Blog do Eliomar

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Sine/IDT – Crise financeira do órgão é discutida no Ministério do Trabalho

O deputado federal Cabo Sabino (PR), coordenador da bancada federal do Ceará, manteve encontro, nessa terça-feira, em Brasília, com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e com representantes da Comissão de Mobilização em Defesa do (SINE-IDT/CE), Bosco Sampaio e Isaías Nogueira. O assunto foi um só: a situação do órgão, responsável pelas políticas públicas do trabalho no Estado, hoje sem repasses federais e passando oor sérias dificuldades.

O ministro do trabalho, após ouvir o parlamentar e os representantes do SINE-IDT/CE, demonstrou total disposição para ajudar o Estado. Ele determinou de imediato a formação de um grupo de trabalho com técnicos da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), incluindo um representante da Comissão de Mobilização, que já se reunirá na próxima terça-feira (19/9), com a equipe da Coordenação Nacional do SINE, para identificar todos os problemas, entraves e pendências, apresentando as medidas necessárias e suficientes para superar o impasse.

Na semana passada, em nota, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o repasse “não depende somente do Ministério, mas principalmente do convenente” (nesse caso a STDS). Em contrapartida, os principais dirigentes do MTb foram mobilizados para participar dessa audiência, entre eles, o chefe de gabinete Wills Taranger, o secretário de Política e Emprego, Hélio Miranda, e o coordenador nacional do SINE, Marcos Sussumo.

“A audiência foi muito produtiva e apontou o caminho correto para a solução do problema, que é o que importa. Acredito que cada parte fará o que lhe compete e agora o problema será efetivamente equacionado”, adiantou para o Blog o coordenador da bancada, Cabo Sabino.

(Foto – Divulgação)

Grupo Edisca vai estrear nova temporada na Caixa Cultural

O espetáculo “Religare”, do Grupo Edisca, fará temporada de amanhã até domingo, no palco da Caixa Cultural. São 39 bailarinos abordando na dança temas sociais e da espiritualidade.  A coreografia é de Dora e Gilano Andrade.

Inspirados na religação com o divino, na ancestralidade e no primitivo, os bailarinos interpretam anjos e divindades, que aparecem como presidiários aniquilados e até como índios massacrados.

Com oito atos, o espetáculo passeia por diversas etnias e culturas, desde imagens e simbologias cristãs, até o hinduísmo e as religiões africanas, debruçando-se por questões políticas desde a primeira apresentação em 2015.
SERVIÇO

*Caixa Cultural – Avenida Pessoa Anta, 287 – Praia de Iracema.

* Ingressos – R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).
(Foto – Fábio Lima)

STF – Maioria rejeita suspeição de Rodrigo Janot para atuar em processos contra Temer

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, há pouco, pedido feito pela defesa do presidente Michel Temer para seja declarada a suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para atuar em investigações relacionadas ao presidente, iniciadas a partir das delações da JBS. Até o momento, há cinco votos contra a suspeição. O julgamento continua para a colheita dos demais votos.

Os ministros seguiram voto proferido pelo relator do caso, ministro Edson Fachin, que negou o mesmo pedido antes de o recurso chegar ao plenário. No voto proferido na sessão desta tarde, o relator disse não há indícios de Janot atuou de forma imparcial e com “inimizade em relação a Temer.

Segundo a Fachin, declarações do procurador à imprensa não podem ser consideradas como causa de suspeição. Na ação, a defesa de Temer também cita uma palestra na qual Janot disse que, “enquanto houver bambu, lá vai flecha”, fazendo referência ao processo de investigação contra o presidente.

Votaram com o relator os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli.  Ainda faltam votar Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Marco Aurélio, e a presidente, Cármen Lúcia.

No início do julgamento, a defesa do presidente Temer voltou a afirmar que Janot agiu de forma parcial nas investigações envolvendo o presidente. Ao subir à tribuna da Corte, o advogado Antônio Claudio Mariz, representante de Temer, disse que a prisão dos empresários Joesley e Wesley Batista, em cujas delações foram baseadas as acusações, podem indicar que Janot não teve os devidos cuidados na investigação.

(Agência Brasil)

Fortaleza X Tupi – Mais de 15 mil ingressos já foram vendidos

O Fortaleza divulgou que 15 mil ingressos foram vendidos até as 12h desta quarta-feira, 13, para o jogo de ida contra o Tupi-MG pelas quartas de final da Série C, neste sábado, 16, às 16 horas, no Castelão. O balanço anterior, divulgado no fim da tarde de terça-feira, 12, informavava que mais de 12 mil já haviam sido vendidos. Para a partida, foram colocados à venda 57 mil ingressos.

O ingresso mais barato custa R$ 25 e o mais caro R$ 180. Para acompanhar o jogo da arquibancada superior, o torcedor paga R$ 50 a inteira e R$ 25. Na cadeira inferior (norte e sul), o ingresso custa R$ 70 e R$ 35.

No setor especial os valores são R$ 70 a inteira e R$ 35. Há entradas ainda no Setor Bossa Nova, a R$ 90 a inteira e R$ 45 a meia. Os ingressos mais caros são do setor Premium, ao custo de R$ 180 a inteira e R$ 90 a meia.

O jogo de volta entre Fortaleza e Tupi está marcado para sábado seguinte, 23, às 20h30min, no estádio Helenão, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Confira os locais de venda

– Estádio Alcides Santos (Av. Senador Fernandes Távora, 200 – Pici) – Tel: 3496-2846
– Loja do Sócio Torcedor (Av. Barão de Studart, 2550 – Loja 2 – Joaquim Távora) – Tel: 3055-1918
– Leão 1918 (Avenida Sargentino Hermínio, 3100 – Shopping RioMar Kennedy) – Tel: 3287-7149 e 99825-9224
– Leão Shop (Avenida Washington Soares, 1360 – Shopping Iguatemi 2º piso) – Tel: 3111-4747
– Loja Tricolaço 1 (Av. Bezerra de Menezes, 1548 – Loja 10 – São Gerardo) – Tel: 3223-4707
– Loja Tricolaço 2 (Rua Pedro Borges, 143 – Loja 13 – Shopping Lisbonense- Centro) – Tel: 3231-6349
– Loja Tricolaço 3 (Av. Dom Luis, 500 – Shopping Aldeota – Piso L0 – Lojas 7 e 8) – Tel: 3458-1636
– Lojão do Fortaleza (Av. dos Expedicionários, 3416 – Loja 04 – Benfica) – Tel: 3214-5279
– Loja Caldeirão (Rua Major Facundo, 692) – Tel: 3223-5944
– Amor Eterno (Shopping dos Fabricantes II – Rua Senador Pompeu, 814 – Centro) – Tel: 3212-0715
– Leão Store (Estacionamento do Shopping Benfica – Avenida Carapinima, 2200 – Benfica) – Tel: 3223-5979
– Estádio Soccer Store (Shopping Benfica – Avenida Carapinima, 2200 – Benfica) – Tel: 3016-9228
– Loja Rugido do Leão (Rua Bom Jesus, 965 – Bom Jardim) – Tel: 98586-3278

(O POVO Online)

Michel Temer dividiu propina da Odebrecht com Geddel, diz Funaro

Em sua delação premiada, Lúcio Funaro, doleiro, disse na colaboração premiada que o presidente Michel Temer (PMDB) dividiu com o ex-ministro Geddel Vieira Lima a quantia em espécie de R$ 1 milhão que teria sido paga pela Odebrecht. O depoimento dele vai de encontro com as declarações do ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira, Cláudio Mello Filho. Ele contou à Justiça que teria negociado com Temer e aliados doações para o caixa 2 da campanha presidencial de 2014 no valor de R$ 10 milhões.

Parte desse recurso teria sido entregue a José Yunes, amigo do presidente. O valor de R$ 1 milhão teria sido entregue em Salvador. De acordo com Funaro, o dinheiro foi entregue a Yunes por intermédio de Geddel, que passou o telefone do interlocutor de Temer.

“Estes valores eram de Michel Temer, o qual estava enviando uma parte do dinheiro arrecadado para Geddel”, diz um trecho da delação.

O ex-ministro de Temer foi preso na última segunda-feira, 8, após a Polícia Federal encontrar em um apartamento em Salvador a quantia histórica de R$ 51 milhões. O imóvel é atribuído a Geddel. O Palácio do Planalto ainda não se pronunciou sobre o trecho da delação premiada.

(Com Agências)

Avança no Senado proposta para punir torcidas organizadas

Em resposta aos frequentes casos de brigas e vandalismo envolvendo torcedores de futebol, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovou uma proposta (PLS 28/2014) que torna mais severas as punições a integrantes de torcidas organizadas que promoverem tumultos, conflitos ou atos de vandalismo em estádios e outros locais públicos. O texto, votado em caráter terminativo, vai direto à Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação no plenário do Senado.

Durante a tramitação no Senado, a proposta sofreu alterações na Comissão de Educação, que foram acatadas pelo relator na CCJ, senador José Pimentel (PT-CE). Originalmente, a proposta estabelecia prisão de dois a oito anos para os torcedores envolvidos em brigas. Com as mudanças, a pena será de um a quatro anos de reclusão, além de multa. Atualmente, o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003), alvo das mudanças do projeto, fixa pena de um a dois anos de reclusão.

Ainda segundo o texto do senador Armando Monteiro (PTB-PE), a mesma pena será imposta aos torcedores que se envolverem em distúrbios em um raio de cinco quilômetros ao redor de onde acontecem os jogos, ou durante os trajetos de ida e volta. Se dos casos de violência resultar morte ou lesão corporal grave, as punições deverão ser acrescidas em um terço, além do já previsto para esses crimes.

Outra emenda incorporada ao texto retirou a proibição de transferência de dinheiro para as torcidas organizadas por parte de clubes, federações e demais entidades esportivas. O relator considerou que esse ponto punia as torcidas organizadas de forma indistinta, antecipada e independentemente da prática de ilícito.

Estatuto do Torcedor

O texto aprovado traz novidades ao Estatuto do Torcedor. Uma delas é a proibição de transferência de verbas públicas ou pertencentes às empresas estatais às torcidas organizadas, já prevista na Lei 13.019/2014, e a dissolução judicial da torcida organizada cujos integrantes promovam atos de vandalismo e conflitos.

“Isso sinalizará para a sociedade que o Estado não tolerará mais esse tipo de comportamento, que não se compatibiliza com a cultura familiar e de paz que deve imperar no esporte”, destacou o relator.

Copa do Brasil

OAB suspende por 90 dias registro profissional do ex-procurador Marcelo Miller

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) oficializou hoje (13) a suspensão do registro profissional do ex-procurador do Ministério Público Federal Marcelo Miller. A medida cautelar tem prazo de 90 dias e foi tomada após esclarecimentos prestados pelo ex-procurador sobre a suspeita de atuação em favor do grupo J&F, quando ainda estava no MPF, disse o presidente do Conselho Nacional da OAB, Claudio Lamachia.

“Se ficar provado, houve um exercício da advocacia de forma irregular, enquanto ele ainda era membro do Ministério Público”, disse o presidente.

Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Marcello Miller atuou em favor do grupo J&F durante o período em que trabalhou como procurador, no Ministério Público Federal (MPF). Janot pediu a prisão do ex-procurador, que foi rejeitada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

O procurador-geral afirmou que e-mails de um escritório de advocacia mostram que Miller auxiliou a empresa no acordo de leniência com o órgão. A defesa do ex-procurador nega que ele tenha atuado como intermediário do grupo J&F ou qualquer empresa.

O presidente do Conselho Federal da OAB disse que o processo corre em segredo de justiça no Tribunal de Ética e Disciplina da seccional da ordem no Rio de Janeiro, onde Miller é registrado. Também está em investigação se o ex-procurador cumpriu quarentena ao deixar o Ministério Público. O ponto central, segundo Lamachia, é a suspeita de que ele tenha exercido a advocacia irregularmente, quando ainda estava no MPF.

“O ponto fundamental não está na quarentena, está no exercício profissional da advocacia, quando ele ainda era membro do Ministério Público”.

A suspensão por 90 dias pode ser prolongada se o processo não for concluído dentro desse prazo, mas a OAB tem a expectativa de que o trâmite seja célere.

Defesa

Por meio de nota, a defesa de Marcelo Miller negou que o advogado tenha sido ouvido no processo e afirmou que a suspensão fere o estatuto da OAB.

“Em relação ao pedido de suspensão cautelar do direito de advogar por 90 dias, a defesa de Marcello Miller esclarece que tal fato está em total desacordo com o estatuto da OAB (lei 8.906/94). No artigo 70, parágrafo terceiro, eventual suspensão preventiva só pode ocorrer mediante sessão especial, assegurado ao advogado o direito de manifestação, o que não ocorreu. Marcello Miller não foi notificado do processo de suspensão, muito menos foi ouvido”, diz a nota.

(Agência Brasil)

Rodrigo Maia formaliza venda da folha de pagamento da Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), formalizou hoje (13) a venda da folha de pagamento da Casa para o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A assinatura do contrato firmado com os bancos foi realizada em evento hoje (13), no Salão Verde da Câmara.

A medida integra um conjunto de ações anunciadas pela presidência da Câmara, no fim do mês passado, com o objetivo de cortar um total de R$ 236 milhões nas despesas programadas para este ano. A direção da Câmara estima que só o convênio com os bancos pode gerar uma receita de R$ 221 milhões. Os recursos serão transferidos para o Tesouro Nacional.

Participaram da solenidade integrantes da mesa diretora da Câmara, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, além dos presidentes da Caixa, Gilberto Ochi, e do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli, representante do Tesouro Nacional e vários parlamentares.

Maia disse que, com esta medida, a Câmara se compromete com o movimento de corte nos gastos públicos que tem sido empreendido pelos Poderes Executivo e Judiciário. Ele citou a decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, de não autorizar reajuste nos salários do Judiciário.

(Agência Brasil)

Palocci e Marcelo Odebrecht – Companheiros de outrora e amigos de prisão

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O ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda), que detalhou muito do que sabe sobre as relações entre Lula e a Odebrecht em seu depoimento de quarta-feira passada, encontra-se diariamente com… Marcelo Odebrecht.

Segundo o colunista Lauro Jardim, do O Globo, ambos estão presos na mesma ala na sede da PF em Curitiba. Suas celas ficam no mesmo corredor e costumam ficar abertas.

Os presos circulam tranquilamente entre as celas e conversam, seja ali ou durante o banho de sol diário.

Abip investe em pães menos calóricos

As padarias brasileiras estão passando por um silencioso processo de transformação. Trata-se de um movimento puxado pela Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip), que incentiva a produção de pães mais naturais e menos calóricos.

Isso é possível graças ao processo de fermentação lenta, que dispensa o emprego de produtos químicos, aumenta a vida útil do produto e, de quebra, ainda resulta num pão de miolo macio e casca mais crocante.

“Estamos empenhados em produzir e oferecer produtos mais saudáveis e saborosos, atendendo às exigências e demandas de nossos consumidores”, explica o presidente da Abip, José Batista de Oliveira. “Essa oferta de produtos de maior qualidade e menos calóricos também concorre para derrubar o mito de que o pão é um “vilão” das dietas. O pão, na verdade, é energia, é saúde. Trata-se de um alimento nutritivo e bastante versátil”, diz o presidente da Abip.

De acordo com ele, a entidade está dispensando grande atenção em relação à melhoria da qualidade do pão francês. A Abip vem mobilizando moinhos, fornecedores, entidades de panificação e padarias com o objetivo de assegurar um pão francês de melhor qualidade. “Recentemente, fizemos testes com MASSA MADRE no pão francês, obtendo resultados excepcionais: conseguimos um pão mais saboroso, que se manteve crocante por muito mais horas. Pelo fato de a MASSA MADRE ser um produto natural, sabemos que o pão francês e outros pães com ela produzidos terão mais saudabilidade”, diz Batista.

Para destacar a importância deste processo de fermentação, o presidente da Abip sempre repete “o futuro da panificação está no passado”. Essa frase não só retrata a importância em se fazer o resgate da MASSA MADRE na produção de pães no Brasil, como também remete ao relevante papel desempenhado pelos fornos de lastro e processos antigos, que precisam ser revisitados. “Tudo isso, afinal, contribui, para a produção de pães mais saudáveis e de melhor qualidade”, afirma o presidente da Abip.

Como exemplo do esforço para alavancar a qualidade do pão brasileiro, ele lembra da vinda, no ano passado, do chef espanhol Manoel Flecha, uma das mais autoridades mundiais em panificação, que conduziu curso para dezenas de multiplicadores do Senai. “Neste ano, realizamos, em conjunto com Minaspão, o Seminário Europeu de Panificação”, explica o presidente da Abip, lembrando ainda o importante papel desempenhado pelo Programa de Apoio à Panificação (Propan), que capacita os empresários do setor em temas que vão da gestão de seu negócio, tecnologias de produção, lay-out das lojas, fluxo de caixa, mix de produtos, novos serviços para o consumidor etc. etc.

Com ações como essas, José Batista de Oliveira acredita ser possível incrementar o consumo brasileiro per capita de pães. “O brasileiro consome cerca de 34 quilos de pães por ano, média aquém de países de condições socioeconômicas similares, como a Argentina (73 quilos/habitante/ano) ou o Chile (93 quilos/habitante/ano). Há, portanto, um enorme espaço para o crescimento do consumo per capita brasileiro”, conclui Oliveira.

O Acadêmico e o “Pai dos burros”

Com o título “O Pai dos burros”, eis artigo do acadêmico e médico Pedro Henrique Saraiva Leão. Ele ressalta a importância dicionário nestes tempos de um outro que virou “Pai dos burros’, no caso o Google. Confira:

É assim como alguns o chamam. Jocosamente. O respeitado escritor paulista Mário da Silva Brito, contudo, afirmava – com arrojo (atrevimento) ou certa imodéstia – ser o léxico (dicionário) “o pai dos inteligentes: os burros dispensam-no”. A seu respeito, Graciliano Ramos, alagoano de Quebrângulo (1892), um dos sóis da literatura brasileira no Nordeste (“São Bernardo”, “Angústia”, “Vidas Secas”) reconheceu: “não poderíamos trabalhar sem eles, como ( ) sem couro ou tijolos se fossemos sapateiros ou pedreiros”.

Penso assim também. Há muito estão meus dedos calejados de tanto abrir e folhear dicionários. Sempre cortejei-os, e – geralmente – fui recompensado. Aqui se impõe o advérbio, pois a palavra procurada, às vezes, ali não está.

Mesmo assim, nesses casos (raros) deparamos (encontramos) seus sinônimos ou correlatos. Ressalte-se, por igual, a prestimosidade destes livros, eis que respondendo nossas perguntas definem outros termos, acima e embaixo, nos dirimindo (anulando) outras dúvidas vernaculares, i.e., relativas à língua. Este é mais um dos seus encantos, estimulando maior conhecimento dos consulentes (quem consulta). O português originou-se do latim, e – consoante historiadores fidedignos os romanos ocuparam demoradamente a Inglaterra (do ano 55 antes de Cristo ao 6º século) ali inseminando esse idioma. Sua importância para os utentes (usuários) do português foi explicitada por um certo senhor Brander Mttheus, ao asseverar (assegurar, declarar): “não é preciso saber latim, mas devemos, pelos menos tê-lo esquecido”.

Com menos vocábulos contribuíram os gregos, sendo dos helênicos (da Hélade, ou Grécia Antiga) a formação da palavra “epicaricácia”, termo estrambótico (estapafúrdio ou bizarro, excêntrico) pouco conhecido. Vinda até nós pelos ingleses, “epicaricácia” não se encontra no Aurélio ou no Houaiss, mas na internet (Wikipedia). Deriva de “epi” = sobre + “chara” = alegria + “kakon” = mal, traduzindo-se por “alegria pela infelicidade de outrem”. Talvez seja mais conhecida em Alemão: “Schadenfreude” (“Schaden” = prejuízo; “Freude” = alegria)(In “Dictionary of Early English”. Joseph T. Shipley, Editor: Littlefield, Adams & Co. Paterson, New Jersey, EUA, 1963). Segundo o escritor norte-americano Gore Vidal, o fracasso dos amigos seria uma forma de felicidade. Já fui vítima dessa desfeita, perpetrada (cometida) por um colega, ex-estagiário, alegado “amigo–irmão”. “Hélas”!

Alguns leitores acusam-me de usar “palavras difíceis”, embora logo a seguir as defina. Faço-o, entretanto, para enriquecer-lhes o patrimônio vocabular, atualmente minguado pela falta de leitura, pela TV e pela internet. Recomendo ler/reler meu artigo “Vox barbara”, no O POVO, 14/x/2009. O primeiro léxico de Português foi a “Dictionarium Lusitanico in Latinum Sermonen”, por Jerónimo Cardoso, publicado em 1569.

Concluindo, tirante os dois acima mencionados, exemplifico com os clássicos Morais Silva (12 volumes), 1954; Laudelino Freire (5 volumes), 1940; Cândido de Figueiredo (2 volumes), 1945, além daqueles de Francisco Fernandes (Verbos e Regimes; Sinônimos e Antônimos; Regimes de Substantivos e Adjetivos). Lembro ainda os dicionários Latino – Português e Português – Latino, de Francisco Torrinha (Porto, 1942), além de inúmeros outros quetais, venerandos habitantes da minha biblioteca.

*Pedro Henrique Saraiva Leão

pedrohsaraivaleao@hotmail.com

Médico; professor emérito da UFC; titular das Academias Cearense de Letras,de Medicina, e de Médicos Escritores.

Garotinho é preso no Rio

O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, foi preso, na manhã desta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro. Ele foi detido quando apresentava o programa de rádio que ancora na Rádio Tupi. A ordem de prisão é do juiz Ralph Manhães, informa o Portal G1.

Garotinho havia sido preso no dia 16 de novembro do ano passado por fraudes na Operação Chequinho, que apura o uso do programa social Cheque Cidadão para a compra de votos na cidade de Campos dos Goytacazes, no norte do Estado do Rio.

Privatizações na Era Temer são mote de audiência pública da Câmara

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, sob comando de Chico Lopes (PCdoB), fará, nesta quarta-feira, em Brasília, uma audiência pública sobre privatizações na Era Temer.

De acordo com Chico Lopes, são quase 60 privatizações no balaio oficial, incluindo Eletrobras. No Nordeste, entra a Chesf, que responde pela gestão da transposição do rio São Francisco.

 

Lula depõe sobre compra de terreno e apartamento pela Odebrecht

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depõe hoje (13) na sede da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba. Ele será ouvido às 14 horas pelo juiz Sérgio Moro, no segundo processo a que responde no âmbito da Operação Lava Jato. Lula é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber vantagens indevidas do Grupo Odebrecht para beneficiar a empreiteira em contratos com a Petrobras.

Segundo a denúncia do MPF, a Odebrecht comprou um terreno em São Paulo para a construção do Instituto Lula e uma cobertura em São Bernardo do Campo, vizinha ao apartamento onde o ex-presidente mora. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o valor das vantagens indevidas recebidas por Lula se aproxima dos R$ 13 milhões.

(Agência Brasil)

Defesa de Temer vai pedir no STF o fim do sigilo da conversa entre Joesley e advogados da JBS

A defesa de Temer vai usar a tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o julgamento da suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta quarta-feira (13), para pressionar o ministro Edson Fachin a liberar o áudio da conversa entre Joesley Batista, dono do grupo J&F, e o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva.

Os advogados de Temer vão pedir acesso aos sete arquivos de áudio recuperados de gravadores usados por Joesley. A defesa do presidente se agarra à tese de que nos áudios sob sigilo estariam detalhes comprometedores da atuação da PGR na delação da JBS.

*Da Coluna Painel, leia mais aqui.

PF e CGU desarticulam grupo que fraudava licitações em municípios do Ceará e em outros estados

A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram, nesta manhã de quarta-feira, a Operação Fraternidade. O objetivo é dar cumprimento a 45 mandados judiciais expedidos pela 11ª Vara Federal de Fortaleza, sendo nove prisões temporárias, 24 buscas e apreensões, 12 de conduções coercitivas, além de sete mandados de intimação emitidos pela autoridade policia, totalizando 54 mandados, informa a assessoria de imprensa da PF.

A Operação Fraternidade envolve 148 policiais federais do Ceará e do Piauí, além de sete servidores da CGU. A ordem é desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar licitações e no desvio de verbas públicas com atuação em vários municípios cearenses e em outros Estados.

Na investigação, originada de levantamento feito pela CGU, foi possível detectar que os principais envolvidos já tiveram vínculos com dezenas de pessoas jurídicas, das quais 68 teriam recebido verba pública de 171 municípios cearenses, totalizando, somente entre janeiro de 2002 e março de 2013, recursos da ordem de R$ 38.604.801,70, incluindo recursos federais de diversas fontes, sem que fosse detectada a interrupção das atividades do grupo desde então.

O grupo utilizava, segundo a PF e a CGU, empresas por ele controladas em conjunto e em forma de rodízio para vencer licitações e receber vultosas quantias advindas do poder público, sem chamar a atenção das autoridades. Os desvios vinham através de superfaturamento e não execução de contratos.

De acordo com a PF, os envolvidos responderão criminalmente, na medida de suas condutas, pelo cometimento de crimes de organização criminosa, crimes de lei de licitações, falsificações de documentos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Operação Fraternidade – Alusão ao núcleo do grupo, entre outros, formado por três irmãos, com vinculação em várias empresas.

Ceará registra mais da metade dos casos de chikungunya do País

Prefeito Roberto Cláudio e a secretária municipal da Saúde, Joana Maciel.

Sozinho, o Ceará é o estado que concentra mais da metade das notificações da febre chikungunya no País, em 2017. Já são 80.045 casos notificados no Estado e 131.749 no Brasil. Com 60.431 casos suspeitos, Fortaleza é a cidade brasileira com mais incidência da arbovirose. Os dados são do Ministério da Saúde, que monitorou as ocorrências entre janeiro e junho deste ano.

De acordo com boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), Fortaleza acumula 49.802 casos confirmados da doença neste ano. Atualizado no último mês de agosto, o balanço aponta 76 mortes na Capital. Conforme dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), desse total de óbitos em Fortaleza, 67 são de pessoas com mais de 60 anos, o que corresponde a 88,15% do total de vítimas.

Diante do cenário, pesquisas para entender a ação do mosquito Aedes aegypti passarão a ter incentivo financeiro municipal. Na manhã de ontem, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) anunciou a liberação de R$ 500 mil para custear estudos direcionados ao combate das arboviroses. “Quando a gente viu a epidemia crescer, ela aconteceu em um cenário novo”, explicou o prefeito.

“Por ser o mesmo vetor (mosquito transmissor), mas vírus diferentes, isso nos trouxe a atenção e responsabilidade de criar um grupo de trabalho”, acrescentou.

As pesquisas devem investigar os fatores de risco e as complicações clínicas apresentadas por pacientes fortalezenses. Para a titular da SMS, Joana Maciel, o investimento em pesquisa pode viabilizar uma redução nos casos mais graves. “Os pesquisadores vão procurar entender as causas dos óbitos, os sintomas neurológicos que, na literatura mundial, são tidos como esporádicos, mas aqui temos um número elevado”, explanou. “Com isso, vamos conseguir tratar adequadamente os pacientes”, projetou a secretária durante o anúncio do investimento.

Projeto

Mais de 50 profissionais, entre professores, médicos infectologistas de instituições como Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará (Uece) e Universidade de Fortaleza (Unifor), além de servidores do Estado e do Município, estão envolvidos no projeto. A iniciativa faz parte de uma série de ações para controle e prevenção da doença.

(O POVO – Repórter Bruna Damasceno/Foto – Mauri Melo)

PF prende Wesley Batista, um dos donos da JBS

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira, o empresário Wesley Batista, um dos donos da JBS e irmão de Joesley Batista, que já está preso. A ordem foi expedida pela Justiça Federal de São Paulo. Joesley , detido desde o último domingo por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), também é alvo da ação, com mais um mandado de prisão. A informação é da Veja.

As prisões decorrem de investigação aberta pela PF em São Paulo para apurar se os donos da JBS se aproveitaram da própria delação premiada, negociada com a Procuradoria-Geral da República, para ganhar dinheiro no mercado financeiro.

No pedido de prisão, os investigadores sustentam haver fartas provas de que Joesley e Wesley, sabendo do potencial explosivo do acordo de delação e de seus efeitos no mercado, agiram pessoalmente negociando ações do grupo e contratos futuros de dólares.

Também são investigados na operação deflagrada nesta manhã o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, a advogada Fernanda Tórtima, contratada pela empresa, e o ex-procurador da República Marcello Miller, que integrou o grupo de trabalho montado para auxiliar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Lava-Jato. A operação foi batizada de Tendão de Aquiles.