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Projeto quer proibir indústrias de refrigerantes de patrocinar esportistas

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados vai debater, nesta quarta-feira (21), o projeto que regulamenta a publicidade de bebidas com elevado teor de açúcar (PL 4910/16). De acordo com a proposta, propagandas de bebidas não alcoólicas e fabricadas industrialmente, que sejam adicionadas de açúcar ou qualquer outro edulcorante, poderão ser obrigadas a trazer advertência sobre os malefícios do consumo excessivo de açúcar.

O projeto, que está em análise na Comissão de Esporte, proíbe ainda que indústrias de refrigerantes, bebidas com gás e derivados patrocinem modalidades esportivas.

Limites diários

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a quantidade de açúcar livre não deve passar de 10% do consumo diário de energia de uma pessoa. Novos estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstram, no entanto, que a redução para menos de 5% – o equivalente a seis colheres ou 25 gramas de açúcar por dia – proporciona benefícios ainda maiores para a saúde

“As recomendações da OMS se baseiam em evidências que mostram que a quantidade de açúcar ingerido está atrelada ao ganho de peso em adultos. Além disso, apontam que as crianças que mais consomem bebidas açucaradas, como os refrigerantes, têm mais chances de se tornarem obesas”, explica o deputado Ezequiel Teixeira (Pode-RJ), que pediu a realização da audiência. A audiência será realizada no plenário 4, a partir das 15 horas.

(Agência Câmara)

Tasso, sempre cotado para presidente em eleição indireta, é destaque no Valor Econômico

Eis matéria do jornal Valor Econômico desta segunda-feira, intitulada “Pragmatismo marca gestão de Tasso sobre crises”. Expõe um perfil do senador cearense que tem nome sempre especulado para disputa presidencial no caso de um pleito indireto. Confira:

Há um mês na presidência do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) vê se repetir o cenário político que marcou suas duas outras gestões no comando partidário: governo federal em profunda crise, desgastado por denúncias de corrupção, presidente à beira de um impeachment e o PSDB dividido. Em todas as ocasiões em que exerceu a presidência da sigla, o senador esbarrou na resistência do PSDB paulista para fazer prevalecer seu ponto de vista.

Fiscalista e liberal do ponto de vista econômico, o senador cearense sempre se caracterizou pelo extremo pragmatismo na política. Ao longo de sua carreira, o tucano jamais esteve completamente alinhado ao poder central, mas passou poucos momentos na oposição.

Tasso comandou o PSDB pela primeira vez entre 1991 e 1994, durante o mandato de Fernando Collor e no começo da gestão Itamar. Voltou ao comando partidário em 2005, em meio ao escândalo do mensalão tucano, que atingiu o então presidente da legenda Eduardo Azeredo (MG). O senador do Ceará assumiu no lugar do mineiro, abatido pelas denúncias de caixa dois contra Azeredo e de seu envolvimento com o empresário Marcos Valério de Souza, principal personagem da crise política que assolou o governo e o PT e que ameaçava na ocasião o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Tanto nos anos 90 quanto na década passada, Tasso estava na oposição, mas com muito diálogo junto ao governo federal. A época em que Tasso fez movimentos políticos mais surpreendentes foi 1992.

No mês de abril, há 25 anos, Tasso negociou a entrada do partido no governo Collor. O então presidente estava extremamente desgastado, mas ainda não enfrentava um processo de impeachment. No dia seguinte de uma extenuante reunião com o então coordenador político do governo, Jorge Bornhausen, Tasso reuniu a Executiva Nacional tucana para discutir o  tema. Terminou em oito a oito. Encabeçaram a resistência o então senador Mário Covas e o atual senador José Serra, principais referências do partido em São Paulo. Diante do impasse, Tasso se absteve. Não viu sentido em levar o partido rachado para dentro do Palácio do Planalto. Na dúvida, o PSDB ficou na oposição. Em cinco meses, Collor estava afastado do cargo.

Ato contínuo, PSDB e PT se aproximaram e articularam uma chapa presidencial entre as duas siglas, com Lula para presidente e Tasso na vice – algo que parece insólito nos dias de hoje. A conversa esfriou entre abril e maio de 1993, com a vitória do presidencialismo no plebiscito daquele ano e a nomeação de Fernando Henrique Cardoso para o ministério da Fazenda.

No governo Lula, Tasso chegou a costurar um acordo para preservar o então ministro da Fazenda Antônio Palocci e foi um dos defensores no Congresso do ministro quando setores da própria base governista passaram a criticar a condução da política econômica de ajuste fiscal.

Tasso procurou blindar Palocci contra os efeitos da crise política e adotou a mesma posição cautelosa quando integrantes da oposição passaram a pedir o impeachment de Lula diante de novas evidências de que o dinheiro do “valerioduto” – expressão criada para designar o esquema chefiado por Marcos Valério – servira para financiar campanhas eleitorais do PT. O PSDB terminou por descartar trabalhar para encurtar o mandato de Lula e apostou em brecar a reeleição no ano seguinte.

Durante a campanha eleitoral, Tasso radicalizou e o PSDB apresentou, juntamente com o PFL, atual DEM, uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da candidatura de Lula por abuso de poder econômico e político. Na representação, os partidos alegavam que o PT teria comprado um suposto dossiê contra os candidatos do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin, e ao governo paulista, José Serra, no chamado “escândalo dos aloprados”. O TSE aprovou a abertura de um processo para investigar a denúncia, mas o caso não seria julgado antes das eleições. Em abril de 2007, o Tribunal decidiu arquivar a representação por falta de provas.

Filho de um industrial do ramo têxtil, Tasso é um dos políticos mais ricos do país. Em 2010, quando disputou o Senado e perdeu pela única vez ao longo de sua carreira, o patrimônio era de R$ 63,5 milhões.

O tucano era então dono do engarrafamento da Coca-Cola em quatro Estados do Nordeste, da TV Jangadeiro, retransmissora do SBT em Fortaleza, e do shopping Iguatemi, na capital cearense. Nos quatro anos sem mandato, mudou de escala, associando-se com outras forças empresariais. Passou a ser acionista de uma nova empresa, a Solar BR, que fabrica o refrigerante em doze Estados, inclusive todo o Nordeste, abriu dois outros shopping centers, em Belém e Campo Grande, sob a marca “Bosque” e manteve o seu sistema de comunicação, acrescido do portal na internet “Tribuna do Ceará”, duas rádios na capital e seis rádios no interior do Estado.

Em 2014 o patrimônio saltou para o valor de R$ 389 milhões, o maior entre os eleitos para o Senado naquele ano, segundo declaração à Justiça Eleitoral. Cerca de 40% deste total estava reunido em suas ações em duas pessoas jurídicas, a Calila Investimentos e a Calila Participações.

A Calila Investimentos é uma das acionistas da Renosa, controladora da Solar BR. Em 2015, a Renosa teve lucro de R$ 387,2 milhões e o patrimônio líquido consolidado era de R$ 4,275 bilhões.

A parte imobiliária dos seus negócios é de menor porte. Os shoppings são controlados pela Jereissati Centros Comerciais (JCC), também da Calila. Para a expansão da rede, Tasso contou em 2013 com aporte da Gávea Investimentos, de Armínio Fraga. Em 2015, a JCC divulgou balanço em que registrou patrimônio líquido de R$ 476 milhões. O lucro foi de 140 milhões.

Na campanha de 2014, Tasso recebeu R$ 8,7 milhões em doações, segundo os dados registrados no TSE. Desse montante, R$ 2,6 milhões foram de doações próprias, seja diretamente do próprio senador ou das empresas que controla. A segunda maior doação veio da Contax, com R$ 1 milhão, à época com participação acionária do ramo familiar de seu irmão, Carlos Francisco Jereissati, que foi um dos donos da Oi e é sócio da rede de shopping center Iguatemi.

Em 2014, Tasso tinha R$ 72,7 milhões em ações da Jereissati Participações, a holding que administra bens do ramo familiar de Carlos Jereissati. Mas segundo informação da Companhia de Valores Mobiliários (CVM) datada de 9 de maio, o senador não compõe mais o quadro de sócios do conglomerado. Segundo a assessoria de imprensa do senador, Tasso profissionalizou a gestão de suas empresas e não participa das decisões do dia-a-dia do grupo.

O senador é casado com Renata Queiroz – filha de Edson Queiroz, um dos mais importantes empresários do Ceará, falecido em 1982 na queda de um avião da Vasp na Serra de Pacatuba, e irmã de Edson Queiroz Filho, deputado federal pelo Ceará entre 1995 e 1997 -, com quem teve quatro filhos. O grupo Edson Queiroz é dono de meios de comunicação, universidades, fábrica de eletrodomésticos, distribuidora de gás e de água mineral. Tasso nunca se envolveu nos negócios da família da mulher.

Nos anos 80, Tasso presidiu o Centro Industrial do Ceará (CIC), em aliança com dois outros empresários: no setor moageiro, Amarílio Macêdo; e no têxtil, Sérgio Machado, que se tornaria no futuro senador, e, já rompido com Tasso, presidente da Transpetro e delator da Lava-Jato. Como presidente do CIC, Tasso estabeleceu laços com políticos do então PMDB de São Paulo, como FHC e Franco Montoro. Lançou-se na vida eleitoral em 1986, pela sigla, com apoio do governador Gonzaga Mota (PFL) e do então presidente José Sarney.

Apesar do palanque forte, foi eleito por ser visto como um símbolo da renovação no Estado, uma ruptura com o clientelismo de três coronéis de reserva que dominaram a política local por vinte anos: Virgilio Távora, César Cals e Adauto Bezerra. Na sucessão presidencial em 1989, só se definiu dois meses antes do pleito. A base de Tasso queria o apoio a Collor, mas o governador não queria romper com Sarney. Na reta final, aderiu à candidatura de outro oposicionista, Mário Covas.

Em 1994, na Presidência de Fernando Henrique, Tasso voltou ao governo do Ceará. Apoiou as reformas propostas por FHC, mas demarcou distância dentro do partido no âmbito eleitoral. Tasso apoiou discretamente o oposicionista Ciro Gomes, seu antigo pupilo, mas eleições de 1998 e 2002.

A ida de Tasso para a oposição, na década passada, marcou o início de um longo declínio. Como presidente da sigla, em 2006, Tasso assistiu Geraldo Alckmin se impor como candidato contra José Serra, preferido da cúpula. O governador do Ceará à época, Lúcio Alcântara, afastou-se dele e o PSDB perdeu o governo local. Em 2010, Tasso seria derrotado ao tentar novo mandato no Senado.

Tasso já foi alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal sobre crimes de imprensa, contra a honra e de difamação. Todos esses casos já foram encerrados sem denúncia e não há nenhum em tramitação no STF. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o senador não concedeu entrevista.

Evoé, Chico Buarque!!

Com  o título “Evoé, Chico!”, eis artigo do juiz estadual, professor e escritor Mantovanni Colares. Ele festeja os 73 anos de vida do cantor e compositor Chico Buarque de Holanda, mas destacando o escritor. Confira:

Francisco Buarque de Holanda completa 73 anos de idade hoje, dia 19 de junho. E não quero falar do Chico por demais conhecido e suas marcantes canções, muitas delas incorporadas ao nosso patrimônio sentimental. Talvez porque eu ainda esteja sob a emoção da leitura de seu mais recente romance, “O Irmão Alemão” (2014), cuja última página foi por mim dobrada com um nó na garganta, lágrimas na antessala dos olhos, a mostrar que Chico está cada vez mais íntimo das palavras que são seu universo; talvez por isso eu deva falar desse Chico atual, o Chico em seu mais alto grau de maturidade, a produzir, escrever, compor, esse Chico que em 2011 nos legou um trabalho insuperável, em total e exclusiva homenagem à mulher – o CD “Chico” debulha, ao longo de todas as músicas, fortes alegorias do amor entre o homem e a mulher –, seja o amor traiçoeiro (Querido Diário), o amor roubado (Rubato), o amor juvenil (Essa Pequena), O amor fora de hora (Tipo um Baião), o amor inevitável (Se eu Soubesse), o amor melancólico (Sem Você nº 2), o amor malandro (Sou Eu), o amor virtual (Nina), o amor na memória (Barafunda) ou o amor impossível (Sinhá).

Entretanto, falar em Chico é também viajar no tempo, inevitavelmente. Por exemplo, Chico compôs “Sonho de um Carnaval” com 20 anos de idade (a canção é de 1965) e a inscreveu no I Festival Nacional da Música Popular Brasileira, mas a canção sequer ficou entre as cinco primeiras músicas, sendo que a vencedora foi “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, como lembra Wagner Homem no melhor livro até hoje escrito sobre cada música do universo buarqueano (“Histórias de Canções: Chico Buarque”, da Editora Leya). Naquela distante década, mesmo ainda muito moço, Chico já sinalizava que, para bem compreender sua obra, impõe-se estar atento aos detalhes.

O samba fala, por óbvio, de um sonho de carnaval, no qual todos estariam irmanados no mesmo sentimento de solidariedade e paz, embora o desejo se encerre na quarta-feira de cinzas, e ainda assim a esperança permanece. O detalhe é o do verso final: “Que gente grande saiba ser criança”. Reparem: “saiba ser”; não é “volte a ser” (impossível) ou “seja” (fica ridículo substituir-se por algo que se não é). “Saiba ser” significa seja adulto, mas também saiba ser criança, saiba aproveitar o bafejo do sol amanhecendo e inundar os olhos com a brancura da lua que surge. “Saiba ser criança” é não guardar rancor, como há muito nos ensinava José Saramago ao dizer que “(…) não há rancor nas crianças, é o que as salva” (“A Jangada de Pedra”, da Editora Companhia das Letras). “Saiba ser” é sabedoria.

Há mais de cinquenta anos, Chico nos indicava o necessário cuidado ao ouvir suas canções. E para nossa sorte e privilégio, o Chico com seus 73 anos continua a compor; dizem por aí que ele está às voltas com a música, mastigando composições, em possível gestação de um CD para o ano próximo. Portanto, nós é que somos presenteados pelo aniversariante, pois certamente ainda haveremos de desfrutar em largos afetos da obra desse Artista Brasileiro. Evoé, Chico!

*Mantovanni Colares,

Juiz estadual, professor e escritor, lembrando que “evoé!” é um grito festivo, a saudar o deus do vinho (Dioniso para os gregos e Baco para os romanos), utilizado por Chico em “Paratodos” (1993), ao homenagear os grandes compositores e cantores da música brasileira: “Evoé, jovens à vista”.

ProUni 2017 – Aprovados na primeira chamada vivem último dia para confirmar informações

Os aprovados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) têm até hoje (19) para comprovar as informações prestadas na inscrição. Estes estudantes devem procurar a instituição de ensino para a qual foi pré-selecionado e apresentar a documentação.

O Ministério da Educação alerta que é inteira responsabilidade do candidato verificar, na instituição, os horários e o local para comprovação das informações. A perda do prazo ou a não comprovação implicará, automaticamente, a reprovação do candidato.

A lista de selecionados nesta edição do ProUni, para o segundo semestre de 2017, está disponível na página do programa na internet. Neste processo seletivo, o ProUni oferta 147.492 bolsas em 1.076 instituições privadas de educação superior em todo o país. O programa é voltado a alunos da rede pública ou bolsistas integrais da rede particular.

O processo seletivo é constituído de duas chamadas sucessivas e o resultado da segunda chamada está previsto para 26 de junho. Neste caso, a comprovação das informações deverá ser feita de 26 a 30 de junho.

Ao final das duas chamadas, o candidato poderá, ainda, manifestar interesse em participar da lista de espera, que será usada pelas instituições de ensino na convocação de candidatos para preenchimento de bolsas eventualmente não ocupadas.

A lista de espera estará aberta para manifestações entre 7 e 10 de julho, na página do ProUni. As instituições poderão consultá-la a partir de 13 de julho e, nesse caso, o candidato deverá comparecer à instituição e entregar a documentação em 17 e 18 de julho.

(Agência Brasil)

Associação Nossa Casa promove Arraiá Solidário

A Associação Nossa Casa, que apoia pessoas em tratamento contra o câncer, realizará, no próximo dia 22, o tradicional arraiá beneficente para alegrar o São João dos pacientes acolhidos. Na ocasião, haverá apresentações de Mathias do Acordeon e Coisas do Sertão. Também não vão faltar comidas típicas, brincadeiras e até quadrilha improvisada, a partir das 15h30min na própria sede da instituição. A festa é gratuita e aberta ao público.

A Casa acolhe, em Fortaleza, pacientes em tratamento de radioterapia e quimioterapia, facilitando o processo terapêutico, oferecendo hospedagem, conforto, segurança e cuidado humanizado. O espaço é destinado a pacientes vindos do interior do Estado do Ceará e de outros estados e tem capacidade de hospedagem para até 50 pessoas.

Doações

Para garantir o tradicional arraiá de São João, a Associação está recebendo doações de comidas típicas e brindes. Mais informações pelo número (85) 3521.1538.

SERVIÇO

*Associação Nossa Casa (R. Francisco Calaça – Álvaro Weyne, Fortaleza.

*Facebook: /associacaonossacasa e Instagram: @associacaonossacasa

Ministro vem discutir reforma trabalhista com empresários cearenses

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, participará sexta-feira próxima, a partir das 8 horas, em Fortaleza, do seminário “A Reforma Trabalhista e o Impacto na Geração de Empregos no Brasil”. A promoção é do LIDE Ceará e da Câmara de Dirigentes Lojistas, que cedeu seu auditório para o evento.

Presidido por Emília Buarque, o LIDE CEARÁ possui atualmente cerca de 40 empresas filiadas, que representam 150 líderes associados. A entidade vem promovendo debates atentos às principais questões do país, do Estado e dos empresários cearenses. A entidade já trouxe ao Ceará nomes como Cláudio Lottenberg, Sônia Hess, Luíza Helena Trajano, Sandra Costa e Gui Telles.

Os debates visam colocar o Estado no mapa dos negócios mais robustos, das empresas mais profissionalizadas e dos mercados mais corporativizados, destaca a cúpula do LIDE.

(Foto – Divulgação)

Renato Roseno participa do Simpósio de Criminologia da Suécia

Encontra-se em Estocolmo, na Suécia, o deputado estadual Renato Roseno (PSOL). Ele participa ali, até a próxima quarta-feira, do Simpósio Internacional de Criminologia de Estocolmo, onde apresentará, num dos painéis, o relatório do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, divulgado no fim do ano passado após pesquisa de campo feita pela Assembleia Legislativa com colaboração de parceiros.

Roseno é relator do Comitê e, nesse evento, apresentará também publicações recentes do colegiado traduzidas para o inglês e espanhol, como o resumo do relatório Trajetórias Interrompidas, lançado neste mês, na Assembleia Legislativa, em evento com presença da coordenação nacional do UNICEF e Observatório das Favelas.

Na programação do simpósio estão sendo debatidos temas como causas dos homicídios, colonização e descolonização e violência contra a mulher. O foco, para os estudiosos que participam do simpósio, é uma intervenção precoce para garantir a prevenção de homicídios, acompanhando desde a gravidez.

DETALHE – O próprio deputado informa ter custeado passagem e hospedagem.

SERVIÇO

*Mais informações sobre o evento: http://www.criminologysymposium.com/event.html

Plenário do Senado é motivo de felicidade para Eunício

O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (PMDB), anda todo pimpão com o resultado de um levantamento encomendado à área técnica do Senado.

De acordo com a Veja Online, a tabela mostra que, até maio último, a gestão de Eunício aprovou 68 propostas no plenário, o maior número do período desde 2007.

Em seus últimos dois anos na presidência do Senado, Renan Calheiros viu serem aprovadas 63 matérias entre janeiro e maio do no ano passado e outras 40 nos primeiros cinco meses de 2015.

Procurador da República comenta a troca de acusações entre Joesley e Temer

O procurador da República no Ceará, Alessander Sales, encontra-se em Brasília. Antes do embarque, nesta madrugada de segunda-feira, informou que ali iria participar de um curso, no âmbito da Procuradoria-Geral da República, sobre Negociação.

Sales disse que essa prática da PGR objetiva reduzir processos e conflitos, buscando sempre acordo entre as partes. “Nós já usamos a negociação no caso do Parque do Cocó e no caso das obras da Beira Mar e adotamos agora a negociação em torno do impasse relacionado ao caso das barracas da Praia do Futuro”, adiantou Sales.

Alessander Sales falou sobre a briga de acusações travadas entre o empresário Joesley Batista, da JBS, e o presidente Temer. Para ele, o caso virou questão pessoal. Temer disse que vai processar o empresário.

O procurador confirmou ter pedido abertura de inquérito à PGR para que se avalie a sua conduta diante do caso de desvios na obras da adutora do Castanhão. O engenheiro suspeito de receber propina, Marco Antônio Araripe, prestou serviço como perito ao gabinete do procurador na época em que ocorreu o esquema.

Procurador da República, Sales só poderia ser investigado a partir de pedido da PGR ao Tribunal Regional de Federal (TRF) em Recife. No entanto, Sales alega que a PGR não encontrou evidências para abrir inquérito contra ele.“Pedi ao procurador-geral que ampliasse a investigação e visse se tem alguma coisa errada no meu comportamento”, disse Sales.

Sisu 2017 – Prazo para inscrição na lista de espera termina nesta segunda-feira

Hoje é o últimos dia para os candidatos à segunda edição deste ano do Sistema de Seleção Unificada se inscreverem na lista de espera. Podem participar os candidatos que não foram selecionados na chamada regular ou que foram aprovados somente para a segunda opção de curso, tendo ou não se matriculado. A convocação dos aprovados está prevista para o próximo dia 26.

Para participar, basta acessar a página do Sisu na internet. É necessário ter em mãos o número de inscrição e a senha do Enem de 2016. A lista de espera do Sisu é restrita à primeira opção de vaga do candidato.

Concluída a manifestação de interesse, será emitida uma mensagem de confirmação. A convocação dos selecionados para a matrícula caberá às próprias instituições de educação superior. Assim, é importante que os participantes acompanhem as convocações feita por elas.

Sisu

Sistema informatizado do Ministério da Educação, o Sisu oferece vagas no ensino superior público com base na nota do Enem. Ao todo, serão ofertadas 51.913 vagas em 1.462 cursos de 63 instituições de ensino, entre universidades federais e estaduais, institutos federais e instituições estaduais.

Nesse processo, valerá a nota do Enem 2016. Para participar, os candidatos não podem ter tirado 0 na redação do Enem. Além disso, algumas instituições estabelecem notas mínimas para ingresso em determinados cursos. No ano passado, mais de 6 milhões fizeram o Enem.

(Agência Brasil)

Com a chegada da Fraport, leque de empresas interessadas em instalar hub vai além da Latam

Da Coluna Vertical, do O POVO desta segunda-feira:

De forma silenciosa, o governador Camilo Santana (PT) iniciou conversas com outras empresas aéreas interessadas em instalar um hub. Antes cortejada pelo Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte para montar um centro de conexões, a Latam virou apenas mais uma opção.

Após a concessão do Aeroporto Internacional Pinto Martins para a alemã Fraport, com investimentos de mais de R$ 2 bilhões, o terminal cearense virou a menina dos olhos do segmento.

Já é dado como certo que a ida de Camilo à Europa, no fim deste mês, não será apenas para negociar, em Paris, a vinda do Instituto Pasteur para o Polo Químico do Eusébio. Camilo agendou conversas com algumas empresas europeias do setor aéreo.

Ceará embarca para Goiânia. De técnico novo, a ordem é reabilitação

O time do Ceará embarcou, na madrugada desta segunda-feira, na rota de Goiânia onde, nesta terça-feira à noite, enfrentará  equipe do Vila Nova em partida válida pela Série B, do Brasileirão. Os jogadores passaram rapidamente pelo Aeroporto Internacional Pinto Martins, que não contou com a presença de torcedores. A equipe seguiu de avião para Brasília e de lá pega ônibus com destino à Capital goianiense.

O alvinegra está na 11º colocação da tabela e precisa de reabilitação. Dentro desse objetivo, mudou o técnico. Saiu Givanildo Oliveira e entrou Marcelo Chamusca, que assistirá à partida desta terça-feira em Goiânia.

No grupo, viajou Ricardinho que disse para o Blog estar pronto para jogar. Ele volta de longo tempo de recuperação no Departamento Médico. O centro-avante Magno Alves nõ foi visto embarcando com o grupo.

Marcelo Chamusca é o novo técnico do Ceará

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PAYSANDU/DIVULGAÇÃO

O Ceará já tem novo técnico para a Série B do Campeonato Brasileiro. É Marcelo Chamusca, que até sábado, 17, dirigia o Paysandu. Ele se desligou da equipe paraense na tarde deste domingo, 18, e foi anunciado de forma oficial pelo Vovô minutos depois.

O Esportes O POVO apurou que o acerto entre Ceará e o treinador foi feito antes mesmo dele se desligar do Paysandu. Com ele, virão o auxiliar Caé Cunha e o preparador físico Roger Gouveia.

Marcelo Chamusca deve viajar para Goiânia (GO) e ali assistirá à partida entre Vila Nova e Ceará, terça-feira, 20.

Ele tem duas passagens pelo futebol cearense, ambas no Fortaleza. Pelo Leão, o treinador conquistou um Campeonato Cearense, porém, ficou marcado por dois fracassos no “mata-mata” da Série C.

No primeiro semestre da temporada 2017, Marcelo Chamusca conquistou o Campeonato Paraense com o Paysandu e no ano passado levou o Guarani de Campinas da Série C para a Série B do Brasileiro.

(O POVO Online)

Anvisa avança na regulação da maconha para fins medicinais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa( avançou na regulamentação do plantio de maconha para fins de produção e de pesquisa para fins medicinais, que será feita até o fim do ano.

A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.adiantando queserão emitidos certificados autorizando o plantio de forma a atender a demanda do mercado interno de pacientes.

O Ministério da Saúde e a Polícia Federal entrarão na mesa de discussão após uma consulta pública em agosto.

Ciro Gomes chama Temer de “canalha” e volta a ficar contra uma candidatura de Lula a presidente

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O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes (PDT), afirmou ser improvável que o presidente Michel Temer (PMDB) não conclua o mandato. Foi o que ele disse em Belo Horizonte, ao participar do ato Minas Pelas Diretas Já e do 55º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), no fim de semana.

“Ele (Temer) representa organicamente o centro do poder real no Brasil, e ele está fazendo o que pode e o que não pode. Eu o conheço, ele não tem escrúpulos, ele é um grande canalha. Está espionando ministro do Supremo com a Abin, está perseguindo adversários e isso está funcionando”, disse.

Durante o congresso, Ciro foi questionado sobre sua candidatura e afirmou que isso não está garantido. “É muito cedo. Eu propus aqui que a gente debatesse o Brasil. Entrarei com a minha proposta e, nessa hora, pedirei as simpatias, mas agora não é hora de dividir, é hora de somar.”

Ele prega que os partidos de esquerda se unam para derrubar Temer e deixem para se dividir em “julho de 2018”, às vésperas da eleição.

A respeito da realização de eleições diretas – que demandaria mudança na Constituição-, Ciro disse que seria “bom ter a mão do povo limpando a área, mas eu não acredito muito que isso aconteça”.

Ciro ainda se posicionou contrário a uma nova candidatura do ex-presidente Lula. “Ele desserve ao Brasil e a sua própria biografia se ele não ajudar a construir uma passagem para um novo projeto. Na hora que ele entrar, o Brasil se divide numa reflexão odienta e apaixonada ao redor dele.”

Ciro responsabilizou Lula por ter colocado Temer na linha de sucessão e por ter indicado Dilma Rousseff, “uma pessoa sem experiência e que acabou se vulnerando a esse golpe”. “Porque [Lula] ficou tão poderoso, tão dono da verdade, que não ouviu mais ninguém”, completou.

Em fala aos estudantes, Ciro lembrou que Lula pediu o impeachment de Fernando Henrique Cardoso a Temer, então presidente da Câmara, em 1999, e afirmou que desaprovou a atitude.

“Remédio pra governo ruim não é impeachment. Quando a gente repete a história é como farsa ou tragédia”, disse.

“Eu disse: Lula, não faça isso. Numa democracia verde como a nossa, se a gente legitimar esse caminho, na próxima que um de nós estiver no poder, eles vão fazer, com a diferença que eles tem a mídia e o poder econômico.”

“O que segura o país é o consenso ao redor de estruturas e não esses oportunismos de conveniência. Um dia a gente usa contra eles e perde a autoridade moral quando vierem usar contra nós”, completou.

Em outro momento, voltou a afirmar que a história brasileira adora se repetir, ao lembrar que Fernando Collor se elegeu com a promessa de moralizar o país.

“O [João] Doria [PSDB] é a tentativa deles, mas ele é tão fraquinho que vão ter que inventar outro. Daqui até dezembro ele morreu.”

(Fonte – Folhapress)

Os planos de Rodrigo Maia

Cotado como favorito no caso de uma eleição indireta, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), está em uma posição confortável no tabuleiro pós-2018, segundo a Coluna Radar, da Veja Online.

Seu plano, caso não substitua Temer, é ser reeleito presidente da Câmara por mais dois anos (provavelmente vai) e ter a companhia do pai César Maia, como senador.

Caso Temer pode parar só no segundo semestre deste ano

A decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de adiar o pedido de abertura de ação penal contra o presidente Michel Temer pode levar para o segundo semestre a votação, na Câmara, do aval para que o STF analise o caso. Informa a Coluna Radar, da Veja Online.

A menos que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), esteja realmente disposto a cancelar o recesso de julho.

Joesley diz que Temer comanda a quadrilha mais perigosa do Brasil

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O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, acusou o presidente Michel Temer (PMDB) de ser o “chefe da maior e mais perigosa organização criminosa” do Brasil, em entrevista exclusiva à revista Época. Responsável por gravar conversa comprometedora com o peemedebista para delação premiada na Lava Jato, o executivo atacou o presidente e comentou sobre os motivos que o levou a gravá-lo e se oferecer à Procuradoria Geral da República (PGR), além de discorrer sobre o PT, Luiz Inácio Lula da Silva, PSDB, Aécio Neves e outros políticos ligados a Temer.

À revista, Joesley afirmou que o presidente costumava lhe pedir favores e tratava sobre propina com naturalidade. O executivo da JBS contou que a relação entre eles era “institucional, de um empresário que precisava resolver problemas”. Batista acredita que Temer via o empresário como alguém que pudesse financiar as campanhas e fazer esquemas que renderiam propina. “O Temer não tem muito cerimônia para tratar desse assunto (propina). Não é um cara cerimonioso com dinheiro”, disse. “Ele nunca me chamou lá para bater papo. Sempre que ele me chamava eu sabia que ele ia me pedir alguma coisa ou ele queria alguma informação”, comentou em outro trecho da entrevista.

O empresário explica que sempre teve acesso a Temer. Segundo Joesley, Temer chegou a pedir para que ele pagasse o aluguel de um escritório. “Teve vez que ele me pediu para ver se eu pagava o aluguel do escritório dele na praça (Pan-Americana, em São Paulo). Eu desconversei, fiz de conta que não entendi. Não ouvi. Ele nunca mais me cobrou”, afirmou. Em outro trecho da entrevista, o executivo relata sobre a figura aparentemente “inofensiva” do presidente. “Temer parece inofensivo. Professor de Direito Constitucional, advogado. Você olha para ele e não acredita que seria o presidente que botaria o exército na rua. Ou que teria aquela conversa comigo ou que estaria se comportando dessa forma para se segurar ao poder. Sem limites”.

A organização apontada por Joesley, na qual Temer seria o líder, teria como integrantes os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Este último, de acordo com o empresário, se referia a Temer como o seu superior hierárquico. “Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio (o operador Lúcio Funaro). O que ele não conseguia resolver, ele pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel”, detalhou.

O empresário também disse ter medo da organização criminosa. Conforme o executivo da JBS, os integrantes do grupo que não foram presos, estão no Planalto. “Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida. Daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele”.

A Época divulgou apenas parte da entrevista com Joesley. Trechos que envolvem Lula e Aécio, por exemplo, não foram divulgados no site da revista. A edição com a entrevista com o empresário estará disponível nas bancas neste sábado, 17.