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Balbúrdia e permissividade partidária. Até quando?

Confira o Editorial do O POVO desta sexta-feira, com título “Balbúrdia e permissividade partidária”:

Nas democracias, o direito de formar partidos políticos é amplo. Na verdade, trata-se de um ato saudável quando cidadãos com interesses comuns se organizam em torno de ideias. Porém há uma distorção quando esse direito leva um naco do orçamento público e passa a ser bancado por todos os contribuintes, mesmo que os interesses aglutinadores tenham baixíssima representatividade na sociedade.
É exatamente o que acontece hoje no Brasil. No mesmo momento em que a Câmara dos Deputados debate, sem conseguir alcançar uma vertente majoritária, regras que, ao fim das contas, limitem a quantidade de partidos com representação na Casa que representa o povo, sabe-se que a Justiça Eleitoral se prepara para analisar a criação de mais 67 partidos.

Atentem: caso todos consigam completar o passo a passo, o Brasil terá em breve 102 partidos. Não seria nada demais se o contribuinte não pagasse por isso e se essas siglas não tivessem direito a espaço na propaganda da TV antes mesmo de eleger um só vereador.

Nesse momento, o TSE avalia o pedido de criação do 67º partido político do País. É o “Igualdade Brasil” ou “Iguais”, com sede em Sobradinho, no Distrito Federal. Com análise ainda mais adiantada, o “Muda Brasil” já apresentou documentação com 503 mil assinaturas colhidas em nove estados. O mínimo exigido é 408 mil.

Há outros como a Arena (Aliança Renovadora Nacional), uma velha marca da ditadura, o PNC (Partido Nacional Corinthiano), o Piratas (Partido Piratas do Brasil), o Animais (Partido Político Animal), o Manancial, o Renovar e até a velha UDN, que marcou época antes do golpe de 1964.

Conquistando o registro, as legendas dividirão com as já existentes o equivalente a 5% do Fundo Partidário. Além disso, poderão receber deputados federais, que levariam com eles o tempo de TV no horário eleitoral gratuito equivalente aos votos recebidos por esses parlamentares.

Foi, por exemplo, o caso do Partido da Mulher Brasileira (PMB), em 2015. A sigla atraiu 22 deputados, que levaram com eles o tempo de TV e recursos do Fundo. Hoje, resta um só parlamentar, porém o PMB disputou a eleição de 2016 com o “patrimônio” de 22 parlamentares. Absurdo.

É evidente que o País não pode continuar convivendo com essa permissividade nociva à democracia.

Supremo dá guarda de criança a casal homossexual do Ceará

Os ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram, por unanimidade, dar a guarda de uma criança para um casal homossexual que mora no Ceará. Em liminar, o ministro relator Ricardo Villas Bôas Cueva já havia reconhecido o pedido, agora confirmado pelo colegiado. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República.

A decisão põe fim a um processo iniciado no ano passado. Na época, o bebê, com apenas 17 dias de vida foi deixado em uma caixa de papelão em frente à residência de um familiar do casal, que procurou a Justiça cearense para pedir a guarda da criança. A 3.ª Vara da Infância e Juventude de Fortaleza negou o pedido, argumentando que os dois não figuravam no cadastro de adotantes, determinando ainda a busca da criança para acolhimento em orfanato.

Inconformados, os cônjuges entraram com um recurso no Tribunal de Justiça do Ceará, obtendo liminar favorável. Após a derrubada da liminar, o caso foi parar no STJ, que agora reconheceu o direito da guarda.

Em seu parecer, o subprocurador-geral da República Antonio Carlos Alpino Bigonha cita decisão monocrática do relator, Ricardo Villas Bôas Cueva. Segundo o documento, uma recente visita feita por uma psicóloga atestou a boa estrutura do lar. “O relacionamento do casal é estável, estão juntos há 12 anos, ambos estão empregados e explicitam o desejo genuíno na adoção”, informa o magistrado.

(Com Agências)

Campanha Doe de Coração começa a partir de setembro

A Fundação Edson Queiroz vai apresentar, às 9 horas da próxima segunda-feira, no auditório da Biblioteca da Unifor, a campanha de divulgação do Movimento Doe de Coração 2017. A edição deste ano marca o aniversário de 15 anos dessa campanha, no momento em que o Ceará registra a menor taxa de recusa de famílias de possíveis doadores de órgãos, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), recentemente divulgados: entre janeiro e junho de 2017, 49% das famílias de potenciais doadores aceitaram doar órgãos e tecidos. A campanha será veiculada a partir de 1º de setembro, informa a assessoria de imprensa da estratégia.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Henrique Javi, o movimento “Doe de Coração”, idealizado pelo chanceler Airton Queiroz, é um importante reforço à inciativa do Governo do Ceará de estimular a doação de órgãos no Estado. “Temos obtido bons resultados em número de doadores efetivos e consequentemente um aumento no número de transplantes realizados, elevando o nosso Estado a destaque nacional na doação de órgãos e tecidos para transplantes. Além disso, os Centros de Transplantes do Ceará, pela qualidade dos serviços prestados, tornaram-se referências para outros Estados das regiões Norte/Nordeste do Brasil”, destaca.

Transplantes

De 2003, quando o Movimento Doe de Coração foi criado, até agosto de 2017, já foram realizados 14.453 transplantes no Ceará. Nos oito primeiros meses de 2017, aconteceram 858 transplantes no estado, sendo 132 transplantes de rim, um de rim/pâncreas, 19 de coração, 125 de fígado, três de pulmão, 57 de medula óssea, 516 de córnea e um de esclera (camada branca que protege o globo ocular).

Entretanto, campanhas como a Doe de Coração se fazem necessárias para estimular cada vez mais a doação, principalmente para redução do índice de famílias de potenciais doadores que se recusam a doar órgãos e tecidos no Ceará. E assim, reduzir o número de pessoas que estão na fila por um transplante no Estado, que atualmente é de 775.

Plataforma de delivery de comida on-line oferece vaga de coordenador comercial no Nordeste

O iFood – plataforma de delivery de comida on-line – está em busca de um talento para assumir a posição de coordenador comercial para ficar à frente das cidades de Salvador, Recife e Fortaleza. Os candidatos precisam ter ensino superior completo ou em curso, boa comunicação verbal e escrita, boa capacidade analítica, habilidade para negociar e conhecimento intermediário em informática, principalmente em Excel.

A contratação é por regime CLT, com direito a comissão, benefícios e bônus anual. O iFood proporciona autonomia de processo e ritmo de trabalho, ambiente altamente colaborativo e desafiador, com reais oportunidades de crescimento.

Tarefas

O profissional será responsável pela regional, por gerir time de campo: capacitação, direcionamento, orientação e instrução; monitorar performance de cada membro da equipe (cobrança, feedback, relatórios de comissão); acompanhar e controlar KPI’s de vendas; detectar oportunidades de negócios e evolução para a área; negociar contratos e parcerias comerciais, sejam contas atuais ou prospects; levantar e analisar indicadores da praça como: cobertura, conversão, vendas por restaurante, crescimento; compor estratégia e meta de vendas e pós-vendas após análise de indicadores.

Sobre iFood

O iFood – líder em delivery on-line de comida no Brasil – é uma das mais inovadoras foodtechs do mundo. Há seis anos no mercado, a empresa de origem brasileira está presente também no México, na Colômbia e na Argentina. Além disso, atua junto aos parceiros com a iniciativa iFood Next, que reúne soluções de gestão de restaurantes, e é dona da marca SpoonRocket, aplicativo que nasceu no Vale do Silício e tem foco em restaurantes premium. O iFood conta com a participação da Movile – líder global em marketplaces móveis – e do Just EAT – maior empresa de pedidos on-line do mundo.

SERVIÇO

*Para se candidatar às vagas, os interessados devem se candidatar no link www.ifood.delivery/br/vagas/Comercial/212f999b-6148-482f-bad3-83fba405c09d ou acessar o LinkedIn do iFood.

*Outras informações em:

http://www.ifood.com.br

www.facebook.com/iFood

www.instagram.com/ifoodbrasil

br.linkedin.com/company/ifood-

Projeto São Francisco – Ministro promete água no Ceará a partir de janeiro

O deputado estadual Carlos Matos (PSDB) informou, nesta quinta-feira, que as águas do projeto da transposição do rio São Francisco chegarão em janeiro ao Ceará e, posteriormente, à Paraíba e ao Rio Grande do Norte.

Essa foi a garantia dada pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo da Câmara, que aconteceu em Brasília e tratou do andamento das obras do Eixo Norte do projeto.

Para Carlos Matos, três pontos são essenciais: “É indispensável assegurar o recurso completo da obra, garantir o cumprimento do cronograma pelas construtoras e estar definido  o compartilhamento dos custos, para que não venhamos a ter a obra pronta, mas a as águas não sejam efetivamente distribuídas para a população”, reforça.

A água vai ser direcionada ao Ceará por Jati, na divisa com Pernambuco. De lá pode chegar à Bacia de Jaguaribe, que está integrada a Fortaleza.

Diretor administrativo da Fiec ganha homenagem em seminário

Uma economia circular, em que se possa reutilizar o máximo em produtos já consumidos e uma cidade sustentável, inserida no conceito do compartilhamento de bens duráveis e espaços. Centrada nesses dois conceitos, acontece no Shopping RioMar a Feira Recicla Nordeste 2017.

Realizada pelo Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais do Ceará (Sindiverde), a feira expõe negócios de 35 empresas e instituições e o Seminário de Reciclagem, Sustentabilidade e Meio Ambiente, com 14 palestras técnicas e de cunho educacional.

Na solenidade de abertura do evento, o diretor administrativo da Fiec, Ricardo Cavalcante, foi homenageado com o Troféu Recicla Nordeste, junto com o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (representado pela secretária Águeda Muniz), e o empresário João Carlos Paes Mendonça (representado pelo superintendente do Regional Ceará do Grupo JCPM), por suas contribuições ao segmento e importância para o desenvolvimento econômico da federação.

(Foto – Divulgação)

Lava Jato – Moro aceita denúncia contra Aldemir Bendine que vira réu

O juiz federal Sergio Moro aceitou a denúncia contra Aldemir Bendine oferecida pelo Ministério Público Federal no começo da semana. De acordo com os procuradores, o ex-presidente da Petrobras teria recebido R$ 3 milhões em propina da Odebrecht.

Preso na 42ª fase da Lava-Jato, ele vai responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço às investigações. A informação é da Veja Online.

Brasil ganhará sistema nacional de localização de desaparecidos

 

Para criar um sistema nacional de buscas integrado e desenvolver ações conjuntas para sistematizar procedimentos, comunicações e registros de notícias de pessoas desaparecidas ou vítimas de tráfico humano, com cruzamento de dados, foi assinado hoje (24) acordo de cooperação para a criação e expansão do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid). O acordo foi feito entre o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A gestão técnica do sistema será feita pelo Ministério Público do Rio, que implantou, em 2010, o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid).

Segundo o coordenador do Plid-RJ, André Luiz de Souza Cruz, o Ministério Público de São Paulo adotou o sistema em 2013 e o do Amazonas em 2015. Agora, com a assinatura do termo, o MP da Bahia também adere ao sistema e, segundo ele, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Sergipe já demonstraram interesse.

“Cada ministério público tem uma unidade do programa e trocamos informações em tempo real. Então, no momento em que se registra o desaparecimento de uma pessoa em outro estado, temos como localizar essa pessoa aqui. Existem causas policiais para o desaparecimento que devem ser tratadas pela polícia. Mas nem todas são policiais. Então, não faz sentido transferir a carga para a polícia se não é um processo investigatório que vai resolver aquele caso.”

De acordo com Cruz, a iniciativa consiste em complementar ao Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos não apenas de registro dos desaparecimentos funcionando como um mecanismo de busca das pessoas.

“Existem fluxos migratórios do Norte e Nordeste para o Rio de Janeiro e São Paulo e vice-versa. Então, não faz sentido manter essa busca em um único local sem troca de informação. O que faz as pessoas desaparecerem com muita frequência é a falta de fazer com que a informação circule. Às vezes, você tem uma pessoa de outro estado tirando uma carteira de habilitação no Rio de Janeiro, e a família procurando lá, e não sabe porque não existe essa intercomunicação”.

Cruz disse que o acordo de cooperação prevê a colaboração de agentes externos ao Ministério Público. Segundo ele, no Rio de Janeiro já existe a integração com alguns órgãos policiais e abrigos da prefeitura e que, apenas com o cruzamento de informações, o programa de localização de pessoas tem uma taxa de resolutividade de 38%, para uma média de 530 desaparecimentos por mês.

Para a promotora de Justiça Márcia Teixeira, que representou o Ministério Público da Bahia, a integração proporcionada pelo sistema é fundamental para resolver, por exemplo, casos de pessoas consideradas desaparecidas porque não dão notícias às famílias..

“Temos muitos idosos com Alzheimer nas casas asilares. A ideia é que a gente vá construindo políticas e tendo ideias a partir das experiências de outros estados, para fortalecer uma lógica mais uniforme da utilização desse sistema, que é de busca, não é só um cadastro. É um sistema muito rico em possibilidades de identificação de crianças que são encontradas na rua, de idosos, de pessoas com transtornos mentais, de pessoas que estão internadas nos hospitais, de você identificar com esses recursos”.

Representante da sociedade civil, Jovita Belfort, mãe de Priscila Belfort, desaparecida desde 2004, lembra que militou pela instalação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e que o novo sistema de localização de pessoas vem para complementar o trabalho policial e dar dignidade aos familiares “que passam por essa dor”.

“Isso é tudo o que a gente queria também, porque se você não tem um cadastro único e nacional, a coisa fica dividida. Se a Priscila for encontrada na Bahia, no Sergipe, no Rio Grande do Sul, se por acaso morreu lá, se não tem esse cadastro nacional, eu nunca vou saber. Vou procurar até morrer e não vai ter solução para o meu caso. Isso é só do Ministério Público, mas deveria ser muito maior, não adianta só criar, tem que ir alimentando, vendo diariamente. A família do desaparecido sofre muito, é pior do que a morte, a gente morre todo dia a noite e ressuscita todo dia de manhã. Eu já tenho 13 nos nessa luta, quem entra não sai nunca mais, porque a gente é tão carente de tanta coisa”.

De acordo com Márcia, em dois anos de funcionamento a DDPA conseguiu devolver 761 pessoas aos seus lares. Segundo estimativa do Ministério Público, cerca de 200 mil pessoas desaparecerem por ano no país.

(Agência Brasil)

Grupo de jazz cearense ganha música inédita de Paquito D’Rivera

O saxofonista cubano Paquito D’Rivera, jazzista ganhador de vários Grammy, mandou um presente para o Grupo Jazzera, de Guaramiranga (Maciço de Baturité): musica inédita sua.

A peça será executada por esse grupo durante show neste sábado, às 19 horas, no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB).

Essa música, segundo Paquito, opositor ao regime do seu país, é uma homenagem ao povo venezuelano e uma dura crítica a Nicolás Maduro.

(Foto – Divulgação)

Juros do rotativo do cartão de crédito caem para quem paga a fatura em dia

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito para quem paga pelo menos o valor mínimo da fatura em dia voltou a cair em julho. Ela chegou a 223,8% ao ano no mês passado, com redução de 6,4 pontos percentuais em relação a junho, de acordo com dados divulgados hoje (24), em Brasília, pelo Banco Central (BC).

Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura subiu 39,3 pontos indo para 504% ao ano, em julho. Com isso, a taxa média da modalidade de crédito ficou em 399,1% ao ano, com alta de 18,3 ponto percentual em relação a junho.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Desde abril, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a fatura do cartão de crédito só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias. A nova regra, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em janeiro, obrigou as instituições financeiras a transferirem a dívida para o crédito parcelado, que tem taxas menores.

A taxa do crédito parcelado subiu 1,6 ponto percentual para 159,5% ao ano, em julho.

Cheque especial

A taxa de juros do cheque especial ficou em 321,3% ao ano, em julho, com redução de 1,3 ponto percentual em relação a junho.

A taxa média de juros para as famílias subiu 0,4 ponto percentual para 63,8% ao ano, no mês passado. No caso das empresas, a taxa subiu 0,5 ponto percentual para 25,3% ao ano.

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, ficou em 5,7%, com redução de 0,1 ponto percentual em relação a maio. No caso das pessoas jurídicas, a taxa chegou a 5,5%, com aumento de 0,2 ponto percentual. Esses dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar dinheiro captado no mercado.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) os juros para as pessoas físicas caiu 0,2 ponto percentual indo para 9% ao ano. A taxa cobrada das empresas subiu 0,1 ponto percentual para 11,8% ao ano. A inadimplência das famílias subiu 0,2 ponto percentual para 2,1% e das empresas, ficou foi reduzida em 0,1 ponto percentual, chegando a 1,9%, em julho.

O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos ficou em R$ 3,062 trilhões, com redução 0,6%, no mês. Em 12 meses, houve retração de 1,7%. Em relação a tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) – o volume correspondeu a 47,8%, com redução de 0,4 ponto percentual em relação a maio.

(Agência Brasil)

Comércio empregou 10,3 milhões em 2015 e registrou queda de 3,9% em relação a 2014

O setor do comércio ocupou 10,3 milhões de pessoas em 2015, mas registrou queda de 3,9% no número de postos de trabalho, em comparação ao ano anterior. O resultado sofreu influência da redução do comércio varejista (-4,2%). Ainda assim, o varejo foi o segmento que mais empregou no período, representando 73,5% da força de trabalho. Os dados estão na Pesquisa Anual do Comércio (PAC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (24), que avalia os dados dos segmentos empresariais do comércio brasileiro nas categorias comércio de veículos automotores , peças e motocicletas, comércio por atacado e comércio varejista.

“No segmento varejista, as empresas são de menor porte, então, elas acabam tendo que empregar a maior parte do pessoal ocupado, porque existem muitas: 78% das empresas da PAC são do segmento varejista. Como há uma quantidade maior de empresas nesse segmento de comércio, ele acaba empregando mais”, disse à Agência Brasil a gerente da pesquisa, Danielle Chaves de Oliveira.

A PAC 2015 mostra também que houve queda na massa salarial real (-1,7%). Nesse caso, o declínio do comércio por atacado (-2,4%) contribuiu para o desempenho. O setor fechou o ano com o pagamento de R$ 206,3 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Apesar de registrar o menor salário médio (1,7 salário mínimo), o varejo foi responsável por 63,3% dos salários, retiradas e outras remunerações. No atacado, o salário médio ficou em 2,9 e no segmento veículos automotores, peças e motocicletas, em 2,4 salários mínimos.

No universo de 1,6 milhão de empresas e 1,7 milhão de unidades locais, o comércio alcançou em 2015 a receita operacional líquida de R$ 3,1 trilhões, sendo que o atacado registrou a maior parte (45,4%), com R$1,4 trilhão. No comércio varejista, os hiper e supermercados atingiram a maior receita líquida de revenda (R$ 340,2 bilhões ou 24,7% do segmento). Também foram responsáveis pelos maiores salários, retiradas e outras remunerações (R$ 22,7 bilhões ou 17,3%). Se destacaram ainda no número de pessoas ocupadas, liderando com a média de 99 por empresa.

A gerente da pesquisa disse que em 2015 a receita líquida do comércio teve queda real de 0,5%, mas isso significa que se manteve estável na comparação com o ano anterior. Entre as maiores quedas de receita estão as áreas de veículos automotores (13,6%), eletrodomésticos (10,8%) e material de construção (9,6%), todas em relação ao ano anterior.

“São os setores que sentem mais a crise, os mais atingidos pela diminuição da renda, do emprego. Pelo pessoal ocupado e a variação em 2015 em relação a 2014, a gente pode perceber o mesmo movimento. O setor de veículos automotores, com queda de 10% em relação a 2014, material de construção, com recuo de 9,4%. Esses setores, de bens duráveis, são os que percebem mais o impacto da crise, porque são os primeiros em que as pessoas começam a sacrificar o consumo”, explicou.

Segundo Danielle, não é possível saber ainda se o impacto da crise econômica sobre o comércio se esgotou em 2015 e se a partir daquele ano vai ocorrer recuperação. De acordo com a gerente, somente quando forem anunciados os dados de 2016 haverá condição de fazer esse tipo de análise. Para ela, é interessante lembrar que em 2014, em relação a 2013, houve aumento real de 6,2% no total do comércio em geral e não tinha reflexo da crise. Por isso, ela avaliou que a queda de 0,5% em 2015 deve ser considerada estabilidade.

Regiões

Naquele ano, o Sudeste se destacou nas principais variáveis. A receita bruta de revenda ficou em 51,5% do total, a massa salarial em 56,3%, as pessoas  ocupadas atingiram 51,6% e unidades locais chegaram a 50,4%. O Sudeste também ficou acima da média do país (2,0) em salário médio mensal e pagou o maior valor: 2,1 salários mínimos. Mas a região teve redução em sua participação na receita global. “O Sudeste tinha participação na receita de 63,3% e agora tem 51,1% “, disse.

Conforme a pesquisadora, o comportamento no Nordeste é diferente das outras regiões, que têm no atacado as receitas maiores do do que no varejo. “No Nordeste isso se inverte, a receita bruta de revenda no varejo é de 49,7% e é maior do que no atacado”.

(Agência Brasil)

Chico Lopes vai ganhar a Medalha Boticário Ferreira

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O deputado federal Chico Lopes (PCdoB) receberá, nesta sexta-feira, às 19 horas, durante sessão solene na Câmara Municipal, a Medalha Boticário Ferreira. Trata-se da mais alta comenda do legislativo de Fortaleza.

A comenda, iniciativa da vereadora Eliana Gomes (PCdoB), chega no momento em que Lopes comemora seus 78 aninhos. Apenas.

(Foto – Agência Câmara)

 

CUT alerta: nessa onda de privatizações, a soberania está ameaçada

Com o título “Eletrobras e a soberania nacional ameaçadas”, eis artigo do presidente da CUT do Ceará, Will Pereira. “Áreas essenciais para o progresso nacional e o avanço econômico – como o setor elétrico – nem deveriam ser cogitadas para processos de desestatização”, diz o texto. Confira:

Nos anos 1990, um projeto neoliberal privatizou um conjunto de empresas estatais integrantes do antigo Sistema Telebras. Hoje, vemos o filme se repetir, mas num cenário piorado. Já temos provas suficientes que o discurso da busca por excelência, eficácia e redução de preços para o consumidor final são pura falácia. De volta ao presente, a bola da vez é o recente anúncio da privatização do setor elétrico.

A lógica do governo ilegítimo é a mesma desde que o golpe se consolidou: retirar direitos. O caso é grave, porque não é só mais uma entrega do patrimônio brasileiro, como também uma ameaça à soberania nacional.

A empresa de telefonia Oi é apenas um dos exemplos, catastróficos, do que ocorreu no passado. Às voltas com uma recuperação judicial, já soma R$ 65 bilhões em dívidas – sendo mais de R$ 20 bilhões deles ao próprio erário federal. Nem os cofres públicos ganharam com isso, muito menos existiram ganhos sociais relevantes com aquela privatização.

Áreas essenciais para o progresso nacional e o avanço econômico – como o setor elétrico – nem deveriam ser cogitadas para processos de desestatização. Reduzir o rombo das contas públicas por meio da privatização da Eletrobras não é uma medida positiva para o País, como anuncia o Governo Federal e alardeiam euforicamente o mercado financeiro e os grandes grupos hegemônicos de comunicação. Pelo contrário: vender a maior empresa estatal de energia da América Latina impactará, de forma negativa, no planejamento energético, no desenvolvimento e até nas contas de luz.

O desmonte da Eletrobras é mais um retrocesso promovido por esse governo e que vai privar milhares de brasileiros do acesso à energia. Nós, que integramos o movimento sindical brasileiro e as organizações populares, somos veementemente contra essa medida. A Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico já manifestou preocupação com os rumos do setor. Só nos últimos 15 anos, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), houve pelo menos 180 casos de reestatização em 35 países, ente eles: Alemanha, França e Argentina. Dando seguimento ao anunciado pelo Ministério de Minas e Energia, o Brasil caminhará na contramão do progresso.

*Wil Pereira

presidencia@cutceara.org.br

Presidente da Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT-Ceará).

MST promove em Fortaleza debate com filho de Carlos Marighella

Neste sábado (26), às 10 horas, o Centro de Formação Capacitação e Pesquisa (CFFH) será palco da mesa de debates “Memória, Utopia, e Resistência: O legado de Marighella”, com a participação do advogado Carlos Augusto Marighella, filho de Carlos Marighella. A realização é do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Comitê Pela Memória, Verdade e Justiça-CE e Levante Popular da Juventude.

Durante o evento, o MST promoverá também uma edição especial da Feira da Reforma Agrária, colocando à venda produtos orgânicos vindos de assentamento e acampamentos.

Programação

09:00 – Feira Cultural da Reforma Agrária (edição Especial);
10:00 – Mesa: Memória Utopia e Resistência: O Legado de Marighella;
12:00- Almoço ( Galinha, Carneiro, Peixada, Pirão e Salada), e música ao vivo;

SERVIÇO

*Centro de Formação Capacitação e Pesquisa Frei Humberto – Rua Paulo Firmeza, 445, bairro São João do Tauape.

(Foto – Agência Brasil)

Saiba quais são os bairros mais valorizados de Fortaleza para venda e aluguel de imóveis

Bairro Meireles.

O preço nominal médio do m² para venda em Fortaleza atingiu R$ 4.646 em julho de 2017, valorização nominal de 3,60% em comparação ao mesmo período de 2016 (R$ 4.485/m²). Meireles (R$ 7.097/m²) foi o bairro mais caro para compra de imóveis e está 52,75% acima da média da cidade. O levantamento foi realizado pelo VivaReal, plataforma digital que atua no setor imobiliário nacional, demonstra que em relação a junho deste ano (R$ 4.675/m²), houve desvalorização de 0,61%.

O preço nominal médio do m² para aluguel em Fortaleza atingiu R$ 13,16 em julho de 2017, desvalorização nominal de 4,27% em comparação com o mesmo período de 2016 (R$ 13,75/m²). Praia de Iracema (R$ 27,78/m²) foi o bairro mais caro para locação de imóveis e está acima 111,09% acima da média da cidade. Em relação a junho deste ano (R$ 13,33/m²), ocorreu desvalorização de 1,28%.

O DMI-VivaReal (Dados do Mercado Imobiliário) contempla uma amostra de 30 cidades em diferentes regiões do País e considera mais de 2 milhões de imóveis usados disponíveis para compra ou aluguel. Clique aqui para acessar a íntegra da pesquisa sobre Fortaleza relativa a julho de 2017.

Ranking dos bairros fortalezenses mais caros para venda em julho de 2017

Meireles – R$ 7.097/m²

Guararapes – R$ 6.909/m²

Mucuripe – R$ 6.823/m²

Praia de Iracema – R$ 6.785/m²

Cocó – R$ 6.450/m²

Aldeota – R$ 6.193/m²

Manoel Dias Branco – R$ 6.154/m²

Engenheiro Luciano Cavalcante – R$ 6.000/m²

Fátima – R$ 5.986/m²

Centro – R$ 5.977/m²

Ranking dos bairros fortalezenses mais caros para aluguel em julho de 2017

Praia de Iracema – R$ 27,78

Mucuripe – R$ 24,68

Meireles – R$ 22,14

Cocó – R$ 16,64

Aldeota – R$ 15,11

Joaquim Távora – R$ 14,23

Messejana – R$ 12,93

Centro – R$ 12,90

Cidade dos Funcionários – R$ 12,22

Maraponga – R$ 12,14

*Sobre o DMI

O DMI-VivaReal (Dados do Mercado Imobiliário) é um relatório setorial do mercado imobiliário, realizado pelo VivaReal desde 2013. O objetivo do levantamento é oferecer informações sobre preço, oferta e demanda de imóveis para consumidores e profissionais do setor, tornando mais transparente o processo de aquisição e locação de imóveis.

*Sobre o VivaReal

VivaReal é uma plataforma digital que conecta imobiliárias, incorporadoras e corretores com consumidores que buscam um imóvel. São mais de 5 milhões de anúncios para compra e locação em mais de mil cidades brasileiras reunidos em um só lugar.

Com mais de 18 milhões de visitas por mês em seu site e aplicativos móveis, o VivaReal é líder em seu segmento de atuação e está presente com escritórios locais em 14 cidades brasileiras.

Eunício Oliveira comemora fim das coligações, cláusula de barreira e criação de federações

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, comemorou, nesta quinta-feira (24), o avanço, na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição que estabelece o fim das coligações partidárias para a eleição proporcional – deputados federais e estaduais – de 2018, a cláusula de barreira e a criação de federações e subfederações de partidos. O texto-base da deputada Shéridan (PSDB-RR) foi aprovado simbolicamente na quarta-feira (23). A proposta agora tem que ser votada em dois turnos no plenário da Câmara. Em seguida, o texto retorna ao Senado, de onde veio, já que sofreu alterações.

“Não podemos viver com essa farra de partidos, não podemos viver com 50 partidos políticos sem nenhuma identificação com a população”, disse. Sobre a cláusula de barreira, o senador disse que as coligações são “esdrúxulas” e que a maioria se extinguem no dia seguinte a eleição. “É oportunismo eleitoral”, disse Eunício Oliveira.

Para valer para as eleições do ano que vem, a reforma política precisa ser votada na Câmara, onde ainda está em discussão, e depois no Senado, até o fim de setembro. Mesmo com o prazo apertado, o presidente do Senado acredita ser possível. “Eu vou dar a celeridade necessária para que a gente não chegue ao prazo final sem nenhuma definição”, disse.

(Agência Brasil)

Angélica grava para nova temporada do programa “Estrelas” em Caucaia

A apresentadora Angélica, da Globo, está gravando, nesta quinta-feira, na cidade de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza). É para a nova temporada do programa “Estrelas”. As gravações acontecem na praia do Cumbuco.

Com ela, o ator Rainer Cadete, a jornalista Cristiane Dias e o campeão mundial de kitesurfe Carlos Mário Bebê, que é natural de Caucaia.

A programação prevê passeio de buggy nas dunas, tirolesa, esquibunda e kitesurfe na Lagoa do Cauípe.

DETALHE – A gravação deve ir ao ar no fim de setembro, logo após um especial sobre Belém começar ser exibido neste sábado (26/8).

(Foto – Divulgação)

Reforma Política – Para piorar o que já é ruim

Com o título “Para piorar o que já é ruim”, eis artigo do jornalista Plínio Bortolottti, onde ele faz uma análise do que o Congresso vem discutindo sobre Reforma Política. Ele alerta: o eleitor não fique na doce de ilusão de que virá coisa boa de lá. Confira:

Não existe sistema eleitoral perfeito em nenhum lugar do mundo – porém o que vige no Brasil é um dos mais sofríveis, como se pode observar, por exemplo, no amontoado de partidos que pululam em Brasília. Portanto, a votação para mudar o sistema deveria contar como ponto positivo para o Congresso Nacional, que anda com a imagem bastante embaciada. Só que não.

O problema é que os nobres políticos querem piorar o que já é ruim. Um debate dessa importância – que deveria ser bem realizado, com ampla participação popular – normalmente é feito no afogadilho, em véspera de eleições, de modo que as reformas pretendidas acabam por se tornar meros remendos para salvar mandatos e preservar velhos costumes.

Esse é o caso do tal “distritão”, formulado de modo a beneficiar os políticos tradicionais (mas pode chamar de caciques ou coronéis), que têm o domínio das máquinas partidárias. Também está na pauta a criação do Fundo Especial de Financiamento da Democracia; o nome é bonito, mas, na prática, significa distribuir mais R$ 3,6 bilhões para os partidos utilizarem na campanha eleitoral.

É claro que nas democracias recursos públicos têm de ser usados para manter a vida partidária, mas, no Brasil, o excesso chega às raias do escárnio. O já existente fundo partidário, que este ano vai distribuir R$ 819 milhões aos partidos, mais a cessão do horário gratuito de rádio e TV, já parece suficiente para financiar campanhas em tempos de crise. Para fazer mais caixa, os partidos deveriam correr atrás dos eleitores, convencendo-os de que vão trabalhar para o bem público e, para isso, precisam de doações para bancar suas campanhas (as empresas devem ficar fora disso).

Mesmo com “distritão” e querendo botar a mão em bilhões para fazer campanha, ainda há políticos com medo de ficar sem as benesses do poder. Por isso, surge novamente a conversa do parlamentarismo ou “semipresidencialismo”, seja lá o que isso queira dizer. Essa ideia luminosa só aparece quando grupos mal acostumados não estão assentados na cadeira presidencial ou prestes a serem enxotados dela.

*Plínio Bortolotti

plinio@opovo.com.br

Jornalista do O POVO