Blog do Eliomar

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Plenário do Senado é motivo de felicidade para Eunício

O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (PMDB), anda todo pimpão com o resultado de um levantamento encomendado à área técnica do Senado.

De acordo com a Veja Online, a tabela mostra que, até maio último, a gestão de Eunício aprovou 68 propostas no plenário, o maior número do período desde 2007.

Em seus últimos dois anos na presidência do Senado, Renan Calheiros viu serem aprovadas 63 matérias entre janeiro e maio do no ano passado e outras 40 nos primeiros cinco meses de 2015.

Procurador da República comenta a troca de acusações entre Joesley e Temer

O procurador da República no Ceará, Alessander Sales, encontra-se em Brasília. Antes do embarque, nesta madrugada de segunda-feira, informou que ali iria participar de um curso, no âmbito da Procuradoria-Geral da República, sobre Negociação.

Sales disse que essa prática da PGR objetiva reduzir processos e conflitos, buscando sempre acordo entre as partes. “Nós já usamos a negociação no caso do Parque do Cocó e no caso das obras da Beira Mar e adotamos agora a negociação em torno do impasse relacionado ao caso das barracas da Praia do Futuro”, adiantou Sales.

Alessander Sales falou sobre a briga de acusações travadas entre o empresário Joesley Batista, da JBS, e o presidente Temer. Para ele, o caso virou questão pessoal. Temer disse que vai processar o empresário.

O procurador confirmou ter pedido abertura de inquérito à PGR para que se avalie a sua conduta diante do caso de desvios na obras da adutora do Castanhão. O engenheiro suspeito de receber propina, Marco Antônio Araripe, prestou serviço como perito ao gabinete do procurador na época em que ocorreu o esquema.

Procurador da República, Sales só poderia ser investigado a partir de pedido da PGR ao Tribunal Regional de Federal (TRF) em Recife. No entanto, Sales alega que a PGR não encontrou evidências para abrir inquérito contra ele.“Pedi ao procurador-geral que ampliasse a investigação e visse se tem alguma coisa errada no meu comportamento”, disse Sales.

Sisu 2017 – Prazo para inscrição na lista de espera termina nesta segunda-feira

Hoje é o últimos dia para os candidatos à segunda edição deste ano do Sistema de Seleção Unificada se inscreverem na lista de espera. Podem participar os candidatos que não foram selecionados na chamada regular ou que foram aprovados somente para a segunda opção de curso, tendo ou não se matriculado. A convocação dos aprovados está prevista para o próximo dia 26.

Para participar, basta acessar a página do Sisu na internet. É necessário ter em mãos o número de inscrição e a senha do Enem de 2016. A lista de espera do Sisu é restrita à primeira opção de vaga do candidato.

Concluída a manifestação de interesse, será emitida uma mensagem de confirmação. A convocação dos selecionados para a matrícula caberá às próprias instituições de educação superior. Assim, é importante que os participantes acompanhem as convocações feita por elas.

Sisu

Sistema informatizado do Ministério da Educação, o Sisu oferece vagas no ensino superior público com base na nota do Enem. Ao todo, serão ofertadas 51.913 vagas em 1.462 cursos de 63 instituições de ensino, entre universidades federais e estaduais, institutos federais e instituições estaduais.

Nesse processo, valerá a nota do Enem 2016. Para participar, os candidatos não podem ter tirado 0 na redação do Enem. Além disso, algumas instituições estabelecem notas mínimas para ingresso em determinados cursos. No ano passado, mais de 6 milhões fizeram o Enem.

(Agência Brasil)

Com a chegada da Fraport, leque de empresas interessadas em instalar hub vai além da Latam

Da Coluna Vertical, do O POVO desta segunda-feira:

De forma silenciosa, o governador Camilo Santana (PT) iniciou conversas com outras empresas aéreas interessadas em instalar um hub. Antes cortejada pelo Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte para montar um centro de conexões, a Latam virou apenas mais uma opção.

Após a concessão do Aeroporto Internacional Pinto Martins para a alemã Fraport, com investimentos de mais de R$ 2 bilhões, o terminal cearense virou a menina dos olhos do segmento.

Já é dado como certo que a ida de Camilo à Europa, no fim deste mês, não será apenas para negociar, em Paris, a vinda do Instituto Pasteur para o Polo Químico do Eusébio. Camilo agendou conversas com algumas empresas europeias do setor aéreo.

Ceará embarca para Goiânia. De técnico novo, a ordem é reabilitação

O time do Ceará embarcou, na madrugada desta segunda-feira, na rota de Goiânia onde, nesta terça-feira à noite, enfrentará  equipe do Vila Nova em partida válida pela Série B, do Brasileirão. Os jogadores passaram rapidamente pelo Aeroporto Internacional Pinto Martins, que não contou com a presença de torcedores. A equipe seguiu de avião para Brasília e de lá pega ônibus com destino à Capital goianiense.

O alvinegra está na 11º colocação da tabela e precisa de reabilitação. Dentro desse objetivo, mudou o técnico. Saiu Givanildo Oliveira e entrou Marcelo Chamusca, que assistirá à partida desta terça-feira em Goiânia.

No grupo, viajou Ricardinho que disse para o Blog estar pronto para jogar. Ele volta de longo tempo de recuperação no Departamento Médico. O centro-avante Magno Alves nõ foi visto embarcando com o grupo.

Marcelo Chamusca é o novo técnico do Ceará

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PAYSANDU/DIVULGAÇÃO

O Ceará já tem novo técnico para a Série B do Campeonato Brasileiro. É Marcelo Chamusca, que até sábado, 17, dirigia o Paysandu. Ele se desligou da equipe paraense na tarde deste domingo, 18, e foi anunciado de forma oficial pelo Vovô minutos depois.

O Esportes O POVO apurou que o acerto entre Ceará e o treinador foi feito antes mesmo dele se desligar do Paysandu. Com ele, virão o auxiliar Caé Cunha e o preparador físico Roger Gouveia.

Marcelo Chamusca deve viajar para Goiânia (GO) e ali assistirá à partida entre Vila Nova e Ceará, terça-feira, 20.

Ele tem duas passagens pelo futebol cearense, ambas no Fortaleza. Pelo Leão, o treinador conquistou um Campeonato Cearense, porém, ficou marcado por dois fracassos no “mata-mata” da Série C.

No primeiro semestre da temporada 2017, Marcelo Chamusca conquistou o Campeonato Paraense com o Paysandu e no ano passado levou o Guarani de Campinas da Série C para a Série B do Brasileiro.

(O POVO Online)

Anvisa avança na regulação da maconha para fins medicinais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa( avançou na regulamentação do plantio de maconha para fins de produção e de pesquisa para fins medicinais, que será feita até o fim do ano.

A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.adiantando queserão emitidos certificados autorizando o plantio de forma a atender a demanda do mercado interno de pacientes.

O Ministério da Saúde e a Polícia Federal entrarão na mesa de discussão após uma consulta pública em agosto.

Ciro Gomes chama Temer de “canalha” e volta a ficar contra uma candidatura de Lula a presidente

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O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes (PDT), afirmou ser improvável que o presidente Michel Temer (PMDB) não conclua o mandato. Foi o que ele disse em Belo Horizonte, ao participar do ato Minas Pelas Diretas Já e do 55º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), no fim de semana.

“Ele (Temer) representa organicamente o centro do poder real no Brasil, e ele está fazendo o que pode e o que não pode. Eu o conheço, ele não tem escrúpulos, ele é um grande canalha. Está espionando ministro do Supremo com a Abin, está perseguindo adversários e isso está funcionando”, disse.

Durante o congresso, Ciro foi questionado sobre sua candidatura e afirmou que isso não está garantido. “É muito cedo. Eu propus aqui que a gente debatesse o Brasil. Entrarei com a minha proposta e, nessa hora, pedirei as simpatias, mas agora não é hora de dividir, é hora de somar.”

Ele prega que os partidos de esquerda se unam para derrubar Temer e deixem para se dividir em “julho de 2018”, às vésperas da eleição.

A respeito da realização de eleições diretas – que demandaria mudança na Constituição-, Ciro disse que seria “bom ter a mão do povo limpando a área, mas eu não acredito muito que isso aconteça”.

Ciro ainda se posicionou contrário a uma nova candidatura do ex-presidente Lula. “Ele desserve ao Brasil e a sua própria biografia se ele não ajudar a construir uma passagem para um novo projeto. Na hora que ele entrar, o Brasil se divide numa reflexão odienta e apaixonada ao redor dele.”

Ciro responsabilizou Lula por ter colocado Temer na linha de sucessão e por ter indicado Dilma Rousseff, “uma pessoa sem experiência e que acabou se vulnerando a esse golpe”. “Porque [Lula] ficou tão poderoso, tão dono da verdade, que não ouviu mais ninguém”, completou.

Em fala aos estudantes, Ciro lembrou que Lula pediu o impeachment de Fernando Henrique Cardoso a Temer, então presidente da Câmara, em 1999, e afirmou que desaprovou a atitude.

“Remédio pra governo ruim não é impeachment. Quando a gente repete a história é como farsa ou tragédia”, disse.

“Eu disse: Lula, não faça isso. Numa democracia verde como a nossa, se a gente legitimar esse caminho, na próxima que um de nós estiver no poder, eles vão fazer, com a diferença que eles tem a mídia e o poder econômico.”

“O que segura o país é o consenso ao redor de estruturas e não esses oportunismos de conveniência. Um dia a gente usa contra eles e perde a autoridade moral quando vierem usar contra nós”, completou.

Em outro momento, voltou a afirmar que a história brasileira adora se repetir, ao lembrar que Fernando Collor se elegeu com a promessa de moralizar o país.

“O [João] Doria [PSDB] é a tentativa deles, mas ele é tão fraquinho que vão ter que inventar outro. Daqui até dezembro ele morreu.”

(Fonte – Folhapress)

Os planos de Rodrigo Maia

Cotado como favorito no caso de uma eleição indireta, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), está em uma posição confortável no tabuleiro pós-2018, segundo a Coluna Radar, da Veja Online.

Seu plano, caso não substitua Temer, é ser reeleito presidente da Câmara por mais dois anos (provavelmente vai) e ter a companhia do pai César Maia, como senador.

Caso Temer pode parar só no segundo semestre deste ano

A decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de adiar o pedido de abertura de ação penal contra o presidente Michel Temer pode levar para o segundo semestre a votação, na Câmara, do aval para que o STF analise o caso. Informa a Coluna Radar, da Veja Online.

A menos que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), esteja realmente disposto a cancelar o recesso de julho.

Joesley diz que Temer comanda a quadrilha mais perigosa do Brasil

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O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, acusou o presidente Michel Temer (PMDB) de ser o “chefe da maior e mais perigosa organização criminosa” do Brasil, em entrevista exclusiva à revista Época. Responsável por gravar conversa comprometedora com o peemedebista para delação premiada na Lava Jato, o executivo atacou o presidente e comentou sobre os motivos que o levou a gravá-lo e se oferecer à Procuradoria Geral da República (PGR), além de discorrer sobre o PT, Luiz Inácio Lula da Silva, PSDB, Aécio Neves e outros políticos ligados a Temer.

À revista, Joesley afirmou que o presidente costumava lhe pedir favores e tratava sobre propina com naturalidade. O executivo da JBS contou que a relação entre eles era “institucional, de um empresário que precisava resolver problemas”. Batista acredita que Temer via o empresário como alguém que pudesse financiar as campanhas e fazer esquemas que renderiam propina. “O Temer não tem muito cerimônia para tratar desse assunto (propina). Não é um cara cerimonioso com dinheiro”, disse. “Ele nunca me chamou lá para bater papo. Sempre que ele me chamava eu sabia que ele ia me pedir alguma coisa ou ele queria alguma informação”, comentou em outro trecho da entrevista.

O empresário explica que sempre teve acesso a Temer. Segundo Joesley, Temer chegou a pedir para que ele pagasse o aluguel de um escritório. “Teve vez que ele me pediu para ver se eu pagava o aluguel do escritório dele na praça (Pan-Americana, em São Paulo). Eu desconversei, fiz de conta que não entendi. Não ouvi. Ele nunca mais me cobrou”, afirmou. Em outro trecho da entrevista, o executivo relata sobre a figura aparentemente “inofensiva” do presidente. “Temer parece inofensivo. Professor de Direito Constitucional, advogado. Você olha para ele e não acredita que seria o presidente que botaria o exército na rua. Ou que teria aquela conversa comigo ou que estaria se comportando dessa forma para se segurar ao poder. Sem limites”.

A organização apontada por Joesley, na qual Temer seria o líder, teria como integrantes os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Este último, de acordo com o empresário, se referia a Temer como o seu superior hierárquico. “Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio (o operador Lúcio Funaro). O que ele não conseguia resolver, ele pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel”, detalhou.

O empresário também disse ter medo da organização criminosa. Conforme o executivo da JBS, os integrantes do grupo que não foram presos, estão no Planalto. “Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida. Daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele”.

A Época divulgou apenas parte da entrevista com Joesley. Trechos que envolvem Lula e Aécio, por exemplo, não foram divulgados no site da revista. A edição com a entrevista com o empresário estará disponível nas bancas neste sábado, 17.

Banco do Nordeste reforça incentivo ao turismo rural na região

Marcos Holanda preside o BNB.

Para atender mais clientes com produção em base agroecológica e orgânica, atividades que estão bastante relacionadas, o Banco do Nordeste está identificando mercados potenciais para o desenvolvimento das atividades, dentre outras estratégias, em contratos no âmbito de linhas de crédito como o Agroamigo Mais e o Pronaf Agroecologia. A Instituição resolveu assim seguir a orientação da Organização das Nações Unidas (ONU) que elegeu 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, informa a assessoria de imprensa do banco.

São passíveis de financiamento atividades como administração de hospedagem e o fornecimento de alimentação em restaurantes e meios de hospedagem, todos no meio rural. Também podem ser contempladas a organização e a promoção de visitas a propriedades rurais produtivas ou inativas de importância histórica, exploração de vivência de práticas do meio rural e exploração de manifestações artísticas ou religiosas no meio rural.

“A realização de turismo em áreas rurais favorece bastante a geração de renda e a ocupação que ajudam muito na sustentabilidade das famílias envolvidas. O desenvolvimento de atividades não agrícolas no meio rural serve para estabilizar a renda das famílias e agregar valor à produção”, afirma o superintendente de Microfinança e Agricultura Familiar do BNB, Alex Araújo. Para ele, o setor tem tudo para deslanchar.

Pesquisa

Segundo a pesquisadora do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), Maria Odete Alves, autora do estudo “Pluriatividade como estratégia de sobrevivência no Sertão nordestino”, as atividades não agropecuárias entre agricultores familiares, como é o caso do turismo rural, costumam gerar renda superior à das atividades agropecuárias. “Interessante que, mesmo nessas situações, os agricultores se autodenominam agricultores”, observa.

De acordo com Maria Odete, no entanto, ainda não existem números consolidados que possam apresentar uma fotografia do setor. “É uma atividade eminentemente da agricultura familiar, por isso, com baixo potencial de geração de empregos, tendo passado por leve crescimento nos últimos anos”, diz o estudo. O Etene é o órgão de pesquisas do Banco do Nordeste.

Membros dos Ministérios Públicos do Brasil e Argentina vão investigar Odebrecht

O Brasil e a Argentina criaram hoje (16) uma equipe conjunta para investigar o escândalo da empreiteira brasileira Odebrecht, que admitiu ter pago propinas em vários países para obter contratos de obras públicas.

“Nossa união é o único caminho para enfrentarmos esse quadro sombrio de corrupção que tomou conta da maioria de nossos estados”, disse o procurador-geral da Republica, Rodrigo Janot, em discurso na XXI Reunião entre Ministérios Públicos do Mercosul, realizada em Buenos Aires.

O Ministério Publico do Brasil recebeu até agora 80 pedidos de cooperação jurídica internacional. Segundo Janot, os crimes cometidos em outros países, entre eles a própria Argentina, “só foram revelados graças a acordos de colaboração premiada”, firmados pela Justiça brasileira, em dezembro de 2016, com 78 executivos da Odebrecht.

Dezesseis dos 78 delatores deram informações sobre fatos ocorridos no exterior. Na Argentina, a empreiteira reconheceu ter pago propinas durante o governo de Cristina Kirchner  (2007-2015). Seu principal rival politico, o atual presidente Mauricio Macri, assumiu com a promessa de combater a corrupção. Mas diferenças entre as legislações dos dois países têm impedido a entrega de provas por parte da Justiça brasileira ao Ministério Publico argentino.

Em seu discurso, Janot explicou que o Brasil só pode compartilhar as informações obtidas nas delações premiadas com países que respeitarem as mesmas condições negociadas no acordo entre a Justiça e os delatores.  “Os colaboradores não podem responder duas vezes, ainda que em países distintos, pelos mesmos fatos relatados nos acordos que firmaram no Brasil”, acrescentou Janot.

A Argentina aprovou recentemente uma lei que contempla a delação premiada para crimes de corrupção. Mas, como ela não pode ser aplicada de forma retroativa, a Justiça do país está impedida de negociar penas menores com os envolvidos no escândalo Odebrecht.

“Isso não significa, todavia, que os países solicitantes devam conceder imunidade ou benefícios ilegais aos colaboradores”, afirmou Janot. “Significa apenas que o Brasil não está autorizado a enviar ao exterior provas fornecidas por colaboradores, não podendo tampouco facultar a coleta de depoimentos desses mesmos colaboradores, sem prever limites ao uso da prova voluntariamente fornecida por eles.”

O acordo de cooperação assinado nesta sexta-feira entre Argentina e Brasil tem por objetivo incrementar o diálogo entre os ministérios públicos, de modo a harmonizar as legislações dos dois países e facilitar investigações futuras. De acordo com Janot, “a cooperação jurídica deve ser a palavra de ordem nesses foros internacionais, agora mais que nunca”.

(Agência Brasil)

Delação de Palocci não preocupa Lula

A quem lhe pergunta sobre a delação do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, o ex-presidente Lula demonstra uma impressionante tranquilidade, informa a Coluna Radar, da Veja Online.

O ex-governador do Rio, Sergio Cabral, agia igualzinho dias antes de ser preso.

Palocci pediu prisão domiciliar para delatar. Ele promete entregar banqueiros e empresários, além do ex-presidente.

Joesley reafirma, em novo depoimento à PF, acusações a Temer

 

 

De volta ao Brasil desde domingo passado (11), o empresário Joesley Batista, dono da JBS, prestou novo depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (16), reforçando as acusações ao presidente Michel Temer. De acordo com seus advogados de defesa, o conteúdo foi o mesmo apresentado com provas na delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo o empresário, o ex-assessor e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB), preso desde o último dia 3, recebeu dinheiro que seria destinado a Temer e, em contrapartida, o grupo JBS receberia benefícios do governo. Posteriormente, a Polícia Federal filmou Rocha Loures saindo de um restaurante em São Paulo com uma mala com R$ 500 mil em dinheiro.

Na operação, que resultou na delação de executivos da JBS, Joesley Batista gravou uma conversa com Michel Temer no Palácio Jaburu, residência do presidente da República. O encontro não foi registrada na agenda do presidente. No diálogo, a Procuradoria-Geral da República sustenta que Temer deu aval para que Joesley mantivesse uma mesada para o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), preso na Lava Jato, com o objetivo de ele não fazer delação premiada.

Dias depois, Temer acusou o dono da JBS de distorcer e editar a gravação, e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), que abriu inquérito contra o peemedebista a pedido da PGR, para que o processo só tivesse andamento após a perícia do áudio pela Polícia Federal. A PF ainda não concluiu a análise da gravação.

Na última quarta-feira (14), foi a vez de a PF ouvir Eduardo Cunha como testemunha no inquérito da JBS. Preso desde outubro, Cunha disse que seu silêncio “nunca esteve à venda”, negando que tenha recebido propina para não fazer delação. O ex-presidente da Câmara negou, também, que tenha sido procurado por Temer com o objetivo de negociar o seu silêncio.

Joesley responde Temer

A assessoria de Joesley Batista respondeu às acusações de Michel Temer, de que o empresário teria feito a delação, comprado dólares antes da alta da moeda em decorrência da divulgação da gravação, e estaria “livre e solto” em Nova york, nos Estados Unidos. A nota informa que o empresário viajou para a China e não para “passear na Quinta Avenida, em Nova York, ao contrário do que chegou a ser noticiado e caluniosamente dito até pelo presidente da República”.

Segundo a nota, o empresário participou de reuniões de trabalho em Brasília, na segunda-feira, e em São Paulo, na terça. O texto informa que Joesley continua a morar e a criar seus filhos no Brasil.

O empresário saiu do país em um jatinho particular pouco depois da divulgação de gravações feitas por ele de uma conversa com o presidente Michel Temer. O áudio motivou a abertura de um inquérito contra o presidente no STF.

Aécio quer ter eventual pedido de prisão julgado no plenário do STF

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediu hoje (16) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o pedido de prisão contra ele seja julgado por todos os 11 integrantes da Corte, em plenário, e não pela Primeira Turma, composta por cinco ministros, conforme previsto.

Está marcada para terça-feira (20), na Primeira Turma, o julgamento de dois recursos: um do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que quer a prisão preventiva de Aécio, e outro do próprio senador pedindo que seja assegurada sua liberdade.

Para julgar a questão, os ministros deverão analisar a aplicação ao caso do artigo 53 da Constituição, segundo o qual os parlamentares “não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável”.

O advogado Alberto Zacharias Toron, que representa Aécio, argumentou que o tema afeta a relação entre os poderes, e, por isso, deve ser analisado pela composição completa do Supremo, “diante do inegável alcance político/institucional que a controvérsia assume”.

Ao negar um primeiro pedido da PGR pela prisão de Aécio, o ministro Edson Fachin, então relator do caso, mencionou a garantia constitucional do parlamentar, mas disse que, em um momento posterior, o assunto deveria ser melhor discutido em plenário. Entretanto, após a redistribuição do processo, a pedido da defesa, o novo relator, Marco Aurélio Mello, pautou a questão para a Primeira Turma.

Nesta semana, a Primeira Turma do STF decidiu, por 3 votos a 2, manter Andréa Neves, irmã de Aécio, presa preventivamente, ao julgar improcedente um recurso da defesa.

Votaram a favor da prisão os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux, enquanto o relator, Marco Aurélio Mello, e Alexandre de Moraes votaram pela soltura da investigada.

(Agência Brasil/Foto – Agência Estado)

Temer cumprirá agenda na Rússia e Noruega na próxima semana

O presidente Michel Temer viaja à Rússia e Noruega na próxima semana para buscar um estreitamento das relações do Brasil com os dois países. A agenda inclui reuniões com o presidente Vladimir Putin, em Moscou, e com o rei Harald V e a primeira-ministra Erna Solberg, em Oslo, além de encontros com investidores.

“O presidente Temer reafirmará a mensagem de firme compromisso com a agenda de reformas e de maior e melhor integração do país com os fluxos globais de comércio e de investimentos”, sintetizou o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola. Temer embarca na próxima segunda-feira (19) e retorna ao Brasil na sexta-feira (23).

Segundo Parola, na Rússia, a agenda será voltada à captação de investimentos na área de energia. Temer também deverá explorar possibilidades em empreendimentos de ferrovias, portos e outros domínios de infraestrutura. Em Moscou, está prevista a assinatura de acordos bilaterais em áreas como promoção de comércio e investimentos, intercâmbio cultural e consultas políticas.

Na Rússia, Temer reúne-se também com o primeiro-ministro Dmitry Medvedev, com a presidente do Conselho da Federação, Valentina Matvienko, e com o presidente da Duma de Estado, Vyacheslav Volodin. O mercado agropecuário também deverá estar em foco. Em 2016 o Brasil forneceu à Rússia 60% de suas importações de carnes. A intenção é ampliar o acesso de produtos agropecuários e diversificar as exportações.

Noruega

Na Noruega, o foco será no meio ambiente. O país já aportou ao Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 2,8 bilhões, e mantém-se como o maior financiador da iniciativa. Atualmente, são 89 projetos em áreas como combate ao desmatamento, regularização fundiária e gestão territorial e ambiental de terras indígenas. Além disso, a Noruega é também o oitavo maior investidor estrangeiro no Brasil, com presença no setor de energia.

Estão agendadas reuniões com o rei Harald V, com a primeira-ministra Erna Solberg e com o presidente do Parlamento, Olemic Thommessen.

Mercosul

O Mercosul – bloco composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – também será tema das reuniões. O Brasil acaba de concluir a primeira rodada de negociações para acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), do qual fazem parte, além da Noruega, a Islândia, o Liechtenstein e a Suíça. Segundo o porta-voz, na viagem, Temer renovará o interesse do Brasil no acordo de livre comércio entre os blocos. Além disso, deverá tratar da aproximação entre o Mercosul e a União Econômica Eurasiática, integrada por Rússia, Armênia, Belarus, Cazaquistão e Quirguistão.

(Agência Brasil/Folhapress)