Blog do Eliomar

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Bolsonaro assume a presidência sob forte esquema de segurança

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Jair Messias Bolsonaro, de 63 anos, toma posse nesta terça-feira, 1º, em Brasília, como o 38º presidente da República do Brasil. Eleito em outubro com 57 milhões de votos, após sobreviver a um atentado ainda durante o primeiro turno da campanha, o deputado federal e capitão reformado do Exército assumirá o cargo sob o mais forte esquema de segurança já visto em uma troca de guarda do Palácio do Planalto, diante de um público que pode variar de 250.000 a 500.000 pessoas.

Mais de 10.000 agentes, incluindo Forças Armadas, polícias e setor inteligência, atuarão na posse. A parte ostensiva da segurança terá cerca de 4.600 homens do Exército, 200 da Marinha, 200 da Aeronáutica, 4.700 policiais militares, incluindo cavalaria e cães farejadores, e os 46 policiais federais que não sairão de perto de Bolsonaro. Outros 300 policiais civis do Distrito Federal e agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estarão infiltrados em meio à multidão. No teto do Planalto, ficarão posicionados atiradores de elite.

A partir das 12h, duas horas antes do início da cerimônia, o espaço aéreo da capital será fechado em um raio de 7,4 quilômetros em torno da Esplanada dos Ministérios. Caças da Aeronáutica e bases de lançamento de mísseis teleguiados têm ordens para derrubar qualquer aeronave que ultrapassar o limite na região – exceção feita a um helicóptero e um drone autorizados.

(Veja Online/Foto- Agência Brasil)

Luizianne passa o réveillon na vigília pró-Lula Livre em Curitiba

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Quem passou o Réveillon numa vigília pró-Lula Livre, em Curitiba (PR), foi a deputada federal reeleita Luizianne Lins (PT).

Ela estava com um grupo de políticos e correligionários que prometem: 2019 será o ano da resistência e da luta para que o ex-presidente, réu na Lava Jato, seja libertado.

O petista está preso na carceragem da PF curitibana desde abril de 2018.

Bolsonaro terá que definir valor do novo salário mínimo

 

O presidente Michel Temer deixou para o sucessor, Jair Bolsonaro, definir a nova política para o salário mínimo. A regra atual para cálculo perde validade amanhã (1). O valor atual do salário mínimo é de R$ 954.

No Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2019, o valor fixado para o mínimo a partir de 2019 é de R$ 1006. Porém, é necessário confirmar o valor e definir também as regras que vão vigorar para os próximos reajustes.

Tradicionalmente, o decreto é editado nos últimos dias do mês de dezembro. A Agência Brasil apurou que Michel Temer não irá assinar mais nenhum ato que envolva impactos futuros.

O salário mínimo é usado como referência para os benefícios assistenciais e previdenciários. Bolsonaro tem até o dia 15 de abril para decidir se mantém a regra ou se muda.

Pela regra atual, o mínimo deve ser corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) dos dois anos anteriores.

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento informaram que o valor do mínimo foi revisado para cima porque a estimativa de inflação pelo INPC em 2018 passou de 3,3% para 4,2%. O INPC mede a variação de preços das famílias mais pobres, com renda mensal de um a cinco salários mínimos. Alguns Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, têm valores diferenciados para o salário mínimo, acima do piso nacional.

(Agência Brasil)

Ex-deputado tucano articula para ocupar espaços na Era Bolsonaro

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Mesmo tendo perdido a reeleição, o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) deve ser aproveitado em algum cargo na Era Bolsonaro. Ele, nos últimos dias deste 2018, esteve em Brasília articulando junto a setores do futuro governo.

Por enquanto, Gomes de Matos evita falar no assunto, mas ele marcou posição firme em defesa de estatais como o Dnocs e projetos prioritários para o Nordeste como a Ferrovia Transnordestina.

(Foto – Agência Câmara)

Que tal falarmos de cidadania e voluntarismo neste último dia de 2018?

Com o título “Cidadania e voluntarismo”, eis artigo de Rui Martinho Rodrigues, historiador. Um tema dos mais interessantes e que merece reflexões neste último dia do ano. Confira: 

Eric Hobsbawm apresentou uma periodização da História, identificando um era dos impérios, das revoluções e outras mais. Hoje temos a Era das Manifestações. Desde 2013 mais de oitenta países viveram grandes manifestações. Não são arrebanhadas por vaqueiros da boiada cidadã, profissionais de reivindicações a serviços de partidos, diferentes dos rebanhos que dominaram as ruas no século XX. Motivações difusas, falta de liderança, presença de postulações contraditórias equivalem a uma certidão de autenticidade e espontaneidade. Mais democráticas e menos poderosas, é o que elas são. Ainda assim, destituíram governos e impuseram políticas em muitos países.

Na Grécia, as manifestações do novo tipo afastaram um governo por recusar a dureza de um ajuste fiscal. O sucessor, que fora crítico do “ajuste perverso”, teve que adotar medidas de austeridade ainda mais duras do que pretendia o antecessor. Na Argentina, as manifestações à moda antiga, desde do tempo de Peron (1895 – 1974) impõem decisões aos governos, levando o país ao suicídio econômico.

O voluntarismo é imune ao pensamento lógico. Abriga interesses corporativistas e paixões políticas. Tem as limitações do saber que é obstáculo epistemológico, no dizer de Gaston Bachelard (1884 – 1962). A crise do distributivismo fiscal evidenciou os limites do voluntarismo. Mas a imunização cognitiva é indiferente ao óbvio. O Estado provedor é oneroso para os países desenvolvidos, com alta produtividade e com a maioria da população próspera financiando um Estado rico, capaz de arcar com mais custos. Ainda assim a crise fiscal chegou na velha Europa.

Nós temos uma minoria próspera e uma maioria carente. A assistência aos carentes é muito mais pesada no Brasil. Temos produtividade baixa e estagnada. Pensamos em colher, não em plantar. Nosso investimento produtivo é baixo. As despesas públicas crescem automaticamente por lei. A imunização cognitiva fixou a ideia do Estado provedor. A reserva do possível é esquecida.

Rui Martinho Rodrigues

rui.martinho@terra.com.br

Historiador.

Jair Bolsonaro convida Mauro Benevides, a quem trata de “Meu tenente”, para sua posse

O ex-senador Mauro Benevides, que já presidiu o Congresso Nacional, está entre convidados vips do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele, aliás, trata o ex-parlamentar cearense na intimidade de “Meu tenente”.

Além de Mauro, outros cearenses como o presidente nacional da Abih, Manuel Cardoso Linhares, o deputado federal eleito Capitão Wagnr (PROS) e o presidente estadual do PSL, Heitor Freire, com suas esposas, prestigiarão atos da posse e, em especial, o baile a ser oferecido aos convidados por Bolsonaro.

(Foto – Agência Câmara)

Bolsonaro prepara discurso da posse, diz irmão

Na véspera da posse, o presidente eleito Jair Bolsonaro prepara seu discurso para amanhã. Ele deve falar em dois momentos distintos – primeiro, no Congresso Nacional, durante a solenidade de posse, e depois, no parlatório no Palácio do Planalto. No parlatório, tradicionalmente é um pronunciamento mais curto.

A informação é do irmão de Bolsonaro, Renato, que está hospedado na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília, com parentes desde ontem (30).

“Ele está preparando seu discurso. Nós não interferimos. É um ambiente familiar”, afirmou Renato hoje (31), ao deixar a área de segurança da residência para cumprimentar populares que se aglomeram desde cedo no local.

Renato, que veio de Miracatu (SP), afirmou que todos os familiares estão na casa, inclusive, a mãe de Bolsonaro, Olinda, de 91 anos. A família do presidente eleito é de Eldorado e da região do Vale da Ribeira.

“Toda minha família está lá. Está normal. É um ambiente familiar como na casa de vocês. Não falamos nada de política”, afirmou.

A família deve passar a virada do ano no local. Bolsonaro não tem compromissos oficiais e deve aproveitar o dia de hoje para descansar e se preparar para as cerimônias de amanhã (1º) que começam por volta das 14h e só devem terminar depois das 21h.

(Agência Brasil)

Fortaleza terá segundo maior Réveillon do País

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

O Réveillon do Aterro da Praia de Iracema será aberto, nesta segunda-feira, a partir das 18 horas, seguindo uma tradição: sem discursos e com muita, muita música tocada por bandas locais. Mas o prefeito Roberto Cláudio (PDT) ali vai estar recebendo alguns convidados em área reservada por patrocinadores da festa como a Ambev.

A imprensa de todo o País também acompanhará o evento que se constitui hoje como o segundo maior do gênero do País, perdendo apenas em presença de público para o Rio de Janeiro.

Nesta edição, no entanto, com maior peso em matéria de atrações nacionais. Claro que depois de toda a animação, com saldo para a economia local e turbinada no turismo, nada como uma boa prestação de contas. O contribuinte, feliz, agradecerá.

(Foto – Arquivo)

Aeroporto de Aracati recebe certificação operacional da Anac

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O Aeroporto de Aracati, situado no Litoral Leste cearense, já está apto a receber voos comerciais. A certificação que autoriza esse tipo de operação foi assinada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na última sexta-feira (28), informa o gerente de aeroportos do Departamento Estadual de Rodovias (DER), coronel Paulo Edson. A a portaria será publicada até esta segunda-feira, 31, no Diário Oficial da União.

O documento é emitido após o operador aeroportuário prover os requisitos de infraestrutura e segurança exigidos pela ANAC para operação de voos no local. “No conjunto da certificação está a operação de voos por instrumentos – IFR, o que garante a operação de pouso e decolagem de aeronaves em condições de tempo e visibilidade desfavoráveis. Era o que faltava para o Aeroporto de Aracati começar a receber voos domésticos comerciais”, destaca Paulo Edson.

Azul

A empresa Azul informou que, a partir de fevereiro de 2019, iniciará a operação com três frequências semanais, saindo do Recife para Aracati, com escala em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Com a operação comercial, o Aeroporto de Aracati vai proporcionar uma nova dinâmica ao turismo do Litoral Leste do Estado, dando apoio aos empreendimentos turísticos que se instalam na região, especialmente nos municípios de Beberibe, Icapuí, Fortim e Aracati.

Fac-símile do D.O.U.

(Foto – DER)

Renan Calheiros ganha apoio de Serra contra Tasso

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O candidato a presidente do Senado pelo MDB, Renan Calheiros, está ganhando um importante eleitor. Só que dentro do PSDB de Tasso Jereissati, que já entrou no páreo contra as pretensões do emedebista: o paulista José Serra.

Num passado recente, FHC disputou a reeleição quando Tasso estava com seu nome acertado para sair candidato. A paulistada, com José Serra e outros, barrou essa pretensão.

Conseguirá Serra esse novo tento agora?

(Com Veja Online/Foto -Sergio Lima, do Poder 360)

Novos ministros tomam posse no dia 2 de janeiro

Um dia depois da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, os 22 nomes confirmados para o primeiro escalão do futuro governo assumirão, em diferentes horários, o comando das pastas que comporão a Esplanada dos Ministérios a partir de 2019.

Nomes que dividirão os andares do Palácio do Planalto, mantendo relações mais diretas com o futuro presidente, serão os primeiros a ocupar postos. As primeiras transmissões de cargos marcadas para as 9h serão, conjuntamente, dos novos ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, da Secretaria de Governo, General Santos Cruz, e da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

Sergio Moro assumirá a Justiça e Segurança Pública também pela manhã. A pasta comandada pelo ex-juiz federal abarcará atribuições de áreas que, atualmente, estão distribuídas em outros Ministérios como o de Segurança Pública e Trabalho (registros sindicais).

Ainda pela manhã, Marcos Pontes recebe o bastão das áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação e do atual Ministério das Comunicações na Esplanada e o Almirante Bento Costa e Lima, o de Minas e Energia.

A primeira mulher confirmada para o primeiro escalão de Bolsonaro, atual deputada Tereza Cristina, assume a Agricultura. Depois de um pronunciamento, a nova ministra já empossa os secretários da pasta.

No período da tarde, ocorrem as transmissões de cargo de ministro da Cidadania e Ação Social para Osmar Terra e da Saúde para Luiz Mandetta.

Três dos atuais ministros do governo Temer repassam suas atribuições a Paulo Guedes às 15h. O futuro Ministério da Economia abarcará funções que hoje são divididas entre Eduardo Guardia (Fazenda), Esteves Colnago (Planejamento, Desenvolvimento e Gestão) e Marcos Jorge (Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

A partir das 16h, assumem ainda Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), General Fernando Azevedo (Defesa), Ricardo Vélez Rodriguez (Educação), Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

No fim do dia, o diplomata Ernesto Araújo toma posse na sede do Ministério de Relações Exteriores, em solenidade marcara para as 18h.

Com a manutenção de Wagner Rosário no comando da Controladoria-Geral da União, não haverá solenidade neste caso. Ainda há definições de horários em aberto, como é o caso das pastas do Meio Ambiente, a ser ocupada por Ricardo Salles, e do Desenvolvimento Regional, que terá o atual secretário executivo do Ministério da Integração Nacional, Gustavo Canuto, como ministro. Canuto administrará funções que hoje estão divididas entre os ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

(Agência Brasil)

Juíza libera acesso a advogados de Dilma a todo inquérito que deu origem à Operação Lava Jato

Substituta de Sergio Moro  à frente dos processos da Lava Jato, a juíza federal Gabriela Hardt liberou à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) acesso ao inquérito que deu origem à operação, cuja primeira fase foi deflagrada em 14 de março de 2014. A informação é do Portal Uol.

A defesa da petista havia solicitado “acesso a todo conteúdo” do inquérito, pois seria alvo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, seu ex-ministro da Casa Civil.

Em manifestação, o Ministério Público Federal foi contrário, alegando que a defesa se baseava “exclusivamente em informações publicadas na imprensa e que negativa de acesso também teria por nalidade preservar a ecácia de eventuais investigações ou diligências em curso”.

Ao decidir, Gabriela Hardt armou que não via “com facilidade de que maneira o acesso aos autos pela Defesa de Dilma Vana Rousseff poderia prejudicar investigações sigilosas em curso”. Segundo a magistrada, o acesso da defesa ao inquérito inicial não permitiria “acesso a investigações sigilosas, a processos nos quais tramitam acordos de colaboração ou leniência e nem a processos nos quais há medidas cautelares e coercitivas pendentes”.

A juíza observou que Dilma foi responsável pela indicação política de investigados ou condenados no âmbito da Lava Jato, como a do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine, e dos ex-ministros Antônio Palocci e Guido Mantega. Dilma também presidiu o Conselho de Administração da Petrobras enquanto foi ministra de Minas e Energia do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também condenado na Lava Jato. “Sem qualquer juízo de valor, é visível que há uma certa proximidade de Dilma Vana
Rousseff aos fatos investigados perante este juízo.”

A juíza ainda anotou que mesmo Dilma não sendo “diretamente investigada nos presentes autos, considerando que se trata de inquérito-mãe da Operação Lava Jato, que tramita com sigilo baixíssimo, reputo razoável franquear acesso a sua defesa”.

(Foto – Agência Brasil)

Troféu Mário Lago vai para seis artistas consagrados

Aracy Balabanian e Milton Gonçalves

Nada de um Trofú Mário Lago só par um artista. Neste domingo, o Programa Dmingão do Faustão surpreenderá seis artistas. Receberão a homenagem Aracy Balabanian, Arlete Salles, Ary Fontoura, Francisco Cuoco, Milton Gonçalves e Nicette Bruno

O programa encerrará este ano reconhecendo o trabalho dos veteranos, cujas trajetórias ajudam a contar a própria história da televisão no Brasil.

Na 18ª edição do Troféu Mário Lago, o público tem a chance de conhecer um pouco mais da vida profissional e pessoal deles. A expectativa é de muita emoção, pois, também, no quesito entrega outra novidade: Glória Menezes, Laura Cardoso, Lima Duarte e Tarcísio Meira vão estar no palco para esse ato.

(Com Agências/Foto – Divulgação)

Réveillon de Fortaleza – Xand Avião fará a contagem regressiva na festa do Aterro da Praia de Iracema

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Caberá a Xand Avião o ato principal da festa de Réveillon do Aterro da Praia de Iracema, em Fortaleza: ele fará a contagem regressiva para a entrada do Ano Novo, ao lado do prefeito Roberto Cláudio e de outras autoridades e artistas. A informação é da assessoria de comunicação do Paço Municipal.

Xandy é uma das principais atrações do evento que espera reunir cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Além de Xand, estão na programação artistas omo Cláudia Leite, Alcione, Waldonys, Marília Mendonça, Jorge Vercillo, Ednardo e Marília Mendonça.

(Foto – Divulgação)

Uece busca parceria com Universidade de Oxford

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado:

Uma parceria entre a Universidade Estadual do Ceará e a Universidade de Oxford, uma das mais importantes instituições do Reino Unido, deve se consolidar em 2019. As conversações em torno desse projeto foram iniciadas durante a missão cearense que visitou Londres este mês.

O professor Edmar Pereira, chefe de gabinete da reitoria da Uece, e a professora Claudiana Alencar, docente do Programa de Pós-graduação em Linguística Aplicada, participaram do Seminário de Internacionalização do Ensino Superior, uma realização da British Council, em parceria com a Embaixada do Brasil no Reino Unido, quando essa parceria foi discutida.

A Universidade de Oxford tem interesse no Programa de Extensão da Uece “Viva a Palavra”, que busca fortalecer as práticas de letramento crítico da juventude que reside nas comunidades do entorno do campus da Itaperi e do campus de Fátima, por meio de atividades artísticas, culturais e educativas.

O intercâmbio em torno desse programa deve se consolidar, abrindo a perspectivas para uma ampliação do acordo, estima a Uece.

Editorial do O POVO – “Marcas do que se foi”

Com o título “Marcas do que se foi”, eis o Editorial do O POVO deste sábado. Confira:

Governos deixam marcas quando agem para além do imediatismo e das ações pontuais. Neste sentido, políticas de atenção à saúde primária, e não apenas hospitais, causam maior impacto na melhoria dos índices de qualidade de vida. Planos bem executados de educação implicam resultados mais expressivos para a sociedade do que a simples construção de escolas.

Ou ainda: planejamento urbano causa melhores efeitos do que a abertura de ruas e avenidas. Está provado, e o Ceará é exemplo clássico do erro, ser mais eficaz a implantação de políticas de segurança do que equipar as polícias com carros e helicópteros caros.

Assim, a gestão pública Brasil afora, e isto inclui a União, precisa lidar com o dia a dia das demandas imediatas sem desistir do horizonte do médio e longo prazo. Uma tarefa seivosa, ante as naturais expectativas por resultados súbitos.

Foi justamente por ceder ao hoje que o déficit previdenciário se tornou uma pauta premente para o País. Tomando por recorte as unidades da Federação, o principal problema dos estados é o elevado comprometimento dos orçamentos com gastos de pessoal, especialmente por conta do grande desequilíbrio previdenciário.

No caso cearense, o déficit da Previdência fechará ao fim do ano em R$ 1,6 bilhão. As projeções até o mês passado indicavam R$ 1,8 bilhão no ano a nascer na terça-feira e estapafúrdios R$ 4 bilhões em 2024.

Mais dados: o ainda secretário do Planejamento e Gestão, Maia Júnior, informou serem as aposentadorias, em valor presente, um custo de R$ 66 bilhões a ser pago até 2080, quando o atual ciclo de vida dos servidores públicos se encerra e referido valor subiria para R$ 159 bilhões.

Frente a este cenário de aflição, em novembro passado o Governo do Ceará tomou decerto uma de suas principais decisões, de efeito para além da atração de investimentos, a principal marca da atual gestão. O Governo aprovou uma reforma da Previdência, embora incapaz de reduzir a dívida pública com Previdência já existente, mas com o poder de obstar seu crescimento a grande velocidade. Ademais, criou um Fundo de Previdência Complementar e uma fundação para gerir as aposentadorias regulares dos servidores estaduais. Um feito importante, que merece ser destacado.

No plano nacional, o novo governo eleito precisará de cooperação de todos os poderes da União e dos governos regionais para conseguir fazer o seu ajuste fiscal. Há de haver capacidade de conhecimento cada vez maior sobre o tamanho da crise fiscal no Brasil para que seja possível resolvê-la de modo a não comprometer o futuro do País. As diferenças ideológicas devem ter o tamanho que merecem, qual sejam, menores do que a pauta fiscal. O assunto é de Estado, não de Governo.

(Editorial do O POVO)

Bolsonaro e Netanyahu visitam sinagoga no Rio

O presidente eleito Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitaram, na tarde dessa sexta-feira (28), a sinagoga Kehilat Yaacov, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Eles chegaram pouco depois das 17 horas, após o almoço e a reunião que tiveram no Forte de Copacabana. Os dois vieram em comitivas separadas. Primeiro, chegou a de Netanyahu e, em seguida, a de Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) veio na comitiva do pai.

A Rua Capelão Álvares da Silva, onde está localizada a sinagoga, foi interditada ao tráfego. Em frente ao templo, foi colocada uma tenda de plástico branca onde foram direcionados os carros da comitiva para que o presidente eleito do Brasil, o primeiro-ministro de Israel e os integrantes das comitivas pudessem entrar sem serem vistos.

O advogado e economista Boris Sender, um dos convidados da visita do primeiro-ministro de Israel e do presidente eleito à Sinagoga Kehilat Yaacov, disse que o clima do encontro foi maravilhoso, de harmonia absoluta e de carinho recíproco. “Isso é muito bom para os dois países”, disse. Sender destacou que esta é a primeira viagem de um primeiro-ministro de Israel ao Brasil e que os dois países têm muito a cooperar um com o outro. “Somente agora é que essa oportunidade se cristaliza em nível governamental”.

O advogado disse que Netanyahu tem conhecimento agrícola que pode ajudar o governo brasileiro no desenvolvimento de programas neste setor. “Israel se ofereceu. Em contrapartida o Brasil, que precisa dessa tecnologia, encontra em Israel um parceiro que estava meio esquecido ao longo da história. Agora é uma oportunidade que foi dada aos dois e ao Brasil principalmente. Ficamos muito felizes com a vinda dos dois [à sinagoga]”.

Durante a visita, o primeiro-ministro falou em hebraico e teve a tradução para o idioma português. Segundo Sender, não houve promessas de nenhuma das partes, mas as conversas foram como costuma ser entre judeus. “Não teve promessa. É mais ou menos como se dizer no ano que vem a gente se encontra em Jerusalém. Os judeus em qualquer parte em que estejam e em qualquer época sempre dizem assim: no próximo ano em Jerusalém. O término da reunião foi no ano que vem em Jerusalém”, completou.

Liturgia

Ainda conforme Sender, não houve cerimônia litúrgica no encontro, mas ao fim houve uma bênção chamada Bracha, quando se acende uma vela e se faz um brinde com um cálice de vinho. Durante toda a visita, como é costume entre os judeus e de visitantes quando estão nas sinagogas, o presidente eleito usou uma kipá na cabeça, que é um símbolo de respeito a Deus.

O esquema ampliado de segurança visto próximo ao Forte de Copacabana se repetiu ao redor da sinagoga. A operação teve um sniper da Polícia Civil no pátio de um prédio em frente à rua da sinagoga. Um grupo de seis agentes do Comando de Operações Táticas (COT), de elite da Polícia Federal, veio de Brasília para integrar o esquema de segurança. Também há uma ambulância do Corpo de Bombeiros e um veículo da Guarda Municipal.

(Agência Brasil)

A três dias das posse, Onyx intensifica reuniões políticas

Às vésperas de assumir oficialmente a articulação do Executivo com o Congresso, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, intensifica as conversas com os líderes partidários alinhados com o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. O esforço é para consolidar um bloco suprapartidário capaz de aprovar as propostas encaminhadas pela futura gestão, como um eventual texto de reforma da Previdência.

Paralelamente, os parlamentares que disputam cargos de comando na Câmara e no Senado visitam o gabinete de transição. A disputa para a presidência da Câmara será definida no dia 1º de fevereiro, por voto aberto. Na corrida pela cadeira estão, entre outros, o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e João Campos (PRB-GO), ambos aliados de Bolsonaro.

No começo do mês, o presidente do Democratas, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), ao se reunir com Onyx, pediu apoio do futuro governo à candidatura de Rodrigo Maia. Porém, o ministro informou que a gestão Bolsonaro não pretende participar da corrida pelo comando da Câmara.

Definição

O líder do partido de Bolsonaro na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), reiterou a pauta da articulação política e disse que ainda não há um candidato do governo na disputa pela presidência da Casa. Segundo ele, o PSL não indicará um nome, mas votará conjuntamente no parlamentar que tiver o melhor alinhamento com o Planalto.

“Vamos escolher um candidato que defenda a pauta do governo. Se o PSL votar desunido, é falho. Queremos o PSL uno. Como governo, temos que mostrar nossa força e lealdade ao presidente que elegemos”, disse. O partido, que tem 53 votos na Casa, vai esperar o avanço da disputa para analisar os nomes que estarão mais fortalecidos próximo a fevereiro.

Base

João Campos esteve hoje (28), acompanhado pelo presidente do seu partido, Marcos Pereira, com o ministro da Transição, Onyx Lorenzoni. Porém, não mencionaram se houve algum tipo de sinalização em favor da candidatura do PRB. Segundo ele, o foco está em construir uma base sólida de sustentação no Congresso.

“Onyx nos comunicou que está buscando um bloco que garanta governabilidade, já que o governo terá muitas matérias importantes a serem encaminhadas para o Congresso que precisa de base de sustentação. Não estabeleceu nenhuma condição [sobre apoio à eleição para a presidência]. Pode ser até consequência [um possível alinhamento do candidato com o futuro governo], mas não foi uma condição”, afirmou.

(Agência Brasil)