em abril tivemos as mobilizações contra a reforma da previdência. Os povos indígenas reuniram milhares em Brasília durante o Acampamento Terra Livre, na luta pela demarcação de suas terras. Em maio, mais de um milhão de pessoas foram às ruas, em todo o Brasil contra os cortes e ataques à educação pública”, lembra o presidente nacional do PSOL.

(Foto – PSOL)

Julgamento de habeas corpo de prefeito afastado de Uruburetama ganha novo capítulo

O Tribunal de Justiça adiou o julgamento do pedido de habeas corpus do médico e prefeito afastado de Uruburetama, José Hilson Paiva. O pedido, encaminhado pelo advogado Leandro Vasques, deveria ter sido julgado nesta segunda-feira, mas o  TJ avaliou que o crime praticado por Paiva nada tem a ver com o exercício do mandato.

Com essa decisão, o pedido passara para a responsabilidade de uma câmara criminal isolada. Ainda não há data para o julgamento.

José Hilson foi indiciado pelo estupro de vulnerável no mês de julho após denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado. Ele foi indiciado por estupro de vulnerável. As denúncias ganharam repercussão nacional depois que o caso  foi veiculado no programa Fantástico, da Globo. Na condição de médico, ele abusava das vítimas e ainda filmava todas as cenas. Há, no entanto, segredo de Justiça.

(Foto – Arquivo)

Ministério da Economia libera R$ 38 milhões para ações contra queimadas na Amazônia

O Ministério da Economia liberou R$ 38,5 milhões ao Ministério da Defesa para combate a incêndios na Amazônia Legal. O valor havia sido contingenciado do montante voltado para Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). As ações de GLO tinham orçamento aprovado de R$ R$ 47,5 milhões. Desse total, cerca de R$ 7,1 milhões estava sendo utilizado.

Na sexta-feira (23), foi instalado o Centro de Operações Conjuntas no Ministério da Defesa para execução de ações nas regiões de fronteira, terras indígenas, áreas da União, além de outras áreas da Amazônia Legal. Mais de 43 mil integrantes das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) estão na região. Eles devem atuar coordenados com órgãos de controle ambiental e de segurança pública.

Dos nove estados que compõem a Amazônia Legal, sete (Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins ) formalizaram e tiveram autorizada a solicitação para emprego da Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLOA) para combate aos focos de incêndio na região.

(Agência Brasil)

Campanha Doe de Coração chega à sua 17ª edição

A 17ª edição da campanha Doe de Coração terá início no próximo dia 2 de setembro, com ações informativas e de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.

Realizada anualmente pela Fundação Edson Queiroz desde 2003, a campanha tem o objetivo de informar e encorajar a população para ampliar o número de doadores.

A iniciativa passará por vários pontos da cidade durante todo o chamado “Setembro Verde”, mês em que é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, festejado no dia 27 de setembro.

Nesta edição, uma das novidades na programação é a realização de um fórum com alguns dos principais especialistas em transplante de órgãos e tecidos do Ceará e do Brasil, que será realizado dia 26 de setembro, na Unifor.

Justiça barra arquivamento pedido por defesa de Guido Mantega

O juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) não aceitou pedido da defesa do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, para interromper a ação penal que o investiga por suposto recebimento de propina da Odebrecht. A informação é da Coluna Radar, da Veja Online.

Segundo a defesa de Mantega, a investigação por lavagem de dinheiro havia sido arquivada pela Justiça Eleitoral em outubro de 2018.

Antônio Bonat, no entanto, afirma que esse arquivamento diz respeito apenas ao crime eleitoral de caixa dois.
“Não houve arquivamento em relação a nenhum outro crime. Como esclareceu a Juíza Eleitoral, sem o crime eleitoral, não havia elemento algum a ensejar a conexão com os demais fatos sob investigação”, acentua o magistrado

(Foto –  Reprodução)

Bolsonaro terá reunião com governadores da região da Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro vai se reunir, nesta terça-feira, em Brasília, com os governadores da região amazônica. Na agenda, apresentação das ações do governo federal para combater a exploração criminosa da Amazônia.

Bolsonaro decidiu usar as forças armadas para conter os incêndios criminosos.

A Polícia Federal também foi acionada e vai centralizar os inquéritos.

(Com Agências)

Sobral é o 11º no ranking das 50 cidades que mais investiram em cultura em 2018

A cidade de Sobral (Zona Norte) ocupa a 11ª posição no ranking dos 50 municípios que mais investiram no setor da cultura, informa a Folha de S.Paulo, em matéria que destaca os investimentos na área realizados em 2018. Segundo dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público (Siconfi), Sobral aplicou um total de 10,1 milhões, que equivale a 1,55% do orçamento municipal para o mesmo ano.

Para o diretor do Serviço Social do Comércio – Sesc São Paulo, Danilo Miranda, “cultura é educação permanente, formação. É diversidade, democratização de acesso às artes e preservação das manifestações culturais no sentido antropológico do termo”.

Os dados apresentados pela Folha refletem a expansão das políticas culturais realizadas pela gestão do prefeito Ivo Gomes, que de 2017 a 2019 ampliou a participação popular ao ocupar bairros e distritos da cidade, com uma programação diversificada e integrativa que reúne música, teatro, dança, circo, artes visuais, audiovisual, literatura, intervenções urbanas e formações livres, tudo com acesso gratuito e pensado para todos os públicos, gêneros e faixas etárias.

A economia criativa, setor responsável pelo capital criativo, tecnológico e intelectual, também se beneficiou com os investimentos em arte e cultura ao gerar emprego e renda para micro e pequenos empreendedores, além de fortalecer a inclusão econômica-social, criando novas oportunidades de trabalho para artistas, produtores, formadores, organizações sociais, centros culturais, bares, restaurantes, hotelaria, gráficas, e prestadores de serviços relacionados à área.

Para o secretário da Cultura, Juventude, Esporte e Lazer de Sobral, Igor Bezerra, os esforços entre o poder público, organizações sociais e a sociedade civil minimizam a vulnerabilidades e evitam riscos sociais. “A cultura é investimento imprescindível em qualquer contexto de promoção da cidadania, atuando estrategicamente como vetor de transformação social, principalmente para a juventude”.

SERVIÇO

*Confira a matéria completa no site da Folha de S.Paulo aqui.

Procuradora-geral quer que dinheiro resgatado da Lava Jato vá para a Amazônia

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu hoje (26) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que R$ 1,2 bilhão do valor pago pela Petrobras em um acordo com autoridades dos Estados Unidos no âmbito da Lava Jato seja destinado para o combate ao fogo na Amazônia.

A nova destinação do dinheiro se justifica diante de “uma nova situação emergencial, decorrente de extensas e devastadoras queimadas na Floresta Amazônica, com imenso impacto ambiental, social e econômico”, escreveu Raquel Dodge em manifestação enviada ao STF.

“Nessa perspectiva, considero necessário ao interesse público a repartição dos valores e destinação dos recursos para incluir a proteção ambiental sustentável, o que atende a toda a sociedade brasileira”, acrescentou a PGR.

Na semana passada, a mesa diretora da Câmara dos Deputados, por iniciativa do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez o mesmo pedido em manifestação enviada ao STF.

Nesta segunda-feira, Raquel Dodge defendeu que o R$ 1,2 bilhão seja encaminhado ao Ministério do Meio Ambiente, sendo R$ 200 milhões destinados ao descontingenciamento do orçamento da pasta e R$ 1 bilhão ao financiamento de ações de proteção ambiental.

A PGR disse que os R$ 1,3 bilhão restantes do dinheiro pago pela Petrobras deve ser destinado à educação, conforme previsto anteriormente.

Bloqueio

O Supremo deve dar a palavra final sobre o destino dos recursos, que chegam no total a R$ 2,5 bilhões, valor que se encontra bloqueado, em uma conta na Caixa Econômica Federal, por força de uma liminar (decisão provisória) do ministro Alexandre de Moraes, proferida em março a pedido da própria PGR.

O dinheiro diz respeito a multas decorrentes de prejuízos causados a investidores norte-americanos por causa da corrupção na Petrobras. A princípio, os recursos seriam destinados a uma fundação ligada à força tarefa da Lava Jato no Paraná, conforme acordo firmado entre a operação e o governo dos Estados Unidos, mas Moraes considerou que tal destinação seria ilegal.

Desde o bloqueio, em março, a destinação do dinheiro tem sido alvo de discussões entre autoridades do governo e do Ministério Público Federal (MPF), sem que até o momento tenha-se chegado a uma resolução. Até mesmo prefeituras, como a do Rio de Janeiro, pleitearam o recebimento de ao menos parte da quantia, alegando prejuízos com queda na arrecadação de royalties do petróleo.

Em um entendimento preliminar entre a PGR e o governo, ficou definido que os recursos seriam destinados às áreas de ciência e educação. A procuradora-geral da República decidiu, entretanto, defender que parte seja agora destinada a órgãos ambientais. “São necessárias ações imediatas e concretas contra queimadas”, afirmou ela.

(Agência Brasil)

CAIXA Cultural apresenta espetáculos de grupo potiguar

A Cia. Pão Doce, do Rio Grande do Norte, vai pisar o palco da CAIXA Cultural de Fortaleza com dois espetáculos, oficina e debates a partir desta terça-feira, 27, e se estendendo até 1º de setembro.

O grupo de Mossoró entra em cartaz na capital cearense com “O Torto Andar do Outro”, inspirado em obra da literatura de cordel e “A Casatória c´a Defunta”, uma comédia cheia de referências da cultura popular nordestina.

O coletivo fará duas apresentações gratuitas da peça ‘A Casatória c´a Defunta’, uma comédia sobre amor, amizade, respeito e equilíbrio entre os mundos físico e espiritual, mostrando através da cena e da música que vida e morte são universos distintos e equivalentes. O desenho sonoro do trabalho caminha entre os ritmos populares do Nordeste com canções autorais executadas ao vivo. As sessões vão acontecer no pátio externo da CAIXA Cultural, na quarta (28) e na quinta (29) sempre às 17 horas. Gratuito.

O palco do Teatro da CAIXA Cultural abre as cortinas, na sexta-feira (30) e no sábado (31), o para o espetáculo ‘O Torto Andar do Outro’, a curiosa história de uma cidade que existia dentro de uma cuia pendurada num galho de jatobá. Os moradores de lá andavam de banda, feito caranguejo. Até que um dia correu a notícia de que um inocente com três anos de idade, num dos bairros da cidade, andava de trás pra frente. A dramaturgia é inspirada na obra “Um Conto Bem Contado” de Antônio Francisco, consagrado escritor potiguar, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Os ingressos vão custar R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira) e a sessão do dia 31 vai contar com acessibilidade em Libras.

Programação

OFICINA: A MÚSICA NO JOGO DO ATOR
27 de agosto, 10h às 12h
Teatro da CAIXA Cultural
Gratuito . Inscrições: ciapaodoce@yahoo.com.br

ESPETÁCULO CASATÓRIA C´A DEFUNTA
28 de agosto, 17h
Pátio Externo da CAIXA Cultural Fortaleza
Gratuito

29 de agosto, 17h
Pátio Externo da CAIXA Cultural Fortaleza
Gratuito

ESPETÁCULO O TORTO ANDAR DO OUTRO
30 de agosto, 20h.
Teatro da CAIXA Cultural
R$ 15 (meia) R$ 30 (inteira)

31 de agosto, 20h (sessão com acessibilidade em libras)
Teatro da CAIXA Cultural
R$ 15 (meia) R$ 30 (inteira)

CAFÉ COM PROSA
01 de setembro, 17h.
Pátio Externo da CAIXA Cultural Fortaleza

SERVIÇO

*Mais Informações – (85) 98835-7619 Ari Areia.

(Foto – Divulgação)

Artigo – “Amazônia: pulmão da economia brasileira”

Com o título “Amazônia: pulmão da economia brasileira”, eis artigo de Cândido Henrique, presidente da Associação Profissional dos Geógrafos do Ceará. Ele aborda a polêmica em torno das queimadas na região amazônica. Confira:

Com uma área de aproximadamente 6,9 milhões de km2, a Amazônia é a maior floresta tropical do mundo. Além de árvores e rios, ela abriga uma das maiores biodiversidades do planeta, fazendo deste bioma um grande prestador de serviços ecossistêmicos. Tais serviços são dos mais variados tipos e vão desde a oferta de produtos florestais madeireiros (frutos, látex, madeiras, ervas, etc.), conhecidos como serviços de provisão, ao controle de ciclos biológicos (nutrientes, estabilidade climática, água, etc.), comumente reconhecidos como serviços de regulação.

Os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, vem monitorando os focos de incêndio na Amazônia brasileira através do Programa Queimadas do Instituto, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, registra o número de 71.497 focos de incêndio entre os dias 1 de janeiro e 18 de agosto deste ano. Esse dado numérico é 82% maior do que o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 39.194 focos de incêndio, tendo uma última grande onda semelhante a atual em 2016, com 66.622 focos de queimadas entre essas datas. Para economia brasileira, que possui o agronegócio como um grande diferencial na balança comercial e importante participação na composição do PIB, a perda de áreas florestais da Amazônia é preocupante, pois a floresta é o maior contribuinte dos índices pluviométricos nas principais fronteiras agrícolas do país.

O desconhecimento, por parte da população, dos reais benefícios deste ecossistema e a falta de indicadores das quais os expressem têm contribuído para o aprofundamento da degradação ambiental. Certamente, os custos de oportunidade impostos aos donos de terras derivados da opção pela conservação de áreas florestais nessa região são significativos. Todavia, são reducionistas os estudos que omitem os benefícios advindos da preservação da cobertura florestal, já que não contrapõem tais custos de oportunidade a estimativas dos ganhos – monetários, inclusive – obtidos pela manutenção dos ecossistemas florestais.

Nestas situações, análises de custo-benefício da retirada da floresta se tornam limitadas, caso uma correta comparação entre os custos e benefícios envolvendo o uso do capital natural não estiver presente. De maneira geral, os valores da Amazônia são calculados com base em uma ótica mercadológica e sem o devido cuidado para com os valores dos serviços intangíveis, da qual faz com que os mesmos, fiquem subestimados. Em outras palavras, a decisão de converter a Floresta Amazônica em usos agropecuários nem sempre é acompanhada de uma criteriosa avaliação sobre todos os benefícios gerados pela Amazônia em termos de serviços ecossistêmicos, principalmente em se tratando dos serviços de regulação.

É importante destacar o estudo realizado pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Stefan Wolff sobre os efeitos dos rios voadores da Amazônia sobre a produção agrícola do Centro-Sul do Brasil. Lá é possível observar evidências técnicas claras, a qual esse fenômeno natural conhecido como rios voadores pode ser interrompido com o avanço do desmatamento e incêndios na floresta amazônica, e com isso grande parte da safra agrícola brasileira sofrerá perdas de produção drásticas que podem levar a  um colapso da economia agrícola do Brasil. Portanto longe das guerras ideológicas e das fakenews da qual parecem que tomaram conta da sociedade nos últimos 5 anos, precisamos entender de forma definitiva que a Amazônia é importante não por ser o “pulmão” do mundo, mas por ser o “pulmão” da economia de nosso país.

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo. Abrigando uma das maiores diversidades do planeta, fazendo deste bioma um prestador de serviços ecossistêmicos. Para economia brasileira a perda de áreas florestais é preocupante, pois a floresta é o maior contribuinte dos índices pluviométricos nas fronteiras agrícolas do país. A falta de conhecimento da população e a falta de indicadores das quais os expressem têm contribuído para o aprofundamento da degradação ambiental. Os valores da Amazônia são calculados com base em uma ótica mercadológica, ou seja, converter a Floresta Amazônica em usos agropecuários não é acompanhada de uma avaliação sobre os benefícios gerados ecossistêmicos, principalmente dos serviços de regulação.  

*Cândido Henrique, 

Presidente da Associação Profissional dos Geógrafos do Ceará.

Gastos de brasileiros em viagem ao Exterior são os maiores para julho desde 2014

Asdespesas de brasileiros em viagens ao exterior aumentaram em julho. No mês passado, os gastos totalizaram US$ 1,898 bilhão, com crescimento de 9,64% em relação ao mesmo mês de 2018 (US$ 1, 731 bilhões). É o maior resultado para o mês desde julho de 2014 (US$ 2,408 bilhões). Os dados foram divulgados hoje (26) pelo Banco Central (BC).

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o dólar mais barato estimulou as viagens internacionais nos últimos meses. Ele lembrou que a taxa de câmbio média estava em R$ 4, em maio, caiu para R$ 3,86 em junho e para R$ 3,75 em julho. Para agosto, a expectativa é que o aumento de gastos “pode se reverter”.

“Aparentemente o aumento do câmbio em agosto, vai reduzir as despesas com viagens”, destacou.

Dados preliminares deste mês, até o dia 22, mostram que as despesas chegaram a US$ 992 milhões, enquanto que as receitas de estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 314 milhões.

Nos sete meses do ano, esses gastos com viagens ao exterior estão menores. Nesse período, as despesas chegaram a US$ 10,705 bilhões, queda de 5,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a US$ 598 milhões no mês passado e a US$ 3,674 bilhões em sete meses, com crescimento de 43,41% e de 0,46%, respectivamente, na comparação com os mesmos períodos de 2018. Com isso, a conta de viagens, formadas pelas despesas e as receitas, fechou julho negativa em US$ 1,3 bilhão e nos sete meses do ano com déficit de US$ 7,030 bilhões.

Contas externas

As viagens internacionais fazem parte da conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) das transações correntes, que são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países. No mês passado, a conta de serviço ficou negativa em US$ 2,957 bilhões e no acumulado de janeiro a julho, em US$ 18,977 bilhões.

A balança comercial contribuiu positivamente para o resultado das contas externas ao registrar superávit (exportações maiores que importações de mercadorias) de US$ 1,602 bilhão em julho e de US$ 24,350 bilhões em sete meses.

A conta de renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) registrou déficit de US$ 7,927 bilhões no mês passado e de US$ 28,856 bilhões de janeiro a julho.

A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 247 milhões no mês passado e de US$ 1,8 bilhão nos últimos sete meses.

Com esses resultados, as transações correntes fecharam julho com déficit de US$ 9,035 bilhões e o acumulado de sete meses com saldo negativo de US$ 21,683 bilhões. Nos mesmos períodos de 2018, os resultados negativos eram menores: US$ 4,396 bilhões e US$ 12,261 bilhões, respectivamente.

O BC espera por um déficit em transações correntes menor para julho: US$ 5,3 bilhões. Segundo Rocha, a expectativa foi frustrada devido a “de maior quantidade de importações na última semana e também por uma remessa de lucros e dividendos mais elevadas do que o antecipado pelo Banco Central”.

De acordo com Rocha, o resultado do acumulado do ano até julho é explicado por dois motivos: redução do superávit comercial e aumento do resultado negativo da conta de renda primária.

“O superávit comercial se reduziu US$ 6,8 bilhões [na comparação com janeiro a julho de 2018], devido fundamentalmente à redução das exportações”, disse.

Segundo ele, enquanto as exportações caíram 4,7%, as importações aumentaram 0,4%, de janeiro a julho deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo Rocha, a renda primária foi impactada pelo aumento das remessas de lucros para o exterior. Ele acrescentou que a redução do supérávit comercial é responsável por cerca de 60% do aumento do déficit das transações correntes, enquanto que a conta de renda primária responde por 40%.

Para agosto deste ano, o BC espera que o déficit em transações correntes fique em US$ 4,8 bilhões.

Investimento estrangeiro

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o investimento direto no país (IDP), porque os recursos são aplicados no setor produtivo. No mês passado, esses investimentos chegaram a US$ 7,658 bilhões, abaixo do déficit em transações correntes. Nos sete meses do ano, entretanto, superaram o saldo negativo das contas externas ao registrarem US$ 44,996 bilhões.

Esses investimentos superaram a previsão do BC para o mês: US$ 6,5 bilhões. Para agosto, a previsão é que o IDP fique em US$ 5,5 bilhões. Neste mês até o último dia 22, o investimento direto no país estava em US$ 4,749 bilhões. “Não obstante seja um resultado de ingressos robustos, se esse resultado de US$ 5,5 bilhões se confirmar, se comparar com agosto de 2018, quando houve um montante de ingressos fora da curva por volta de US$ 11 bilhões, haverá uma redução do IDP em 12 meses”, disse.

(Agência Brasil)

Avaliação do governo Boslonaro ainda é negativa, mas com tendência de melhora, diz CNT

Foi divulgada nesta segunda-feira a pesquisa de nº 144 da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre os índices de popularidade do governo federal e do presidente Jair Bolsonaro. A CNT realizou 2002 entrevistas em 137 municípios brasileiros de 25 estados, entre 22 e 25 de agosto, e concluiu que 39,5% da população avaliam o governo como negativo; 29,4%, como positivo e 29,1% como regular. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. As informações são do Correio Braziliense.

Apesar da visão negativa, os entrevistados veem a atual gestão com otimismo no emprego. Para os próximos seis meses, 36,6% afirmam que a situação vai melhorar e 32,9%, que se manterá como está. Para 28% dos entrevistados, porém, a perspectiva é de piora até o fim do semestre. Na renda mensal, o brasileiro também demonstra otimismo: 58,8% disseram que a situação ficará estável, 28,3% acha que haverá melhora e 16,8%, que haverá uma piora.

Outro setor que segue a mesma tendência da renda mensal é o da saúde. A expectativa de 38,6% da população para os próximos seis meses é de que a situação permanecerá como está, 31,3% acreditam que vai melhorar e 27,9%, que vai piorar.

A área de educação também traz otimismo. Da população ouvida, 36,7% acreditam que ficará igual, 30,8%, que haverá melhora, e 29,3%, que haverá piora.

A área de segurança é a que tem melhor perspectiva de desempenho para os próximos seis meses: 37,8% acredita que haverá melhora, 32,9%, que não haverá melhora ou piora e 26,8%, que a situação deve se agravar.

No tópico de melhor e pior desempenho, cada entrevistado pode apontar duas opções. O combate à corrupção foi o mais bem avaliado, com 31,3%. Na sequência, segurança (20,8%), redução de cargos e ministérios (18,5%) e economia (2,8%). As piores avaliações, por sua vez, ficaram com saúde (30,6%), meio ambiente (26,5%), educação (24,5%) e economia (17,6%). Os maiores desafios apontados pelos brasileiros são saúde (54,7%), educação (49,8%), emprego (44,2%) e segurança (36,4%).

(Foto – Agência Brasil)

CUFA deve expandir ações para o Cariri

O deputado federal Pedro Augusto Bezerra (PDT) recebeu, em seu gabinete, em Brasília, o presidente da CUFA Global – Central Única das Favelas, Preto Zezé.

No encontro, os dois conversaram sobre a Taça das Favelas, a Liga de Empreendedores Comunitários, o Festival de Arte nas Favelas e também sobre a atuação da CUFA nas comunidades do Cariri*.

“Nossa parceria está só começando”, disse, após encontro com Preto Zezé o deputado Pedro Bezerra.

(Foto – Divulgação)

G7 promete 20 milhões de euros para ajudar no combate às queimadas na Amazônia

A cúpula do G7 vai providenciar 20 milhões de euros (cerca de R$ 91 milhões) de ajuda emergencial para combater as queimadas na Amazônia. É o que informa o presidente da França, Emmanuel Macron, segundo a agência Reuters.

A maior parte do dinheiro será destinada ao envio de aviões Canadair de combate a incêndios, anunciou a presidência francesa, segundo a agência France Press.

Além desta frota aérea, o G7 concordou com uma assistência de médio prazo para o reflorestamento, a ser apresentado na Assembleia Geral da ONU no final de setembro, para o qual o Brasil terá que concordar em trabalhar com ONGs e populações locais, disse o Palácio do Eliseu (governo francês).

(Também com Portal G1/Foto – AFP)

Artigo – “Bolsomínions X Esquerdopatas”

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Com o título “Bolsominions” x “Esquerdopatas”, eis artigo de Alexandre Pereira, empresário e presidente do Cidadania do Ceará. Ele comenta os extremos da política brasileira e suas semelhanças. Confira:

Sou de uma geração que formou sua consciência entre o final do século XX e início do novo milênio. Somos testemunhas do mal que têm feito ao mundo as paixões políticas exacerbadas. Sim, a política, como espaço de definição do destino coletivo, é apaixonante, mas árdua porque em sua arena se batem muitos conflitos de interesses. Sem uma boa dose de paixão não é fácil fazer dela uma tarefa.

Com base na experiência, observo que há um limite a partir do qual a paixão deixa de ser um fator de motivação e passa a ser um entrave na busca de soluções para os dilemas da sociedade. Quando uma pessoa adota postura política radical, se vê tentada a subjugar a realidade às suas crenças quando, ao contrário, deveria submeter suas crenças ao crivo da realidade.

Daí à intolerância no trato com as diferenças e o desejo de silenciar o outro é um passo. É o que se vê hoje no Brasil, não só nas ruas, mas até no convívio familiar: o país tocado pela mão sombria do ódio. Os polos mais extremos denominam um ao outro pejorativamente (“coxinhas” e “mortadelas”, “bolsominions” e “esquerdopatas”) em um arrivismo estéril.

Ambos se julgam diferentes e não percebem o quanto são, em muitos aspectos, semelhantes: chamam, pejorativamente, a quem ainda acredita no debate paciente como caminho mais seguro para as soluções que a nação reclama, de “isentões”, como se o esforço de buscar no equilíbrio as melhores respostas fosse um vício hipócrita, e não um virtude.

Quando partimos da premissa de que o outro está errado, tomamos um posição. Mas quando a premissa é a de que o outro está errado por força de uma deformação moral, trava-se então um diálogo sectário e sem resultado. A cizânia dificulta a formação de convergências, tão necessárias à estabilidade das instituições.

Muito me identifico com o partido em que atuo e do qual sou presidente no Ceará, o Cidadania 23, entre outros motivos, por sua vocação para o acolhimento da diversidade, a ausência de preconceitos ideológicos e a consciência de que todas as experiências humanas rendem algum tributo ao futuro.

Há sempre algo a aprender com o que não somos e, como bem disse o estadista francês François Mitterrand, “ninguém deveria evocar para si o monopólio das virtudes”. A diferença é necessária. A tolerância a ela, mais ainda.

*Alexandre Pereira

Empresário e Presidente do Cidadania 23 no Ceará.