Blog do Eliomar

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PP decide ficar neutro na disputa presidencial de segundo turno

O Partido Progressista, um dos baluartes do Centrão, não vai apoiar nem Jair Bolsonaro (PSL) e muito menos Fernando Haddad (PT) neste segundo turno de disputa presidencial. Vai ficar neutro.

Mas, a partir de 1º de janeiro… bem, aí são outros quinhentos, informa a Coluna Radar, da Veja Online.

No Ceará, o PP elegeu apenas um parlamentar federal, no caso AJ Albuquerque, que é o filho do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT).

(Foto – Divulgação)

Número cai, mas quase metade da Câmara será formada por milionários

Quase metade da nova Câmara que tomará posse em 2019 será formada por deputados federais milionários. É o que mostra levantamento feito pelo Portal G1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São 241 políticos que declaram ter patrimônio superior a R$ 1 milhão (47% dos 513 eleitos).

Mas, após sucessivos aumentos ao longo das últimas legislaturas, o número neste ano apresenta uma ligeira queda em relação ao da última eleição. Em 2014, foram 248 políticos milionários eleitos para a Casa. Em 2010, eram 194. Em 2006, havia 165. Em 2002, eram 116.

O eleito mais rico para a próxima legislatura é o deputado e professor Luiz Flávio Gomes (PSB-SP). Ele declara possuir R$ 119 milhões. Entre os bens estão quotas de capital, investimentos em fundos e ações e um apartamento no valor de R$ 14 milhões.

Gomes diz que usou seu próprio dinheiro na campanha (cerca de R$ 1,6 milhão) e reconhece que a disputa é “desigual”. “Não concordo com financiamento público, mas é preciso um limite ainda mais duro para que todos possam concorrer. Para quem está começando é muito difícil.”

Ele diz que hoje tem uma “situação confortável” porque empreendeu na área de ensino. “Acredito no capitalismo equitativo. Dinheiro para mim sempre foi um meio, não o fim. É preciso mudar o sistema.”

No total, os parlamentares declaram um patrimônio de R$ 1,1 bilhão – o que representa uma média de R$ 2,2 milhões para cada um. O patrimônio médio é inferior ao da última eleição (R$ 2,4 milhões). Além disso, há 22 políticos que declaram patrimônio “zero” ao TSE – o dobro do verificado há quatro anos.

PSL define o comandante da campanha de Bolsonaro no Nordeste

A cúpula do PSL definiu que a articulação do candidato Jair Bolsonaro no Nordeste neste segundo turno ficará a cargo de Julian Lemos. Com pouco mais de 71 mil votos, Lemos foi eleito pela legenda como deputado federal da Paraíba. Será uma tarefa hercúlea.

O petista Fernando Haddad venceu em todos da região, com exceção do Ceará, em que ficou atrás de Ciro Gomes (PDT).

Os maiores percentuais de Haddad foram conquistados no Piauí (63%), no Maranhão (61%) e na Bahia (63%).

(Veja)

Haddad e Bolsonaro descartam convocar nova Constituinte

Durante entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, nessa segunda-feira (8), o candidato do PT à Presidência da República Fernando Haddad, anunciou que vai rever sua posição sobre a convocação de uma Constituinte e que pretende fazer reformas por meio de emendas constitucionais. Ele citou três reformas que pretende fazer por meio de emendas constitucionais: reforma tributária, o fim do congelamento do teto de gastos e reforma bancária para diminuir a concentração de bancos e taxas de juros no país.

Sobre a afirmação do ex-ministro José Dirceu em entrevista ao El País de que o partido iria tomar o poder, Haddad disse que discorda da afirmação. “O ex-ministro não participa da campanha, não participará do meu governo e discordo dessa frase. Para mim, a democracia está sempre em primeiro lugar”, afirmou.

Jair Bolsonaro

Escolhido por sorteio, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi o segundo a responder as mesmas perguntas. Ele negou que, caso eleito, fará um autogolpe e afirmou que não convocará uma nova Constituinte a ser formada por um conselho de notáveis, conforme havia defendido seu vice Hamilton Mourão (PRTB) durante a campanha no primeiro turno.

Ainda sobre a possibilidade de autogolpe, Bolsonaro disse que não entendeu o que o vice quis dizer, mas afirmou que acredita no voto popular e que será “escravo da Constituição”.

“O desautorizei nesses dois momentos, ele não pode ir além do que a Constituição permite. O que falta ainda ao general Mourão é um pouco de tato, um pouco de vivência com a política”, afirmou o candidato. “Eu sou capitão, ele é general, mas eu sou (sic) o presidente”.

(Com Agência Brasil)

PSDB expulsa o ex-governador Alberto Goldman por “infidelidade partidária”

O PSDB expulsou de seus quadros, nessa segunda-feira (8), o ex-governador de São Paulo e ex-presidente nacional do partido Alberto Goldman, que pertencia à sigla havia 21 anos, por “infidelidade partidária”. Também foram desligados da agremiação o atual secretário de Governo de São Paulo, Saulo de Castro, e mais 15 filiados. Cabe recurso.

A decisão, aprovada pelo diretório estadual e confirmada à imprensa pelo presidente municipal do partido, o vereador João Jorge, foi tomada um dia após a derrota nas urnas do presidenciável tucano Geraldo Alckmin, que obteve apenas 4,76% dos votos válidos no primeiro turno, e da confirmação de que o também tucano João Doria irá disputar o segundo turno com Márcio França (PSB), no próxima dia 28, pelo governo de São Paulo.

Goldman, que pertenceu ao MDB, estava filiado ao PSDB desde 12 de fevereiro de 1997. Ele começou a se desentender publicamente com João Doria no ano passado, quando publicou um vídeo dizendo que o então prefeito de São Paulo era “político sim, mas dos piores políticos que já tivemos aqui em São Paulo”. Ao se eleger, Doria se vendia como “gestor”, e não político.

Em resposta, o prefeito publicou à época outro vídeo chamando Goldman de “improdutivo” e “fracassado”. “Você coleciona fracassos na sua vida e agora vive de pijamas na sua casa. Fique com a sua mediocridade que eu fico com o povo que me elegeu, Alberto Goldman”, afirmou.

Nestas eleições, Goldman voltou a atacar Doria, que está no PSDB desde 2001. “Agora candidato a governador, João Doria novamente se coloca como gestor capaz de ‘acelerar’ São Paulo. A verdade é que tirou do papel muito pouco do que propagandeou como prefeito da capital”, disse. Ele também se manteve como um dos interlocutores de Paulo Skaf (MDB), que concorreu ao governo, mas ficou fora do segundo turno.

(Veja/Foto – Revista Forum)

Meirelles não deve apoiar Fernando Haddad

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Se depender de Henrique Meirelles (MDB), não virá apoio dele para o candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, no segundo turno do pleito. É o que informa a Veja Online.

Isso porque Meirelles discorda radicalmente da revogação do Teto de Gastos, coisa do então candidato quando ministro da Fazenda do governo Temer.

Ele enxerga a ideia defendida com ênfase pelo PT como irresponsabilidade fiscal.

(Foto -Agência Brasil)

TSE – Eleitor que não votou no primeiro turno, poderá votar no segundo turno

O eleitor que não votou no primeiro turno das eleições, no domingo, 7, poderão votar no segundo turno, que está marcado para o próximo dia 28. A informação é do Tribunal Superior Eleitoral.

Mas isso caso o eleitor não tenha nenhuma pendência com a Justiça Eleitoral. Quem faltou as eleições do primeiro turno precisa justificar a ausência no cartório eleitoral ou online, por meio do sistema Justifica, até o dia 6 de dezembro. Agora, quem faltar ao segundo turno deverá se justificar até o dia 27 de dezembro.

Para justificar o voto, o eleitor precisa apresentar documentos que comprovem o fato que impediu o comparecimento às urnas. A não justificativa do voto está sujeita a multa, problemas para votar em outras eleições e mesmo o cancelamento do título (caso as faltas ocorram três vezes consecutivas).

No Ceará, o segundo turno decidirá apenas as eleições presidenciais. Em 14 estados, os eleitores também votarão para decidir governador.

(Com POVO Online)

PT só apanhou 5% do que deveria até agora, avisa presidente do partido de Bolsonaro

Em conversa com a Coluna Radar, da Veja Online, Gustavo Bebianno, presidente nacional do PSL, partido de Jair Bolsonaro, disse que o PT só apanhou 5% do que deveria até agora.

“No segundo turno, vamos bater os 95% que eles merecem. Vamos aumentar os ataques ao PT. Essa quadrilha será varrida da história do Brasil”, disse.

Bebianno é um dos principais articuladores da campanha de Bolsonaro e cotado para o cargo de ministro da Justiça caso o candidato seja eleito.

(Foto – Reprodução de TV)

O Brasil joga roleta russa

Com o título “Brasil joga roleta russa”, eis artigo de Haroldo Barbosa, jornalista filiado à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Ele comenta o cenário deste segundo turno da eleição presidencial. “Maioria do eleitorado que votou na extrema direita não é de fascistas. É de pessoas indignadas com a política tradicional que cederam ao forte apelo ao senso comum e aos preconceitos enraizados, inclusive ao antipetismo”, diz o articulista. Confira:

A política levou o país, nesse 7 de outubro de 2018, a uma roleta russa eleitoral. Clique vazio foi por pouco, mas o tambor já está girando de novo. Brasil entrou em espiral rumo a barbárie em ritmo acelerado. Apoio aberto ou envergonhado ao fascismo perpassa política, justiça, imprensa, forças armadas, igrejas e o escambau!

O Judiciário, em particular o TSE, ficou inerte frente ao festival de fake news desencadeado pela campanha do Bolsonaro e às ameaças feitas pelo próprio de que, se não ganhar, não aceitará resultado das eleições. O WhatsApp foi o principal meio utilizado para espalhar mentiras e meias verdades (má informação, informação incorreta e desinformação).

Maioria do eleitorado que votou na extrema direita não é de fascistas. É de pessoas indignadas com a política tradicional que cederam ao forte apelo ao senso comum e aos preconceitos enraizados, inclusive ao antipetismo. Não se pode negar no entanto que entre o eleitorado de direita há uma parcela substancial de fascistas, racistas, machistas, misóginos, homofóbicos, xenófobos e por aí vai. Também houve compra de votos e votos de cabresto, inclusive boa parte do voto dos evangélicos vai nesse sentido.

A desilusão com a política fica explicita na abstenção. Quase 30 milhões de eleitores não compareceram às urnas. Um percentual de 20,3% do eleitorado do país. No Ceará, o índice foi de 17,3%. Votos brancos e nulos em todo o Brasil somam 10,3 milhões (8,8%). Leve-se em conta ainda que mais de 3 milhões de títulos eleitorais foram cancelados pelo TSE e não entram nestes percentuais. Rejeição aos dois partidos que antes dominavam o espectro político (PSDB e PT), também mostra isso.

Está clara a falência da democracia representativa e deste modelo político partidário. Uma parte das pessoas que participaram do protesto nas eleições o fez por desilusão, de forma espontânea. Mas outra parcela se absteve devido a atividade de grupos, pessoas e organizações que buscam uma saída para a crise fora dos marcos da política tradicional. E aqui não há nenhuma defesa de golpe, ditadura ou coisa do gênero. Pelo contrário.

Crise do capital chegou a um ponto em que é preciso que as elites usem o Estado para rapinar todos recursos (dívida pública é exemplo), eliminar direitos elementares, privatizar, desregulamentar quase tudo e reprimir de todas as formas aqueles(as) que se opõem a isso. Nessa situação, até o jogo de aparências da “democracia sem povo” se torna incompatível. E é a isso que estamos sendo submetidos.

A esquerda tradicional (e eleitoral) não consegue responder a isso. É parte do problema e não da solução, que não está dentro dos marcos do capitalismo. Bolsonaro se vende como o “candidato antissistema”, quando é na verdade seu mais ferrenho representante e de todo o atraso oriundo do mesmo.

O retrocesso e a falência da política são sintomas das necessidades do mercado e que apontam para a autodestruição da sociedade. Trump e Bolsonaro são produtos dessa lógica suicida. Ou rompemos com a mesma, ou não há esperanças para o Brasil e para o planeta.

*Haroldo Barbosa
Jornalista / Pós-Graduado em Comunicação em Mídias Digitais – Filiado da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Janaína Paschoal diz que abandona Jair Bolsonaro se ele se mostrar autoritário

Deputada estadual mais votada da história do Brasil, com mais de 2 milhões de votos de São Paulo, a advogada Janaína Paschoal (PSL) disse, nesta segunda-feira (8), que não se arrepende de ter recusado ser vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro. Ela ainda rechaçou as críticas de que ele teria um viés autoritário. Janaína Paschoal, em entrevista ao Portal UOL, disse que “quem faz parceria com ditadura é o PT”.

“Quem defende que a Venezuela é uma democracia é o PT. Acho tão interessante, eles ficam presos no passado, mas as ditaduras do presente eles referendam”, declarou.

“Sou contrária a toda e qualquer ditadura, de direita, de esquerda, civil, militar, do passado e do presente. Sou defensora da Constituição Federal, sou contrária a essa história de chamar Constituinte, seja proposta do [Fernando] Haddad [presidenciável do PT], seja a proposta feita pelo vice [Hamilton] Mourão [vice na chapa de Bolsonaro]” afirmou.

Janaína também defende que continua apoiando Bolsonaro, mas que mudará sua posição que caso ele mostre seguir caminhos autoritários.

(Foto – Agência Senado)

Eleições presidenciais – Imprensa internacional diz que Bolsonaro dividiu o Brasil

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil é destaque nos principais jornais do mundo hoje (8). Em manchetes que ocuparam espaços privilegiados nas primeiras páginas, a imprensa internacional ressaltou a surpresa com a conquista de Jair Bolsonaro (PSL), que obteve quase metade dos votos entre os eleitores.

O “choque” de grande parte dos brasileiros diante do número foi o tom da matéria do The Washington Post. A reportagem destaca que a campanha de Bolsonaro dividiu a maior nação da América Latina ao longo de linhas raciais e de gênero e lembrou que, muitas vezes, o candidato do PSL é comparado ao presidente norte-americano Donald Trump.

O The New York Times destacou que “o candidato de extrema direita que falou com carinho da antiga ditadura militar do Brasil e teceu comentários ofensivos sobre mulheres, negros e gays chegou perto de uma vitória na eleição presidencial de domingo.”

A matéria revela, ainda, o atual cenário brasileiro marcado pela repulsa da população à política e de defesa do combate à criminalidade e corrupção.

Em tom mais ameno, a emissora pública BBC, do Reino Unido, estampa em sua página na internet a disputa, em segundo turno, entre Bolsonaro e Fernando Haddad, marcada para 28 de outubro.

O mexicano La Jornada destaca a “distância confortável” que Bolsonaro teve em relação a Haddad. Segundo o jornal, “será difícil para a esquerda reverter o resultado na eleição presidencial.”

O jornal aponta as várias surpresas negativas para a esquerda durante o pleito, citando as derrotas para o Senado do veterano Eduardo Suplicy, por São Paulo e, em Minas Gerais, da ex-presidente Dilma Rousseff.

Vizinhos

Entre jornais sul-americanos, o argentino Clarín, de Buenos Aires, estampa a manchete “Jair Bolsonaro varre o Brasil e fica com ampla vantagem para a votação com Fernando Haddad”.

O jornal destaca que o ex-capitão do Exército fechou o score com uma diferença de quase 17 pontos, o que pode revelar uma tendência sobre o segundo turno.

O periódico também veiculou a mensagem transmitida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos seus seguidores, na qual afirma que o Brasil caminha para “o diálogo e respeito” e aposta que “a esperança superará o ódio”.

Europa

O jornal português Diário de Notícias mostra um “Brasil partido ao meio” e destaca que faltou pouco para o candidato Jair Bolsonaro vencer em primeiro turno. O jornal Público também estampou que o Brasil deixou Bolsonaro com um pé na presidência.

Mais crítico, o francês Le Monde descreve a conquista da maior parte dos votos pelo candidato “nostálgico da ditadura militar, às vezes rude, racista ou homofóbico”.

Lembra, ainda, o momento em que os holofotes da política se viraram para Bolsonaro, durante a sessão no Congresso, em abril de 2016, quando, ao votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT) ,dedicou sua escolha “em memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”, acusado de ser um dos torturadores da ditadura militar.

O El País, da Espanha, reservou o maior espaço ao assunto entre todas as publicações, classificando o resultado como uma “onda conservadora que tomou o país e garantiu ampla vantagem a Bolsonaro no segundo turno para se tornar o próximo presidente do Brasil.”

A publicação ressalta a polarização aguda entre os presidenciáveis, comparando com “água e óleo” e considera o pleito como uma das eleições mais emocionantes da história democrática.

Barricada

O jornal espanhol também traz manchetes com o posicionamento da região Nordeste, “a barricada do PT” e as perdas do partido de esquerda como a derrota de Dilma Rousseff ao Senado por Minas Gerais. Os tucanos também aparecem nas matérias do El País, que destaca derrotas como no comando do estado de Mato Grosso e a luta por votos que o PSDB ainda espera conquistar em seis estados.

O inglês The Times mostrou que “o Brasil chegou perto de eleger um presidente de extrema direita” revelando uma onda de apoio ao populista, considerado a resposta da América Latina a Donald Trump”.

Também da Inglaterra, o The Guardian lembra que Bolsonaro venceu em número de votos, mas não teve ainda a vitória e comparou a campanha “improvável e eletrizante do candidato de extrema-direita a “qualquer telenovela brasileira”.

O italiano L`Opinione e, na Alemanha, a Deutsche Welle (DW), lembraram que o Brasil terá que definir o futuro presidente em um segundo turno e destacaram os percentuais de votos dos dois presidenciáveis. O mesmo destaque foi dado pelo China Daily, do outro lado do mundo.

(Agência Brasil)

 

Dólar cai para R$ 3,74 e bolsa opera em alta

O dólar abriu nesta segunda-feira (8) em baixa de 2,92%, cotado a R$ 3,745 para a venda. Já o índice Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo opera em alta de 6%, aos 87.262 pontos.

Isso, após os resultados do primeiro turno das eleições que mandaram para a disputa de segundo turno Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

(Com Agência Brasil e EFE)

Uma decisão sábia nestas eleições

Com o título “Uma decisão sábia”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira. Confira:

Os eleitores brasileiros decidiram que haverá segundo turno nas eleições presidenciais, com Jair Bolsonaro (PSL) obtendo 46% e Fernando Haddad (PT) ficando com 29% (em números redondos). Os dados confirmam a perspectiva de que a disputa se afunilaria entre esses dois candidatos. Bolsonaro reinicia a disputa com grande vantagem, mas isso não significa que tenha a vitória assegurada. A segunda etapa é uma nova eleição e a polarização entre os dois candidatos será mais intensa do que nunca.

Apesar de apertada, foi uma decisão sábia dos eleitores em assegurar um segundo turno. Agora os dois candidatos terão de se apresentar de maneira mais completa, expondo a inteireza de suas propostas para governar o País. Será importante que ambos se disponham a comparecer a debates, de modo que as suas ideias sejam confrontadas, ao tempo em que se tornam mais bem conhecidas dos eleitores. Será também a oportunidade de os candidatos afirmarem ou confirmarem o compromisso com a democracia e o respeito à vontade soberana do povo.

Nesse quesito, Bolsonaro já começa mal. Em vez de comemorar a sua expressiva vitória parcial, preferiu voltar a questionar as urnas eletrônicas. Para o candidato se não houvesse “problema” com o sistema eletrônico, ele já estaria eleito. Disse ainda que aconteceu “muita coisa”, sem explicar o quê, e afirmou que recorreria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para exigir “soluções” para o que aconteceu. A questão é que as urnas eletrônicas já vêm sendo utilizadas há mais de 20 anos, sem nunca haver sido comprovado nenhum tipo de fraude. Ele também pediu a “união” de seus eleitores e fez acenos ao Nordeste, única região em que perdeu, tratando os nordestinos como um “povo, humilde, conservador e trabalhador”.

Haddad, por sua vez, disse ser preciso encarar o segundo turno com “sobriedade” e “senso de responsabilidade” e que pretende “unir os democratas do Brasil”. Será um trabalho difícil superar o adversário, devido à desvantagem com a qual começa a nova jornada.

O cidadão que irá decidir quem será o próximo presidente também terá uma tarefa complicada pela frente, pois os dois candidatos chegam ao segundo turno com taxa de rejeição acima de 40%. Um bom guia para a decisão do eleitor está na recente pesquisa do Datafolha mostrando que 69% dos brasileiros consideram o regime democrático como a melhor forma de governo para o País. Portanto, um item fundamental para a decisão será escolher um candidato que tenha um profundo respeito pela democracia e se comprometa a atuar dentro desses marcos. Esta seria a melhor homenagem que poderia receber a nossa Constituição, que completa este ano o seu 30º aniversário.

(Editorial do O POVO)

Novo Terminal – Fraport aguarda mais uma licença da Semace

A Fraport, gestora do Aeroporto Internacional Pinto Martins, com sete ações no canteiro das obras de ampliação do terminal de passageiros, ainda aguarda uma licença a ser liberada pela Semace.

Diz respeito a soltura de animais silvestres por ventura capturados durante o desmatamento no projeto. Esse item atrasa algumas etapas do projeto.

(Foto – Paulo MOska)

Bolsonaro permanece em casa, enquanto Haddad tem reunião com Lula

Os candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), têm agendas distintas hoje (8). Bolsonaro permanece em casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, como fez ao longo do primeiro turno. Haddad foi a Curitiba, onde se reunirá com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e concederá entrevista.

Seguindo o costume consolidado na campanha eleitoral, Bolsonaro e os filhos Flávio, eleito senador pelo Rio de Janeiro, e Carlos, também vitorioso para a Câmara, utilizaram as redes sociais para se comunicar com o público.

Na conta pessoal de Flávio Bolsonaro, o senador eleito agradeceu os votos obtidos pelo pai.

“Muito obrigado aos quase 50 milhões de brasileiros que confiaram o voto a @jairbolsonaro , em especial ao povo do Nordeste, que nos deu votação surpreendentemente alta, elegendo, inclusive, deputados do PSL que se candidataram pela 1ª vez – uma grande demonstração de confiança”, disse.

(Com Agência Brasil)

José Guimarães vai procurar Ciro para reforçar a frente ampla contra o fascismo

No primeiro turno, Guimarães com Haddad e grupo de campanha.

Reeleito, o deputado federal José Guimarães (PT) disse, nesse domingo, que, com Fernando Haddad no segundo turno, a ordem agora é “formar uma frente ampla contra o fascismo (refere-se a Bolsonaro)”.

Ele avisou, na condição de coordenador da campanha de Haddad no Ceará: “Vamos procurar o Ciro. Queremos o apoio do Ciro!”

O então candidato pedetista a presidente da República já avisou que deve dar o aval ao petista.

(Foto – PT)

A força de Lula garante manutenção de cadeiras do PT cearense na Câmara e na Assembleia

Luizianne fez campanha apoiada por Lula

O PT do Ceará conseguiu manter sua bancada federal e, no plano da Assembleia Legislativa, conquistou quatro cadeiras.

Luizianne Lins, com 173.265 votos, foi reeleita e ficou em terceiro lugar na votação. Depois dela, vem José Nobre Guimarães, que conquistou 169.180 votos, ocupando a quarta colocação geral.

No plano da Assembleia Legislativa, o PT conseguiu reeleger seu presidente estadual, Moisés Braz, que marcou 82.942 votos, e Elmano Freitas, reeleito com 67.867 votos. Acrísio Sena, vereador de Fortaleza, conseguiu mandato com 27.398 votos, enquanto o mais votado da bancada futura petista foi o advogado Fernando Santana, que conseguiu 95.504 votos. Ele foi assessor especial do governador Camilo Santana (PT).

*Para observadores políticos, aqui um misto do apoio do governador e do respaldo que ganharam do ex-presidente Lula na corrida eleitoral.

(Foto – Facebook)

João Doria já divulga em suas redes sociais o voto “Bolsodoria”

João Doria, através de suas redes sociais, já está pregando o voto “Bolsodoria”. E postou, inclusive, uma hashtag sobre o assunto, como informa a Coluna Radar, da Veja Online desta segunda-feira.

O candidato ao governo de São Paulo postou no seu Instagram que, a partir de agora, apoiará o candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, contra o PT.

O flerte de Doria com Bolsonaro começou ainda no primeiro turno, assim que a candidatura de Geraldo Alckmin mostrou-se inviável.

(Foto – Reprodução de TV)