Blog do Eliomar

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Dólar atinge maior patamar do ano: R$ 4,13

O dólar comercial está em alta nesta sexta-feira, 23, com a imposição de tarifas adicionais da China aos Estados Unidos e a escalada das tensões entre os dois países, que estão em uma disputa comercial desde meados de 2018. Às 14h40min, a moeda subia 1,3%, cotada a 4,13 reais na venda.

É o maior patamar do câmbio no intraday (durante a sessão) no ano. Caso o desempenho se mantenha até o fechamento, será o maior valor desde 19 de setembro, período pré eleições presidenciais. Também às 14h40min, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, despencava 2,57%, aos 97.438 pontos.

Após diversos avisos, a China, de fato, anunciou tarifas adicionais em produtos americanos. O valor é de 75 bilhões de dólares e as alíquotas vão variar entre 5% e 10% — parte delas entra em vigor em setembro e outra em dezembro. Donald Trump já disse que vai retaliar.

(Com Veja)

Artigo – A Polícia do Rio não soube distinguir “um perigoso marginal de um pobre doente mental”

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O governador do Rio, Wilson Witzel, chegou comemorando o fim do sequestro.

Com o título “Dito e feito”, eis artigo de Antonio Mourão Cavalcante, médico, antropólogo e professor universitário. Ele lamenta que, no caso do sequestrador assassinado no episódio do ônibus na ponte Rio-Niterói, no Rio, o aparato policial não tenha conseguido distinguir um “perigoso marginal” de um pobre doente mental. Confira:

Essa semana, dentre os muitos episódios bizarros que passaram a acontecer no Brasil de agora, um precisa ser melhor analisado. Um jovem de 20 anos, com um revólver de brinquedo, uma faca e algumas garrafas de plástico com gasolina fez a polícia fluminense montar um circo, tendo o Governador do Estado, ex-fuzileiro naval, como palhaço mór do escabroso espetáculo.

O morto tem como pai um pedreiro da construção civil e como mãe uma cuidadora de idosos. Gente pobre e de periferia. Negros. O dito jovem jamais teve qualquer registro ou passagem pela polícia. Pareceu, por repetidas atitudes, em plena crise psicótica, provavelmente uma esquizofrenia incipiente. Segundo a família, passava a maior parte do tempo trancado no quarto, isolado. Sem contatos sociais. Esquisito. Tinha deixado de ajudar ao pai. Comportamento bizarro.

A decantada polícia militar – BOPE -, não teve expertise suficiente para avaliar o quadro psíquico do sequestrador, apesar de ter havido tempo bastante para isso. Quatro horas de negociações. Os reféns, de dentro do ônibus, usavam celulares, sem problema. Mantinham suas famílias informadas, etc. Lamentavelmente, nesses tempos de agora, é mais fácil, prático e eficaz, caracterizá-lo como “perigoso bandido”. Era negro, pobre, de periferia… Se a polícia não fosse militar, mas social – um pouco de sensibilidade, teria logo percebido que não se tratava de um perigoso bandido, tipo “bandido bom é bandido morto!”. Mas, um doente em pleno surto psicótico. Não podia, nem devia ser condenado à morte, como sumariamente determinou o comando militar a seus atiradores de “elite”, bem entendido, armas potentíssimas para um alvo a menos de 80 metros de distância.

A principal tragédia não está no fato, em si, dele ter assumido postura arriscada, um comportamento estranho, uma exposição demasiadamente perigosa. Mas o aparato policial não ter conseguido distinguir um “perigoso marginal” de um pobre doente mental. Claro que o doente mental também pratica violência, mas quem é chamado a agir, tem uma margem significativamente diferente para atuar nessas circunstâncias. Precisa competência. Precisa de uma assessoria técnica qualificada nesses momentos.

O aparato usado esteve longe de parecer o mais adequado para estas circunstâncias. Esta situação era para ter sido morte zero. Chega a ser arrogante dizer que quem morreu foi o bandido! Pronto. Na cabeça do Governador e de seus ordenados, tem o lado do bem e o lado do mal. Eliminamos o mal. Todos os dias, em todos os cantos do Rio de Janeiro, essa máxima prevalece: a polícia pode estabelecer o imediato julgamento e ela mesma executa a eliminação dos “maus”… Acreditam estar acima da lei. Podem avaliar e julgar com os próprios elementos que possuem e motivados pelos valores que os movem. Tudo em nome da força do bem.

Ora, foi desmantelada toda assistência social e psiquiátrica. Resta a hospitalização e o eletro-choque. Os doentes mentais foram entregues à própria sorte. Estão soltos pelas ruas e praças das cidades. Viram ameaça e, com doenças, maus tratos e abandono, vão sendo eliminados. São párias. Sujos. Nus. Lixo. Fazem parte, dos injeitados da sociedade. Não há acompanhamento. Tratamento. Melhor que levem um tiro de misericórdia, de preferência, na cabeça!

O resto, como insinuou o Governador e o atirador de elite, é partir para o abraço. Missão cumprida com perfeição. “Tá lá o corpo estendido no chão!”…

*Antonio Mourão Cavalcante,

Médico, antropólogo e professor universitário.

(Foto – Reprodução de TV)

Bolsonaro vai ocupar rede nacional de TV para anunciar medidas contra queimadas na Amazônia

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Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro vai ocupar rede nacional de televisão para apresentar medidas do governo a fim de conter as queimadas na Amazônia. A informação é da jornalista Cristiana Lôbo,  do Portal G1.

Uma dessas medidas é a assinatura de um decreto instituindo a Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLOA) para ajudar os Estados da região nas ações de combate ao fogo na floresta.

A mudança de tom do presidente se dá depois de a questão ambiental se transformar numa crise internacional.

(Foto – PR)

Brasil gerou 43,8 mil empregos formais em julho

Pelo quarto mês consecutivo, houve geração de emprego formal no país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje (23), pelo Ministério da Economia. Em julho, foi registrada a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada, crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho.

O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo positivo em julho deste ano foi resultado de 1.331.189 admissões contra 1.287.369 desligamentos. Em julho de 2018, o resultado foi melhor: com saldo positivo de 47.319.

Nos sete meses do ano, foram criados 461.411 postos de trabalho (9.600.447 admissões e 9.139.036 desligamentos). Na comparação com o mesmo período de 2018, houve crescimento de 2,93%. O resultado de janeiro a julho deste ano é o melhor para o período desde 2014 (632.224).

Dos oito setores econômicos, sete contrataram mais do que demitiram em julho. O saldo ficou positivo na construção civil (18.721), serviços ( 8.948), indústria de transformação (5.391), comércio (4.887), agropecuária (4.645), extrativa mineral (1.049) e serviços industriais de utilidade pública (494). Apenas administração pública descreveu saldo negativo (315).

Resultados regionais

Segundo o ministério, todas as regiões do Brasil tiveram crescimento no mercado formal de trabalho em julho. O maior saldo foi na Região Sudeste, com 23.851 vagas de emprego com carteira assinada, crescimento de 0,12%. Em seguida, vêm Centro-Oeste (9.940 postos, 0,30%); Norte (7.091 postos, 0,39%); Nordeste (2.582 postos, 0,04%) e Sul (356 postos, 0,00%).

Das 27 unidades da federação, 20 terminaram julho com saldo positivo no emprego. A maior parte das vagas foi aberta em São Paulo, onde foram criados 20.204 postos de trabalho; Minas Gerais, com 10.609 novas vagas, e Mato Grosso, que teve saldo positivo de 4.169 postos.

Reforma Trabalhista

Do saldo total de julho, 6.286 vagas foram resultado da reforma trabalhista, número equivalente a 14,34% do total. A maior parte destes empregos veio na modalidade intermitente (quando o empregado recebe por horas de trabalho), que teve saldo de 5.546 postos, principalmente em ocupações como alimentador de linha de produção, servente de obras e faxineiro. Na categoria de trabalho em regime de tempo parcial, foram 740 vagas, em ocupações como faxineiro, auxiliar de escritório e operador de caixa.

Em julho de 2019, houve 18.984 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 13.918 estabelecimentos, em um universo de 12.592 empresas. Um total de 45 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador.

(Agência Brasil)

UFC já disponibiliza portal com conteúdo voltado para ex-alunos

Já é possível acessar as informações e serviços ofertados pelo Portal Egressos, site que reúne conteúdo voltado a ex-alunos da Universidade Federal do Ceará, informa a assessoria de imprensa da Instituição.

O portal pode ser encontrado no endereço https://egressos.ufc.br/ e está sob a responsabilidade das Pró-Reitorias de Graduação e de Pesquisa e Pós-Graduação.

Criado em comemoração dos 100 mil alunos formados pela UFC e dos 50 anos da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), o objetivo do portal é fortalecer o relacionamento entre a UFC e seus ex-alunos e promover a integração e troca de experiências entre os egressos e alunos em formação.

SERVIÇOS

No Egressos é possível encontrar informações sobre oportunidades de concurso, seleções públicas e formação continuada na UFC, bem como notícias de egressos que têm se destacado na carreira. Estão disponíveis também dados estatísticos sobre o perfil do egresso, além de depoimentos de ex-alunos, link para solicitação e impressão de documentos, como diplomas e certidões, e espaço para cadastro dos interessados em fazer parte da lista de egressos do site.

Com as informações do cadastro, a UFC poderá conhecer os sucessos e dificuldades dos egressos, ganhando subsídios para avaliar seus cursos, suas políticas educacionais e sua missão de formar profissionais de alta qualificação.Até o momento, com base nas respostas concedidas, 71% dos ex-alunos consideram o curso que concluíram como bom, ótimo ou excelente, e 63% indicariam o curso para outras pessoas. Com relação ao corpo docente, 67% indicaram o nível dos professores também como bom, ótimo ou excelente.

(Foto – Evilázio Bezerra)

Atividade e emprego na construção atingem maior valor em seis anos

Os indicadores de atividade e de emprego na indústria da construção alcançaram, em julho, o maior valor dos últimos seis anos, informou hoje (23), a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Sondagem Indústria da Construção mostra que o índice de nível de atividade aumentou 0,2 ponto frente a junho e ficou em 48,4 pontos em julho. O índice de número de empregados teve leve alta de 0,1 ponto e foi para 47,3 pontos. No entanto, os dois indicadores continuam abaixo dos 50 pontos, o que mostra queda da atividade e do emprego, observa a pesquisa.

“Entretanto a queda é cada vez menos intensa e menos disseminada no setor. Os níveis de atividade e emprego melhoraram gradativamente desde o começo deste ano”, diz o levantamento.

De acordo com a pesquisa, o nível de utilização da capacidade operacional ficou em 57% em julho, mesmo patamar registrado em junho, e 5 pontos percentuais acima da média histórica. Isso significa que o setor operou com 43% do pessoal, das máquinas e dos equipamentos parados no mês passado. A ociosidade é menor nas grandes empresas, segmento em que a média de utilização da capacidade instalada alcançou 59%. Nas pequenas empresas o nível de utilização da capacidade instalada foi de 51% e, nas médias, de 57%.

Segundo a CNI, com a elevada ociosidade, a disposição dos empresários para fazer investimentos diminuiu. O índice de intenção de investimentos caiu 3,5 pontos em agosto na comparação com julho e ficou em 33,1 pontos, praticamente o mesmo patamar de maio, e 0,6 ponto abaixo da média histórica. O indicador varia de zero a cem pontos. Quanto maior o valor, maior é a disposição para fazer investimentos.

Previsão

O Índice de Confiança do Empresário da Construção (ICEI-Construção) ficou estável em 58,8 pontos em agosto e se mantém acima da média histórica de 53,3 pontos. O ICEI-Construção varia de zero a cem pontos. Quando está acima dos 50 pontos, mostra que os empresários estão confiantes.

De acordo com a CNI, essa edição da Sondagem Indústria da Construção foi feita entre 1º e 13 de agosto com 494 empresas. Dessas, 169 são pequenas, 213 médias e 112 de grande porte.

(Agência Brasil)

Boulos diz que Bolsonaro vai de mal a pior em termos de popularidade: “Basta ver o Databoteco!”

Guilherme Boulos, que foi candidato a presidente pelo PSOL, afirmou para o Blog, nesta sexta-feira, que não pensa nas eleições 2022.

“Tô de olho é em 2019, pra tentar trabalhar contra esse processo de destruição nacional do nosso Pais”, afirmou, referindo-se ao governo de Jair Bolsonaro.

Por conta de tantos desmandos e retrocessos, Boulos garante que o atual governo está de mal a pior em matéria de popularidade, o que não precisa ser constatado em pesquisas.

“Basta o Databoteco. Não precisa nem do Datafolha!”, acentuou Boulos, que cumpre agenda no Ceará desde quinta, quando veio participar da I Semana de Direitos Humanos Dandara dos Santos, evento que foi barrado nos auditórios do IFCE pelo MEC.

Artigo – “Moro, uma pedra de gelo ao sol”

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Com o título “Moro, uma pedra de gelo ao sol”, eis artigo de Ricardo Alcântara, escritor e publicitário que, de admirador do agora ministro da Justiça e Segurança, vê o personagem desidratado. Confira:

Quando Sérgio Moro aceitou convite do presidente recém-eleito para assumir a pasta da Justiça, este Blog publicou artigo de um admirador dele – no caso, eu – que criticava a decisão do juiz, alertando sobre tempestades já visíveis no horizonte. Dissera, na ocasião: “um magistrado que mandara prender – feito inédito – um ex-presidente da República deveria viver o resto de seus dias como um monge”.

Com a metáfora, quis dizer que ficasse longe da arena política, onde coerência é virtude efêmera. Um sujeito afoito da comunidade opiniática, certamente devoto de São Nunca, acusou-me ali de agir como um “anarquista” – logo a mim, que ganhei a vida no octógono pragmático do marketing político.

Bem, passados alguns meses, eis aí Sérgio Moro exposto a contradições terríveis, maiores até do que as prenunciadas:

1) Segurou calado o laranjal miliciano cultivado dentro do gabinete de um filho do agora chefe;

2) Comeu a bronca de um projeto de posse de armas que confrontava suas teses públicas;

3) Engoliu a seco a retirada do Coaf de sua alçada (ao contrário do que lhe assegurou o presidente) para, em seguida, ver demitido de lá seu homem de confiança;

4) Presenciou, impotente, o chefe usar elementos relevantes do seu projeto de Lei anticrime como moeda de troca na Reforma da Previdência;

5) Vê agora Bolsonaro vacilante diante da aprovação no congresso de uma Lei de Abuso de Autoridade que crava um punhal no modus operandi de sua estimada Lava Jato;

6) E, eis o pior: assiste, em visível desalento, o presidente, eleito sob a bandeira da moralidade, castrar a autonomia de órgãos de investigação com o evidente intento de livrar a cara de um filho seu comprometido com milícias, setor do crime organizado cujas atividades são exercidas por traficantes de armas e matadores de aluguel.

Fosse pouco, Sérgio Moro viu-se, em breves meses, desidratado pelos vazamentos de The Intercept, reveladores sobre a licenciosidade de seus métodos: o juiz do processo atuava como coordenador de fato da equipe de acusação, suprimindo do magistrado a base substantiva de sua autoridade: a isenção diante das partes.

Hoje, Sérgio Moro é, no palco movediço da institucionalidade, um personagem que perdeu muitas falas. Já não suscita solidariedade da mídia que o promovera à condição de herói. Se ficar no governo, não virá de dentro uma oportunidade ímpar de recuperação porque rivalizaria com Bolsonaro numa perspectiva sucessória. Se sair, já não encontrará nas ruas a blindagem sólida de outrora. Não terá sequer um “posto de combate”, pois não é mais juiz e ainda não é ministro de Supremo Tribunal, sonho cada vez mais incerto.

Bem, eu avisei.

*Ricardo Alcântara,

Escritor e publicitário.

XIII Bienal do Livro – Escritor Raymundo Netto lança novo livro de crônicas

“Quando o Amor é de Graça!” é o mais novo livro de crônicas do escritor Raymundo Netto.

Será lançado neste sábado, a partir das 16 horas, no Espaço Natércia Campos da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Eventos.

Pela Editora Demócrito Dummar.

“Para mim, no momento desse “parto” tão esperado, é muito importante a presença de meus amigos e de minhas amigas”, diz o autor, um dos talentos da literatura cearense.

Agronegócio brasileiro teme boicote europeu por causa de queimadas na Amazônia

Da Coluna DF, do jornal Correio Braziliense desta sexta-feira:

A intenção do presidente francês, Emmanuel Macron, de levar a discussão das queimadas na Amazônia para o G7, que reúne as maiores economias do mundo, acendeu o pisca alerta do agronegócio e de alguns embaixadores brasileiros. O setor, que hoje move o Brasil, aguarda ansiosamente os acordos com a União Europeia e com a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio), formada por países que não fazem parte da UE.

O receio é de que produtores europeus, temerosos com a entrada dos produtos brasileiros, usem os incêndios na Amazônia como forma de tentar dificultar os acordos comerciais entre os europeus e o Mercosul. Por aqui, é consenso que o Brasil hoje não tem saúde econômica para comprar brigas internacionais e, se desequilibrar a saúde do agronegócio, ficará pior.

De volta aos anos 1990…

Embaixadores experientes que viveram de perto a agenda negativa que o Brasil enfrentou no cenário internacional nos anos 1990 sobre o desmatamento na Amazônia começam a se preparar para repetir a dose. Naquele período, foi feito um grande esforço da diplomacia brasileira para mostrar que o Brasil cuidava das suas mazelas, a começar pela Eco-92.

… e muito mais grave

Naquele período, porém, não havia fake news nem redes sociais para disseminar com tanta rapidez os protestos pelo mundo afora. Agora, o desafio para reverter o desgaste da imagem será muito maior. Há quem receie que a campanha internacional será pequena para levar o país a retomar o protagonismo no setor ambiental.

(Foto de Satélite)

Governo pode mandar Exército combater queimadas na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (23) que estuda enviar o Exército para combater as queimadas na Amazônia por meio de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Segundo ele, a decisão será tomada ainda nesta manhã. “É uma tendência [determinar uma GLO]. A tendência é essa, a gente fecha agora de manhã”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada.

De acordo com Bolsonaro, ontem (23) houve uma reunião para tratar do assunto. “O que tiver ao nosso alcance nós faremos. O problema é recurso”, ressaltou.

Em despacho publicado ontem em edição extra do Diário Oficial da União, o presidente determina que todos os ministérios, de acordo com suas competências, adotem “medidas necessárias ao levantamento e combate a focos de incêndio na região da Amazônia Legal para a preservação e a defesa da Floresta Amazônica, patrimônio nacional”.

Realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República, as missões de GLO ocorrem nos casos em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública. Nessas ações, as Forças Armadas agem por tempo limitado, com o objetivo de preservar a ordem pública, a integridade da população e garantir o funcionamento regular das instituições.

(Agência Brasil)

Flamengo vai enfrentar o Ceará com parte do time reserva

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O atacante Gabigol não está na relação.

De olho na partida contra o Internacional, quarta-feira próxima, em Porto Alegre (RS), na volta das quartas e final da Libertadores, o Flamengo deve entrar com um time quase todo reserva neste domingo contra o Ceará, às 19 horas, na Arena Castelão. A informação é do Jornal Extra.

O Rubro-Negro, vice-líder do Brasileirão, está com 30 pontos (Santos tem 32). Jorge Jesus, o técnico, indicou que trocará quatro ou cinco peças, mas há discussão sobre a necessidade de poupar mais jogadores em função da diferença de clima entre Fortaleza a Porto Alegre.

O Mengão tem voo previsto para a Capital cearense neste sábado.

Mudanças

O atacante Gabigol e o meia Arrascaeta, que foram dúvida para o confronto de quarta-feira passada, devem ficar fora.

O primeiro só jogou porque não se queixou mais de dores musculares na coxa direita. Gabigol concentrou, treinou no dia da partida e, mesmo fora da relação, foi lançado na partida. Já o uruguaio teve uma gastroenterite e foi substituído no intervalo.

Como não terá Willian Arão, suspenso para o compromisso em Porto Alegre, o volante deverá ser um dos titulares em campo contra o Ceará. Há dúvida se Cuéllar seguirá com o grupo para os dois jogos, pois está com a venda encaminhada para o Al-Hilal, da Arábia Saudita.

Na ausência de Arão, contra o Inter, o técnico Jorge Jesus tem a opção de recuar Gerson ou escalar Piris da Motta ao lado de Cuéllar.

O Flamengo viajará na segunda-feira, direto de Fortaleza para Porto Alegre em voo fretado. Ficará em um resort isolado em Viamão (RS).

Se passar do Internacional, o Rubro-Negro pegará Grêmio ou Palmeiras na semifinal.

(Foto – Fox Sports)

Guilherme Boulos participa do Debates do POVO desta sexta-feira

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Guilherme Boulos durante evento em Sobral.

Nesta sexta-feira, a partir das 11 horas, o ex-candidato a presidente da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, participará do programa Debates do POVO, da Rádio O POVO/CBN. Ele será sabatinado sobre o cenário político do País.

Boulos cumpre agenda no Ceará desde quinta quando, participando da I Semana de Direitos Humanos Dandara dos Santos, promoção do IFC que, no entanto, vetou seus espaços pós-ordem do MEC, esteve em Canindé e Sobral.

Na programação, haverá um ato nos jardins da reitoria da UFC, a partir das 18 horas, no qual ele está como convidado.

DETALHE – A UFC já tem como reitor Cândido Albuquerque, aliado de Bolsonaro, empossa nessa noite de quinta-feira, em Brasília.

(Foto – Divulgação)

Pesquisa Veja/FSB – Numa disputa com a esquerda, Bolsonaro é mais forte que Moro

O presidente Jair Bolsonaro vence em todas as simulações que testam seu nome para 2022, aponta pesquisa Veja/FSB dedicada aos cenários para eleição presidencial. É o que informa a Veja Online nesta sexta-feira.

Bolsonaro tem 35% das preferências no primeiro turno em relação a Fernando Haddad (PT, 17%), Ciro Gomes (PDT, 11%), Luciano Huck (sem partido, 11%), João Amoêdo (Novo, 5%) e João Doria (PSDB, 3%).

O resultado reflete o chamado “recall” da recente disputa eleitoral — os três mais bem colocados no primeiro turno de 2018 ocupam, na mesma ordem, as primeiras posições no levantamento. “O presidente está ganhando o terceiro turno. Bolsonaro alimenta relações políticas turbulentas enquanto mantém um casamento estável com seu eleitorado”, diz o cientista político Antonio Lavareda.

Um nome que poderia ofuscá-lo como candidato da situação a 2022, o ministro Sergio Moro, aparece bem no cenário em que substitui o presidente, liderando com 27%. Apesar disso, não repete o desempenho do chefe, ficando 8 pontos abaixo — e perdendo para o somatório de votos de candidatos mais à esquerda, como Fernando Haddad (18%) e Ciro Gomes (13%).

(Foto -PR)

Bolsonaro convoca ministros para discutir queimadas na Amazônia

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O presidente Jair Bolsonaro finalmente se mexeu para colocar o governo a socorrer a Amazônia.

Segundo a Veja Online, depois de despachar para que todos os ministérios com alguma função na área elaborem soluções, ele mandou Ricardo Salles (Meio Ambiente) reunir dados sobre as queimadas.

O que ele quer com isso?

O Planalto vai investir na versão de que existe pouco fogo e muito sensacionalismo no caso. Como se vê, a crise vai longe…

(Foto – Agência Brasil)

XIII Bienal do Livro – “O SUS e os Consórcios Políticos em Saúde – Da Teria à Prática” será laçado nesta sexta-feira

Neste ano em que se comemoram mais de 30 anos de criação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil e, no Ceará, os Consórcios Públicos em Saúde, completam 10 anos. Para marcar essas datas, será lançada, às 19h30min desta sexta-feira, na XII Bienal Internacional do Livro, a obra “O SUS e os Consórcios Públicos em Saúde – Da Teoria à Prática”, de Bruno Eloy e Helena Marcia Guerra. O lançamento ocorrerá no estande do Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp), órgão técnico e científico de assessoramento da Assembleia Legislativa.

O livro, segundo os autores, é resultado da experiência dos autores na gestão do Consórcio Público de Saúde da Região de Cascavel – CPSRCAS, desde sua implantação, em 2010 até 2017.

Além de fornecer informações sobre a saúde pública e um balanço da atuação do SUS, o livro traz um resgate histórico sobre a implantação do modelo no Ceará e de como a administração descentralizada pode ser eficaz para corresponder às necessidades de cada região do Ceará.

Os Autores

*Bruno Eloy é administrador de empresas, MBA em Empreendedorismo, especialista em Regulação e em Controladoria Governamental e ex-diretor executivo do Consórcio de Saúde Pública da Região de Cascavel. Contato: brunoeloy@gmail.com

*Helena Márcia Guerra, PHD em Odontologia, ex-ditetora do CEO Regional de Cascavel, primeiro serviço odontológico Acreditado do Brasil. Ortodontista do serviço de pacientes fissurados do Hospital Infantil Albert Sabin. Contato: hmguerra@gmail.com

Ministério da Economia reduz gastos; corta até café para garantir serviços essenciais

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O Ministério da Economia cortou despesas e limitou gastos como com café, estagiários e terceirizados para garantir o funcionamento de serviços essenciais. O impacto total das medidas, anunciadas hoje, será de R$ 2,16 bilhões, resultado de economia de R$ 366 milhões e de R$ 1,8 bilhão em remanejamento de recursos entre os órgãos.

Segundo portaria publicada na edição de hoje (22) do Diário Oficial da União, o ministério, autarquias e fundações vinculadas terão que adotar medidas para racionalização e redução de despesas com o objetivo de “preservar os serviços de fiscalização, arrecadação e a manutenção dos sistemas de tecnologia da informação relacionados à gestão corporativa; sistemas estruturadores; arrecadação tributária e aduaneira; Fazenda Pública e folha de pagamento da Previdência Social”.

A portaria determina que estão suspensas novas contratações relacionadas a serviços de consultoria; treinamento e capacitação de servidores; estágio remunerado; mão de obra terceirizada; aquisição de bens e mobiliário; obras, serviços de engenharia, melhorias físicas e alterações de leiaute; desenvolvimento de software e soluções de informática; diárias e passagens internacionais; insumos e máquinas de café; e serviços de telefonia móvel e pacote de dados para servidores, exceto para atividades de fiscalização.

Além disso, a portaria define que horário de funcionamento dos órgãos do ministério, autarquias e fundações vinculadas será das 8h as 18h e pode ser reduzido em 1h. De acordo com a portaria, esse horário não se aplica aos serviços essenciais, em especial o atendimento ao público, e ao funcionamento dos gabinetes do ministro da Economia e dos secretários e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

O secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, disse que foram feitos cortes em serviços que não são essenciais para a prestação de serviço ao cidadão. “São gastos internos da burocracia para que a gente possa, com esse recurso, focalizar naquilo que o ministério precisa para prestar o serviço para o cidadão”, disse. Ele acrescentou que haverá um trabalho contínuo de monitoramento das receitas e se o governo começar a arrecadar mais será possível “relaxar” os limites de gastos.

Guaranys acrescentou que a medida não é um “shuttdown” da máquina pública, como já ocorreu nos Estados Unidos, com o estado totalmente paralisado. “Isso não está acontecendo”, afirmou.

Neste ano, o Ministério da Economia sofreu bloqueio de 34,8% do orçamento, com limite de gastos passando de R$ 12,6 bilhões R$ 8,2 bilhões.

No mês passado, a menor previsão de crescimento da economia brasileira em 2019 fez a equipe econômica anunciar um novo bloqueio no Orçamento. O governo decidiu contingenciar mais R$ 1,443 bilhão de verbas do Poder Executivo. Com isso, o valor bloqueado do Orçamento de 2019 soma R$ 33,426 bilhões. Esse contingenciamento é necessário para que o governo alcance a meta de déficit primário (despesas menos receitas, sem considerar gastos com juros) de R$ 139 bilhões, neste ano.

O secretário de Orçamento Federal, George Alberto de Aguiar Soares, lembrou que a arrecadação foi “um pouquinho maior” em julho, mas pode ser “um ponto fora da curva”. Ele acrescentou que é preciso esperar mais tempo para ver se a tendência de aumento da arrecadação se consolida.

(Agência Brasil)